Prefeito de cidade gaúcha dá declaração polêmica

DIÁRIO DA MANHÃ

HÉLIO LEMES

 Ele escolheu  data emblemática para falar asneiras: 31 de março, dia do golpe militar.

Foto: Reprodução

O preconceito existe no Brasil e não é só de classe social, de cor de pele; é também de regionalidade. No último dia 31 de março, o prefeito da cidade de Carlos Barbosa no Rio Grande do Sul, Fernando Xavier da Silva (PDT), deixou isso bem claro após declarar que uma infestação de baianos e goianos levariam sua cidade a fome.

A declaração do político foi dada durante o evento de lançamento do Festival Gastronômico da cidade e publicada no Jornal Contexto da cidade. Quando questionado sobre essa situação, o prefeito afirmou que não lembra o que foi dito por ele e nem se foi de forma preconceituosa.

Leia o trecho que o prefeito dá a declaração: 

É importante dizer que, para vir pra cá, precisa ter profissão, estudo/Que o custo de vida aqui não é barato/ Me parece que as pessoas que fizeram a mudança aqui eram baianos e goianos… não queremos isso para o município./cair./Se vier uma infestação aqui de baianos e goianos, vai trazer fome.

Morre o teórico argentino Ernesto Laclau

Imagem

Um dos maiores teóricos políticos em atividade, o argentino Ernesto Laclau morreu neste domingo aos 78 anos na Espanha. Segundo a agência estatal Télam, a informação foi repassada por familiares.

A notícia é do portal Zero Hora, 14-04-2014.

Professor emérito da Universidade de Essex, na Inglaterra, ele sofreu um infarto em Sevilha. Laclau tinha viajado para a Espanha para dar uma conferência. Ele estava acompanhado de sua mulher, Chantal Mouffe.

Juntos, eles escreveram, em 1985, Hegemonia e Estratégia Socialista, livro considerado um marco da teoria política do final do século 20.

Nascido em 1935, em Buenos Aires, Laclau se licenciou em História pela Universidade de Buenos Aires. Na década de 1970, mudou-se para a Inglaterra. Na Universidade de Essex, seu doutorado, fundou e dirigiu o Programa de Ideologia e Análise de Discurso e o Centro de Estudos Teóricos em Humanidades e Ciências Sociais, que se tornaram referências internacionais na área.

O professor é também fundador e maior expoente da vertente denominada “teoria do discurso da Escola de Essex”. Ao caderno Cultura, de Zero Hora, Laclau concedeu uma de suas últimas entrevistas. A entrevista foi publicada neste sábado, dia 12 de abril. O teórico falou sobre o seu mais recente livro lançado no Brasil, A Razão Populista, no qual faz uma nova leitura do populismo. O fenômeno é tratado como um movimento político capaz de ampliar as bases democráticas de uma sociedade.

Foto: Alice Casimiro Lopes / Divulgação

BB abre primeira agência na China

14/04/2014 

Banco do Brasil será a primeira instituição financeira latino-americana no país asiático

 

Escritório na cidade de Xangai será transformado em agência com capital de US$ 30 milhões

Escritório na cidade de Xangai será transformado em agência com capital de US$ 30 milhões

 

Após três anos de espera pelas autorizações necessárias dos órgãos reguladores chineses, o Banco do Brasil se prepara para mais um importante passo do seu plano de internacionalização.

Previsto para maio de 2014, o maior banco brasileiro será a primeira instituição latino-americana a instalar uma agência na China.

Atualmente, o BB tem um escritório de representação em Xangai, que foi inaugurado em outubro de 2004. Os escritórios do BB no exterior estão voltados principalmente para a viabilização de negócios de empresas e bancos estrangeiros com empresas brasileiras. O escritório na China será elevado à categoria de agência, de olho no volume de negócios entre os dois países.

O Banco Central autorizou a transformação do escritório em agência, com capital de US$ 30 milhões. “No momento, o BB trabalha para conectar seus sistemas com os dos reguladores locais, além de fazer ajustes a fim de compatibilizá-los às plataformas de TI (tecnologia da informação) utilizadas por suas dependências no exterior”, explicou a assessoria de imprensa do banco em um comunicado.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e o fluxo crescente justifica o interesse do BB no país.

No ano passado, a China manteve o papel de principal parceiro comercial do país. A segunda economia do mundo chegou à posição depois de desbancar os Estados Unidos, que ocupavam o posto até 2011.

As exportações para a China em 2013 somaram US$ 46 bilhões, um aumento de 10,8% em relação a 2012, enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram 8,2%, para US$ 24,8 bilhões.

A abertura da agência lhe dá a permissão para fazer operações de câmbio, abrir contas e conceder empréstimos e financiamentos.

O alvo são empresas brasileiras que fazem negócios na China e também empresas chinesas que investem no Brasil.

 

Fernanda Montenegro grava depoimento no Museu da Imagem e do Som

Da Redação da Agência Rio de Notícias

 

Única atriz brasileira indicada ao Oscar; atuou em mais de 20 filmes e 30 novelas e minisséries; vencedora do Emmy Internacional de melhor atriz; do Urso de Prata do Festival de Cinema de Berlim; da Concha de Prata do Festival de San Sebastián; do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro; entre muitos outros. Por sua importância à cultura brasileira, a atriz foi convidada para participar do “Depoimentos para a posteridade” do MIS-RJ, dia 16 de abril, a partir das 13h30, na sede da Praça XV. Entrada franca.

Nessa edição da série, pela primeira vez um depoente sugere oito ao invés de quatro entrevistadores, por isso, de forma que fique confortável, a produção do MIS-RJ optou por dividir: quatro sentarão à mesa e o restante na primeira fila do auditório. Seus entrevistadores serão os amigos Ary Fontoura (ator), Bárbara Heliodora (jornalista e crítica de teatro), Gilberto Braga (autor de telenovelas), Jacqueline Lawrence (atriz e diretora teatral), Carmen Mello (produtora), Maria Inês Barros de Almeida (escritora, teatróloga e radialista), Otávio Augusto (ator) e Tereza Miranda (professora da Puc).

Trajetória

Única brasileira indicada ao Oscar e a primeira contratada pela TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951. Fernanda Montenegro, nome artístico de Arlette Pinheiro Esteves da Silva, nasceu em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro, no bairro do Campinho. Começou sua carreira aos 15 anos como redatora, locutora e radioatriz da Rádio MEC, mas pisou num palco pela primeira vez com 8 anos para participar de uma peça na igreja de seu bairro. A estreia oficial aconteceu em dezembro de 1950, ao lado de Fernando Torres, seu parceiro por 56 anos, em “3.200 Metros de Altitude”, de Julian Luchaire.

Na Tupi, participou de cerca de 80 peças. Já casada com Fernando Torres, se mudou para São Paulo em 1954, onde fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Lá, o casal formou sua própria companhia, o Teatro dos Sete, com Sergio Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli e Alfredo Souto de Almeida, que fez sua estreia em dezembro de 1959, com “O Mambembe”, de Artur Azevedo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Depois de passar pela Tupi e pela Excelsior, Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em “Baila Comigo”, de Manoel Carlos. A personagem, Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para ela, e no mesmo ano, viveu a pérfida milionária Chica Newman de “Brilhante”, de Gilberto Braga. Mas seu maior sucesso até hoje na televisão foi em “Guerra dos Sexos” (1983), de Silvio de Abreu, na qual a atriz protagonizou cenas hilárias e inesquecíveis ao lado de Paulo Autran, como os primos Charlô e Otávio.

Em mais de 50 anos de teatro, a atriz ganhou diversos prêmios por espetáculos como “A Moratória” (1955), de Jorge Andrade, “Dona Doida” (1987), de Adélia Prado, e “The flash and crash days” (1993), de Gerald Thomas, quando atuou ao lado da filha, Fernanda Torres. Estreou no cinema em “A Falecida” (1964), de Leon Hirszman, que lhe deu o prêmio de Melhor Atriz na I Semana do Cinema Brasileiro (futuro Festival de Brasília). Do mesmo diretor, fez também o clássico “Eles não usam black-tie” (1980) e também atuou na produção internacional “O amor nos tempos do cólera” (2007), de Mike Newell. Além da indicação ao Oscar, Central do Brasil (1999) lhe rendeu o Urso de Prata do Festival de Berlim, entre vários outros prêmios.

Acidente deixa seis mortos na Rodovia Rio-Santos

Da Redação DA AGÊNCIA RIO DE NOTÍCIAS

Imagem

Seis pessoas morreram e 17 ficaram feridas num acidente ocorrido pela manhã, por volta das 6h40, na Rodovia Rio-Santos (BR-101), na altura do quilômetro 395, na entrada para a Ilha da Madeira, região metropolitana do Rio. Cinco delas morreram na hora e a sexta vítima morreu no Hospital São Francisco Xavier, em Itaguaí.

As vítimas estavam em um ônibus fretado levando trabalhadores da Empresa Brasileira de Engenharia, para a sede da Nuclep, em Itaguaí, onde alugaram um espaço para montagem de módulos. Esses módulos são para construção de uma plataforma de petróleo. Na hora do acidente estava chovendo e o ônibus capotou na pista molhada.

A BR-101, sentido Angra dos Reis, continua fechada ao tráfego de veículos. No sentido contrário, o tráfego está sendo feito em meia pista, com grande congestionamento. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal a melhor opção para quem vai seguir para aquela região é utilizar a antiga Rio-São Paulo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes dos quartéis de Santa Cruz, Itaguaí e Campo Grande foram acionados, no início da manhã desta segunda-feira (14), para um acidente envolvendo um ônibus na Rodovia Rio-Santos. Os militares prestaram atendimento a 18 feridos (sendo dois em estado grave). Cinco pessoas morreram no local. As vítimas foram encaminhadas para o Hospital São Francisco Xavier (em Itaguaí), e hospitais Municipal Pedro II e Hospital Estadual Rocha Faria, na zona oeste da capital fluminense.

Indígenas também sofreram tortura no regime civil militar

BRASÍLIA – “Eu não sabia que existia governo. (Entendi isso quando) Foi chegando, invadiu nossas terras, matando nossos irmãos”. Esse o início do depoimento do líder dos Yanomami, Davi Kopenawa, à Comissão Nacional da Verdade (CNV).

ALC
segunda-feira, 14 de abril de 2014

Imagem

Os Yanomami, como outros povos indígenas, viviam isolados e tomaram conhecimento de que existia um Brasil na época das grandes obras dos governos dos generais Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel, presidentes do país no período da ditadura civil-militar.

“Esses índios tomaram contato com o fato de que existia um Brasil, um governo, da pior forma possível, que foi a violência contra eles. Eles não tomaram contato pelo fato de que estavam dentro de um país porque veio uma equipe de saúde cuidar das doenças, da nutrição. Viram estradas sendo abertas, máquinas, aproximação não cuidadosa do homem branco, dizimando as tribos por epidemia e por violência. Houve confrontos armados, tortura, vários casos graves de violência intencional do Estado”.

A análise é da jornalista, psicóloga e escritora Maria Rita Kehl, que integra a CNV e coordena o Grupo de Trabalho que analisa as violações cometidas contra camponeses e indígenas de 1946, fim da ditadura do governo de Getúlio Vargas, até 1988, ano da Constituinte que marca, formalmente, o fim da ditadura civil militar no país.

Em entrevista à Página do MST a jornalista adiantou que no âmbito da CNV “a maior novidade é que camponeses e índios sejam incluídos entre as vítimas” do regime militar. Indígenas não estavam necessariamente combatendo a ditadura, mas eram, muitas vezes, vítimas acidentais do processo de desenvolvimento, avaliou Maria Rita.

Em depoimentos à CNV, funcionários e ex-funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) disseram que “a maior violência do Estado foi mandá-los fazer frentes de aproximação com os índios sem levar vacinas, sem vacinar os próprios agentes, sem levar remédios para coisas banais como gripe e sarampo”. Sem defesas imunológicas, índios “morriam como moscas”, disse a psicóloga.

A própria Funai manteve, no mais absoluto silêncio, dois centros de detenção de indígenas considerados “infratores”, o Reformatório Krenak, em Resplendor, e a Fazenda Guarani, em Carmésia, ambos em Minas Gerais.

O detentos eram geridos e vigiados por policiais militares sobre os quais recaem diversas denúncias de tortura, trabalho escravo, desaparecimentos, informou o repórter André Campos, em matéria publicada por Repórter Brasil.

O Estado brasileiro em nenhum momento reconheceu a existência de tais crimes, concluiu o repórter.  

Parlamentares de Moçambique vão trocar experiência em Luanda

Luanda – Uma delegação de deputados afectos ao Conselho de Administração da Assembleia Nacional de Moçambique inicia terça-feira, em Luanda, uma visita de quatro dias para estudo e troca de experiência sobre os mecanismos de funcionamento do Conselho de Administração do Parlamento Angolano.

Fonte: ANGOP

PARTE FRONTAL DA ASSEMBLEIA NACIONAL

FOTO: ANGOP

Uma nota da Assembleia Nacional, chegada hoje,segunda – feira,  à Angop,  indica que os parlamentares daquele país lusófono vão ser  recebidos em audiência pelos presidentes da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, e o do Conselho de Administração, Francisco Ramos da Cruz.

Os deputados de Moçambique vão visitar a Secretaria-Geral da Assembleia Nacional e o Gabinete Local de Apoio ao Círculo Eleitoral Provincial de Deputados de Benguela.

No final da visita, de acordo com a nota, os deputados moçambicanos esperam adquirir subsídios para a consolidação do recém-criado Conselho de Administração da Assembleia da República daquele país africano.

Destacada importância das ciências sociais no desenvolvimento dos países

Luanda – A importância do estudo das ciências sociais no desenvolvimento económico e social de forma sustentada dos países foi destacada hoje (segunda-feira), em Luanda, pelo professor da Universidade do Porto, Portugal, Augusto Silva.

AUGUSTO SILVA – PROFESSOR UNIVERSITÁRIO PORTUGUÊS

FONTE E FOTO: ANGOP

O académico fez o pronunciamento durante a sua intervenção no I Congresso da Trienal das Humanidades, organizada pela Universidade Agostinho Neto (UAN), tendo ressaltado que o estudo das ciências sociais é fundamental para o crescimento económico, sustentável e humano de qualquer país.

Segundo o professor, a materialização do estudo das ciências sociais permite um maior equilíbrio na distribuição de bens e serviços entre a população, assim como melhora o funcionamento dos órgãos da administração pública. 

O desenvolvimento de qualquer país, reforçou, necessita da aplicação eficaz das normas das ciências sociais, assim como o envolvimento de outras disciplinas.

“Precisamos de todas as ciências para ajudar os governos nacionais e provinciais a desenvolverem políticas públicas e estratégias macroeconómicas para o progresso de qualquer país”, sublinhou.

Por seu turno, o decano da Faculdade de Ciências Sociais, da UAN, Victor Kajibanga, recordou que o evento visa dotar os docentes e estudantes do país com conhecimentos relacionados sobre vários temas ligados à diversidade étnica, políticas de desenvolvimento, pobreza e exclusão social.

No encontro, que encerra dia 17 desse mês, os participantes vão ainda abordar questões relacionadas com os desafios, problemáticas e dinâmicas características do processo de desenvolvimento de Angola, num mundo multicultural e globalizado.

A trienal decorre com sessões simultâneas nas faculdades de Ciências Sociais e de Direito, da UAN

ENSA vai lançar seguro de importação de mercadorias

 

Luanda – O seguro de importação de mercadorias é a nova aposta, para este ano, no pacote de produtos da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), anunciou hoje, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da companhia, Manuel Gonçalves.

Fonte: ANGOP

MANUEL GONÇALVES, PRESIDENTE DA ENSA SEGUROS

FOTO: JOAQUINA BENTO/ANGOP

O gestor, que falava em conferência de imprensa em alusão ao 36º aniversário da seguradora nacional, disse que a ENSA pretende manter a mesma qualidade nos seus produtos, porque a sua estrutura e crescimento de prémios tem vindo a aumentar nos últimos anos.

“A ENSA sempre liderou o mercado nacional e temos uma visão estratégica de manter uma boa dinâmica para continuar a melhorar os nossos produtos no mercado nacional”, afirmou.

Manuel Gonçalves acrescentou que a ENSA tem a possibilidade de concretizar os seus objectivos estratégicos até final de 2017, que passa pelo lançamento de novos produtos no mercado.

“Queremos atingir os nossos objectivos estratégicos até 2017 e manter o posicionamento mensal que temos e continuar a ser um exemplo no mercado nacional, porque sabemos que a ENSA tem uma responsabilidade para com os seus clientes,” reforçou.

A ENSA Seguros de Angola foi fundada a 15 de Abril de 1978 e conta com 34 balcões a nível nacional.

Recenseamento Geral da População e Habitação 2014

A República de Angola vai efectuar, de 16 a 31 de Maio de 2014, o Recenseamento Geral da População e Habitação, aquela que é considerada a grande operação estatística que o país realiza, 44 anos depois, já que o último censo de que há memória data de 1970.

Fonte: ANGOP

 

LOGOTIPO DO CENSO2014

FOTO: PEDRO PARENTE/ANGOP

O Censo 2014 é um projecto nacional que vai ficar para sempre na história do país. Ele será fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas e privadas que visam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e saber a estrutura geográfica da população (quantos somos, onde estamos e como vivemos).

Dada a dimensão do acontecimento, a Agência Angola Press (Angop) coloca à disposição dos internautas um “Especial Censo”, que vai abarcar as notícias mais candentes sobre o assunto.

Destaque vai para a entrevista com o director geral do Instituto Nacional de Estatística e Coordenador Geral do Gabinete Central do Censo, Camilo Ceita, na qual discorre sobre diversos aspectos deste acontecimento:

P:  O QUE É O CENSO DA POPULAÇÃO E HABITAÇÃO?

    

R: O conceito de um censo demográfico, ou contagem de moradores, é antigo e corresponde a um programa especializado de recolha, processamento, análise e difusão de dados estatísticos sobre a situação demográfica, social e económica da população, assim como sobre as condições de habitabilidade em que vivem.      O censo é nada mais, nada menos do que um processo de recolha da informação, análise, tratamento e divulgação dessa informação.

P: QUAL O OBJECTIVO DO CENSO?

    

R: O recenseamento visa melhorar o conhecimento das características da população e habitação e contribuir para a consolidação das intervenções públicas e privadas no contexto das políticas de desenvolvimento, ou seja, dar-nos-á uma fotografia real da população e das habitações de hoje para podermos preparar o futuro.

P: POR QUE SÃO TÃO IMPORTANTES OS DADOS DO CENSO?

    

Esses dados são fundamentais para a elaboração do diagnóstico nacional das condições de vida da população num dado momento. De igual modo, entre outros fins, permite auxiliar a execução e avaliação das políticas, podendo ser utilizados por diversos grupos, tais como governos locais, municípios, ministérios, instituições públicas etc.      No censo da população vamos recolher as informações sobre as pessoas, enquanto, no Censo da Habitação, vamos recolher informações sobre a habitação e sobre o agregado familiar. Podemos a qualquer outro momento fazer também um censo agrícola, ou educacional, entre outros.

P: DESDE QUANDO SE REALIZAM CENSOS?

 R: No contexto universal, os censos são uma prática muito antiga, sendo realizados desde antes de Cristo. Segundo a bibliografia que estamos a consultar, o primeiro censo foi realizado na China, 2238 anos antes de Cristo.      Existem relatos sobre a realização de censos no Egipto, na Grécia, na Mesopotâmia. Nessa época, tinham como finalidade a cobrança de impostos, para além de ajudar a preparar acções militares. Actualmente, os censos são fundamentais para a definição de políticas públicas e privadas.

P: DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA JÁ LEVAMOS A CABO QUANTOS CENSOS?

    

R: Em 1970 foi feito o último censo em Angola, não com tanto rigor como recomendavam as Nações Unidas. Nessa altura, o povo angolano já pressionava o regime português para que deixasse o nosso território.      Está a ser investigada a possibilidade de esses dados de 1970 estarem em Portugal.

P: QUAIS AS IMPLICAÇÕES CAUSADAS POR ANGOLA NÃO TER FEIRO CENSOS DE 10 EM 10 ANOS?

    

R: Devido as quatro décadas de guerra de 38 anos de planificação baseadas apenas em estimativas, foi fragilidade a eficácia das políticas de governação, isso porque não tínhamos dados exactos.

P: COMO PODE O CENSO AJUDAR-NOS NA VIDA PRÁTICA?

    

R: O Censo permite-nos saber quantos somos, como somos, onde vivemos e como vivemos. Quando soubermos quantos somos, conheceremos a estrutura da força de trabalho, se somos mais jovens ou mais velhos.      Saber onde vivemos significa conhecer a distribuição da população na área geográfica, se vivemos maioritariamente na área urbana ou rural, em vivendas ou em cabanas. Tudo isso será respondido.      Saber como vivemos pode ajudar o governo a definir as áreas de investigação prioritárias nos próximos anos.

P: O QUE É PRECISO PARA REALIZAR O CENSO?

    

R: Para que tudo isso aconteça é necessário que sejam cumpridos alguns princípios estruturantes. Há quatro princípios: um deles é o da universalidade – todos os indivíduos no território nacional devem ser recenseados.      Há também o princípio da simultaneidade – todas as localidades do país deverão ser observadas em simultâneo com referência a um momento exacto que serão as zero horas do dia 16 de Maio de 2014. Por isso, todas as nossas questões estarão relacionadas com esse momento censitário.      Um outro princípio é o da privacidade individual. Significa dizer que a entrevista deve ser dirigida a cada indivíduo de modo privado. Enfim, um outro desafio que teremos é realizar o recenseamento de 10 em 10 anos, conforme recomendam as Nações Unidas para efeito de comparabilidade dos dados.

P: PORQUÊ SÃO IMPORTANTES ESTES PRINCÍPIOS?

    

R: Esses princípios permitem que não haja omissão e nem tão pouco duplicação da informação para não permitir que o recenseador invada o território onde o outro recenseador está a trabalhar.

P: O QUE SÃO SECÇÕES CENSITÁRIAS?

    

R: O território de Angola está dividido em províncias, municípios, comunas, aldeias e bairros. No entanto, para que se faça o Censo, foi preciso dar cabo às divisões estatísticas, que são as chamadas secções censitárias. Teremos então 45 mil secções censitárias. Imaginem de quantos recenseadores precisaremos!

P: QUANTAS HABITAÇÕES EXISTEM EM CADA SECÇÃO CENSITÁRIA?

    

R: Na área rural, cada secção censitária terá entre 60 a 80 habitações; já na área urbana, cada secção terá de 100 a 120 habitações.

P: QUEM DEVERÁ SER RECENSEADO? SOMENTE OS ANGOLANOS?

    

R: Não. Todas as pessoas que estiverem em Angola serão recenseadas. Mas é preciso de considerar alguns conceitos. Um deles é o conceito de residente. Consideramos residente aquela pessoa que está a residir habitualmente de forma ininterrupta em um determinado local do país independentemente de suas saídas de férias por um período curto de espaço. Já a pessoa ausente é aquela que habitualmente reside no agregado familiar, mas que, por motivos diversos, no momento censitário, não se encontrou na sua área de residência.      Outro conceito é o de visitante: qualquer pessoa que não resida com o agregado familiar mas que ali se encontre no momento censitário, que é um momento de facto et de jure. Enfim, são conceitos muito importantes para que saibamos quem vai ser recenseado. Se um cidadão nacional residente estiver ausente temporariamente, por um período igual ou inferior a seis meses, deverá ser recenseado.      O mesmo acontece com o cidadão nacional e não residente que estiver presente no momento censitário.

P: O CIDADÃO NACIONAL E NÃO RESIDENTE QUE CHEGOU DEPOIS DO MOMENTO CENSITÁRIO SERÁ RECENSEADO OU NÃO?     

R: Não.

P: O ESTRANGEIRO RESIDENTE, COMO UM DIPLAMATA, POR EXEMPLO. SERÁ RECENSEADO?

    

R: Não. Embaixadas são territórios independentes dentro do nosso território nacional. Se não vamos lá, não serão recenseados.

P: O PERÍODO DE RECENSEAMENTO VAI DE 16 A 31 DE MAIO, QUE É O PERÍODO DE RECOLHA DE INFORMAÇÕES JUNTO ÀS FAMÍLIAS. IMAGINEMOS QUE NESSE PERÍODO ALGUMAS PESSOAS VÃO NASCENDO OU MORRENDO. SE UMA CRIANÇA NASCER DEPOIS DO MOMENTO CENSITÁRIO, AINDA QUE ESTEJA NO PERÍODO DE RECENSEAMENTO, ELA SERÁ RECENSEADA?

    

R: Não. Só conta quem estava presente no momento censitário.

P: QUAL A IMPORTÂNCIA REAL DO CENSO?

    

R: O Censo vai fornecer-nos um conjunto de dados que abrangem vários grupos heterogéneos, com dados a serem repartidos em vários segmentos, como área geográfica, idade, sexo, saúde e educação.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio