Destacada importância das ciências sociais no desenvolvimento dos países

Luanda – A importância do estudo das ciências sociais no desenvolvimento económico e social de forma sustentada dos países foi destacada hoje (segunda-feira), em Luanda, pelo professor da Universidade do Porto, Portugal, Augusto Silva.

AUGUSTO SILVA – PROFESSOR UNIVERSITÁRIO PORTUGUÊS

FONTE E FOTO: ANGOP

O académico fez o pronunciamento durante a sua intervenção no I Congresso da Trienal das Humanidades, organizada pela Universidade Agostinho Neto (UAN), tendo ressaltado que o estudo das ciências sociais é fundamental para o crescimento económico, sustentável e humano de qualquer país.

Segundo o professor, a materialização do estudo das ciências sociais permite um maior equilíbrio na distribuição de bens e serviços entre a população, assim como melhora o funcionamento dos órgãos da administração pública. 

O desenvolvimento de qualquer país, reforçou, necessita da aplicação eficaz das normas das ciências sociais, assim como o envolvimento de outras disciplinas.

“Precisamos de todas as ciências para ajudar os governos nacionais e provinciais a desenvolverem políticas públicas e estratégias macroeconómicas para o progresso de qualquer país”, sublinhou.

Por seu turno, o decano da Faculdade de Ciências Sociais, da UAN, Victor Kajibanga, recordou que o evento visa dotar os docentes e estudantes do país com conhecimentos relacionados sobre vários temas ligados à diversidade étnica, políticas de desenvolvimento, pobreza e exclusão social.

No encontro, que encerra dia 17 desse mês, os participantes vão ainda abordar questões relacionadas com os desafios, problemáticas e dinâmicas características do processo de desenvolvimento de Angola, num mundo multicultural e globalizado.

A trienal decorre com sessões simultâneas nas faculdades de Ciências Sociais e de Direito, da UAN

ENSA vai lançar seguro de importação de mercadorias

 

Luanda – O seguro de importação de mercadorias é a nova aposta, para este ano, no pacote de produtos da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), anunciou hoje, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da companhia, Manuel Gonçalves.

Fonte: ANGOP

MANUEL GONÇALVES, PRESIDENTE DA ENSA SEGUROS

FOTO: JOAQUINA BENTO/ANGOP

O gestor, que falava em conferência de imprensa em alusão ao 36º aniversário da seguradora nacional, disse que a ENSA pretende manter a mesma qualidade nos seus produtos, porque a sua estrutura e crescimento de prémios tem vindo a aumentar nos últimos anos.

“A ENSA sempre liderou o mercado nacional e temos uma visão estratégica de manter uma boa dinâmica para continuar a melhorar os nossos produtos no mercado nacional”, afirmou.

Manuel Gonçalves acrescentou que a ENSA tem a possibilidade de concretizar os seus objectivos estratégicos até final de 2017, que passa pelo lançamento de novos produtos no mercado.

“Queremos atingir os nossos objectivos estratégicos até 2017 e manter o posicionamento mensal que temos e continuar a ser um exemplo no mercado nacional, porque sabemos que a ENSA tem uma responsabilidade para com os seus clientes,” reforçou.

A ENSA Seguros de Angola foi fundada a 15 de Abril de 1978 e conta com 34 balcões a nível nacional.

Recenseamento Geral da População e Habitação 2014

A República de Angola vai efectuar, de 16 a 31 de Maio de 2014, o Recenseamento Geral da População e Habitação, aquela que é considerada a grande operação estatística que o país realiza, 44 anos depois, já que o último censo de que há memória data de 1970.

Fonte: ANGOP

 

LOGOTIPO DO CENSO2014

FOTO: PEDRO PARENTE/ANGOP

O Censo 2014 é um projecto nacional que vai ficar para sempre na história do país. Ele será fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas e privadas que visam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e saber a estrutura geográfica da população (quantos somos, onde estamos e como vivemos).

Dada a dimensão do acontecimento, a Agência Angola Press (Angop) coloca à disposição dos internautas um “Especial Censo”, que vai abarcar as notícias mais candentes sobre o assunto.

Destaque vai para a entrevista com o director geral do Instituto Nacional de Estatística e Coordenador Geral do Gabinete Central do Censo, Camilo Ceita, na qual discorre sobre diversos aspectos deste acontecimento:

P:  O QUE É O CENSO DA POPULAÇÃO E HABITAÇÃO?

    

R: O conceito de um censo demográfico, ou contagem de moradores, é antigo e corresponde a um programa especializado de recolha, processamento, análise e difusão de dados estatísticos sobre a situação demográfica, social e económica da população, assim como sobre as condições de habitabilidade em que vivem.      O censo é nada mais, nada menos do que um processo de recolha da informação, análise, tratamento e divulgação dessa informação.

P: QUAL O OBJECTIVO DO CENSO?

    

R: O recenseamento visa melhorar o conhecimento das características da população e habitação e contribuir para a consolidação das intervenções públicas e privadas no contexto das políticas de desenvolvimento, ou seja, dar-nos-á uma fotografia real da população e das habitações de hoje para podermos preparar o futuro.

P: POR QUE SÃO TÃO IMPORTANTES OS DADOS DO CENSO?

    

Esses dados são fundamentais para a elaboração do diagnóstico nacional das condições de vida da população num dado momento. De igual modo, entre outros fins, permite auxiliar a execução e avaliação das políticas, podendo ser utilizados por diversos grupos, tais como governos locais, municípios, ministérios, instituições públicas etc.      No censo da população vamos recolher as informações sobre as pessoas, enquanto, no Censo da Habitação, vamos recolher informações sobre a habitação e sobre o agregado familiar. Podemos a qualquer outro momento fazer também um censo agrícola, ou educacional, entre outros.

P: DESDE QUANDO SE REALIZAM CENSOS?

 R: No contexto universal, os censos são uma prática muito antiga, sendo realizados desde antes de Cristo. Segundo a bibliografia que estamos a consultar, o primeiro censo foi realizado na China, 2238 anos antes de Cristo.      Existem relatos sobre a realização de censos no Egipto, na Grécia, na Mesopotâmia. Nessa época, tinham como finalidade a cobrança de impostos, para além de ajudar a preparar acções militares. Actualmente, os censos são fundamentais para a definição de políticas públicas e privadas.

P: DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA JÁ LEVAMOS A CABO QUANTOS CENSOS?

    

R: Em 1970 foi feito o último censo em Angola, não com tanto rigor como recomendavam as Nações Unidas. Nessa altura, o povo angolano já pressionava o regime português para que deixasse o nosso território.      Está a ser investigada a possibilidade de esses dados de 1970 estarem em Portugal.

P: QUAIS AS IMPLICAÇÕES CAUSADAS POR ANGOLA NÃO TER FEIRO CENSOS DE 10 EM 10 ANOS?

    

R: Devido as quatro décadas de guerra de 38 anos de planificação baseadas apenas em estimativas, foi fragilidade a eficácia das políticas de governação, isso porque não tínhamos dados exactos.

P: COMO PODE O CENSO AJUDAR-NOS NA VIDA PRÁTICA?

    

R: O Censo permite-nos saber quantos somos, como somos, onde vivemos e como vivemos. Quando soubermos quantos somos, conheceremos a estrutura da força de trabalho, se somos mais jovens ou mais velhos.      Saber onde vivemos significa conhecer a distribuição da população na área geográfica, se vivemos maioritariamente na área urbana ou rural, em vivendas ou em cabanas. Tudo isso será respondido.      Saber como vivemos pode ajudar o governo a definir as áreas de investigação prioritárias nos próximos anos.

P: O QUE É PRECISO PARA REALIZAR O CENSO?

    

R: Para que tudo isso aconteça é necessário que sejam cumpridos alguns princípios estruturantes. Há quatro princípios: um deles é o da universalidade – todos os indivíduos no território nacional devem ser recenseados.      Há também o princípio da simultaneidade – todas as localidades do país deverão ser observadas em simultâneo com referência a um momento exacto que serão as zero horas do dia 16 de Maio de 2014. Por isso, todas as nossas questões estarão relacionadas com esse momento censitário.      Um outro princípio é o da privacidade individual. Significa dizer que a entrevista deve ser dirigida a cada indivíduo de modo privado. Enfim, um outro desafio que teremos é realizar o recenseamento de 10 em 10 anos, conforme recomendam as Nações Unidas para efeito de comparabilidade dos dados.

P: PORQUÊ SÃO IMPORTANTES ESTES PRINCÍPIOS?

    

R: Esses princípios permitem que não haja omissão e nem tão pouco duplicação da informação para não permitir que o recenseador invada o território onde o outro recenseador está a trabalhar.

P: O QUE SÃO SECÇÕES CENSITÁRIAS?

    

R: O território de Angola está dividido em províncias, municípios, comunas, aldeias e bairros. No entanto, para que se faça o Censo, foi preciso dar cabo às divisões estatísticas, que são as chamadas secções censitárias. Teremos então 45 mil secções censitárias. Imaginem de quantos recenseadores precisaremos!

P: QUANTAS HABITAÇÕES EXISTEM EM CADA SECÇÃO CENSITÁRIA?

    

R: Na área rural, cada secção censitária terá entre 60 a 80 habitações; já na área urbana, cada secção terá de 100 a 120 habitações.

P: QUEM DEVERÁ SER RECENSEADO? SOMENTE OS ANGOLANOS?

    

R: Não. Todas as pessoas que estiverem em Angola serão recenseadas. Mas é preciso de considerar alguns conceitos. Um deles é o conceito de residente. Consideramos residente aquela pessoa que está a residir habitualmente de forma ininterrupta em um determinado local do país independentemente de suas saídas de férias por um período curto de espaço. Já a pessoa ausente é aquela que habitualmente reside no agregado familiar, mas que, por motivos diversos, no momento censitário, não se encontrou na sua área de residência.      Outro conceito é o de visitante: qualquer pessoa que não resida com o agregado familiar mas que ali se encontre no momento censitário, que é um momento de facto et de jure. Enfim, são conceitos muito importantes para que saibamos quem vai ser recenseado. Se um cidadão nacional residente estiver ausente temporariamente, por um período igual ou inferior a seis meses, deverá ser recenseado.      O mesmo acontece com o cidadão nacional e não residente que estiver presente no momento censitário.

P: O CIDADÃO NACIONAL E NÃO RESIDENTE QUE CHEGOU DEPOIS DO MOMENTO CENSITÁRIO SERÁ RECENSEADO OU NÃO?     

R: Não.

P: O ESTRANGEIRO RESIDENTE, COMO UM DIPLAMATA, POR EXEMPLO. SERÁ RECENSEADO?

    

R: Não. Embaixadas são territórios independentes dentro do nosso território nacional. Se não vamos lá, não serão recenseados.

P: O PERÍODO DE RECENSEAMENTO VAI DE 16 A 31 DE MAIO, QUE É O PERÍODO DE RECOLHA DE INFORMAÇÕES JUNTO ÀS FAMÍLIAS. IMAGINEMOS QUE NESSE PERÍODO ALGUMAS PESSOAS VÃO NASCENDO OU MORRENDO. SE UMA CRIANÇA NASCER DEPOIS DO MOMENTO CENSITÁRIO, AINDA QUE ESTEJA NO PERÍODO DE RECENSEAMENTO, ELA SERÁ RECENSEADA?

    

R: Não. Só conta quem estava presente no momento censitário.

P: QUAL A IMPORTÂNCIA REAL DO CENSO?

    

R: O Censo vai fornecer-nos um conjunto de dados que abrangem vários grupos heterogéneos, com dados a serem repartidos em vários segmentos, como área geográfica, idade, sexo, saúde e educação.

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