Arquivo da tag: ACORDO

Fornecimento de gás à China promete impulsionar PIB russo

Aleksêi Lossan, Gazeta Russa
Segundo analistas do Bank of America Merrill Lynch, crescimento ficará entre 1,5 e 2,1% em 2015. O crescente patriotismo no país, tal como se verificou depois da Segunda Guerra Mundial, também deve contribuir para o crescimento do PIB.
Fornecimento de gás à China promete impulsionar PIB russo
Acordo com a China é um dos principais fatores para o desenvolvimento econômico Foto: Shutterstock

De acordo com uma pesquisa do Bank of America Merrill Lynch, o contrato da Gazprom com a empresa chinesa CNPC para fornecimento de gás começará a ter efeito no cenário macroeconômico da Rússia em 2015. Graças a ele, o volume anual dos investimentos do monopólio russo do gás vai aumentar em US$ 5,6 bilhões – capital que será destinado para a construção do gasoduto e para o projeto dos campos de Tchaiandinski e Kovitinski, na Sibéria.

“Os investimentos a serem feitos no projeto de infraestrutura significam encomendas para empresas de muitos setores, e, consequentemente, o reavivamento da atividade empresarial. Ainda mais porque, na fase inicial, a China pretende dar um adiantamento financeiro para a construção”, explica o presidente executivo da consultoria Arkaim, Aleksandr Dorofeiev.

O montante do investimento no projeto, estimado em US$ 55 bilhões, é um valor significativo para a Gazprom e excede qualquer programa anual de investimentos da estatal russa. Com esse impulso, o BofA Merrill Lynch garante que o PIB russo crescerá 2,1% já em 2015 e, assim, reduzirá o efeito negativo causado pela crise ucraniana e pelas recentes sanções por parte dos UE e dos EUA.

O acordo com a China, porém, é apenas um dos fatores para o desenvolvimento econômico, garante Dorofeiev. Segundo ele, se as exportações de hidrocarbonetos para a Europa diminuírem no futuro, as exportações para a China poderão compensar e dar suporte parta manter o atual nível do PIB, mas não vai permitir crescer.

“O orçamento pode ser gasto não só na indústria do gás, mas também em outros setores. A maneira mais eficaz para apoiar a economia em longo prazo é promovendo uma política de substituição de importações de vários tipos de produtos por produção nacional”, diz o especialista, acrescentando que, para tal, é preciso tornar os créditos acessíveis e criar condições necessárias para o desenvolvimento dos negócios.

Uma outra pesquisa, realizada pela Ernst & Young em 2013, mostra que a Rússia ficou em terceiro lugar mundial em termos de atração de investimento, depois dos EUA e da China, mas à frente de países como Reino Unido, Alemanha, Cingapura e Brasil. No ano passado, o fluxo de investimento direto estrangeiro na Rússia atingiu US$ 94 bilhões – valor 83% maior do que em 2012. Nesse mesmo período, os Estados Unidos receberam US$ 120 bilhões de investimento estrangeiro, e a China, US$ 96 bilhões.

O efeito positivo registrado na Rússia em 2013 foi, contudo, prejudicado pela saída de investidores em 2014 devido à crise ucraniana. Segundo dados do Banco Central da Rússia, a fuga de capital do país atingiu a marca de US$ 63 bilhões no primeiro trimestre de 2014.

Ânimo retomado

Em abril passado, a economia russa apresentou pela primeira vez um aumento de 1,1% no ano, informou o vice-ministro para o Desenvolvimento Econômico da Rússia, Andrêi Klepatch. Porém, o crescimento real foi muito mais modesto. Levando em conta fatores sazonais, o PIB cresceu 0,1% em abril, depois de um crescimento nulo em março, aumento de 0,4% em fevereiro e queda de 0,6% em janeiro.

O crescimento econômico é, em parte, resultado da atitude positiva dos empresários russos. Dados do Instituto de Estudos Estatísticos da Escola Superior de Economia revelam que o crescimento da economia russa no momento é determinado por três fatores.

O primeiro deles é o crescimento da produção nos setores de metalurgia e engenharia mecânica, devido à substituição dos produtos que chegavam da Ucrânia por produtos de fabricação nacional. Em segundo lugar, a esperança do empresariado em receber benefícios do Estado. Por fim, os analistas assinalam que “componente emocional” da população teve um efeito positivo inesperado sobre a economia em meio à “mudança da posição Rússia no mundo, dos eventos na Ucrânia, da assinatura do contrato de gás com a China, do programa de substituição das importações por produção nacional e dos Jogos Olímpicos”, entre outros fatores.

De acordo com os especialistas, um movimento semelhante foi determinante para o aumento acentuado da indústria da URSS entre 1946 e 1953, após a Segunda Guerra Mundial.

Acordo entre Argentina e Clube de Paris beneficia o Brasil

A presidente da Argentina Cristina Kirchner

A presidente da Argentina Cristina Kirchner

REUTERS/Ivan Alvarado|RFI

A Argentina reconheceu a dívida de U$ 9,7 bilhões e criou um plano de pagamento de cinco anos para encerrar calote com Clube de Paris desde 2001. O acordo, uma boa notícia também para o Brasil, aconteceu na capital francesa na manhã de quinta-feira depois de 20 horas de reuniões, mas o epicentro da notícia foi mesmo na capital argentina. 

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Entusiasmo, mas com cautela. Assim os analistas econômicos e empresários argentinos receberam a notícia de um acordo financeiro esperado por 13 anos. Para o Brasil, essa é uma boa notícia: à medida que a Argentina tiver acesso a dólares, deverá afrouxar as barreiras às importações. Com isso, diminuem as restrições aos produtos brasileiros. Mas isso provavelmente só ocorrerá a médio e longo prazos.

Para os economistas argentinos em geral, o acordo vai na direção correta.  Isso porque ele  permite o começo de um processo de futuros créditos de organismos internacionais para e de investimentos dos 19 países que formam o Clube de Paris para as filiais de empresas desses países na Argentina.

A cautela do entusiasmo é porque esse processo de retorno da Argentina ao mercado de crédito internacional não será imediato. Provavelmente não terá impacto durante o mandato de Cristina Kirchner que termina em dezembro em 2015. A economia argentina convive com uma inflação galopante e dá sinais de recessão, uma combinação que não gera confiança para os investimentos.

Por isso, a bolsa de Buenos Aires subiu apenas 1,95%. Mas o verdadeiro teste deve ser nesta sexta-feira já que uma greve bancária ontem paralisou os negócios por aqui.

Quem não teve nenhuma cautela e nem se conteve de entusiasmo foi a presidente Cristina Kirchner, quem destacou que o acordo não terá a supervisão do FMI, uma condição imposta pela Argentina.

“É a primeira vez na história do Clube de Paris que um país nas nossas condições negocia com este organismo multilateral sem a intervenção do Fundo Monetário Internacional e sem resignar a autonomia que todo país soberano deve ter para decidir as suas políticas econômicas e sociais”, discursou Cristina Kirchner em rede nacional nesta quinta-feira.

Primeira parcela será paga em julho

Da dívida atual de U$ 9,7 bilhões, o governo de Cristina Kirchner vai pagar apenas U$ 1,15 bilhão. O restante ficará para o próximo presidente. A primeira parcela, de U$ 650 milhões, será paga em julho. A segunda, de U$ 500 milhões, dentro de um ano. Os juros caem de 7% a 3% ao ano.

O acordo tem uma outra particularidade: se os 19 países que formam o Clube de Paris investirem firme na Argentina, o país se compromete em pagar a dívida em até 5 anos. Se os investimentos não vierem como o esperado, o pagamento total levará sete anos.

Credit Suisse evita o pior nos Estados Unidos

FRAUDE FISCAL

O Secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse que o Credit Suisse ajudou ativamente seus clientes americanos a mentir ao fisco.

O Secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse que o Credit Suisse ajudou ativamente seus clientes americanos a mentir ao fisco. (Keystone)

20. Maio 2014

O anúncio do acordo entre o Credit Suisse e o Departamento de Justiça dos EUA para encerrar o inquérito contra o banco causou alívio na Suíça. A instituição financeira deve pagar uma multa de US$ 2,8 bilhões, mas vai manter a licença nos Estados Unidos.

Após uma audiência em um tribunal federal no Estado da Virginia, durante a qual a instituição foi formalmente acusada de praticar evasão fiscal, o ministro da Justiça dos EUA, Eric Holder, declarou que o Credit Suisse ajudou clientes a mentir para a Receita Federal, escondendo bens e rendimentos em contas bancárias ilegais não declaradas.
 
O ministro americano anunciou que o Credit Suisse vai pagar uma multa de 1,8 bilhões de dólares,  dos quais 670 milhões em restituição às autoridades fiscais dos EUA. A este montante deve ser adicionado 715 milhões de dólares pagos aos reguladores do setor financeiro de Nova York e 100 milhões para o Conselho de Governadores da Reserva Federal dos EUA. Levando em conta a multa de 196 milhões dólares imposta em fevereiro pela autoridade de supervisão americana dos mercados financeiros, a nota chega a 2,815 bilhões de dólares.
 
É a maior multa já paga por um banco suíço. Além do Credit Suisse, os bancos UBS, Wegelin e Swisspartners também haviam sido multados por cumplicidade em evasão fiscal. O Credit Suisse é um dos 14 bancos suíços sob investigações de suspeita de terem ajudado clientes ricos americanos a sonegar impostos.

 

Bancos suíços

Teaser Galerie

O fotógrafo britânico Mark Henley trabalhou sobre um enigma.  […]

Consciência tranquila

Em um comunicado, Brady Dougan, presidente do Credit Suisse, disse que “lamenta profundamente as falhas no contexto de casos anteriores nos Estados Unidos. Este é o caso mais longo e mais importante para o Credit Suisse”. Com a resolução deste conflito, o banco com sede em Zurique não espera nenhum impacto nas suas licenças bancárias, nem na capacidade de conduzir seus negócios.
 
Urs Rohner, presidente do Conselho de Administração do Credit Suisse, declarou na rádio suíça que não se sentia responsável pela prevaricação do Credit Suisse nos Estados Unidos. Sua declaração também se aplica a Brady Dougan.
 
“Pessoalmente, nos sentimos brancos como a neve”, disse Urs Rohner nesta terça-feira (20). Se o banco inteiro está com a consciência tranquila é outra questão”, disse o presidente do conselho. Segundo Urs Rohner, o acordo com Washington foi difícil de ser concluído devido às divergências entre as leis americanas e suíças sobre a divulgação de informações bancárias.

Governo suíço satisfeito

O Conselho Federal (governo) disse, entretanto, estar satisfeito com o acordo que permitirá encontrar uma solução jurídica para o conflito sem acusação formal. A solução encontrada não implica a retirada da licença do banco e o recurso à lei de emergência foi excluído.
 
O Credit Suisse não cumpriu a obrigação de identificar, limitar e controlar os riscos associados as suas atividades nos Estados Unidos, declarou a Autoridade Federal de Supervisão do Mercado Financeiro da Suíça (FINMA). No entanto, a agência encerrou o inquérito contra o banco.
 
A Associação dos Banqueiros Suíços (ABS) disse estar aliviada que o acordo entre o Credit Suisse e as autoridades americanas respeita o quadro legal existente. O acordo permite ao banco encerrar seus problemas com os Estados Unidos e concentrar novamente em suas atividades plenamente operacionais.

Bradley Birkenfeld indeciso

Bradley Birkenfeld, o ex-banqueiro que confessou as fraudes fiscais do UBS e do Credit Suisse nos Estados Unidos, não tem uma opinião formada sobre o veredito da justiça americana. “De um lado é gratificante de ver que o Credit Suisse finalmente foi responsabilizado pela fraude cometida além das fronteiras suíças. De outro lado, é escandaloso que o Departamento de Justiça dos EUA fez perder tempo durante sete longos anos”, declara.
“Na primavera de 2007 não apenas denunciei as atividades do UBS, mas também as do Credit Suisse. Os dois bancos estavam engajados nesses negócios escusos. Eu trabalhei para os dois bancos e vi o que estava acontecendo”, ressalta Bradley Birkenfeld, que foi condenado a 40 anos de prisão em 2009 por ter se negado a revelar às autoridades o total das suas atividades. Posteriormente recebeu um prêmio de 100 milhões de dólares do fisco americano pelo seu testemunho que permitiu de proceder judicialmente contra o UBS no mesmo ano. 
 
Scott Michel, advogado especializado em finanças e que defendeu os interesses de clientes do UBS e do Credit Suisse nos Estados Unidos, lembra que o UBS saiu incólume por infrações similares através do pagamento de uma multa de 780 milhões de dólares em virtude de ação judicial diferenciada e menos problemática, negociada com o Departamento de Justiça. “A decisão do Departamento de Justiça dos EUA de inculpar preferencialmente um banco mundial de grande porte, ao invés de concluir um acordo judicial diferenciado (como foi o caso do UBS), reflete evidentemente a gravidade da conduta subjacente”, declara.

Evitar uma falência

O vice-ministro americano de Justiça, Jim Cole, explicou que a diferença de tratamento entre o Credit Suisse e o UBS deveu-se pela falta de cooperação do Credit Suisse e o bloqueio durante os três anos de investigação.
 
O diretor do Centro de Direito Bancário e Financeiro da Universidade de Genebra, Luc Thévenoz, estima que a diferença de tratamento entre os dois bancos se explica pelas circunstâncias atuais nos meios financeiros e econômicos mundiais. “Saímos da crise financeira e o Credit Suisse dispõe de fundos próprios sólidos e pode arcar com essas multas”, afirmou em entrevista à televisão suíça.
 
Os procuradores fixaram uma multa mais elevada que possível, mas que não ameaça a existência do Credit Suisse e também das pessoas que o banco emprega em Wall Street, estima do seu lado Beckett Cantley, professor de direito fiscal na John Marshall Law School, em Atlanta. “Parece que o Departamento de Justiça dos EUA e o Credit Suisse encontraram um acordo que permite ao primeiro de obter a vitória que desejava, evitando ao mesmo tempo colocar em risco o Credit Suisse como instituição e impedir, dessa forma, um terremoto econômico que provocaria uma falência bancária de grande porte”, afirma.
 
(com a colaboração de Matthew Allen)

Apple e Google chegam a um acordo e encerram guerra de patentes

As empresas estavam mergulhadas em uma verdadeira guerra de patentes em tribunais de todo o mundo

France Presse

17/05/2014 

Nova York – Os gigantes da informática americana Apple e Google anunciaram na sexta-feira ter alcançado uma trégua em sua guerra de patentes.

 (AFP PHOTO / EMMANUEL DUNAND / LOIC VENANCE )  

“Apple e Google chegaram a um acordo para dar por finalizadas todas as denúncias existentes atualmente entre os dois grupos”, indicaram em um comunicado transmitido por e-mail à AFP.

As duas companhias afirmam que trabalharão juntas em “certos setores da reforma de patentes”, embora tenham deixado claro que a distensão não inclui dar licenças recíprocas pela tecnologia de cada uma.

Apple e Google estavam envolvidas em uma autêntica guerra de patentes nos tribunais de todo o mundo. O conflito havia provocado uma avalanche de processos judiciais nos últimos anos, alguns acompanhados com expectativa pela imprensa.

“As partes entraram em acordo diante de uma posição mútua de debilidade”, considerou o analista em matéria de propriedade intelectual Florian Mueller da fosspatents.com.

“Tinham que reconhecer que, sob as circunstâncias processuais, suas patentes não eram suficientemente fortes para dar a uma das partes uma influência decisiva sobre a outra, ao menos não no curto prazo”, disse Mueller.

– Uma longa guerra –

O fabricante americano de telefones celulares Motorola denunciou a Apple nos Estados Unidos há quatro anos. A Apple respondeu com outra denúncia e o Google herdou o conflito judicial quando comprou o braço de telefonia móvel da Motorola em 2012.

Esta aquisição foi considerada naquele momento como um movimento para utilizar suas patentes para defender o sistema operacional Android nos cada vez mais litigantes mercados dos smartphones e dos tablets.

No início do ano, o Google decidiu vender a Motorola Mobility ao gigante dos computadores chinês Lenovo, embora a operação ainda não tenha sido finalizada.

O Google continua sendo um dos principais atores do mercado da telefonia mundial, já que o Android é utilizado por três quartos dos fabricantes de smartphones e tablets do mundo, impondo-se como o principal concorrente dos iPhones e iPads da Apple.

A Samsung é a usuária do programa do Google que tem a maior parcela de mercado, 35%, segundo as estimativas da consultora IDC. A Apple aparece na segunda posição, embora seu iPhone domine apenas 15,5% do mercado mundial.

Apple e Google afirmaram que a trégua inclui apenas as demandas que os opõem diretamente, o que deixa de fora o litígio entre Apple e Samsung.

No último julgamento entre Samsung e Apple, o tribunal confirmou que o gigante sul-coreano deverá pagar 119,6 milhões de dólares à companhia americana por ter violado algumas patentes de smartphones.

A Samsung já havia sido condenada por este mesmo tribunal em 2012 e 2013 a desembolsar 930 milhões de dólares à Apple, que naquela ocasião exigia uma indenização de mais de 2 bilhões de dólares. Mas a vitória da empresa americana foi parcial, já que a Justiça também constatou violações de patentes de sua parte.

O tribunal condenou a Apple a pagar 158.400 dólares à empresa sul-coreana, que a acusava de infringir suas próprias patentes sobre a tecnologia de transmissão de dados.

O último embate ocorreu na sexta-feira no Japão, onde um tribunal concluiu que a Apple havia violado a propriedade intelectual da Samsung, mas condenou a marca a uma multa de apenas 98.000 dólares. As duas empresas classificaram a sentença de vitória.

Grã-Bretanha está perto de acordo para combater pirataria na internet

AFP – Agence France-Presse

09/05/2014 

As grandes empresas de entretenimento e os provedores de internet britânicos estão perto de alcançar um acordo sem precedentes para combater a pirataria, declararam nesta sexta-feira as autoridades.

Sob o acordo, os provedores de internet BT, Sky, TalkTalk e Virgin Media enviarão cartas pedagógicas aos clientes suspeitos de baixarem conteúdos ilegalmente, informou a BBC.

O acordo foi alcançado com o organismo que reúne a indústria musical britânica, o BPI, e com a Motion Picture Association (MPA), que representa a indústria do cinema.

Estas duas associações queriam medidas mais severas e pretendiam que as cartas ameaçassem os internautas com sanções.

Além disso, queriam conhecer a identidade dos que fazem downloads ilegais, com a ideia de tomar medidas legais.

Uma fonte próxima às negociações declarou à BBC que o BPI e a MPA acabaram por aceitar “que não podiam utilizar este processo para perseguir indivíduos”.

Odebrecht e Petrobras fizeram contrato após doação eleitoral

Uma reportagem da revista Época desta semana revelou que um contrato entre a Petrobras e a construtora Odebrecht firmado no ano eleitoral de 2010 teria sido aprovado após um acerto de doações equivalente a R$ 17,7 milhões para a campanha de Dilma Rousseff. Segundo a revista, o contrato era de US$ 826 milhões (R$ 1,8 bilhão) e previa serviços de segurança, meio ambiente e saúde nas unidades da Petrobras tanto no Brasil quanto no exterior.

Segundo o lobista João Augusto Henriques, as negociações tiveram início em 2009. A doação teria sido acertada com o tesoureiro informal do PT, João Vaccari. Ainda segundo a revista, pelo acordo o PMDB ajudaria a “enterrar” a CPI da Petrobras que ocorria no Senado, sob a relatoria de Romero Jucá (PMDB-RR). Em troca a estatal assinaria embaixo do projeto Odebrecht, que acabou sendo fechado.

Em 2012, antes da posse de Graça Foster, auditores encontraram irregularidades e entenderam que o contrato deveria ser rescindido. Após assumir a estatal, Graça Foster e sua equipe pretendiam anular o contrato, segundo a revista Época. Ao saber disso, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, procurou Graça Foster para impedir a anulação e, ainda segundo a revista, chegou a mencionar as contribuições políticas envolvidas no contrato. Outra editoria foi apresentada, não recomendando a anulação do contrato. Porém, em janeiro do ano passado, a estatal anunciou a redução do contrato para U$S 480 milhões.

Em nota oficial enviada à revista, a Odebrechtnegou “veementemente a existência de qualquer irregularidade nos contratos firmados com a Petrobras, conquistados legitimamente por meio de concorrências pública”. A empresa disse ainda que “redução no valor do mencionado contrato para a execução de serviços em instalações da Petrobras fora do Brasil foi única e exclusivamente consequência da diminuição do escopo deste contrato. Em decorrência do plano de desinvestimentos da Petrobras no exterior, a prestação dos serviços elencados no contrato, originalmente prevista para ocorrer em nove países, foi reduzida para quatro”.

A construtora concluiu dizendo que “desconhece questionamentos feitos em auditoria interna da Petrobras e as conclusões dessa mesma auditoria”.

Fonte: Terra 

Novo governo palestino deverá ‘rejeitar violência e terrorismo’, diz Abbas

Mahmoud Abbas preside reunião da OLP neste sábado, 26 de abril de 2014, em Ramallah, na Cisjordânia.

Mahmoud Abbas preside reunião da OLP neste sábado, 26 de abril de 2014, em Ramallah, na Cisjordânia.

REUTERS/Mohamad Torokman

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou neste sábado (26) que o governo de consenso nacional acertado com o movimento islamita Hamas deverá “rejeitar a violência e o terrorismo”, e também reconhecer o Estado de Israel e os acordos assinados com o país.

 

“O próximo governo obedecerá a minha política”, declarou Abbas aos membros do Conselho Central Palestino, órgão dirigente da Organização para a Libertação da Palestina, reunido neste fim de semana em Ramallah, na Cisjordânia. Abbas sublinhou que o novo governo palestino vai cuidar prioritariamente de assuntos internos.

“Reconheço o Estado de Israel, rejeito a violência e o terrorismo e respeito os compromissos internacionais”, acrescentou o líder palestino.

Por outro lado, Abbas deixou claro que os palestinos “nunca aceitarão reconhecer um Estado judeu”, uma exigência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Abbas ressaltou que Israel não fez esse tipo de exigência à Jordânia e ao Egito, países que assinaram acordos de paz com o Estado hebreu. Ele também lembrou que os palestinos reconheceram o Estado de Israel em 1993.

O Hamas considerou “positivo” o discurso de Abbas. “Nós apoiamos as posições da OLP sobre Jerusalém, sobre a reconcliliação interpalestina e o não reconhecimento do estado judeu”, declarou Bassem Naim, um dos dirigentes do Hamas na Faixa de Gaza.

Naim disse que o novo governo de consenso nacional terá basicamente três missões: reunificar as organizações palestinas, preparar novas eleições e reconstruir Gaza. Segundo Naim, “não cabe a esse governo tratar de questões políticas”.

Israel suspende negociações

O acordo de reconciliação fechado nesta semana entre as forças políticas palestinas enfureceu Israel, que considera o Hamas uma “organização terrorista”.

O Hamas rejeita as negociações de paz empreendidas pela Autoridade Palestina de Abbas com Israel e defende a resistência armada contra o país.

Em resposta ao acordo interpalestino, Israel suspendeu as negociações que estavam sendo mediadas pelo secretário de Estado americano, John Kerry.

Obama considera “inútil” acordo com o Hamas

Confrontado a mais um fracasso de sua administração no processo de negociações israelo-palestino, o presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, durante visita a Seul, que uma “pausa” era necessária no diálogo entre israelenses e palestinos.

Obama criticou o acordo interpalestino, qualificando de “inútil” a aproximação do Fatah (partido de Abbas) com o Hamas. Na avaliação de Obama, tanto o governo de Israel quanto os dirigentes palestinos tomaram uma série de iniciativas nas últimas semanas “infelizes”, que não acrescentaram nada de bom aos esforços diplomáticos para se chegar a um acordo de paz duradouro no Oriente Médio.

Hamas anuncia acordo com OLP e Israel bombardeia Faixa de Gaza

O movimento islamita Hamas e o nacionalista palestino Fatah concordaram em formar um governo de união nacional.

O movimento islamita Hamas e o nacionalista palestino Fatah concordaram em formar um governo de união nacional.

REUTERS/Mohammed Salem
RFI

O movimento Hamas e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) anunciaram um acordo nesta quarta-feira (23) para a formação de um governo de união nas próximas semanas. Pouco depois do comunicado ser divulgado, a aviação israelense bombardeou o norte da faixa de Gaza, ferindo seis palestinos.

 

O acordo prevê a formação de um governo de união dentro de cinco semanas e a realização de eleições legislativas e presidenciais seis meses depois do voto de confiança do Parlamento. O último pleito nos territórios ocupados aconteceu em 2006 e as últimas eleições presidenciais foram vencidas por Mahmoud Abbas em 2005.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, e o Fatah, movimento de Mahmoud Abbas predominante dentro da OLP, divergiam sobre maneiras de aplicar o acordo de reconciliação, assinado em 2011 no Egito e em Doha, em fevereiro de 2012. O objetivo era colocar um fim à divisão política entre Gaza e a Cisjordânia.

Ambos os lados temiam gerar novas tensões nas relações com Israel, mas acabaram chegando a um acordo. “É uma boa novidade que anunciamos para nosso povo: o tempo das divisões chegou ao fim”, disse Ismaïl Hanieyhn, chefe do governo de Hamas em Gaza.

Premiê israelense acusa palestinos de “abortar processo de paz”

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou os palestinos nesta quarta-feira de abortar o processo de paz. “Em vez de escolher a paz com Israel, Abbas optou pela paz com o Hamas”, disse o premiê. O negociador para a Palestina, Saëb Erakat, respondeu que seria difícil obter a paz sem uma reconciliação prévia.

Em resposta à decisão palestina, a aviação israelense bombardeou o norte da Faixa de Gaza, deixando seis palestinos feridos, um em estado grave. O governo israelense também cancelou a próxima sessão de negociações com a Autoridade Palestina.

O processo de paz entre Israel e os palestinos foi relançado em julho passado pelo chefe da diplomacia americana, John Kerry. Nesta terça-feira, o nono encontro entre os negociadores israelenses e palestinos, na presença do mediador americano Martin Indyk, não trouxe nenhum resultado.

“Continuaremos a nos encontrar com a delegação israelense até o dia 29 de abril. Mas está claro que Israel não tem interesse em alavancar o processo de paz”, disse o negociador palestino. Ambas as partes pedem um prolongamento do prazo para as negociações de paz, estabelecido até o dia 29 de abril.

O presidente palestino aceitou dar continuidade às discussões, desde que Israel libere os prisioneiros, suspenda a construção de novos assentamentos e aceite discutir a delimitação das fronteiras do futuro Estado palestino. 
 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio