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As medidas secretas de Aécio

Correio do Brasil | Leandro Mazzini – de Brasília

21/8/2014 

Aécio Neves (PSDB)

Caso vença a eleição, Aécio Neves (PSDB) vai preparar na transição inevitável pacote de medidas drásticas para recolocar o País no rumo, o Plano Trimestral. A despeito de o Brasil atravessar sem sobressaltos a crise internacional, a economia estagnada e medidas paliativas  de  incentivo  à  indústria  não  têm dado  resultados,  segundo  a  oposição.  OPlano Trimestral, com austeridade total e corte de cargos, é herança do avô Tancredo Neves, guardado a sete chaves desde a sua morte. Por isso o tucano soltou na entrevista ao Jornal Nacional que ‘não vou temer tomar as medidas que forem necessárias’.

Dilma responde Aécio e nega criação de “Futebrás”

Pelo Twitter, presidente garantiu que governo não deseja comandar mudança no futebol brasileiro

Dilma responde Aécio e nega criação de Futebrás <br /><b>Crédito: </b> Roberto Stuckert / Presidência / CP
Dilma responde Aécio e nega criação de Futebrás
Crédito: Roberto Stuckert / Presidência / CP

Criticada nessa sexta-feira pelo candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, por defender uma renovação no futebol brasileiro e sugerir uma maior participação do Estado na gerência do esporte, a presidente Dilma Rousseff usou o Twitter neste sábado para negar a suposta criação do que Neves chamou de “Futebras”. 

“Os que queriam transformar a Petrobrás em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol”, escreveu Dilma. De acordo com a candidata à reeleição, o governo nunca quis criar a “Futebrás”. “(O governo) Quer, sim, acabar com a Futebrax e deixar de ser um mero exportador de talentos”, acrescentou. 

Dilma explicou ainda que o Estado não deseja comandar o futebol porque o esporte “não pode e nem deve ser estatal”. Queremos ajudar a modernizá-lo. Contem conosco para isso”, avisou. “O futebol, que é atividade privada, precisa ter as melhores práticas da gestão privada, nas áreas comercial, financeira e futebolística”, completou. 

Dilma destacou ainda que o Brasil é uma das maiores economias do mundo. “Podemos ser uma das maiores bilheterias do futebol. Devemos ampliar oportunidades para nossos craques jogarem no Brasil, dando a eles as mesmas condições do mercado internacional”, escreveu. 

“As oportunidades devem ir das divisões de base ao nível profissional. Só assim garantiremos que jogadores de excelência fiquem no Brasil. Temos um imenso talento e amor pelo futebol. Temos agora os melhores estádios. Com renovação, teremos sempre o melhor futebol do mundo”, concluiu Dilma Rousseff. 

Fonte: Correio do Povo

Processado por agressão, Aloysio Ferreira é candidato a vice de Aécio

CORREIO DO BRASIL

O senador Aloysio Nunes é um dos principais líderes do PSDB nacional, cotado para ser vice na chapa do presidenciável Aécio Neves

O senador paulista tucano Aloysio Nunes Ferreira foi escolhido pelo candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, para ser seu companheiro de chapa como candidato a vice-presidente. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo próprio Aécio em entrevista coletiva após reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília. A definição do mineiro Aécio por Aloysio Nunes ocorreu para garantir um peso maior para São Paulo, maior colégio eleitoral do país, na campanha do PSDB. Esta é a primeira vez que o presidenciável tucano não é paulista – caso de Mario Covas (1989), José Serra (2002 e 2010) e Geraldo Alckmin (2006) – ou não tem sua base política no Estado – como Fernando Henrique Cardoso (eleito em 1994 e reeleito em 1998).

Um dos nomes mais cotados para ser vice na chapa tucana há vários meses, o senador paulista acabou sendo escolhido depois de muitas dúvidas de Aécio entre ele e a ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, que era a favorita na semana passada. Ferreira, no entanto, ainda terá que responder a um processo por agressão, movido contra ele por Rodrigo Grassi, que assina Rodrigo Pilha em seu blog, e foi agredido verbalmente durante uma entrevista ao parlamentar, em um dos corredores do Senado. Grassi adiantou à reportagem do Correio do Brasil que está em contato com seus advogados, para prosseguir na ação penal contra Nunes, após ter seu celular “autoritariamente apreendido sem ser lacrado pela polícia”, no Parlamento.

Ex-membro do Partido Comunista Brasileiro, nos tempos da ilegalidade do PCB, Aloysio participou da Aliança Libertadora Nacional (ALN), organização guerrilheira contra a ditatura militar, e acabou se exilando no exterior quando soube que haveria um pedido de prisão preventiva contra ele. Na França, graduou-se em Economia Política e fez mestrado em Ciência Política pela Universidade de Paris. De volta do Brasil, pelo PMDB foi deputado estadual e vice-governador de São Paulo, eleito na chapa de Luiz Antônio Fleury Filho. Cooptado pela direita e já filiado ao PSDB, foi deputado federal e ocupou dois ministérios no governo Fernando Henrique Cardoso: Secretaria Geral da Presidência e Justiça. Em 2010 foi eleito senador.

Aécio é no momento o principal adversário da presidente Dilma Rousseff, do PT, que busca a reeleição, reprisando a polarização entre tucanos e petistas existente desde a eleição de 1994.

Sombra de Serra

O último passo para a decisão foi dado por Aécio na noite de domingo, quando ele consultou, pelo telefone, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A interlocutores, disse que “só depois de ouvi-los” bateria o martelo.

Desde a formalização de sua pré-candidatura, pessoas próximas a Aécio apresentaram à imprensa diversos nomes como possíveis candidatos a vice do mineiro. Já estiveram na lista o ex-senador e ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati, o ex-governador José Serra e até FHC, que se apressou em dizer que, aos 83 anos, não seria mais candidato.

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) também foi cotada para a vaga, mas as negociações não prosperaram. Até domingo, ela não havia sido contatada por Aécio para tratar do assunto. Nos últimos dias, o presidenciável tucano deu pistas de que poderia trazer “uma surpresa”. A aliados, chegou a dizer que tinha um terceiro nome “em sua cabeça”, além de Aloysio e Ellen Gracie, e depois, em agenda no Nordeste, afirmou que sua vice poderia ser uma mulher.

No fim de domingo, no entanto, sinalizou ter feito a opção mais segura e com maior amparo dentro do PSDB e entre os partidos aliados.

Dilma entregará taça no Maracanã; Aécio desiste do Mineirão

Correio do Brasil, de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff não se intimidou com as vaias no estádio paulista do Itaquerão e aceitou, com um sorriso no rosto, a missão de entregar a taça ao campeão do mundo no Maracanã. Seja qual for a seleção que ficará com o troféu, no dia 13 de julho. Caberá a ela a tarefa de entregar a taça da Fifa ao capitão da equipe campeã do mundo, segundo o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, autor do convite à mandatária brasileira nesta sexta-feira.

A Fifa chegou a anunciar que a taça seria entregue pelo ex-capitão da seleção espanhola Puyol. Em seguida, rumores deram conta de que a entrega seria feita pela modelo brasileira Gisele Bundchen. Em entrevista coletiva, nesta manhã, no entanto, Valcke esclareceu que ambos levarão a taça até o estádio, mas será Dilma quem irá passá-la às mãos dos vencedores. Isso mantém a tradição já cumprida em outros países que sediaram o evento, com o primeiro mandatário entregando o troféu.

Na abertura da Copa, em São Paulo, no estádio do Itaquerão, a presidente foi ofendida por um coro que se iniciou no setor VIP da arena. A previsão é a de que Dilma não vá aos estádios assistir nenhuma outra partida do Mundial, mas já é certo que ela será uma das estrelas da partida final. Ao lado dela já tem presença confirmada 22 chefes de Estado.

Copa das copas

A presidenta Dilma Rousseff disse, na véspera, em São Paulo, que a Copa do Mundo ora jogada no Brasil deve ser motivo de orgulho, devido à forma como está sendo organizada. Em uma referência ao “padrão Fifa”, foco de protestos que criticavam que a educação e a saúde também deveriam ter esse padrão, e não somente os estádios, a presidenta disse que o Mundial está sendo feito no “padrão Brasil”.

– A Copa tem que ser um orgulho para nós, porque o Brasil e o povo brasileiro estão demonstrando que somos capazes, fora do campo e dentro do campo, de fazer uma Copa como se deve fazer, no padrão Brasil – afirmou, durante cerimônia de anúncio de investimentos de mobilidade urbana para a Baixada Santista.

Segundo a presidenta, o brasileiro tem a característica de abraçar as pessoas, e por isso está recebendo todos os turistas de braços abertos. Ela disse que o evento esportivo tem se transformado em uma Copa da Celac, que é a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, já que várias seleções do continente têm se classificado para a próxima fase.

– Isso sem desfazer dos demais países, porque nós somos os que recebem, e os que recebem têm de receber todos com esse calor que o povo brasileiro é capaz, com essa gentileza, com essa capacidade de procurar a pessoa para ajudar em qualquer circunstância – pontuou.

No Minerão

Já o principal adversário político da presidenta Dilma, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato tucano ao Palácio do Planalto, desistiu de comparecer ao jogo entre Brasil x Chile, no Minerão, principal estádio da capital mineira, onde a torcida, durante uma de suas visitas ao estádio para assistir a uma partida de futebol, o comparou ao ex-atacante argentino Diego Maradona, em uma referência ao consumo de cocaína. Aécio havia demonstrado desejo de assistir ao jogo, mas voltou atrás nesta manhã.

Ao se referir sobre o risco de vaias, após episódio de xingamento da presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa no Itaquerão, Aécio preferiu não se lembrar do episódio em que foi comparado ao antigo craque portenho:

– Até agora sempre fui muito aplaudido.

Aécio justificou sua ausência por ter sido convidado à convenção do PSDB em Goiás.

PTB rompe aliança com Dilma e anuncia apoio ao adversário Aécio Neves

A decisão pegou as lideranças petistas de surpresa. Há o temor de que decisão estimule outros partidos insatisfeitos

Grasielle Casta|João Valadaresro e Paulo de Tarso Lyra| Correio Braziliense

21/06/2014 

No dia em que oficializa a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o PT enfrenta a fragilização de suas alianças com o anúncio de ruptura do PTB. O partido que daria 1 minuto e 15 segundos de tempo nas campanhas de rádio e TV já informou aos dirigentes do PT que deixará a legenda e apoiará o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão pegou as lideranças petistas de surpresa. O governador da Bahia, Jaques Wagner, disse que conversou há 15 dias com o presidente do PTB, Benito Gama, e ele havia confirmado que a parceria estava firme.

O temor dos petistas é que a decisão do PTB estimule outros insatisfeitos como o PP, PR e PSD a desistir da aliança. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse hoje que espera que o partido ratifique o apoio a Dilma. “Mas a convenção é soberana. Espero que a aliança se mantenha, mas não sou eu quem decide”, afirmou. Na avaliação do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a composição da chapa da presidente não corre risco. “As alianças estão sólidas. Vamos esperar a convenção para a consolidação. O jogo só começa com o horário eleitoral”, disse.

O PTB reclama da dificuldade de montar os palanques regionais e do tratamento que é dado aos parlamentares do partido. O senador Gim Argello (DF) que seria indicado ao Tribunal de Contas da União acabou escanteado pelo governo. Com o fim da parceria, a legenda ficou com uma situação delicada para tratar em Pernambuco, onde o senador Armando Monteiro concorre ao governo na chapa do PT.

Ninguém tem lugar garantido no segundo turno, diz Aécio

Estadão Conteúdo

N/A

Aécio: ‘Eleição será decidida pela população’

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, disse nesta quarta-feira, em entrevista a Geraldo Freire, na rádio Jornal, no Recife, que “ninguém tem lugar garantido neste segundo turno”.

“A eleição será decidida pela população brasileira”, afirmou, ao se mostrar confiante quanto ao apoio do presidenciável do PSB, Eduardo Campos, na hipótese de vir a disputar o segundo turno com a presidente Dilma. “A partir do momento em que ele (Campos) vem para o campo oposicionista e passa a ter discurso de contestação ao que aí está, acredito que o eleitorado que votar nele é oposicionista, não é eleitor que vá votar no governo”. Sem querer criar atrito, destacou que o socialista terá “votação muito expressiva e é candidato forte para estar no segundo turno”. Neste caso, observou que também seria “natural” que o seu eleitorado optasse por Campos.

Dentro da sua estratégia de cativar o eleitorado nordestino – onde o PT é predominante -, Aécio reiterou que não somente vai manter, mas aperfeiçoar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Destacou que, como governador de Minas Gerais, gastou três vezes mais per capita no nordeste mineiro, região com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. Entre suas propostas para o Nordeste brasileiro, disse que irá propor um projeto de irrigação para o semiárido. “O PT não fez um hectare novo de irrigação no semiárido”, criticou. “Hoje a expectativa de vida para quem vive no semiárido é de 58 anos; na área irrigada ultrapassa 70 anos”.

Em meio a ataques ao desempenho do PT no governo federal, o tucano também reafirmou seu plano de dar um choque de gestão na administração pública federal. “A corrupção, a ineficiência, a incapacidade de concluir obras vai acabar”. Aécio cumpre extensa agenda em Pernambuco, onde recebe título de cidadão recifense e participa de ato político do PSDB no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes, governado pelo tucano Elias Gomes.

Mercadante rebate Aécio sobre ‘tsunami’ no PT

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, convocou uma coletiva de imprensa neste domingo para rebater críticas feitas pelo candidato Aécio Neves (PSDB-MG) na convenção partidária. Na ocasião, o tucano disse que virá para mudar o Brasil e vê tsunami que varrerá o PT do poder, permitindo um “reencontro” do Brasil com a decência.

“O único tsunami que tivemos foi a gestão pública em alguns governos do passado. No Brasil, não existe tsunami, então posso garantir que eles não voltarão”, disse o ministro, que elencou uma série de comparações entre as gestões petistas com o governo Fernando Henrique Cardoso.

A resposta quase imediata do alto escalão do governo faz parte da estratégia do “bateu, levou” definida pela presidente Dilma Rousseff, no qual os ministros devem defender o governo “com convicção” mediante a ataques. “É uma orientação dela que os ministros defendam o governo”, disse.

“O discurso foi basicamente um reencontro com o passado. A candidatura não tinha um (candidato) a vice. Não apresentou uma equipe nem proposta. Mas aproveitou um tempo precioso para atacar o governo”, disse Mercadante, em sua leitura da convenção tucana.

Em seu contra-ataque, Mercadante cometeu uma gafe ao atribuir à oposição a expectativa de uma chamada “tempestade perfeita” no cenário econômico brasileiro. “A oposição ficou um bom tempo dizendo que ia ter uma tempestade perfeita e tivemos um verão muito tranquilo”, afirmou. Na verdade, o termo foi cunhado pelo economista Delfim Netto, um dos conselheiros econômicos externos do governo.

Fonte: Jornal do Brasil

Mercadante rebate críticas de Aécio em convenção do PSDB

Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff escalou neste domingo, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para rebater as declarações do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na convenção no último sábado, do partido que o oficializou como candidato a presidente da República. O tucano havia dito que “um tsunami vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira.”

Mercadante disse que a única tsunami foi a que tivemos no passado (em referência ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002), mas que como no Brasil não tem esse tipo de fenômeno, “não voltaremos a ter tsunami”. Ele ainda fez questão de listar dados econômicos do governo Dilma e compará-los com a gestão de Fernando Henrique Cardoso. “Nas últimas três campanhas o povo votou para não voltar ao passado. Essa é uma candidatura (a de Aécio) que depois de um ano e meio de oposição não apresentou proposta para o futuro o país. A candidatura não tinha um vice, não tinha propostas e gastou um tempo precioso para atacar o nosso governo”, afirmou.

Segundo ele, o governo do PT foi melhor em todos os aspectos quando comparado ao tucano. Ele listou dados de programas educacionais, falou que a era petista acabou com o sucateamento das universidades. Melhorou o acesso a educação básica, infantil e ao ensino médio. Mercadante também abordou o problema energético pelo qual o país passa. “Eles falam de energia, mas omitem o apagão no passado e a alta sem precedentes das tarifas” argumentou.

O tema econômico também teve destaque na fala do ministro, que falou de juros e custo de vida. Defendeu que no governo Dilma a inflação ficou em todos os anos dentro da meta e que ela está “caindo forte e rapidamente”. Nas contas dele, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai fechar 2014 na média dos últimos anos, ao redor de 6%. “Eles não falam de juros, mas no passado tivemos taxas de mais de 40%”, disse.

Os programas e benefícios sociais também foram exaltados por Mercadante, que fez várias referências ao Bolsa ao Família. “Temos uma política social integrada, elogiada e copiada por muitas nações”, defendeu. Ele afirmou ainda que antes do governo do PT o País tinha inúmeros programas separadas e pouco efetivos. O ministro ainda fez referência a uma frase do ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, que há alguns meses disse que o país estava prestes a viver uma “tempestade perfeita” – termo cunhado por ele para explicar o momento de turbulência econômica que o país passaria com a mudança da política econômica nos Estados Unidos e as repercussões dela sobre o Brasil, além de fatores domésticos que, em conjunto, vem afetando a atividade econômica brasileira, como baixo crescimento e inflação elevada. ” Ficaram falando em tempestade perfeita e tivemos um verão tranquilo”, disse.

Segundo ele, todos os ministros estão convocados a defender suas pastas e mostrar as políticas públicas. “Temos de mostrar e defender aquilo do que temos orgulho”, justificou. “É uma orientação da presidente que os ministros defendam o governo”, disse.
 

Aécio, sem vice, é motivo de piada no anedotário político nacional

Correio do Brasil

José Serra

Pré-candidato tucano à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) segue, até agora, a mesma trilha de seu antecessor, José Serra, na tentativa de encontrar alguém para chamar de vice, e que o acompanhe na tentativa de chegar ao Palácio do Planalto, em outubro deste ano. Serra conseguiu que fosse escolhido o nome de última hora, do empresário Antonio Pedro Indio da Costa, que lhe rendeu algumas situações embaraçosas durante a campanha. O próprio Serra descarta, terminantemente, o posto de vice do oponente interno na legenda. Avisou que prefere ser a deputado ou a senador. Sem uma opção apresentada ao público, até agora, para a candidatura à Vice-presidência, Neves vira motivo de piada na crônica política brasileira.

Há também a pressão para que o futuro candidato tucano escolha de vice um goiano. Ronaldo Caiado e Henrique Meirelles chegaram a ser citados por correligionários, junto com o governador daquele Estado, Marconi Perillo. Caiado, identificado com o agronegócio e a ultradireita, peca por não ser um nome reconhecido nacionalmente, a não ser por suas opiniões extravagantes. Não consegue ser consenso nem mesmo em Goiás. O DEM, partido a que pertence, tende a desaparecer nas próximas eleições e, em território goiano, não consegue esconder suas fragilidades, principalmente, por causa do envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Já Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central durante os oito anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje integra o PSD, não tem expressão política e mais: o PSD fechou, em termos de candidato a presidente, com a reeleição de Dilma Rousseff. Para Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que teve seus direitos políticos cassados por três anos, uma possível aliança com os tucanos seria restrita a São Paulo, mas sequer cogita ter o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles como candidato a vice de Aécio Neves.

– É impossível. Só de admitir essa possibilidade já fica chato, porque ela realmente não existe – descarta Kassab.

A Justiça Eleitoral condenou o ex-prefeito de São Paulo à perda dos direitos políticos e ao pagamento de multa por entender que ele violou a lei, ao tirar recursos para quitação de precatórios e usar as verbas para outras finalidades da prefeitura paulistana. Além da perda dos direitos políticos, Kassab foi condenado ao pagamento de multa correspondente a 30 vezes o valor salário do prefeito no último mês do exercício de 2006. Cabe recurso contra a decisão. A sentença não enquadra uma possível candidatura de Kassab na Lei da Ficha Limpa porque é de primeira instância e o juiz não apontou enriquecimento ilícito do ex-prefeito no caso.

Os precatórios são dívidas do governo que, após serem reconhecidas pela Justiça, devem ser pagas pelas administrações de acordo com regras gerais. As verbas devidas a servidores após disputas judiciais com o Executivo são exemplos de precatórios. Segundo a decisão do juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital Evandro Carlos de Oliveira, quando o orçamento de 2006 da Prefeitura de São Paulo foi aprovado havia previsão de gasto de R$ 240 milhões para o pagamento de precatórios. Porém, posteriormente Kassab editou decretos que levaram à quitação de apenas R$ 120 milhões em 2006, o que violou a legislação, de acordo com a sentença do magistrado.

Comédia

No anedotário político, porém, o ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo (Fenômeno) Nazário seria o candidato perfeito para Neves. “Ronaldo Fenômeno, maior artilheiro de todas as Copas e empresário bem sucedido, pode ser acusado de tudo, menos de ser um idiota, como o chamou o escritor Paulo Coelho, que estava a seu lado, entre outras autoridades e celebridades, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014. Ao contrário, o ex-jogador do Corinthians e da seleção sempre foi muito esperto nos negócios e não rasga dinheiro, um exímio surfista em busca de uma boa onda, sem dar muita bola para compromissos e princípios éticos, um verdadeiro fenômeno empresarial”, afirmou em sua coluna semanal o cronista Ricardo Kotscho.

“Quando aceitou ser membro do Comitê Organizador Local, em 2007, uma das tarefas de Ronaldo era exatamente a de defender a Copa no Brasil e responder críticas à organização do evento. Só que, logo em seguida, ele sumiu do noticiário, mudou-se para Londres, onde foi cuidar dos seus negócios, e esqueceu a tarefa que havia assumido. Até aí, seria apenas mais um cartola omisso e leniente, preocupado mais em faturar como garoto propaganda do que em servir ao futebol brasileiro que lhe deu fama e fortuna. Depois de embolsar uma bela grana com comerciais alusivos à Copa do Mundo, eis que ele ressurge em grande estilo no Brasil, ganhando novamente as manchetes ao papaguear as críticas da grande mídia à organização, na qual o COL tem um papel importante. Ronaldo foi além e desceu o pau no atraso das obras dos estádios e da mobilidade urbana. Como se não tivesse nada com isso, apenas um turista inglês de passagem pelo Brasil, falou mal dos aeroportos e de todo o resto, dizendo que sentia vergonha de tudo”, prosseguiu.

Vergonha de Ronaldo sentimos nós ao constatar que não fez nada de graça, nem isso: na verdade, estava fazendo política rasteira para desgastar o governo e iniciar uma campanha a favor do candidato que apoia, o tucano Aécio Neves, seu amigo, como fez questão de registrar em seuFacebook, chamando-o de futuro presidente. Com a maior cara de pau, logo deu início à sua nova tarefa de cabo eleitoral: ‘Sempre tivemos uma amizade muito forte e agora vou apoiá-lo. É meu amigo, confio nele e acho que é uma ótima opção para mudar o nosso país’. Foi mais longe: afirmou que, como empresário, diz que desistiu de investir no Brasil no próximo ano por estar inseguro. ‘Essa insegurança que estamos vivendo, essa instabilidade, a revolta do povo… O governo deveria tranquilizar o povo, o setor empresarial”, acrescentou.

“Se com sua ficha extracampo Ronaldo vai agregar ou tirar votos do tucano, é outro problema. E se o nome dele for aprovado nas pesquisas internas do PSDB? Fica a sugestão. A campanha eleitoral ficaria pelo menos mais divertida e festiva”, conclui Kotscho.

Pesquisa parece melhor do que é para Dilma

Estadão|José Roberto Toledo|Análise

Após uma série de más notícias, a pesquisa Ibope é um alívio para Dilma Rousseff (PT). Mostra que a tática do medo ajudou a presidente a encontrar um piso eleitoral – patamar abaixo do qual é difícil cair – em torno de 40%. É o dobro da intenção de voto do adversário mais próximo. Parece confortável, mas não é.

O problema de Dilma é que seu teto eleitoral está baixo. Na simulação de segundo turno contra Aécio Neves (PSDB), a presidente aparece com 43%, apenas três pontos a mais do que sua intenção de voto no primeiro turno. Contra Eduardo Campos (PSB), a taxa de Dilma é ainda menor: 42%.

Se, por um lado, a presidente parou de cair, por outro, ela terá mais dificuldade para subir além do que já conseguiu recuperar desde abril. A raiz do problema é a avaliação do governo. A taxa de quem acha sua administração ruim ou péssima continuou crescendo em maio e chegou a inéditos 33%. Está cada vez mais perto dos 35% que acham seu governo ótimo ou bom.

Não por acaso, a taxa de rejeição de Dilma também está em um terço do eleitorado. É bem mais alta do que a de Aécio (20%) e a de Eduardo (13%). A de Dilma ficou estável, enquanto a dos rivais caiu – ao mesmo tempo que eles se tornaram mais conhecidos do eleitor por força de suas propagandas na TV.

Há uma polarização crescente do eleitorado, entre simpatizantes do governo e quem não o suporta. As opiniões estão se radicalizando – fazendo cair, por exemplo, a taxa de quem acha o governo regular. Aos poucos, o eleitor está descendo do muro.

Faz parte da estratégia petista provocar essa divisão do eleitorado. A propaganda do PT no rádio e na TV procurou enfatizar quem é governo e quem é oposição, quem quer continuidade e quem quer mudança. Deu certo, ao menos em parte.

O Ibope mostra que aumentou marginalmente a taxa de pessoas que desejam a continuidade dos programas governamentais e daqueles que aprovam o governo e declaram voto em Dilma. De quebra, a presidente mostrou aos aliados reticentes, principalmente do PMDB, que ela continua com chances no jogo eleitoral. Abandonar sua canoa agora é mais difícil o que era antes da pesquisa.

A contraparte da tática petista é que ela deixa mais claro para o eleitor de oposição quem são os adversários da presidente. Dobrou a taxa de intenção de voto de Eduardo Campos entre os eleitores que querem mudar tudo ou quase tudo (de 7% para 14%). Aécio também cresceu no eleitorado mudancista: de 18% para 25%, e empatou tecnicamente com Dilma (ela tem 27%) nesse segmento.

Por ter sido feita após a série de propagandas partidárias dos três principais candidatos, a pesquisa Ibope mostrou, mais do que as anteriores, como a propaganda de TV é importante para a definição dos rumos da campanha. Foi uma prévia do que deve acontecer a partir de agosto, quando o eleitor não terá mais como escapar do debate eleitoral.

Eduardo Campos, Aécio e depois Dilma, todos se beneficiaram das propagandas de seus partidos na TV. É um sinal de como o palanque eletrônico é cada vez mais decisivo na eleição.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio