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Flamengo anuncia ‘profexô’ Luxemburgo para vaga de Ney Franco

Estadão Conteúdo

O Flamengo apelará a um velho conhecido para tentar tirar a equipe da lanterna do Campeonato Brasileiro. Pouco depois de anunciar a demissão de Ney Franco, a diretoria do clube carioca confirmou nesta quarta-feira a contratação de Vanderlei Luxemburgo. Ele assinou contrato até o fim de 2015 e deve estrear logo em um clássico, diante do Botafogo, domingo, no Maracanã.

Luxemburgo voltará a comandar um time depois de mais de oito meses. Seu último trabalho havia sido no Fluminense, de onde foi demitido em novembro do ano passado após pouco mais de três meses de trabalho, deixando a equipe na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

A demissão do técnico foi decisão da diretoria

O Flamengo demitiu Ney Franco e já contratou Vanderlei Luxemburgo da Silva para o lugar dele

Para o Flamengo, Luxemburgo levará um velho conhecido, o preparador físico Antônio Mello, que acompanha o treinador onde ele vai. Como auxiliar, no entanto, o técnico promoverá uma novidade: o ex-atacante Deivid, de apenas 34 anos, que encerrou recentemente a carreira. Como jogador, aliás, ele atuou pelo Flamengo há pouco tempo, entre 2010 e 2012.

Apesar da carreira extremamente vencedora, Luxemburgo não vem fazendo bons trabalhos nos últimos anos e, até por isso, estava esquecido. Após trabalhos vitoriosos por Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, entre outros, o treinador decepcionou em suas últimas passagens, principalmente nas últimas duas, por Grêmio e Fluminense. Seu último título, aliás, foi conquistado justamente no Flamengo: o Campeonato Carioca de 2011.

Ele será o terceiro técnico do Flamengo nesta temporada. Jayme de Almeida iniciou o ano prestigiado pela conquista da Copa do Brasil do ano passado e até levou a equipe ao título carioca, mas a queda prematura na Libertadores, ainda na primeira fase, e o início ruim no Brasileirão culminaram em sua demissão.

Para a vaga dele, foi contratado Ney Franco. O treinador também começou mal, mas a esperança era de que acertasse a equipe durante a paralisação para a Copa do Mundo. Isso não aconteceu e ele acabou demitido com o time carioca em situação ainda pior do que quando assumiu – era o 16.º colocado no Brasileirão, hoje é o lanterna. Sob o comando de Ney Franco, o Flamengo não venceu: quatro derrotas e três empates em sete jogos.

Filme argentino “Relatos Salvajes” é aplaudido em Cannes

AFP

A irrupção do lado selvagem do ser humano na vida cotidiana, contada com humor tipicamente argentino em seis episódios por Damián Szifrón e protagonizada num deles por Ricardo Darín, entrou neste sábado na competição pela Palma de Ouro no Festival de Cannes.

“Relatos Salvajes”, terceiro longa-metragem do diretor de “O fundo do mar” e “Tempo de valentes”, arrancou risos e aplausos na exibição à imprensa nesta sexta-feira e terá sua estreia de gala neste sábado no Grande Teatro Lumière.

O filme abre o jogo com uma delirante situação a bordo de um avião onde, por alguma estranha razão, todos se conhecem.

A partir dali, o espectador é levado para um vertiginoso passeio numa montanha-russa emocional, episódio a episódio, ainda que com resultados desiguais, sobretudo no capítulo final – o menos eficaz.

Desde um sangrento encontro numa rodovia deserta até um casamento maluco em Buenos Aires, passando por um engenheiro – vivido por Darín – que perde a compostura com a implacável burocracia portenha. O decorrer imprevisível dos acontecimentos fez cair no riso a plateia de jornalistas internacionais credenciadas no Festival, onde a maior parte de filmes em competição tem temáticas sombrias.

O filme combina o trágico e o cômico num delicioso coquetel politicamente incorreto, em que os personagens são levados além dos limites onde normalmente ficam mantidos na vida em sociedade.

“Esta sociedade e este sistema, o mundo ocidental capitalista, distorcem muito a natureza do homem”, explicou Szifrón em Cannes. “Há uma enorme quantidade de pessoas, os pobres, que são nascidos e criados para produzir (…) e outra grande parcela de pessoas que são criadas para consumir, que são igualmente vítimas deste sistema (…) e que vive tensa e estressada”.

Ao lado de Darín atuam Julieta Zylberberg, Leonardo Sbaraglia, Darío Grandinetti, Erica Rivas, Oscar Martínez, Rita Cortese, Osmar Núñez, Nacy Duplaa, Germán De Silva e María Marull.

O filme tem música de Gustavo Santaolalla e foi co-produzido por Agustín Almodóvar, para quem a seleção em Cannes “ajuda a gerar interesse para a distribuição” mundial. A Sony anunciou que comprou os direitos de distribuição nos Estados Unidos e na Nova Zelândia.

– Alcance universal –

Segundo Szifrón, o filme não pretende pintar uma realidade particular da sociedade argentina, já que tem alcance universal. “Eu não limitaria o que o filme reflete à Argentina”. A julgar pelos aplausos arrancados em Cannes, o filme passa o recado.

O diretor também destacou o efeito de catarse que o filme provoca. “Não é que eu acredite que o mundo está a ponto de explodir, nem nada do tipo”, garante.

Szifrón, de 38 anos, que alterna as atividades de direção com a produção de roteiros e a literatura, disse ter muita fé de que o ser humano “possa evoluir até zonas desconhecidas”.

“Nós somos muito involuídos com respeito a nosso potencial”. E esta seria a mensagem que, segundo ele, “Relatos Salvajes” pretende passar, mesmo que por efeito de contraste. “Estamos destinados a viver muito melhor do que vivemos hoje”.

O filme é a bandeirada do cinema argentino no Festival, onde entrou pela porta da frente do exclusivo clube dos 18 filmes que competem pela Palma de Ouro. A disputa conta com pesos-pesados do cinema mundial, de David Cronenberg a Mike Leigh, passando por Ken Loach e Jean-Luc Godard.

Mas a presença argentina na festa mundial da sétima arte, que ano após ano aposta num cinema de qualidade, não se limita a “Relatos Salvajes”.

Em seleções paralelas, estreiam neste final de semana os filmes “Jauja” de Lisandro Alonso, com Viggo Mortensen, “Refugiado” de Diego Lerman e “El ardor” de Pablo Fendrik, protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal.

Um dos filhos prediletos do Festival, o diretor argentino Pablo Trapero, “Leonera” (2008) e “Carancho” (2010), preside o júri da mostra Un Certain Regard.

A Argentina vem produzindo uma média de 150 filmes por ano desde 2010 e ostenta uma das populações mais altas de cineastas da América Latina e do mundo. Há cerca de 14.000 estudantes de cinema em todo o país, dos quais saem com o título universitário ou técnico entre 1.500 a 2.000 a cada ano.

Erdogan visita mina e revela novo balanço de 238 mortos

por AFP, traduzido por Susana SalvadorHoje

 
Erdogan visita mina e revela novo balanço de 238 mortos
Fotografia © Reuters

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, encontra-se junto à mina de carvão de Soma, tendo anunciado que o número de vítimas do acidente de terça-feira se situa já nos 238. Em Ancara, polícia usou gás lacrimogéneo contra manifestantes que acusam o governo de responsabilidade no acidente.

O anterior balanço, divulgado pelo ministro da Energia, Taner Ildiz, era de 205 mortos. No interior da mina estarão ainda cerca de 150 mineiros. A Turquia decretou três dias de luto nacional.

Erdogan chegou ao local onde estão reunidos os familiares e próximos dos mineiros mortos ou ainda presos no interior da mina. 363 mineiros conseguiram sair com vida do interior da mina de carvão, onde ocorreu uma explosão.

Em Ancara, a polícia usou gás lacrimogéneo contra cerca de 800 estudantes que protestavam contra o regime islamita e conservador, que acusam ser responsáveis pela tragédia. Os manifestantes queriam ir do campus universitário de Ancara para o ministério da Energia. Os estudantes responderam com pedras ao gás lacrimogéneo e ao lançamento de pedras.

Manchester City sagra-se campeão pela quarta vez

PREMIER LEAGUE

Diário de Notícias|Hoje

 
Manchester City sagra-se campeão pela quarta vez
Fotografia © Reuters

City não permitiu um “golpe de teatro” na última jornada e o Liverpool aumenta o “jejum” de 24 anos sem o título. Mourinho termina Premier League no 3.º lugar, Manchester United não vai à Europa.

O Manchester City sagrou-se neste domingo campeão inglês de futebol, pela quarta vez no seu historial, ao vencer a Premier League na derradeira jornada da competição. A equipa de Manuel Pellegrini não permitiu um “golpe de teatro” ao Liverpool, na 38.ª jornada, e sucede ao Manchester United na lista de campeões nacionais.

Samir Nasri (39′) e Kompany (49′) fizeram os golos do triunfo, por 2-0, na receção ao West Ham, que permite ao City terminar a Premier League com 86 pontos e 102 golos, as melhores marcas da prova. O City junta, assim, este título aos conquistados em 1937, 1968 e 2012, igualando Sheffield, Newcastle e Chelsea na lista de equipas com quatro campeonatos conquistados em Inglaterra.

O Liverpool fez o que lhe competia na receção ao Newcastle, ao vencer por 2-1, golos de Agger (63′) e Sturridge (65′), após um autogolo de Skrtel (20′), mas não conseguiu evitar o prolongamento dos 24 anos do “jejum” sem o título. Os cinco pontos perdidos nas duas jornadas que antecederam a derradeira ronda destruíram o sonho dos pupilos de Brendan Rodgers, que acabam a época com 86 pontos.

O Arsenal, por sua vez, confirmou a descida do Norwich, com uma vitória por 2-0, golos de Ramsey (53′) e Jenkinson (62′). A equipa de Arsène Wenger vai disputar o “play-off” de acesso à Liga dos Campeões, ao garantir o 4.º lugar. O Fulham completa o “trio” de despromovidos, tendo empatado 2-2 diante do Crystal Palace.

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