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Chefe suíço ajuda a criar negócios no Brasil

Carlos Möckli preparando seus chocolates

Carlos Möckli preparando seus chocolates (divulgação)

Por Mirela Tavares, swissinfo.ch 
13. Junho 2014 

A Suíça inicia hoje seu primeiro jogo da Copa de 2014. Filho de mãe italiana e pai suíço, o chef Carlos Möckli cresceu e se profissionalizou na Suíça, em um universo reconhecido pela excelência em gastronomia, conhecimento e inovação.

Uma bagagem que, ao contrário de outros especialistas da área, ele faz questão de dividir com os que se interessam pelo tema, principalmente os pequenos e médios empreendedores brasileiros, que fazem parte hoje de um grupo produtivo de importância fundamental para  impulsionar a economia do país.
 
O trabalho de Möckli contribui para dar novos rumos àqueles que querem abrir seu próprio negócio. Um público que, de acordo com dados da pesquisa GEM de 2013 (“GEM 2013: empreendedorismo no Brasil”) divulgada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas), atingiu a taxa mais elevada de empreendedores por oportunidade dos últimos 12 anos no Brasil. A pesquisa é realizada anualmente pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) que mede a evolução do empreendedorismo em dezenas de países.
 
 Muitas dessas pessoas são motivadas por identificarem uma chance de negócio, como a que Möckli vem descortinando no Brasil há 13 anos – a produção de chocolate como alternativa de emprego e renda. Confeiteiro, Chocolateiro e Consultor suíço com Mestrado em confeitaria e chocolataria, Möckli tem a transmissão de conhecimento gastronômico como missão pessoal. Para ele, que já chegou a ser premiado com um selo da rainha da Inglaterra, a realização profissional está no sorriso das pessoas, principalmente de jovens, que com os seus ensinamentos tem ajudado a direcionar para novas oportunidades pessoais e de trabalho.
 
Diferentemente de outros chefs, Möckli não tem nenhum receio em contar seus segredos gastronômicos. Para ele não há receitas que não possam ser reveladas nem limites para o ensino. Criador do Curso Online de Confeitaria Internacional, ele usa a internet para atingir ainda mais pessoas, além das que já conquista em apresentações presenciais. Uma demonstração de generosidade que têm transformado a vida de empreendedores, como Eliane Valladão, ex-aluna de Möckli, e hoje uma referência como empresária e chef em  Brasília, como conta na entrevista a seguir. 

swissinfo.ch: É verdade que você sempre sonhou em trabalhar no Brasil?

Carlos Möckli.: Sim, é verdade, é um sonho realizado. Minha esposa é brasileira. Depois de morarmos 18 anos na Europa, decidimos nos mudar para o Brasil. Mas, foi tudo muito bem planejado

swissinfo.ch: Por que escolheu o Rio de Janeiro?

C.M.: Já havia comprado um terreno em Niterói (cidade da região metropolitana do Rio), como parte de uma cooperativa ligada a um grupo cristão. Hoje, moramos nesse lugar, que é um verdadeiro paraíso! A transição foi difícil e a diferença cultural tremenda, mas hoje estou bem adaptado.

swissinfo.ch: Quais as principais dificuldades para trabalhar no país e para se adaptar aos hábitos locais, clima, política, economia?

C.M.: A maior dificuldade para trabalhar foi adaptar o que faço ao sabor brasileiro. As receitas dos meus bolos e tortas eram todas suíças. Depois de muitos fracassos, descobri que para o brasileiro meus produtos eram considerados light ou diet, porque não tinham tanto açúcar. Até chegar ao Brasil, eu nunca tinha sequer visto uma lata de leite condensado. Só quando dobrei a quantidade de açúcar nas receitas comecei a ter sucesso. Nunca tive problema com o clima (gosto muito do calor) ou com as pessoas. As leis são tão diferentes das leis na Suíça que, sem toda a ajuda que recebi de muitos brasileiros, nunca teria tido a chance de saber como abrir uma empresa, por exemplo. Quanto à política, até hoje não entendo.

swissinfo.ch: Você já teve até uma linha de chocolates premiada com o selo da rainha Elizabeth II, mas seu trabalho se dirige muito para projetos de empreendedorismo ou para crianças e pessoas com renda per capita mais baixa (a chamada classe C). O que o motiva?

C.M.: Eu adoro educar e acredito que quanto mais cedo se aprende, melhor. As crianças merecem e gosto de ver a alegria no rosto delas. Me sinto muito mais como um pai do que como um mestre ou professor. Gosto muito de crianças! Sempre tratei as pessoas de forma igual e individual, independentemente se são crianças ou a rainha da Inglaterra. Fazer essas coisas me coloca em harmonia com meu coração e minha missão pessoal. É muito recompensador.

Carlos Möckli com alguns de seus alunos

Carlos Möckli com alguns de seus alunos
(divulgação)

 

swissinfo.ch: Quais são os cursos que oferece?

C.M.: Ministro cursos de confeitaria, padaria e chocolataria em escolas de gastronomia. Sou consultor para diversas empresas no Rio de Janeiro e pelo Brasil afora, além das aulas particulares. Tenho muito interesse em passar meu conhecimento de mais de 44 anos. O carro-chefe é o meu Curso de Confeitaria Internacional Online, do qual sou criador e professor. Nesse curso ensino 90% do fundamento da confeitaria internacional, com apostilas, receitas e muitos vídeos. Além do mais, os alunos devem fazer as receitas e mandar as fotos para serem analisadas. Por causa do grande sucesso desse curso, já estou preparando o de chocolataria e o de padaria online. Assim posso passar todo esse conhecimento para qualquer pessoa do Brasil e do mundo. No meu blog há todas as informações sobre os cursos.

swissinfo.ch: Qual o perfil dos participantes?

C.M.: Qualquer pessoa que tenha interesse nessas áreas, sejam profissionais sejam donas de casa, ou ainda aqueles que querem mudar de atividade profissional. Ensino tanto para pessoas que querem abrir um negócio em casa como para redes de hotéis cinco estrelas. Meu ensinamento vai desde a receita até o plano de marketing.

swissinfo.ch: Recentemente você foi destaque em uma longa reportagem de um programa da Rede Globo, mostrando como brasileiros podem empreender e aumentar a renda produzindo chocolate. O que o levou a contribuir para o empreendedorismo no país?

C.M.: O brasileiro tem muita criatividade e talento na área da gastronomia, mas precisa do conhecimento profundo dos princípios que a regem. São poucos os que têm acesso a esse tipo de informação e normalmente quando ficam ricos e famosos não gostam de compartilhar o que aprenderam. Mas parte da minha missão pessoal é popularizar esse conhecimento. Creio que em 10 anos o Brasil estará entre os melhores na gastronomia mundial.

swissinfo.ch: Vindo você de um país como a Suíça, como vê a disparidade social que há no Brasil?

C.M.: Aprendi na Suíça que quanto mais um trabalhador investe em criar riqueza para o dono de uma empresa ou um empregador, tanto maior será seu salário. Sei disso por experiência própria. Seria fantástico se mais empresários brasileiros aplicassem estes princípios em suas empresa, ajudaria a fechar essa enorme brecha.

swissinfo.ch: Você oferece cursos para públicos muito diversos, como prepara a sua metodologia. Como as pessoas menos informadas acompanham o curso?

C.M.: Muitas pessoas, alunos, clientes, amigos e família me dizem que sei ensinar tanto para uma pessoa iletrada como para educadores e profissionais. Já tive ajudantes de todas as classes sociais e alunos de todas as profissões imagináveis, de médicos a joalheiros, além de psicólogos, engenheiros e donas de casa. Vejo minha metodologia como um dom de Deus. Algumas pessoas, seja qual for a classe social, se interessam apenas pelas receitas. Mas, eu ensino fundamentos e princípios, e todo mundo entende.

swissinfo.ch: Mas você trabalha com alguma metodologia específica?

C.M.: A metodologia que uso é fundamentada nos ensinamentos de Stephen R. Covey, autor dos “Sete Hábitos de Pessoas Muito Eficazes”. Nas consultorias ajudo as pessoas a criarem uma missão pessoal e uma missão da empresa, planejamento do uso do tempo, além do plano de marketing, sem falar nos princípios da confeitaria, chocolataria e padaria, receitas, compras e utensílios e matéria-prima, planta baixa ou ainda como adaptar seu espaço em um espaço profissional. Minha missão profissional é ensinar e passar todo o meu conhecimento para os brasileiros.

swissinfo.ch: Você tem algum dado sobre o desempenho dos seus alunos depois dos cursos? Se eles abriram novos negócios, se continuaram na área de gastronomia?

C.M.: Várias pessoas me seguem como discípulos, pedem consultorias após os cursos. Muitos se tornaram os melhores profissionais em suas cidades ou abriram seus próprios negócios. Outros se tornaram amigos pessoais. Hoje em dia, com as redes sociais, é muito fácil acompanhar o trabalho de cada um, os desafios e as vitórias, e eu tenho muito orgulho deles!

swissinfo.ch: Há algum que você possa exemplificar?

C.M.: Gostaria de mencionar três alunos que abriram negócios e têm muito sucesso, além de todas as pessoas que começaram a trabalhar em casa e estão ganhando dinheiro com isso. A minha querida aluna Eliane Valladão, que hoje é uma grande chef e especialista em chocolates. Meu querido aluno Luiz Eduardo Costa, que depois de ser chef confeiteiro em hotéis cinco estrelas, hoje tem sua própria loja, a maravilhosa Boulangerie 403 em Icaraí, Niterói. Meu querido aluno Diego Barcellos, que está começando agora, com um negócio em casa e já tem muito sucesso. Estou dando apenas alguns exemplos entre muitos.

swissinfo.ch: Qual conselho você dá para quem quer trabalhar com gastronomia no Brasil?

C.M.: Gastronomia é um leque muito grande, mesmo assim, você tem que gostar de trabalhar com pessoas, de servir e de criar uma atmosfera especial. Você tem que estar disposto a trabalhar quando os outros estão de folga, tem que ser criativo, ir para uma boa escola de gastronomia, escolher uma área, correr atrás do conhecimento e fazer muitos cursos.

swissinfo.ch: E para quem quer se especializar lá fora, como é essa concorrência profissional?

C.M.: Todo mundo conhece as escolas de renome, como Lenôtre ou Le Cordon Bleu, mas seria excelente não só fazer um curso, mas trabalhar lá fora, ter uma experiência internacional. É bom conhecer pessoas que têm formação no exterior, ouvir sobre a realidade do que é ser um chef lá fora, e não apenas ter a ilusão do que a televisão, por exemplo, apresenta.

swissinfo.ch: Para fazer produtos como o chocolate, a matéria-prima faz toda a diferença. É possível encontrar (e onde) bons materiais para produção gastronômica no Brasil ou é preciso importar?

C.M.: Isso é uma coisa que me faz sofrer. O Brasil tem tudo para ter excelentes produtos, como o chocolate, mas a qualidade do chocolate brasileiro precisa melhorar muito. Há matéria-prima, o que não há é vontade de produzir qualidade e pagar por isso. Porém, o brasileiro paga por produtos importados, e isso é uma daquelas coisas que não entendo. Quanto a encontrar bons produtos, é possível sim, principalmente pela riqueza natural, a imensa variedade de frutas, castanhas e outras coisas que o mundo está começando a conhecer e que são um trunfo muito grande para o Brasil.

swissinfo.ch: Quais produtos típicos do Brasil que poderiam diferenciar uma produção de chocolate no mundo?

C.M.: Quem sabe o cupuaçu, que é primo longínquo do cacau, vai revolucionar o mundo do chocolate? No mercado já existe chocolate de cupuaçu. A opção de recheios brasileiros é infinita, como a cachaça brasileira, o pequi, caju, cajá, açaí, castanha de caju, bacuri e muitos outros.

swissinfo.ch: O custo de produtos e serviços no país estão inflacionados, ainda mais sob a desculpa da Copa do Mundo. Como você compararia os preços de produtos, como o chocolate, no Brasil e na Suíça?

C.M.: Ironicamente o Brasil tem um dos preços mais altos de chocolate. Veja os preços da Sprüngli, por exemplo, um dos melhores chocolates do mundo – da Suíça, é claro, onde você pode comprar uma barra de 150g por R$15,00, enquanto no Brasil, 100g de um chocolate fino custam R$18,00. É uma diferença que não faz muito sentido para mim.

swissinfo.ch: Você já deu uma entrevista dizendo que a vantagem da Suíça em fazer um dos melhores chocolates do mundo está nos Alpes. Você vê alguma vantagem nas características do Brasil para produzir chocolate?

C.M.: A Suíça não produz cacau. O que a Suíça tem é o conhecimento para misturar os melhores tipos de cacau do mundo com a tecnologia apropriada. Os Alpes suíços são uma benção de Deus! Com uma grama orgânica, cheia de flores e ervas típicas, e vacas que produzem um leite excelente e com muito sabor, a Suíça pode fazer queijos e chocolate de altíssima qualidade. Existem três tipos principais de cacau: Forasteiro, Trinitário e Criollo. Os suíços sabem misturar os três de forma muito harmônica. Já as fábricas brasileiras trabalham com 99% de cacau Forasteiro, que é um cacau de consumo e não um cacau nobre, como o tipo Criollo. Mas a qualidade do chocolate brasileiro melhorou muito nos últimos anos, e eu espero que isso continue até que fique igual ao chocolate suíço.

swissinfo.ch: O Rio de Janeiro, como todo o Brasil, está vivendo um momento de grande violência. Como se sente morando lá? Quais as suas preocupações

C.M.: A Suíça é uma grande fazenda, um país muito pequeno. Eu nunca conseguiria morar em uma cidade como o Rio de Janeiro, que tem o dobro dos habitantes de toda a Suíça. Moro em Niterói, em um paraíso no meio do mato, com micos, ovelhas, galinhas e muitos pássaros. Estou consciente da violência, tomo todo cuidado possível, já fui assaltado duas vezes, mas confio em Deus e não vivo assustado. Trabalho no Rio, mas me sinto mais seguro morando aqui. Moro no céu!

swissinfo.ch: Na sua família há mais alguém que seguiu a carreira da gastronomia

C.M.: Não. Sou o único! Apesar de minha mãe italiana (meu pai era suíço) ter sido uma excelente cozinheira (ainda hoje faço gnocchi e pasta com as receitas dela) e minha irmã cozinhar divinamente, nenhum deles seguiu essa área. Meu filho faz doutorado em Física.

swissinfo.ch: Você ainda mantém muita ligação com a Suíça?

C.M.: Tenho três irmãos na Suíça e sinto muita saudade deles. Essa sempre será a minha maior ligação. Me sinto em casa no Brasil, minha esposa, filho e nora estão aqui. Esse país se tornou meu novo lar!

 

Família tem casa destruída por indêndio em Santa Maria e pede ajuda

O fogo teria começado com materiais recicláveis que ficavam no quintal da casa

Correio Braziliense|Tihiago Soares

20/05/2014 

%u201CEm pouco tempo, as chamas se espalharam e atingiram a minha casa. Na hora, fiquei desesperada e pensei apenas em salvar as crianças%u201D, contou Marinete de Sá Borges (Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)  
%u201CEm pouco tempo, as chamas se espalharam e atingiram a minha casa. Na hora, fiquei desesperada e pensei apenas em salvar as crianças%u201D, contou Marinete de Sá Borges

Uma família passa por dificuldades e precisa de ajuda. No último fim de semana, Marinete de Sá Borges, 36 anos, o marido e as três filhas, de 5, 9 e 11 anos, tiveram a casa, no condomínio Porto Rico, incendiada. Apesar do susto ninguém se feriu.

O fogo começou no terreno da residência. Era por volta das 22h30, duas das crianças e o pai dormiam, quando a menina que estava acordada viu o fogo no local. “Em pouco tempo, as chamas se espalharam e atingiram a minha casa. Na hora, fiquei desesperada e pensei apenas em salvar as crianças”, contou Marinete. A família trabalha com reciclagem, e o fogo teria começado justamente nos materiais que ficavam no quintal.

Vizinhos ajudaram a socorrer a família. “Eles pularam o muro e tiraram as crianças, até eu tive que pular e acabei machucando o pé”, detalhou. A cena no local é devastadora. Dos quatro comôdos da casa, o mais atingindo foi a sala. As paredes ficaram com rachaduras e a residência corre risco de desabar. A família perdeu todos os bens com o acidente.

Nessa segunda-feira (19/5), as equipes da Gerência Social em conjunto com a Gerência de Obras da Administração de Santa Maria retiraram os entulhos do local. A família está na casa de um parente e pede alimentos, roupas e até material de construção. É possível ajudar por meio de depósito em uma conta da Caixa Econômica Federal em nome de Marinelia de Sá Borges (irmã de Marinete). Agência: 3001; conta: 1053-2; operação 013. Contato: (61) 8606-0311.

Léo se diz pronto para ajudar Cruzeiro na Argentina

Estadão Conteúdo

Reserva dos titulares absolutos Dedé e Bruno Rodrigo, Léo vai ganhar uma oportunidade na zaga do Cruzeiro em um dos momentos mais importantes da temporada. Afinal, ele foi o escolhido para substituir Bruno Rodrigo, suspenso, no jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores, quarta-feira, diante do San Lorenzo, na Argentina. Ele garante estar pronto para ajudar o time na partida decisiva.

“Procuro sempre dar apoio aos companheiros que estão jogando, sabendo que as oportunidades sempre aparecem, como no ano passado quando eu joguei em momentos decisivos. Dia a dia procuro trabalhar, sabendo que a chance sempre vai aparecer, para que assim eu posso estar preparado para quando a oportunidade surgir”, afirmou.

Escolhido para substituir Bruno Rodrigo, Léo foi poupado por Marcelo no duelo com o Atlético-PR, no último sábado, para não correr riscos de se lesionar antes do jogo na Argentina, mesmo que tenha disputado apenas sete partidas na temporada.

“É um jogo que vale muito. O Marcelo fez isso exatamente visualizando o jogo de quarta-feira. Um jogo importante, que representa o nosso o principal objetivo para este semestre que é passar de fase. Vamos com tudo, sempre preparados e concentrados para que possamos fazer um bom jogo”, destacou.

Léo garante que se entende bem com Dedé a falta de entrosamento não atrapalhará o seu desempenho. “A gente já teve algumas partidas que atuamos juntos. É tranquilo. Nós temos que procurar sempre estar conversando e alertando um ao outro. Mas creio que entrosamento não vai faltar, porque a gente já vem treinando, cada vez mais aperfeiçoando isso, para que a gente cumpra o nosso papel dentro de jogo”, comentou.

Povoado devastado por deslizamento no Afeganistão implora por ajuda

O deslizamento de terra aconteceu na sexta-feira no distrito de Argo da província de Badakshan, uma região pobre e montanhosa

AFP – Agence France-Presse

04/05/2014 

Em meio a uma desolação total, os sobreviventes do deslizamento de terra que atingiu uma aldeia no nordeste do Afeganistão pediam neste domingo ajuda urgente, depois da morte de pelo menos 300 pessoas na tragédia que transformou o povoado em cemitério.

O deslizamento de terra aconteceu na sexta-feira no distrito de Argo da província de Badakshan, uma região pobre e montanhosa na fronteira com Tadjiquistão, China e Paquistão, relativamente poupada da violência dos insurgentes talibãs. A chuva torrencial causou uma avalanche de toneladas de lama e pedras que desceu por um vale e atingiu a localidade de Aab Bareek.

O deslizamento destruiu centenas de casas e deixou pelo menos 300 mortos, de acordo com as autoridades.O presidente Hamid Karzai decretou luto nacional neste domingo em homenagem às vítimas, e as bandeiras afegãs tremulavam a meio mastro nos edifícios do governo.

Em Aab Bareek, a tragédia deixou 700 famílias em situação de miséria absoluta, e muitas delas passaram as duas últimas noites a poucos metros das ruínas de suas casas.”Estava comendo quando tudo aconteceu”, explicou Begum Nisa, de 40 anos.

“Escutei um barulho grande, como um rugido, e percebi que era um deslizamento de terra. Gritei para a meus parentes: ‘Corram’. Mas já era tarde demais. Perdi meu pai, minha mãe, meu tio e outros cinco membros da minha família”, acrescentou.

As operações de buscas destinadas a encontrar sobreviventes foram concluídas oficialmente no sábado e as autoridades tentam agora ajudar os desabrigados, com o auxílio de organizações humanitárias.

Reconstruir o povoado

Barracas e rações alimentares começaram a ser distribuídas.”Eles nos deram barracas, mas isso não basta”, disse à AFP Imam Jaldar, de 60 anos, que perdeu sua mulher e dois filhos.”Precisamos de comida e de muitas outras coisas. E há muitas vítimas que não receberam ajuda alguma do governo”, afirmou.

Zarghoona, uma mulher de 35 anos, passou a noite em um morro próximo com seus filhos, apesar do frio.”Meu marido morreu. Meus filhos são pequenos e não podem trabalhar. Não sei como vou poder dar comida a eles”, disse ela com a voz embargada.

Para Aminullah Amin, um dos chefes de Aab Bareek, “é preciso reconstruir o povoado em outro lugar”. “Aqui as pessoas perderam tudo o que tinham; familiares, bens, gado… Não há nada que as permita seguir em frente”, explicou.

Um fundo de emergência criado pelo governo para ajudar os afetados reuniu até agora 350.000 dólares, disse à AFP o porta-voz do governo local, Ahmad Naweed Frotan.O drama comoveu a comunidade internacional. Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou sua “profunda tristeza”.ONU, Estados Unidos e União Europeia já indicaram que vão ajudar as vítimas.

A tragédia aconteceu uma semana depois de enchentes terem deixado cerca de cem mortos no norte deste país, um dos mais pobres do mundo, assolado por mais de três décadas de guerra.

 

EUA ajudarão nas buscas por centenas de nigerianas sequestradas

John Kerry fez discurso na capital da Etiópia, Adis Abeba, neste sábado

O secretário de Estado americano, John Kerry, prometeu neste sábado que os Estados Unidos farão “todo o possível” para ajudar a Nigéria a encontrar as mais de 200 adolescentes sequestradas pelo grupo islâmico armado Boko Haram. “O sequestro de centenas de meninas pelo Boko Haram é um crime inimaginável”, declarou Kerry em um discurso pronunciado na capital da Etiópia, Adis Abeba.

“Faremos todo o possível para ajudar o governo da Nigéria a levar essas meninas de volta para casa e os sequestradores, à justiça. É nossa responsabilidade e a responsabilidade do mundo”, acrescentou o secretário de Estado. De acordo com Kerry, os Estados Unidos estão trabalhando para “reforçar as instituições da Nigéria e seu Exército, e para combater a campanha de terror e violência do Boko Haram”.

Homens armados, considerados integrantes do Boko Haram, atacaram um instituto no nordeste da Nigéria há quase três semanas e sequestraram as jovens, que estavam em seus dormitórios. A polícia nigeriana indicou que os islamitas seguem mantendo em seu poder 223 estudantes, das 276 inicialmente sequestradas.

Fonte: Correio do Povo

Ajuda à Ucrânia será revisada se país perder o leste de território, diz FMI

Segundo o FMI, as províncias do leste (Donetsk, Lugansk, Kharkiv) representam mais de 21% do país e 30% de sua produção industrial

France Presse

01/05/2014 

Washington – O Fundo Monetário Internacional declarou nesta quinta-feira que revisará o plano de ajuda concedido à Ucrânia se o país perder o leste de seu território, envolvido em uma insurreição pró-russa.

“Se o governo central perder o controle efetivo do leste (do país), o programa deverá ser revisado”, indicou o FMI em um relatório, no qual detalha seu programa de ajuda financeira à Ucrânia no valor de 17 bilhões de dólares, acordado na quarta-feira.

A Ucrânia, que já perdeu em março a região da Crimeia para a Rússia, mobilizou suas tropas ante os movimentos separatistas no leste do país, entre outros locais em Donetsk, o pulmão industrial do país.

“O conflito (na região) pode enfraquecer as receitas orçamentárias e afetar seriamente as perspectivas de investimentos”, redigiu o Fundo, antes de acrescentar que a situação econômica e orçamentária do país pode se agravar muito mais que o previsto.

Segundo o FMI, as províncias do leste (Donetsk, Lugansk, Kharkiv) representam mais de 21% do país e 30% de sua produção industrial.

Em caso de um aumento de tensão na região, o FMI considera que será necessário um aumento da ajuda financeira à Ucrânia e que podem ser consideradas medidas corretivas ao programa de reformas exigido, segundo o documento.

Condicionados a medidas econômicas drásticas, os 17 bilhões de dólares em empréstimos prometidos em dois anos pelo FMI à Ucrânia fazem parte de um plano de ajuda global de 27 bilhões de dólares concedidos pela comunidade internacional.

Mutirão ajuda comunidade haitiana no centro de São Paulo

A chegada repentina em São Paulo de centenas de imigrantes haitianos que estavam no Acre mobilizou autoridades e atraiu empresários interessados em oferecer empregos.

Os esforços de ajuda estão concentrados na igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, centro de São Paulo.

Esse mutirão para fornecer documentos, comida e trabalho está atraindo para o local não só os recém chegados mas parte dos cerca de 4.000 membros da comunidade haitiana de São Paulo, que vem passando dificuldades desde o início da atual onda de migração, em 2010.

Fonte: BBC BRASIL.com

Twitter pode servir para prever crimes

Análise permite prever 19 entre 25 formas de crimes, como assédio, perseguição ou roubo

Crimes podem ser previstos a partir da análise das postagens / Loic Venance/AFP

Os tesouros escondidos no Twitter podem ser extremamente úteis para combater crimes, segundo um estudo americano de acordo com o qual muitos crimes ou agressões podem ser detectados antecipadamente caso esta informação seja analisada de forma adequada.

A análise de tuítes permite prever 19 entre 25 formas de crime, especialmente o assédio ou a perseguição, o roubo e alguns tipos de agressão, segundo um trabalho da Universidade da Virgínia, publicado no periódico científico “Decision Support Systems”.

“As conclusões podem surpreender porque, é claro, as pessoas raramente tuítam diretamente os crimes que vão cometer”, diz o autor principal do estudo, Matthew Gerber, do Laboratório de Tecnologia Preditiva da Universidade da Virgínia.

No entanto, embora os tuítes não tenham relação direta com um crime, eles contêm elementos valiosos sobre as atividades de seus autores ou sobre seu bairro e seu entorno.

“As pessoas tuítam sobre suas atividades cotidianas”, explica Gerber. “Estas atividades rotineiras as colocam em um contexto no qual há possibilidades de que aconteça uma infração. Por exemplo, se eu e muitas outras pessoas tuitamos que vamos nos embebedar esta noite, sabemos que vão ocorrer algumas infrações associadas ao álcool”.

Gerber e seus colegas analisaram os tuítes de alguns locais de Chicago, ajudados pela base de dados de criminalidade na cidade. Assim, conseguiram fazer previsões sobre as regiões onde há risco de ocorrer determinados tipos de crimes, o que pode ser útil para a dotação orçamentária de segurança ou para a mobilização de policiais ao local.

Polícia preditiva com Twitter

“Esta aproximação permite ao analista visualizar e identificar rapidamente as áreas com forte criminalidade”, explica o estudo, “visto que as potenciais infrações com frequência ocorrem em locais onde este tipo de crime já foi cometido”.

Isto “permitirá elaborar uma cartografia das áreas de fama duvidosa, que funcionará como uma ferramenta útil para prever o crime”.

Nos últimos anos, a ideia da “polícia preditiva” ganhou terreno e os serviços de vigilância têm se apoiado cada vez mais em dados previstos por gigantes como a IBM.

Este novo estudo é publicado depois de outros informes, segundo os quais o comportamento dos usuários no Twitter pode ajudar a prever o resultado das eleições ou inclusive o surgimento de um vírus ou uma epidemia.

Gerber destacou que os tuítes são uma fonte muito fácil de usar, pois são de acesso público e muitos contêm dados de geolocalização.

O estudo foi financiado pelo exército americano que, segundo Gerber, utiliza técnicas similares para determinar ameaças às suas forças no Iraque e no Afeganistão.

O especialista destaca que não há limites para o uso de seu modelo de previsão, embora alguns crimes, como os sequestros ou os incêndios criminosos, não possam ser previstos por uma razão que lhes escapa.

Após ser contatado pela polícia de Nova York, Gerber já começou a examinar os dados da megalópole americana para determinar se os resultados que obteve em Chicago são igualmente bem sucedidos ali.

Por outro lado, o pesquisador espera poder ampliar seus estudos a outras redes sociais, a fim de detectar melhor os crimes e avaliar se é possível impedi-los.

“Não estudamos se isto pode reduzir a criminalidade”, diz Gerber. “Esta é outra etapa”, completa.

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