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Injeção de sangue jovem pode ajudar no combate ao Alzheimer

Uma nova possibilidade de tratamento para Alzheimer pode parecer inspirada na história do Conde Drácula. De acordo com pesquisas americanas, injeções de sangue jovem humano poderiam impulsionar o funcionamento do cérebro e, portanto, ajudariam no tratamento de Alzheimer. Testes em humanos devem ser realizados ainda neste ano. Os dados são do jornal Daily Mail. 

Em um dos experimentos, ratos velhos e jovens tiveram seus vasos sanguíneos ligados para permitir o fluxo de um para o outro. Os cientistas também deram aos animais mais velhos injeções regulares de sangue jovem. Constatou-se que sangue novo impulsionou o número de conexões entre as células no centro de memória do cérebro e as tornou mais fortes. O sentido do olfato também foi aguçado e os mais velhos, assim como os mais novos, conseguiram se lembrar de como sair de uma piscina. 

“É como se os velhos cérebros fossem recarregados por sangue novo”, disse o cientista Tony Wyss-Coray, que pretende testar o tratamento em pacientes com Alzheimer em questão de meses.

Em um segundo estudo, profissionais da Universidade de Harvard usaram o sangue jovem para aumentar a força de camundongos idosos. A resistência também melhorou e uma proteína chamada GDF11 parece ser a chave. A terceira parte da pesquisa, também de Harvard, apontou que essa proteína é que ajudar a aguçar o cheiro. Isso sugere que pode ser possível encapsular os benefícios de sangue jovem em um comprimido em vez da necessidade de injeções regulares.

Pesquisa de Alzheimer do Reino Unido afirma que as conclusões são interessantes, mas pede cautela. “Esses estudos são de significado desconhecido para os seres humanos. Não investigam o tipo de comprometimento cognitivo observado na doença de Alzheimer, o que não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Alzheimer é a causa mais comum de demência e precisamos urgentemente de tratamentos capazes de parar a doença”, acrescentou Eric Karran, diretor de pesquisa da instituição.

Fonte: Terra

Vovó Nilva: a história do neto que virou ‘pai’ da avó

Estadão Conteúdo

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Fernando e avó compartilharam os conhecimentos
Compartilhar a dor não é sofrê-la no coletivo, é livrar quem dela sofre. Foi com esse lema que o estudante Fernando Aguzzoli decidiu dividir com milhares de seguidores a experiência de virar o pai da própria avó e fazer dessa relação um exemplo de como lidar de forma leve com o Alzheimer.
 
Em janeiro de 2013, aos 21 anos, o jovem de Porto Alegre decidiu largar a faculdade de filosofia e o emprego para passar 24 horas ao lado da avó, diagnosticada com Alzheimer cinco anos antes. Aos 79 anos, Nilva Aguzzoli, ou a Vovó Nilva, como ficou conhecida nas redes sociais, passou a ter o neto como cuidador em tempo integral.
 
“Desde o início da doença, eu e meus pais sempre cuidamos, mas, em 2013, quando percebi que ela estava chegando a um estágio mais avançado da doença, pensei que, em breve, ela poderia nem nos reconhecer mais, e decidi que queria ficar direto com ela. A partir daí, tomei a decisão de levar tudo na esportiva”, conta Fernando.
 
Em setembro, o jovem teve a ideia de criar uma página no Facebook onde passou a relatar de forma bem-humorada histórias do cotidiano de uma família com um membro com Alzheimer. “Sempre busquei informação sobre a doença e tudo o que eu encontrava era deprimente”, conta. Nas postagens, os esquecimentos da Vovó Nilva viravam motivo de risada.
 
“Foi superpositivo para mim, para ela e para os meus pais. A realidade dela era completamente diferente, mas era muito bonita. As coisas eram lindas, as pessoas não morreram. Quem sou eu para tirar isso dela?”, diz.
 
E era com bom humor que Fernando enfrentava os desafios diários. “Quando ela teve de usar fralda pela primeira vez, ficou incomodada. Então, eu coloquei uma fralda em mim e rimos juntos” conta.
 
A história acabou atraindo a curiosidade de internautas e a admiração de familiares de pacientes com Alzheimer.
 
Com o sucesso, Fernando e a avó passaram a escrever um livro que além de contar as histórias engraçadas, terá dicas de como a família pode lidar com diversas situações vividas por um paciente com a doença. A iniciativa atraiu a atenção de médicos do Rio Grande do Sul, que participam da publicação com orientações técnicas. O livro deve ser lançado em setembro.
 
Vovó Nilva acabou morrendo em dezembro, por complicações de uma infecção urinária. Apesar da frustração, Fernando decidiu manter a página na internet, que hoje já tem 15 mil seguidores. “Mantive por consideração às pessoas que me deram apoio, pela escassez de informações sobre a doença e, principalmente, porque é uma forma de deixar a minha avó viva.”
 
Benefício
 
Posturas como a de Fernando podem até ajudar a adiar a evolução da doença, segundo Cícero Gallo Coimbra, professor de Neurologia e Neurociências da Unifesp. “Na maioria dos casos, a atitude da família é cobrar e repreender o parente nos episódios de esquecimento. Essa cobrança leva ao pânico e ao estresse, que bloqueiam a produção de novos neurônios e pioram um quadro de demência”, explica o especialista. “A maioria das famílias deixa o parente com Alzheimer no ostracismo, e o que ele mais precisa é de acolhimento afetivo.”
 
E essa foi a missão de Fernando. “Quando eu e minha mãe decidimos levar a vó para realizar o sonho dela, que era conhecer as Cataratas do Iguaçu, muitos perguntavam por que íamos gastar dinheiro com a viagem se, dez minutos depois, ela não lembraria do passeio. Mas, para nós, não importava se ela lembraria, importava a felicidade que ela teria naquele momento.” 

Cientistas conseguem reverter perda de memória em ratos com Alzheimer

DIÁRIO DA MANHÃ|LUDMILA MOREIRA

Pela primeira vez, cientistas conseguiram reverter a perda de memória em ratos com Alzheimer utilizando a terapia genética. Os pesquisadores são do Instituto de Neurociência da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). Eles “descobriram um mecanismo celular envolvido na consolidação da memória e conseguiram desenvolver uma terapia genética que reverte a perda de memória em etapas iniciais em ratos modelos com mal de Alzheimer”, disse a UAB em comunicado.  

O tratamento consiste na injeção de um gene no hipocampo – região do cérebro-, que provoca a produção de uma proteína bloqueada nos pacientes afetados pela doença. A proteína “Crtc1” (CREB regulated transcription coactivor-1) permite a ativação dos genes envolvidos na formação de memória de longo prazo. Nas pessoas doentes, “a formação de agregados de placas amiloides, um processo conhecido que desencadeia o Alzheimer, impede que a proteína Crtc1 atue normalmente”, segundo a UAB. O estudo é capa da revista americana The Journal of Neuroscience

Foto:Reprodução

Foto:Reprodução

“Quando se altera a proteína Crtc1, não é possível ativar os genes responsáveis pela sinapse ou por conexões entre neurônios no hipocampo e o indivíduo não consegue realizar corretamente tarefas de memória”, explicou o doutor Carlos Saura, responsável pelo estudo. Ainda segundo ele, “Este estudo abre novas perspectivas para a prevenção e o tratamento terapêutico do mal de Alzheimer”.

O mal de Alzheimer tem 40 milhões de idosos afetados em todo o mundo, e representa um desafio para os sistemas de saúde e para a ciência, que não encontrou nenhum remédio para a doença.

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