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‘Oceano subterrâneo’ da Amazônia tem volume estimado em 160 trilhões de metros cúbicos

Sistema hidrogeológico começou a ser formado a partir do período Cretáceo; entenda como ocorre

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Alguns pontos do rio Amazonas têm até 2 km de um lado ao outro das margens. Na imagem está o Encontro das Águas. Foto: Reprodução/Shutterstock

MANAUS – A Amazônia detém uma hidrografia singular. O que não se sabia é que a região também possui uma reserva de água subterrânea com volume estimado em mais de 160 trilhões de metros cúbicos, o Aquífero Amazônia. A informação é do professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Francisco de Assis Matos de Abreu. “A reserva subterrânea representa mais de 80% do total da água da Amazônia. A água dos rios amazônicos, por exemplo, representa somente 8% do sistema hidrológico do bioma e as águas atmosféricas têm, mais ou menos, esse mesmo percentual de participação”, disse Abreu.

Para se ter uma ideia, o volume é 3,5 vezes maior do que o do Aquífero Guarani – depósito de água doce subterrânea que abrange os territórios do Uruguai, da Argentina, do Paraguai e Brasil, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados de extensão. O conhecimento sobre esse ‘oceano subterrâneo’, contudo, ainda é muito escasso e precisa ser aprimorado tanto para avaliar a possibilidade de uso para abastecimento humano como para preservá-lo em razão de sua importância para o equilíbrio do ciclo hidrográfico regional.

De acordo com Abreu, as pesquisas sobre o Aquífero Amazônia foram iniciadas há dez anos, quando ele e outros pesquisadores da UFPA e da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizaram um estudo sobre o Aquífero Alter do Chão, no distrito de Santarém, no Pará.

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O estudo indicou que o aquífero, situado em meio ao cenário de uma das mais belas praias fluviais do País, teria um depósito de água doce subterrânea com volume estimado em 86,4 trilhões de metros cúbicos. “Ficamos muito assustados com os resultados do estudo e resolvemos aprofundá-lo. Para a nossa surpresa, descobrimos que o Aquífero Alter do Chão integra um sistema hidrogeológico que abrange as bacias sedimentares do Acre, Solimões, Amazonas e Marajó. De forma conjunta, essas quatro bacias possuem, aproximadamente, uma superfície de 1,3 milhão de quilômetros quadrados”, disse Abreu.

Denominado pelo pesquisador e colaboradores Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), o sistema hidrogeológico começou a ser formado a partir do período Cretáceo, há cerca de 135 milhões de anos. Em razão de processos geológicos ocorridos nesse período foi depositada, nas quatro bacias sedimentares, uma extensa cobertura sedimentar, com espessuras da ordem de milhares de metros, explicou Abreu. “O Saga é um sistema hidrogeológico transfronteiriço, uma vez que abrange outros países da América do Sul. Mas o Brasil detém 67% do sistema”, disse.

Uma das limitações à utilização da água disponível no reservatório, contudo, é a precariedade do conhecimento sobre a sua qualidade, apontou o pesquisador. “Queremos obter informações sobre a qualidade da água encontrada no reservatório para identificar se é apropriada para o consumo.”

“Estimamos que o volume de água do Saga a ser usado em médio prazo para abastecimento humano, industrial ou para irrigação agrícola será muito pequeno em razão do tamanho da reserva e da profundidade dos poços construídos hoje na região, que não passam de 500 metros e têm vazão elevada, de 100 a 500 metros cúbicos por hora”, disse.

Como esse reservatório subterrâneo representa 80% da água do ciclo hidrológico da Amazônia, é preciso olhá-lo como uma reserva estratégica para o país, segundo Abreu.

“A Amazônia transfere, na interação entre a floresta e os recursos hídricos, associada ao movimento de rotação da Terra, cerca de 8 trilhões de metros cúbicos de água anualmente para outras regiões do Brasil. Essa água, que não é utilizada pela população que vive aqui na região, representa um serviço ambiental colossal prestado pelo bioma ao país, uma vez que sustenta o agronegócio brasileiro e o regime de chuvas responsável pelo enchimento dos reservatórios produtores de hidreletricidade nas regiões Sul e Sudeste do país”, avaliou.

Vulnerabilidades

De acordo com Ingo Daniel Wahnfried, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos principais obstáculos para estudar o Aquífero Amazônia é a complexidade do sistema.

Como o reservatório é composto por grandes rios, com camadas sedimentares de diferentes profundidades, é difícil definir, por exemplo, dados de fluxo da água subterrânea para todo sistema hidrogeológico amazônico. “Há alguns estudos em andamento, mas é preciso muito mais. É necessário avaliarmos, por exemplo, qual a vulnerabilidade do Aquífero Amazônia à contaminação”, disse Wahnfried.

Diferentemente do Aquífero Guarani, acessível apenas por suas bordas – uma vez que há uma camada de basalto com dois quilômetros de extensão sobre o reservatório de água –, as áreas do Aquífero Amazônia são permanentemente livres.

Em áreas de floresta, essa exposição do aquífero não representa um risco. Já em áreas urbanas, como nas capitais dos estados amazônicos, isso pode representar um problema sério. “Ainda não sabemos o nível de vulnerabilidade do sistema aquífero da Amazônia em cidades como Manaus”, disse Wahnfried.

Segundo o pesquisador, tal como a água superficial (dos rios), a água subterrânea é amplamente distribuída e disponível na Amazônia. No Amazonas, 71% dos 62 municípios utilizam água subterrânea (mas não do aquífero) como a principal fonte de abastecimento público, apesar de o estado ser banhado pelos rios Negro, Solimões e Amazonas.

Já dos 22 municípios do Estado do Acre, quatro são totalmente abastecidos com água subterrânea. “Apesar de esses municípios estarem no meio da Amazônia, eles não usam as águas dos rios da região em seus sistemas públicos de abastecimento”, avaliou Wahnfried.

Algumas das razões para o uso expressivo de água subterrânea na Amazônia são o acesso fácil e a boa qualidade desse tipo de água, que apresenta menor risco de contaminação do que a água superficial.

Além disso, o nível de água dos rios na Amazônia varia muito durante o ano. Há cidades na região que, em períodos de chuva, ficam a poucos metros de um rio. Já em períodos de estiagem, o nível do rio baixa 15 metros e a distância dele para a cidade passa a ser de 200 metros, exemplificou.

 

Produtora inglesa paga indenização após gravar documentário no Amazonas

Gravação de documentário em terra indígena de Humaitá começou antes da autorização por parte da Funai

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BRASÍLIA – Uma indenização no valor total de R$ 70 mil será paga aos índios Pirahã e Parintintim, da região de Humaitá, no sul do Amazonas. O valor é devido ao ingresso irregular em Terra Indígena, em novembro de 2013, de uma produtora inglesa que realizou filmagens para um documentário dentro da Terra Indígena Pirahã, sem autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai). 

Na ocasião, a produtora havia solicitado junto à presidência da Fundação o ingresso na Terra Indígena, mas iniciou os trabalhos antes mesmo da conclusão do processo e emissão da autorização, sem atender a normativa vigente.

Ainda faz parte do acordo firmado entre a produtora e a Funai, a análise, pelo órgão indigenista, da filmagem produzida na Terra Índigena. Todo o material já foi entregue à Fundação, para ser avaliado previamente à edição do documentário.

Terras são dos índios Pirahã e Parintintim, na região de Humaitá. Foto: Acervo CR Madeira/ Funai

 
 

Desmatamento da Amazônia é 2% maior que índice do ano passado, diz Imazon

No ano passado, Imazon apontou um desmatamento total de 2.007 km². Em 2014, área de desmate é de 2.044 km²

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Movimento sem terra ocupa fazenda no Pará

AMAZÔNIA – Acaba de fechar o ano-calendário do desmatamento na Amazônia, que vai de agosto de 2013 a julho de 2014. O resultado é ruim. As análises do Imazon, baseadas no seu Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), apontam que o repique dos 12 meses anteriores – um aumento de 28% da área desmatada medido pelo PRODES – provavelmente não cedeu este ano. Em especial, nos meses da estação seca deste ano os alertas dispararam.

O sistema do Imazon, o SAD, usa um satélite de menor resolução do que o Landsat, usado pelo INPE para produzir os números do PRODES, cujo resultado é considerado a estimativa anual mais precisa sobre a perda de florestas na Amazônia. As imagens usadas pelo Imazon vem do sensor MODIS e não detectam áreas desmatadas com menos de 12,5 hectares, desmatamentos miúdos, mas que somam uma área grande. Assim, os números dos alertas do Imazon costumam captar apenas uma fração do desmatamento total.

No ano passado, o Imazon apontou para um desmatamento total de 2.007 km², enquanto os números preliminares do PRODES totalizaram uma área de 5.843 km². Este ano, a área de desmate detectada pelo Imazon é de 2.044 km², um valor 2% maior. A correspondência entre o SAD, do Imazon, e o PRODES, do INPE, não é de um para um. Isso quer dizer que um aumento de 1% na área desmatada detectada pelo SAD não significa que o número do PRODES também virá 1% maior. Mas de acordo com Carlos Souza, pesquisador do Imazon que coordena o boletim SAD, as análises do instituto indicam que a área total desmatada que o PRODES apresentará este ano deverá ser da ordem de grandeza de 7.000 km², semelhante a área que o Imazon previu também no ano passado.

Embora o total medido pelo PRODES em 2013 tenha sido de 5.843 km² (abaixo dos 7.000 km² previstos pelo Imazon), Souza lembra que este total é baseado em dados preliminares, em geral subestimados. O número consolidado do PRODES para o ano passado ainda não saiu, e costuma ser maior do que o preliminar. Portanto, poderá ficar mais próximo da estimativa do Imazon.

Comparação mês a mês dos períodos agosto/13-julho/14 sobre agosto/12-julho/13. Fonte: Imazon/SAD

Se a análise se confirmar, este é um resultado muito negativo. Depois de 4 anos de queda, em 2013 o desmatamento na Amazônia subiu quase um terço (28%). Ao que parece, nada mudou em 2014. Pior, comparado com o mesmo período do ano passado (veja figura abaixo), os números do Imazon apontam uma disparada do desmate nos últimos três meses, maio, junho e julho, comparados com os mesmos meses do ano passado. Trata-se da temporada de seca, época em que o problema costuma se agravar. Mas a comparação é relevante, pois é feita sobre o mesmo período anterior.

“Os números do Imazon não podem ser desqualificados por se tratarem de alertas baseados em imagens menos precisas”, diz Souza. “São bons indicadores de tendência e devem ser levados a sério para tentar reagir rápido ao aumento e freá-lo”.

Queda da área degradada

Dentro do quadro, a boa nova é a queda da área degradada de floresta. O número principal do Imazon, de 2.044 km², se refere ao corte raso, mas os números da degradação caíram 54%, de 1.555 para 711 km2.

Degradação Florestal de agosto de 2012 a julho de 2014 na Amazônia Legal. Fonte: Imazon/SAD

Estados

O campeão de alertas de desmatamento nos últimos 12 meses foi o estado do Pará, com 42% do total, seguido de Mato Grosso (20%) e Amazonas (15%).

Os estados que tiveram o maior aumento relativo ao período de 12 meses anterior foram Acre, com um aumento de 781%, e Roraima, com aumento de 241%. Houve queda relativa no Mato Grosso, de 34%, e Tocantins, de 6%.

Os municípios campeões de julho

Os últimos números do Imazon são do boletim do SAD de julho de 2014, publicado hoje. Julho é o mês que fecha os 12 meses iniciados em agosto do calendário de medição do desmatamento. Segundo Souza, além de um aumento dos alertas, que indicam uma área desmatada 134% maior do que julho de 2013, chama a atenção o crescimento dos números, no Acre, de dois municípios, Cruzeiro do Sul e Taraocá. No estado do Amazonas, o pesquisador destacou o aumento do desmatamento em Lábrea e Boca do Acre.

Planetário e aranhas vivas encantam população de Manaquiri, no Show das Águas de 2014

Exposições realizadas por funcionários e pesquisadores do Inpa atiçam curiosidade de crianças e adultos

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MANAQUIRI – Ver uma aranha subir na sua mão assusta? E que tal se ela for do tamanho da sua mão? Essa é uma das experiências que o Circuito da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), proporcionou aos habitantes de Manaquiri, no interior do Amazonas, durante o Show das Águas e Meio Ambiente de 2014. A proposta de levar o tradicional circuito científico que acontece na capital aos municípios visa mostrar que a ciência está ao alcance de todos.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

De acordo com o coordenador do circuito, Jorge Lobato, quatro das 30 atividades que compõe o projeto foram apresentadas em Manaquiri. “O instituto tem despertado e amadurecido esse novo olhar, essa nova forma institucional de se lidar hoje com a sociedade, de quebrar as barreiras existentes entre a pesquisa e a população”, afirmou.

Entre as atrações estava o tecnológico planetário, que apresenta ao público curiosidades e estudos científicos sobre o universo. Camila Leão, de 8 anos, disse ao Portal Amazônia que quer conhecer as estrelas de perto. “Um dia eu quero poder pegar uma estrela”, disse.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O estande que fez sucesso na noite desta sexta-feira (1) foi o da mostra de aracnídeos. No início muitos espantaram-se com as funcionários do instituto passeando pela praça central da cidade com aranhas nos braços. Mas não demorou muito para também querer carregar os animais, como o estudante Glebson Freitas, de 16 anos. O jovem mora atualmente em Manaus, mas voltou à cidade natal para participar do Show das Águas. “Nunca tinha visto uma coisa assim, como esse dos animais. É bom poder ver esse tipo de evento. A criançada daqui vê e se inspira. Quem sabe isso não influencia eles à buscarem alguma coisa a mais na frente”, afirmou.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Há dez anos parceiro do Show das Águas, Lobato afirma que o compromisso do Inpa é não “permitir que a sociedade olhe para a ciência como algo abstrato, distante da realidade”. Para o coordenador, a ciência caminha lado a lado com as pessoas todos os dias”. Estandes sobre insetos aquáticos em forma de bichos de pelúcia, campanha de proteção do boto-vermelho e mostra de materiais sustentáveis, como o tijolo vegetal, também compuseram o “cantinho da ciência”, como batizou Lobato.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

 

TV da Austrália é condenada por racismo contra tribo indígena da Amazônia

‘Bebês nascidos com defeitos congênitos devem morrer da maneira mais terrível possível’

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Reportagem de 14 minutos mostra tribo isolada na Amazônia. Foto: Reprodução/Vimeo

MANAUS – “Assassinos de crianças”, “relíquias da Idade da Pedra” e “os piores violadores dos direitos humanos do mundo”. Assim a TV australiana Channel 7 classificou a tribo indígena Suruwaha, localizada próximo ao rio Purus (no sul do Amazonas), durante uma reportagem veiculada em 2011. A emissora foi processada judicialmente sob acusação de racismo.

A matéria foi alvo de protestos da Survival International, entidade que defende os direitos de indígenas. Em 2012, a emissora de televisão foi condenada pela Autoridade de Comunicações e Mídia da Austrália (Acma) por provocar “uma intensa aversão e um grave desprezo contra uma pessoa ou grupo” e por transmitir material “inexato”.

O Channel 7 apresentou um recurso na Corte Federal da Austrália, que nesta quarta-feira (25) confirmou a decisão da Acma. A reportagem relata que a tribo Suruwaha “acredita que os bebês nascidos com defeitos congênitos ou de mãe solteira são espíritos malignos e devem ser mortos da maneira mais terrível possível”.

Confira a reportagem da TV Channel 7 sobre a tribo Suruwaha

Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente são apresentados em Macapá

‘Professor Samuel Benchimol’ e ‘Banco da Amazônia’ valorizam desenvolvimento da região amazônica

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Prêmios valorizam projetos que incentivam o desenvolvimento sustentável da Região Amazônica. Foto: Márcio Di Pietro/ ATN

MACAPÁ – Projetos que incentivam a economia verde, o desenvolvimento sustentável e o empreendedorismo consciente do Amapá serão reconhecidos através dos prêmios ‘Professor Samuel Benchimol’ e ‘Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente’. O valor total da premiação para cada categoria será de R$ 65 mil. O edital e as informações estão disponíveis naInternet. As inscrições seguem até 5 de setembro deste ano.

Nesta sexta-feira (27), foram apresentadas as propostas dos prêmios e sua importância a parceiros e instituições convidadas.  Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

Como participar?

Empreendedores, pesquisadores, acadêmicos e comunidade em geral podem participar. Os trabalhos poderão ser elaborados individualmente ou em grupo. Os prêmios são considerados importantes estímulos entre os pesquisadores e empreendedores que desenvolvem práticas de uso sustentável, a partir de recursos naturais na região, desde a criação de políticas públicas ao comércio. “Eles buscam inovação e no pensar coletivo, o qual possui um valor expressivo para a sustentabilidade. Vários projetos chamaram a atenção da organização dos prêmios, como a realizada pela a Embraba/AP no combate à praga que atacava as bananeiras. Outro projeto no Acre virou empresa que trabalham com o látex”, exemplificou o coordenador do Prêmio, professor José Rincon Ferreira.

Vários projetos chamaram a atenção da organização dos prêmios, como a realizada pela a Embraba/AP no combate à praga que atacava as bananeiras. Na imagem, o coordenador do Prêmio, professor José Rincon Ferreira. Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

A parceria dos prêmios com o grupo Amazônia Cabo- das mídias CBN Amazônia, Portal Amazônia e o Canal Amazon Sat– estimula a valorização social e ambiental na Amazônia. “O prêmio tem a característica do que fazemos enquanto empresa de comunicação, que é ser a cara e a voz da Amazônia e apoiar prêmios como esse representam os nossos ideais para a Região”, disse o gerente de sustentabilidade do Canal Amazon Sat, Menderson Coelho.

Para o titular da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Antonio Claudio de Carvalho, os prêmios ‘Professor Samuel Benchimol’ e ‘Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente’ são exemplos de iniciativas que ajudam a aprimorar as técnicas inovadoras em benefício do desenvolvimento sustentável. Carvalho ganhou o prêmio em 2007. “Ele mudou a minha vida acadêmica e profissional. Divulgou e abrangeu a minha área de pesquisa, pois é comprometido com a sustentabilidade da Amazônia e as ações da proposta para toda a vida”, relembra.

Para o titular da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Antonio Claudio de Carvalho, os prêmios são exemplos importantes de iniciativas que ajudam a aprimorar as técnicas inovadoras em benefício do desenvolvimento sustentável. Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

Segundo o gerente geral da agência Macapá, do Banco da Amazônia, Gleidson Sales, o prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente representa a proposta da instituição financeira. “Tem o objetivo de apoiar os projetos científicos na nossa região. Ele é um dos mais importantes da América Latina que buscam incentivar a pesquisa com consciência ambiental”, afirmou.

Segundo o gerente geral da agência Macapá do Banco da Amazônia, Gleidson Sales, o prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente representa a proposta da instituição financeira. Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

O edital 2014 foi lançado nesta sexta-feira (27), em Macapá. Na ocasião, foram apresentadas as propostas dos prêmios e a importância para parceiros e instituições convidadas, entre elas: Instituto Estadual de Florestas (IEF), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae/AP), Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e Universidade Federal do Amapá (Unifap).

 

Manejo florestal

MANAUS – A 11ª edição do Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia apresentará o resultado de 118 pesquisas, sendo 35 apresentações orais e 83 trabalhos em forma de pôster. O simpósio, iniciativa do Instituto Mamirauá tem o objetivo de promover a divulgação científica e o debate sobre conservação da biodiversidade, o manejo de recursos naturais, gestão de áreas protegidas e os modos de vida das populações locais. A apresentação acontece de 1 a 3 de julho.

Segundo o diretor-geral do Instituto Mamirauá Helder Lima de Queiroz,  houve um crescimento de 23% no número de trabalhos apresentados em relação ao ano anterior. “Todos eles passaram por um processo de avaliação prévia por uma comissão de inúmeros revisores internos e externos, que visaram especialmente o incremento na qualidade e na relevância dos trabalhos apresentados”, explicou.

O simpósio inicia no dia 1º com a palestra “Ecologia Humana na Amazônia e Tendências Atuais de Pesquisa”, proferida pelo Dr. Rui Murrieta, da Universidade de São Paulo (USP). Em seguida, iniciam as apresentações dos resultados de pesquisas arqueológicas, sobre agrobiodiversidade, conhecimento tradicional e científico e manejo de pirarucu, encerrando o primeiro dia de debates e discussões.

No dia 2, destaca-se a mesa redonda “Um Tema e Várias Abordagens: a Terra Preta de Índio” Eduardo Góes Neves, da Universidade de São Paulo, Wenceslau Teixeira, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Priscila Moreira, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Angela May Steward, do Instituto Mamirauá.

O evento termina no dia 3, com a palestra “Pesquisas Sobre a Biologia Reprodutiva e a Ecologia Comportamental dos Ciclídeos do Médio Solimões (2002-2014): Reflexões e Direcionamentos” proferida por Helder Lima de Queiroz e também pesquisador do Instituto Mamirauá. Ao final do dia, os melhores trabalhos serão premiados e anunciados os vencedores do Concurso de Fotografias que antecede o Simpósio.

Florestas podem reduzir pobreza e promover desenvolvimento rural, diz FAO

Países devem apostar em políticas e potencializar as florestas para a subsistência

Portal da Amazônia

Floresta amazônica, rio na Amazônia

BRASÍLIA – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) salientou o importante papel das florestas na redução da pobreza e na promoção dodesenvolvimento. Em relatório apresentado na segunda-feira (23) em Roma a organização internacional defendeu que os países devem apostar em políticas destinadas a manter e a potencializar as contribuições das florestas para os meios de subsistência, a alimentação, a saúde e a energia. Para isso, a FAO defende que os países devem colocar “as pessoas no centro das políticas florestais”.

O documento, intitulado O Estado das Florestas do Mundo (Sofo, da sigla em itálico), salienta que “uma parte significativa da população mundial depende, muitas vezes em grande medida, dos produtos florestais para satisfazer as suas necessidades básicas de energia, habitação e alguns aspectos de cuidados de saúde primários”.

“Esta edição do Sofo incide sobre os benefícios socioeconômicos provenientes das florestas. É impressionante ver como as florestas contribuem para as necessidades básicas e os meios de vida rurais. As florestas também sequestram carbono e preservam a biodiversidade”, afirmou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, citado na mesma nota informativa.

No entanto, o relatório concluiu que, em muitos casos, estes benefícios socioeconômicos, que passam pela redução da pobreza, pelo desenvolvimento rural e pela criação de economias mais verdes, “não são abordados de forma adequada pelas políticas florestais”.

O documento alerta igualmente que o papel das florestas para a segurança alimentar, considerado pela FAO como “essencial”, também é frequentemente esquecido.

“Deixem-me dizer isto claramente: não podemos garantir a segurança alimentar ou o desenvolvimento sustentável sem a preservação e a utilização responsável dos recursos florestais”, reforçou José Graziano da Silva.

 

‘Metrópoles Manaus’ é capa da revista semanal da Fifa na Copa

Cidade-sede que abriga a Arena da Amazônia ganhou reportagem de oito páginas. Revista é só elogios

       

Revista semanal da The Fifa Weekly rendeu oito página a Manaus. Foto: Reprodução/The Fifa Weekly

MANAUS – A capital do Amazonas foi escolhida como uma das cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol e tem quatro jogos programados para receber na Arena da Amazônia. Na primeira partida a Itália venceu a Inglaterra por 2 a 1. Na segunda, a seleção da Croácia goleou Camarões por 4 a 0.  A próxima partida acontece neste domingo (22), entre Estados Unidos e Portugal. O último jogo será entre Honduras e Suíça, dia 25.

Futebol na selva é o título da reportagem sobre Manaus. Foto: Reprodução/The Fifa Weekly

 

 

Enchente afeta 36 cidades do Amazonas

Agência Brasil

No Amazonas, 36 cidades foram afetadas pelas enchentes. Do total, 34 estão em situação de emergência. Apesar de o nível das águas ter começado a baixar, Humaitá e Boca do Acre ainda estão em estado de calamidade pública, segundo a Defesa Civil Estadual.

O presidente da Associação Amazonense de Municípios, Iran Lima, disse que ainda não é possível avaliar os prejuízos dos municípios, mas as perdas na agricultura devem ser grandes. “O primeiro ano após a enchente fica complicado, porque em uma produção de farinha de mandioca, de banana dura um ano para começar a produzir. Este ano, com certeza, uma crise muito grande em relação a isso. Nos municípios que estão tendo problema, se perde a produção toda”, disse.

De acordo com a Defesa Civil, 59 mil famílias foram atingidas, o soma aproximadamente 298 mil pessoas. No início do mês, o governo do Amazonas assinou um convênio com dez prefeituras para o repasse de R$ 3,5 milhões. O recurso deverá ser aplicado para compra de combustível e medicamentos, remoção de famílias atingidas e outros serviços de auxílio à população.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio