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Angelina Jolie visita campo de refugiados na Tailândia

Atriz é conhecida por seu trabalho em causas humanitárias

Angelina Jolie conversa com refugiados na Tailândia 
Crédito: Roger Arnold / AFP / CP

Angelina Jolie visitou um campo de refugiados nesta sexta-feira, na Tailândia. A atriz, enviada especial da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), encontrou-se com até três gerações que vivem no campo Ban Mai Nai Soi, a 2 quilômetros da fronteira com Myanmar. A etnia que predomina no local é a Karenni.

Na última semana, a norte-americana foi condecorada dama da realeza britânica inglesa, por seu trabalho em causas humanitárias. Angelina pode ser vista nos cinemas em Malévola, refilmagem de “A Bela Adormecida”, clássico da Disney de 1959.

Fonte: AFP

Cimeira foi “experiência emocional”, diz Angelina Jolie

por Texto da Lusa, publicado por Lina SantosHoje

 
Cimeira foi "experiência emocional", diz Angelina Jolie
Fotografia © Reuters

A atriz norte-americana Angelina Jolie qualificou hoje de “experiência emocional” a cimeira para combater a violência sexual que co-presidiu em Londres, mas afirmou que faltam pôr em práticas algumas medidas.

“Para mim, e para muitos de vós, esta cimeira foi uma experiência emocional. Juntámo-nos todos, com base num desejo comum de pôr fim à violência sexual em cenários de guerra, e identificámos todas as ações que precisamos de tomar”, afirmou a enviada especial do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.

Durante a Cimeira Global para o Fim da Violência Sexual em Cenários de Conflito, que começou na terça-feira, foi apresentado um protocolo internacional com um conjunto de diretrizes que irão permitir o reconhecimento da violência sexual como um crime internacional e definir os métodos de investigação e de documentação dos casos.

Além de pôr em prática este documento e atualizar as legislações nacionais e internacionais para combater a violência sexual em cenários de conflito, Jolie defendeu a necessidade de trabalhar com as vítimas destes crimes.

“O teste que enfrentamos agora é saber se conseguimos fazer a diferença no terreno”, vincou Jolie, que falou na urgência do assunto perante os conflitos na Síria, Sudão do Sul e República Centro Africana.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, elogiou a motivação sentida durante a cimeira, que juntou representantes de cerca de 120 países, para acelerar o ritmo de trabalho nesta questão.

“Não vamos abrandar, não vamos descansar nos próximos meses para assegurar que transformamos em implementação prática os muitos compromissos e o enorme apoio que recebemos de todo o mundo aqui em Londres esta semana”, prometeu.

Na cerimónia de encerramento discursou também o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que anunciou ter dado ordem para serem suspensos vistos a responsáveis pela violação de direitos humanos, anunciando uma “tolerância zero contra violência sexual contra mulheres e homens”.

Jolie diz que violações são arma de guerra contra civis

por Lusa, texto publicado por Isaltina PadrãoHoje

 
Angelina Jolie com o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, num encontro para a condenação da violência sexual em zonas de conflito
Angelina Jolie com o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, num encontro para a condenação da violência sexual em zonas de conflitoFotografia © REUTERS / Carl Court / piscina

A atriz norte-americana, Angelina Jolie, considerou hoje “um mito” que as violações sejam consequência inevitável dos conflitos, sublinhando que esta realidade “é uma arma de guerra dirigida à população civil”.

“Não tem nada que ver com o sexo, mas sim, com o poder”, afirmou a atriz, em Londres.

Angelina Jolie juntou-se esta manhã ao ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, na condenação da violência sexual em zonas de conflito, um tema que será debatido numa cimeira que decorre entre hoje e sexta-feira, na capital britânica.

Os encontros e debates sobre violência sexual em zonas de conflito, que vão realizar-se ao longo desta semana, antecedem uma reunião de alto nível na próxima sexta-feira, na qual ministros de mais de cem países deverão firmar um protocolo internacional para acabar com as violações e abusos de mulheres como arma de guerra.

No âmbito deste protocolo, haverá um maior reforço a nível judicial e mais apoio às vítimas.

Na sessão de encerramento desta cimeira, na sexta-feira, marcarão presença o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon (este último por videoconferência).

Aquando da sessão inaugural deste encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou que o Reino Unido vai doar 6 milhões de libras (7,4 milhões de euros) para ajudar as vítimas de crimes sexuais, um montante que vai somar-se aos anteriores donativos de 140 mil libras (173 milhões de euros).

William Hague salientou que a violação de mulheres e crianças durante as guerras é “um dos maiores crimes em massa dos séculos XX e XXI” usados de forma “deliberada e sistemática” contra as populações civis em todos os continentes e em países como a Síria, o Congo, o Ruanda e a Colômbia.

Angelina Jolie é a linda Malévola que chega aos cinemas para recontar clássico

TRIBUNA DA BAHIA

Foto: Divulgação
O filme é contado pelo ponto de vista da vilã
O filme é contado pelo ponto de vista da vilã

história  não contada de Malévola, personagem quelançou um feitiço na jovem Bela Adormecida no longa de animação da Disney, A Bela Adormecida, lançado em 1959, será revelada no filme Malévola, dirigido por Robert Stromberg, que estreia nessa quinta-feira (29/5) nas telonas.

O público conhecerá os eventos que endureceram o coração de Malévola, interpretada por Angelina Jolie, e a levaram a amaldiçoar a bebê Aurora.

Na aventura, a bela e ingênua jovem com atordoantes asas negras, Malévola leva uma vida idílica, crescendo em um pacífico reino em uma floresta, até que o dia em que um exército invasor de humanos ameaça a harmonia da região.

Malévola surge como a mais feroz protetora da região, mas acaba sendo vítima de uma impiedosa traição — um acontecimento que começa a transformar seu coração outrora repleto de pureza em pedra.

Malévola

Motivada por vingança e um impetuoso desejo de proteger a região que domina, Malévola cruelmente lança uma maldição irrevogável em Aurora, a filha recém-nascida do rei. Conforme a criança cresce, Aurora se vê no meio de um complicado conflito entre o reino da floresta no qual cresceu e ama e o reino humano que guarda o seu legado.

Malévola percebe que Aurora pode ser a chave para a paz da região e é forçada a tomar medidas extremas que mudarão os dois mundos para sempre.  “Eu adorava a Malévola quando era menina. Ela era minha personagem Disney favorita. Tinha medo dela, mas a adorava”, conta Jolie.

Veja trailer de “Malévola”

A protagonista ficou comovida com o roteiro quando o leu pela primeira vez. “Foi como desvendar um grande mistério. Todos conhecemos a história  da Bela Adormecida e conhecemos a Malévola e o que aconteceu no batizado, porque nós crescemos com isso. Mas o que nunca soubemos é, o que aconteceu antes?”, questionou a atriz, revelando que, Malévola é uma personagem complexa com muitas camadas.

“Ela é motivada por vingança, mas protege ferozmente a terra que ela ama e todos que vivem lá. Eu espero que especialmente as meninas vejam a importância de ter senso de justiça e pelo que vale a pena lutar. Elas verão que podem ser guerreiras e ao mesmo tempo doces, femininas e sentir profundamente, com todas as complexidades que as mulheres têm”, afirma Jolie.

Escolha perfeita

MalévolaSegundo Stromberg, a decisão de Angelina Jolie interpretar o papel-título de Malévola foi tomada bem longe das salas comuns de teste. “Mesmo antes de estar envolvido com este projeto, eu soube que Angelina estaria envolvida e eu pensei, ‘Que escolha perfeita’.

“Basta olhar uma foto dela e a imagem da Malévola para ver que é uma combinação dos céus”, conta o diretor, que se preocupou em reter elementos suficientes de A Bela Adormecida para que as pessoas que são fãs do original não fiquem decepcionadas quando assistirem o filme.

“Achei que era importante que as pessoas não só vissem a personagem clássica com uma nova luz, mas também vissem a origem dos elementos da história dos quais elas se lembram do filme original”, explica.

Stromberg chegou à produção com uma clara ideia de como o filme deveria ser apresentado visualmente. “O que eu queria neste filme era não só ter um elemento de fantasia e uma qualidade surreal, mas que Malévola fosse um pouco mais fundamentado na realidade”, explica, lembrando que, em alguns de seus filmes anteriores, pegou elementos surreais e os tornou os pontos mais fortes.

“Em Malévola nós usamos a abordagem oposta: começamos com o real e engrandecemos. Então, eu acho que é uma nova visão”, admite.

Para mesclar o velho e o novo em um roteiro final, a escritora Linda Woolverton começou seu processo de descobrir a vida secreta de Malévola assistindo ao filme de animação da Disney A Bela Adormecida.

“Depois que eu assisti ao filme, eu tive umas ideias que revelam mais sobre a personagem. Criei um passado para ela que leva a um momento singular no qual ela amaldiçoa a bebê Aurora e a partir daí nós vemos o ponto de vista da Malévola até o fim do filme. Mas é uma reinvenção; não estamos contando a mesma história”, ressalta a roteirista.

O filme é produzido por Joe Roth e a produção executiva é de Angelina Jolie, Don Hahn, Palak Patel, Matt Smith e Sarah Bradshaw. O longa é coestrelado por Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley, Imelda Staunton, Juno Temple e Lesley Manville.

 

“Malévola” de Angelina Jolie explora a origem do mal em conto clássico

AFP – Agence France-Presse

28/05/2014 

Malévola, a bruxa que aterrorizou gerações de crianças na animação “A Bela Adormecida” da Disney, retorna encarnada por Angelina Jolie em uma versão mais moderna deste conto que deseja destacar o “lado humano” desta personagem sinistra.

“Malévola”, que estreia nesta quinta-feira, 29 de maio, nos cinemas brasileiros, parece uma homenagem à Jolie, a protagonista e produtora do filme, que surpreende com um atuação avassaladora desta bruxa com poderes ilimitados.

Com chifres ameaçadores, maçãs do rosto acentuadas, olhos sobrenaturais e sorriso aterrorizante, a atriz de 38 anos não se poupou a efeitos especiais para se parecer com a Malévola criada pelo lendário artista Marc Davis no clássico da Disney de 1959.

“Foi um grande prazer e um desafio gigante ter como referência uma personagem original tão extraordinária, e queríamos ter a certeza de fazer jus à ela”, declarou Jolie recentemente durante uma coletiva de imprensa em Paris.

“Ela me assustava quando era criança, mas a adorava, me fascinava. Por isso não queria fazer nada que pudesse decepcionar todas as pessoas se impressionaram todos esses anos”, confessou.

“Malévola” é tanto um retorno a este conto clássico, apesar de algumas liberdades de interpretação, quanto uma visita ao passado para tentar compreender onde nasce a crueldade desta bruxa.

“Acredito ser interessante usar as histórias que conhecemos para tentar resolver questões de maior amplitude e profundidade”, explicou a atriz. “Malévola continua sendo má, mas passamos a entender um pouco mais sobre ela” com este filme.

“O objetivo era não só reviver a história ou distrair as crianças”, afirmou. “O objetivo era tentar entender mais profundamente por que uma pessoa como ela é, sem julgá-la apenas pelo que parece”.

A busca do amor incondicional

Robert Stromber, que estreia como diretor após sua brilhante carreira na direção artística, vencendo dois Oscares por “Avatar” e “Alice no país das maravilhas”, declarou que teria se incomodado se tivesse feito um filme apenas sobre “uma bruxa má”.

“Acredito que queríamos transformar esta personagem mais humana em certos aspectos”, ressaltou em entrevista à AFP. “Para mim, as questões interessantes eram ‘por que é tão má?’ e ‘de onde vem Malévola?'”.

Os responsáveis pelo filme estavam cientes de que as liberdades que foram tomadas poderiam ser mal interpretadas, por isso deixaram claro que era necessário reproduzir o mundo de referências estéticas e históricas do clássico da Disney.

É por isso que a cena da maldição da princesa Aurora (Elle Fanning) durante seu batismo, em que Malévola condena a menina ao sono eterno, foi magistralmente conduzida com base nesta passagem do filme de 1959.

“Precisávamos ter aquela cena do batismo, é o episódio central do filme. E precisávamos que esta cena funcionasse”, disse Stromberg. “É o momento icônico do filme, em que reconhecemos o caráter do clássico da Disney que todos nós conhecemos e amamos. Filmamos, palavra por palavra, como no desenho animado. Foi uma decisão de Angelina”.

O ator Brenton Thwaites interpreta o príncipe Philip, enquanto o sul-africano Sharlto Coplay (“Distrito 9” e “Elysium”) é o cruel rei Stefan. Mas a interpretação de Jolie ofusca os outros personagens.

“O filme realmente toca o coração do que é o verdadeiro e incondicional amor”, declarou à AFP Coplay. “É interessante porque levanta questões sobre o lugar dos homens na sociedade”.

“O personagem de Stefan é uma espécie de advertência para certos tipos de comportamento masculino, uma mistura de dominação, ambição e amor. Evidentemente (este comportamento) não é exclusivo aos homens, mas pertence globalmente à sociedade masculina”, concluiu.