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CLIPE “SUOR NÃO TEM COR” REÚNE O FUTEBOL E RAP CONTRA O RACISMO

O vídeo inspirou a criação do movimento #suornãotemcor, no qual artistas e atletas levantam a bandeira da luta contra o racismo presente no futebol, no meio artístico e na sociedade como um todo

 

O vídeo clipe foi gravado com a participação de rappers e atletas. As filmagens foram realizadas no tradicional estádio do Juventus, em São Paulo e no estádio do Grêmio em Osasco, reunindo artistas e crianças.  Entre os cantores estão: Edi Rock e Ice Blue, Dj. Cuca, Tulio Dek, DBS, Ndee Naldinho; Maurício DTS , Gregory, Crônica Mendes e Toddy, um dos maiores vídeo makers do Brasil.

Atletas internacionais e nacionais de destaque como o atacante da Seleção Italiana Mario Balotelli , Yaya Toure, volante da Costa do Marfim e Marta Vieira eleita a melhor jogadora de futebol do mundo, também deixaram sua mensagem de apoio no videoclipe da canção. Ambos já foram vítimas de ofensas racistas em partidas de futebol.

Cachorros atores brilham em Cannes e recebem a Palma Dog

Buddy, um dos intérpretes de Hagen, em Cannes ao lado do diretor Kornel Mundruczo e da atriz Zsofia Psotta, de "White God".

Buddy, um dos intérpretes de Hagen, em Cannes ao lado do diretor Kornel Mundruczo e da atriz Zsofia Psotta, de “White God”.

REUTERS|Regis Duvignau|Leticia Constant

Os irmãos Luke e Buddy, que dividiram a interpretação de Hagen, personagem principal do filme húngaro “White God”, receberam a Palma Dog por terem sido considerados os atores caninos mais expressivos. Equivalente à Palma de Ouro, a Palma Dog foi criada por um grupo de críticos de cinema britânicos. Nesta edição do Festival de Cannes, cachorros atuaram em quatro filmes em competição.

Vencedor da mostra “Um Certo Olhar”, do diretor húngaro Kornel Mundruczo, o filme “White God” fala da revolta de cães contra seres humanos a partir do abandono de Hagen, fruto do cruzamento de duas raças, o que na sociedade futurista onde se passa a ação, é visto como um defeito. Companheiro inseparável de Lili, de 13 anos, ele é abandonado pelo pai da menina à beira de uma estrada. Habituado a ser amado e bem alimentado, Hagen vai conhecer a miséria, os maus tratos, a maldade e a ganância dos homens. Ele se une a outros cachorros de rua e formam um verdadeiro exército, com sede de vingança.

O papel de Hagen foi dividido entre dois irmãos, Luke e Buddy, daí a dupla premiação. A interpretação dos animais é impressionante e a Palma Dog mais do que merecida. O anúncio do vencedor foi feito pela crítica do Times, Kate Muir.

O Prêmio Especial do Júri foi para Roxy Miéville, o cachorro de “Adieu au Langage”, do diretor francês Jean-Luc Godard. Ele aparece diversas vezes em 3D e cativou o público, sendo um dos favoritos para ganhar o “Oscar dos cachorros”.

Atores caninos brilham na Seleção Oficial

Como escreveu Peter Bradshaw, crítico do The Guardian, “nesta edição de 2014 ninguém pode duvidar da importância dos atores caninos no Festival de Cannes”.

Além de “White God” e “Adieu au Langage”,  os melhores amigos do homem também aparecem em papéis marcantes em dois outros longas que concorrem à Palma de Ouro.

Em “Saint Laurent”, do francês Bertrand Bonello, Moujik, o bulldog do estilista, conquistou e emocionou a plateia, inclusive arrancando lágrimas na cena dramática de sua morte poroverdose ao engolir entorpecentes que Saint Laurent havia deixado espalhados pela casa.

Um labrador também aparece rapidamente em “Maps to the Stars”, do cineasta canadense David Cronenberg, mas a cena marcou por sua intensidade pois o animal foi morto por engano pelo jovem herói do filme.

Como Ney Matogrosso continua ‘Atento aos Sinais’

Diário de Notícias|por Maria João CaetanoHoje

Como Ney Matogrosso continua 'Atento aos Sinais'

Artista brasileiro de 72 anos apresenta em Lisboa e no Porto concerto baseado no novo disco e um documentário, ‘Olho Nu’.

O brasileiro Ney Matogrosso é constantemente abordado por jovens músicos que lhe oferecem gravações para ele ouvir e pedem conselhos para alcançar sucesso na sua carreira. Ney, 72 anos, e mais de 40 anos de carreira musical, ouve tudo mas é parco em palavras: “Eu não dou conselho a ninguém. A única coisa que eu posso dizer é: faça, mostre. A indústria não existe mais, a televisão não dá espaço, a rádio cobra para tocar, então eu digo: façam onde vocês puderem, onde der, na rua, em qualquer lugar, mas mostrem o vosso trabalho.”

De vez em quando, quando algum desses músicos novos lhe desperta a atenção, Ney Matogrosso pode muito bem decidir cantar um dos seus temas. É o que acontece em Atento aos Sinais, o disco que lançou no ano passado. Neste trabalho, além de intepretar alguns dos seus compositores preferidos, como Arnaldo Antunes, Lenine, Pedro Luís ou Paulinho da Viola, Ney Matogrosso orgulha-se de apresentar novos músicos, como Vítor Ramil, o grupo Tono, os Zambomba ou Vítor Pirralho. “Eles são conhecidos só regionalmente, não são no país todo, então eu estou botando tudo no embrulho e tocando para as pessoas conhecerem. Por isso acho que estou dando um passo à frente na música brasileira.”

Em Portugal, esta semana, Ney Matogrosso vai apresentar o espetáculo baseado neste disco – amanhã e quinta no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e no sábado, no Coliseu do Porto.

Veja Ney Matogrosso a cantar em palco Fico Louco:

A par dos concertos, o músico vem apresentar em antestreia o documentário Olho Nu, realizado por Joel Pizzini a partir do arquivo pessoal de imagens de Ney Matogrosso. O filme, que se estreia no dia 15 no Brasil, vai ser apresentado nos dias 8 e 9, às 21.30, no Cineclube do Porto e no dia 12, na Talkfest do ISEG, em Lisboa, seguido de uma conversa com Ney.