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Defesa faz novo pedido para libertar padrasto de Joaquim

Advogado pede habeas-corpus para principal suspeito de crime com o argumento de que julgamento está demorando para começar

Agência Estado

10/06/2014

  Joaquim Ponte Marques.Enteado e vítima de Guilherme Longo (Arquivo pessoal/Divulgação)

Um novo pedido para libertar Guilherme Longo foi impetrado nesta segunda-feira, 9, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pelo advogado Antônio Carlos Oliveira, responsável pela defesa do padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, morto em novembro do ano passado em Ribeirão Preto. O advogado tenta obter um habeas-corpus para o seu cliente sob a alegação de que a Justiça estaria demorando para iniciar o julgamento. Ele argumenta que, por se tratar de um crime que vai a júri, a primeira audiência já deveria ter acontecido há dois meses.

Longo é suspeito de ter matado o menino com uma dose excessiva de insulina, se aproveitando do fato de ele ser diabético. Ele nega o crime, mas está preso desde então. Hoje, Longo está detido na Penitenciária de Tremembé. A mãe de Joaquim, Natália Ponte, também suspeita de envolvimento no crime, chegou a ficar presa, mas desde janeiro está em liberdade. A defesa do padrasto já havia tentado outras vezes obter o habeas-corpus, mas não obteve êxito. Além desse pedido, existe outro com a mesma finalidade à espera de uma resposta da Justiça.

O crime

O menino Joaquim desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no início de novembro e dez dias depois seu corpo foi localizado boiando no Rio Pardo, em Barretos. Guilherme Longo é réu no processo e responde por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já Natália, mesmo não participando diretamente na morte do filho, foi denunciada pelo Ministério Público porque teria sido omissa por saber do perigo que o padrasto representava para o menino e não ter feito nada.

Publicitário acusado de matar e esquartejar zelador é suspeito de outro crime

Estadão Conteúdo

N/A

Publicitário foi preso após localização de corpo

A Polícia Civil no Rio investiga a morte, em 2005, de um ex-companheiro da advogada Ieda Cristina Cardoso da Silva Martins, mulher do publicitário Eduardo Martins, acusado de matar o zelador Jezi Lopes de Souza, no dia 30, em São Paulo. Martins e Ieda casaram há 11 anos.

O delegado Egídio Cobo, titular do 13.º Distrito Policial (Casa Verde), informou que o caso está sendo apurado pela 36.ª Delegacia Policial (Santa Cruz) do Rio. O delegado Ismael Rodrigues, da 4.ª Delegacia Seccional de São Paulo, disse que a polícia fará o exame de balística da arma encontrada na casa do pai de Martins, em Praia Grande, para verificar se o revólver foi o mesmo usado no crime de 2005. O corpo de Souza também foi encontrado na casa no litoral.

Em depoimento, Ieda disse que Martins tinha desavenças com o zelador, mas só discussões verbais, “nunca com agressões mútuas ou palavras de baixo calão”. A advogada foi solta na noite de terça-feira, depois que a polícia considerou que não há provas da participação dela na morte. Ela ainda é suspeita de participar da ocultação de cadáver. Nas cinco páginas do depoimento, Ieda relata que Martins, com quem tem um filho, não tinha boa relação com Souza.

Relato

A advogada contou à polícia que, na hora do crime, por volta das 15h30, ela estava em seu escritório, na Avenida Imirim, zona norte de São Paulo. Ieda tinha pedido para o marido ajudar a preparar uma mala com objetos para doação para uma igreja. Por volta das 16 horas, ela recebeu uma ligação do marido, que estaria com a voz ofegante. Ele teria dito que estava passando mal e queria que ela voltasse para casa mais cedo.

Quando ela voltou, Martins pediu para Ieda comprar pão. A advogada disse que não entrou em nenhum dos quartos nem olhou dentro da mala. Ficou três minutos no imóvel. Ieda voltou do supermercado e o marido disse que seu pai, que mora na Praia Grande, estava passando mal.

Ele ficou de levar a mala até a igreja e, depois, prestaria socorro ao pai. Ieda disse que o trânsito estava intenso e eles desistiram de ir à igreja para deixar a mala com a doação. O publicitário teria deixado mulher e filho no escritório e ido para a Praia Grande em seguida. Em um vídeo gravado pela Polícia Civil, o publicitário nega a participação de Ieda no crime e afirma que levou o corpo para o litoral sozinho.

Malhães caçou argentinos asilados

Coronel da tortura prendeu líderes opositores e os devolveu dopados e engessados a militares da Argentina
O DIA|JULIANA DAL PIVA

Rio – Não à toa, o codinome do coronel reformado Paulo Malhães durante a ditadura era ‘Dr. Pablo’, que significa Paulo em espanhol. Após o aniquilamento das organizações guerrilheiras do Brasil, o oficial ajudou militares argentinos a capturar opositores estrangeiros asilados no Rio. É o que revela a íntegra dos depoimentos do coronel tomados pela Comissão da Verdade do Rio e obtidos pelo DIA .

À Comissão da Verdade do Rio, antes de morrer, Malhães disse que capturou o líder dos montoneros e o entregou dopado aos militares argentinos

Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia

Em um relato frio e irônico Malhães contou, sem nomear, que capturou um líder do grupo Montoneros que vinha num voo de Buenos Aires, mas tinha como destino a Venezuela. O preso foi entregue aos militares de seu país e o retorno à capital porteña teve até o aval de um médico que dopou e engessou a vítima. Tudo para não chamar atenção.

“Eu guardei os frasquinhos que o médico me deu junto com as finalidades. Esses frasquinhos foram até usado pelo SNI, um cara me pediu uma ampola e tal. Maravilhosos os frasquinhos (rindo). Eles serviam para várias coisas, fazer tu ter um AVC, por exemplo”, contou Malhães. 

Monica Binstock e sua família, antes de desaparecer no Brasil

Foto:  Reprodução

O relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos mostra que ao menos três integrantes dos montoneros foram presos no Brasil. Horacio Campiglia e Monica Binstock voltavam do exílio para a Argentina em março de 1980. Os dois saíram do México, num voo da empresa aérea venezuelana Viasa, que fazia conexão em Caracas com um voo da Varig rumo ao Rio. Familiares acreditam que eles foram sequestrados no aeroporto do Galeão. Os dois nunca mais foram vistos com vida. 

O capelão dos Montoneros Jorge Oscar Adur também desapareceu no Brasil em julho de 1980. A visita de Adur tinha como objetivo uma reunião com diversos grupos de ativistas políticos, particularmente cristãos da luta sindical e camponesa, além de familiares de desaparecidos e de presos políticos argentinos. 

No depoimento de Malhães, que será apresentado ao público hoje, o militar também contou que o coronel Wilson Machado confessou internamente ao Exército que a bomba explodiu no estacionamento do Riocentro em 1981 porque estava sendo montada dentro do carro no colo do sargento Guilherme do Rosário. “Foi montar ali. Aí ele bateu com a corrente que segurava o relógio, que é aquela metálica. Ele bateu nos contatos e a bomba explodiu… pronto, só isso”, afirmou.

Morto há pouco mais de um mês durante um assalto em seu sítio, em circunstãncias ainda não esclarecidas, Malhães admitiu à Comissão do Rio que tinha receio de falar sobre seu trabalho no Éxército. Questionado sobre retaliações, na segunda conversa, ele disse que ficou “matutando”. “ Que eu estava correndo um grande risco”, ponderou. Pouco depois também disse que não falava sobre o assunto ao telefone e não escrevia no computador. “Nem pensar”, enfatizou.

Enterros na floresta

Ao contar que o primeiro destino do corpo do deputado federal cassado Rubens Paiva foi uma cova próxima à estrada do Alto da Boa Vista, o coronel Malhães admitiu que o DOI-Codi tinha a prática de enterrar guerrilheiros mortos na Floresta da Tijuca. “Para mim, a mania que eles tinham era enterrar”, afirmou o oficial. Questionado sobre o motivo, ele foi direto: “Porque fica mais difícil você achar.”

De acordo com ele, um dos corpos pode ter sido o do dirigente do PCBR e ex-deputado federal Mário Alves. O coronel contou que soube da prisão do militante e, diferente de Paiva, o assassinato não teria sido acidental. “Posso até julgar que foi, mas acho difícil. Eu mesmo acho difícil”, confessou. 

Malhães confirmou que, além dos militares, atuava no DOI-Codi, na época, o detetive da Polícia Civil Fernando Próspero Gargaglione de Pinho. Ele e o coronel reformado Armando Avólio Filho teriam trabalhado juntos e Gargaglione foi trazido para a repressão por Avólio. 

O coronel confessou ainda que os militares usavam como aparelho uma delegacia no Alto da Boa Vista, onde hoje é o Corpo de Bombeiros. Para ele, tanto Avólio como Gargaglione podem estar envolvidos na primeira tentativa de ocultação de cadáver de Rubens Paiva. “Porque o Avólio gostava de movimento. Era um cara que gostava de dar porrada”, denunciou Malhães. Avólio foi a principal testemunha de acusação da denúncia do caso aceita pela Justiça.

TRECHOS DO DEPOIMENTO

RUBENS PAIVA 
“Ele estava bem enterradinho. É que a umidade penetra, passa por baixo e deteriora a carne muito rápida. Mas todo mundo enterrado direitinho”, afirmou Malhães sobre a descoberta do corpo de Rubens Paiva na praia do Recreio, como também admitiu ao DIA em março . 

SEQUESTRO 
“Botou o cara (argentino) para dormir engessado. Ele como médico se apresentou ao piloto. Tudo direitinho. Todas as formalidades cumpridas…Foi na maca. O consulado argentino aqui tratou de acertar tudo.” 

ESQUADRÃO DA MORTE 
“Eu fui membro honorário, eu não fui membro efetivo. Eu era conselheiro porque me chamaram lá e me deram ‘Oh, vou dar o escudinho do DOI para você botar.’ Eu usava no meu carro. Não escondia isso não. Mas, não tinha qualquer ligação com negócio de morte de vagabundo. Não era comigo.

GENERAL MÉDICI 
“Quando aconteciam problemas, o (presidente) Médici mandava me chamar. Eu ia no Palácio. Ele perguntava: ‘e aí?’ Eu dizia: ‘O senhor quer que eu resolva?’ ‘Então tá Malhães, resolve”.

TORTURA 
“Eu tenho que aprender. Eu era um torturador. Eu tinha um aparelhinho de choque especial. Então, ainda raciocinava. Eu vim evoluir rápido. Mas levei algum tempo para evoluir.” 

Homem é preso por mandar matar a ex-mulher

Filho do suspeito e outro menor foram apreendidos após terem sequestrado a vítima, em São Paulo, nesta sexta-feira

Da Redação noticias@band.com.br
 
A polícia prendeu um advogado suspeito de mandar matar a ex-mulher em Artur Alvim, na zona leste de São Paulo. O filho do suspeito e outro menor foram apreendidos após terem sequestrado a vítima nesta sexta-feira. 

Segundo a polícia, o caso aconteceu por volta das 16h30. Um adolescente de 16 anos e outro de 17 abordaram a advogada em seu carro. Ela foi obrigada a entrar no veículo e dirigir. 

No caminho, porém, ela se desesperou e bateu de propósito no veículo da frente para chamar a atenção de quem passava pela rua. Policiais Civis vinham logo atrás, em uma viatura, e um deles foi oferecer ajudar. 

O agente foi surpreendido pelos menores, que abriram fogo. Houve troca de tiros e um policial ficou baleado. Ele foi levado ao pronto socorro da região, passou por uma cirurgia e está bem. 

Os menores foram apreendidos e, mais tarde, após a investigação, foi constatado que um dos adolescentes é filho do ex-companheiro da advogada.

Segundo a polícia, adolescente confessou que ele e o pai haviam planejado tudo. 

De acordo com a Polícia Civil, a intenção do trio era matar a advogada dentro do escritório. Eles decidiram sequestrá-la para depois fugir com o carro dela. 

A moça não ficou ferida no ato. O caso foi registrado no 62° DP. 

Pena de morte para jovem que estuprou e matou duas meninas

por LusaHoje

Um tribunal de Settat, no centro de Marrocos, condenou à pena de morte um jovem de 22 anos por violar e matar duas meninas de dez anos, informou hoje a agência oficial de notícias MAP.

O crime ocorreu em fevereiro numa localidade perto de Berrechid, no centro de Marrocos, quando as duas meninas se dirigiam para uma loja, e o jovem, armado com uma faca, as obrigou a acompanhá-lo para um local deserto, onde as violou e matou.

O jovem foi detido a 19 de fevereiro e, segundo a imprensa local, foram o próprio pai e um tio que descobriram os cadáveres das meninas.

Em outubro, outro caso de violação seguido de homicídio de uma menina de dois anos foi também julgado com a pena de morte.

É, no entanto, improvável que os condenados sejam executados porque em Marrocos não se aplica a pena capital desde 1994, escreve a agência Efe.

Corpo de Rubens Paiva foi jogado em rio, diz viúva

Antes de morrer, coronel Malhães confessou à esposa ter mentido à Comissão da Verdade

O DIA|JULIANA DAL PIVA
Antes de morrer, coronel Malhães confessou à esposa ter mentido em depoimento à Comissão Nacional da Verdade

Foto:  Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Rio – Pouco antes de morrer, o coronel reformado do Exército Paulo Malhães confiou à mulher, Cristina, uma última revelação histórica. Ele admitiu à companheira dos últimos 25 anos que mentiu no depoimento prestado à Comissão Nacional da Verdade. Na ocasião, em março, ele negou que tivesse trabalhado na missão que ocultou definitivamente o cadáver do deputado federal cassado Rubens Paiva. Cinco dias antes, oDIA publicou uma entrevista em que o coronel assumiu ter recebido e concluído a missão dada a ele por oficiais do gabinete do então ministro do Exército Orlando Geisel, em 1973. Malhães disse a Cristina que os restos mortais de Paiva foram atirados em um rio.

À noite, depois do depoimento de quase três horas, os dois mal entraram na casa do sítio em Marapicu, Nova Iguaçu, e ela diz que não segurou a curiosidade sobre o assunto: “Aquilo que você disse sobre desenterrar o corpo do Rubens Paiva, era mentira ou verdade?”  E Malhães respondeu: “Era mentira. Eu fiz.”

Nas conversas íntimas do casal, Malhães não nomeava os guerrilheiros que torturou e matou. Em março, no entanto, ela conta que sentia no marido uma necessidade de desabafar sobre o caso. “A história do Rubens Paiva era a única que eu sabia. Ele falava recentemente e era um desabafar constante. Quando ele contou no depoimento aquela versão, eu estranhei. Só se fosse uma parte que eu não sabia porque ele já tinha me falado sobre isso antes. Ele não podia negar para mim. E o destino final do corpo foi um rio”, contou.

A viúva também disse que não entendia a atitude do marido em assumir a responsabilidade sozinho e não revelar os nomes de todos os oficiais e militares envolvidos na missão. Ao questioná-lo, ouviu do coronel que ele era honesto. “Eu perguntei a ele porque não dava os nomes de todos que tinham participado. Ele dizia que na época que trabalharam no Exército, eles (os colegas) eram leões e, quando acabou, se tornaram ratinhos. Acho que ele mudou a versão no depoimento por causa desses leões”, explicou ela.

Cristina diz que o marido não acreditava em represálias e que também achava possível que, no futuro, ele voltasse a esclarecer o caso. “Ele queria um tempo para a cabeça, mas acho que ele ia dizer a verdade em outro momento”, afirmou a viúva.

 

‘Foi um sufoco para achar’

No dia 19 de março, o coronel Malhães recebeu O DIA em sua casa, mesmo local onde foi assassinado há 12 dias, e contou que havia coordenado junto com também coronel reformado José Brandt Teixeira uma missão para desenterrar o corpo de Rubens Paiva em uma praia do Recreio dos Bandeirantes.

“Recebi a missão para resolver o problema, que não seria enterrar de novo. Procuramos até que se achou (o corpo), levou algum tempo. Foi um sufoco para achar (o corpo). Aí seguiu o destino normal”, disse, Malhães.

Rubens Paiva era deputado pelo Rio. Ele foi preso em 1971, torturado e morto. Seu corpo nunca foi achado

Foto:  Reprodução

Para localizar o corpo de Paiva, duas equipes trabalharam durante cerca de 15 dias na praia. Também participaram da ação os sargentos Jairo de Canaan Cony e Iracy Pedro Interaminense Corrêa. Apenas Cony está falecido.

Malhães admitiu na ocasião que sabia de quem era o corpo procurado. “Eu podia negar, dizer que não sabia, mas eu sabia quem era sim. Não sabia por que tinha morrido, nem quem matou. Mas sabia que ele era um deputado federal, que era correio de alguém”, contou.

Revelação da viúva constará no relatório final da CNV

Para a advogada Rosa Cardoso, membro da Comissão Nacional da Verdade, o esclarecimento prestado por Cristina Malhães é importante para o avanço no caso e também para o relatório final da CNV.

“É muito importante porque defaz a névoa que o coronel quis lançar à comissão, quando resolveu voltar atrás dizendo que não tinha cumprido a missão. Essa revelação ajudará o relatório final”, afirmou Rosa, que tomou o depoimento de Malhães.

Ex-coronel Paulo Malhães, que em março confessou ter sumido com o corpo do Rubens Paiva na época da ditadura, foi morto em casa

Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia

A advogada também considera que a afirmação de Cristina autêntica. “A declaração de Cristina, aparentemente, não pode ter nenhuma segunda intenção em relação ao fato. É uma declaração que transpira autencidade. Ela é uma pessoa que não tem interesse em distorcer fatos. Ela não teria porque inventar ou acusar ele de algo que não tenha acontecido”, avalia.

No dia 25 de abril, três criminosos invadiram a casa de Malhães. No fim da noite, Cristina encontrou o corpo do marido de bruços e com a cabeça em um travesseiro. Na semana passada, o caseiro do sítio admitiu envolvimento no assalto. O caso segue em investigação.

Calvário de Rubens Paiva

Prisão

Em 20 de março de 1971, Rubens Paiva foi preso e levado de sua casa por agentes armados da Aeronaútica (CISA) até o quartel da 3ª Zona Aérea

Morte

No mesmo dia em que foi preso, Paiva foi levado para o DOI-Codi, na rua Barão de Mesquita, onde foi torturado até a morte

Alto da Boa Vista 

Segundo Malhães, os militares do DOI-Codi enterram Paiva no Alto da Boa Vista, próximo a estrada. No mesmo local, também forjaram a versão de que Paiva foi resgatado por guerrilheiros quando era conduzido dentro de um fusca. Em janeiro, o general Raymundo Campos confessou a farsa à Comissão Estadual da Verdade

Praia do Recreio

Malhães disse ainda que no mesmo ano o corpo foi retirado do Alto da Boa Vista e enterrado em uma praia do Recreio. Em 1973, os restos mortais foram desenterrados e jogados em um rio não identificado

 

 

 

 

Latrocínio é hipótese mais provável da morte de Malhães, diz polícia

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

O delegado William Pena Júnior, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), afirmou que a hipótese mais provável para a morte do tenente-coronel reformado do Exército Paulo Malhães é a de latrocínio, roubo seguido de morte.  O delegado comandou o grupo de cerca de 20 policiais que permaneceram por quase duas horas no sítio do militar realizando uma perícia complementar. Já se sabe que os bandidos usavam luvas, para evitar a coleta das impressões digitais que poderiam ajudar na identificação deles.

“A primeira hipótese é latrocínio, mas as outras hipóteses (queima de arquivo, vingança) não estão sendo descartadas e vão ser estudadas”, afirmou o delegado. 

Willian disse não reconhecer como documento a Guia de Sepultamento do militar, que aponta as causas da morte como edema pulmonar, isquemia de miocárdio e miocardiopatia hipertrófica: indicando, possivelmente, morte por causas naturais, como um infarto causado por conta do que ocorria no momento da morte. O delegado afirmou que o laudo da perícia do corpo deve estar pronto em dez dias.

O corpo do tenente-coronel reformado foi enterrado na tarde deste sábado (26) no Cemitério municipal de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O sepultamento foi acompanhado por cerca de 40 pessoas, que cantavam músicas religiosas.

Foto:Antonio Scorza

Foto:Antonio Scorza

 

LATTROCÍNIO: HIPÓTESE MAIS PROVÁVEL PARA A MORTE DE CORONEL TORTURADOR

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

O delegado William Pena Júnior, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), afirmou que a hipótese mais provável para a morte do tenente-coronel reformado do Exército Paulo Malhães é a de latrocínio, roubo seguido de morte.  O delegado comandou o grupo de cerca de 20 policiais que permaneceram por quase duas horas no sítio do militar realizando uma perícia complementar. Já se sabe que os bandidos usavam luvas, para evitar a coleta das impressões digitais que poderiam ajudar na identificação deles.

“A primeira hipótese é latrocínio, mas as outras hipóteses (queima de arquivo, vingança) não estão sendo descartadas e vão ser estudadas”, afirmou o delegado.

Willian disse não reconhecer como documento a Guia de Sepultamento do militar, que aponta as causas da morte como edema pulmonar, isquemia de miocárdio e miocardiopatia hipertrófica: indicando, possivelmente, morte por causas naturais, como um infarto causado por conta do que ocorria no momento da morte. O delegado afirmou que o laudo da perícia do corpo deve estar pronto em dez dias.

O corpo do tenente-coronel reformado foi enterrado na tarde deste sábado (26) no Cemitério municipal de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O sepultamento foi acompanhado por cerca de 40 pessoas, que cantavam músicas religiosas.

Foto:Antonio Scorza

Foto:Antonio Scorza

 

Documento indica que coronel Malhães foi vítima de ataque cardíaco

Corpo do militar, que admitiu a prática de tortura durante a Ditadura Militar, foi enterrado neste sábado

No cemitério, parentes evitaram falar com a imprensa<br /><b>Crédito: </b> Fernando Frazão / Agência Brasil
No cemitério, parentes evitaram falar com a imprensa 
Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil

A guia de sepultamento do coronel da reserva Paulo Malhães sugere como causa de sua morte um ataque cardíaco. No documento, que é emitido para possibilitar o enterro da vítima, a causa mortis é descrita como “edema pulmonar, isquemia do miocárdio, miocardiopatia hipertrófica, evolução de estado mórbido (doença)”.

O corpo do militar, que admitiu a prática de tortura durante a Ditadura Militar, foi enterrado na tarde deste sábado, no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele morreu ontem, quando três homens invadiram sua residência, onde também estavam sua esposa e um caseiro, no interior do município. Do local, foram levadas diversas armas que Malhães colecionava.

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No cemitério, parentes evitaram falar com a imprensa. “A gente enterrou hoje o pai, o esposo, o avô das meninas. O coronel, o tirano, é para vocês. Para gente, ficou só o pai. O coronel da ditadura não era este que a gente conhecia”, disse a filha do militar, que se identificou apenas como Carla.

O genro do coronel da reserva, Nelson Viana, disse que a família não tinha ideia do que realmente teria acontecido na casa do militar. “Dizem que foi um assalto. Nós não temos hipótese.” Perguntado se Malhães sofria algum tipo de ameaça, Viana negou. “Ele nunca falou nada e a gente sempre respeitou isso. Nem antes, nem depois (do depoimento à Comissão Nacional da Verdade) Ele sempre foi uma pessoa super reservada. Nunca comentou nada e a gente até foi surpreendido pelas entrevistas.”

Em depoimento à comissão, há um mês, o coronel Malhães foi o primeiro militar a admitir prática de tortura, assassinatos e ocultação de cadáveres de presos políticos durante a ditadura militar, tendo inclusive falado sobre o destino do corpo do deputado Rubens Paiva, morto pelos militares em 1971, mas até hoje não localizado, que teria sido jogado ao mar.

Fonte: Agência Brasil

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