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Explosão em central telefônica em Cairo mata duas mulheres

CAIRO (Reuters) – Duas bombas explodiram em uma pequena central telefônica na periferia de Cairo neste sábado, matando uma mulher de 18 anos e sua mãe, disseram duas fontes de segurança, dias depois que uma série de explosões atingiram a rede de metrô da capital do Egito.

As duas bombas foram armazenadas no edíficio da central, que estava em construção, disseram fontes de segurança e uma fonte judicial, adicionando que assumiam que os dispositivos tinham sido destinados para uso em outros lugares.

O imóvel inacabado desmoronou parcialmente na explosão. As duas mulheres mortas eram esposa e filha de um guarda do canteiro de obras, que viviam em um anexo ao prédio, em Cairo.

Um funcionário do local disse a repórteres que os serviços de telefonia retornariam dentro de dois dias, para cerca de 800 pessoas cujas linhas foram afetadas.

O Ministério do Interior disse em um comunicado no Facebook que forças de segurança e especialistas em bombas foram inspecionar o local.

Na quarta-feira, oito pessoas ficaram feridas no norte do Cairo, quando dispositivos caseiros explodiram em quatro estações do metrô e um tribunal, nos primeiros ataques em Cairo desde que Abdel Fattah al-Sisi tornou-se presidente no início deste mês.

(Por Shadia Nasralla e Reuters TV)

França ordena extradição de suspeito de ataque a museu judaico belga

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche.

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche|REUTERS/Benoit Tessier
RFI

A justiça francesa ordenou, nesta quinta-feira (26), a extradição para a Bélgica do suspeito de ser o autor do atentado que matou quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas, no dia 24 de maio. O franco-argelino Mehdi Nemmouche, de 29 anos, preferia ter sido julgado na França.

A defesa alegava que o suspeito temia ser enviado da Bélgica para Israel, país de duas das vítimas. Mas o Tribunal de Versalhes, que julgou o caso, decidiu acatar o pedido de mandado de prisão europeu por assassinato no contexto de uma ação terrorista.

O suposto atirador disse que vai recorrer da decisão. Ele tem três dias para entrar com o recurso. “É direito dele e ele pretende exercê-lo”, declarou o advogado, Apolin Pepiezep. Após a deposição do recurso, justiça pode levar 40 dias para se pronunciar.

A justiça concedeu a extradição por considerar o procedimento das autoridades belgas “regular”. A Bélgica emitiu um mandado de prisão europeu contra Nemmouche por “assassinatos em um contexto terrorista”.

Reação silenciosa

O acusado, de 29 anos, chegou à audiência sorridente e relaxado, levado por agentes penitenciários de elite. Ele acenou para familiares que estavam na sala. Diante da do anúncio da decisão, o suspeito ficou em silêncio.

Nemmouche, que já tinha cumprido pena de prisão por outros crimes, ingressou no islamismo radical durante a detenção. Ele é suspeito de ter aberto fogo contra o museu judaico e depois ter fugido a pé do local. Além dos dois israelenses, uma aposentada francesa e um funcionário belga do estabelecimento foram mortos no ataque. O acusado foi preso ao chegar em Marselha, de ônibus. Ele levava uma sacola na qual estava a arma do crime. 
 

 
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França ordena extradição de suspeito de ataque a museu judaico belga

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche.

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche.

REUTERS/Benoit Tessier
RFI

A justiça francesa ordenou, nesta quinta-feira (26), a extradição para a Bélgica do suspeito de ser o autor do atentado que matou quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas, no dia 24 de maio. O franco-argelino Mehdi Nemmouche, de 29 anos, preferia ter sido julgado na França.

 

A defesa alegava que o suspeito temia ser enviado da Bélgica para Israel, país de duas das vítimas. Mas o Tribunal de Versalhes, que julgou o caso, decidiu acatar o pedido de mandado de prisão europeu por assassinato no contexto de uma ação terrorista.

O suposto atirador disse que vai recorrer da decisão. Ele tem três dias para entrar com o recurso. “É direito dele e ele pretende exercê-lo”, declarou o advogado, Apolin Pepiezep. Após a deposição do recurso, justiça pode levar 40 dias para se pronunciar.

A justiça concedeu a extradição por considerar o procedimento das autoridades belgas “regular”. A Bélgica emitiu um mandado de prisão europeu contra Nemmouche por “assassinatos em um contexto terrorista”.

Reação silenciosa

O acusado, de 29 anos, chegou à audiência sorridente e relaxado, levado por agentes penitenciários de elite. Ele acenou para familiares que estavam na sala. Diante da do anúncio da decisão, o suspeito ficou em silêncio.

Nemmouche, que já tinha cumprido pena de prisão por outros crimes, ingressou no islamismo radical durante a detenção. Ele é suspeito de ter aberto fogo contra o museu judaico e depois ter fugido a pé do local. Além dos dois israelenses, uma aposentada francesa e um funcionário belga do estabelecimento foram mortos no ataque. O acusado foi preso ao chegar em Marselha, de ônibus. Ele levava uma sacola na qual estava a arma do crime. 

Agente evita tragédia durante partida do Brasil e morre no Líbano

AFP – Agence France-Presse

24/06/2014 

Um jovem agente dos serviços de inteligência libaneses evitou um atentado contra um bar na periferia de Beirute lotado de torcedores que a companhavam a partida entre Brasil e Camarões pela Copa do Mundo.

O agente Abdel Hodroj Karim, de 20 anos, e seu colega Ali Jaber saíam do trabalho na segunda-feira quando viram um veículo branco, que se dirigia em direção ao bar localizado no bairro xiita de Chiyah, no sul de Beirute, contou à AFP um oficial da Segurança Nacional.

“O carro parou no meio da rua e um homem saiu. Hodroj e Jaber o interceptaram e perguntaram o que ele estava fazendo. O homem disse que tinha quebrado a chave e que o carro não poderia andar, acrescentou.

A resposta pareceu estranha, em um país que sofre numerosos ataques com carros-bomba e com histórico de ataques no sul de Beirute, reduto do movimento xiita Hezbollah.

Neste momento, Jaber se dirigiu a um quartel militar do outro lado da rua, enquanto Abdel Karim vigiava o suspeito para impedir sua fuga.

“Neste exato momento o carro explodiu”, matando Abdel Karim, relatou o oficial. O motorista do carro branco também faleceu no local.

Treze pessoas ficaram feridas, incluindo Ali Jaber, que estava a 30 metros do veículo.

A explosão ocorreu às 00H00 (21H00 GMT segunda-feira).

Bairro xiita Em Chiyah, os moradores ainda estão chateados, eo pai do inspetor morto, Fadel, recebe condolências.

Um fotógrafo da AFP no local viu carros em chamas e grandes danos materiais.

A explosão aconteceu por volta da meia-noite (18h00 desta segunda em Brasília).

No bairro de Chiyah, os habitantes estão trastornados, e o pai do agente morto, Fadel, recebe as condolências.

 

Novo ataque na costa do Quênia provoca 11 mortes

AFP – Agence France-Presse

24/06/2014 

Pelo menos 11 pessoas morreram em um ataque durante a noite contra uma localidade da costa queniana, anunciou uma fonte da polícia local.

Algumas vítimas morreram em agressões com arma branca e outras com tiros à queima-roupa.

A ação aconteceu a poucos quilômetros do cenário de ataques similares, que provocaram quase 60 mortes nas últimas semanas, o que provocou os temores de uma explosão de violência político-étnica.

O último ataque foi cometido em Maleli, a 50 km do arquipélago turístico de Lamu, um paraíso natural e histórico.

O balanço oficial, divulgado pelo prefeito do cantão de Lamu, Stephen Ikua, citava cinco mortos. Mas uma fonte policial de Lamu anunciou que outros seis corpos foram encontrados, alguns com marcas de tiros e outros com ferimentos provocados por armas brancas.

O vice-prefeito de Lamu, Benson Maisori, confirmou que algumas vítimas morreram a facadas e outras foram executada à queima-roupa.

Vários feridos foram levados para hospitais da região, segundo o deputado local Athaman Badi.

Até o momento, o ataque não foi reivindicado.

Na mesma região, ataques nos dia 15 e 16 de junho deixaram quase 60 mortos.

Os islamitas somalis shebab, vinculados à Al-Qaeda, reivindicaram os ataques alegaram que foram uma represália pela intervenção militar queniana na Somália. Também pediram aos turistas estrangeiros que evitem o Quênia, decretada como “zona de guerra”.

Mas o presidente queniano Uhuru Kenyatta negou o envolvimento dos shebab e atribuiu os ataques a “redes políticas locais vinculadas a grupos criminosos” e apontou para, sem citar o nome, oposição liderada por Raila Odinga, que nega qualquer envolvimento nos ataques.

O Quênia foi cenário de vários ataques e atentados atribuídos aos shebab ou a seus simpatizantes desde que seu exército entrou na Somália em outubro de 2011 para lutar contra os islamitas somalis.

A aviação queniana bombardeou no domingo bases dos shebab no sul da Somália, como parte de uma ofensiva iniciada em março pela Amisom, a força da União Africana na Somália, que tem 22.000 oficiais.

O exército queniano afirma que matou mais de 80 “terroristas shebab” nos ataques aéreos, mas o porta-voz dos islamitas, Abdulaziz Abu Musab, negou a informação.

Extremistas islâmicos atacam principal refinaria do Iraque

Visão geral da refinaria de petróleo de Baiji, norte de Bagdá,  janeiro de 2009.

Visão geral da refinaria de petróleo de Baiji, norte de Bagdá, janeiro de 2009|REUTERS/Thaier al-Sudani/Files|
 
Jihadistas do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) atacaram na manhã desta quarta-feira (18) a principal refinaria de petróleo ao norte de Bagdá, capital do Iraque. O ministro saudita das Relações Exteriores, o príncipe Saoud Al-Fayçal, advertiu nesta quarta-feira (18) sobre os riscos de uma “guerra civil” no Iraque, que poderia desestabilizar toda a região.
 

Diante da ofensiva sem precedente dos jihadistas, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, afastou ontem comandantes do Exército acusados de não fazer o suficiente para conter a ofensiva no norte. Em uma semana de combates, os extremistas conquistaram grande parte da província de Nivine, onde fica Mossul, segunda maior cidade do país; também dominaram outros redutos importantes, com o apoio de sunitas do antigo regime de Saddam Husseim.

O Exército conseguiu afastar os extremistas islâmicos de Baquba, a 60 km da capital Bagdá, em combates que teriam deixado dezenas de mortos. Mas com a invasão da refinaria, os jihadistas dão nova demonstração de força.

A Índia continua sem informações de 40 cidadãos indianos sequestrados em canteiros de obras no norte do Iraque. A Arábia Saudita adverte contra uma guerra civil no país vizinho, enquanto o Irã diz que fará tudo para proteger os santuários xiitas no Iraque. 

Dois jornalistas russos morrem no leste da Ucrânia

Igor Korneliuk, correspondente da "Rádio Televisão Estatal da Rússia (VGTRK), foi morto no leste da Ucrânia.

Igor Korneliuk, correspondente da “Rádio Televisão Estatal da Rússia (VGTRK), foi morto no leste da Ucrânia|reprodução de imagem do site vesti.ru|RFI

Depois de ficar gravemente ferido por disparos de morteiro no leste da Ucrânia, um jornalista morreu nesta terça-feira (17). O técnico de som que o acompanhava foi morto no local. A informação foi dada por um médico do hospital de Lugansk.

O jornalista, funcionário de uma rede de televisão pública, foi baleado perto de Lugansk, um dos redutos da insurreição separatista pró-russa no leste. “Ao chegar estava inconsciente e morreu quando era levado à sala de cirurgia”, declarou Fedir Solianik, um médico do hospital. Já seu companheiro de equipe, o técnico de som Anton Voloshin, morreu imediatamente após ser ferido.

Igor Korneliuk era correspondente da “Rádio Televisão Estatal da Rússia (VGTRK). O jornalista não foi o primeiro profissional de mídia a ser atingido pela tensão no leste da Ucrânia. No final de maio, um jornalista da rede Russia Today ficou ferido no abdômen durante uma reportagem na região.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras afirmou que tem monitorado diariamente os riscos para jornalistas no leste da Ucrânia. Segundo a entidade, “há uma multiplicação de violações à liberdade de imprensa na Ucrânia”. No final de maio, dois jornalistas ucranianos foram mantidos como reféns por três dias por grupos pró-russos em Schtchastie, em Lugansk. Acusados de espionagem, eles foram torturados e sofreram ameaças de morte.

Preocupada com a situação na região, a ONG enviou um comunicado para os governos da Ucrânia e da Rússia. “A organização reitera o apelo às autoridades ucranianas e russas bem como às milícias da região para que elas protejam e respeitem os profissionais de imprensa de qualquer linha editorial”.

Morre quarta vítima de ataque contra Museu Judaico de Bruxelas

Um casal de turistas israelenses e uma francesa também foram mortos no ataque cometido por um homem ainda não identificado

AFP – Agence France-Presse

25/05/2014 

O jovem belga ferido no sábado no ataque contra o Museu Judaico da Bélgica, em Bruxelas, morreu neste domingo, aumentando para quatro o número de mortos no atentado, indicou à AFP o presidente da Liga Belga Contra o Antissemitismo.
O jovem, que tinha cerca de 20 anos, trabalhava como recepcionista no museu. Ele morreu no início da tarde no hospital para onde tinha sido levado, indicou Joel Rubinfeld. Um casal de turistas israelenses e uma francesa também foram mortos no ataque cometido por um homem ainda não identificado.

O atentado chocou a Europa e Israel, e deixou as autoridades belgas em alerta para possíveis novos ataques a locais ligados à comunidade judaica do país.

 

31 pessoas morrem em atentado em mercado na China

DIÁRIO DA MANHÃ|TALLITA GUIMARÃES

Pelo menos 31 pessoas morreram e 94 ficaram feridas em um atentado nesta quinta-feira (22) em Xinjiang, na China. A região fica no extremo da Ásia central, em que as pessoas protestam contra a tutela chinesa e acusa Pequim de terrorismo.

De acordo com a agência oficial Xinhua, às 7h50 do horário local, 20h50 horário de Brasília, dois veículos avançaram contra a multidão em um mercado ao ar livre. Alguns ocupantes dos automóveis lançavam explosivos.

De acordo com a agência chinesa, um dos veículos explodiu. A agência não revelou se os criminosos estão incluídos no balanço de mortos e feridos. (Com informações R7)

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Atentado em região muçulmana da China deixa 31 mortos

Policiais chineses bloqueiam a região da feira da cidade de Urumqi, na província de Xinjiang, no noroeste da China, após o atentado desta quinta-feira (22).

Policiais chineses bloqueiam a região da feira da cidade de Urumqi, na província de Xinjiang, no noroeste da China, após o atentado desta quinta-feira (22).
 
REUTERS|Cao Zhiheng/Xinhua|RFI|Foto

Um atentado terrorista na cidade de Urumqi, na região muçulmana de Xinjiang, na China, deixou ao menos 31 mortos e 94 feridos nesta quinta-feira (22). Segundo relatos, dois carros invadiram uma feira livre e, em seguida, seus ocupantes lançaram bombas contra os frequentadores. Os veículos pegaram fogo.

 

As explosões foram registradas nas proximidades do Palácio da Cultura da cidade, em um grande mercado ao ar livre da localidade, no horário em que os chineses costumam comprar seus produtos alimentícios.

Fotos divulgadas na rede social chinesa Weibo mostram corpos estendidos no chão, no meio das chamas e da espessa fumaça. De acordo com outro portal local de informações na internet, as vítimas foram evacuadas para hospitais da região e muitos feridos se encontram em estado grave.

“Vi muito fogo e uma nuvem preta, os veículos e as tendas do mercado pegaram fogo, enquanto os vendedores corriam para todos os lados”, escreveu uma testemunha do atentado no Weibo.

O presidente chinês, Xi Jinping, disse estar comprometido a “caçar ‘os terroristas’”, como se referiu aos autores dos ataques. O chefe de Estado declarou pretender “reprimir duramente” os responsáveis pelas explosões.

O atentado demonstra o aumento da radicalização da etnia uigure, muçulmanos de origem turca majoritários nesta região da Ásia Central. O grupo reclama da perseguição das autoridades chinesas e se diz vítima de uma política repressiva contra sua religião e cultura.

O incidente é registrado um dia após o anúncio de que 39 pessoas foram detidas em Xinjiang sob a acusação de divulgar vídeos terroristas. Os detidos devem receber duras penas e podem permanecer até 15 anos na prisão.

Onda de violência

As violências promovidas pelos radicais uigures começaram no ano passado, quando três integrantes uigures entraram na Cidade Proibida e promoveram um imenso atentado suicida na praça Tiananmen, em Pequim, símbolo do poder do país.

A onda de violências teve sequência em março, quando um grupo promoveu uma matança na estação de Kunming, no sudoeste da China. Vinte e nove pessoas morreram esfaqueadas e outras 143 foram feridas.

No último dia 30 de abril, um novo ataque foi realizado durante a visita do presidente Xi Jinping na região de Xinjiang. Uma pessoa morreu e outras 79 ficaram feridas em explosões e esfaqueamentos.

Duplo atentado no Quênia deixa ao menos 10 mortos

Equipe legista queniana trabalha no local onde aconteceram as duas explosões desta sexta-feira (16) no mercado de roupas usadas Gikomba, próximo ao centro de Nairóbi.

Equipe legista queniana trabalha no local onde aconteceram as duas explosões desta sexta-feira (16) no mercado de roupas usadas Gikomba, próximo ao centro de Nairóbi|Reuters|RFI

Duas explosões deixaram ao menos dez mortos e quase 70 feridos nesta sexta-feira (16) em Nairóbi, capital do Quênia. Um suspeito foi preso. Nenhum grupo reivindicou os atentados até agora. Há alguns dias, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França e a Austrália recomendaram a seus cidadãos no Quênia que ficassem atentos. Os turistas britânicos no litoral queniano estão sendo repatriados.

 

As duas explosões aconteceram na entrada do mercado Gikomba, próximo ao centro da capital, onde são vendidas roupas usadas. Uma delas ocorreu dentro de um miniônibus de 14 lugares. Segundo a polícia local, as bombas utilizadas eram de fabricação artesanal.

O Quênia foi recentemente palco de atentados a bomba visando principalmente ônibus. No início de maio, uma série de atentados deixou sete mortos e uma centena de feridos em Mombasa e Nairóbi em apenas um final de semana.

Em setembro do ano passado, combatentes islâmicos do grupo Al Chabaab atacaram um shopping center de Nairóbi, matando 67 pessoas.

Repatriamento

Centenas de turistas britânicos estão sendo retirados nesta sexta-feira do litoral do Quênia em voos fretados por suas agências de viagem, depois que o governo do Reino Unido e vários países ocidentais alertaram contra uma ameaça terrorista.

Thomson e First Choice, filiais do maior grupo de viagens da Europa, TUI Travel, anunciaram nesta sexta-feira que cancelaram todos os voos para Mombasa, segunda maior cidade do Quênia, até 31 de outubro. “Por medida de precaução, também decidimos repatriar para o Reino Unido todos os nossos clientes que estão atualmente de férias no Quênia”, anunciaram em um comunicado. Um porta-voz indicou que cerca de 400 clientes estavam na região de Mombasa.

Na quarta-feira, o Foreign Office britânico “desaconselhou qualquer viagem não essencial” a Mombasa e em parte da costa queniana, dois dias depois de um alerta similar da França e da Austrália. O Canadá também recomenda desde o início de maio evitar qualquer viagem na região de Mombasa, onde ocorreram no último dia 3 dois atentados, deixando quatro mortos.

As autoridades do Quênia qualificaram na quinta-feira de “atos de inimizade” os alertas dos países ocidentais sobre o litoral queniano.

Indústria do turismo ameaçada

Os trabalhadores e empresários do turismo, setor que representa uma parte importante da economia e do emprego no Quênia, ficaram preocupados com o impacto dessa medida de repatriamento sobre o futuro da indústria turística, que já enfrenta dificuldades.

“Estamos preocupados, não há um um perigo grave iminente para justificar essas medidas. Isso vai ser um golpe duro para o setor do turismo. A alta temporada deveria começar em julho”, explicou Sam Ikwayen, um executivo da associação dos hoteleiros e donos de restaurante do Quênia. Ele estima que os hotéis da região podem ter uma queda de até 70% em suas receitas.

Segundo os dados mais recentes, o turismo representa direta ou indiretamente 14% do produto nacional bruto e fornece cerca de 700 mil empregos diretos ou indiretos, ou seja, 12% dos empregos do país.

O Quênia, conhecido por seus sáfaris e suas praias de areia branca, recebeu pouco mais de um milhão de visitantes em 2013, o que corresponde a uma queda de mais de 11% em relação a 2012. As autoridades atribuem a redução do número de turistas às “ameaças terroristas”.