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Índia prende 22 pessoas após ataque que deixou 29 mortos

Autoridades convocaram Exército para restaurar ordem no estado de Assam

A polícia da Índia informou neste sábado que prendeu 22 pessoas por ajudar rebeldes separatistas acusados de matar 29 muçulmanos no nordeste do país, no pior episódio de violência étnica em dois anos. As autoridades convocaram o Exército para restaurar a ordem no Estado de Assam e impuseram um toque de recolher por período indeterminado.

Os conflitos envolveram a tribo Bodo, que acusa muçulmanos do vizinho Bangladesh de entrar ilegalmente no país. O ministro de Fronteiras da Índia, Siddique Ahmed, visitou a região e disse que o administração central e o governista Partido do Congresso falharam em proteger as vítimas, entre as quais estavam pelo menos oito crianças. “Até mesmo crianças de dois anos que mal podiam andar foram baleadas. Eu nunca testemunhei cenas como essas na minha vida”, comentou.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, condenou a violência e pediu que as pessoas permaneçam calmas. “Os ataques foram tentativas covardes de espalhar medo e terror entre as pessoas”, comentou. Segundo o inspetor-geral de polícia da região, LR Bishnoi, os presos neste sábado são acusados de queimar moradias dos muçulmanos ou oferecer abrigo aos rebeldes. 

Os Bodos são uma tribo que representa 10% dos 33 milhões de habitantes de Assam e há décadas lutam por independência. Em 2012, uma onda de violência entre a tribo e muçulmanos deixou quase 100 pessoas mortas. 

Fonte: AFP

Em clima de violência, iraquianos votam em legislativas nesta quarta

Mulher vítima de uma bomba em um mercado popular é levada ao hospital em  Khanaqin, a nordeste de Bagdá, em 29 de abril de 2014.

Mulher vítima de uma bomba em um mercado popular é levada ao hospital em Khanaqin, a nordeste de Bagdá, em 29 de abril de 2014.

Reuters/Yahya Ahmad

Mais de 80 mortos e cem feridos em 24 horas. Este é o dramático balanço dos atentados em Bagdá nesta terça-feira (29), um dia antes de vinte milhões de eleitores irem às urnas votar na primeira eleição legislativa desde a partida das tropas americanas, em 2011. Feiras populares, seções eleitorais ou locais onde se encontram membros das forças da ordem são os alvos dos ataques.

 

O primeiro desafio dos políticos eleitos já está na mesa: diminuir a violência endêmica que tomou conta do país, tendo como pano de fundo as tensões entre xiitas e sunitas.

Para limitar os riscos, as autoridades decretaram cinco dias de feriado, de domingo (27) a quinta-feira (1° de maio), e nenhum carro tem autorização de circular na capital Bagdá durante esse período.

A segurança está no centro de todos os debates e o primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki, que concorre a um terceiro mandato, vem prometendo pôr um fim ao banho de sangue. “Todos os que acreditam na unidade do Iraque, que recusam o sectarismo e as milícias, e não aceitam agentes secretos estrangeiros, são considerados nossos parceiros“, declarou Al-Maliki na televisão.

Instituições estagnadas

Em um relatório publicado na segunda-feira (28), o International Crisis Group (ICC) aponta que o premiê iraquiano soube tirar partido da ameaça terrorista para se fortalecer politicamente, em particular na província sunita de Al- Anbar, onde o poder não conseguiu recuperar a cidade de Fallujah, nas mãos de insurgentes desde janeiro deste ano.

“A crise salvou Nouri al-Maliki nestas legislativas”, diz o relatório do ICC, analisando que o segundo mandato do premiê foi desastroso: nos últimos dois anos foram registrados aumento da violência, abusos das forças da ordem, inundações na capital e uma gestão catastrófica, diz o documento. Os iraquianos enfrentam o desemprego, a corrupção e a falta de serviços públicos, assim como uma espiral de violência sem fim.

As instituições estão praticamente paralisadas pela crise política, sendo que um número muito reduzido de leis foram votadas desde 2010.

A violência pré-eleitoral não é novidade no país. Há quatro anos, o panorama eleitoral foi igualmente marcado por uma série de atentados.

Jornalista que entrevistou Bin Laden baleado em Karachi, no Paquistão

por Paula MouratoHoje no Diário de Notícias

 
Hamid Mir a entrevistar Bin Laden
Hamid Mir a entrevistar Bin LadenFotografia © Reuters

O jornalista paquistanês Hamid Mir – que entrevistou Bin Laden depois do 11 de Setembro e enfrentou as ameaças dos talibã e de outros grupos terroristas – foi este sábado baleado por quatro indivíduos não identificados, quando saía do aeroporto de Karachi.

O conhecido jornalista paquistanês Hamid Mir ficou este sábado gravemente ferido ao ser baleado por desconhecidos em Karachi, a grande cidade portuária do sul do Paquistão.

Hamid Mir foi atacado enquanto conduzia o seu automóvel por quatro indivíduos num carro e duas motas, avançou a Geo News. Os agressores seguiram-no durante seis ou sete quilómetros enquanto disparavam contra o seu carro.

A Geo News acrescentou que o jornalista ainda conseguiu telefonar para a redação para informar os colegas de que estava a ser atacado. Foi imediatamente para o hospital onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica para retirar três balas.

Hamid Mir, que apresenta um ‘talk show’ muito popular no canal de TV Geo News, não corre risco de vida, segundo a polícia.

O atentado ainda não foi reivindicado.