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Ativista de manifestações é detida em operação da polícia de São Paulo

Divisão de Investigações Gerais do Departamento Estadual de Divisões Criminais cumpre 12 mandatos de prisão nas casas de ativistas que participaram de protestos no ano passado

Agência Estado

12/06/2014 

A Divisão de Investigações Gerais do Departamento Estadual de Divisões Criminais (Deic) faz uma operação desde as 7h desta quinta-feira, 12, para cumprir 12 mandados de busca e apreensão nas casas de suspeitos na investigação sobre grupos ativistas durante as manifestações do ano passado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, houve apreensão de materiais, mas a pasta ainda não especificou o que era.

Até as 12h45 desta quinta-feira, 12, a única detida foi Luana Bernardo Lopes, de 20 anos, que foi presa em outubro do ano passado ao ser enquadrada na Lei de Segurança Nacional. Ela e uma amigo fotografaram um ataque a um carro policial e foram pegos com sprays e cartazes.

Segundo o seu advogado, Armando de Oliveira Costa Neto, a intenção da polícia seria coibir manifestantes que já estão sendo investigados de participar de eventuais protestos durante a Copa. O advogado afirmou que não sabe ainda a natureza da prisão de sua cliente, mas não poderá entrar com habeas corpus porque o plantão judiciário se encerrou ao meio-dia.

Nesta quarta-feira, 11, no Rio, dez ativistas de presença constante nas manifestações tiveram os computadores e celulares apreendidos e foram levados para a delegacia para prestar depoimento durante todo o dia. Entre eles estava a ativista Elisa Quadros, a Sininho, que ficou conhecida após os protestos do ano passado.

 

Ativistas são detidos em operação policial no Rio

11/06/2014 

Rio, 11 – Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio estão cumprindo mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira, 11, contra ativistas que têm participado de protestos no Rio.

A Polícia Civil não informou os nomes dos investigados – pelo menos cinco teriam sido levados à Cidade da Polícia, no Jacaré, zona norte, para serem interrogados – nem os motivos da operação. Entre os detidos estaria uma advogada ativista, que costuma acompanhar os protestos no Rio.

A ação da polícia ocorre um dia antes das manifestações programadas para a abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira, 12. Integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão a caminho da Cidade da Polícia.

 

Jolie diz que violações são arma de guerra contra civis

por Lusa, texto publicado por Isaltina PadrãoHoje

 
Angelina Jolie com o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, num encontro para a condenação da violência sexual em zonas de conflito
Angelina Jolie com o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, num encontro para a condenação da violência sexual em zonas de conflitoFotografia © REUTERS / Carl Court / piscina

A atriz norte-americana, Angelina Jolie, considerou hoje “um mito” que as violações sejam consequência inevitável dos conflitos, sublinhando que esta realidade “é uma arma de guerra dirigida à população civil”.

“Não tem nada que ver com o sexo, mas sim, com o poder”, afirmou a atriz, em Londres.

Angelina Jolie juntou-se esta manhã ao ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, na condenação da violência sexual em zonas de conflito, um tema que será debatido numa cimeira que decorre entre hoje e sexta-feira, na capital britânica.

Os encontros e debates sobre violência sexual em zonas de conflito, que vão realizar-se ao longo desta semana, antecedem uma reunião de alto nível na próxima sexta-feira, na qual ministros de mais de cem países deverão firmar um protocolo internacional para acabar com as violações e abusos de mulheres como arma de guerra.

No âmbito deste protocolo, haverá um maior reforço a nível judicial e mais apoio às vítimas.

Na sessão de encerramento desta cimeira, na sexta-feira, marcarão presença o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon (este último por videoconferência).

Aquando da sessão inaugural deste encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou que o Reino Unido vai doar 6 milhões de libras (7,4 milhões de euros) para ajudar as vítimas de crimes sexuais, um montante que vai somar-se aos anteriores donativos de 140 mil libras (173 milhões de euros).

William Hague salientou que a violação de mulheres e crianças durante as guerras é “um dos maiores crimes em massa dos séculos XX e XXI” usados de forma “deliberada e sistemática” contra as populações civis em todos os continentes e em países como a Síria, o Congo, o Ruanda e a Colômbia.

Após denúncias de que havia mentido, ativista reconhecida mundialmente deixa fundação

DIÁRIO DA MANHÃ|ANDRÉIA PEREIRA

A ativista Somaly Mam, reconhecida em todo o mundo por sua luta contra a exploração sexual, renunciou ao cargo na própria fundação. O fato aconteceu após divulgações de documentos que indicam que a ativista teria mentido sobre o seu passado.

Uma investigação privada apontada que Somaly e mais outra ativista, Long Pross, teriam mentido sobre as suas histórias como forma de promover o próprio trabalho e arrecadar fundos. As informações são do jornal El País.

De acordo com informações do jornal, a ativista cambojana foi premiada, no ano de 1998, com o prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional. Além do prêmio, Somaly Mam foi eleita, em 2009, entre as cem pessoas mais influentes do mundo.

Em outras circunstâncias, a ativista já havia confirmado que mentia ou praticava sensacionalismo em alguns casos. O motivo, apontado por ela, seria conseguir arrecadações para a fundação. Somaly afirmou ter mentido até mesmo em um discurso que ela fez na ONU.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Entre as mentiras, que a ativista teria contado, está a de que a própria filha foi estuprada como forma de vingança pelo trabalho que a mãe desenvolvia, mas o ex-marido da ativista e pai da garota negou as informações. Segundo o homem, a garota teria fugido com o namorado.

Somaly também havia mentido sobre um suposto ataque do exército cambojano à sua fundação. No ataque, os soldados teriam matado oito mulheres.

De acordo com a publicação do El País, Somaly Mam conta, em sua autobiografia, que foi vítima de um homem desde sua infância. Ela teria sido criada junto com ele, mas, posteriormente, ainda garota, teria sido vendida para um homem que cometia abusos sexuais contra ela. 

A ativista ainda teria sido obrigada a se casar com um soldado. Ela começou a se prostituir e só conseguiu sair da prostituição após conhecer um francês, que acabou se casando com ela.

Com informações do jornal El País