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MÚSICAS AJUDAM A APRENDER MATÉRIAS PEDAGÓGICAS

 

A Tribuna|Suzana Fonseca

“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela, enzima, que vem e que passa…”. Não. Não se trata de um erro de digitação ou desconhecimento da famosa letra de Vinicius de Moraes. A adaptação deGarota de Ipanema poderia não agradar ao Poetinha, mas certamente funciona bem para os adolescentes que assistem às aulas de Biologia da professora Isabel Cristina Lemos da Silva.

“A única coisa que eu deixo claro é que não canto funk”, brinca Isabel, que leciona há 26 anos e sempre utilizou músicas para ensinar. “Costumo fazer musiquinhas ou usar as que a gente já tem. Isso ajuda na memorização. Fica mais fácil”.

A facilidade é tanta que, segundo a professora, alunos cujos pais também já tiveram aulas com ela costumam contar que em casa todos se lembram das músicas. “Eles pegam bem e, ao mesmo tempo, descontrai. Associação é uma coisa importante”.

Músicas

Quem já fez curso pré-vestibular certamente se deparou com pelo menos um professor que utiliza a técnica para ajudar aflitos vestibulandos a memorizar fórmulas, equações e regras que passeiam pela Matemática, Química, Física, Biologia e até pelo Português. Mas o uso de música em sala de aula pode auxiliar alunos de todas as idades e em todas as fases de aprendizagem.

Foi o que descobriu, há cerca de dois anos, o professor de música Bilo Martins, quando suas sobrinhas-netas, as trigêmeas Ana Carolina, Ana Bianca e Ana Beatriz, então com 7 anos, precisaram aprender a tabuada.
 

Bilo compôs músicas para as sobrinhas-netas aprenderem de forma mais fácil

Bilo compôs músicas para as sobrinhas-netas aprenderem de forma mais fácil

“Tenho muita facilidade para composição”, conta Bilo. “Fiz uma música com a tabuada e elas aprenderam. Aí, apareceu o abacaxi da onomatopeia”. A difícil palavra refere-se a um vocábulo que procura reproduzir ou imitar um ruído ou som natural.

A experiência de compor músicas para as sobrinhas-netas aprenderem foi tão boa, que Bilo não parou mais. Até o momento, ele tem 280 composições com regras e conteúdos pedagógicos de Português. E um projeto: quer gravar um CD, por meio da Lei Rouanet, que incentiva a cultura, para que o material seja distribuído nas escolas. “Eu durmo em cima de dicionários”, afirma Bilo. “O idioma é complicadinho. Difícil, ele não é”.

Além do CD, o professor de música quer editar um livro com as letras das canções. Lá, os estudantes terão acesso a 500 onomatopeias, aprenderão como funcionam as locuções adjetivas, acentuação, concordância verbal e nominal, divisão silábica…

“Diversifiquei bastante o ritmo. Tem valsa, forró, samba”, conta Bilo. “Além de pedagógicas, tenho músicas culturais também”.

Fórmulas

Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá. Seno A, cosseno B, seno B, cosseno A”. A famosa Canção do Exília, do poeta Gonçalves Dias (1823-1864), apesar de não ser cantada, é uma mão na roda para alunos que precisam aprender trigonometria, ramo da Matemática que estuda a relação entre os lados e os ângulos de um triângulo.

A tradicional adaptação do poema é usada pelo professor de Matemática Rivaldo Quaresma Leite, nas aulas ministradas para alunos do Ensino Médio e do curso pré-vestibular.
“Os alunos pegam bem. Até quem nunca viu, em cinco minutos, já aplica a fórmula. A memorização é muito rápida”, garante Rivaldo. “Na hora do vestibular, o aluno precisa ganhar tempo para responder as questões e poder se dedicar com calma às mais difíceis”.

Campanha tenta mobilizar a população para salvar a vida de uma Bombeira

DIÁRIO DA MANHÃ|DIVANIA RODRIGUES

Soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), Suzeli Ferreira de Oliveira, 28, está precisando com urgência de uma doação de medula óssea. A corporação, organizou uma campanha para tentar achar possíveis doadores e ajudar a salvar a vida de Suzeli que em 2013 foi diagnosticada com leucemia. Coletas de amostras para testes de compatibilidade serão realizadas na terça-feira e quarta-feira, 29 e 30, em Goiás.

Divulgação

Divulgação

A Bombeira, na corporação desde 2010, está lotada na cidade de Jataí, Goiás, luta contra a leucemia do tipo LLA – leucemia linfoide aguda – desde que foi diagnosticada. Nesse tipo específico do câncer há uma produção anormal dos leucócitos nas células sanguíneas, que se tornam rapidamente numerosas, porém imaturas e malignas. 

Depois de realizar o tratamento com quimioterapia, Suzeli, conseguiu obter uma melhora em seu estado de saúde. Porém, em março deste ano o câncer teria voltado de maneira mais agressiva, sendo que o transplante de medula óssea é a única alternativa para cura.

Na família de Suzeli não há doadores compatíveis. Segundo a assessoria do CBMGO, atualmente a Bombeira está internada recebendo tratamento bastante agressivo. Várias entidades também estão ajudando na divulgação da Campanha.

Para ser voluntário na doação é preciso:

*1- Comparecer ao Hemocentro dos municípios de Goiânia, Catalão, Ceres Rio Verde e Jataí,  portando documento pessoal;

2- Ter entre 18 e 54 anos;

3- Coletar apenas 5 a 10 ml de sangue para o teste de compatibilidade;

4- O tempo para realizar o teste é de apenas  15 minutos.*

De maneira extraordinária, veja onde fazer o teste para ajudar a soldado Suzeli: 

– Terça-feira, 29, a partir das 8h. Local: Academia Bombeiro Militar, Avenida Pedro Paulo de Souza, Quadra HC 4, Setor Goiânia 2.

– Quarta-feira, 30, a partir das 8h. Local: 3º Batalhão Bombeiro Militar, Praça Presidente Vargas, s/nº, Bairro Jardim América, Anápolis, Goiás.

Em caso de não compatibilidade com a Bombeira Suzeli, o voluntário pode escolher ajudar outras pessoas. Para isso basta pedir que o resultado de seu exame seja colocado para o banco de dados do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).

Arquivos revelam como Brasil ajudou a ditadura chilena

27/04/2014 

Nos primeiros dias de 1974, um grupo de 55 policiais e militares chilenos chegava discretamente ao Brasil. Por 15 dias, eles estiveram em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A viagem, acertada informalmente entre o então embaixador brasileiro em Santiago, Antônio Cândido Câmara Canto, e o governo chileno, foi tratada como “estritamente confidencial”.
Era o início de um intercâmbio que se estenderia até os anos 1980. Documentos obtidos pelo Estado nos arquivos da Chancelaria do Chile, em Santiago, mostram que, só naquele ano, agentes chilenos estiveram pelo menos quatro vezes no Brasil. Parte deles passou a integrar grupos de extermínio organizados pela polícia secreta do ditador Augusto Pinochet.

Em 31 de dezembro de 1973, pouco mais de três meses depois do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende, o embaixador chileno no Brasil, Hernán Cubillos, recebeu um telex cifrado e marcado como “estritamente confidencial”. O texto dizia que os 55 oficiais chegariam ao Brasil entre os dias 20 e 22 de janeiro em uma viagem acertada “oficiosamente” por Câmara Canto com a concordância de Brasília. Defensor convicto da ditadura chilena, Canto era chamado, em Santiago, de “o 5.° Membro da Junta Militar”, tal sua proximidade com Pinochet. Foi a primeira viagem de treinamento dos chilenos, numa aproximação que aos poucos se ampliou, inclui países vizinhos e se transformou na Operação Condor.

Em agosto de 1974, o chefe da Diretoria de Inteligência Nacional Manuel Contreras, envia ofício reservado ao Itamaraty pedindo passaporte de trabalho para 12 oficiais que visitariam São Paulo. Os agentes “cumprirão determinada comissão de serviço”. Seis deles iriam compor as unidades de extermínio de Contreras, as chamadas brigadas Lautaro e Purén.

Treinamento

A cooperação entre as duas ditaduras, na verdade, tinha começado antes disso. Investigações da Comissão Nacional da Verdade mostram que militares brasileiros chegaram ao Chile a 9 de setembro de 1973 – dois dias antes do golpe contra Allende – para treinar chilenos em técnicas de tortura. “Há muitos testemunhos de pessoas que foram presas no Estádio Nacional e viram torturadores do Brasil. Eles vieram ensinar a tortura”, afirmou ao Estado o ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz.

Ainda em 1974, um grupo de 17 formandos da Escola de Inteligência do Exército chileno visita São Paulo, Rio e Brasília. Em outra visita, comandada pelo coronel Hector Contador, desembarcou em São Paulo um grupo de militares para conhecer a Engesa, empresa dedicada à produção de armamentos. O governo brasileiro garantiu ao Chile, na oportunidade, créditos no total de US$ 40 milhões para compra de equipamentos bélicos brasileiros.

Conexões
A cooperação entre as duas ditaduras, no entanto, vai além dos militares. Nas salas do Itamaraty, diplomatas trocaram os punhos de renda pelo uniforme de informantes. Notas do embaixador chileno à chancelaria de seu país revelam intensa parceria entre as duas diplomacias.

No Itamaraty o embaixador , Cubillos obteve informações sobre os brasileiros exilados no Chile que atuaram no sequestro, no Rio, do embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben, em junho de 1970. “A Divisão de Segurança e Informação (do Itamaraty) expressou que as autoridades locais têm o maior interesse em conhecer o paradeiro dessas pessoas” e se dispõe a colaborar “em qualquer forma” para desarticular “a máquina terrorista que opera em nosso continente”, escreveu Cubillos.

Entre os documentos obtidos pelo Estado na Chancelaria chilena está uma lista completa de todos os grupos de esquerda que atuavam no Brasil, quem estava preso, morto ou foragido, quais crimes cada grupo tinha cometido. Nos anos seguintes, a colaboração evoluiria para ações conjuntas de sequestro e morte de rivais.

A Operação Condor formalizou, em segredo, a cooperação entre Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. Acostumado ao trabalho conjunto, o Brasil entrou em 1975 como observador. Depois, passou a se beneficiar da ajuda dos vizinhos.

Genes poderão ajudar no tratamento e na prevenção da artrite

DIÁRIO DA MANHÃ|AG|ÊNCIA BRASIL

Pesquisadores do Instituto Butantan identificaram os genes reguladores da intensidade de doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, o que poderá levar a uma prevenção mais eficaz à doença e ao desenvolvimento de novos medicamentos.

Reprodução

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Marcelo de Franco, vice-diretor do Instituto Butantan e coordenador do estudo, explica que a artrite reumatoide é mais comum em pessoas idosas, porém os fatores que a causam não são plenamente conhecidos pela ciência. “A artrite é uma doença complexa, pois há vários fatores interagindo. Fatores ambientais, mas fatores genéticos também. A complexidade se dá pelo somatório dos dois”, disse ele.

A artrite começa como um processo inflamatório nas articulações, que pode chegar a um quadro sistêmico de febre, lúpus ou problemas renais. “É uma síndrome que evolui para vários órgãos”, explicou o pesquisador. Segundo ele, a doença pode ser desencadeada por razões diferentes como uma infecção viral, bacteriana ou até mesmo estresse.

Por ser uma doença autoimune, o corpo começa a produzir anticorpos e células contra alguns antígenos das articulações, principalmente colágeno e estruturas do tecido. Os tratamentos atuais utilizam anticorpos monoclonais para bloquear a ação de algumas proteínas. “Por exemplo, tem anticorpos que são terapêuticos e bloqueiam a ação de proteínas como a que causa a inflamação”, disse ele.

O que o estudo do Butantan fez foi identificar como um gene interage com o outro para desencadear um menor ou maior grau de artrite. Com os avanços, os pacientes poderão receber prognósticos mais precisos. “A identificação deles pode gerar um sistema de biomarcadores. Se a pessoa tem aquele gene exacerbado é um péssimo sinal”, exemplificou.

A pesquisa, que está na fase de testes em camundongos, quer, no futuro, produzir medicamentos capazes de atuar especificamente no mecanismo em que cada gene atua. “Há vias gênicas que podem ser reguladas por medicamentos. Então, se sabe qual a via que você pode usar e qual o melhor medicamento vai atuar naquela via”, explicou o pesquisador.

Procurar corretor pode evitar golpe no aluguel de imóveis, diz Creci

A Tribuna|Lyne Santos

Não é de hoje que turistas são vítimas de golpes quando decidem alugar um imóvel no litoral para passar um feriado, férias ou apenas um final de semana. Há casos em que o apartamento ou casa nem existem. Em outras situações, o estado de conservação não condiz com o descrito pelo proprietário. Nesse feriado prolongado, de Páscoa e Tiradentes, um pedreiro foi vítima de estelionatários em Praia Grande, uma das cidades da Baixada Santista onde os golpes são mais frequentes. Guarujá é outro município com alto número de ocorrências, afirmou o delegado subregional do Creci de Santos, Carlos Manoel Neves Ferreira, que dá uma dica considerada primordial para evitar o problema: procurar o corretor, ao invés de formalizar o negócio por conta própria. 
 
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Delegado do Creci também aconselha que seja feito um contrato particular para evitar surpresas
“As pessoas procuram imóveis para temporada por meio de internet ou de pequenos anúncios em jornais. Muitas não têm tempo de vir procurar e confiam na pessoa (que está alugando). O problema é que não conhecem quem está do outro lado do telefone, se realmente é o proprietário. Acabam fazendo o depósito de 50% do valor para garantir o imóvel e perdem o dinheiro. O ideal é procurar um corretor profissional, ele vai lá e tira fotos atualizadas do imóvel. Muitos alugam e a foto já é antiga, aí ligam pra delegacia pra fazer queixas em relação ao imóvel porque a mobília da imagem era nova e quando foram ver era velha e usada; o prédio tinha garagem mas, agora, já é coletiva, as vezes não tem vaga pra todos os apartamentos. Nem sempre, a pessoa passa as informações corretas. Às vezes o imóvel nem existe”, explicou Ferreira. 
 
Segundo ele, há casos de que o suposto locador fica sabendo de um apartamento à disposição pelo porteiro do prédio e passa a oferecê-lo. Com isso, arrecada metade do aluguel de 40 a 50 pessoas. Os locatários perceberão o golpe apenas quando chegarem ao local. “O proprietário nem sabe o que está acontecendo”
 
Para o delegado do Creci, a procura de um corretor também é válida para os locadores, evitando assim assaltos, já que ao colocarem a placa de “aluga-se” na frente da residência, o dono do imóvel está sujeito a esse tipo de violência, pois não costuma buscar informações detalhadas do interessado. “O corretor quando atende cadastra o nome, endereço, pede RG pra conferir se a pessoa existe, telefone, e depois liga pra confirmar pra ver se não é de má índole. Quando trata com o proprietário, não vai saber quem é a pessoa “, disse Ferreira, que para evitar assaltos em prédios disponibiliza um livro na portaria de, pelo menos, 90% dos edifícios para que seja marcado o nome do corretor, identidade, horário de entrada e saída dos visitantes. “Quem chega é obrigado a mostrar o Creci e também os documentos dos acompanhantes interessados no aluguel”.
 
A realização de um contrato particular de locação para evitar surpresas de ambos os lados também é aconselhada. Um descritivo do que há no interior do imóvel deve constar no documento, por exemplo. “A sociedade quer fazer sem intermediação ou segurança nenhuma. O corretor é mais transparente, ele é o responsável, vai o número da empresa no contrato. Se for autônomo, vai com o Creci dele, responsável para que ninguém tenha prejuízo”.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio