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Banco dos Brics deve ajudar o governo de Cristina Kirchner a se recuperar

Prestes a dar calote, Argentina busca apoio em instituição que será criada por emergentes

15/07/2014

Cristina Kirchner foi convidada a participar da cúpula como observadora (Emiliano Lasalvia/AFP Photo - 5/6/14)  
Cristina Kirchner foi convidada a participar da cúpula como observadora

A Argentina poderá ser o primeiro tomador de crédito do Novo Banco de Desenvolvimento, que será criado nesta terça-feira (15/7) pelos presidentes dos países-membros dos Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, durante a reunião de cúpula, em Fortaleza. A informação é de fontes extraoficiais com trânsito entre os organizadores do evento. O convite para que a Argentina participe do encontro de líderes como observador partiu do governo russo, em maio. Antes de chegar ao Brasil, domingo, para a final da Copa do Mundo, o presidente Vladimir Putin fez uma escala em Buenos Aires, no sábado (12/7).

O mandatário russo começou sua visita à América Latina na sexta-feira, quando esteve em Havana. Lá, ele afirmou que a China apoiará a entrada da Argentina no Brics. No entanto, há resistência à participação efetiva do vizinho no grupo. Ontem, empresários reunidos na capital cearense questionaram a presença da Argentina na reunião dos Brics. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o país vizinho não se encaixa no conceito do grupo, que busca solucionar os problemas de segurança jurídica, e que almeja “uma democracia plena”.

Apesar das incertezas financeiras da Argentina, Rússia, China e Brasil têm interesse em ajudar o país vizinho, que é destino da maior parte das exportações de manufaturados brasileiros e um grande produtor de grãos. Os russos querem sair do isolamento e, assim como os chineses, querem ampliar sua presença na América Latina. Não à toa, Rússia e China veem com bons olhos que um país que não tem mais crédito com as instituições ocidentais possa encontrar apoio no novo banco dos emergentes.
Buenos Aires pode acabar decretando uma nova moratória. Atualmente, o país governado por Cristina Kirchner atravessa uma nova crise de crédito porque perdeu na Suprema Corte dos Estados Unidos a apelação contra o processo de cobrança US$ 1,3 bilhão por fundos que não não renegociaram a dívida em 2005.

Ladrões furtam R$ 235 mil de banco no interior de SP

09/06/2014 

Araçatuba, 09 – Ladrões aproveitaram o fim de semana para furtar R$ 235 mil da agência do Santander de Lins, no interior de São Paulo. Os ladrões entraram pelos fundos da agencia, desligaram o sistema de alarme e de monitoramento e usaram maçarico de solda e pé de cabra para abrir dois cofres, que ficam na área interna e na tesouraria do banco. Em seguida, fugiram levando R$ 235.779,00 em dinheiro.

O crime, que possivelmente foi praticado na madrugada de sábado, 7, só foi descoberto por volta das 17 horas de domingo, 8, quando um funcionário constatou que a porta dos fundos da agência estava danificada. No interior da agência, os PMs encontraram os equipamentos usados para abrir os cofres: um botijão de gás, um cilindro de acetileno, mangueiras, luvas e pé-de-cabra. O maçarico usado não foi localizado. Para a polícia, os ladrões demoraram pelo menos duas horas dentro do agência para abrir os cofres sem fazer muito barulho e chamar a atenção.

No entanto, segundo a Polícia Civil, nenhuma testemunha percebeu qualquer movimento na frente, no entorno ou mesmo dentro da agência, que fica na rua Luiz Gama, no centro da cidade. Até o final da tarde desta segunda-feira, 9, a polícia não tinha nenhuma pista dos assaltantes.

Os ladrões entraram pelos fundos da agencia e desligaram o sistema de alarme e monitoramento, usaram maçarico e pé de cabra para abrir dois cofres da área interna e da tesouraria do banco.

 

MT: chineses compram banco usado em fraudes por R$ 1,6 bi

O Banco Industrial e Comercial S/A (BicBanco), que segundo apuração feita pela Polícia Federal na Operação Ararath teria sido usado para concessão de mais de R$ 65 milhões em empréstimos fraudulentos para financiar campanhas políticas no Mato Grosso, foi vendido para o China Construction Bank no final do ano passado. A instituição chinesa, por sua vez, já teve dirigentes executados por envolvimento em crimes financeiros e foi classificada como a quarta instituição de capital aberto mais nebulosa do mundo em 2012.

O China Construction Bank é um dos maiores bancos de capital aberto do mundo e, no dia 31 de outubro de 2013, assinou um contrato de compra e venda de ações com os acionistas do BicBanco, estimado em R$ 1,6 bilhão, que corresponde a 72% do capital social da instituição brasileira. Entretanto, o negócio ainda está em andamento, porque necessita de aprovação do Banco Central, das autoridades regulatórias chinesas e das autoridades bancárias das Ilhas Cayman, além da publicação de um decreto presidencial no Brasil.

Apesar de o banco brasileiro estar envolvido em um recente escândalo político-financeiro, o comprador chinês também teve seus problemas no país de origem. Em 2004, três executivos foram condenados à morte e executados por desviarem aproximadamente US$ 5 milhões usando documentos falsos, na província de Henan, no centro da China. Na época o banco lutava contra as dívidas, comuns a bancos estatais chineses, e o governo injetava bilhões de dólares para prepará-los para a entrada no mercado de ações.

Mas, além dos escândalos, o banco chinês também foi classificado como um dos menos transparentes do mundo. Ele aparece na quarta pior colocação do ranking elaborado pela ONG Transparency Internacional, uma coalisão internacional que luta contra a corrupção. A análise feita, em 2012, avaliou programas anticorrupção, pagamentos de impostos e estruturas corporativas.

No Brasil, o BicBanco era usado para crimes financeiros e de lavagem e dinheiro, segundo informações contidas em despachos sigilosos da Operação Ararath, deflagrada na terça-feira, ao qual o Terra teve acesso. O esquema funcionava por meio de empréstimos fraudulentos realizados pelo BicBanco para a empresas como a Comercial Amazônia Petróleo LTDA, sendo que o dinheiro era repassado para os verdadeiros beneficiários para o pagamento de pesquisas de intenção de voto, convenções partidárias e campanhas eleitorais.

A Comercial Amazônia de Petróleo LTDA recebia o dinheiro, mesmo sem qualquer garantia para o banco. Os valores chegam a R$ 65 milhões. As investigações apontam envolvimento do senador Blairo Maggi, na época em que foi governador do Mato Grosso, que teria conhecimento dos empréstimos, que eram feitos por Eder de Moraes Dias, e também com o conhecimento do atual chefe do executivo mato-grossense, Silval Barbosa, que chegou a ser detido nesta semana após a polícia encontrar uma arma em sua casa com registro vencido.

Os empréstimos milionários eram liberados pela instituição financeira com a então presidente do BicBanco Jose Bezerra de Menezes, conhecido como Binho. De acordo com o inquérito, ele teria ordenado ao superintendente do banco no Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, que atendesse todas as necessidades financeiras de Eder Moraes, que atuava em nome dos verdadeiros beneficiários.

Cuzziol teria emprestado ainda mais R$ 3 milhões para a Comercial Amazônia de Petróleo para beneficiar o deputado estadual José Geraldo Riva, um dos parlamentares mais processados do Brasil, que responde a mais de uma centena de ações civis e criminais na Justiça. Ele é acusado também de desviar R$ 65 milhões da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, entre 1999 e 2003. O dinheiro emprestado pelo banco teria sido transferido para empresas indicadas pelo deputado.

No despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que autorizou as prisões preventivas cumpridas nesta semana, é citado que as operações financeiras clandestinas do BicBanco aconteciam sem autorização do Banco Central. Em um dos empréstimos Maggi teria levantado R$ 4 milhões para comprar uma vaga e assegurar nomes de confiança no Tribunal de Contas do Estado.

Nenhum dos envolvidos no esquema deu qualquer declaração à imprensa. O Terra entrou em contato com o BicBanco, mas não foi enviada uma resposta até a publicação desta matéria.

Fonte: Terra