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Bélgica desencanta na prorrogação, vence os EUA e vai às quartas de final

Europeus terão pela frente os Argentinos na próxima fase da Copa do Mundo

O DIA

Salvador – Foi difícil, suado e complicado. Esses são os adjetivos que podem definir a classificação da Bélgica diante os Estados Unidos, na Fonte Nova. Após terem mais de 30 chances oportunidades de gol no tempo normal e pararem na boa atuação do goleiro Howard, os belgas conseguiram marcar apenas na prorrogação, com gols de De Bruyne e Lukaku, com Green descontando para os EUA, e conquistaram a vaga para as quaras de final da Copa do Mundo com uma vitória por 2 a 1 sobre os americanos.

Com o triunfo, os europeus terão pela frente a toda poderosa Argentina de Messi & cia na próxima fase da competição. O confronto será no Estádio Nacional Mané Garrichha, no próximo sábado, as 13h. Já os americanos se despedem de forma honrosa da Copa do Mundo, pois eles conquistaram a vaga nas oitavas após cair em um grupo com Alemanha, Portugal e Gana.

De Bruyne abriu o placar para a Bélgica

Foto:  Reuters

O JOGO

Diferente dos seus últimos jogos na Copa do Mundo, a Bélgica começou o jogo dominando as ações no meio campo e partindo para o ataque. Logo com um minuto de partida, De Bruyne roubou a bola no meio-campo, partiu em velocidade e deu grande passe para Origi, que passou pelo defensor e chutou cruzado, mas Howard estava lá para defender com os pés. Essa chance de perigo assustou os americanos, que tentaram ficar mais com a bola nos primeiros momentos da partida, mas somente após aos 10 minutos do primeiro tempo eles começaram tocam com paciência em seu campo defensivo. Os belgas adiantaram a marcação, e a alternativa para o time de Klinsmann se tornou o lançamento longo para Johnson pela direita, que não teve muito sucesso durante o primeiro tempo. Com 16 minutos, um torcedor invadiu o campo e a partida foi paralisada, os Stewards, apelido para os voluntários que tomam conta do estádio, entraram no gramado para retirar o engraçadinho e em seguida o jogo foi reiniciado.

Com o bloqueio defensivo belga, a saída pela esquerda com Beasley e Jones se tornou a melhor saída para o time de Klinsmann. Enquanto os americanos tentavam avançar pela esquerda, os belgas marcam bem pelo setor e mostravam força no contra-ataque com Mertens e De Bruyne. O jogo fluiu mais por esse setor e as chances de perigo dos europeus saíam por esse lado do gramado. Aos 22, Vertonghen roubou bola no meio-campo, acionou De Bruyne pela esquerda, o meia puxou para o meio e chutou, mas errou o alvo fazendo a Bélgica perder grande chance. Com 28, Dempsey foi lançado com perigo na frente, mas Alderweireld realizou ótima cobertura e lançou para Hazard, que tentou o arremate no contra-ataque, mas Howard fez a defesa.

Estados Unidos tentou se utilizar das bolas aéreas

Foto:  Carlos Moraes

Após serem sufocados por quase todo o primeiro tempo, os Estados Unidos finalmente conseguiram ameaçar o goleiro Courtois. Bradley fez ótimo lançamento para Yolin na direita, que tocou rasteiro para Zusi na meia-lua, mas atacante não conseguiu finalizar de forma correta e a bola saiu pela linha de fundo. No final do primeiro tempo, a Bélgica quase marcou o gol que abriria o placar. Com 45, Zusi cobrou o escanteio e defesa afastou. No contragolpe, Origi partiu pela direita, rolou para De Bruyne, que emendou o chute de primeira, mas goleiro americano fez a defesa de forma segura.

O segundo tempo começou da mesma forma do primeiro tempo: A Bélgica tentava abrir o placar e os Estados Unidos se seguravam na boa atuação do goleiro Howard, que era um verdadeiro paredão embaixo das traves. Aos 2 minutos, De Bruyne cruzou da direita, Mertens testou para o gol, e o goleiro americano jogou para escanteio. O mapa da minha belga era as jogadas de De Bruyne pela esquerda em tabelas com Hazard, foi assim que os europeus quase abriram o placar. Aos 9, o meia do Chelsea cruzou rasteiro para a boca do gol, De Bruyne não alcançou e Origi, cara a cara com o gol aberto, furou na hora de chutar.

Com 14, quase a Bélica quase abriu o placar em grande estilo. Após intensa troca de passes pela esquerda, Origi fez ótima jogada, cruzou, e Mertens tentou de letra e foi travado no momento do chute. Os Estados Unidos tentavam amenizar a pressão belga no início, mas a marcação dos Diabos Vermelhos funcionou bem. Com isso, os americanos se viam acuados em seu campo defensivo. Aos 21, Yedlin partiu pela direita, cruzou na área, mas goleirão ficou com a bola. Em seguida, A Bélgica pressiona e girou a bola ao redor da área americana. Witsel recebeu pelo lado direito, clareou e chutou rasteiro, mas a bola passa perto da trave direita de Howard.

O fim do jogo ia se aproximando, e o goleirão Howard ganhava status de herói americano, pois se não fosse ele, os americanos seriam goleados pela Bélgica. Aos 26, mais uma intervenção do paredão. Mirallas fez ótima jogada, a bola sobrou para Origi, que chutou na saída de Howard, mas o goleiro americano fez mais uma ótima defesa. Com 34, após cruzamento da direita, Fellaini ajeitou para Hazard, que chutou de primeira, e goleiro americano realizou mais uma defesa milagrosa.

Nos minutos finais da partida, uma verdadeira “Blitz” belga foi imposta diante da seleção dos Estados Unidos. Aos 42, De Bruyne arrancou pela esquerda, rolou para Hazard, que chutou de perna esquerda, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Dois minutos depois, De Bruyne cruzou da esquerda, Kompany finalizou sem jeito, e o goleiro manda para escanteio. No final da partida, os Estados Unidos quase deram um duro castigo aos belgas por conta da falta de capricho nas finalizações. Após cruzamento na área, Jones desviou com a cabeça e Wondolowski, no pé da trave, perde au melhor chance do jogo no tempo regulamentar.

Logo no começo da prorrogação, o paredão americano chamado Howard finalmente foi perfudado! Aos 2 minutos do primeiro tempo, Lukaku dividiu com Besler, ganhou na força, partiu em velocidade pela direita, entrou na área, cruzou para De Bruyne, que se livrou da marcação até ter espaço para chutar no canto direito de Howard. Na comemoração do gol os jogadores belgas se mostravam aliviados em finalmente ter aberto o placar. no contra-ataque a Bélgica praticamente decidiu a partida. Aos 14 minutos, Hazard acionou mais uma vez De Bruyne, que esperou e tocou para Lukaku, que chutou cruzado de perna esquerda, no fundo do gol.

No segundo tempo, os Estados Unidos se inspiraram nos super-heróis das histórias em quadrinhos para tirar forças de um time praticamente batido pelo cansaço físico. Aos 2 minutos, Bradley fez um ótimo passe pelo alto, e Green, em seu primeiro toque na bola, mandou no canto esquerdo de Courtois. Com isso os americanos tentaram a todo custo o gol de empate. Com 3 minutos, Yedlin partiu pela direita, cruzou na área, Wondolowski desvia com a cabeça, e Jones finalizou para fora!

 

FICHA TÉCNICA

Bélgica 2×1 Estados Unidos

Estádio: Fonte Nova (Salvador) 
Árbitro: Djamel Haimoudi(Argélia) 
Gols:  De Bruyne (2′ 1T da prorrogação), Lukaku (15′ 1T da prorrogação) (Bélgica), Green (2′ 1T da prorrogação) (Estados Unidos) 
Cartão Amarelo: Cameron (17’1T) (Estados unidos), Kompany (41’1T) (Bélgica) 
Cartão Vermelho: – 
Público: 
 51.227 presentes

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Kompany, Van Buyten e Vertonghen; Witsel, Fellaini e De Bruyne; Mertens(Mirallas 15’2T), Hazard e Origi (Lukaku início da prorrogação).

Técnico: Marc Wilmots

Estados Unidos: Howard, Johnson (Yeolin 31′ 1T), Gonzalez, Besler, Beasley, Cameron, Jones, Bradley, Zusi, Bedoya, Dempsey.

Técnico: Juergen Klinsmann

Bélgica bate a Coreia em jogo sonolento e enfrenta os EUA nas oitavas de final

Gol de Vertonghen garante 100% de aproveitamento para os belgas no Grupo H e próximo duelo será na terça, na Bahia

O DIA

São Paulo – Jogo feio e objetivo. A Bélgica venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 e garantiu os 100% de aproveitamento no Grupo H. A vitória sacramentou a primeira colocação dos europeus e cravou também o duelo com os Estados Unidos nas oitavas de final do Mundial. Agora, o compromisso será às 13h da próxima terça-feira, na Arena Fonte Nova. Enquanto isso, os orientais já podem fazer as malas e dar adeus a mais uma Copa do Mundo.

FOTOGALERIA: As melhores imagens da partida entre Coreia do Sul e Bélgica

O duelo não conteve grandes emoções. Mesmo com a expulsão de Defour no fim da primeira etapa, os belgas mantiveram a tática dos chutes de longa distância para surpreender os sul-coreanos. O fato deu certo, mas somente na reta final da partida. Origi, que entrou no segundo tempo, teve uma das melhores atuações do jogo, mesmo de maneira discreta. Diante dos 61.397 presentes, um jogo de dar sono para encerrar a fase de grupos do Mundial no Brasil.

Vertonghen marca e festeja vitória da Bélgica sobre a Coreia do Sul

Foto:  Reuters

A partida começou bastante truncada e sem grandes chances de gol. As equipes tentavam o ataque, mas esbarravam no baixo nível técnico antes de conseguir chegar perto do gol. Sem bons momentos, o jogo ganhava ares de sonolência e desanimava até mesmo os torcedores presentes na Arena Corinthians, que se divertiam fazendo a tradicional festa à brasileira: com “ola” e muita música.

O primeiro momento que fez a torcida levantar não durou muito. Mirallas recebeu lançamento e arrancou livre para encarar o goleiro Seung Gyu. O atacante balançou a rede, mas o auxiliar já havia assinalado o impedimento. Foi a partir de então que os belgas resolveram acordar para o jogo. A equipe europeia passou a trabalhar mais a bola e chegar à área adversária com mais tranquilidade. Mertens teve a grande chance mas, livre, acabou mandando a bola por cima do gol sul-coreano.

A primeira boa chance da Coreia foi apenas aos 30 minutos. Courtois evitou o gol sul-coreano após um bom chute de fora da área e, no lance seguinte, foi a vez da bola ser tirada praticamente em cima da linha para manter tudo igual na Arena Corinthians. O fim do primeiro tempo passou a ser marcado por um grande número de faltas cometidas pelos orientais buscando bloquear os ataques belgas. Na chance de maior perigo, Seung Gyo foi tranquilo para evitar o gol após cobrança direta da Bélgica.

O lance que chamou mais atenção no primeiro tempo, no entanto, ficou por conta de Defour. O volante chegou mais forte numa dividida aos 44 minutos e acabou acertando um pisão na perna do adversário. Sem pensar duas vezes, o árbitro Benjamin Williams expulsou o atleta de maneira direta.

Duelo sonolento e feio marcou a despedida de Bélgica e Coreia da fase de grupos do Mundial

Foto:  Reuters

O segundo tempo não começou diferente. A partida continuou sem grandes chances e com um ritmo lento. A Coreia, que apostou na entrada de mais um atacante no intervalo, tentava chegar com mais eficicência ao ataque, mas seguia encontrando problemas. A Bélgica tentava responder nos contra-ataques, mas a primeira boa chance na segunda etapa voltou a ser de fora da área. Já os coreanos assustaram com uma boa cruzada, que acabou acertando o travessão do gol de Courtois.

A partida, em si, não emplacava. Os técnicos buscavam alternativas e mexiam no time através das substituições, mas nada parecia dar resultado dentro de campo. A Bélgica diminuiu ainda mais o ritmo da partida e só voltou a acelerar ao ataque quando Chadli e Origi entraram. As grandes chances, no entanto, continuavam sendo os chutes de fora da área. De outro lado, a Coreia buscava mais o ataque, mas encontrava dificuldades para furar a retranca belga. Já classificados, os europeus seguravam o jogo e evitavam o desgaste em São Paulo.

O lance determinante foi da mesma forma como a Bélgica já vinha tentando. Um chute forte de fora da área fez o goleiro Seung Gyu se esticar para evitar o gol. A bola, no entanto, foi rebatida para o meio da área e Vertonghen, livre, mandou para o fundo da rede. O Gol serviu para acelerar um pouco o ritmo da partida, mas nada que mudasse o enredo do duelo.

Nos últimos minutos, as faltas voltaram a marcar presença, mas a tentativa da Coreia em buscar o empate chamou atenção na Arena Corinthians, mas sem sucesso… Apita Benjamin Williams, a Coreia dá adeus ao Mundial e os belgas vão se preparar para mais um desafio no Mundial.

FICHA TÉCNICA

Coreia do Sul 0x1 Bélgica

Estádio: Arena Corinthians (São Paulo) 
Árbitro: Benjamin Williams (Austrália) 
Público: 61.397 presentes 
Gols: Vertonghen (32′ do 2ºT) 
Cartão amarelo: Jeong Ho (Coreia do Sul), Dembélé (Bélgica) 
Cartão vermelho: Defour (Bélgica)

Coreia do Sul: Seung Gyu, Lee Young, HongJeong Ho, Kim Young Gwon, Yuan Suk Young; Han Kook Young (Keun Ho), Lee Chung Yong, Ki Sung Yueng, Koo Ja Cheol; Heung Min (Dong Won), Shin Wook (Bo Kyung). Técnico: Hong Myung Bo.

Bélgica: Courtois, Vanden Borre, Lombaerts, Van Buyten, Vertonghenm; Defour, Dembélé, Fellaini, Mertens (Origi), Januzaj (Chadli); Mirallas (Hazard). Técnico: Marc Wilmots.

França ordena extradição de suspeito de ataque a museu judaico belga

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche.

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche|REUTERS/Benoit Tessier
RFI

A justiça francesa ordenou, nesta quinta-feira (26), a extradição para a Bélgica do suspeito de ser o autor do atentado que matou quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas, no dia 24 de maio. O franco-argelino Mehdi Nemmouche, de 29 anos, preferia ter sido julgado na França.

A defesa alegava que o suspeito temia ser enviado da Bélgica para Israel, país de duas das vítimas. Mas o Tribunal de Versalhes, que julgou o caso, decidiu acatar o pedido de mandado de prisão europeu por assassinato no contexto de uma ação terrorista.

O suposto atirador disse que vai recorrer da decisão. Ele tem três dias para entrar com o recurso. “É direito dele e ele pretende exercê-lo”, declarou o advogado, Apolin Pepiezep. Após a deposição do recurso, justiça pode levar 40 dias para se pronunciar.

A justiça concedeu a extradição por considerar o procedimento das autoridades belgas “regular”. A Bélgica emitiu um mandado de prisão europeu contra Nemmouche por “assassinatos em um contexto terrorista”.

Reação silenciosa

O acusado, de 29 anos, chegou à audiência sorridente e relaxado, levado por agentes penitenciários de elite. Ele acenou para familiares que estavam na sala. Diante da do anúncio da decisão, o suspeito ficou em silêncio.

Nemmouche, que já tinha cumprido pena de prisão por outros crimes, ingressou no islamismo radical durante a detenção. Ele é suspeito de ter aberto fogo contra o museu judaico e depois ter fugido a pé do local. Além dos dois israelenses, uma aposentada francesa e um funcionário belga do estabelecimento foram mortos no ataque. O acusado foi preso ao chegar em Marselha, de ônibus. Ele levava uma sacola na qual estava a arma do crime. 
 

 
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França ordena extradição de suspeito de ataque a museu judaico belga

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche.

Chegada ao Tribunal do suposto autor do atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, Mehdi Nemmouche.

REUTERS/Benoit Tessier
RFI

A justiça francesa ordenou, nesta quinta-feira (26), a extradição para a Bélgica do suspeito de ser o autor do atentado que matou quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas, no dia 24 de maio. O franco-argelino Mehdi Nemmouche, de 29 anos, preferia ter sido julgado na França.

 

A defesa alegava que o suspeito temia ser enviado da Bélgica para Israel, país de duas das vítimas. Mas o Tribunal de Versalhes, que julgou o caso, decidiu acatar o pedido de mandado de prisão europeu por assassinato no contexto de uma ação terrorista.

O suposto atirador disse que vai recorrer da decisão. Ele tem três dias para entrar com o recurso. “É direito dele e ele pretende exercê-lo”, declarou o advogado, Apolin Pepiezep. Após a deposição do recurso, justiça pode levar 40 dias para se pronunciar.

A justiça concedeu a extradição por considerar o procedimento das autoridades belgas “regular”. A Bélgica emitiu um mandado de prisão europeu contra Nemmouche por “assassinatos em um contexto terrorista”.

Reação silenciosa

O acusado, de 29 anos, chegou à audiência sorridente e relaxado, levado por agentes penitenciários de elite. Ele acenou para familiares que estavam na sala. Diante da do anúncio da decisão, o suspeito ficou em silêncio.

Nemmouche, que já tinha cumprido pena de prisão por outros crimes, ingressou no islamismo radical durante a detenção. Ele é suspeito de ter aberto fogo contra o museu judaico e depois ter fugido a pé do local. Além dos dois israelenses, uma aposentada francesa e um funcionário belga do estabelecimento foram mortos no ataque. O acusado foi preso ao chegar em Marselha, de ônibus. Ele levava uma sacola na qual estava a arma do crime. 

Em um jogo fraco, Origi marca no fim e classifica a Bélgica para as oitavas

Atacante saiu do banco e marcou aos 42 minutos do 2º tempo

O DIA

Rio – Na briga pela liderança do Grupo H, Bélgica e Rússia abriram a rodada de jogos deste domingo, no Maracanã. A partida teve poucos lance de perigo e muito vigor físico na marcação. A torcida brasileira até ensaiou gritos de ‘Segunda Divisão’ e ‘Time Sem-Vergonha’, o duelo se juntou a Nigéria e Irã como um dos piores do Mundial. Mesmo assim, Origi conseguiu marcar o gol da vitória belga, no fim da partida. Um fato curioso é que quando parte da torcida gritava ‘Mengo’ os belgas chegaram ao resultado positivo.

Fora do estádio um forte esquema de segurança foi montado para evitar uma nova invasão de torcedores. Na quarta-feira, 88 chilenos foram detidos no Maracanã, depois de tentarem invadir o estádio por dentro do Centro de Imprensa.

A vitória colocou os belgas nas oitavas de final da Copa do Mundo. Mesmo com mais posse de bola no primeiro tempo, a principal chance de gol foi dos russos, em uma cabeçada de Kokorin. Na segunda etapa, as equipes voltaram desanimadas e pouco inspiradas. E Origi foi o responsável por salvar o confronto do 0 a 0, marcando o único gol do jogo.

Na última rodada do Grupo H, a Rússia enfrenta a seleção da Argélia, na Arena da Baixada, em Curitiba. Os belgas enfrentam a Coreia do Sul, na Arena Corinthians. Ambas partidas acontecem no dia 26, às 17h.

Geração da Bélgica consegue a segunda vitória na Copa do Mundo, mas ainda não convenceu

Foto:  Márcio Mercante

O JOGO

Com as duas equipes se estudando, o jogo começou morno e com faltas. A posse de bola do time belga era bem superior. Nos primeiros 10 minutos de partida, os Diabos tinham 86% de controle do jogo. Fellaini e De Bruyne alternavam as subidas ao ataque para apoiar Hazard e Lukaku.

Mas o primeiro chute perigoso foi russo. Fayzulin tentou da entrada da área, mas o goleiro Courtois fez boa defesa afastando a bola para o lado.

A Bélgica respondeu minutos depois com Mertens. O meia fez boa jogada individual e bateu de direita, mas a bola passou perto da trave indo para fora. Isolado no ataque, Lukaku tinha trabalho para passar pela defesa russa.

Aos poucos os russos foram crescendo na partida, mas sem dar muito trabalho ao goleiro Courtois. Aos 30 minutos, Vertonghen entrou no lugar do lateral Vermaelen. O belga já tinha sentido o joelho durante o aquecimento.

Mertens era o jogador mais perigoso da Bélgica. Pelo lado russo Kokorin teve a principal chance de gol do primeiro tempo. O atacante recebeu um cruzamento pela esquerda e cabeceou sozinho dentro da área. A bola passou rente a trave do goleiro Courtois, que só ficou olhando.

Na segunda etapa, as equipes voltaram mais focadas em defender. Tentando renovar o pique no ataque belga, o treinador Wilmots tirou Lukaku para a entrada de Origi, a decisão não agradou o titular que saiu de campo sem falar com o comandante da Bélgica. A Rússia estava pouco inspirada nos passes, errando boa parte deles.

Irritados, os brasileiros presentes nas arquibancadas do Maracanã gritavam ‘Ão ão ão, segunda divisão’ e ‘vergonha, times sem-vergonha’ por conta do baixo nível técnico que as equipes demostravam, maltratando o gramado do Estádio Mário Filho.

Quando o jogo parecia caminhar para mais um 0 a 0, em um contra-ataque, Hazard fez jogada individual pela esquerda e invadiu a área. O meia tocou para Origi que pegou de primeira, estufando a rede do Maracanã e marcando o único gol do jogo em uma das piores partidas desta edição da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

Bélgica 1 x 0 Rússia

Estádio: Maracanã (Rio de Janeiro) 
Árbitro: Felix Brych (Alemanha) 
Público: 73.815 
Gol: Origi (Bélgica, 42′ do 2ºT). 
Cartão Amarelo: Glushakov (Rússia, 36′ do 1ºT), Witsel (Bélgica, 08′ do 2ºT), Alderweireld (Bélgica, 28′ do 2ºT). 
Cartão Vermelho: nenhum.

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Van Buyten, Kompany e Vermaelen (Vertonghen, 30′ do 1ºT); Witsel e Fellaini; Mertens (Mirallas, 30′ do 2ºT), De Bruyne e Hazard; Lukaku (Origi, 12′ do 2ºT). Treinador Marc Wilmots.

Rússia: Akinfeev, Kozlov (Eshchenko, aos 16′ do 2ºT), Berezutsiy, Ignashevich e Kombarov; Glushakov e Fayzulin; Samedov (Kerzhakov, aos 44′ do 2ºT), Kanunnikov e Shatov; Kokorin. Treinador Fábio Capello.

Torcedor morre ao comemorar vitória da Bélgica em Bruxelas

Lancepress

Tragédia na Copa do Mundo. Mas não no Brasil, sede do torneio, e sim na Bélgica. Um torcedor morreu na última terça-feira enquanto comemorava a vitória de seu país no primeiro jogo do Grupo H. Os Red Devils superaram a Argélia de virada por 2 a 1, no Mineirão.

De acordo com informações do jornal “La Dernière Heure”, o fã assistia ao jogo em frente à Bolsa de Valores de Bruxelas (local tradicional de comemorações da cidade) quando resolveu escalar uma das estátuas do prédio que abriga a Bolsa. Ele acabou caindo de cabeça no chão. O torcedor ainda foi levado ao Hospital São Pedro, mas não resistiu aos ferimentos.

A identidade do torcedor não foi divulgada, mas sabe-se que ele é marroquino, nasceu em 1973 (portanto tinha entre 40 e 41 anos) e era residente de Anderlecht, o que explica sua torcida pela Bélgica.

Devendo à torcida, Bélgica precisa do banco para vencer a Argélia

Da Redação

Quem esperava um bom futebol da seleção da Bélgica vai ter que esperar a segunda rodada. O time apontado como possível sensação da Copa ficou devendo e muito. A vitória por 2 a 1 sobre a Argélia custou muito suor dos europeus em Belo Horizonte (MG). Jogando muito abaixo das expectativas, hazard e companhia viram os africanos abrirem o placar ainda no primeiro tempo. No segundo, Fellaini e Mertens saíram do banco de reservas para virar a partida.

O jogo começou muito equilibrado, e a primeira jogada de perigo foi somente aos 20 minutos, com Witsel, de longe. Mas o goleiro M’Bohli fez a defesa. A Bélgica tinha dificuldades, e quando Vertonghen precisou para o ataque africano com falta, Feghouli não perdoou. De pênalti, abriu o placar, aos 24 minutos.

A Bélgica sofreu bastante para virar o marcador e derrotat a Argélia, nesta terçaO time da

A Bélgica sofreu bastante para virar o marcador e derrotat a Argélia, nesta terçaO time da

Aos 33 minutos, o volante Witsel tentou sua segunda finalização de fora da área, mas goleiro defendeu novamente. Satisfeita com o resultado até então, a Argélia se defendia com todos os jogadores na intermediária defensiva. Antes do fim da primeira etapa, os belgas ainda tentaram novamente de fora da área. Sem sucesso. A primeira infiltração de Hazard chegaria somente aos 43 minutos, quando lançou Chadli. Mas a bola foi nas mãos do goleiro.

DO BANCO PARA A VITÓRIA

Logo no início a postura belga foi outra. Aos 4 minutos, Mertens cobou escanteio, o goleiro raspou na bola e Witsel não conseguiu dar direção ao cabeceio. Mas a forte marcação africana continuava. Porém, quando teve chance, quase marcou após cobrança de escanteio. O goleiro Rais M’Bohli ia se transformando no grande nome do jogo depois da terceira grande defesa, mas Fellaini,que entrara pouco antes, aproveitou cruzamento de De Bruyne para empatar, de cabeça.
A virada do time belga só saiu quando, pela primeira vez, os argelinos ficaram expostos. Em contra-ataque aos 35 minutos, Hazard achou Mertens, que chutou forte, sem chances para o goleiro. Cansada, Argélia não teve forças para reagir.

FICHA TÉCNICA:
BÉLGICA 2 X 1 ARGÉLIA
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data-Hora: 17/6/2014 – 13h
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Auxiliares: Marvin Torrentera (MEX) e Marcos Quintero (MEX)
Cartões amarelos: Vertonghen
Gols: Feghouli (aos 24’/1ºT) Fellaini (aos 25’/2ºT) e Mertens (aos 35’/2ºT).

BÉLGICA: Courtois, Anderweireld, Van Buyten e Vertonghen; Witsel e de Bruyne; Chadli (Mertens, intervalo), Dembelé (Fellaini (19’/2ºT) e Hazard; Lukaku (Origi, 13’/2ºT) – Técnico: Marc Wilmots.
ARGÉLIA: M’Bohli, Mostefa, Bougherra, Halliche e Ghoulam; Taider, Mendjani (39’/2ºT) e Bentaleb; Feghouli, Soudani (Slimani, 20’/2ºT) e Mahrez (Lacen, 26’/2ºT) – Técnico: Vahid Halihodzic.

França mantém na prisão suspeito da matança no Museu Judaico de Bruxelas

Retrato falado de Mehdi Nemmouche, suspeito de atentado ao Museu Judaico de Bruxelas em 24 de maio de 2014.

Retrato falado de Mehdi Nemmouche, suspeito de atentado ao Museu Judaico de Bruxelas em 24 de maio de 2014|Reprodução Youtube|BFMTV

A detenção para interrogatório do francês Mehdi Nemmouche, principal suspeito de ter matado quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas no mês passado, foi prolongada além dos quatro dias, prazo determinado pela lei da França. A medida, raríssima, foi tomada pela justiça no quadro da investigação antiterrorista.

Na França, a prolongação por mais 24 horas de uma detenção para interrogatório pode ser tomada em apenas dois casos: risco iminente de atentado ou razões ligadas às necessidades de uma cooperação internacional. Este é o caso do suspeito, que deveria ser conduzido diante de um juiz para ser notificado do mandado de prisão europeu em seu nome.

Silencioso desde que foi detido na sexta-feira passada (30 de maio), Mehdi Nemmouche recusou-se a sair de sua cela para ouvir fo mandado do qual é objeto e fazer uma nova deposição. Segundo fontes judiciais, a notificação está prevista para a quarta-feira (4).

Extradição e investigações

A próxima etapa para Mehdi Nemmouche deve ser a detenção durante o período em que aguardará a sua extradição para a Bélgica. O prazo vai depender do suspeito, que deve dar o seu acordo para ser extraditado.

Enquanto isso, as investigações continuam na França e na Bélgica. Em Paris, diante do silêncio do acusado, os investigadores tentam descobrir a razão pela qual ele veio para Marselha. Ele já cumpriu pena de prisão na região, mas as perguntas sem resposta são muitas: “Ele veio ao encontro de alguém?”; “Ele pretendia fugir de navio para a Argélia?”; “Por quê o risco de viajar com as armas?”; “Ele teria a intenção de fazer um novo ataque na França”?

Bélgica

Será em Bruxelas que as investigações devem realmente se completar. A perícia deve confirmar as suspeitas de que as armas apreendidas em Marselha foram as mesmas usadas em Bruxelas para matar as quatro pessoas. 

A polícia belga também vai aprofundar as investigações sobre as relações de Nemmouche na Bélgica, onde os candidatos ao jihad na Síria crescem a cada dia.

Um novo Merah

A questão é saber se Nemmouche é um novo Mohamed Merah. Segundo uma fonte policial, no período em que esteve preso o suspeito demonstrava “um certo fascínio pelos atos de Mohamed Merah”, que assassinou três militares e quatro judeus, dos quais três crianças, em Toulouse e Montbauban, em março de 2012.

Ambos têm o mesmo perfil de delinquente em ruptura social, com a diferença de que Nemmouche nunca se interessou muito pela religião enquanto Merah vivia numa família salafista. Foi na prisão que Nemmouche se radicalizou, inclusive lançando apelos aos gritos aos outros detentos para as orações a Maomé.

Europeus e Jihad

Os estudos dos serviços secretos internacionais indicam que entre 2 mil e 3 mil europeus foram para a Síria, partindo da França, Inglaterra, Dinamarca, Noruega e Bélgica. Eles são treinados por jihadistas, radicais islâmicos que pregam a “Guerra Santa”, para realizar atentados na Europa.

Preso em Marselha o francês suspeito da matança no Museu Judaico de Bruxelas

O procurador-geral da República, François Molins, em coletiva de imprensa no tribunal neste domingo, 1° de junho de 2014.

O procurador-geral da República, François Molins, em coletiva de imprensa no tribunal neste domingo, 1° de junho de 2014.

Reuters/Benoît Tessier

As autoridades francesas divulgaram neste domingo (1°) que um homem foi detido na tarde de sexta-feira ((30) em Marselha, no sul do país, suspeito de ter atirado contra quatro pessoas, no dia 24 de maio, no Museu Judaico da capital belga. Um casal israelense, uma francesa e um belga morreram. O francês teria passado uma temporada com um grupo jihadista na Síria, em 2013.

 

 

Ele se chama Mehdi Nemmouche, nasceu em Roubaix, no norte da França, tem 29 anos e foi preso sete vezes por assaltos entre prisão por assalto entre 2005 e 2012.

Nemmouche foi detido por acaso, em um controle de rotina na estação Saint-Charles, em Marselha. Ele estava em um ônibus vindo de Amsterdam e Bruxelas. Na bagagem, trazia uma metralhadora Kalachnikov, um revólver e uma câmara, objetos que foram imediatamente relacionados aos crimes no Museu Judaico de Bruxelas.

Desde a sua detenção para interrogatório, em Marselha, Nemmouche não disse uma só palavra, porém, a perícia científica das armas, do computador e das imagens da câmera portátil que estavam em seu poder, parecem confirmar o seu envolvimento no ataque de 24 de maio, em Bruxelas. Os resultados oficiais serão divulgados somente no começo da semana, mas o procurador-geral da República, François Molins, confirmou a descoberta de um curto vídeo de 40 segundos na máquina fotográfica Nikon que mostrava as duas armas e as roupas usadas pelo atirador, assim como a câmara GoPro.

“O autor dos tiros não aparece na imagem, mas sua voz parece ser a de Mehdi Nemmouche. Esta voz comenta as imagens, explicando que o vídeo foi feito porque a filmagem da fusilada do Museu Judaico de Bruxelas pela câmara não havia funcionado”, comunicou o procurador.

Radicalismo religioso

Informações sobre o percurso do suspeito também foram divulgadas: “Durante sua última pena, ele chamou a atenção por seu proselitismo extremista, frequentando um grupo de detentos que são islamitas radicais e convocando os outros presos para uma prece coletiva”, disse François Molins.

Em 31 de dezembro de 2012, três semanas depois de ser libertado, Nemmouche foi para a Síria começando a viagem por Bruxelas, passou por Londres, Beirute e Istambul, até chegar ao destino final. Ele se juntou aos combatentes do grupo jihadista “Estado Islâmico do Iraque e Levante”.

De volta à Europa, ele foi visto pela última vez em Frankfurt, na Alemanha, em março de 2014, data em que teve o passaporte controlado na alfândega alemã.

Etapas jurídicas

A partir de agora, as investigações devem continuam em estreita cooperação entre as autoridades judiciárais francesas e belgas. Além das perícias técnicas em matéria genética, capilar, balística e informática, os investigadores vão tentar estabelecer o percurso do suspeito e identificar suas relações mais próximas.

Os dois juízes de instrução de Bruxelas emitiram no sábado um mandato de prisão europeu, que será notificado a Mehdi Nemmouche no final de sua detenção para interrogatório. O mandato será analisado e a justiça decidirá se o suspeito será entregue às autoridades da Bélgica.

Família em estado de choque

A família de Nemmouche declarou estar “muito chocada”, depois de ter ouvido pela televisão a notícia de sua prisão por suspeita de assassinato. “Estamos chocados, não poderíamos imaginar isso”, disse à imprensa uma tia do homem, definido por ela como alguém de “educado, inteligente e que cursou até o primeiro ano da faculdade”. Ela também lembrou que ele sempre foi muito discreto e fechado.

Os parentes de Mehdi Nemmouche não tinham contato com ele desde meados do ano 2000, quando ele foi preso no sul da França por assalto. No fim de 2012 ele apareceu para dar notícias, mas depois não falou mais com os parentes.

Quanto ao extremismo religioso que pode tê-lo motivado a atacar os judeus, um parente disse que ele nunca frequentou a mesquita nem falava de religião. “Certamente ele se converteu ao radicalismo na cadeia para cometer um ato assim terrível”, constatou.

Reações políticas

A prisão de Mehdi Nemmouche traz novamente à tona a questão dos jovens franceses que viajam para a Síria e são treinados por extremistas religiosos para praticar o Jihad Islâmico, usualmente definido como Guerra Santa, mas que, na verdade, significa em árabe “fazer o máximo esforço”.

O presidente da França, François Hollande, declarou que seu governo está determinado a fazer tudo para impedir os jovens radicais de realizar ataques. “Vamos monitorar esses jihadistas e certificar-se de que, quando eles voltarem de uma luta que não é a deles, e definitivamente não é a nossa, eles não façam mal algum”, disse o presidente.

Os serviços secretos franceses estimam que entre 700 e 800 jovens franceses, estiveram ou ainda estão na Síria em contato com jihadistas radicais. Cerca de 200 belgas também teriam tomado o mesmo caminho.

Os fatos

No dia 24 de maio último, um homem armado, de óculos escuros e boné, invadiu o Museu Judaico de Bruxelas, matando um casal de turistas israelenses, uma voluntária francesa e o recepcionista belga do local.

O Congresso Judaico Europeu apontou um novo exemplo de ódio e antissemitismo, lembrando que a matança ocorreu dois anos depois do famoso caso Merah, o jovem franco-argelino que assassinou quatro judeus, dos quais três crianças, e três militares, em Toulouse, no sudoeste da França, em 2012.

Juncker admite necessidade de coligação com socialistas

Jean-Claude Juncker (foto AP)
Por Redação de A Bola|Portugal
 
O candidato do Partido Popular Europeu à presidência da Comissão Europeia reivindica o direito a ser nomeado para o cargo, na sequência dos resultados das eleições europeias, mas admitiu a necessidade de uma coligação com os socialistas, liderados por Martin Schulz.

Segundo dados ainda provisórios, o PPE, que integra PSD e CDS-PP, chega aos 214 eurodeputados, enquanto o S&D, que inclui o PS, atinge os 189 assentos, o que à partida significa que terá que haver um entendimento.

«Não vale a pena fazer grandes conjeturas. A única opção possível é uma grande coligação entre os dois grandes partidos», declarou Jean-Claude Juncker, numa conferência de imprensa em Bruxelas.

Outros cargos irão ficar vagos em breve, como os de presidente do Conselho Europeu (atualmente ocupado por Herman Van Rompuy), de Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros (ainda Catherine Ashton), e presidente do Parlamento Europeu, ainda Martin Schulz, que foi o candidato dos socialistas à presidência da Comissão.

Premier belga apresenta renúncia

26. Maio 2014|  AFP internacional

O primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, apresentou nesta segunda-feira ao rei Philippe, como estava previsto, a renúncia de seu governo, um dia depois das eleições legislativas na Bélgica, nas quais os nacionalistas flamengos venceram na região de Flandres.

“O rei aceitou a renúncia e solicitou que se ocupe dos assuntos correntes até a formação de um novo governo”, afirma um comunicado do Palácio Real.

Como estipula o costume político no país, o rei realizará “consultas” com os líderes dos principais partidos políticos para buscar uma maioria capaz de governar o país.

Após as legislativas de 2010 foram necessários 541 dias para formar um governo, um recorde na história do país.

Em dezembro de 2011 o socialista Di Rupo conseguiu formar um governo com uma grande coalizão de seis partidos (três flamengos e três francófonos) de direita, esquerda e de centro.

Segundo analistas, após as consultas o rei Philippe deve pedir a Bart De Wever, presidente da Nova Aliança Flamenga (N-VA), o partido nacionalista flamengo, a buscar aliados, inclusive da região francófona do sul do país, para forma um governo federal.

A N-VA venceu na região de Flandres com 32% dos votos. A região tem peso demográfico de 60%.

A Bélgica, pequeno país do oeste da Europa e membro fundador da União Europeia (UE), está composta por três comunidades: flamengo, de língua neerlandesa, a valão (francesa) e a comunidade de língua alemã do leste do país.

Além do Estado federal, a monarquia constitucional tem três regiões com os próprios governos e parlamentos. Os temas de interesse nacional cabem ao governo federal, enquanto as regiões são competentes nas áreas de economia, transportes ou meio ambiente.

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