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Torcedor morre ao comemorar vitória da Bélgica em Bruxelas

Lancepress

Tragédia na Copa do Mundo. Mas não no Brasil, sede do torneio, e sim na Bélgica. Um torcedor morreu na última terça-feira enquanto comemorava a vitória de seu país no primeiro jogo do Grupo H. Os Red Devils superaram a Argélia de virada por 2 a 1, no Mineirão.

De acordo com informações do jornal “La Dernière Heure”, o fã assistia ao jogo em frente à Bolsa de Valores de Bruxelas (local tradicional de comemorações da cidade) quando resolveu escalar uma das estátuas do prédio que abriga a Bolsa. Ele acabou caindo de cabeça no chão. O torcedor ainda foi levado ao Hospital São Pedro, mas não resistiu aos ferimentos.

A identidade do torcedor não foi divulgada, mas sabe-se que ele é marroquino, nasceu em 1973 (portanto tinha entre 40 e 41 anos) e era residente de Anderlecht, o que explica sua torcida pela Bélgica.

Justiça belga pede ajuda da população para encontrar autor do ataque a museu judaico

Homenagem às vítimas do ataque ao Museu Judaico de Bruxelas

Homenagem às vítimas do ataque ao Museu Judaico de Bruxelas

REUTERS|RFI|Eric Vidal

A Justiça belga fez um apelo neste domingo (25) para que testemunhas ajudem a encontrar o autor do ataque contra o Museu Judaico de Bruxelas, ocorrido ontem, que deixou três mortos. O presidente francês François Hollande prometeu que fará tudo para lutar contra “o antissemitismo e o racismo.”

O ataque acontece dois anos depois do atentado perpretado pelo militante extremista Mohamed Merah em um escola judaica em Toulouse, lembrou o Congresso Judaico Europeu. De acordo com a Promotoria belga, a ação foi premeditada em detalhes, provavelmente por um homem sozinho. A Justiça pediu a ajuda da população para encontrar o autor do crime.

Os habitantes da capital belga depositaram flores e velas hoje, em frente ao museu, em homenagem às vítimas. As autoridades belgas decidiram elevar o nível do alerta de segurança na cidade e reforçar o controle em locais frequentados pela comunidade judaica.

Nesta tarde, a polícia deverá divulgar as imagens captadas pelas câmeras de segurança do museu. O ataque por enquanto não foi reivindicado. O suspeito que havia sido preso neste sábado, no final do dia, foi libertado. A porta-voz da Promotoria belga indicou que entre os mortos estão dois israelenses e uma francesa, que trabalhava como voluntária no museu. A quarta vítima, internada em estado grave, trabalhava na recepção do estabelecimento.

Os dois israelenses mortos eram um casal de turistas de Tel Aviv, segundo o governo do país. Ontem, o premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o ataque é resultado da ‘incitação ao ódio’ permanente contra os judeus e Israel. Para o presidente François Hollande, “não há dúvidas” sobre o caráter antissemita da ação.

O chefe de estado francês se declarou solidário ao premiê belga Elio di Rupo e fez um apelo para que “tudo seja feito” para lutar contra o antissemitismo e o racismo. “É uma causa da França e de toda a Europa”, declarou em Tulle, cidade onde esteve hoje para votar nas eleições europeias.

O Conselho Representativo das Instituições Judaicas na França (Crif) convocou uma manifestação no fim do dia em frente à embaixada da Bélgica em Paris para condenar o ataquee pedir “uma resposta europeia ao terrorismo antissemita.”

Na França, dois homens são agredidos na saída de uma sinagoga

Em Créteil, na região parisiense, dois homens foram atacados na saída de uma sinagoga neste sábado. O ataque aconteceu por volta das 23h. Dois irmãos em trajes tradicionais foram agredidos por dois homens e levados ao hospital, mas não correm risco de vida. Ainda não há evidências sobre uma possível conexão com o ataque ocorrido em Bruxelas.

Em um comunicado, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, também pediu que a segurança nos locais de culto fosse reforçada.

Quem cantar mulheres na rua será multado, em Bruxelas

DIÁRIO DA MANHÃ|LUDMILLA MOREIRA

Foto:Reprodução

Foto:Reprodução

O senado da Bélgica aprovou a lei que estabelece multa a quem fizer ‘cantadas’ à mulheres em via pública no país. A Bélgica é o primeiro país da europeu a considerar a ‘cantada’ como assédio e a pena pode chegar a um ano de prisão. 

A estudante Sophie Peeters gravou um documentário chamado ‘Femme de la Rue’, em que ela usou uma câmera caseira para filmar o assédio que recebia dos homens. Com esse documentário, a intenção de criminalizar a “cantada” ganhou força. 

Qualquer intimidação sexual nas ruas será considerada como ofensa criminal, segundo a ministra federal de Igualdade de Oportunidades, Joelle Milquet. Insinuações e assédios nas redes sociais também serão motivo de condenação na lei, que entrará em vigor em junho. 

Boa parte da população belga não concordou com a lei, pois não sabem como serão aplicadas as multas.

EUA e União Europeia anunciam novas sanções contra Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que as novas sanções contra a Rússia são devido aos "atos de provocação" na Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que as novas sanções contra a Rússia são devido aos “atos de provocação” na Ucrânia.

REUTERS/Francis R Malasig/Pool
RFI

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (28) novas sanções contra sete autoridades russas, todas próximas ao presidente russo Vladimir Putin, e 17 empresas russas. As medidas foram criadas em represália ao que o presidente norte-americano Barack Obama classificou de “atos de provocação” na Ucrânia. A União Europeia declarou que vai adicionar 15 nomes à lista.

 

A decisão foi anunciada após a reunião entre representantes americanos e 28 embaixadores de países membros da UE em Bruxelas. A informação foi divulgada em um comunicado em Manila, nas Filipinas, onde Obama realiza uma visita de Estado.

“Os Estados Unidos decidiram por novas ações hoje em resposta à continuação da intervenção ilegal da Rússia na Ucrânia e a seus atos de provocação que prejudicam a democracia” no país e “ameaçam a paz, a segurança, a estabilidade, a soberania e a integridade nacional” da Ucrânia, diz o documento assinado pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Washington também pretende revisar as condições de exportação à Rússia de alguns equipamentos de alta tecnologia que podem ter utilização militar.

No sábado (26), os Estados Unidos já haviam adiantado a imposição das medidas em razão, após a prisão de oito integrantes da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) em Slaviansk, leste a Ucrânia. Apenas um observador, de nacionalidade sueca, foi libertado, na noite de segunda-feira, devido a seu estado de saúde frágil, já que ele é diabético.

Uma primeira série de sanções contra Moscou e integrantes do movimento separatista na Ucrânia já havia sido aplicada pelos Estados Unidos e a União Europeia em março, em resposta à anexação da Crimeia. A decisão, no entanto, não trouxe nenhum resultado concreto sobre a crise no leste europeu.

Repugnada

Moscou se disse “repugnada” com o anúncio das sanções contra próximos de Putin e empresas russas. “O comunicado da Casa Branca nos inspira asco”, declarou o ministro adjunto das Relações Exteriores, Serguei Riabkov. Para ele, a iniciativa americana demonstra “uma ausência total de compreensão de Washington sobre o que acontece na Ucrânia”.

Riabkov também declarou que a a Rússia pretende dar uma resposta aos Estados Unidos. “Temos certeza que esta resposta terá um efeito doloroso para Washington”, ameaçou dizendo que Moscou tem uma vasta gama de opções para retaliar.

Represálias econômicas

A UE deve pretende adicionar mais 15 nomes à lista anunciada pelos Estados Unidos. A porta-voz da Comissão Europeia, Pia Ahrendkilde Hansen, disse que as medidas são relativas a uma situação na qual não há “recuo” por parte do movimento separatista pró-russo no leste na Ucrânia, apoiado por Moscou. “Nós consideramos as sanções da ‘fase 2’ como o nível mais apropriado para este momento, e que podem evoluir para a fase 3”, declarou referindo-se a possíveis represálias de ordem econômica.

Muitos países europeus temem, no entanto, que a imposição de sanções de ordem econômica possam provocar medidas de retaliação por parte de Moscou, especialmente sobre a importação de gás russo, do qual muitos dependem.

O chefe da diplomacia de Luxemburgo, Jean Asselborn, fez um apelo para que Moscou tome alguma iniciativa prática para amenizar as tensões no leste ucraniano. “Entendo que os russos não controlam todos os agitadores na Ucrânia. Mas eles podem começar a mudar a situação se retirarem suas tropas nas regiões fronteiriças”, estimou.

Insurgentes tomam mais uma prefeitura

Na manhã desta segunda-feira, cerca de 20 insurgentes fortemente armados tomaram a prefeitura de Kostiantynivka, cidade de 80 mil habitantes no leste da Ucrânia, a 20 quilômetros de Donetsk, capital da região. No local, eles hastearam uma bandeira com a inscrição “República de Donetsk” e construíram barricadas.

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