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Amazonas e Região Metropolitana de Manaus vão ganhar Plano de Resíduos Sólidos

Objetivo é a implantação de aterros sanitários em substituição aos lixões no interior do Amazonas

Ponte sobre o rio Negro. Foto: Chico Batata

MANAUS –  A gestão de resíduos sólidos nos municípios do interior do Amazonas será realizada por calhas de rios. A medida vai nortear o processo de elaboração do Plano de Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Estado e da Região Metropolitana de Manaus.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Kamila Amaral, a gestão por calha de rios é o caminho mais adequado para promover avanços nos sistemas decoleta e despejo adequado de lixo no interior, onde distâncias geográficas são um entrave. O sistema de zoneamento de resíduos é inspirado nos modelos de zoneamentos ecológicos e econômicos, que viabilizam o desenvolvimento sustentável por microrregiões.

Kamila explica que o plano estadual visa enxergar essas realidades e trazer ações que atendam cada microrregião, fazendo um verdadeiro zoneamento de resíduos sólidos. “Pela imensidão geográfica, a opção mais inteligente e estratégica é trabalhar com as calhas de rios. Já temos zoneamentos ecológicos e econômicos trabalhados na calha do Purus, Madeira e, na política de resíduos sólidos, a estratégia será a mesma”, frisou a secretária.

Aterros sanitários

O grande desafio dos planos de gestão é promover avanços na implantação de aterros sanitários em substituição aos lixões. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), nenhum município do interior tem aterro sanitário. Em Manaus, o aterro encontra-se em processo de análise documental para a concessão de licenciamento. “Implantar os aterros sanitários é o desafio do momento e que a gente tem de encaminhar. As responsabilidades estão no âmbito municipal, mas deverão estar em um programa em sintonia com o Governo do Estado”, frisou o presidente do órgão, Antônio Stroski.

O investimento na elaboração dos planos é de R$ 4 milhões, em parceria com o Governo Federal. A previsão de entrega da nova política é de um ano. Nesse período, além do levantamento de informações, audiências e consultas públicas ocorrerão nos municípios para identificar problemas crônicos e buscar as alternativas.

Para a coleta de lixo nos municípios, o Governo do Estado avança em melhorias. Oito municípios foram beneficiados, este ano, com caminhões para recolhimento de lixo. Em junho, outros 30 vão receber novos veículos, como parte da programação do Dia Mundial de Meio Ambiente.