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China lida ‘calmamente’ com economia e Europa ensaia recuperação

2/5/2014 
Correio do Brasil, com agências internacionais – de Bruxelas e Pequim

As indústrias na zona do euro tiveram em janeiro o melhor mês em quase um ano sustentadas pela produção na Alemanha

China não vai ceder e afrouxar a política para sustentar sua economia ou acalmar o mercado monetário volátil, mesmo que tenha entrado em uma fase “dolorosa” de reestruturação, escreveu o primeiro-ministro Li Keqiang em declarações publicadas na quinta-feira. Em um artigo publicado no influente jornal do Partido Comunista Qiushi (Buscando a Verdade), Li repetiu que seu governo está confortável com a desaceleração da economia desde que o crescimento permaneça dentro de uma “faixa razoável”. A expansão da China, segunda maior economia do mundo, desacelerou nos três primeiros meses do ano em meio aos esforços de reforma do governo e demanda fraca por exportações.

Isso levou alguns especialistas a especularem que a China pode afrouxar a política monetária de maneira mais vigorosa –como reduzindo o volume de dinheiro que os bancos mantém no banco central– para sustentar a economia. Mas Li afirmou que a China precisa de firmeza ao lidar com sua economia.

“Vamos nos ater a nossas convicções, e não dançar de acordo com as frequentes flutuações nos mercados, não mudar a política por causa de vozes divergentes, e vamos persistir em não expandir o déficit orçamentário. Mesmo que haja flutuações de curto prazo no mercado monetário, vamos enfrentá-las calmamente”, escreveu ele.

Entre as reformas deste ano, Li afirmou que serão priorizadas a permissão para que investidores privados abram instituições financeiras, a liberalização do mercado de taxas de juros e a determinação de um sistema para assegurar depósitos.

Alemanha lidera

Na Europa, a recuperação do setor industrial da zona do euro acelerou no início do segundo trimestre mas as fábricas reduziram os preços dos produtos pelo segundo mês seguido, mostrou nesta sexta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). O crescimento foi mais uma vez liderado pela Alemanha, maior economia da Europa, e embora empresas que anteriormente tinham dificuldades na Espanha e na Itália tenham reportado expansão, a indústria na França permaneceu fraca.

O índice PMI final de indústria do Markit para a zona do euro subiu para 53,4 no mês passado ante 53,0 em março. O resultado foi ligeiramente melhor do que a preliminar de 53,3 e marcou o 10º mês que o índice está acima da marca de 50, que separa crescimento de contração. O índice de produção, que faz parte do PMI Composto a ser divulgado na terça-feira, saltou para 56,5 ante 55,6, em linha com a preliminar.

– O PMI da zona do euro desenha um cenário promissor para a indústria da região no início do segundo trimestre. A recuperação está se tornando mais generalizada e portanto esperançosamente mais sustentável, à medida que a demanda crescente de cada membro começa a alimentar o crescimento em outros países – disse Chris Williamson, economista-chefe do Markit.

Mas um fator de preocupação para o Banco Central Europeu (BCE), que se reúne na próxima semana para determinar a política monetária, é que as indústria cortaram preços pelo segundo mês seguido. O índice de preços de produção caiu para 49,2 ante 49,3 após dados preliminares na quarta-feira mostrarem que a inflação na zona do euro acelerou para apenas 0,7% no mês passado ante 0,5% no mês anterior, ainda bem abaixo do teto da meta do BCE de 2%.