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Seleção volta a ser comandada pelo técnico mais impopular do Brasil, diz L’Équipe

O técnico Dunga assume a Seleção Brasileira pela segunda vez.

O técnico Dunga assume a Seleção Brasileira pela segunda vez.

REUTERS/Ricardo Moraes
RFI

A volta de Dunga à seleção brasileira é analisada pelo L’Équipe desta quarta-feira (23). O retorno do técnico, quatro anos depois de ter deixado a equipe, foi oficializado pela Confederação Brasileira de Futebol na terça-feira (22). O jornal esportivo francês escreve que a nomeação do ex-zagueiro, campeão do mundo em 1994, era esperada, mas que a decisão da CBF é contestada.

 

L’Équipe informa que Dunga é um dos técnicos mais impopulares do pais. A estratégia de jogo amarrada do ex-zagueiro não agradou os comentaristas e torcedores quando ele comandou pela primeira vez a seleção de 2007 a 2010. Inicialmente, Dunga conseguiu bons resultados e no final deixou um balanço de 42 vitórias,12 empates e 6 derrotas. O Brasil não engoliu a eliminação pela Holanda nas quartas de final no Mundial na África do Sul, por 2 a 1, e Dunga foi demitido. Apesar desse fiasco, quatro anos depois, ele faz sua “grande volta” à equipe, avalia o jornal.

L’Équipe lembra que o técnico teve um segundo fracasso. Depois da Copa do Mundo de 2010, comandou o Internacional de Porto Alegre e foi demitido antes do final de seu contrato, em outubro de 2013, após quatro derrotas consecutivas.

Herança pesada

Dunga volta à seleção com uma herança pesada deixada por Felipão: o traumatismo nacional após a humilhação contra a Alemanha, 7 a 1, no Mineirão, na semifinal da Copa. “Ele terá que mostrar excelentes resultados para mudar a péssima opinião que os torcedores têm dele”, afirma a matéria. Seu primeiro desafio será a Copa América de 2015 no Chile.

L’Équipe ressalta ainda que chamar de volta ex-técnicos é uma rotina na CBF. Dunga é o quarto técnico que vai comandar a seleção pela segunda vez em 20 anos. O primeiro foi Mario Zagallo em 1994, seguido por Carlos Alberto Parreira em 2003 e Luiz Felipe Scolari em 2013, lista o jornal. O diário esportivo só esqueceu de dizer que, ao contrário de Dunga, os três citados conquistaram títulos mundiais como técnicos do Brasil antes de voltar a comandar a seleção canarinho.

Bom Senso levará Ruy Cabeção até Dilma atrás de “xeque-mate”

ImagemEm meio a eleições presidenciais na CBF, Dilma Rousseff pediu ao ministro Aldo Rebelo, e ele telefonou para Alex. Líder destacado do Bom Senso FC, principalmente com a saída de Paulo André para a China, o meia do Coritiba soube da intenção da presidente se encontrar com os jogadores e demais membros do movimento para reunião que deve ocorrer em uma segunda-feira de maio. 

O espaço na agenda de Dilma em momento conturbado em Brasília resume a representatividade que o Bom Senso conseguiu para participar das discussões para melhoras na modalidade. Por isso, no Campeonato Brasileiro da Série A que se inicia neste fim de semana, as manifestações dentro de campo devem inicialmente ser mais contidas. Mas, fora dele, a rotina do movimento tem sido agitada. 

Nos últimos 40 dias, além de articulação junto ao Ministério do Esporte, o Bom Senso FC conseguiu ajustes no escopo do Proforte. Além disso, fez reuniões com a Comissão de Clubes da CBF, presidida por Vílson Ribeiro (Coritiba), e em especial com a alta cúpula da Rede Globo.

Da emissora tem os direitos de transmissão dos principais campeonatos no Brasil, os líderes do movimento ouviram da possibilidade para que os Estaduais sejam reduzidos para 15 datas – hoje vários têm 19. Embora represente evolução animadora para os propósitos do Bom Senso, ainda fica distante de oito datas consideradas ideais. Principalmente para que o futebol nacional pare nas datas Fifa. A Globo segue contrária a isso.

Buscar um calendário menos extenuante para os jogadores da elite nacional e mais abrangente para a classe como um todo. Essa deve ser a prioridade no encontro com a presidente. Por conta disso, o Bom Senso levará a Brasília dois personagens importantes desta semana: Ruy Cabeção, ex-botafoguense e hoje no Mixto-MT, e Maranhão, do São Raimundo-RR. 

Este último teve sua situação retratada por reportagem da Folha de S. Paulo a respeito do Campeonato de Roraima. Maranhão é lateral do time campeão estadual e trabalha 9 horas por dia no forno de uma olaria para se manter. Ruy, por sua vez, desabafou na eliminação pela Copa do Brasil. 

“O calendário é uma covardia. Eles (dirigentes da CBF) não sabem que 500 mil atletas vão trabalhar de quê? Vão viver de quê? Estão todos desempregados, mas o juiz não. Na CBF não vai faltar pão no café da manhã. Não conseguem um calendário digno num país como esse. Agora o time do Mixto está desempregado”, lamentou na Rádio ESPN. 

Junto ao deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), o movimento também conseguiu as garantias para o que vem sendo batizado de Fair Play seja integrado ao Proforte, o Programa de Fortalecimento do Esporte. Como contrapartida ao parcelamento das dívidas com a União, os clubes não poderão aumentar seu endividamento e os gestores serão responsabilizados em caso de não cumprimento. Na prática, isso ameniza os riscos de atrasos no pagamento aos atletas. 

Enquanto se estrutura com sede própria e profissionais contratados, o Bom Senso também se articula para suprir a saída de Paulo André para a China. De lá, o ex-zagueiro corintiano se mantém nas discussões, mas hoje há nomes como o colorado Dida, o palmeirense Fernando Prass e o ponte-pretano Roberto à frente do grupo. 

Possibilidade muito comentada ao fim de 2013 e principalmente durante o Campeonato Paulista, a greve dos jogadores perdeu força. As manifestações dentro de campo, como atletas sentados, foram coibidas por recomendação da CBF para que a arbitragem do Brasileiro marque os casos em súmulas.

No fim das contas, como resumiu um dos líderes do Bom Senso ao Terra, é um grande jogo de xadrez. O movimento já avançou algumas casas e, caso a presidente Dilma Rousseff se engaje às causas, a chance de um xeque-mate cresceria consideravelmente.

Fonte: Terra