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Chuva ainda deixa quase 8,3 mil pessoas fora de casa no RS

Pelo menos 70 municípios foram afetados pelas cheias dos rios

Barrra do Guarita é um dos municípios atingidos<br /><b>Crédito: </b> Sasha Rochele / Defesa Civil RS / Divulgação / CP
Barrra do Guarita é um dos municípios atingidos 
Crédito: Sasha Rochele / Defesa Civil RS / Divulgação / CP

A chuva vai dar uma trégua a partir desta terça-feira no Rio Grande do Sul, mas o número de desabrigados em razão das enchentes já chegou a 8.299, conforme boletim da Defesa Civil do Estado divulgado às 7h. Há 3.061 pessoas desabrigadas – que estão em abrigos municipais – e 5.238 desalojadas – que estão em casas de parentes ou amigos. 

Pelo menos 70 municípios foram atingidos pelas cheias dos rios. A situação é mais grave em Iraí, no Norte gaúcho, que tem 634 desabrigados devido ao transbordamento do rio do Mél. Também há 608 desabrigados e 784 desalojados em Porto Xavier, nas Missões, que é banhado pelo rio Uruguai. Em São Borja, na Fronteira Oeste, a cheia do rio Uruguai também deixou 300 desabrigados e 1,1 mil desalojados. 

Previsão do tempo

Após um forte período de chuvas, o sol volta a aparecer nesta terça-feira em todo o Rio Grande do Sul, segundo a MetSul Meteorologia. Na faixa Leste, incluindo Porto Alegre, as primeiras horas do dia ainda têm mais nuvens e não se afasta garoa ou chuva esparsa, mas ao longo do dia o tempo firma e fica aberto entre a tarde e a noite. 

O amanhecer é bastante frio em cidades do Oeste e do Norte, onde o ar estará mais seco. A tarde é amena, mas a temperatura despenca no fim da tarde e começo da noite. O vento sopra fraco. 

Veja a relação das cidades atingidas:

Alecrim
Alpestre
Ametista do Sul
Aratiba
Áurea
Barão do Cotegipe
Barra do Guarita
Barra do Rio Azul
Caiçara
Campo Novo
Carlos Gomes
Centenário
Cerro Grande
Chiapeta
Crissiumal
Cristal do Sul
Cruzaltense
Derrubadas
Doutor Mauricio Cardoso
Erechim
Erval Grande
Erval Seco
Esperança do Sul
Floriano Peixoto
Frederico Westphlen
Garruchos
Getulio Vargas
Iraí
Itaqui
Itatiba do Sul
Jaboticaba 
Jacutinga
Marcelino Ramos
Maximiliano de Almeida
Nonoai
Nova Candelária
Novo Machado
Novo Tiradentes
Paim Filho
Palmitinho
Pinhal
Pinheirinho do Vale
Pontão
Ponte Preta
Porto Lucena
Porto Mauá
Porto Vera Cruz
Porto Xavier
Restinga Seca
Rio dos Índios
Roque Gonzales
Santa Cruz
São Borja
São João da Urtiga
São José do Ouro
Seberi
Sede Nova
Soliedade
Sinimbu
Vera Cruz
Tenente Portela
Tiradentes do Sul
Três de Maio
Unistalda
Uruguaiana
Vale do Sol
Venâncio Aires 
Viadutos
Vicente Dutra
Vista Gaúcha

Fonte: Correio do Povo

Chuva faz Rio Taquari subir 3,09 metros

Para sair do leito, água deve subir 7m acima do seu nível normal, que é de 13m no Porto em Estrela

Rio Taquari está com 3,09 m acima do seu nível normal e preocupa Defesa Civil porque permanece chovendo<br /><b>Crédito: </b> Deolí Gräff / Especial / CP
Rio Taquari está com 3,09 m acima do seu nível normal e preocupa Defesa Civil porque permanece chovendo 
Crédito: Deolí Gräff / Especial / CP

As constantes chuvas dos últimos dias fizeram o nível das águas do Rio Taquari subir 3,09m, confirma medição realizada neste sábado às 9h, no Porto Fluvial em Estrela. Para o coordenador Regional da Defesa Civil, o tenente-coronel Vinícius Galvani Renner, não existe nenhum sinal de alerta, pois só haverá cheia, se a previsão de chuva em grande volume, para este fim de semana, se concretizar. 

Renner diz que o solo está encharcado devido aos vários dias consecutivos de chuva. “A água que cairá a partir deste sábado é a que oferece perigo e nos preocupa, por isso o fim de semana será de acompanhamento constante do nível das águas do rio.” Para o Rio Taquari sair do leito deve subir 7m acima do seu nível normal, que é de 13m no Porto em Estrela. 

A previsão é de chuva até a tarde deste domingo. O Centro de Informações Hidrometeorológicas (CIH) da Univates registrou, até às 9h deste sábado, no acumulado do mês de junho, um total de 229, 3 mm de chuva. Choveu bem mais do que a média normal para o mês de junho, que é de 150 mm.

Fonte:  Correio do Povo|Deolí Gräff 

Defesa Civil reconhece calamidade pública em municípios do Paraná

25/06/2014 

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, reconheceu estado de calamidade pública nos municípios de Bituruna e União da Vitória, no Paraná, devido à forte chuva em junho. Esse reconhecimento agiliza o repasse de recursos federais e o atendimento às vítimas da enchente. A portaria foi publicada na edição de hoje (25) do Diário Oficial da União.

A Defesa Civil Estadual registra mais de 822 mil pessoas afetadas pelos temporais. Onze morreram e 228 ficaram feridas. Mais de 26 mil pessoas permanecem desalojadas e quase 2 mil estão em abrigos.

O estado tem 156 municípios atingidos pela chuva, dos quais 149 estão em situação de emergência. Mais de 15 mil residências foram danificadas. 

No município mais atingido, União da Vitória, mais de 52 mil pessoas foram afetadas pelo transbordamento do Rio Iguaçu. Continuam desalojadas 11.250 pessoas e 90 estão em abrigos. Uma pessoa morreu e 65 ficaram feridas.

De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), nesta quarta-feira o tempo segue instável no Sul do país. As chuvas atingem mais as áreas de divisa do Paraná com Santa Catarina e a fronteira com a Argentina.

Santa Catarina decreta situação de emergência em 41 municípios

Agência Brasil

N/A

Estado tem duas mortes registradas até agora

O governo de Santa Catarina reconheceu 41 municípios em situação de emergência por causa dos temporais que atingiram o estado. As cidades de Guaramirim e Rio Negrinho decretaram estado de calamidade pública. Segundo a Defesa Civil estadual, 42 cidades foram atingidas e 406 mil pessoas foram afetadas com as chuvas. São mais de 7,5 mil desabrigados e mais de 52,8 mil desalojados.

A Defesa Civil registrou 28 feridos e duas mortes – em Guaramirim e Mafra. O governo estadual informa que enviou para as prefeituras quase 48 mil itens de assistência humanitária: colchões, kits de acomodações, água mineral, produtos de limpeza e higiene e cestas básicas.

Na segunda-feira, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, liberou R$ 417.860 para assistência às vítimas. O dinheiro será disponibilizado por meio do cartão de pagamento da Defesa Civil, instrumento usado pelo governo federal que transfere recursos para regiões em situação de emergência.

De acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina, a previsão de hoje (17) é tempo nublado com chuva isolada, especialmente entre a tarde e noite, devido à proximidade de uma frente fria no litoral do estado. Especialmente nas áreas mais próximas do Paraná, a chuva pode ser moderada em alguns momentos com trovoadas.

Em meio à Copa, Natal declara estado de calamidade pública

Após 72 horas de chuva ininterruptas e os dois deslizamentos de terra que deixaram mais de 50 famílias desabrigadas, a população de Natal começa contabilizar os prejuízos e se mobilizam para dar suporte os desalojados. Pelo menos 20 casas desabaram e uma rua desapareceu no ponto mais crítico. A prefeitura decretou calamidade pública na cidade.

Entre a manhã da última sexta-feira e o final da manhã do domingo, o índice de chuva registrado ultrapassou os 330 milímetros, mais do que a média para todo mês de junho. A expectativa agora é o envio de engenheiros da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que virão colaborar com os técnicos locais na solução do problema causado pelo temporal no bairro de Mãe Luiza, local de origem da areia que soterrou cinco veículos no sábado, e também na comunidade do Jacó, onde casas desabaram.

O decreto foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira e permite as forças que compõem a Defesa Civil “penetrar nas casas para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação”. Além disso, foram autorizados os “processos de desapropriação, por utilidade pública, de propriedades particulares comprovadamente localizadas em áreas de risco intensificado de desastre”.

Um grupo técnico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) esteve na área analisando a situação. Após a avaliação ficou determinado que a retirada do material que caiu sobre a avenida Silvio Pedroza também foi suspensa por sugestão dos técnicos, que consideraram temerário mexer naquele material que está servindo de contenção da encosta até que o terreno se estabilize. A área do acidente foi isolada e o trânsito segue interditado na via. O trecho é de alto fluxo turístico e dá acesso alguns dos principais hotéis da cidade, inclusive os que hospedam as seleções que jogam a Copa do Mundo.

“Vamos buscar uma solução definitiva para as questões do saneamento básico e da drenagem da região. O decreto de situação de calamidade vai agilizar todo esse processo”, definiu o prefeito Carlos Eduardo.

A cidade irá sediar a partida entre Estados Unidos e Gana nesta segunda-feira, na Arena das Dunas, às 19h. No primeiro jogo disputado em Natal, Camarões e México se enfrentaram sob forte chuva.

Entre as medidas adotadas pela prefeitura estão: apoiar socialmente a população local atingida, aguardar a evolução de processo de erosão que está se estabilizando naturalmente e restabelecer os serviços de água e energia nos locais onde eles foram afetados.

Fonte: Gazeta Esportiva

SC tem pelo menos 400 mil pessoas afetadas pelas chuvas

Estadão Conteúdo

N/A

Estado volta à condição de alerta por causa das chuvas

Com pelo menos 400 mil pessoas prejudicadas por enchentes e deslizamentos de terra no último fim de semana, Santa Catarina volta ao estado de alerta sobre possibilidade de chuvas nos próximos dias. A região do Planalto Norte ainda não se recuperou dos estragos: os municípios de Mafra e Canoinhas ainda estão alagados. Segundo dados atualizados da Defesa Civil Estadual, 42 cidades foram afetadas, 30 decretaram situação de emergência, duas estão em estado de calamidade pública, 50 mil pessoas foram desalojadas, 6 mil desabrigadas, 28 ficaram feridas e duas morreram.

A previsão para este fim de semana, dias 14 e 15, é da chegada de uma nova frente fria vinda do Rio Grande do Sul. De acordo com o gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico Rudorff, a chuva poderá cair com maior intensidade na área entre os dois Estados. “Ao se aproximar de Santa Catarina, a frente fria perde força, o que não vai evitar chuva em várias regiões, mas com volume menor que lá”, disse.

As previsões do Centro de Informações de Recurso Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina apontam para maior volume no Planalto e Litoral Sul e Oeste e Meio-Oeste. “Em 24 horas espera-se que o acúmulo supere 100 mm, o equivalente ao esperado por 15 dias”, afirmou o meteorologista Marcelo Martins. Para o Planalto e Litoral Norte, regiões que ainda se recuperam das chuvas do último fim de semana, o volume deve ser menor, entre 20 e 30 mm. “Há risco de cheias nos rios e novos deslizamentos em todas as regiões”, disse Martins.

Ainda atuando no socorro às vítimas do Planalto Norte, a Defesa Civil mantém o alerta para a possibilidade de cheias no Vale do Itajaí e na bacia do Rio Canoas. O gerente Rudorff chama atenção da população para a importância de acompanhar as informações nos diversos canais da Defesa Civil: “estamos atualizando constantemente para ter informações precisas”.
 

Vento forte deixa 35 mil sem energia em Florianópolis

Fortes ventos que atingem a região metropolitana de Florianópolis deixam cerca de 35 mil unidades consumidoras às escuras no início da noite deste sábado. De acordo com as informações das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), o problema afetou 25 mil clientes em bairros como Canasvieiras, Rio Tavares, Saco dos Limões, Lagoa da Conceição e centro da cidade. Os municípios de São José e Governador Celso Ramos também registraram problemas de abastecimento devido à queda de árvores em fios elétricos.

Uma das regiões com maior número de usuários sem energia é na Lagoa da Conceição, local atingido por fortes rajadas de vento no final da tarde deste sábado. Não há previsão para que a Celesc consiga restabelecer o serviço na região. Além de problemas com a falta de luz, foram registradas ocorrências de quedas de árvores e de uma oficina destelhada pelo vento durante a tarde na região norte de Florianópolis.

As chuvas intensas ainda deixam cerca de 20 mil usuários sem energia na cidade de Camboriú, no litoral norte do Estado.

Jaraguá do Sul registra 205 milímetros de chuva em três dias

A Defesa Civil permanece em alerta devido à ocorrência de chuvas intensas, acompanhadas de rajadas fortes de vento nas próximas horas. A situação que mais preocupa as autoridades é a de Jaraguá do Sul, no norte do Estado, que registrou 205 milímetros de precipitação em menos de três dias.

Deslizamentos e alagamentos ocorreram em pelo menos seis bairros: Via Nova, Estrada Nova, Vila Lenzi, Ilha da Figueira, Garibaldi e Três Rios. Rios que cortam a região já começam a transbordar, e a situação deve se agravar na madrugada.

Fonte: Terra

São Paulo registra trânsito recorde pela manhã

06/06/2014 

São Paulo, 06 – A manhã desta sexta-feira, 06, segundo dia da greve de metroviários, foi a mais lenta da história de São Paulo, com 251 quilômetros de congestionamento nas vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) às 10h30. A média para o horário varia entre 70 e 104 quilômetros. Os recordes anteriores ocorreram em 2012: 249 quilômetros às 10h do dia 23 de maio; e 245 quilômetros às 10h de 12 de novembro.

Segundo a CET, todos os procedimentos de contenção do trânsito estão sendo adotados, mas a situação é crítica. Segundo a companhia, os principais causadores da lentidão foram a greve dos metroviários, que paralisaram parcialmente as estações do Metrô pelo segundo dia, a chuva e o rodízio suspenso, que provoca injeção de mais carros nas ruas.

A Marginal do Pinheiros, a mais congestionada por volta das 10h, registrou mais de dez quilômetros de lentidão na pista expressa, da Ponte Interlagos até a Rua Quintana, sentido Rodovia Castelo Branco. Já a pista local registrou 6,3 quilômetros de retenção, também até a Rua Quintana.

Segundo maior ponto de congestionamento na manhã, a Marginal do Tietê registrou 8,3 quilômetros de lentidão na pista local e outros sete na pista expressa, ambos no sentido Rodovia Castelo Branco.

Também registraram lentidão as Avenidas do Estado (5,2 quilômetros) Aricanduva (5,1 km), Professor Abraão de Morais (5,1 km) e Radial Leste (4,6 km). A cidade ainda esteve com 35 semáforos apagados ou em amarelo intermitente no horário.

Rodovias

O motorista enfrentou 16 quilômetros parados na Rodovia Ayrton Senna, do quilômetro 27 ao 11, por causa do excesso de veículos. A Presidente Dutra registrou lentidões pontuais, entre os quilômetros 211 e 210, em Guarulhos, e entre os quilômetros 227 e 229, em São Paulo. Já a Rodovia Anhanguera, sentido capital, marcou tráfego intenso entre os quilômetros 14 e 11. Por sua vez, na Bandeirantes, o motorista pisou no freio dos quilômetros 16 ao 13 da pista expressa, em São Paulo, por reflexo do congestionamento nas Marginais do Tietê e do Pinheiros.

Chuvas

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), as chuvas começaram a perder força poucos minutos antes das 10h. A aproximação de uma frente fria e a propagação de áreas de instabilidade mudaram o tempo na capital na sexta-feira, por isso o dia começou com nuvens carregadas, mas as precipitações perderam a força, informou a CGE. /Colaborou Felipe Resk

 

Pelo menos 15 mortos no sul da China devido às chuvas

por LusaHoje

Pelo menos 15 pessoas morreram e cinco outras continuam desaparecidas na sequência das fortes chuvas que se registam desde quarta-feira na província de Guangdong, no sul da China, informaram hoje as autoridades locais.

As intempéries atingiram as cidades de Guangzhou, Zhaoqing e Qingyuan, provocando inundações, desmoronamentos de casas e rios de lama, indicaram as autoridades provinciais, citadas pela agência Xinhua.

Desde quarta-feira, as chuvas que se abateram sobre a província de Guangdong afetaram cerca de 800 mil pessoas, levando à retirada, de emergência, de 60 mil, causando o desabamento de cerca de 3.000 casas.

As autoridades provinciais ativaram um sistema de resposta de emergência e enviaram equipas de resgate e materiais para as zonas afetadas.

Piores enchentes em um século matam ao menos 30 pessoas na Bósnia e na Sérvia

Pessoas são evacuadas em Obrenovac, na Sérvia.

Pessoas são evacuadas em Obrenovac, na Sérvia.

REUTERS|Marko Djurica|RFI

Pelo menos 30 pessoas já morreram nas piores enchentes em um século na Bósnia e na vizinha Sérvia. O balanço de mortes é provavelmente superior, já que as autoridades sérvias preferem não anunciar o número de vítimas enquanto as operações de resgate permanecem em curso. As tempestades se iniciaram na quarta-feira (14).

“Mais de 20 corpos foram levados ao necrotério de Doboj” declarou o prefeito da cidade bósnia, Obren Petrovic. O balanço anterior de vítimas na cidade, no norte da Bósnia, era de seis.

Na Sérvia, mais corpos foram localizados, mas as autoridades se recusam a informar quantos. O último registro oficial indica três vítimas das enchentes. “Nós encontramos um certo número de cadáveres em Obrenovac [perto da capital, Belgrado]. As pessoas estão com medo do que vamos encontrar quanto as águas baixarem”, argumentou o primeiro-ministro sérvio, Aleksandar Vucic.

Soldados usaram grandes veículos anfíbios pelas ruas de Obrenovac, onde as águas chegavam a mais de 2 metros de altura. O objetivo era resgatar mais de 700 pessoas ilhadas nos andares de cima da escola primária Jefimija.

Além de Obrenovac, cujos 20.000 habitantes precisarão ser retirados, a situação continua muito difícil na região de Bijeljina, no nordeste da Bósnia, onde as autoridades iniciaram neste sábado a evacuação de quatro povoados.

A Bósnia, assim como a Sérvia, não registrava chuvas tão intensas há 120 anos, que provocaram a inundação de várias cidades e de dezenas de povoados. Dezenas de milhares de pessoas ficaram presas em suas casas, enquanto algumas zonas precisaram ser evacuadas devido a deslizamentos de terra.

Desde quinta-feira, mais de 15.000 pessoas precisaram deixar suas casas em uma dezena de cidades da Sérvia. A intensidade das chuvas diminuiu neste sábado, mas a cheia dos rios continua a ameaçar as populações. Em Belgrado, 13 centros de emergência recebem os desabrigados e 400 pessoas se refugiam em um ginásio de esportes.

Apelo de Djokovic

O campeão de tênis sérvio Novak Djokovic lançou neste sábado um apelo à comunidade internacional para ajudar as vítimas. “É uma catástrofe completa que atinge proporções bíblicas, talvez as maiores enchentes já vistas na Europa”, declarou o número 2 mundial em uma coletiva de imprensa, logo depois de obter a classificação para a final do torneio Masters 1000 em Roma (Itália). 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio