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Acidente em mina da Colômbia deixa quatro mortos e 81 feridos

26/04/2014 

BOGOTA – Um acidente em uma mina de ouro no município de Buriticá, departamento colombiano de Antioquia (noroeste), deixou ao menos quatro mortos e 81 feridos, informaram neste sábado (26/4) as autoridades.

César Hernández, Diretor do Departamento de Prevenção, Atendimento e Recuperação de Desastres (DAPARD), indicou à imprensa local que ocorreu uma explosão dentro da mina que gerou uma grande quantidade de gás tóxico.

Hernández indicou que os organismos de socorro resgataram os corpos dos quatro mineiros que morreram pela inalação desses gases.

Dos feridos, 65 foram atendidos no local, enquanto 16 foram levados a centros médicos das localidades vizinhas de Santa Fé e Giraldo.

O ministro de Minas e Energia, Amilcar Acosta, declarou à imprensa que há várias semanas havia uma ordem de evacuação da mina por falta de condições de segurança e pela instabilidade do terreno.

Já o secretário de Governo de Antioquia, Santiago Londoño, anunciou que a Agência Nacional Mineradora realizará uma investigação para esclarecer as causas do acidente e tomará as medidas necessárias diante da mineração ilegal praticada na região.

Victor salva, mas Atlético-MG perde no fim na Colômbia

O herói do título da Copa Libertadores de 2013 voltou a aparecer, mas em nada adiantou

Victor salva, mas Atlético-MG perde no fim na Colômbia

Ronaldinho é ensanduichado por Mejía e Bernal, do Atlético Nacional

O herói do título da Copa Libertadores de 2013 voltou a aparecer. Graças a Victor, o Atlético voltava da Colômbia com um empate por 0 a 0 com o xará Atlético Nacional, pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores, até aos 46 minutos do segundo tempo. Neste instante, porém, Cárdenas acertou o canto direito do goleiro de longa distância e garantiu a vitória por 1 a 0 aos mandantes.

Victor fez pelo menos cinco grandes defesas para impedir que o time de Medelín balançasse a rede no Estádio Atanasio Girardot até então. O Atlético-MG chegou ao gol adversário em lances pontuais, a partir de momentos de brilhantismo do discreto Ronaldinho Gaúcho, aplaudido a todo momento pelos fãs locais ou com Diego Tardelli. Foram 25 finalizações do Nacional contra duas mineiras.

Na outra quinta-feira, 1° de maio, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, o Atlético se classificará às quartas de final com uma vitória por dois gols de diferença. Vitória por um gol sendo vazado dá a vaga aos colombianos, e 1 a 0 para o time mineiro leva o duelo para os pênaltis.

Quem passar enfrenta na próxima fase o vencedor de The Strongest e Defensor Sporting. Na ida, em casa, na Bolívia, o Strongest venceu por 2 a 0. O duelo de volta, no Uruguai, será disputado na próxima terça.

No domingo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético visita o Grêmio.

O jogo

O primeiro tempo em Medelín foi todo dos colombianos, mas por muito pouco o time brasileiro não saiu para o intervalo em vantagem. O time da casa levou perigo em jogadas pelas pontas e forçou três belas defesas de Victor, duas consecutivas, em cruzamento de Mejía seguido de cabeçada de Cardenas e depois em chute de Bocanegra após saída errada de Emerson Conceição.

Aos 41, Diego Tardelli chutou cruzado da direita, e Leonardo Silva quase alcançou a bola de carrinho do outro lado da área.

A partida recomeçou com os brasileiros ainda mais acuados. Victor voou para afastar chutes de longe de Cárdenas e Díaz, este, no ângulo.

No fim, mais uma vez o Atlético esteve perto de balançar a rede. Marion chutou forte do meio da área, e Armani espalmou.

No fim, Cárdenas tirou o zero do marcador em momento de rara felicidade. 

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO NACIONAL-COL 1 X 0 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Atanásio Girardot, em Medellín (COL)

Data: 23 de abril de 2014, quarta-feira

Horário: 22h (de Brasília)

Árbitro: Martin Vazquez (URU)

Assistentes: Miguel Nievas e Carlos Changala (ambos do Uruguai)

Cartões amarelos: (Atlético Nacional) Murrillo (Atlético-MG) Leonardo Silva

Gol: Atlético Nacional: Cárdenas, aos 46 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO NACIONAL-COL: Armani; Nájera, Murrillo, Henríquez e Bocanegra; Bernal (Arias), Mejía, Cárdenas e Díaz; Duque (Trellez) e Valência

Técnico: Juan Carlos Osório

ATLÉTICO-MG: Victor; Otamendi, Leonardo Silva, Réver e Emerson Conceição; Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho (Guilherme) e Tardelli; Fernandinho (Marion) e Jô

Técnico: Paulo Autuori

Garcia Márquez deixa manuscrito inédito

AGÊNCIA ESTADO

O escritor colombiano Gabriel García Márquez, morto na semana passada aos 87 anos, deixou um manuscrito inédito, afirmou nesta terça-feira o editor Cristóbal Pera. De acordo com Pera, diretor editorial da Penguin Random House México, García Márquez optou em vida por não publicar o livro provisoriamente intitulado “En Agosto Nos Vemos”.

Ainda segundo ele, não se sabe se a família permitirá a publicação póstuma do texto nem qual editora teria o direito de lançá-lo. Um trecho do livro foi publicado pelo jornal catalão La Vanguardia. Trata-se aparentemente do capítulo de abertura. O texto narra a viagem de uma mulher que todos os anos visita o túmulo de sua mãe em uma ilha tropical.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Corpo de Gabriel García Márquez é cremado no México

AGÊNCIA BRASIL

O corpo do escritor colombiano Gabriel García Márquez foi cremado neste sábado (19), segundo informou o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta) do México. De acordo com o comunicado do conselho, a vontade da família de cremá-lo foi cumprida e os restos mortais do autor foram incinerados em uma cerimônia privada. As cinzas do escritor deverão ser jogadas no México, onde morava, e na Colômbia, seu país natal. 

García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, autor de obras como Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera, morreu na última quinta-feira (17), na Cidade do México, onde morava desde a década de 1960. Na última segunda-feira (14), a mulher e os filhos do escritor haviam informado que seu estado se saúde era “muito frágil”, havendo “risco de complicações”. Após ser hospitalizado por uma semana devido a uma infecção pulmonar, o autor havia retornado para casa no início do mês.   

Está prevista para esta segunda-feira (21) uma cerimônia na Cidade do México em homenagem a García Márquez. Os presidentes do México, Enrique Peña Nieto, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, deverão comparecer.

Foto: Reprodução

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Cinzas de Gabo divididas entre Colômbia e México

por LusaHoje

 
Gabo em 1987 nas celebrações dos 20 anos de Cem Anos de Solidão
Gabo em 1987 nas celebrações dos 20 anos de Cem Anos de SolidãoFotografia © REUTERS/Stringer/Files

As cinzas do prémio Nobel Gabriel García Márquez serão divididas entre o México e a Colômbia, afirmou sexta-feira o embaixador colombiano na capital mexicana, José Gabriel Ortiz.

O diplomata falava à porta da casa de Gabriel García Márquez, na Cidade do México, onde o escritor faleceu quinta-feira aos 87 anos.

“No México ficará uma parte e penso que podem levar outra parte para a Colômbia, onde ficarão em repouso parte das cinzas”, disse o embaixador.

O escritor colombiano e Nobel da Literatura García Marquez morreu na quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos.

“As suas obras e o seu contributo para a Cultura e para a Sociedade permanecerão na memória de todos, destacando-se a dos milhões de leitores que ao longo de décadas acompanharam a sua carreira”, sublinhou o governante.

A García Marquez, “grande impulsionador” da literatura latino-americana, “devemos-lhe a inscrição de um universo narrativo e de um estilo novos no imaginário coletivo”, assim como “o alargamento da perceção das sociedades da América do Sul no contexto global”, destacou ainda o secretário de Estado.

“Ao povo da Colômbia e à família enlutada apresentamos as nossas condolências, associando-nos ao sentimento de pesar que hoje une todas as Nações”, concluiu a nota de pesar.

O autor de “Cem anos de solidão” foi distinguido com o Nobel da Literatura, em 1982, e não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa “Yo no vengo a decir un discurso” (“Eu não venho dizer um discurso”).

“Memória das minhas putas tristes”, editado em 2004, foi assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias políticas, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro.

No México corpo de García Márquez será cremado em cerimónia privada

por LusaHoje
 
García Márquez será cremado em cerimónia privada

O corpo do escritor Gabriel García Márquez, que morreu quinta-feira no México, será cremado “em privado” e na tarde de segunda-feira terá lugar uma homenagem no palácio das Belas Artes da capital mexicana.

María Cristina García Cepeda, diretora do Instituto Nacional de Belas Artes revelou a informação ao ler um comunicado em nome da família do escritor colombiano em frente da sua casa no México.

Entretanto, a irmã mais nova de García Márquez, Aída García Márquez, manifestou esperança de que o corpo de “Gabo” seja sepultado na Colômbia, na sua terra natal, local de inspiração para as suas obras, disse.

O escritor colombiano e Nobel da Literatura Gabriel García Marquez morreu na quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos.

O autor de “Cem anos de solidão” foi distinguido com o Nobel da Literatura, em 1982, e não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa “Yo no vengo a decir un discurso” (“Eu não venho dizer um discurso”).

“Memória das minhas putas tristes”, editado em 2004, é assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias políticas, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro.

O romance sucedeu a “Do Amor e outros demónios”, publicado dez anos antes. “Amor nos tempos do cólera”, “Crónica de uma morte anunciada”, “O general no seu labirinto” e “Ninguém escreve ao coronel” são outros títulos emblemáticos do escritor.

Na passada segunda-feira, a mulher e os filhos do escritor colombiano emitiram um comunicado, no qual afirmavam que o estado de saúde do escritor era “muito frágil”, havendo “risco de complicações”.

Gabriel Garcia Márquez regressara a casa no início do mês, depois de uma hospitalização que durou uma semana, por uma infeção pulmonar.

Música popular e edições especiais da imprensa para despedida de Garcia Márquez

AFP – Agence France-Presse

18/04/2014

Colômbia começou a despedir-se nesta sexta-feira de Gabriel García Márquez, em meio ao luto nacional decretado por três dias, com edições especiais dos principais jornais, bandeiras a meio mastro e um concerto espontâneo de cantores populares no local de nascimento do escritor.

“Immortal”, foi a manchete do jornal El Espectador, em cujas páginas García Márquez publicou textos que deram origem ao livro “História de um náufrago” e suas opiniões, expressadas em uma coluna que revelou aspectos da personalidade e opiniões políticas do escritor e jornalista colombiano.

Rompendo com a tradição de descanso para a imprensa na Sexta-feira Santa, os principais jornais do país prepararam edições especiais para celebrar a vida do colombiano que ganhou o Nobel Literatura em 1982.

O jornal El Espectador, onde García Márquez passou a maior parte de sua carreira como jornalista, escreveu “Adeus ao colombiano universal”, para descrever a morte do escritor, que faleceu na quinta-feira em sua residência na Cidade do México aos 87 anos.

Com vários depoimentos de colegas do escritor e fotos do Nobel nas salas de redação, o El Espectador apresentou um García Márquez que desfrutava do ofício e que usou sua experiência e as histórias que relatou como substrato para suas criações literárias.

“Gabo, imortal!” foi a manchete do jornal El Tiempo, que declarou que o adeus a García Márquez e boas-vindas a um mito universal.

Bogotá, que García Márquez descreveu como uma cidade sombria, despertou deserta, enquanto na cidade natal do escritor, Aracataca, uma romaria popular espontânea ocupou as ruas desde as primeiras horas da manhã.

No empoeirado município do departamento de Magdalena, que inspirou o Nobel para a criação do universo literário de Macondo, vários cantores populares entoaram nesta sexta-feira canções alusivas aos textos de “Cem anos de solidão”.

A família ainda não anunciou onde repousarão as cinzas do escritor, se no México, onde residiu nas últimas décadas, ou em seu país natal.

“Antes dele não existíamos nem no mapa da Colômbia”, declarou ao jornal El Tiempo o ex-prefeito de Aracataca Pedro Sánchez Rueda.