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TV da Austrália é condenada por racismo contra tribo indígena da Amazônia

‘Bebês nascidos com defeitos congênitos devem morrer da maneira mais terrível possível’

Portal Amazônia

Reportagem de 14 minutos mostra tribo isolada na Amazônia. Foto: Reprodução/Vimeo

MANAUS – “Assassinos de crianças”, “relíquias da Idade da Pedra” e “os piores violadores dos direitos humanos do mundo”. Assim a TV australiana Channel 7 classificou a tribo indígena Suruwaha, localizada próximo ao rio Purus (no sul do Amazonas), durante uma reportagem veiculada em 2011. A emissora foi processada judicialmente sob acusação de racismo.

A matéria foi alvo de protestos da Survival International, entidade que defende os direitos de indígenas. Em 2012, a emissora de televisão foi condenada pela Autoridade de Comunicações e Mídia da Austrália (Acma) por provocar “uma intensa aversão e um grave desprezo contra uma pessoa ou grupo” e por transmitir material “inexato”.

O Channel 7 apresentou um recurso na Corte Federal da Austrália, que nesta quarta-feira (25) confirmou a decisão da Acma. A reportagem relata que a tribo Suruwaha “acredita que os bebês nascidos com defeitos congênitos ou de mãe solteira são espíritos malignos e devem ser mortos da maneira mais terrível possível”.

Confira a reportagem da TV Channel 7 sobre a tribo Suruwaha

Condenada a 20 anos por criticar Khomeini no Facebook

Diário de Notícias|Luís Manuel CabralHoje

Uma cidadã britânica enfrenta uma pena de 20 anos numa prisão iraniana após ter criticado o antigo Supremo Líder deste país islâmico, o Ayatollah Khomeini, na Internet.

Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, Roya Saberi Negad Nobakht, de Stockport, Manchester, tinha ido ao Irão visitar amigos quando decidiu publicar alguns comentários no Facebook que foram considerados ofensivos pelo regime iraniano.

A mulher, de 47 anos, que tem cidadania britânica e iraniana mas vive em Inglaterra há seis anos, foi presa em Shiraz, em outubro, por alegadamente ter feito comentários ofensivos sobre o antigo Supremo Líder iraniano, Ayatollah Khomeini. Após a sua detenção, Roya Nobakht foi acusada de colocar a segurança do país em risco ao tentar manipular a opinião pública com comentários ofensivos para o regime.

Roya Nobakht tinha viajado para o Irão em outubro, para passar três semanas de férias com amigos, e o seu marido ficou em pânico quando a mulher falhou o voo de regresso a Manchester. Daryoush Taghipoor viajou imediatamente para o Irão e passou mais de oito semanas à procura de Roya em hospitais, morgues e esquadras de polícia até descobrir que ela tinha sido detida.

Alertado para a situação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico confirmou ao jornal que está a tratar do caso. “Estamos cientes que uma cidadã britânica foi detida no Irão e estamos a tentar perceber os contornos do caso em conjunto com as autoridades iranianas”.

Jornalista agressor de Brad Pitt é condenado a três anos de condicional

Vitali Sediuk está preso sob fiança estipulada em 20 mil dólares

Brad Pitt foi agredido durante a estreia do filme Malévola <br /><b>Crédito: </b> Jason Merritt / Getty Images / AFP / CP
Brad Pitt foi agredido durante a estreia do filme Malévola 
Crédito: Jason Merritt / Getty Images / AFP / CP

O homem que agrediu o ator Brad Pitt na estreia do filme “Malévola” em Hollywood na última quarta-feira foi condenado a três anos de liberdade condicional e a 20 dias de trabalho comunitário por um tribunal de Los Angeles. O agressor é o jornalista ucraniano Vitali Sediuk, de 25 anos, que também foi proibido de se aproximar de qualquer estreia cinematográfica ou evento relacionado a personalidades, e da sede da Academia de Cinema. 

Na decisão tomada nesta sexta-feira, a justiça também decretou que Vitali Sediuk, inicie um tratamento psicológico e se mantenha a mais de 460 metros de distância de Pitt e de sua mulher, a atriz Angelina Jolie. De acordo com as autoridades, o jornalista “tocou no ator e quebrou seus óculos”.

Brad Pitt não foi a primeira vítima do jornalista. Ele também já atacou os atores Will Smith e Leonardo DiCaprio, e recentemente se enfiou debaixo do vestido da atriz America Ferrera durante o tapete vermelho de Festival de Cannes.

Sediuk permanece preso com uma fiança estipulada em 20 mil dólares. 

Fonte: Correio do Povo

Ré confessa?

Meriam Ibrahim foi condenada à morte por ser cristã no Sudão, onde impera a lei islâmica

25 de maio de 2014
 
Paulo Nogueira – O Estado de S. Paulo

Meriam Ibrahim, uma sudanesa de 27 anos, foi condenada à forca por um tribunal de Cartum. O crime? Adultério e apostasia, ou seja, renúncia à sua fé. Ela é filha de pai muçulmano e mãe cristã ortodoxa. Quando tinha 5 anos, o pai sumiu e Meriam foi criada como cristã. Adulta, casou com um cristão – daí o adultério. Sim, você leu bem.

A sudanesa é mãe de um menino de 2 anos e está grávida de 8 meses. - Whattalking.com
Whattalking.com
A sudanesa é mãe de um menino de 2 anos e está grávida de 8 meses.
 

 

Mas tem mais. Como a ré está grávida de oito meses, o juiz bancou o Salomão: Meriam dará à luz, e depois será executada. Pouco antes da forca, receberá cem chibatadas.

A sharia, a lei islamita que rege a jurisprudência nas teocracias maometanas, foi introduzida no Sudão em 1983. No ano passado, a Anistia Internacional denunciou que duas sudanesas de 23 anos foram condenadas a morrer lapidadas por adultério. Independentemente da fé dos cidadãos, os atos considerados “indecentes” ou “imorais” podem implicar flagelação ou amputações.

Na semana passada, enquanto universitários se manifestavam em Cartum contra a condenação de Meriam, conservadores celebravam a sentença: “Alá é grande” – e recordavam que a ré foi denunciada pelo próprio irmão. O advogado de Meriam entrou com recurso, confiando nas discrepâncias entre a sharia e a Constituição sudanesa.

No Irã, foi uma página do Facebook que suscitou um piti nos tietes daquilo que alguns chamam de “islamofascismo”. No início do mês, a iraniana Masih Alinejad postou uma foto dela sorrindo sem o hijab, com a hashtag #minhafurtivaliberdade. No Irã, uma mulher em público sem o véu significa cem chibatadas e dois meses de prisão.

Masih não previu a resposta torrencial que a obrigou a criar, dias depois, uma página para aquilo que tinha virado um movimento. Dezenas de milhares de mulheres aderiram – a página atingiu 300 mil integrantes. De Persépolis a Teerã, iranianas desataram a postar fotos sem o lenço, em locais ermos como dunas do deserto. Uma tirou o lenço e sacudiu a juba diante do gabinete do aiatolá Khamenei, o líder espiritual do país.

Jornalista, Masih foi presa no exercício da profissão, agredida fisicamente e alvo de campanhas de difamação. Como disse ao Guardian, “não se trata só da polícia da moralidade. Uma mulher que se rebele mesmo furtivamente se arrisca a perder o emprego e o apreço de parentes e colegas”. Não deu outra: o pai cortou relações ao saber do Facebook. Masih se exilou em Londres – será presa se regressar ao Irã.

A represália do regime pegou pesado. Na semana passada, a página #minhafurtivaliberdade foi hackeada por esbirros do governo. Um certo Hadi Sharifi, que se define como “ativista da mídia”, deu entrevista à agência Tasnin, publicada na página. Cuspiu marimbondos: “Masih é agente da CIA e aquelas que ‘curtiram’ a iniciativa sofrerão as consequências”. E concluiu: “Os homens iranianos têm o direito de estuprar as mulheres sem véu, já que elas circulam praticamente nuas”.

Masih deu o troco e inaugurou uma nova página, com a mensagem: “Vocês podem hackear páginas, mas não nossa liberdade”. Só faltou publicar a mais comum maldição do mundo árabe: “Que as pulgas de mil camelos infestem seus sovacos!”

A crispação continua vulcânica. Na terça, quatro jovens sem véu foram presas em Teerã, por divulgarem um vídeo intitulado Happy. Nele, elas dançam a canção homônima de Pharrell Wiliams, para celebrar o Dia Internacional da Felicidade. O vídeo teve 30 mil visualizações. Hossein Sajedinia, chefe da polícia iraniana, estrilou: “Nossa querida juventude deve evitar pessoas dessa laia, como atores e cantores.” Na quinta, as detidas foram libertadas – cada uma terá de pagar uma multa equivalente a R$ 30 mil.

A proibição da cabeça descoberta das mulheres ecoa tabus não exclusivamente muçulmanos. Também no Ocidente a cabeleira feminina já simbolizou ambivalências equívocas. Por exemplo, com Rapunzel, dos irmãos Grimm. Fechada numa torre para a preservação de sua virgindade, ela dá no pé descendo por suas próprias tranças.

Outro mito sugestivo é o da Medusa, beldade cujo cabelo é composto por serpentes, e que transforma em pedra os homens que a contemplam. Num ensaio póstumo (Medusenhaupt), Freud rumina que a cabeça da Medusa, com seus cabelos venenosos, fornece “o símbolo supremo da castração.” Não admira que, no Irã teocrático, o véu corresponda a uma exclusão do cabelo – e seja das carecas que eles gostem mais.

Como demonstrou o vídeo Happy, as cabeças descobertas das iranianas configuram uma espécie de anti-black block. Enquanto estes ocultam o rosto para promover a depredação, a ira e o anonimato, elas tiram o véu para reverenciar a identidade, a alegria e a liberdade. E, eventualmente, invocar Santo Agostinho: “Deus, dai-me a castidade – mas não já”.

Shopping de SP terá de indenizar músico negro por discriminação

Seguranças do estabelecimento negaram entrada de músico cubano, mesmo estando acompanhado de outros músicos brancos, que tiveram livre acesso

Agência Estado

22/05/2014 

 (Reprodução/Facebook)  

O Shopping Cidade Jardim foi condenado em segunda instância, na Justiça Cível, a pagar indenização de R$ 7 mil por danos morais ao músico cubano Pedro Bandera. A justiça considera que Bandera foi vítima de discriminação ao tentar entrar no shopping para se apresentar em um show. A decisão ressalta que os demais músicos, todos brancos, não tiveram problemas para entrar pela mesma porta em que Bandera foi barrado para questionamentos por parte de seguranças do shopping. A decisão reforça que o arquivamento do inquérito criminal – já que não foi identificado o segurança que barrou a entrada de Pedro – e a falta de uma ofensa racial explícita não eximem o shopping da responsabilidade pelo ocorrido. A discriminação ocorreu em agosto de 2010, quando Pedro ia participar de um show da cantora Marina de La Riva.

Ele só conseguiu acesso ao shopping após intervenção de uma coordenadora da livraria em que ele iria se apresentar. É incontroverso nos autos que houve tratamento diferenciado e desnecessário ao autor, inclusive por suas características, tanto assim que os seguranças indagaram se ele era ‘gringo’. “Ora, estou claro que os funcionários do réu, face às características físicas do autor impediram o autor de ter o mesmo acesso que os demais músicos ‘brancos’ tiveram”, diz a decisão.

O advogado do músico e do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades (Ceert), Daniel Teixeira, lembra que a condenação leva em conta o preconceito racial, que não tinha sido reconhecido na primeira instância e falava em constrangimento indevido. Ele ressalta ainda que há ainda um processo administrativo em trâmite junto a Secretaria de Justiça de São Paulo, com a tentativa de enquadrar o shopping na lei estadual 14.187 de 2010, que prevê sanções administrativas por prática de discriminação racial.

O Shopping Cidade Jardim informa que entrou com embargos de declaração, recurso na mesma instância em que pede explicação da condenação. De acordo com o shopping, a ação ocorre, pois a “conduta adotada pelos seguranças não se configurou como prática preconceituosa ou de maus tratos”. O Cidade Jardim alega que se tivesse cometido um erro “seria o primeiro a reconhecer e repará-lo”. Além disso, a empresa reitera que investe constantemente no treinamento da equipe.

O caso

Bandera conta que quando chegou para o show no Shopping Cidade Jardim e subia uma escada rolante, um segurança o pegou pela mão e tentou imobilizá-lo. “Eu estava sem instrumentos e sem bagagem, entrei caminhando e fui interceptado”, diz. Segundo ele, o segurança questionou quem teria deixado ele entrar, duvidou que seria músico e debochou do fato do músico ser “gringo”. “Pelo rádio ele disse que estava suspeitando porque eu disse que tinha ido fazer show, mas não tinha instrumentos e cheguei de táxi”, afirma.

Ele relata que quando os outros músicos chegaram foram interrogados se o conheciam. “Todos entraram, mesmo com instrumentos, e eu só fui liberado depois de 45 minutos, quando a coordenadora da livraria veio comprovar que eu estava na lista de músicos”, diz. Hoje, ao saber que o shopping vai recorrer da decisão da justiça, o músico diz que a posição do Cidade Jardim “é revoltante”. “Eles procuram recursos para se justificar de fatos que não têm justificativa. Fico surpreso e frustrado”, disse.

Ex-presidente egípcio é condenado a três anos de prisão por corrupção

Hosni Mubarak, de 85 anos, foi acusado de ter desviado 13,5 milhões de euros

Ex-presidente egípcio é condenado a três anos de prisão por corrupção<br /><b>Crédito: </b> Hassan Mohamed / AFP / CP
Ex-presidente egípcio é condenado a três anos de prisão por corrupção 
Crédito: Hassan Mohamed / AFP / CP

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak foi condenado nesta quarta-feira a três anos de prisão, e seus dois filhos a quatro anos, por desvio de recursos públicos, três anos e meio depois de ter sido derrubado por uma revolta popular.

Mubarak, 85 anos, era julgado em primeira instância por um tribunal do Cairo por corrupção, acusado de ter desviado, ao lado dos filhos Gamal e Alaa, 125 milhões de libras egípcias (13,5 milhões de euros) do orçamento dos palácios presidenciais. 

Também está sendo julgado, em outro processo, pela morte de manifestantes durante a revolta do início de 2011 que acabou com os 30 anos que passou no poder.

Fonte: AFP

 

Homem é condenado a 28 anos de prisão por ter matado e comido vítima

DIÁRIO DA MANHÃ|LUDIMILLA MOREIRA

O guia turístico Arihano Haiti, de 33 anos, foi condenado a 28 anos de prisão por acusação de matar e comer um alemão, e, em seguida, estuprar a namorada da vítima. O crime ocorreu na Polinésia Francesa, mais exatamente na ilha de Nuku Hiva, onde ele trabalhava. 

A vítima era o homem identificado apenas por Ramin, que tinha 40 anos. Ele e a namorada foram ao local em busca de aventuras no Pacífico Sul. Além de matar e comer o alemão, Arihano também ateou fogo contra o corpo do homem. Depois, voltou ao local em que a namorada aguardava Ramin e a violentou. 

Casal que contratou o guia

Casal que contratou o guia

O assassino foi preso pela primeira vez em 2011, quando havia ficado 50 dias foragido. O juiz que analisou o caso negou a ele a liberdade condicional nos primeiros 18 anos de prisão. Não foram encontradas provas de que Arihano realmente tenha praticado canibalismo contra a vítima. Os promotores do caso afirmam que o homem foi morto com um tiro na cabeça, teve o corpo esquartejado e depois queimado. 

Vingança

O acusado alega ter cometido o crime brutal porque teria sofrido abuso sexual por parte da vítima. O estupro sofrido teria sido motivo, também, para que ele fizesse o mesmo com a namorada do homem. Mas, detetives que trabalham com os investigadores locais dizem que não há indícios de que Ramin apresentava tendências homossexuais. 

Haiti tinha sido contratado pelo casal para ajudar a explorar a região da Polinésia, em uma viagem de 2 anos. A vítima era fascinada por viagens e criou um blog de turismo por conta da viagem. Sua última postagem dizia: “Eu procuro por liberdade e aventuras”

Arihano Haiti, acusado do assassinato

Arihano Haiti, acusado do assassinato

 

Casal é condenado a 8 e 9 anos de prisão por morte de menina transmitida por webcam

AFP – Agence France-Presse

15/05/2014 

Uma norueguesa e seu namorado britânico foram condenados nesta quinta-feira em Oslo a oito e nove anos de prisão pela morte de uma menina de 21 meses, morta após castigo transmitido por webcam.

A pequena Hunaina Chaudhry morreu após sua mãe Yasmin Chaudhry ter afundado sua cabeça em um balde de água, seguindo as instruções por webcam de seu namorado Ammaz Omer Qureshi, que estava em Londres.

O tribunal de Oslo condenou o casal por homicídio culposo, por achar que não houve a intenção de matar a menina.

O crime aconteceu em Oslo na madrugada de 3 de outubro de 2010. De acordo com a polícia, a menina cometeu o erro fatal de interromper a mãe e seu namorado quando eles conversavam por um chat de vídeo.

Para “discipliná-la”, a mãe afundou duas vezes a cabeça da criança em um balde com água, seguindo as instruções de Ammaz Omer Qureshi.

Quando a menina perdeu a consciência, a mãe chamou os serviços de emergência, alegando acidente doméstico. A menor morreu de edema cerebral no dia seguinte no hospital.

O casal também foi condenado por maus tratos.

Durante os últimos seis meses de vida da vítima, a mãe intensificou os maus tratos contra a criança, forçando-a, por exemplo, a ingerir pimenta, amarrando-a com fita adesiva, banhando-a com água fria, obrigando-a a dormir no chão, com o objetivo de “discipliná-la”.

As condenações anunciadas são menos severas que os 16 e 18 anos de prisão pedidos pela promotoria contra a mãe e seu namorado.

Os juízes avaliaram que os dois acusados mereciam nove anos de prisão, o namorado por ter sido “o mentor” e a mãe, a “executora”. No entanto, foi concedida à mãe uma redução de um ano na pena por ela ter cooperado com a polícia.

Ex-médico Farah Jorge Farah é condenado a 16 anos de prisão

O ex-cirurgião plástico Farah Jorge Farah foi condenado, na madrugada desta quinta-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, a 16 anos de prisão pelo assassinato e esquartejamento da ex-paciente e amante Maria do Carmo Alves, em janeiro de 2003. Ele poderá recorrer da decisão em liberdade.

O julgamento de Farah Jorge Farah começou na segunda-feira. Condenado em 2008 a 13 anos de prisão, ele foi julgado novamente depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatar pedido de sua defesa, em janeiro do ano passado, alegando que laudos oficiais que atestavam o estado semi-imputável do réu na época do crime foram ignorados pelos jurados. De acordo com a tese da defesa, no momento do crime o cirurgião não tinha compreensão total de sua conduta. 

Réu confesso do crime, o cirurgião não nega ter assassinado Maria. Sua defesa, porém, diz que, em março de 2002, a vítima ligou 3.708 vezes para o cirurgião, o que o teria efeito agir sob pressão. A defesa de Farah disse também que a mulher o ameaçava e, no dia do crime, o teria atacado com uma faca. 

A defesa sustentou que Farah não premeditou o crime e que ele foi perseguido durante cinco anos pela vítima. Durante o julgamento, o acusado disse que se lembra apenas de uma luta corporal com a vítima. Após a briga, Maria do Carmo teria sido esfaqueada no pescoço e, com o ferimento, morrido dentro do próprio consultório. Farah então teria deixado o local, ido para o seu apartamento, e voltado quatro horas depois.

Utilizando os seus conhecimentos de médico e instrumentos cirúrgicos do próprio consultório, ele teria dissecado o corpo da mulher, retirando o sangue e seus órgãos vitais. Em seguida, teria cortado o corpo de Maria do Carmo em nove pedaços. Os relatos mostram também que ele retirou a pele das pontas dos dedos da mulher e destruiu as partes que pudessem levar a uma identificação.

A mulher foi morta e esquartejada no consultório do ex-cirurgião em Santana, na zona norte de São Paulo. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2003, mas partes do corpo de Maria do Carmo só foram achadas pela polícia três dias depois.

Farah ficou preso por quatro anos até que, em maio de 2007, a Justiça o autorizou a esperar pelo julgamento em liberdade. Desde 2006, o cirurgião está proibido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) de exercer a profissão. 

Fonte: Terra

Ex-secretária de Marta em SP é condenada por improbidade

A Justiça de São Paulo condenou a ex-secretária municipal de Educação Maria Aparecida Perez e o ex-gerente de Departamento de Atendimento de Gestão de Projetos Sociais da Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo (Prodam), Raphael Pacheco, por irregularidades cometidas no contrato firmado em um projeto de informatização para a melhoria da qualidade do processo pedagógico e de gestão das escolas públicas da rede municipal de ensino. Na sentença, do dia 30 de abril deste ano, também foram condenadas a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a empresa Auge Tecnologia & Sistemas.

De acordo com a ação, movida pelo promotor de Justiça Saad Mazloum, da Promotoria do Patrimônio Público e Social, o contrato foi firmado entre a Secretaria Municipal de Educação e a FGV em julho de 2003, no valor de R$ 21,8 milhões, pelo prazo de 24 meses. No dia seguinte à assinatura do contrato, a FGV subcontratou duas empresas para a prestação dos serviços, entre elas a Auge Tecnologia.

As investigações, feitas pelo MP e pelo Tribunal de Contas do Município e apurações de órgãos sindicantes da própria Secretaria Municipal de Educação, constataram diversas irregularidades, entre elas a dispensa indevida de licitação e de contratação. Segundo o MP, a FGV atuou como mera intermediária do contrato, que não foi integralmente concluído, e seu valor foi superfaturado.

Ainda de acordo com a ação, a FGV recebeu R$ 6,5 milhões pelo contrato, o dobro do que deveria receber pelos 66% do projeto que entregou à prefeitura. Segundo a ação, se o valor de mercado tivesse sido respeitado, o objeto do contrato deveria ser de R$ 4,98 milhões, não R$ 21,8 milhões.

Segundo o MP, é “inconcebível que uma entidade seja contratada diretamente pela administração pública e, depois, adquira junto a outras organizações, e por preços bastante inferiores, o produto ou serviço almejado pelo poder público, pois semelhante procedimento, além de onerar os cofres públicos, constitui burla ao princípio da licitação”.

Maria, Raphael, a FGV e a Auge Tecnologia foram condenadas a pagar, solidariamente, R$ 3.947.327,99. Os réus também foram condenados a pagar, individualmente, o dobro desse valor, a título de multa civil. 

O Terra não conseguiu contato com os acusados para comentar a decisão da Justiça. 

Fonte: Terra