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ONU pede que o Irã não execute condenada à morte

AFP – Agence France-Presse

26/06/2014 

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta quinta-feira que o Irã suspenda a execução iminente de uma mulher condenada à morte por um crime cometido quando era menor de idade.

Razieh Ebrahimi, de 21 anos, foi condenada à morte por mater seu marido e enterrar o corpo dele em 2009, quando tinha 17 anos.

Segundo seu advogado, a jovem, casada à força aos 14 anos, era vítima de violência doméstica e teve um filho um ano depois do casamento.

O advogado de Ebrahimi pediu o adiamento da execução à espera de que a justiça decida se a jovem já era madura no momento dos fatos, ou seja, se tinha capacidade para compreender seus atos.

A aplicação da pena estava prevista para o final de abril, mas a promotoria conseguiu um adiamento.

Pillay denunciou “a aplicação inaceitável da pena de morte contra criminosos menores de idade no Irã”.

Segundo a ONU, 160 esperam sua execução no Irã.

“O direito internacional para Direitos Hunaons proíbe claramente a execução de delinquentes menores”, acrscentou.

Segundo o comunicado de Pillay, outro delinquente menor, Jannat Mir, morreu enforcado em abril passado, em Isfahan (centro), junto a outros cinco condenados à morte por envolvimento com drogas.

Sudanesa condenada à morte deu à luz hoje na prisão

Diário de Notícias| Mariana Pereira, com agênciasHoje

 
Sudanesa condenada à morte deu à luz hoje na prisão

Mariam Yahya Ibrahim, a sudanesa condenada à morte por enforcamento por recusar renunciar à sua fé cristã, deu à luz na madrugada de hoje, numa prisão de Cartum.

Meriam Yehya Ibrahim, sudanesa ortodoxa de 27 anos, casada com um cristão, deu à luz uma menina na madrugada de hoje, numa prisão de Cartum, onde está presa com o seu filho de 20 meses. A justiça sudanesa, regida pela lei islâmica (sharia) desde 1983, acusou Meriam de adultério em agosto de 2013, por estar em união com um homem que não é muçulmano. Em fevereiro de 2014, foi acusada de apostasia por se ter afirmado cristã, renunciando à religião do seu país. A 15 de maio foi condenada a cem chicotadas por adultério e, por apostasia, à morte por enforcamento. Ao ouvir o veredito, a jovem manteve-se impassível, segundo relataram as agências. As embaixadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Holanda divulgaram um comunicado conjunto onde manifestaram a sua “profunda preocupação” com o caso e evocaram o “direito à liberdade de religião” perante o Sudão.

A Amnistia Internacional (AI) disse hoje que as condições da mãe e do bebé não são conhecidas, visto que o advogado de Meriam Ibrahim e o seu marido viram o acesso à prisão negado. “O Governo sudanês tem de garantir a sua segurança e a segurança das suas crianças, incluindo a recém-nascida”, disse ao britânicoThe Guardian Manar Idriss, da AI. Hoje, segundo o jornal britânico, o pedido de libertação de Ibrahim lançada pela AI tem o apoio de 700 mil pessoas em todo o mundo.

Ainda antes do nascimento de hoje, as autoridades sudanesas tinham já declarado que o cumprimento da sentença de morte de Ibrahim iria ser adiado por dois anos, para que ela possa cuidar da recém-nascida.