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Confrontos deixam 21 soldados mortos ao sul de Bagdá

28/06/2014 

Bagdá, 28 – Bagdá, 28/06/2014 – Autoridades iraquianas disseram que confrontos pesados entre forças de segurança e insurgentes sunitas deixaram, pelo menos, 21 soldados mortos ao sul de Bagdá.

A polícia afirmou que os combates duraram horas neste sábado, perto da cidade de Jurf al-Sakhar, cerca de 50 quilômetros ao sul da capital. A cidade faz parte de uma região predominantemente sunita localizada ao sul de Bagdá.

Segundo os oficiais iraquianos, dezenas de militantes foram mortos e outros capturados durante os confrontos. Funcionários do setor de saúde confirmaram o número de baixas das forças governamentais.

 
Fonte: Associated Press.

 

Diante de violências, China suspende acordos comerciais com o Vietnã

Manifestantes protestam contra a presença de chineses em Ho Chi Minh.

Manifestantes protestam contra a presença de chineses em Ho Chi Minh.

REUTERS|Peter Ng|RFI

A China anunciou neste domingo (18) a suspensão de vários programas de comércio com o Vietnã, depois de dias de ataques à população chinesa no país vizinho. Os tumultos já resultaram na morte de dois chineses. No sábado, cerca de 3 mil expatriados deixaram o Vietnã devido à tensão.

As hostilidades “assombram a atmosfera e as condições para o comércio e a cooperação entre a China e o Vietnã”, declarou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em Pequim. “Nós suspendemos a partir de hoje a nossa parte nos programas de comércio bilateral.”

Ao menos 3 mil chineses abandonaram o Vietnã neste sábado, após protestos violentos da população local ligados à presença de uma plataforma petroleira chinesa em águas disputadas pelos dois países. “Voltaram à China com a assistência da embaixada do Vietnã”, informou a agência Xinhua, citando a chancelaria chinesa.

Grupos civis vietnamitas advertiram ontem para a retomada dos protestos contra a China, após diversos incidentes no início da semana, que mataram dois trabalhadores chineses e deixaram mais de 100 feridos. As autoridades em Hanói afirmaram que não permitirão qualquer outro incidente contra a comunidade chinesa no país.

Maior tensão em décadas

No início da semana, Pequim alertou seus cidadãos para que evitem viagens ao Vietnã, diante das piores manifestações contra a China em décadas. Trabalhadores vietnamitas protestaram em 22 das 63 províncias do país, atacando principalmente fábricas cujos proprietários são chineses.

A tensão entre China e Vietnã aumentou depois que Pequim instalou uma plataforma de perfuração em uma zona do Mar da China meridional, região disputada pelos dois países. Pequim e Hanói possuem uma rivalidade histórica, principalmente em relação às ilhas Paracel e Spratly.

As ilhas motivaram batalhas navais entre as duas nações em 1974 e 1988, e confrontos na fronteira que deixaram dezenas de milhares de mortos em 1979.

Moçambique um militar morto em confrontos na Zambézia

A região de Sofala onde se concentram as tensões

A região de Sofala onde se concentram as tensões

Wikipédia|RFI

Pelo menos um morto em novos confrontos ocorridos hoje a 50 kms de Mocuba, na província da Zambézia, opondo alegados homens armados da Renamo às forças de segurança, no mesmo dia em que a justiça moçambicana apelou a uma greve silenciosa, em protesto contra o assassínio do juiz Dinis Silica.

Pelo menos um militar morreu e outro foi ferido por balas esta quinta-feira (15/05) em Murrothane, na província central da Zambézia, na sequência de confrontos opondo elementos das Forças  Armadas e da Força de Intervenção Rápida, a cerca de 30 alegados homens armados da Renamo, que acampavam numa antiga base militar do principal partido de oposição.

Mais pormenores com o nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa

 

 
Correspondência de Moçambique
 
 

15/05/2014

 

Para Pedro Cossa, porta-voz da Polícia de Moçambique, “sendo verdade que são homens da Renamo, cria isto um hábito de suspensão…tendo em conta que o próprio líder da Renamo tinha assegurado que mandou parar qualquer acção de ataques“.

 

 
Pedro Cossa, porta-voz da polícia de Moçambique
 
 

15/05/2014

 

A Associação Moçambicana de Magistrados – AMJ – exortou a classe a fazer  uma greve silenciosa esta quinta-feira (15/05), adiando as audiências e outros actos judiciais previstos, em protesto contra o governo e polícia, na sequência do assassínio na semana passada em Maputo do juiz Dinis Silica, cuja viatura foi crivada de balas. A AMJ,convocou para hoje uma reunião com carácter de emergência de magistrados judiciais e do Ministério Público, para reflectirem sobre a sua segurança.

 Gilberto Correia, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, considera a greve uma “reacção exagerada e corporativista“, mas salienta que o “direito à greve é garantido pela Constituição da República de Moçambique“, mas tem que seguir as suas regras.

 

Gilberto Correia, antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique
 
15/05/2014

Ucrânia: confrontos matam pelo menos três pessoas

09/05/2014 

Mariupol, Ucrânia, 09 – Pelo menos três pessoas morreram em confronto entre forças do governo ucraniano e rebeldes na cidade de Mariupol, no leste da Ucrânia. Uma delegacia de polícia da cidade, que tem 500 mil habitantes e fica na costa do Mar de Azov, estava em chamas.

Os três corpos foram vistos por um jornalista da Associated Press perto da delegacia. Um dos mortos seria um policial.

A administração regional de Donetsk disse em comunicado, reproduzido pela agência de notícias russa RIA Novosti, que três pessoas foram mortas e 25 ficaram feridas durante o confronto.

Já o ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, afirmou, também por meio de nota, que 20 “terroristas” e um oficial de polícia foram mortos em embates que ocorreram quando 60 homens armados tentaram capturar a delegacia e foram contidos por policiais e militares ucranianos.
 
Fonte: Associated Press.

Europeus tentam evitar guerra civil na Ucrânia

O ministro interino de Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Deshchitsia,(esquerda) foi recebido em Viena pelo ministro das Relações Exteriores da Áustria, Sebastian Kurz.

O ministro interino de Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Deshchitsia,(esquerda) foi recebido em Viena pelo ministro das Relações Exteriores da Áustria, Sebastian Kurz.

REUTERS/Leonhard Foeger
RFI

Os combates continuam intensos no leste da Ucrânia e o risco de uma guerra civil no país parece cada vez mais próximo, preocupando os europeus. Balanço divulgado nesta terça-feira (6) indica que mais de 30 pessoas morreram no país ontem. A crise ucraniana foi discutida nesta manhã em Viena em reunião do comitê ministerial do Conselho da Europa.

 

Em Viena, 30 chanceleres, incluindo os ministros de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov e da Ucrânia, Andrii Dechtchitsa, participaram da reunião do Conselho da Europa. No início do encontro, o britânico William Hague acusou a Rússia de tentar desestabilizar a organização da eleição presidencial ucraniana prevista para o próximo dia 25. A maioria dos países presentes enviou uma mensagem clara de apoio a realização da votação.

O presidente francês, François Hollande, declarou, paralelamente em Paris, temer o caos e o risco de guerra civil na Ucrânia se a eleição não acontecer. Moscou não reconhece o governo provisório de Kiev e considera a eleição absurda no contexto atual de confrontos.

Confrontos no leste do país

Um balanço divulgado hoje pelo ministro do Interior ucraniano aponta a morte de 30 separatistas e 4 soldados nos enfrentamentos com o Exército, nesta segunda-feira, na cidade de Slaviansk.

A situação também é tensa em Donetsk e Kramatorsk. Nesta manhã, as autoridades ucranianas fecharam temporariamente o aeroporto internacional de Donetsk, sem dar explicações.

O presidente da Duma, a assembleia russa, comparou a ofensiva ucraniana para controlar as cidades rebeladas a um “genocídio”. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu diálogo entre nacionalistas e separatistas.

Queda do turismo na Rússia

O conflito já começa a afetar o setor do turismo na Rússia. A associação que reúne as agências de turismo russas informou hoje que as reservas de viagens para o país diminuíram 30%, desde o inicio do conflito com os ocidentais.

A tensão entre nacionalistas e separatistas na Ucrânia aumenta com a aproximação de duas datas: na quinta-feira, 8 de maio, é celebrada a vitória dos aliados sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial, e os separatistas prometem ações. No dia 11, os separatistas programaram referendos de autodeterminação na região de Donetsk. 

“Drama de Odessa integra plano russo para destruir o país”, diz premiê

Um mulher deposita flores em memória das vítimas do incêndio que deixou 42 mortos em Odessa.

Um mulher deposita flores em memória das vítimas do incêndio que deixou 42 mortos em Odessa.

REUTERS/Gleb Garanich
RFI

Mais uma noite de grande tensão na Ucrânia. Após a libertação dos 12 observadores europeus, soltos ontem (3) em Slaviansk, as forças de Kiev intensificaram a ofensiva contra outras cidades controladas pelos rebeldes e os pró-russos pensam em vingança dois dias depois da onda de violência que deixou mais de 40 mortos em Odessa. O primeiro-ministro ucraniano Arseni Iatseniuk visita neste domingo (4) a cidade portuária do sul do país e acusou a Rússia pelo drama. Um luto oficial de dois dias foi decretado na Ucrânia.

 

Odessa, cidade portuária do sul do país, continua em estado de choque após o incêndio que matou cerca de 40 pessoas, a maioria de pró-russos, na noite de sexta-feira (2). O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, visita hoje na cidade e prometeu uma investigação completa e independente sobre a onda de violência. Em um primeiro discurso, o premiê disse que “o drama de Odessa integra o plano russo para destruir a Ucrânia”.

Dois dias de luto nacional pelos 42 mortos de Odessa foram decretados pelo presidente interino Olexandre Tourtchinov. Ontem, uma multidão formada principalmente por militantes pró-russos se reuniu na frente do prédio incendiado para rezar, cantar e depositar flores em memória das vítimas.

Kiev acusa Moscou

A ultima sexta-feira foi o dia mais violento na Ucrânia desde 21 de fevereiro quando dezenas de manifestantes pró-europeus foram mortos a tiros na praça da independência de Kiev. Essa violenta repressão provocou a queda do presidente Viktor Yanukovitch.

As autoridades ucranianas acusam a Rússia de estar por trás dos confrontos, de “incentivar uma verdadeira guerra para eliminar a Ucrânia e a independência do país”, segundo o premiê Iatseniuk. Moscou rejeita as acusações e considera “absurda” a manutenção da eleição presidencial no próximo dia 25 de maio que deve escolher o sucessor de Yanukovitch.

Ofensiva ucraniana

Em Kostiantynivka, a 50 km de Donetsk, vários pontos de controle e barricadas separatistas foram destruídos pelo exército ucraniano nas últimas horas, mas a prefeitura da cidade continua nas mãos dos pró-russos. Em Lugansk, as perdas foram das forças ucranianas. Dois soldados ficaram feridos num ataque rebelde. Em Kharkiv, a Justiça proibiu duas manifestações previstas para este domingo, uma pró-russa e a outra pela unidade da Ucrânia, temendo novos confrontos violentos como os ocorridos em Odessa.

Já no reduto rebelde de Slaviansk, a situação parece tranqüila neste domingo, no dia seguinte da libertação dos observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que eram mantidos como reféns há oito dias. Os sete estrangeiros do grupo chegaram a Berlim na noite de ontem, para grande alívio dos ocidentais. Mas os confrontos da última noite entre forças ucranianas e rebeldes separatistas mostram que a trégua esperada com a libertação dos observadores estrangeiros não aconteceu.

Confrontos em Istambul provocam 58 feridos

1º DE MAIO

por LusaHoje 

Confrontos em Istambul provocam 58 feridos

Fotografia © Murad Sezer/ Reuters

Os confrontos entre as autoridades e manifestantes em Istambul, Turquia, provocaram, pelo menos, 58 feridos e a detenção de 139 pessoas que tentavam chegar à praça Taksim, que tem sido palco de manifestações contra o Governo.

“Segundo as informações que possuímos, até agora foram detidas 139 pessoas em Istambul, mas temo que esse número venha a aumentar”, disse Mehmet Soganci, presidente do sindicato TMMOB, que representa os engenheiros e arquitetos e que foi uma das quatro grandes organizações responsáveis pela marcha de hoje, Dia do Trabalhador.

Em declarações à agência de notícias EFE, Soganci disse estar ainda a recolher dados nos hospitais sobre o número de feridos, estimando que o número possa atingir uma centena.

Os únicos dados conhecidos até ao momento são os avançados pela associação de juristas CHD, que falam em 58 feridos.

Os primeiros incidentes foram registados ainda de madrugada, (05:30 GMT, 06:30 em Lisboa) nos bairros de Sisli e Besiktas, ambos a cerca de dois quilómetros de Taksim, a emblemática praça cujo acesso foi bloqueado com blindados pelas forças de segurança.

Por volta das oito da manhã, os confrontos já se tinham estendido a 14 zonas distintas da cidade, segundo relatos da emissora Yol TV, citada pela EFE.

Para dispersar a concentração, a polícia usou canhões de água, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes mas, à hora do almoço, os confrontos já tinham diminuído e a polícia começava a desmontar as barricadas montadas pelos protestantes.

As organizações responsáveis pela manifestação reconheceram que a forte presença da polícia tornou impossível chegar a Taksim, considerando que tinham sido postos em causa direitos doas cidadãos.

“Há de facto uma lei marcial que é pior que nos dias do regime militar, em 1980”, afirmou Soganci, notando que o Governo violou o direito à livre circulação de pessoas.

O centro da cidade foi cercado por cordões policiais pesados, o tráfego rodoviário interrompido e a circulação de pessoas quase reduzida a zero.

O governador de Istambul anunciou, na quarta-que, que iria impedir qualquer tentativa de reunião em Taksim, mas os sindicatos decidiram, mesmo assim, que iriam marchar até a praça, símbolo da luta dos trabalhadores.