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Para parlamentar da União Europeia, mulher não deveria votar e hospitais públicos não podiam existir

DIÁRIO DA MANHÃ|LUDMILLA MOREIRA

Janusz Korwin-Mikke é o novo parlamentar da União Europeia e por lá ele é bem famoso por conta de suas opiniões conservadoras. O polonês, de 72 anos revelou que o voto feminino deveria ser proibido. Além disso, defende a educação em que as crianças levem chicotadas para obedecer. 

Segundo ele, mulheres não deveriam ter o direito de voto, pois elas preferem votar em homens. “As mulheres votam em homens. Mulheres não podem votar porque preferem não votar em mulheres. Acho que elas teriam mais chances de governar se não votassem. Na Polônia, eu fui candidato a presidente. Havia uma mulher entre os candidatos. Ela gastou muito mais do que eu. Eu consegui duas vezes mais votos do que ela. Se mulheres preferissem mulheres, ela teria mais”, argumentou.

Antes de seu partido ser eleito, Janusz era conhecido somente como um conservador que sempre propagava suas opiniões de forma aberta. Agora, ocupando uma das 4 cadeiras que seu partido conseguiu, ele deve mostrar como é o Deputado Janusz.

Foto:Reprodução

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Em entrevista ao jornal ‘Folha de S. Paulo’, o deputado disse não concordar com os benefícios que os desempregados recebem no Brasil. Para ele, seria melhor que o dinheiro fosse investido para geração de empregos e que pessoas que dão dinheiro para desempregados deveriam ter as mãos cortadas.

Janusz também declarou que se não existissem hospitais públicos, todos estariam livres de impostos altos e poderiam pagar pelo atendimento particular. A mesma opinião ele tem sobre a educação. Se os menos abastados não pagassem impostos, teriam acesso a uma educação de qualidade, pagando por isso. “Um garoto de família rica quase sempre tem uma alta educação. Mas os de famílias pobres não vão às universidades, são inteligentes, têm habilidades e vão pagar impostos para os ricos estudarem”, disse ele.

Para Janusz, O holocausto ocorreu sem que Hitler soubesse. “Não há prova de que ele tenha tido conhecimento disso. É estranho dizer isso, mas é verdade. Não nego que o Holocausto existiu, mas não há prova de que ele soubesse”.