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Torcedores alemães viram celebridades no Largo São Sebastião, em Manaus

Podolski? Mario? Que nada. Alemães viram celebridades no Largo São Sebastião, centro da capital amazonense

Portal Amazônia

MANAUS – O dia 13 de julho de 2014 marcou a vida dos alemães. A seleção alemã conseguiu desbancar a Argentina e ganhou a Copa do Mundo de 2014. Em Manaus, no Largo São Sebastião, os torcedores do País que acompanhavam a transmissão viraram celebridades entre os amazonenses.

Após sufoco torcedores tiram foto no Largo São Sebastião. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O engenheiro eletrônico Gerd Flach, 46, acompanhou o jogo atenciosamente. Em alguns momentos cantava o hino da Alemanha, já em outros parecia fazer orações. Flach acompanhou em Minas Gerais o massacre do Brasil e pensou que a partida seria tranquila. “A tensão estava no campo, eles estavam com medo de sofrer um gol. Com o Brasil foi diferente, os gols saíram um atrás do outro. Agora é celebrar a noite toda”, contou.

Torcedor passou por momentos de sufoco. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Após o jogo, Flach era disputado entre os torcedores para tirar fotos. As pessoas abraçavam a bandeira da Alemanha, tiravam o famoso ‘selfie’ com o alemão e até gravaram vídeos. “É emociante. Durante o jogo em Minas Gerais, os brasileiros foram carinhosos com os torcedores alemães e nos parabenizaram. Acho essa recíproca essencial para qualquer ser humano”, explicou o engenheiro ao Portal Amazônia.

René (chapéu) respirou aliviado depois da vitória. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Do outro lado, o industriário alemão René Bose, 35, também aproveitou os 15 minutos de fama. “Depois da tempestade, vem a calmaria. Agora é aproveita esse momento histórico para os alemães. Quero agradecer a hospitalidade dos brasileiros e principalmente pelos lugares maravilhosos que visitamos”, disse.

 

Casal de turistas alemães aprovam culinária amazonense

Casal aproveitou a Copa para conhecer a Amazônia; eles já aprovaram a farinha e o jaraqui amazônicos

Portal Amazônia

Os alemães Hanni e Benedit estão gostando de Manaus. Foto: Izabel Santos/Portal Amazônia

MANAUS – Muitos turistas aproveitam a Copa 2014 para conhecer o Brasil. Este é o caso do casal de médicos alemães Hanni Figueiredo Kirchner, 30, e Benedit Wiestler, 30. Eles chegaram no país há 3 semanas e, neste sábado (12), em Manaus. Hanni é brasileira nascida em Feira de Santana, no Estado da Bahia, e tem ascendência germânica por parte de pai. Hoje, ela mora na cidade alemã de Heidelberg, no sudoeste da Alemanha.

“Ainda não conheci a cidade, mas já gostei do pouco que vi”, diz a médica em português com sotaque alemão. Benedit também fala português, mas ainda não compreende bem. Ele ainda precisa que a esposa brasileira o auxilie. Questionado se estava gostando do Paísl, ele foi taxativo. “Gostei de tudo nas duas vezes em que estive aqui”, diz com bom humor. Hanni revela que está ansiosa para um passeio de quatro dias que fará pela floresta amazônica.

Mesmo com pouco tempo de estadia na cidade, o casal destaca que a culinária local os agradou. “Gostei da farinha. Ela vai bem com carne, feijão. Tudo fica gostoso”, relatou Hanni. “Eu comi um peixe, mas não sei o nome. Achei muito gostoso”, completou Benedit. Após alguns minutos de conversa e muitos gestos, a reportagem do Portal Amazônia e o turista alemão chegaram à conclusão de que ele comeu jaraqui.

 

Esvaziamento de hotéis de Manaus pós-Copa não assusta setor

Os 23 mil leitos da RMM foram ocupados, hoje setor hoteleiro registra uma retração, com 22% de leitos ocupados

Jornal do Commércio

MANAUS – A Copa do Mundo passou por Manaus na primeira fase do mundial de futebol e surpreendeu. Torcedores das mais diferentes nacionalidades deixaram bons elogios sobre o atendimento e hospitalidade. Segundo a Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), mais de R$ 138 milhões circularam na capital amazonense durante a temporada do campeonato. Com o fim das eliminatórias, fica o ‘esvaziamento’ do setor hoteleiro.

Os 23 mil leitos distribuídos entre os 109 hotéis localizados na Região Metropolitana de Manaus foram ocupados com turistas motivados pelo futebol. Foto: Reprodução/Shutterstock

Durante o mês de junho, os 23 mil leitos distribuídos entre os 109 hotéis localizados na Região Metropolitana de Manaus foram ocupados com turistas motivados pelo futebol. Destes, 17 hotéis trabalharam em parceria com a empresa Match (agência oficial da Fifa que negocia a hospedagem de patrocinadores, das autoridades, dos voluntários e do staff da arbitragem).

Além dos hotéis credenciados, barcos de turismo, hotéis de selva e motéis também ofereceram leitos para os visitantes. De acordo com números da Associação Brasileira da indústria de Hotéis do Amazonas (Abih-AM), o índice de Unidades Habitacionais (UHs) ocupadas entre os dias 12 e 26 de junho chegou a 90% (4,5 mil apartamentos com reserva). A tarifa aplicada na capital foi a menor do país, chegando à média de R$ 376 por hóspede.

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Entre os hotéis tradicionais que foram reformados para o evento esportivo mundial, o resort cinco estrelas Tropical Hotel –credenciado pela Fifa como hotel oficial da Copa de 2014, que garantiu ocupação máxima em alguns dias do mês passado. De acordo com o gerente geral do empreendimento, Antônio Maglione, o hotel revitalizou 250 dos 609 apartamentos disponíveis nos últimos três anos. “As reformas vieram para agregar melhorias nos serviços que já são prestados pela rede em todo o país”, explica.

Além das adaptações nos leitos, a parte hidráulica e elétrica do resort também foi renovada. “Agora as melhorias ficam para atender os próximos clientes”, diz Maglione. Para ele, não há preocupação quanto à ocupação dos quartos nos próximos meses. “Estamos acostumados com as estações de alta e baixa. A Copa do Mundo veio para aprimorar o que já era prioridade do empreendimento”, destaca.

Retração

Passados os jogos, o setor hoteleiro já registra uma retração de ocupação, com apenas 22% de leitos ocupados em toda cidade. Segundo o presidente da ABIH-AM, Roberto Bulbol, os números impressionam, mas não em nível de alerta aos empreendimentos. “O setor hoteleiro está acostumado com a configuração de que os primeiros meses do segundo semestre são de menor movimento. O que precisamos agora é cobrar das entidades municipais e estaduais uma atenção maior ao turismo”, comenta o representante.

Com mais de cinco hotéis construídos nos últimos três anos com foco total no Mundial de Futebol, uma das alternativas apresentadas por Bulbol é o incentivo massivo na realização de convenções e feiras internacionais. “O Amazonas agora tem ainda mais estrutura para receber grandes eventos. A prova está aí”, orgulha-se. “Para manter o número de hóspedes que circulam em Manaus, é necessário que as agências de turismo e que o próprio governo entendam a importância de divulgar o Estado como destino padrão no Brasil”.

Geração de emprego 

Segundo dados da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa), mais de 70 mil vagas de empregos foram geradas no Amazonas no primeiro semestre deste ano somente nos segmentos alimentação e alojamento (que integram o setor de Serviços). Apesar dos números, há registros de uma queda quando comparados os números desde 2010. Há quatro anos, o setor contou com o crescimento de 120 mil vagas. Em 2011, foram 98 mil.

Entre as 12 cidades-sede da Copa, todas registram desde 2010 queda gradual no saldo de emprego entre janeiro e maio. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, a queda é brutal. Foram 40 mil vagas nos primeiros cinco meses de 2010 e 4.892 vagas no mesmo período deste ano. Em Manaus, o saldo ficou negativo em mais de 5 mil vagas justamente no ano da Copa. Em Recife, o saldo de emprego ficou em apenas 63 este ano.

 

Estudo vai definir futuro da Arena da Amazônia

Expectativa é solucionar impasse e viabilizar projetos para estádio que recebeu quatro jogos da Copa

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MANAUS – O destino da Arena da Amazônia – Vivaldo Lima será definido no mês de agosto. Segundo a Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa) há um estudo sendo elaborado pela empresa Ernest Young que definirá o melhor modelo de cessão onerosa do estádio. O estudo custou cerca de R$ 1 milhão aos cofres públicos do Amazonas.

Enquanto o estudo não sai, especulações surgem em torno da utilização do complexo multiuso. Dentre elas, está a realização de jogos do campeonato nacional, shows musicais nacionais e internacionais, também eventos culturais e ecumênicos são cogitados. A expectativa é que o estádio continue dando lucros tanto para o governo do Estado quanto para os clubes e incentivando o futebol amazonense.

Arena da Amazônia em dia de jogo na Copa do Mundo. Foto: Izabel Santos/Portal Amazônia

Arena da Amazônia voltou a ser gerida pela Fundação Vila Olímpica (FVO) logo após o término da primeira fase da Copa da Fifa. De acordo com o coordenador da UGP Copa, Evandro Melo, a Arena da Amazônia é um espaço multiuso e não será usado apenas para o futebol, mas também para eventos não esportivos como shows, convenções e concertos. “Os primeiros jogos na Arena da Amazônia renderam um faturamento excelente aos clubes locais e levaram muitos torcedores ao estádio”, disse.

Museu do Esporte

Em dois meses, Arena da Amazônia rendeu mais de R$ 700 mil ao governo do Amazonas e R$ 1,2 milhão a clubes locais. A sugestão do presidente do Conselho Regional de Administração do Amazonas (CRA-AM), José Carlos de Sá Colares, é transformar a Arena da Amazônia em um complexo cultural, aos moldes dos Povos da Amazônia e dos estádios do Real Madri e Barcelona, com um Museu do Esporte (a história do esporte), lojas de artesanato, praça de alimentação, visitas monitoradas e um centro de capacitação com aulas de informática e idiomas. “É importante destacar que o complexo seria uma parceria com empresas privadas (lojas e restaurantes) que pagariam pelo espaço ocupado. Assim como seria pago o ingresso para a visitação do complexo”, destacou.

Outra sugestão do administrador é investir na locação da Arena para grandes eventos como shows nacionais e internacionais. Mesmo sem o modelo de gestão definido, a UGP-Copa enxerga muito potencial na Arena da Amazônia e está otimista. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a Arena da Amazônia é um espaço multiuso e não será usada apenas para o futebol, mas também para eventos como shows, feiras e concertos.

Porém, para o diretor técnico da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Ivan Guimarães, a realidade do futebol amazonense não condiz com um estádio como o construído para a Copa. “O Estado conta apenas com um time, o Princesa do Solimões, competindo no Campeonato Brasileiro deste ano, na série D”, observou.

Inauguração da Colina

Após a reforma que deixou o Estádio ismael Benigno no ‘padrão FiFA’, o governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer (Sejel-AM), confirmou a inauguração do estádio da Colina com o clássico ‘galo preto’, partida entre São Raimundo e Sul-América, na próxima quinta-feira (3), a partir das 19h. Na ocasião, o coordenador estadual da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa), Evandro Melo, estará presente. O ingresso para a partida que marca como o primeiro jogo no estádio será 1 kg de alimento não perecível.

Clássico ‘galo preto’ entre São Raimundo e Sul América marca a inauguração do Estádio da Colina – ismael Benigno. O Estádio Carlos Zamith, que fica no bairro Coroado, zona Leste da cidade, foi entregue em maio pelo governador do Amazonas, José Melo.

Construído para ser um dos Campos Oficiais de Treinamento (COT) para as seleções que disputam a Copa do Mundo 2014 em Manaus, o estádio tem capacidade para 5 mil pessoas. A obra custou cerca de R$ 15 milhões e, segundo o governador, ficará como um dos legados da Copa para o futebol local. “Essa, sim, é uma herança importante da Copa, olhando a nossa juventude. Aqui pode ser a usina formadora daquilo que sonhamos para o futebol amazonense. Aqui, vamos poder treinar os jovens talentos que vão formar os times principais”, observou Melo.

O governador, ressaltou que o estádio do Coroado junto com o Estádio da Colina, do bairro de São Raimundo, zona Oeste da cidade, que também foi reconstruído pelo governo do Amazonas para servir de COT, serão utilizados para as partidas de futebol do Campeonato Amazonense. “Serão utilizados para as partidas de público pequeno, que não poderão ser disputada na Arena da Amazônia, onde os custos operacionais são mais altos”, ponderou.

Legado da Copa 

O presidente do Nacional Futebol Clube, Mário Cortez, time que mais jogou até agora na Arena da Amazônia está muito otimista com o resultado dos jogos. “Nosso faturamento até agora superou os R$ 800 mil e isto é maravilhoso, corresponde a 5% de toda nossa arrecadação do ano passado inteiro”, afirmou Cortez.

Os eventos na Arena Vivaldo Lima movimentaram R$ 5,5 milhões e renderam ao Estado, por meio da FVO, cerca de R$ 740 mil. Juntos, os times Nacional, Princesa do Solimões e Fast Club faturaram R$ 1,2 milhão. Ainda segundo o gestor da UGP Copa, já há agenda de shows pós-Copa e dos R$ 740 mil, da renda do jogo inaugural da Arena da Amazônia, mais de R$ 248 mil foram repassados para instituições de caridade por meio do Fundo de Promoção Social (FPS).

 

Copa do Mundo: ribeirinhos do Amazonas relatam dificuldades e amor para assistir jogos

Comunidades às margens do rio Negro torcem pelo Brasil, mas ribeirinhos idolatram estrangeiros

Portal Amazônia

MANAUS – Manaus recebeu quatro jogos durante a Copa do Mundo de Futebol. Entretanto, na região do Baixo Rio Negro, o futebol é parte integrante da vida dos ribeirinhos e a confiança no hexacampeonato mundial do Brasil é grande. Percebe-se ainda que o fenômeno da ‘globalização do futebol’ também invadiu as comunidades. Neste sábado (28), o Brasil entra em campo contra o Chile e os torcedores da comunidade estarão reunidos. Conheça a vida desses ribeirinhos:

Futebol mobiliza centenas de pessoas nas comunidades ribeirinhas, principalmente nos campeonatos locais. Foto: Acervo/FAS

Globalização do futebol

Na comunidade Tumbira, localizada à margem direita do Rio Negro, um jovem caminha com a camisa 7 da seleção de Portugal – número do craque Cristiano Ronaldo. Este é apenas um dos indícios de que o fenômeno da ‘globalização do futebol’ também atingiu as comunidades ribeirinhas do Amazonas. Ao serem perguntados sobre seus ídolos do futebol, a maioria dos jovens cita jogadores de outros países, especialmente o argentino Messi e o próprio Cristiano Ronaldo. Nem mesmo o badalado Neymar supera os dois craques estrangeiros em popularidade na região.

O menino que vestia a camisa de ‘CR7′ é Giovanni Garrido, de 16 anos. Apesar da idolatria pelo craque português, o jovem garante que sua torcida estará com a seleção brasileira. “Aqui a maioria das pessoas assistem juntas, eu gosto de chamar a galera pra assistir os jogos aqui em casa. Lembro muito de 2002 quando o Brasil foi campeão, na época do Ronaldo”, recordou.

Português Cristiano Ronaldo é ídolo entre os jovens ribeirinhos. Foto: Gabriel Seixas/Portal Amazônia

Sem nunca ter ido a um estádio de futebol na vida, Giovanni define como um ‘sonho’ a possibilidade de assistir a um jogo na Arena da Amazônia. “Ainda não assisti nenhum jogo no estádio, mas tenho vontade. Conheço a Arena por fotos. Seria uma emoção muito grande ir lá. Principalmente pra quem está acostumado só em assistir pela TV, então seria muito emocionante”.

Paixão pelo futebol

Vitor Garrido, também de 16 anos, concilia a paixão pelo futebol com o seu trabalho de marceneiro. Fanático pelo esporte bretão, o ribeirinho disputa torneios de futebol organizados pelas próprias comunidades e que são muito populares no Baixo Rio Negro. O jovem relembra a última Copa do Mundo, na qual o Brasil foi eliminado para a Holanda nas quartas de final. “A Copa de 2010 foi muito triste, mas eu tenho certeza que dessa vez o Brasil vai ganhar”.

Vitor Garrido trabalha como marceneiro e nutre paixão pelo futebol. Foto: Gabriel Seixas/Portal Amazônia

Vitor também afirma que a comunidade se mobiliza para acompanhar a seleção brasileira. “Quando o Brasil ganha, é festa que não tem hora pra acabar. O pessoal solta foguetes, é uma grande festa”, contou.

Ainda na comunidade Tumbira, Roberto Mendonça é dono do principal ‘ponto de encontro’ dos torcedores da região em jogos de futebol, a Pousada Garrido. “Como futebol é uma paixão do brasileiro, todo mundo aqui se concentra numa sala grande, escolhe a maior televisão que tem na comunidade e a gente acompanha”. Perguntado se a maior televisão da comunidade seria a sua, Roberto não titubeou. “Com certeza. Colocolo em frente a pousada para a galera vibrar”, brincou.

Passado e presente

Na comunidade Santa Helena do Inglês, também à margem direita do rio Negro, Pedro Vidal faz parte do passado e do presente da torcida pela seleção brasileira. Ao mesmo tempo em que varre um pátio aparentemente abandonado sem tirar o sorriso do rosto, o ribeirinho exibe com orgulho a camisa do Brasil que veste. “A gente está no País da Copa e por isso eu vesti essa camisa, porque eu amo”.

Pedro Vidal exibe camisa da seleção brasileira. Seu time do coração é o Santa Helena, clube da comunidade. Foto: Gabriel Seixas/Portal Amazônia

Um dos fundadores de sua comunidade e apaixonado por futebol desde os 13 anos, Pedro acompanhava os jogos da seleção na infância pelo ‘radinho’ de pilha. “Só em 82 que a gente conseguiu comprar uma TV preta e branca”, relembrou. O que era um privilégio de poucos àquela época, hoje é uma realidade. Toda a comunidade atualmente é abastecida pelo programa ‘Luz para Todos’, do Governo Federal, que leva energia elétrica para a população do meio rural – desta forma, hoje em dia todos os moradores assistem aos jogos pela televisão.

Fã de Pelé, Garrincha e Romário, Pedro confia que a Copa de 2014 será de Neymar. “Na seleção atual a gente tá com uma boa esperança que essa é a vez do Neymar. Ele é um cara novo, e quando a pessoa tem vocação para o futebol, ela vai evoluindo a cada ano e mudando o seu estilo de jogo para melhor”.

Um dos times de futebol ribeirinhos do Baixo Rio Negro. Foto: Acervo/FAS

Ao contrário dos outros moradores de Santa Helena do Inglês, Pedro já teve oportunidade de assistir a um jogo da seleção brasileira in loco, ainda no antigo estádio Vivaldo Lima. “Quando eu era jovem eu sempre assistia jogos em Manaus. Cheguei a ver a seleção brasileira jogando lá, se eu não me engano em 1970. Foi na época do Tostão, ele até fez um gol contra a seleção amazonense”. Ele também nutre o sonho de conhecer a nova Arena da Amazônia. “Eu fui no Vivaldo Lima assistir vários jogos. Agora na Arena [da Amazônia] eu ainda não fui, mas tenho certeza que ainda vou. Tá muito bonita, nota dez”.

Assim como no Tumbira, a comunidade do Santa Helena do Inglês também ganhou um ‘ponto de encontro’ para torcer pelo Brasil na Copa: a Pousada Vista Rio Negro, inaugurada em maio. “Como a gente vai ter agora a pousada, geralmente em dia de jogo da Copa a gente se reúne e assiste, fica tomando uma cervejinha, assistindo pela TV”, conta o dono do estabelecimento e líder da comunidade, Nélson Mendonça.

Pousada do Garrido, na comunidade Tumbira, vai receber turistas franceses e alemães durante a Copa. Foto: Gabriel Seixas/Portal Amazônia

 

Cuiabá registra 103 ocorrências durante a Copa do Mundo

Na Arena Pantanal, dentro e fora, foram 9 ocorrências. No Fan Fest 29 registros e na Rodoviária de Cuiabá 14

Portal Amazônia

Torcedores no Fifa Fan Fest de Cuiaba, Fifa Fan Fest de Cuiabá

CUIABÁ – As unidades da Polícia Judiciária Civil de atendimento ao turista, estrangeiro e nacional, localizadas no centro de Cuiabá, Arena Pantanal, Fan Fest e Rodoviária, registraram 103 ocorrências policiais, a maioria de menor potencial ofensivo no período de 12 a 25 de junho. Os dados são do Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP), extraídos pela Coordenadoria Geral de Estatísticas e Análise Criminal, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/MT).

Grande parte dos registros foi para furtos (33 boletins), extravio de documentos (29) e roubo (7). Ocorrências de uso de drogas, vias de fato, preservação de direito, moeda falsa, lesão corporal, dano e desacato também foram comunicadas.

A Delegacia do Turista, na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), foi a unidade que teve o maior número de registros, além de 154 atendimentos a turistas que procuraram a delegacia para informações e apoio no deslocamento na capital. Na Delegacia foram comunicados 51 ocorrências, sendo 21 furtos e 12 extravios de documentos e objetos.

Na Arena Pantanal, dentro e fora, foram 9 ocorrências. No Fan Fest 29 registros e na Rodoviária de Cuiabá 14.
Três turistas colombianos (duas mulheres e um homem) foram presos em flagrante pelo crime de furto. Uma das prisões ocorreu na manhã desta quinta-feira (26.06), no centro de Cuiabá. Um brasileira teve a bolsa furtada por um casal de turistas colombianos, mas somente a mulher infratora foi detida e levada ao plantão da Delegacia de Roubos e Furtos.

Também foram formalizados nove termos circunstanciados de ocorrências (TCO), para delitos com pena máxima de 2 anos de reclusão e/ou multa. O autores foram dois chilenos, um autuado por uso de drogas e outro por vias de fatos (briga); 1 TCO com representação mútua, de propaganda enganosa queixada por hóspedes venezuelanos contra o dono de um hotel em Cuiabá, que também alegou que os turistas saíram sem pagar a conta; outros 4 brasileiros, sendo dois por lesão corporal leve contra seguranças privados na Fan Fest, 1 por tumulto também no espaço de shows, e um por cambismo, no entorno da Arena Pantanal.

Um japonês respondeu TCO por desacato a um policial, durante jogo da seleção japonesa contra a Colômbia, no dia 24 de junho, e nas comemorações da vitória de 4 x 1 da seleção colombiana, um turista da Colômbia foi autuado por ato obsceno, desacato e resistência, na região de bares da Praça Popular.

Os turistas estrangeiros foram levados no mesmo dia ao Juizado Especial do Torcedor (JET) e lá definida a penalidade. Os brasileiros foram compromissados a comparecer em audiência no Juizado Especial Criminal de Cuiabá.

Para a Polícia Civil todos os delitos comunicados são considerados leves, típicos de ambientes com grandes aglomerações de pessoas e festejos. “São furtos de pequena monta comunicados em nossa Delegacia do Turista, que atuou não só nas atribuições de polícia judiciária, mas também exerceu papel social, virando referência para os turistas de diversas nacionalidades que estiveram aqui”, disse o delegado-geral Anderson Garcia, em coletiva na manhã desta quinta-feira (26), na Sesp/MT.

Copa em Cuiabá

A Copa em Cuiabá mobilizou 1.743 profissionais da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Politec, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal, agentes da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Como força complementar e pontual também foram empregados 1.600 homens do Exército Brasileiro e 162 policiais militares da Força Nacional.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, avaliou positivamente o resultado do conjunto de ações integradas desenvolvidas pelos órgãos municipais, estaduais e federais nos dias de Copa em Cuiabá. “Estamos muito satisfeitos com o resultado até agora. Mas ainda temos trabalho até o final da Copa e vamos atuar em outras frentes, pois temos turistas aqui. Nosso balanço final é positivo pela missão que foi dada e cumprida”, destacou Bustamante.

 

Fim dos jogos da Copa em Manaus desaquece hotelaria e gastronomia

Temporários contratados por restaurantes e hotéis de Manaus são dispensados após período da Copa

Jornal do Commércio

MANAUS – Os cinco primeiros meses do ano não foram positivos para quem procurou empregono Amazonas. Quem esperava que a chegada da Copa do Mundo à cidade representasse a abertura de novos postos de trabalho e contratações efetivadas apenas observou de longe a tímida comemoração de alguns setores, como o de serviços e comércio. E a partida dos turistas, com o fim dos jogos na capital, passa a preocupar empresários que temem uma queda no faturamento pós-Copa, o que pode gerar demissões.

Em alta nos indicadores do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os setores de serviços e comércio abriram vagas respectivamente e a Copa do Mundo com a grande chegada de turistas a Manaus pode receber alguns créditos pelo saldo. O imediatismo causado pelo campeonato e o ‘encantamento’ inesperado dos visitantes pela cidade, que gerou um movimento forte no comércio, também foi responsável por contratações, mas na maioria das vezes, apenas temporárias.

As contratações para o segmento de bares e restaurantes não foram muito aquecidas com a Copa. O setor investiu muito na qualificação dos colaboradores para só então contratar mais; porém, segundo a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – seccional Amazonas (Abrasel-AM), Janete Fernandes, visando suprir um déficit detectado no setor. “As qualificações iniciaram há três anos e os contratados são fixos. Como contratamos apenas o suficiente, provavelmente não demitiremos, mas alguns restaurantes sofreram com o baixo movimento do mês de junho e causam preocupação”, ressalta Janete.

Incerteza pós-Copa

Mesmo com os setores de serviço e comércio ‘em alta’, não há muito o que comemorar, já que as contratações foram mais focadas nos temporários, pelo imediatismo que a Copa pedia, conta o empresário e proprietário do Tambaqui de Banda, Mário Valle. “Houve preparo e treinamento visando um funcionário mais preparado, mas creio que só os estabelecimentos próximos aos pontos de maior concentração de turistas e visitantes efetivem os contratos, e ainda assim, se o movimento for mantido. Não sabemos como vai ser depois”, conta Valle.

O baixo número oficial de contratados contrasta com o contingente de pessoas trabalhando no atendimento ao turista, facilmente percebido em alguns pontos de Manaus. Bares e pequenos estabelecimentos ainda preferem recorrer aos informais para suprir a demanda que veio com o campeonato. “Não há como mensurar o número de informais que aparecem para dar uma força no atendimento, por isso, continuo acreditando em poucas efetivações de vagas de trabalho,” disse Valle.

Hotéis

O setor hoteleiro, grande prestador de serviços, também segue os rumos tomados pelos bares e restaurantes. Não houve contratações massivas e o fim da Copa em Manaus causa preocupação. O setor já apresentava na última quarta-feira (25) queda na ocupação o que pode ser refletido em demissões, explica o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas (Abih-AM), Roberto Bulbol. “Os números de contratações são estáveis, não contratamos muito e pelo formato do negócio, não precisamos de temporários. Nossa preocupação é em manter o número de hóspedes no pós- Copa para evitar demissões”, resume Bulbol.

Números do Caged

De acordo com dados do Caged divulgados na última terça (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referentes ao período de janeiro a maio de 2014, o número de demitidos foi superior ao de novos contratados. O saldo negativo para o Amazonas foi de 2.064 vagas, que representam a quantidade de vagas abertas menos o número de demissões.

 

Jogos da Copa em Manaus movimentam 260 mil pessoas no aeroporto da cidade

Ainda em reforma, aeroporto registrou 3,7 mil voos durante os quatro jogos em Manaus

Portal Amazônia

Fluxo de passageiros no aeroporto aumentou 45% durante o período de jogos da Copa em Manaus. Foto: Divulgação/Infraero Manaus

MANAUS – O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, recebeu cerca de 260 mil pessoas durante os quatro jogos da Copa do Mundo de Futebol na cidade. O número foi divulgado pelo escritório da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Manaus, e se refere ao período entre 6 e 25 de junho.

O volume de passageiros é 45% superior em relação ao mesmo período do ano passado. Em média, foram 11 mil passageiros em embarque e desembarque diariamente, em 200 voos por dia. Dos 260 mil passageiros, 60 mil são de voos internacionais.

A Infraero contabiliza 3,7 mil voos, incluindo voos regulares, fretados e executivos, além de táxi aéreos, helicópteros e voos militares durante a Copa em Manaus. “A Copa do mundo em Manaus foi um importante teste para aferir a capacidade da Infraero em coordenar grandes eventos. E é com grande satisfação que afirmo que fizemos o trabalho bem feito, graças ao empenho de todos os envolvidos”, disse a superintendente do aeroporto, Socorro Pinheiro.

Fun Zone do aeroporto recebeu mais de 4,5 mil pessoas durante os jogos da Copa em Manaus. Foto: Divulgação/Infraero Manaus

Fun Zone

Com funcionamento desde 12 de junho, a Fun Zone do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes recebeu mais de 4,5 mil pessoas. Ingleses, italianos, brasileiros, colombianos, americanos e mexicanos são algumas das nacionalidades que passaram pelo espaço de entretenimento.

Localizada no saguão de desembarque, a Fun Zone é um espaço com acesso gratuito, de atendimento especial, com opções de entretenimento e prestação de serviços. O local possui Internet sem fio gratuita, telão para assistir aos jogos da Copa, música ambiente, videogame, pebolim, futebol de botão, além de máquinas para venda de alimentos e bebidas.

A Fun Zone continuará à disposição dos usuários do aeroporto de Manaus até 20 de julho – sete dias depois do término da Copa.

Reforma

Em reforma desde novembro de 2011, o aeroporto já teve vários prazos para a entrega, mas nenhum foi cumprido. Em reportagem do Portal Amazônia de março deste ano, o superintendente Regional Noroeste da Infraero, Rubem Ferreira Lima garantiu que no final de abril a população já poderia contar com os setores principais completamente em funcionamento.

Portal da Transparência do Governo Federal revela que o percentual de execução física concluído equivale à 89%. No entanto, o percentual é referente ao dia 30 de abril de 2014.

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De acordo com Lima, a reforma e ampliação completa do aeroporto – que inclui estacionamento com 2.670 vagas, aquários e o Aeroshopping – ficaria pronta apenas em setembro. O prazo vencido de abril seria para conclusão da primeira etapa da reforma.

A capacidade aeroporto antes da reforma era de 13,5 milhões de embarques e desembarques/ano. Para 2014 é estimado aumento em pelo menos 4 milhões de passageiros. A conclusão total da obra estava prevista para setembro.

 

Turistas da Copa em Manaus preferem fast-food e bares a restaurantes

 

 

 

 

 

Enquanto restaurantes reclamam da queda no movimento, bares como o Armando comemoram a alta nas vendas

Jornal do Commércio

MANAUS – A procura dos turistas por bares, lanchonetes e restaurantes que vendem comida a quilo, os fast foods, aumentou mais de 50% em Manaus durante os jogos da Copa realizados naArena da Amazônia. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), esse aumento tem relação com o perfil dos turistas. Porém, a entidade confirmou uma queda de 10% no volume de clientes nos estabelecimentos tradicionalmente a la carte no mesmo período.

De acordo com o administrador do Bar do Armando, Roberto Carvalho, as vendas no estabelecimento aumentaram 100% e o clima positivo de comemoração ganhou notoriedade mundial. “Foi boa a repercussão que o bar ganhou na imprensa local, nacional e até internacional”, observou. Segundo ele, os petiscos mais pedidos são os bolinhos de bacalhau e o sanduíche de pernil. Na carta de bebidas, a preferência é pela cerveja ‘estupidamente’ gelada seguida pela caipirinha tradicional. “Embora demore um pouco mais, é preparada de forma artesanal, amassando o limão e o açúcar no pilão, feita na hora”, disse.

Bar do Armando, no Largo de São Sebastião, em Manaus

O bar funciona há mais de 50 anos ao lado da Praça São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus. O fundador, “seu” Armando, era um português que manteve a tradição das receitas dos bolinhos de bacalhau e sanduíche de pernil, agora seguida à risca pelos herdeiros do local. “Ele veio de Portugal para melhorar de vida e conseguiu transformar o bar em um local bem frequentado por todos, intelectuais, juízes, desembargadores, médicos, lavadores de carro. Um local bem eclético, frequentado por todos. Esse é o legado que ele nos deixou”, salientou.

Para a presidente regional da Abrasel, Janete Fernandes, a queda na procura pelos restaurantes que servem pratos a la carte aconteceu por causa da sobretaxa nos preços dos cardápios praticadas pelas agências de viagens. Os turistas do grupo classe A foram os primeiros a procurar a Abrasel para fechar os pacotes. Mas, alguns turistas gaúchos, desse grupo A, fecharam um preço de R$ 119 e a agência chegou a cobrar R$ 600. “Mesmo o turista ganhando em euros, ele não está rasgando dinheiro. Esse é um dos exemplos, em que os turistas vieram procurar se informar com a Abrasel e descobriram que não era o preço aplicado”, informou via assessoria de comunicação.

Para tentar reverter esse problema, a Abrasel realizou ações de panfletagem nos principais pontos de concentração dos turistas em Manaus. “A procura não chegou nem perto do esperado. O pior foi que não conseguimos nem manter o fluxo de clientes que vínhamos mantendo antes da Copa. Vamos torcer para conseguir reverter isso, mas está difícil”, alertou Janete Fernandes.

Ainda sobre os preços elevados dos cardápios, o sócio proprietário da FM Turismo, Pedro Mendonça, disse que as agências, em casos especiais, solicitam um evento para um grupo com apenas um almoço, aí sim é feito um cardápio especial para aquele dia. “Não significa que o turista vai optar pelo mesmo cardápio, por exemplo, por cinco dias. Esses são eventos esporádicos, em que alguns grupos de 20 ou 30 pessoas fecham com as agências e aí é possível que tenha acontecido um caso esporádico”, justificou.

Mendonça não concorda com o aumento dos preços previamente definidos pela Abrasel. “Não houve aumento. Eu não achei que ia ficar rico só nesse período aumentando o preço e criando uma antipatia junto aos meus clientes, que o ano inteiro me apoiam”, disse. O empresário disse que optou por cativar os turistas. “Eles dão a preferência e quando chega na época da Copa aumentam 300%. Não concordo com isso, não aumentei tanto assim, mas ouvi dizer que muitos estabelecimentos aumentaram muito”, informou.

Na opinião de Mendonça quem faturou no Mundial foram os barzinhos populares. “Os turistas gostam de ficar nos botecos bebendo. É um torneio de futebol, não o Festival de Jazz, nem o Festival de Ópera. É um outro público e, mesmo que o fosse, eles estão procurando o lado popular, regional do público que se diverte sem luxo”, frisou.

O empresário concluiu que os turistas da Copa economizam na alimentação para poder pagar ingresso caro e hotel caro. “A verdade é essa. Sou dono da Peixaria do Largo, o movimento foi baixinho, bem aquém do esperado, e nós não aumentamos os preços. Os botecos ganharam dinheiro”, finalizou.

Turistas fizeram do Largo de São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas, um dos pontos mais movimentados de Manaus. Foto: Ítala Lima/Portal Amazônia

Invasão dos ingleses

Quem invadiu a cidade e chegou primeiro no Centro Histórico foram os ingleses. Alguns grupos anteciparam as reservas no Bar do Armando. “Logo no início da Copa, foram os ingleses que chegaram primeiro. Enquanto os italianos iam para os restaurantes, os ingleses lotavam os bares”, relatou. “Os ingleses fizeram contrato conosco, antes de viajar, com grupos de 80 e de 100 pessoas. E nós ficamos na dúvida: será que vem mesmo esse pessoal? E eles vieram”, comemorou.

No dia do jogo entre ingleses e italianos, a procura pelo estabelecimento superou as expectativas, e o consumo de cerveja ultrapassou a quantidade de caixas vendidas em uma semana. “Vendemos entre 150 e 170 caixas de cerveja por semana, mas no dia que antecedeu o jogo da Inglaterra e Itália a procura nos assustou. Vendemos 200 grades em um único dia. Nossa sorte foi que nossos fornecedores nos deram o suporte necessário”, relatou Carvalho.

Para Carbajal Gomes, proprietário do Bar do Caldeira, reduto boêmio do Centro de Manaus, a Copa tem sido sinônimo de muitas vendas. “Nos preparamos para esse momento e não temos do que reclamar. Recebemos os turistas de braços abertos e com muita música e alegria”, comemorou.

 

Manaus registra 14 ocorrências policiais contra estrangeiros

Roubos e furtos lideram registros, de acordo com a SSP-AM; episódios aconteceram entre 13 e 23 de junho

Portal Amazônia

Turistas no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus. Foto: M. Rocha/SEC-AM

MANAUS – Entre os dias 13 e 23 junho foram registradas 14 ocorrências com turistas estrangeiros em Manaus. Destas, seis foram por roubo, três por furto e duas por perda de passaporte. As demais foram por ato obsceno, dano ao patrimônio público e calote. Os envolvidos eram de nacionalidade canadense, italiana, norte-americana, inglesa, peruana, alemã, australiana, venezuelana e croata. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Turista (DECCT), Adauto Nazareth, as ocorrências mais comuns da parte dos visitantes estrangeiros são extravio de bagagem, problemas com agências de turismo e atrasos de voos. Nazareth ainda ressaltou que fazer uma pesquisa a respeito do conceito e das agências e buscar informações dos pacotes oferecidos é fundamental para prevenir problemas durante a viagem.

A delegacia está instalada no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e funciona 24 horas por dia. O efetivo conta com uma equipe de 30 profissionais, entre eles um delegado, um escrivão e dois investigadores. Segundo a assessoria da Polícia Civil do Amazonas, os escrivães, investigadores e o delegado dominam idiomas como o inglês, espanhol, francês e alemão.

De acordo com a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), durante o mundial de futebol, a cidade deve receber 176 mil turistas. O maior contingente seria de brasileiros. O Governo do Estado realizou investimentos da ordem de R$ 100 milhões em segurança para o evento. O Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICC-R), foi a estrutura que recebeu maior volume de investimentos, R$ 68 milhões, entre obras e equipamentos. Já o efetivo envolvido chega a 5 mil servidores das esferas federal, estadual e municipal.