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Em razão de abordagens criminosas contra estrangeiros, principalmente os chilenos, a Polícia Civil divulgou um alerta em Cuiabá

Diário de Cuiabá|Alecy Alves

Dezenas ocorrências de roubos e furtos vitimando turistas, principalmente chilenos que vieram assistir sua seleção enfrentando a equipe da Austrália, ontem, na Arena Pantanal, levou a Polícia Civil a divulgar um alerta em Cuiabá. 

Em diferentes pontos da cidade, entre os quais uma chácara, Fan Fest e em um shopping Center, turistas tiveram sob a mira de armas. Roubaram deles dinheiro e outros pertences como carteira e ingressos. 

O alerta, feito ontem, se baseou no entendimento de que boa parte das ocorrências foi facilitada pelo descuido das vítimas, com exceção dos roubos, claro. Sendo assim, poderiam até serem evitadas. 

Portanto, todo cuidado é pouco para quem circula por bares, praças, pela Arena Pantanal e outros locais da cidade. A polícia recomenda atenção redobrada com a carteira, documentos e outros objetos. 

Jamais deixá-los ao alcance dos olhos e das mãos de estranhos em locais públicos ou de grande circulação de pessoas, estão entre as principais recomendações dos órgãos de segurança pública, válidas não apenas para os turistas. 

A orientação é para que mantenham as carteiras no bolso da frente da calça, no caso dos homens, e bolsas femininas também fixadas na parte frontal do corpo, assim como as mochilas. 

As ocorrências de maior gravidade foram dois roubos: contra 27 chilenos que estavam hospedados em uma chácara e outro de um grupo que caminhava pela Avenida Archimedes Pereira Lima(Estrada do Moinho). 

Em ambos os casos os chilenos foram obrigados a entregar dinheiro, aparelhos celulares e outros objetos de valor comercial. Os dois assaltos estão sendo investigado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos. 

A polícia informou no início da noite de ontem que documentos de turistas estrangeiros e nacionais já foram localizados e estão no setor de achados e perdidos, na Arena Pantanal, onde podem procurá-los. 

Já aqueles que tiveram ingressos furtados podem procurar o Centro de Distribuição de Ingressos, no Shopping Pantanal, munido do boletim de ocorrência, que receberão a cópia do ingresso, também válida na Arena Pantanal. 

Além dessas ocorrências, a delegacia de Delitos de Trânsito, da Polícia Civil, registrou 20 ocorrências, sem nenhuma vítima fatal. Também não houve registro de homicídio, felizmente. 

ESTATÍSTICA – Em Cuiabá, de acordo com dados oficiais da Polícia Civil, nos cinco primeiros meses desde ano(janeiro a maio) foram registrados 2.246 roubos em comércios, residências e contra pessoas. No mesmo período do ano passado ocorreram 1.550 crimes da mesma modalidade, ou seja, quase mil a menos. 

 

A torcida prometeu e cumpriu. Apareceu em grande número, lotando a Arena Pantanal e ajudando o Chilea conquistar a primeira vitória

DIÁRIO DE CUIABÁ|JONAS JOZINO

A Arena Pantanal se transformou em chilena, uma onda vermelha, aos gritos de Chile. Era tudo o que a equipe chilena precisava para mostrar que é realmente uma das gratas surpresas desta Copa e derrotar bem a modesta Austrália. Desde às 12 horas era intensa a movimentação na Arena Pantanal, cheia de chilenos, que até rojões – algo proibido pela Fifa, soltaram antes, durante e após o jogo nas arquibancadas. 

O Chile até parecia que iria fazer como a Holanda e golear a Austrália. Em apenas dois minutos chegou a fazer 2 a 0. Parecia que estava fácil. Não foi, o time acabou se perdendo em campo, mostrando falhas e se não fosse a força da torcida a situação complicava. No final valeu o esforço para vencer por 3 a 1.

O hino cantando pelo grande número de chilenos nas arquibancadas da Arena Pantanal mesmo após o fim de sua execução no sistema de som mostraram que o país sul-americano se sentia em casa, e o time cumpriu isso com sua tática de ocupar totalmente o campo adversário, com três defensores atrás do meio-campo. 

Tocando a bola em busca de espaço, bastou empenho para o Chile abrir o placar. Ele veio de Aránguiz, meio-campista do Inter que recebeu de Alexis Sánchez e brigou pela bola na linha de fundo até girar pelo goleiro e cruzar para Vargas ajeitar e Sánchez estufar as redes aos 11 minutos. 

O Chile se sentiu completamente dono da partida. A Austrália errava até cobrança de lateral e não tinha mais do que lançamentos longos para explorar as velocidades de Oar e Leckie, mas ambos não tinham qualidade para fazer mais do que isolar bolas. 

Os sul-americanos, porém, se sentiram tão à vontade com o domínio que se acomodaram. Sánchez começou a dar dribles bonitos, porém ineficientes, Valdivia girava e só tocava de lado, Vidal se mexia sem mostrar a técnica que exibe na Juventus e Varga corria à toa. O maior erro, porém, ocorreu quando o goleiro Bravo vacilou em lançamento com o pé. 

O passe do goleiro, aos 34 minutos, só foi dominado por um australiano depois do meio-campo, mas o time verde e amarelo avançou com ela na raça, brigando até que Franjic, na ponta direita, cruzou com perfeição para Cahill cabecear no contrapé de Bravo, diminuindo o placar. 

O Chile se assustou ao perceber que o adversário poderia causa problemas e, aos 36, Bravo precisou salvar o Chile rebatendo finalização de Leckie dentro da área. Os comandados de Jorge Sampaoli, então, preferiram manter a posse de bola para evitar sustos e tentar reencontrar o futebol no intervalo. 

Mas não foi o que aconteceu. O time sul-americano voltou pior e não conseguiu mais dominar nem a posse de bola, mesmo com a torcida incentivando a equipe para motivá-la. Quem se animou, realmente, foi a Austrália, que tendeu que não deveria se menosprezar tanto e passou a marcar no seu campo de ataque. 

Beneficiando-se da tensão chilena, os australianos passaram a explorar a estatura de seus jogadores e Cahill era referência e dava trabalho. Aos cinco minutos, foi agarrado por Jara na grande área e o árbitro não deu pênalti. Dois minutos depois, balançou as redes, mas estava impedido. 

Atuando em cima do adversário, a Austrália ainda viu Bravo realizar duas grandes defesas seguidas em chutes de Bresciano, aos dez minutos. Na busca pelos três pontos, Sampaoli trocou os cansados Vidal e Valdivia para preencher seu meio-campo e, assim, garantiu a vitória afastando os australianos da área de Bravo. 

CHILE – 3 

Bravo; Isla, Medel, Jara e Mena; Diaz, Vidal (Gutiérrez), Aránguiz e Valdívia (Beausejour); Vargas (Pinilla) e Sanchez Técnico: Jorge Sampaoli 

AUSTRÁLIA -1 

Ryan; Franjic (McGowan), Davidson, Jedinak (Halloran) e Milligan; Spiranovic, Leckie, Oar e Cahill; Wilkinson e Bresciano (Troisi) Técnico: Ange Postecoglou

Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT) 

Árbitro: Noumandiez Doue (CDM) 

Gols: Alexis Sanchéz, aos 11min., Valdivia, aos 13min. do 1°t, e Beausejour, aos 46min. do 2°t (Chile); Cahill, aos 34min. do 1°t (Austrália) 

Cartões amarelos: Cahill, Jedinak e Milligan (A); Aránguiz (C) 

Chegada da Argentina ao Rio de Janeiro provoca alvoroço

Lancepress

A seleção argentina desembarcou no início da noite desta sexta-feira no Rio de Janeiro e já chegou ao Hotel Sheraton, em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro, para ficar concentrada.Mas se depender da torcida, ao invés de sossego, a equipe só terá festa.

Cerca de duas horas antes da chegada, a torcida já começou a se aglomerar na Avenida Niemeyer e esperou pacientemente. Muita festa, gritaria e curtição com os brasileiros, sempre com bom humor e paz.

Por volta das 20h30 a delegação chegou e a euforia tomou conta de todos. Animados, os jogadores acenaram e tiraram fotos.

A seleção argentina estreia no Grupo B da Copa do Mundo neste domingo às 19h (de Brasília) contra a Bósnia no Maracanã.

Com uma goleada histórica, Holanda se vinga da Espanha

De A Tribuna On-line

 
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Jogadores da Holanda comemoram: time jogou como quis

Sem fazer muito esforço, a Holanda sentiu o doce sabor da vingança na tarde desta sexta-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Na reedição da final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o time holandês mudou a história e venceu os espanhóis por 5 a 1, de virada. Na decisão do último mundial, a Espanha venceu por 1 a 0 com um gol marcado na prorrogação e levantou a taça pela primeira vez em sua história.

Embora não tenha tido maiores dificuldades, o time holandês demorou para encontrar seu jogo. Quando achou, pegou uma Espanha muito aquém daquela de quatro anos atrás, um time praticamente irreconhecível. Com entrosamento e muita vontade, a Holanda fez o que quis em campo.

Começou com problemas, é verdade. O italiano Nicola Rizzoli parecia disposto a mostrar que a  arbitragem é o grande personagem das primeiras partidas da Copa do Mundo. Ele marcou um pênalti de Vrij no brasileiro Diego Costa, que atua pela seleção espanhola. No lance ficou claro que Costa deixou o pé para receber a falta. Xabi Alonso bateu bem e abriu o placar, aos 26 minutos do primeiro tempo.

Só que o time holandês não se abateu e empatou a partida aos 43 minutos. Van Persie recebeu lançamento de Blind, deixou Sergio Ramos para trás e mergulhou para colocar a cabeça na bola e encobrir o goleiro Casillas.

O ‘passeio holandês’ começou aos sete minutos do segundo tempo, com Robben. Ele matou a bola na área, tirou Piqué e bateu de esquerda para marcar o gol da virada. Doze minutos depois, De Vrij marcou o terceiro de cabeça depois que Van Persie dividiu a bola com Casillas. O quarto gol saiu aos 26 minutos em  uma lambança do goleiro espanhol, que dominou mal a bola  e deu de presente para Van Persie, que não perdoou.

Para fechar a conta, Robben recebeu lançamento, passou por Sergio Ramos, deixou Casillas no chão e colocou para o fundo da rede.

Na próxima rodada, quarta-feira que vem, a Espanha pega o Chile no Maracanã com obrigação de vencer. A Holanda, cheia de moral, encara a Austrália no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Van Persie cabeceia com estilo para empatar o jogo

Van Persie cabeceia com estilo para empatar o jogo e dar início à vitoria holandesa em Salvador

FICHA TÉCNICA

ESPANHA 1 X 5 HOLANDA

Data e horário: 13/6/2014, às 16h00

Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)

Árbitro: Nicola Rizzoli (FIFA/ITA)

Assistentes: Renato Faverani (FIFA/ITA) e Andrea Stefani (FIFA/ITA)

Cartões Amarelos: Casillas (ESP), De Guzmán, De Vrij e Van Persie(HOL)

GOLS: Xabi Alonso (pênalti), aos 26 e Van Persie, aos 43 minutos do primeiro tempo; Robben, aos 7, De Vrij, aos 18 minutos, Van Persie, aos 26 e Robben, aos 35 minutos do segundo tempo

ESPANHA: Casillas; Azpilicueta, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Xabi Alonso (Pedro), Busquets, Iniesta e Xavi; David Silva (Fabregas) e Diego Costa (Fernando Torres)

Técnico: Vicente Del Bosque

HOLANDA: Cillessen; Vlaar, De Vrij (Veltman) e Martins Indi; Janmaat, De Jong, De Guzmán (Wijnaldum), Sneijder e Blind; Robben e Van Persie (Lens)

Técnico: Louis van Gaal

CONFIRA AS MELHORES IMAGENS DA GOLEADA DA HOLANDA SOBRE OS ATUAIS CAMPEÕES DO MUNDO:

 

Emoção do futebol não se compartilha só

 

 
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13 Junho, 2014

A Copa do Mundo de 2014 começou com uma colorida festa de abertura e depois uma partida tensa, que culminou com a vitória de 3 a 1 do Brasil contra a Croácia. Em todas as partes do planeta, milhões de espectadores acompanharam as evoluções de craques como Neymar em espaços públicos, mostrando que o futebol é, mais do que tudo, uma festa coletiva.

 

Na Basileia, cidade suíça localizada na fronteira com a Alemanha e França, diversos eventos foram organizados para reunir os torcedores. Um deles é o public viewing do Museu de Esportes e da ong Terra dos Homens. Nesse espaço público, suíços e imigrantes estarão acompanhando os jogos das suas seleções até o final do campeonato em 13 de julho de 2014 no lendário Estádio Maracanã.

Ontem, durante o jogo entre o Brasil e a Croácia, era visível o grande número de pessoas trajando camisetas com as cores verdes e amarelas. Difícil saber a nacionalidade dessas pessoas, mas segundo cálculos não oficiais, aproximadamente 60 mil brasileiros vivem na Suíça, uma boa parte nos centros urbanos fortemente multiculturais como a Basileia.

Porém não importa para que time: assistir uma partida de futebol é compartilhar emoções. As vitórias e derrotas se transformam em bons momentos para todos que estão na frente das telas de projeção. (Texto: Alexander Thoele, swissinfo.ch. Fotos: Thomas Kern, swissinfo.ch)

A Copa é boa para o Brasil

Correio do Brasil|Direto da Redação|José Inácio Werneck

Winston Churchill dizia que a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras. É exatamente o que se passa no Brasil.

Há a Copa do Mundo e há uma imensidão de protestos. Alguns legítimos, como os pedidos de mais verbas para educação e para saúde, outros claramente oportunistas, em que algumas categorias profissionais tentam tomar a população e serviços públicos essenciais como refêns, se não forem atendidas em suas reivindicações.

Mas tudo é bem melhor do que voltarmos aos tempos da ditadura militar.

Há aliás um erro na expressão ditadura militar. Não era só militar.

Aqueles eram tempos excludentes, em que os militares e uma boa parcela de civis que com eles concordavam vendiam a mentira de que era preciso fazer o bolo (isto é, a riqueza) crescer, antes de dividi-lo.

Tal exclusão levou apenas a uma desigualdade econômica e social cada vez maior (além de ótimas sinecuras para os militares), até que um dia não foi mais possível continuar a governar apenas em benefício da parcela mais abonada da população – e a democracia foi restaurada.

Democraca que, como dizia Winston Churchill, etc. etc…..

A verdade é que a riqueza nacional só cresce quando toda a população é incluída, porque aí toda a população tem interesse em levar o processo adiante.

Ela tem “skin in the game”, aforisma criado pelo super capitalista Warren Buffett para dizer que uma pessoa (ou uma classe) também está investida no processo.

É aí que é necessário separar os protestos autênticos – isto é, de categorias com pedidos legítimos de melhoria de condições de trabalho ou de remuneração – das meras explorações para fins políticos.

Entre as últimas, cito uma que recebi há pouco na Internet, em que um cidadão, vestido com uma camiseta em termos vulgares, expressa-se em termos mais vulgares ainda para pedir ao povo que compareça aos estádios, vire-se de costas na hora da execução do Hino Nacional e exiba então outra camiseta os dizeres “Fora Dilma”.

Uma besteira, porque quem está protestando contra o custo da Copa não vai comprar ingresso só para participar de um ato de evidente finalidade eleitoral.

Será possível dizer que interesses econômicos sempre investiriam dinheiro em contratar gente para esta finalidade.

É sua forma de ter “skin in the game”.

Por isto é importante continuar com a democracia, para que a inclusão econômica e social prossiga no Brasil.

Para tanto, ao fim e ao cabo, pela razão mesma de que o Brasil vive uma democracia, é que a Copa – sejamos ou não campeões – é boa para o Brasil.

José Inácio Werneck, jornalista e escritor, trabalhou no Jornal do Brasil e na BBC, em Londres. Colaborou com jornais brasileiros e estrangeiros. Cobriu Jogos Olímpicos e Copas do Mundo no exterior. Foi locutor, comentarista, colunista e supervisor da ESPN Internacional e ESPN do Brasil. Colabora com a Gazeta Esportiva. Escreveu “Com Esperança no Coração” sobre emigrantes brasileiros nos EUA e “Sabor de Mar”. É intérprete judicial no Connecticut, EUA, onde vive.

Brasileiros fazem desagravo a Dilma, que promete não se abater com baixarias

Correio do Brasil

Dilma, vaiada nas tribunas especiais do Itaquerão, rebateu a falta de cortesia e de educação dos torcedores diferenciados

Um dia depois de ser vaiada por torcedores nas arquibancadas especiais na Arena Corinthians, em São Paulo, durante o jogo de abertura da Copa do Mundo, a presidenta Dilma Rousseff respondeu nesta sexta-feira que “não irá deixar se perturbar, atemorizar, por xingamentos que não podem ser sequer escutados pelas crianças e famílias”. As declarações foram feitas em discurso realizado no final da manhã em Brasília, onde a presidente inaugurou a primeira etapa do BRT Expresso DF Eixo Sul.

Dilma lembrou, em sua fala, as dificuldades que viveu na época da ditadura no Brasil, quando foi presa política, e ressaltou que nada disso a tirou de seu rumo.

– Na minha vida pessoal, quero lembrar que enfrentei situações do mais alto grau de dificuldade. Situações que chegaram ao limite físico. Suportei, não foram agressões verbais, foram físicas. Suportei agressões físicas quase insuportáveis e nada me tirou do meu rumo. Nada me tirou dos meus compromissos, nem do caminho que tracei para mim mesma. Não serão xingamentos que vão me intimidar, atemorizar. Não me abaterei por isso, não me abato e nem me abaterei – afirmou.

As vaias, que partiram da área VIP do Itaquerão. A presidenta declarou ainda que os xingamentos não representam o que o povo brasileiro pensa.

– O povo brasileiro não age assim e não pensa assim. Sobretudo, o povo não sente da forma como esses xingamentos expressam – disse.

E fez uma provocação aos agressores verbais: “O povo brasileiro é civilizado e extremamente generoso e educado. Podem contar que isso não me enfraquece. Podem contar”. Dilma voltou a dizer que não vai se “deixar perturbar por agressões verbais”.

Antes de rebater as críticas, a presidenta agradeceu a todos os brasileiros, trabalhadores, empresários, engenheiros, donas de casa, técnicos, servidores públicos e profissionais das mais diferentes áreas que transformaram esse sonho nas 12 cidades-sede em realidade.

– A Copa é um momento de afirmação. Nós demonstramos (na véspera) que conseguimos superar todos os obstáculos para realizar a Copa – afirmou Dilma Rousseff, lembrando que Brasília tem um dos estádios mais bonitos do país.

Defesa contudente

Em seu blog, nesta sexta-feira, o comentarista esportivo Juca Kfouri, assim como outros jornalistas e blogueiros de todo o país, saiu em defesa da presidenta Dilma Rousseff. Segundo afirmou, “ao trazer a Copa do Mundo para o Brasil em 2007, num momento em que o país bombava e tudo dava certo, o ex-presidente Lula não calculou que sete anos depois as coisas poderiam estar diferentes. Mais: não se ligou que Copas do Mundo não são para o povão, mas apenas para quem pode pagar caro por um ingresso nos novos estádios erguidos a peso de ouro para recebê-las. Eis que a bomba explodiu no colo de sua sucessora, pouco familiarizada com a mal vista cartolagem do futebol”.

“Se Dilma Rousseff soube guardar profilática distância de Ricardo Teixeira e, agora, de José Maria Marin (ninguém o viu perto dela ontem) , nem por isso ela evitou a hostilidade da torcida endinheirada que esteve na Arena Corinthians. Se em Brasília, na abertura da Copa das Confederações, a presidenta foi vaiada, em São Paulo foi xingada mesmo, com palavrões típicos de quem tem dinheiro, mas não tem um mínimo de educação, civilidade ou espírito democrático. Ninguém precisava aplaudi-la e até mesmo uma nova vaia seria do jogo. Mas os xingamentos raivosos foram típicos de quem não sabe conviver com a divergência, mesmo em relação a uma governante legitimamente eleita pelo povo brasileiro” acrescentou.

Ainda segundo Kfouri, “a elite branca tão bem definida pelo insuspeito ex-governador paulista Cláudio Lembo, mostrou ao mundo que é intolerante e mal agradecida a quem lhe proporciona uma Copa do Mundo no padrão Fifa. Que os próximos governantes aprendam a lição”.

Os jornalistas José Trajano e Arnaldo Ribeiro, durante o programa ‘Linha de Passe na Copa’, no canal de TV ESPN, também demonstraram-se indignados com a atitude de certos torcedores, presentes na partida de abertura da Copa do Mundo entre Brasil e Croácia. Para eles, o que se encontrou nas arquibancadas foi uma ‘torcida elitizada e grosseira’.

Pandas proibidos de prever os resultados do Mundial

Diário de Notícias|Helena Moreira, editada por Helena TecedeiroHoje

 
Pandas proibidos de prever os resultados do Mundial

Os pandas da reserva de Chengdu, um centro de pesquisa e preservação de pandas gigantes, na China, foram proibidos, pelas autoridades chinesas, de prever os resultados dos jogos do Campeonato Mundial de futebol, que ontem arrancou no Brasil.

Segundo a BBC, os pandas do parque, com um e dois anos de idade, prognosticariam os resultados escolhendo comida colocada em três cestas (representando a vitória de uma equipa, da outra equipa ou o empate) e, nas fases eliminatórias posteriores, subindo a árvores com as bandeiras dos países participantes.

Veja aqui o vídeo:

O polvo Paul, durante o Euro 2008 e o Mundial de 2010, tornou-se o mais famoso molusco no mundo por prever corretamente, escolhendo alimentos colocados em caixas de acrílico com as bandeiras das equipas, todos os resultados da seleção alemã e a vitória da Espanha na final do Mundial da África do Sul. Num ano em que o Mundial se realiza no Brasil, uma vasta variedade de animais em todo o mundo têm sido apontados como seus sucessores.Jardins zoológicos e outras organizações constestaram a ideia de animais preverem os vencedores dos jogos dizendo que se tratava de um golpe de publicidade. Na noite de quinta-feira, as previsões terão sido interrompidas pelas autoridades. No entanto, o jornal chinês Global Times citou um porta-voz do gabinete de investigação que disse que terá sido o próprio centro a cancelar as previsões porque isso teria prejudicado os pandas, exigindo muito contacto com os humanos.

A Suíça escolheu já um porquinho-da-índia para prever os resultados dos jogos da seleção suíça. O animal, de pêlo preto e branco e batizado de Sra. Shiva, corre por um pequeno relvado (cada lado do campo representa uma equipa) e deixa uma marca em forma de fezes do lado da equipa vencedora.

Veja aqui o vídeo:

Sindicato diz que gramado da Arena da Amazônia não tem condições de jogo

Lancepress

A insatisfação com o estado do gramado da Arena da Amazônia só cresce à medida que se aproxima o primeiro jogo de Copa do Mundo no estádio. Neste sábado, Itália e Inglaterra se enfrentam pela primeira rodada do Grupo D e, apesar de os times evitarem críticas, outros envolvidos com o espetáculo não poupam o campo de jogo. O FIFPro, sindicato de jogadores do futebol mundial, divulgou um comunicado lamentando que um jogo de grande nível seja disputado em condições ruins.

Entiddivulgou um comunicado lamentando que um jogo de grande nível seja disputado em condições ruins

Entidade ivulgou um comunicado lamentando que um jogo de grande nível seja disputado em condições ruins

” Os jogadores merecem um gramado de qualidade. Este não é o caso de Manaus. Ninguém quer ver os jogadores e o espetáculo em geral prejudicados”.

Itália e Inglaterra se enfrentam às 19h do sábado, logo após o jogo entre Uruguai e Costa Rica, que abre o Grupo D e será disputado às 16h, em Fortaleza. O jogo marca a revanche para os ingleses, eliminados nos pênaltis pelos italianos na Eurocopa de 2012.

Seleção terá apoio de 60 mil brasileiros e de um torcedor maluco de Hong Kong

 iG São Paulo|Bruno Winckler –

12/06/2014 

Foto: Arquivo pessoal
Coleção de figurinhas da Copa de 1958 adquirida por Kid em um leilão

A seleção brasileira desperta a paixão de milhares de torcedores de todo o mundo.

Serão poucos os privilegiados que poderão estar em Itaquera, na Arena Corinthians, para o jogo de abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira (12), às 17h.

Mas entre os cerca de 60 mil privilegiados estará um verdadeiro apaixonado pelas cores verde e amarela. E ele está bem longe de ser brasileiro.

So Chi Kit, ou como ele gosta de ser chamado, Kid, tem 38 anos e é de Hong Kong. Trabalha como comentarista numa rádio e numa TV locais. É fanático por futebol.

Mas muito mais pela seleção brasileira. Kid chegou a São Paulo na manhã de quarta-feira e a primeira coisa que tentou descobrir foi o local onde a seleção iria se hospedar. Foi lá que o iG Esporte encontrou esse maluco.

Com uma camisa pólo da CBF, Kid tentava se comunicar em inglês com os brasileiros ali. Conversou com alguns e estava entusiasmado em estar pela primeira vez no país que aprender a amar.

“Era isso que eu queria. Sentir essa sensação dos brasileiros. Vai ser lindo estar no estádio na estreia. Estou emocionado de estar aqui”, disse.

Kid é um colecionador de tudo que envolve a seleção brasileira ou o futebol do País. Tem mais de 500 camisas de diferentes clubes, entre eles o Guarani. “Consegui uma camisa autografada pelo Amoroso. A mostrei um dia e ele ficou impressionado por ter um fã em Hong Kong”.

Sua coleção tem mais de 50 camisas de jogadores usadas em jogos da seleção brasileira. Todas autografadas. Kid fica ligado em qualquer leilão na internet de tudo que envolve a seleção.

Tem camisas da Copa de 1966, álbum de figurinhas da Copa de 1958 e fotos com vários craques da seleção, como Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. “Acho que já encontrei o Ronaldinho umas sete vezes”.

Sua paixão pela seleção brasileira começou em 1986, quando ele tinha 10 anos. Ele conta que assistia a Copa do Mundo do México pela TV e não se conteve em lágrimas quando viu o Brasil perder nos pênaltis para a França. “Ali começou minha paixão”. Em 1991 começou sua coleção.

Hoje ele é procurado por toda a Ásia para exibir sua coleção, principalmente em época de Copas do Mundo. A última exposição terminou no dia 9, em Hong Kong.

Agora ele quer leva-la a Pequim, em setembro, onde o Brasilenfrentará a Argentina em amistoso. “Faço tudo isso porque amo o Brasil e seus jogadores”.

Nesta quinta-feira, às 17h, Felipão e seus comandados jogam para 200 milhões de brasileiros… e para um maluco de Hong Kong.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio