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Modelo argentina diz ter vencido 800 homens nas embaixadinhas

Fiorella Castillo tem feito sucesso com a bola nos pés na praia de Ipanema durante a Copa e desafia Messi para um duelo

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Argentina – Uma argentina tem feito sucesso com a bola nos pés na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, durante a Copa do Mundo. A modelo Fiorella Castillo, de 24 anos, diz ter desafiado já cerca de 800 homens nas embaixadinhas e vencido todos.

 

Modelo Argentina é rainha das embaxadinhas

Foto:  Reprodução

“A praia de Ipanema e estar aqui no Brasil já são coisas muito lindas, enfrentar 800 homens e vencer todos eles é uma alegria muito grande para mim”, disse Castillo ao jornal inglês Daily Mail. “Vou voltar para casa muito feliz. E qualquer um que quiser me desafiar será bem-vindo”, completou.

A confiança de Fiorella é tão grande que a faz acreditar na possibilidade de vencer o principal craque da seleção do seu país. “Se eu venceria Messi? É óbvio”, declarou a modelo.

Modelo Argentina mostra habilidade fazendo embaixadinhas

Foto:  Reprodução Internet

Alemanha bate a Argélia no tempo extra e vai pegar a França no Maracanã

Seleções fazem clássico de campeãs do mundo da Europa em partida que será realizada na próxima sexta-feira às 13 horas

O DIA

Rio Grande do Sul – Não foi fácil, mas o Maracanã vai ver Alemanha e França pelas quartas de finais da Copa do Mundo, na próxima sexta-feira. A equipe tricampeã do mundo precisou de mais de 90 minutos para derrotar a Argélia na prorrogação por 2 a 1 e avançar no Mundial. O favoritismo alemão penou para ser confirmado. A seleção africana deu trabalho e valorizou o resultado da Alemanha. O Beira-Rio se despediu do Mundial com um jogão. 

No Maracanã, França e Alemanha vão se enfrentar em uma Copa do Mundo após 28 anos. Em 1986, os alemães derrotaram os franceses por 2 a 0 na semifinal da competição. No Mundial anterior, as duas equipes tinham se encarado na mesma fase, com outra vitória alemã, aquela nos pênaltis, depois de um empate por 3 a 3 no tempo normal. No Brasil, os “Le Bleus” vão ter a chance de uma nova revanche.

Marcação argelina foi muito forte no Beira-Rio

Foto:  Efe

O JOGO

Com a responsabilidade de vencer por conta da sua maior qualidade técnica e tradição, a Alemanha iniciou a partida com maior posse de bola e procurando mais o jogo que a Argélia. No entanto, com apenas sete minutos, os africanos mostraram a força do seu contra-ataque. Slimani foi lançado em condição legal, tentou passar por Neuer, que saiu da área, mas o goleiro alemão foi bem e efetuo o corte. A primeira tentativa dos tricampeões aconteceu aos 10 minutos. Schweinsteiger arriscou de longe e obrigou M’Bolhi a fazer uma boa defesa.

A equipe africana, no entanto, continuava aprontando das suas. Em bela jogada individual, Feghouli driblou dois zagueiros e finalizou por cima do gol alemão. Aos 16 minutos, Slimani até balançou a rede para os argelinos. Após cruzamento, o atacante cabeceou para o gol, mas o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci sinalizou, com ajuda do auxiliar, impedimento. Dois minutos depois, outra chegada dos africanos. Soudani tocou para Ghoulam, que finalizou bem, assustando mais uma vez Neuer.

Com uma marcação muito forte, os argelinos induziam os alemães ao erro. Até no setor defensivo. Mertesacker falhou, Feghouli recuperou a bola e mais uma vez foi preciso Neuer sair do gol para tirar a posse da bola dos pés da equipe africana. Sem conseguir progredir no campo como de costume, a Alemanha chegou apenas em uma jogada de bola aérea. Müller recebeu cruzamento de Kroos, mas a bola acabou indo sem muito perigo de gol para M’Bolhi. Depois, Özil decidiu testar o goleiro africano, que deu rebote. A bola sobrou para o atacante alemão, que dessa vez, não conseguiu dominá-la.

No fim da primeira etapa, os alemães tiveram a sua melhor oportunidade. Kroos arriscou de fora da área, M’Bolhi soltou no pé de Götze, mas o goleiro africano se arriscou e se redimiu com uma bela defesa. No entanto, o resultado seguiu sem nenhuma alteração para o intervalo.

Müller perdeu grandes chances de gol para a Alemanha

Foto:  Efe

Para o segundo tempo, Joachim Löw decidiu colocar um jogador mais fixo na área. O escolhido foi Schürrle, que substituiu Götze. E, na primeira oportunidade que teve, o atacante do Chelsea quase marcou em uma jogada dividida com a zaga argelina. No lance seguinte, Mustafi subiu bem e obrigou o goleiro M’Bolhi a fazer uma bela defesa.

O ritmo do jogo seguia alucinante. Os argelinos chegaram com bastante perigo em uma bola área defendida com Neuar. No lance seguinte, o goleiro armou um ataque com Schürrle, mas a defesa argelina afastou a jogada. Depois, em um belo contra-ataque com cinco jogadores, os africanos voltaram a parar no goleiro alemão. Aos oito minutos, Lahm quase marcou um belo gol. Depois de bela tabela, a bola chegou para o meia alemão chutar, mas M’Bolhi fez uma grande defesa.

Mais recuada, a Argélia dificultava bastante os ataques da Alemanha e seguia perigosa nos contra-ataques. Feghouli teve duas chances. Na primeira, ele finalizou para fora, na segunda, puxou um belo contra-ataque que parou nas mãos de Neuer. Sentindo que poderia vencer o jogo, Vahid Halilhodzic colocou Brahimi no lugar de Taider. Logo depois, os africanos levaram susto. Após bela jogada pela direita, Schweinsteiger cabeceou para fora. Aos 35 minutos, M’Bolhi colocou de vez o seu nome no jogo. Após outra bela jogada de fundo, Müller cabeceou à queima-roupa, mas o goleiro africano fez bela defesa. A bola ainda sobrou para Schürrle, que finalizou na zaga argelina.

Os últimos minutos do tempo normal foram emocionantes, com Neuer saindo do gol novamente para evitar um ataque argelino e com uma outra cabeçada de Schweinsteiger, que acabou parando nas mãos de M’Bolhi. Mesmo com muita luta de ambas as partes, a partida acabou mesmo seguindo para a prorrogação.

Tempo extra

Schürrle abriu o placar para o time alemão

Foto:  Reuters

Após lutar muito no tempo normal, os argelinos acabaram iniciando o tempo extra de forma sonolenta. Com apenas um minuto, Schürrle completou cruzamento e abriu o placar para a Alemanha no Beira-Rio. Com a desvatagem no placar, os africanos partiram para o tudo ou nada. Djabou e Bougherra entraram, queimando as alterações possíveis de Vahid Halilhodzic. E os africanos quase empataram com Mostefa. Aos 11 minutos, após cruzamento para área, a zaga alemã falhou e Mostefa bateu para fora, perdendo a melhor oportunidade africana na primeira etapa do tempo extra.

Precisando vencer, os argelinos buscaram com mais intensidade o gol nos 15 minutos finais de jogo. E os últimos lances do jogo foram emocionante. Após contra-ataque, Özil fez o segundo alemão aos 14 minutos. Porém, ainda havia tempo para o gol solitário dos africanos. Djabou completou cruzamento e diminuiu o resultado. Os argelinos até tentaram empatar em mais um ataque, mas não houve tempo. Mesmo assim, dá adeus ao Mundial de forma honrosa. A Alemanha, uma das favoritas, suou a camisa e mostrou tradição para seguir adiante. O clássico com a França promete. 

ALEMANHA 2 X 1 ARGÉLIA

Estádio: Beira-Rio (Rio Grande do Sul) 
Árbitro: Sandro Ricci (BRA) 
Público: 43.063 presentes 
Cartões Amarelos: Halliche (ARG) 
Cartões Vermelhos: –  
Gols: Schürrle e Özil (ALE) ; Djabou (ARG)

ALEMANHA: Neuer, Mustafi (24′ do 2ºT – Khedira) Khedira, Mertesacker, Boateng e Höwedes; Lahm, Schweinsteiger( 4′ do 2ºT – Kramer), Özil, Kroos e Götze (Intervalo – Schürrle); Müller / Técnico: Joachim Löw.

ARGÉLIA: Mbolhi; Mandi, Belkalem, Halliche (6′ do 1ºT da prorrogação – Bougherra) e Ghoulam; Mostefa, Lacen e Taider (32′ do 2ºT – Brahimi); Feghouli, Soudani (9′ do 1ºT da porrogação – Djabou), Slimani /  Técnico: Vahid Halilhodzic

Em perfil do Twitter, Podolski elogia o Brasil: ‘Melhor lugar para jogar a Copa’

Alemanha enfrenta a Argélia nesta segunda em Porto Alegre

O DIA

Rio Grande do Sul – A seleção alemã será outra, após a passagem pelo Brasil. Independente de conseguir ou não o título mundial, a equipe tricampeã, de fato, está curtindo demais o país da Copa do Mundo. Logo na chegada à Bahia, o goleiro Manuel Neuer e o meia Bastian Schweinsteigger vestiram camisas e tentaram cantar o hino do Tricolor Baiano. Já em Porto Alegre, o próprio maestro do Bayern posou com uma camisa do Grêmio ao lado de Zé Roberto. Neste domingo, mais uma demonstração do carinho dos germânicos com o Brasil aconteceu nas redes sociais. Em seu perfil no Twitter, o atacante Lucas Podolski publicou um texto em português exaltando o país da Copa do Mundo.

Ver imagem no Twitter

A Alemanha volta a campo na segunda-feira, quando enfrenta a Argélia, às 17h (de Brasília), no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Os alemães foram os líderes do Grupo G na primeira fase, com sete pontos, e os Estados Unidos ficaram em segundo, com quatro.

Histórico! Costa Rica elimina a Grécia nos pênaltis e vai enfrentar a Holanda

Costarriquenhos empatam com gregos no tempo normal e vencem nas penalidades máximas. Goleiro Navas brilha e coloca a seleção nas quartas de final da Copa do Mundo

O DIA

Pernambuco – A Costa Rica segue fazendo história nesta Copa do Mundo. Após passar em primeiro lugar na chave D, considerada o ‘grupo da morte’ do torneio (vencendo o Uruguai e a Itália e empatando com a Inglaterra), a seleção da América Central bateu a Grécia nas penalidades máximas, na Arena Pernambuco, no Recife, e passou para as quartas de final do Mundial. O goleiro Navas brilhou ao defender a cobrança do atacante Gekas. No tempo normal, as duas seleções ficaram no empate em 1 a 1, com gols de Bryan Ruiz e Sokratis. Nos pênaltis, os costarriquenhos venceram por 5 a 3 e, pela primeira vez, vão às quartas de final de uma Copa do Mundo. Com o resultado, os gregos deram adeus ao Mundial.

O próximo compromisso da equipe treinada pelo colombiano Jorge Luis Pinto é contra a Holanda, que eliminou o México também neste domingo. A partida vai ser no próximo sábado, dia 5 de julho, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Navas defende cobrança de Gekas e coloca a Costa Rica na próxima fase da Copa do Mundo

Foto:  Carlos Moraes

O JOGO

Os torcedores presentes na Arena Pernambuco desde o primeiro minuto incentivaram a Costa Rica na Arena Pernambuco. Entretanto, a surpresa da primeira fase da Copa do Mundo não se sentia à vontade em campo. Concentrada no jogo, a Grécia dominava o jogo. Os europeus trocavam passes, sem demonstrar pressa para avançar. Logo no minuto inicial tiveram a primeira chance da partida no Recife. Remanescente do título grego da Eurocopa de 2004, Karagounis cobrou falta, o goleiro da Costa Rica deu rebote e Christodoulopoulos chutou para fora.

Os costarriquenhos chegariam pela primeira aos sete minutos. Bryan Ruiz tocou para Bolaños que, da entrada da área, pela esquerda, chutou por cima do gol de Karnezis. Aos 20, Joel Campbell passou por um adversário grego, rente à área e foi derrubado por Karagounis. Bolaños cobrou na altura do pênalti, mas a bola passou por todo mundo e saiu sem perigo.

Com o futebol defensivo que o levou às oitavas de final, a Grécia chegou com perigo aos 28 minutos. Karagounis, remanescente do título do grego na Eurocopa de 2004, emendou um ótimo chute para a meta de Navas, que não teve dificuldades para fazer a defesa. Aos 36 minutos, a Grécia teve a melhor oportunidade de abrir o placar. O lateral-esquerdo Cholevas levantou na área rival, Salpingidis se livrou da marcação de Díaz e, esticando-se, conseguiu desviar, mas Navas fez defesa milagrosa, com a bola saindo pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, o árbitro Benjamin Williams marcou falta ofensiva e deu falta para os costarriquenhos.

Camisa 10 da Costa Rica, Bryan Ruiz comemora o gol marcado no início do segundo tempo

Foto:  Carlos Moraes

Na volta para o segundo tempo, a Grécia foi para o ataque logo no primeiro minuto. Cholevas cobrou falta, Samaras cabeceou firmemente, mas para o centro do gol, onde estava Navas, que segurou a bola. Mas os gregos foram castigados pouco tempo depois. Aos seis minutos, Bolaños, mesmo marcado, notou Bryan Ruiz sem marcação, na meia-lua, e fez o passe. O camisa 10 da Costa Rica tocou de primeira, colocado, no canto esquerdo de Karnezis, para abrir o placar na Arena Pernambuco, para delírio dos torcedores presentes.

Aos 20 minutos, Duarte fez falta feia em Cholevas, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso da partida. Com mais jogadores em campo, a Grécia foi para o ataque, contrariando o jogo defensivo. Aos 25, Samaras, principal atleta grego ofensivamente, cruzou para a área adversária. Navas se complicou no lance e teve de fazer a defesa em dois tempos. 

Os gregos tiveram chances para empatar o jogo na Arena Pernambuco, aos 34 e 38 minutos, respectivamente. Entretanto, Karagounis, de falta, e com Manolas, não tiveram sucesso em suas finalizações. Aos 42, a Grécia chegou com perigo de novo. Christodoulopoulos passou por Junior Díaz, cruzou para Gekas, mas Navas salvou a Costa Rica. 

Os avanços gregos dariam certo aos 45 minutos da etapa final. Dentro da área, Gekas recebeu passe de costas, conseguiu espaço para chutar, Navas espalmou. Livre, Sokratis, o zagueiro, pegou o rebote e botou para o fundo da baliza adversária para deixar tudo igual na Arena Pernambuco.

Aos 48, os gregos quase viraram. Christodoulopoulos levantou na área, Mitroglou cabeceou bem, mas o goleiro da Costa Rica fez excelente defesa, salvando a seleção e levando o jogo para a prorrogação.

Sokratis pega rebote e chuta firme para deixar tudo igual na Arena Pernambuco

Foto:  Reuters

TEMPO EXTRA

Abalada emocionalmente por ter levado o gol de empate no fim da partida, a Costa Rica voltou mal para a prorrogação. A Grécia chegava com perigo, com frequência. Aos cinco minutos, Katsouranis cruzou para Gekas, que cabeceou torto. Aos 10, Cholevas lançou Katsouranis, que chutou, mas González salvou a Costa Rica.

No segundo tempo da prorrogação, Cubero fez boa jogada, cruzou para Campbell, que tentou de letra, mas furou. Katsouranis isolou para escanteio. Na cobrança, a Grécia se defendeu e saiu em contra-ataque, com cinco jogadores, contra dois da Costa Rica. Christodoulopoulos recebeu, livre, já dentro da área. O camisa 16 chutou com força, mas Navas salvou a nação costarriquenha.

Aos 13 e 15 minutos, a Grécia esteve próxima do gol da vitória. No primeiro lance, Mitroglou passou pela marcação de Acosta, mas bateu mal, por cima do gol da Costa Rica. Na outra jogada, o camisa 9 recebeu ótimo lançamento e, cara a cara com o goleiro, bateu, mas Navas fez ótima defesa, com a perna. A bola foi para escanteio. Na cobrança de escanteio, a Costa Rica retomou a posse de bola, mas não tinha mais tempo para fazer nada. O jogo foi para os pênaltis. 

Costarriquenhos festejam a vitória nos pênaltis com dança

Foto:  Reuters

PENALIDADES MÁXIMAS

Na primeira cobrança da Costa Rica, Celso Borges bateu alto, sem chances de Karnezis. O grego Mitroglou chutou bem, no lado direito do goleiro Navas, que pulou para a esquerda. Tudo igual.

Bryan Ruiz, que fez o gol da Costa Rica durante o jogo, anotou o segundo gol da sua equipe nas penalidades máximas. Christodoulopoulos chutou no lado oposto de Navas para deixar tudo empatado.

O zagueiro costarriquenho González cobrou, Karnezis quase fez a defesa, mas a equipe da América Central chegou ao terceiro gol. Cholevas, da Grécia, foi o terceiro a cobrar e marcar pela sua seleção.

Campbel, craque da Costa Rica, cobrou com tranquilidade e deixou o seu time novamente na frente. Gekas bateu para Navas fazer a defesa costarriquenha, para delírio da torcida no Recife. 

Umaña bateu para botar a Costa Rica nas quartas de final da Copa do Mundo. Festa costarriquenha na Arena Pernambuco.

COSTA RICA 1 (5) X (3) 1 GRÉCIA

Árbitro: Benjamin Williams (Austrália) 
Estádio: Arena Pernambuco 
Público : 41.242 torcedores 
Gols:  Bryan Ruiz (6′ 2ºT), Sokratis (45′ 2ºT) 
Cartões Amarelos: Samaris, Manolas (Grécia), Duarte, Tejeda, Bryan Ruiz e Navas (Costa Rica)
Cartões Vermelhos:  Duarte (Costa Rica)

Costa Rica: Navas; Gamboa (Acosta), Umaña, Giancarlo González, Oscar Duarte e Junior Díaz; Tejeda (Cubero), Celso Borges e Bolaños (Brenes); Bryan Ruiz e Joel Campbell 

Grécia: Karnezis; Torosidis, Sokratis, Manolas e Holebas; Maniatis (Katsouranis), Karagounis e Samaris (Mitroglou); Christodoulopoulos, Salpingidis (Gekas) e Samaras.

Le Monde tenta explicar excelente média de gols na Copa 2014

Neymar, um dos artilheiros do mundial, comemora um de seus dois gols contra a Croácia

Neymar, um dos artilheiros do mundial, comemora um de seus dois gols contra a Croácia|REUTERS/Ivan Alvarado|RFI

“Carnaval de gols” é o título da matéria principal do caderno dedicado à Copa do Mundo no Le Monde. Ao longo de três páginas, ilustradas por fotografias de Neymar, Müller, Messi e Benzema, o vespertino tenta explicar a surpreendente média de 2,8 bolas na rede por partida, a melhor desde 1970 (2,96). Em tom bem-humorado, o jornal escala suas teorias.

A primeira delas atribuiria o mérito do espetáculo a FIFA, “essa vendedora de espetáculos”. A entidade recomendou que a arbitragem priorizasse os ataques em detrimento das defesas. Derivam disso os altos índices de cartões e pênaltis marcados nas primeiras partidas. Mas, vale lembrar que os pênaltis praticamente desapareceram depois de uma chuva de críticas e outra, de centroavantes voadores. A recomendação da FIFA ajuda, mas não explica a profusão de placares elásticos.

Ciência

Talvez o calor. O jornal escreve que as altas temperaturas que os jogadores enfrentam sob o sol tropical das 13h enfraqueceriam os organismos, reduzindo a concentração. Isso beneficiaria os atacantes, que se aproveitam de “apagões” defensivos para fazer jogadas rápidas. “Pequisadores britânicos se dedicam à questão porque sempre há um pesquisador britânico para se dedicar ao futebol”, ironiza Le Monde. O que eles teriam concluído? Que “o tempo bom favorece a audácia, enquanto o frio produz um futebol mais retranqueiro”.

As grandes defesas também não entraram em campo. Até agora, a única atuação de goleiro que recebeu destaque foi a do mexicano Guillermo Ochoa, principal responsável por um dos raros zero a zero do torneio. Aliás, vem da América Latina a próxima teoria: a coletividade e a raça do Novo Mundo se impõe sobre o individualismo dos craques do Velho Continente, como Cristiano Ronaldo, Andrea Pirlo e Mario Balotelli.

Contra-ataques sucessivos

Mas quem sustenta as melhores teses é o ex-treinador francês Christian Gourcuff, entrevistado pelos enviados especiais do Le Monde Benoit Hopquin e Bruno Lesprit: “As equipes jogam todas no contra-ataque”, ele explica. “O ritmo é tão forte que a organização tática desaparece”. O ônus deste jogo verticalizado, de ligações diretas entre os setores defensivo e ofensivo, é o desaparecimento do meio de campo. Pouca coisa acontece no meio de campo.

Que o diga a seleção brasileira, que deposita toda sua esperança de armação pelo meio nas costas de Oscar, de 22 anos. Além da responsabilidade de exercer essa função mítica, desempenhada por gente do calibre de Pelé, Sócrates, Zico, Rivaldo e aí por diante, ele tem de auxiliar os volantes na marcação. Logo ele, que está acostumado a jogar quase como um terceiro atacante no Chelsea.

Em meio a todas as teorias, os brasileiros podem sacar uma superstição da alta média de gols do Mundial de 2014: a última vez em que os craques marcaram mais do que 2,7 gols por partida, foi em 1970. Aquela que, até hoje, é considerada por unanimidade a melhor copa de todos os tempos. Nela, o Brasil terminou campeão. Que qualquer semelhança não seja mera coincidência.
 

Copa bate recordes de audiência em vários países

Funcionários de um posto de gasolina assistem pela televisão a um jogo da Copa, em Ribeirão Preto.

Funcionários de um posto de gasolina assistem pela televisão a um jogo da Copa, em Ribeirão Preto|REUTERS/Charles Platiau|RFI

A audiência das televisões em vários países do mundo tem sido bastante acima da média durante a transmissão dos jogos da Copa do Mundo, conforme um estudo publicado nesta sexta-feira (27). A França, entretanto, é uma exceção – os índices de audiência no país têm sido abaixo do esperado.

Na Europa, Itália, Holanda, Alemanha, Grécia e Bélgica são alguns dos países onde os jogos da Copa do Mundo atraíram mais de 80% dos telespectadores, inclusive com a quebra de recordes de audiência.

A partida entre a Bélgica e Coreia do Sul, por exemplo, foi o jogo de futebol mais visto da história da televisão belga, reunindo 5,1 milhões de pessoas. Na Itália, 82% dos telespectadores assistiram ao embate entre a seleção do país e a Inglaterra, enquanto que 84,2% dos alemães que assistiam à televisão acompanharam o jogo contra os Estados Unidos. Na Holanda, 88,4% dos aparelhos ligados estavam sintonizados no confronto com o Chile.

No Brasil, o jogo de abertura da Copa, contra a Croácia, registrou o recorde de 42,9 milhões de torcedores conectados. Essa partida também foi a mais vista dos últimos 12 anos no Reino Unido, com 11,2 milhões de telespectadores atentos ao primeiro jogo da seleção brasileira.

Até na Austrália, onde as partidas são transmitidas de madrugada, 2,3 milhões de pessoas assistiram à partida contra o Chile, enquanto nos Estados Unidos 25 milhões de telespectadores acompanharam o jogo contra Portugal. O número se aproxima dos registrados em uma final da NBA, mais tradicional do que o futebol entre os americanos.

Exceções

Alguns países, entretanto, têm sido exceções à regra. Na Espanha, curiosamente o primeiro jogo do país, contra a Holanda, só foi assistido por 11,2 milhões de pessoas, o equivalente a 68,5% da audiência. Em campo, os espanhóis foram goleados por 5 a 1.

Já na França, somente 56,3% dos telespectadores acompanharam o jogo contra Honduras. Após essa primeira vitória, porém, os números melhoraram nas partidas seguintes – foram de 62% no embate contra o Equador. 

Fulecagem! Sorriso Suárez

Craque uruguaio pode se aventurar em outra área

O DIA|MARTHA ESTEVES

Rio – O canibal uruguaio Luis Suárez vai ficar sem trabalhar durante quatro meses. Mas, diante da fama mundial que alcançou com sua sanha carnívora e com aquela boca cheia de dentes, bem que o rapaz poderia se aventurar em uma nova área: garoto-propaganda de qualquer marca de creme dental. Fica a dica.

Repare no Suárez na foto…

Foto:  Reprodução Internet

‘Flalemanha’

O uniforme vermelho e preto da Alemanha ganhou torcida, mas não fez muito bem ao futebol da equipe.

Uniforme rubro-negro não fez muito bem para o time alemão

Foto:  Carlos Moraes

#VaiTerBofe

Lacen fez história com a Argélia na Copa

Foto:  Reuters

Ainda que a Argélia siga na Copa do Mundo, vale a pena ver de novo o gato Mehdi Lacen, de 1,76m e 74kg.

Que batata, Shaqiri!

Foto:  Reprodução Internet

Que batata!

O atacante suíço Shaqiri é dono da panturrilha mais malhada e “veiuda” da Copa do Mundo. Não houve eleição. Vi a foto e dei o título a ele. Simples assim.

Bem aos homens

Luis Suárez fez um bem aos homens. Conseguiu provar que é possível disputar uma pelada com os amigos e voltar para casa todo mordido.

Mordido, zagueiro italiano Chiellini considera punição de Suárez exagerada

Uruguaio pegou nove jogos de suspensão e mais quatro meses longe das atividades relacionadas ao futebol

O DIA
Chiellini levou a terceira mordida de Suárez. Antes, jogadores do PSV e do Chelsea já haviam sido ‘atacados’ pelo Uruguaio

Foto:  Reuters

Itália – Giorgio Chiellini tinha todos os motivos para nutrir o sentimento de raiva por Luis Suárez. Além da eliminação na Copa do Mundo, o zagueiro ainda levou uma mordida do atacante sul-americano. Mas o italiano deu uma prova de tolerância e humildade ao se solidarizar com o jogador. Segundo ele, a punição da Fifa foi exagerada.

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“Agora, dentro de mim, não há sentimentos de alegria, vingança ou raiva contra Suárez pelo incidente que aconteceu no gramado. Isso já passou. Fica apenas a raiva e o desapontamento sobre a partida”, disse o zagueiro em uma rede social.

Os nove jogos e quatro meses longe de qualquer atividade relacionada ao futebol foram considerados abusivos pelo zagueiro. Que ainda mandou força ao atacante uruguaio e fez um apelo aos dirigentes da Fifa.

“Eu sempre considerei acima dos erros as intervenções disciplinares pelos órgãos competentes, mas ao mesmo tempo eu acredito que a fórmula proposta é excessiva. Eu sinceramente espero que vá ser permitido a ele, ao menos, ficar perto dos seus colegas de equipe durante os jogos, porque um banimento como esse é alienante para um jogador. No momento, meus únicos pensamentos estão com Luis e sua família, porque eles vão encarar um difícil período”, concluiu.

Bélgica bate a Coreia em jogo sonolento e enfrenta os EUA nas oitavas de final

Gol de Vertonghen garante 100% de aproveitamento para os belgas no Grupo H e próximo duelo será na terça, na Bahia

O DIA

São Paulo – Jogo feio e objetivo. A Bélgica venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 e garantiu os 100% de aproveitamento no Grupo H. A vitória sacramentou a primeira colocação dos europeus e cravou também o duelo com os Estados Unidos nas oitavas de final do Mundial. Agora, o compromisso será às 13h da próxima terça-feira, na Arena Fonte Nova. Enquanto isso, os orientais já podem fazer as malas e dar adeus a mais uma Copa do Mundo.

FOTOGALERIA: As melhores imagens da partida entre Coreia do Sul e Bélgica

O duelo não conteve grandes emoções. Mesmo com a expulsão de Defour no fim da primeira etapa, os belgas mantiveram a tática dos chutes de longa distância para surpreender os sul-coreanos. O fato deu certo, mas somente na reta final da partida. Origi, que entrou no segundo tempo, teve uma das melhores atuações do jogo, mesmo de maneira discreta. Diante dos 61.397 presentes, um jogo de dar sono para encerrar a fase de grupos do Mundial no Brasil.

Vertonghen marca e festeja vitória da Bélgica sobre a Coreia do Sul

Foto:  Reuters

A partida começou bastante truncada e sem grandes chances de gol. As equipes tentavam o ataque, mas esbarravam no baixo nível técnico antes de conseguir chegar perto do gol. Sem bons momentos, o jogo ganhava ares de sonolência e desanimava até mesmo os torcedores presentes na Arena Corinthians, que se divertiam fazendo a tradicional festa à brasileira: com “ola” e muita música.

O primeiro momento que fez a torcida levantar não durou muito. Mirallas recebeu lançamento e arrancou livre para encarar o goleiro Seung Gyu. O atacante balançou a rede, mas o auxiliar já havia assinalado o impedimento. Foi a partir de então que os belgas resolveram acordar para o jogo. A equipe europeia passou a trabalhar mais a bola e chegar à área adversária com mais tranquilidade. Mertens teve a grande chance mas, livre, acabou mandando a bola por cima do gol sul-coreano.

A primeira boa chance da Coreia foi apenas aos 30 minutos. Courtois evitou o gol sul-coreano após um bom chute de fora da área e, no lance seguinte, foi a vez da bola ser tirada praticamente em cima da linha para manter tudo igual na Arena Corinthians. O fim do primeiro tempo passou a ser marcado por um grande número de faltas cometidas pelos orientais buscando bloquear os ataques belgas. Na chance de maior perigo, Seung Gyo foi tranquilo para evitar o gol após cobrança direta da Bélgica.

O lance que chamou mais atenção no primeiro tempo, no entanto, ficou por conta de Defour. O volante chegou mais forte numa dividida aos 44 minutos e acabou acertando um pisão na perna do adversário. Sem pensar duas vezes, o árbitro Benjamin Williams expulsou o atleta de maneira direta.

Duelo sonolento e feio marcou a despedida de Bélgica e Coreia da fase de grupos do Mundial

Foto:  Reuters

O segundo tempo não começou diferente. A partida continuou sem grandes chances e com um ritmo lento. A Coreia, que apostou na entrada de mais um atacante no intervalo, tentava chegar com mais eficicência ao ataque, mas seguia encontrando problemas. A Bélgica tentava responder nos contra-ataques, mas a primeira boa chance na segunda etapa voltou a ser de fora da área. Já os coreanos assustaram com uma boa cruzada, que acabou acertando o travessão do gol de Courtois.

A partida, em si, não emplacava. Os técnicos buscavam alternativas e mexiam no time através das substituições, mas nada parecia dar resultado dentro de campo. A Bélgica diminuiu ainda mais o ritmo da partida e só voltou a acelerar ao ataque quando Chadli e Origi entraram. As grandes chances, no entanto, continuavam sendo os chutes de fora da área. De outro lado, a Coreia buscava mais o ataque, mas encontrava dificuldades para furar a retranca belga. Já classificados, os europeus seguravam o jogo e evitavam o desgaste em São Paulo.

O lance determinante foi da mesma forma como a Bélgica já vinha tentando. Um chute forte de fora da área fez o goleiro Seung Gyu se esticar para evitar o gol. A bola, no entanto, foi rebatida para o meio da área e Vertonghen, livre, mandou para o fundo da rede. O Gol serviu para acelerar um pouco o ritmo da partida, mas nada que mudasse o enredo do duelo.

Nos últimos minutos, as faltas voltaram a marcar presença, mas a tentativa da Coreia em buscar o empate chamou atenção na Arena Corinthians, mas sem sucesso… Apita Benjamin Williams, a Coreia dá adeus ao Mundial e os belgas vão se preparar para mais um desafio no Mundial.

FICHA TÉCNICA

Coreia do Sul 0x1 Bélgica

Estádio: Arena Corinthians (São Paulo) 
Árbitro: Benjamin Williams (Austrália) 
Público: 61.397 presentes 
Gols: Vertonghen (32′ do 2ºT) 
Cartão amarelo: Jeong Ho (Coreia do Sul), Dembélé (Bélgica) 
Cartão vermelho: Defour (Bélgica)

Coreia do Sul: Seung Gyu, Lee Young, HongJeong Ho, Kim Young Gwon, Yuan Suk Young; Han Kook Young (Keun Ho), Lee Chung Yong, Ki Sung Yueng, Koo Ja Cheol; Heung Min (Dong Won), Shin Wook (Bo Kyung). Técnico: Hong Myung Bo.

Bélgica: Courtois, Vanden Borre, Lombaerts, Van Buyten, Vertonghenm; Defour, Dembélé, Fellaini, Mertens (Origi), Januzaj (Chadli); Mirallas (Hazard). Técnico: Marc Wilmots.

Argélia empata com a Rússia e vai para as oitavas de final pela primeira vez

Na próxima fase da Copa do Mundo, argelinos terão pela frente a toda poderosa Alemanha. Já os russos estão eliminados

O DIA

Curitiba – Uma das torcidas mais animadas entre todas presentes no Brasil recebeu uma bela recompensa da sua seleção, nesta quinta-feira, na Arena da Baixada. Mesmo não repetindo a boa atuação da goleada de 4 a 2 sobre a Coreia do sul, mas com valentia e muita disposição no ataque, a Argélia arrancou um empate por 1 a 1 com a Rússia e conquistou a tão sonhada e inédita vaga para as oitavas de final da Copa do Mundo. Os gols da partida foram marcados por Kokorin, que abriu o placar para os europeus, e Slimani foi o herói da classificação dos africanos.

Pela primeira vez os argelinos vão para o mata-mata da maior competições entre seleções e terão pela frente a toda poderosa Alemanha, na segunda-feira, no Beira-Rio, às 17h. Já os russos vão embora mais cedo para casa e têm o alento de ser a sede da próxima Copa do Mundo. Até lá, tempo para ter uma seleção melhor, que marcou apenas dois pontos no Brasil.

Slimani foi o herói da classificação argelina

Foto:  Reuters

O JOGO

A partida começou de forma surpreendente. Após a boa goleada por 4 a 2 sobre a Coréia do Sul, muito esperavam a repetição da grande atuação dos argelinos contra os Rússia. Mas logo aos cinco minutos, os russos trataram de acabar com esse favoritismo. Em sua primeira chegada ao ataque, os europeus balançaram as redes! Kombarov avançou livre pela esquerda e cruza na cabeça do Kokorin, que em belo arremate abre o placar. O resultado ia dando a classificação para a Rússia, que conquistava a segunda colocação no Grupo H.

O gol desestabilizou um pouco os argelinos,que não conseguiam manter a posse de bola. A Rússia se compacta bem no campo defensivo, e os africanos têm poucas opções para fazer os passes e preferiam os lançamentos longos nos momentos após o gol. Com o resultado favorável, a Rússia começava cedo a se fechar em seu campo defensivo, eles se posiciona com duas linhas de quatro bem defensivas. A Argélia usava o lado esquerdo com Djabou, principalmente. Mas tinha dificuldades para entrar na área de Akinfeev. Isso dava espaços para os russos chegarem com perigo. Aos 25, Shatov arrancou da esquerda, puxou para o meio, chutou colocado assustando os africanos.

Russos comemoram o gol marcado por Kokorin

Foto:  Reuters

O lance ligou o sinal de alerta nos argelinos, que na segunda metade do primeiro tempo começaram a buscar mais o gol de empate. Aos 26, Mesbah que tabelou com Brahimi, mas na hora do chute pegou mal, e o goleiro russo fez defesa fácil. Três minutos depois, o placar quase foi igualado. Djabou cobrou escanteio, Medjani cabeceou no angulo esquerdo, e Akinfeev espalmou para fora, mas o auxiliar marca impedimento. Um jogador argelino estava em cima do goleiro no lance.

Aos 30, um lance que pode gerar reclamação dos jogadores argelinos, Slimani disputou bola com Kozlov, cai no gramado e pede pênalti, o árbitro mandou o lance prosseguir. Após domínio da Argélia, a Rússia retoma a posse de bola e se mantém no ataque, mas com pouca efetividade, os europeus queriam se manter com a bola nos pés até o fim do primeiro tempo para passar ilesos, e foi assim até apito do juiz.

Akinfeev falha feio e os argelinos empataram a partida

Foto:  Reuters

Disposta tentar matar logo a partida, a Rússia começou o segundo tempo indo para o ataque. Na saída de bola, Samedov arrancou pela esquerda, fez ótima tabela com Kokorin, entrou na área e tocou na saída do goleiro argelino, que saiu abafando a jogada e realizou excelente defesa. Aos cinco, Kerzhakov recebeu em velocidade pela direita, puxou para o meio e chutou de perna esquerda, mas bola bate de Medjani.

A Rússia mostrava mais disposição no segundo tempo e tinha mais chances de gol. Mas quem marcou foi a Argélia. Em cobrança de falta de Brahimi, Akinfeev sai caçando borboleta, e Slimani subiu livre para cabecear para as redes e dar a classificação momentânea para os argelinos.O gol incendiou a torcida africana na Arena da Baixada, muitos choravam de alegria nas arquibancadas. Mas ainda faltava muito para a a confirmação da tão sonhada classificação.

Com o gol sofrido, os russos partiram para o ataque, mas a falta de técnica dos seus jogadores ficou bem exposta aos espectadores. Faltava inspiração e qualidade no meio campo para a criação de boas jogadas de ataque. Assim os europeus tentavam desempatar na base da transpiração. Aos 25, Kerzhakov tabelou com Kokorin, entrou na área russa pela direita e chutou cruzado, mas M’Bolhi realizou ótima defesa.

Com a proximidade do final da partida chegando, a Argélia trocava passes pela esquerda e tentava manter a posse de bola. A Rússia tenta acelerar o jogo, mas encontra dificuldades por conta da falta de qualidade dos seus jogadores. Os argelinos foram valentes e conseguiram se segurar muito bem na defesa e não passaram por muito perigo, e com isso só esperaram o apito final do juiz para comemorar um fato histórico: a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo pela primeira vez em sua história.

 

 

FICHA TÉCNICA

Argélia 1×1 Rússia

Estádio: Arena da Baixada (Curitiba) 
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia) 
Gols: Kokorin (06′ 1T) (Rússia), Slimani (14′ 2T) (Argélia) 
Cartão Amarelo: Mesbah (39’1T), Ghilas(41′ 2T), Cadamuro (46′ 2T) (Argélia),Kombarov (11′ 2T), Kozlov (13′ 2T) (Rússia) 
Cartão Vermelho: 
Público: 39.311 presentes

Argélia: M’Bolhi, Mandi, Belkalem, Halliche e Mesbah; Medjani, Bentaleb, Feghouli, Brahimi e Djabou; Slimani

Técnico: Vahid Halilhodzic

Rússia: Akinfeev, Kozlov, Ignashevich, Berezutskiy e Kombarov; Glushakov(Denisov, Intervalo), Samedov, Shatov, Fayzulin e Kerzhakov; Kokorin.

Técnico: Fabio Capello