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Na presença de Dilma e Alckmin, templo tem apagão

Em meio a denúncias sobre irregularidades na concessão do alvará de construção, foi inaugurado ontem (31), no bairro do Brás, zona central de São Paulo, o Templo de Salomão, maior complexo religioso da Igreja Universal do Reino de Deus. Com capacidade para 10 mil pessoas, o culto inaugural contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, além de autoridades do Judiciário. O local estará aberto a visitações a partir do dia 22.

A obra está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE), pois, segundo a Promotoria de Habitação e Urbanismo, “chama a atenção o fato de que ela foi feita apenas com alvarás de reforma”. Segundo o órgão, isso pode ser um indicativo de fraude, descontrole da administração ou defeito grave de legislação. Em nota, o promotor Maurício Ribeiro Lopes informou, no entanto, que até o momento não há documentos que permitam proposituras judiciais.

A estrutura imponente do templo, com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, desperta a curiosidade dos moradores e visitantes do Brás, bairro conhecido pelo comércio popular de roupas. De acordo com a igreja, o templo tem dimensões que superam as medidas de um campo de futebol. São cerca de 100 mil metros quadrados (m²) de área construída em um terreno de aproximadamente 35 mil m² e com altura de 55 metros.

Durante a cerimônia, fiéis deram testemunho de como saíram das drogas depois que entraram para a Igreja Universal, fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo, que também é dono da Rede Record de Televisão. Ele fez uma oração, aproximando fiéis do palco, pedindo graças aos presentes. “Não importa o que foi feito, não importam os pecados. O que importa é que quando manifestamos fé, confiança, o espírito de Deus vem ao nosso encontro”, declarou. O bispo pediu ainda paz ao povo de Israel.

Fonte: Repórter da Agência Brasil –

PF ouvirá Eduardo Campos sobre refinaria

A suspeita é que a obra tenha sido superfaturada em esquema que envolve o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa

Eduardo Campos será ouvido sobre refinaria / Fotoarena/FolhapressEduardo Campos será ouvido sobre refinariaFotoarena/Folhapress

Da BandNews FM noticias@band.com.br

A Polícia Federal vai ouvir o ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, sobre a construção da refinaria Abreu e Lima.

A suspeita é que a obra tenha sido superfaturada em um esquema que envolve o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa – que continuam presos.

Orçada inicialmente em R$ 13,5 bilhões, segundo a petrolífera, a refinaria vai custar cerca de R$ 18,5 bilhões. 

Em entrevista, Sarkozy contra-ataca e denuncia tentativa de humilhação

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy durante entrevista nesta quarta-feira (2).

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy durante entrevista nesta quarta-feira (2).

TF1

Depois de ficar 15 horas em detenção provisória para interrogatório e ser indiciado por corrupção ativa, tráfico de influência e violação do segredo profissional, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy concedeu, nesta quarta-feira (2), sua primeira entrevista desde que deixou o palácio do Eliseu, em 2012. “Nunca cometi um ato contrário aos princípios republicanos”, declarou.

 

O ex-presidente, de 59 anos, denunciou a “instrumentalização política de uma parte da Justiça” e a intenção de humilhá-lo com uma detenção provisória e uma audiência no meio da madrugada, às 2h, ao invés de uma convocação à justiça. Ele também questionou a imparcialidade de uma das juízas que o intimaram, Claire Thépaut, que fez parte do Sindicato da Magistratura, ligado à esquerda.

Sarkozy qualificou de “grotescas” as acusações do indiciamento e se declarou “profundamente chocado com o ocorrido”. Ele acrescentou que não exige nenhum privilégio. “Nunca traí a confiança” dos franceses, proclamou. “Se eu cometi erros, vou assumir todas as consequências – não sou um homem que foge de suas responsabilidades”.

Para o ex-presidente, o ocorrido na noite anterior convenceu-o da necessidade de dar a entrevista, que foi gravada durante o dia, em seu escritório, poucas horas depois de ter sido indiciado. O canal de televisão TF1 e a rádio Europe 1 transmitiram a conversa com dois jornalistas às 20h (15h em Brasília).

Tramas

Em relação ao governo do atual presidente, François Hollande, Sarkozy disse que “há coisas que estão sendo tramadas – os franceses precisam saber disso e, conscientemente e com toda a liberdade, julgar a situação”.

De acordo com os rumores, Sarkozy tinha a intenção de assumir a liderança do partido de direita UMP após as férias de verão na França e provavelmente preparar sua candidatura à presidência em 2017.

Indiciamento de Sarkozy é destaque na imprensa europeia

Capa dos jornais Aujourd'hui en France, Liberation, Le Figaro, El Pais, The Gardian, Il Corriere della Sera, La Reppublica, O Público desta terça-feira, 02 de julho de 2014

Capa dos jornais Aujourd’hui en France, Liberation, Le Figaro, El Pais, The Gardian, Il Corriere della Sera, La Reppublica, O Público desta terça-feira, 02 de julho de 2014|RFI

Os problemas do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy com a Justiça estão nas manchetes dos jornais franceses desta quarta-feira (2) e também ganharam destaque na imprensa europeia. Todos enfatizam que o indiciamento do ex-presidente pode comprometer seus planos de voltar à vida política francesa.

“Ele pode voltar?”, pergunta a manchete de Libération. Em seu editorial, o jornal progressista afirma que a série de problemas com a justiça na qual Sarkozy foi implicado nos últimos meses coloca em evidência uma prática política baseada em manipulações, arranjos, desvio das regras, “e desprezo pelas leis”.

Libération acusa o ex-presidente de ter uma “ética política duvidosa”. “Mesmo se o ex-chefe de Estado nunca fez da moral a primeira virtude de sua ação, ele não pode desprezar certos valores da nossa democracia. Se ele ainda deseja voltar à política e mesmo reconquistar o poder, Nicolas Sarkozy terá que assumir diante dos franceses o que as investigações revelaram”, conclui o diário.

“Sarkozy: a onda de choque” é a manchete de Le Figaro. Em seu editorial, o jornal conservador insinua que o ex-presidente não é tratado pela justiça como um cidadão comum. Segundo Le Figaro, a privacidade, a presunção de inocência e o direito de defesa de Sarkozy não foram respeitados. O diário lembra que, quando era presidente, Sarkozy queria suprimir a função de juiz de instrução, o que lhe valeu a inimizade da categoria.

Os dois jornais não levaram em conta o indiciamento do ex-presidente, que aconteceu somente na madrugada aqui na França. Em seu site, o jornal popular Le Parisien promove uma enquete entre seus leitores. “Você ficou chocado com o indiciamento de Sarkozy?”, é a pergunta do dia. O diário qualifica a medida de “espetacular”.

Repercussão na Europa

A notícia ganhou grande destaque em toda a imprensa europeia. O britânico The Guardianavalia que o indiciamento de Sarkozy é um grande golpe em sua esperança de voltar ao palácio do Eliseu em 2017.

O espanhol El País aponta que a velocidade dos eventos “surpreendeu todas as forças políticas” francesas, que pedem confiança na justiça. Em um artigo opinativo muito crítico contra Sarkozy, outro jornal espanhol, El Mundo, afirma que o ex-presidente foi pego em flagrante com seus próprios métodos. “Ele foi ouvido, exatamente como fazia com sua rede de espionagem sob medida”.

O português O Público lembra que esse caso provoca grande comoção porque a instituição de presidente na França “tem especial prestigío” e goza de uma forte proteção.

O jornal italiano La Reppublica explica a seus leitores que o delito de “tráfico de influência” é típico do direito francês, onde foi introduzido já no final do século 19. O conceito não faz parte da tradição italiana, que só o adotou em 2012 para se conformar a convenções internacionais da ONU e do Conselho Europeu.

“Não há dúvidas, os juízes insistem em perseguir Sarkozy”, comenta outro diário italiano, Il Corriere della Sera, mais à direita.

Indiciado por corrupção, Sarkozy vai se explicar na televisão

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy em sua casa em Paris nesta quarta-feira (2).

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy em sua casa em Paris nesta quarta-feira (2)|REUTERS/Gonzalo Fuentes|RFI

Indiciado na madrugada desta quarta-feira (2) por corrupção ativa e citado em outras investigações judiciárias, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy vai conceder esta noite sua primeira entrevista desde que deixou o palácio do Eliseu, em 2012. Seus aliados dos partidos de direita afirmam que Sarkozy é injustamente perseguido pela Justiça, enquanto o governo socialista se limita a lembrar os princípios de “independência da Justiça” e “presunção de inocência”.

A entrevista de Nicolas Sarkozy será transmitida ao vivo às 20h, no horário local, pela rádio Europe 1 e pela TF1, o principal canal de televisão francês. O ex-presidente foi indiciado em meio a boatos de que estaria se preparando para voltar à política.

De acordo com os rumores, Sarkozy tinha a intenção de assumir a liderança do partido de direita UMP após as férias de verão na França e provavelmente preparar sua candidatura à presidência em 2017.

Depois de sua derrota contra o socialista François Hollande em 2012, Nicolas Sarkozy, de 59 anos, procurava nos últimos meses assumir o papel de “salvador da pátria”, aproveitando-se da queda da popularidade do atual presidente.

Mas após cerca de 15 horas detido para interrogatório – foi a primeira vez que isso aconteceu com um ex-chefe de Estado na França -, Nicolas Sarkozy foi indiciado por corrupção ativa, tráfico de influência e violação do segredo profissional, o que pode comprometer seus planos de retornar à vida pública.

Reações

O presidente da França, François Hollande, lembrou no final do Conselho dos Ministros desta quarta-feira os princípios de “independência da justiça” e “presunção de inocência”, segundo o porta-voz do governo, Stéphane Le Foll. Já o primeiro-ministro, Manuel Valls, declarou que as acusações contra Nicolas Sarkozy são “graves”.

Alguns partidários do ex-presidente denunciaram “uma perseguição totalmente desproporcional” e questionaram a imparcialidade de uma das juízas encarregadas do processo. Claire Thépaut “alimenta sentimentos de ódio” em relação a Nicolas Sarkozy”, segundo o prefeito de Nice (sudeste da França), Christian Estrosi, do partido UMP. A juíza integrou o sindicato da magistratura, de orientação progressista.

Em resposta, o secretário-geral do sindicato, Eric Bocciarelli, afirmou que a questão não é pertencer ou não a um sindicato, mas sim ser imparcial no exercício das suas funções. “Cada vez que uma pessoa pública é acusada, temos uma reação desproporcional contra os juízes e a Justiça”, lamentou ele, que julga o fenômeno “inquietante”.

Os principais líderes da direita francesa preferiram ser prudentes. O ex-primeiro-ministro François Fillon julga “urgente que tudo seja esclarecido”. Alain Juppé, também apontado como possível candidato à presidência em 2007, disse desejar que a “inocência” de Nicolas Sarkozy seja demonstrada pela Justiça.

Jean-François Copé, o presidente do partido UMP que teve de deixar o cargo devido a um escândalo de superfaturamento de comícios e notas frias, manifestou seu “apoio” a Sarkozy e criticou aqueles que fazem “tudo” para impedir o retorno do ex-chefe de Estado. A eleição para escolher o novo presidente do partido, principal força de direita na França, está marcada para 29 de novembro.

Gilberto Collard, deputado da Frente Nacional, partido de extrema-direita que foi o mais votado nas eleições europeias de maio, declarou que o ex-presidente “ficou definitivamente desacreditado com esses escândalos”. Em um ano, a popularidade de Nicolas Sarkozy caiu 16 pontos junto aos franceses de direita, passando de 66% para 50%.

Escutas telefônicas

Essa é a segunda vez que o ex-presidente é indiciado. A primeira foi no chamado caso Bettencourt, ligado a um suposto financiamento ilegal de sua campanha eleitoral de 2007, mas a Justiça arquivou a denúncia por falta de provas.

A investigação que levou a esse segundo indiciamento foi aberta em fevereiro, baseada em escutas telefônicas visando o ex-presidente e seus próximos.

“Eu não compreendo, não falo de perseguição mas pode perfeitamente se tratar de um erro de apreciação dos juízes, isso já aconteceu no passado”, disse o ex-magistrado e atual deputado do partido UMP George Fenech, citando o caso Bettencourt.

As suspeitas apareceram durante uma investigação sobre acusações de financiamento líbio da campanha eleitoral de 2007 de Sarkozy, levando a Justiça a colocar dois telefones usados pelo ex-chefe de Estado sob escuta entre 3 e 19 de setembro do ano passado.

Essas escutas teriam revelado que Sarkozy e seu advogado estavam bem informados sobre o processo em andamento em segunda instância sobre as suspeitas de abuso de fraqueza em detrimento da bilionária Liliane Bettencourt, que teria contribuído para o financiamento da campanha de 2007.

Os juízes agora tentam descobrir se Nicolas Sarkozy tentou facilitar uma promoção de Gibert Azibert para um cargo em Mônaco em troca de informações sobre o processo. Magistrado de alto escalão, Azibert também foi indiciado, assim como um outro magistrado e o advogado de Sarkozy, Thierry Herzog.

Estações República e Luz da Linha 4-Amarela estão fechadas

De A Tribuna On-line

Estação Luz e República estarão fechadas até a meia-noite

Estação Luz e República estarão fechadas até a meia-noite

Neste domingo, 29 de junho, as estações República e Luz da Linha 4-Amarela estão fechadas durante todo o horário operacional (das 4h40 à meia-noite) para a execução de obras na futura estação Higienópolis-Mackenzie, sob responsabilidade da Companhia do Metropolitano de São Paulo. As estações República e Luz do Metrô funcionam normalmente e a operação nas demais estações da Linha 4-Amarela, no trecho entre Paulista e Butantã, segue normal.

 
A ViaQuatro, concessionária da Linha 4-Amarela, orienta os passageiros a utilizarem o próprio sistema metroviário para realizar seus trajetos. Os usuários que entrarem nas estações Butantã, Pinheiros e Faria Lima com destino às estações República e Luz devem desembarcar em Paulista e seguir viagem usando a integração com a Linha 2-Verde.
 
Já os passageiros que estiverem na estação Luz devem utilizar a integração com a Linha 1-Azul do Metrô. Quem estiver na estação República pode fazer a transferência para a Linha 3-Vermelha do Metrô para prosseguir sua viagem pelo sistema.
 
Informações adicionais podem ser obtidas na Central de Atendimento 0800 770 7100, de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 18h.
 
Serviço
 
Fechamento das estações República e Luz da Linha 4-Amarela
 
Data: 29/06/2014
 
Horário: 4h40 à meia-noite*
 
Operação:

Estação Paulista sentido República e Luz – Integração com a Linha 2-Verde do Metrô

 
Estação República – Integração com Linha 3-Vermelha do Metrô
 
Estação Luz – Integração com a Linha 1-Azul do Metrô
 
 
 
(*) Caso as obras terminem mais cedo, a reabertura das estações será antecipada

Vice-presidente da Argentina é indiciado por corrupção

Se considerado culpado, o vice-presidente argentino, Amado Boudou, pode pegar de um a seis anos de prisão.

Se considerado culpado, o vice-presidente argentino, Amado Boudou, pode pegar de um a seis anos de prisão|©Reuters|RFI

Em uma decisão histórica para a Argentina, o juiz federal Ariel Lijo indiciou, na noite desta sexta-feira (27), o vice-presidente argentino Amado Boudou por suborno e realização de negócios incompatíveis com o cargo público. Boudou está envolvido no escândalo Ciccone, no qual pode ter favorecido alguns empresários e sócios para controlar uma das maiores empresas gráficas do país.

De acordo com o juiz Ariel Lijo, Boudou e seus supostos sócios teriam adquirido a empresa Ciccone Calcografica, que estava à beira da falência, através da sociedade The Old Fund, que seria uma empresa de fachada, quando o vice-presidente era ministro da Economia (2009-2011). Logo depois, ele e seus parceiros teriam se beneficiado de isenções fiscais e contratos governamentais lucrativos para imprimir o peso argentino e material de campanha política.

A decisão do juiz Ariel Lijo foi publicada ontem no site do Departamento de Justiça. O magistrado também deu ordem de apreensão de 200 mil pesos (cerca de R$ 54 mil) de Boudou. Se for considerado culpado, o vice-presidente pode receber a pena de um a seis anos de prisão, além da proibição vitalícia de ocupar um cargo eletivo.

Boudou está em Cuba, mas deve voltar na próxima semana para a Argentina. Ele se declara inocente e vai permanecer em liberdade enquanto aguarda o julgamento. Ele deve prestar depoimento sobre o caso no dia 16 de julho.

Renúncia

Boudou é vice-presidente desde 2011, quando a presidente Cristina Kirchner foi reeleita. Desde que o escândalo Ciccone veio à tona, a chefe de Estado se manteve firme no apoio a seu vice, um dos aliados políticos mais importantes de seu primeito mandato. Muitos argentinos questionam a posição de Kirchner, que vem sofrendo uma intensa pressão de seus adversários, enquanto seus partidários defendem uma renúncia imediata de Boudou.

Lula: o PT não pode fazer campanha sem discutir corrupção

Ex-presidente ainda afirmou que mensalão, “possivelmente”, foi o julgamento que mais sofreu pressão da mídia na “história da humanidade” O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista ao SBT que o PT não pode ignorar o tema da corrupção durante a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição. Lula fez a afirmação quando comentava os palavrões que Dilma recebeu no jogo de abertura da Copa do Mundo.

“Me cheirou a coisa organizada (o ataque à presidente). O preconceito, a raiva demonstrada. Possivelmente a gente tenha culpa de não ter cuidado disso com carinho. O PT não pode fazer uma campanha sem discutir o tema da corrupção. Não podemos, como avestruz, enfiar a cabeça na areia e falar ‘esse tema não é nosso’. Nós temos que debater”, diz Lula. A entrevista completa será exibida no Jornal do SBT.

No resumo exibido na noite desta quarta-feira, o ex-presidente ainda comentou o julgamento do mensalão. Segundo Lula, o processo sofreu com a pressão da imprensa. “A minha tese é de que, possivelmente, esse tenha sido o processo que tenha sido julgado com a maior pressão de determinados setores dos meios de comunicação da história da humanidade. Nunca as pessoas envolvidas num processo foram condenadas com tanta antecedência como foi nesse caso. Eu não estou julgando os ministros, e não vou julgá-los, mesmo que uma decisão ou outra não me agrade. Não é meu papel julgar a Suprema Corte. O que eu acho, agora, o que temos fazer, é recontar essa história.” Segundo Lula, os condenados no mensalão devem conquistar o direito de andar com a “cabeça erguida nas ruas”

Lula voltou a afirmar que vai se dedicar à campanha de Dilma nos próximos meses. “Sei da importância política que eu tenho (…) vou dedicar essa força política a eleger a Dilma.”

O ex-presidente ainda comentou a Copa do Mundo – e criticou os pessimistas em relação ao evento. “O povo brasileiro deu uma lição. O mérito é do povo brasileiro”, diz. Quanto à economia, Lula diz que o governo de Dilma não pode ser comparado com o dele, e sim com 2002 – último ano da administração tucana de Fernando Henrique Cardoso. Segundo o ex-presidente, o Brasil sofre com crescimento pequeno da economia, mas todas os países sofrem devido à crise internacional.

Fonte: Terra 

Juiz abre caminho para julgamento da irmã do rei Felipe VI da Espanha

AFP – Agence France-Presse

25/06/2014

O juiz de instrução do caso de suposta corrupção que abalou a família real espanhola manteve nesta quarta-feira o indiciamento da infanta Cristina, o que abre caminho para o julgamento apenas seis dias depois da proclamação de seu irmão, Felipe VI, como novo rei.

O indiciamento em dezembro de 2011 de Iñaki Urdangarin, de 46 anos, marido de Cristina investigado por suposto desvio de dinheiro público, e depois da infanta em janeiro passado, provocaram um escândalo que contribuiu para derrubar a popularidade do rei Juan Carlos, antes de sua abdicação em 2 de junho.

As consequências do chamado “caso Noos” constituem um dos primeiros problemas que o novo monarca Felipe VI deve enfrentar, depois de assumir o trono em 19 de junho.

Nesta quarta-feira, a Casa do Rei limitou-se a expressar seu pleno respeito às decisões judiciais.

Ao encerrar uma investigação iniciada em 2010 e que o chefe da Casa Real durante o reinado de Juan Carlos, Rafael Spottorno, chamou de “martírio”, o juiz José Castro de Palma de Mallorca decidiu manter acusados, entre quinze pessoas, Urdangarin e Cristina.

Esta última por “dois supostos crimes contra a Fazenda Pública e um de lavagem de dinheiro”.

A decisão não é firme e tanto o promotor anticorrupção de Palma, Pedro Horrach, quanto o advogado da infanta, Miquel Roca, afirmaram que recorrerão de uma decisão que, se for confirmada, colocará pela primeira vez um membro da família mais próxima ao rei no banco dos réus.

“Conhecemos a posição do juiz de instrução, mas não a compartilhamos, razão pela qual vamos apelar ante a Audiência para que resolva esta questão”, declarou Roca em uma coletiva de imprensa na sede de seu escritório em Barcelona.

“A base desta apelação é que não há crime. Não há indício de crime. E isso é o mesmo que a Agência Tributária e que o promotor disseram. Não há bases para nenhum tipo de acusação em nosso critério”, acrescentou o advogado, que apresentará o recurso nos próximos dias.

Na opinião do juiz Castro, Cristina, de 49 anos, cooperou com seu marido, acusado junto a um ex-sócio de ter supostamente desviado mais de seis milhões de euros de dinheiro público através do Instituto Noos, uma sociedade sem fins lucrativos que Urdangarin presidiu entre setembro de 2003 e março de 2006.

“Os supostos crimes contra a Fazenda Pública imputados a Don Iñaki Urdangarin Liebaert dificilmente poderiam ter sido cometido sem ao menos o conhecimento e aquiescência de sua esposa”, afirmou Castro em um auto de 167 páginas.

Em seu depoimento ao juiz no dia 8 de fevereiro, a infanta, que apareceu serena e sorridente, disse não ter nada a ver com os negócios de seu marido e ter participado deles porque Urdangarin pediu e confiava plenamente nele.

Indignação cidadã

“A justiça começa a ser igual para todos, graças a juízes como o juiz Castro”, celebrou ante os jornalistas no Congresso de Deputados o líder da coalizão ecologista-comunista Cayo Lara. “Todos somos iguais perante a lei”, declarou a porta-voz socialista Soraya Rodríguez.

A indignação cidadã por este caso se tornou clara nas manifestações improvisadas que tomaram as ruas de toda a Espanha após o anúncio da abdicação de Juan Carlos pedindo um referendo entre monarquia e república.

Em resposta ao escândalo, Felipe VI prometeu em seu discurso de proclamação uma monarquia íntegra, honesta e transparente.

Felipe, cuja popularidade subia enquanto a de seu pai caía, se manteve até agora imune ao escândalo. Resta saber qual impacto esta nova decisão judicial terá em sua imagem.

“É claro que sim, faz algum dano ao rei, claro”, afirmava José Apezarena, biógrafo de Felipe.

Com a ascensão do novo monarca, suas duas irmãs, Cristina e Elena, saíram automaticamente do círculo restrito da família real, que inclui agora Felipe VI, sua esposa Letizia e suas duas filhas, Leonor e Sofía, assim como seus pais, Juan Carlos e Sofía, que mantêm o título de reis com caráter honorífico.

Urdangarin e Cristina estão, desde o fim de 2011, afastados de todas as atividades oficiais da família, primeira medida tomada pela Casa Real para tentar evitar que o escândalo se propagasse.

A falência moral da FIFA

 | A Pública

Encastelados em um centro de convenções na zona sul de São Paulo, dirigentes do futebol mundial apoiam Joseph Blatter às vésperas da Copa mais controversa da história

A Copa do Mundo está em todas as partes e, pelo planeta, milhões de pessoas aguardam com ansiedade o início do torneio hoje. Mas existe um lugar onde o futebol não é discutido e sequer tem credencial para entrar: no Congresso da Fifa. Em uma mistura de caudilhismo, coronéis, feudos europeus, monarquias asiáticas e clãs africanos, o evento anual da entidade é o retrato de uma organização bilionária, mas falida moralmente.

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209 federações nacionais se reuniram nos últimos dois dias no Transamérica Expo Center, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, em um encontro que explicitou a guerra pelo poder dentro da Fifa e escancarou manobras para comprar votos e ganhar aliados. Tudo graças ao sequestro da emoção de milhões de garotos e famílias pelo mundo que dão parte de seu dinheiro ao futebol.

No centro do debate nesta semana estava a permanência de Joseph Blatter como presidente da organização, um cargo que ele ocupa desde 1998. Na Fifa, ele já está desde 1975. Mas sua avaliação é de que sua missão “ainda não acabou”.

Nos dias que antecederam o Congresso, ele fez o que qualquer político faria: percorreu seus currais eleitorais, fez promessas, apertou mãos, sorriu para câmeras e criticou a oposição. Uma aula para qualquer iniciante e mesmo alguns dos políticos mais experimentados.

Para as organizações regionais pequenas, prometeu que vai estudar novos lugares para as seleções na Copa do Mundo, cargos na Fifa e programas sociais, numa espécie de assistencialismo com direito à retribuições em votos. Aos cartolas africanos, prometeu atacar o racismo e, para os asiáticos, insistiu em dar um lugar especial para a questão palestina.

Mas Blatter teve uma surpresa. Ao se reunir com as federações europeias, não apenas não ganhou o apoio da Uefa como foi fortemente questionado sobre os diversos escândalos de corrupção e sobre suas intenções de se perpetuar no comando da Fifa. O último escânalo gira em torno de denúncias que dirigentes teriam recebido dinheiro para escolher o Catar como sede da Copa de 2012.

“Nunca fui tão desrespeitado”, declarou Blatter, pouco acostumado a ser pressionado ou ser exigido a dar explicações. Para os europeus, havia chegado a hora de dar um basta no “reinado” de Blatter, e não foram poucos os que acusaram de “não ter a capacidade de lidar com a corrupção”. Mas o golpe dos europeus duraria apenas algumas horas. Hábil e acionando sua rede de aliados, Blatter fez questão de mostrar quem é que manda na entidade.

Uma nova Fifa, uma nova Era

O primeiro passo do contra-golpe foi organizar o pagamento do que equivale a uma “propina oficial”. Logo no início do Congresso – que contou com a cicerone Fernanda Lima apresentando o suiço como “o homem que guiou a Fifa com sucesso desde 1998″ – Blatter fez questão de anunciar que estava usando parte da receita da Copa do Mundo no Brasil, a mais lucrativa da história, para repartir bônus a todas as federações nacionais. No total, o cartola usou US$ 200 milhões para ganhar aliados. “Nunca estivemos tão ricos e tão fortes como agora”, declarou.

Cada dirigente saiu de São Paulo com US$ 700 mil a mais no bolso. Se o valor não seria significativo para um alemão ou inglês, o dinheiro fez delegações menores ovacionarem o “grande líder”. “Vocês estão felizes?”, gritava de seu púlpito o dirigente suíço.

A distribuição do “presente” não era por acaso. Momentos depois, surgiria na pauta do Congresso a proposta da Europa de limitar o mandato do presidente da Fifa. A Uefa queria estabelecer uma idade máxima de 72 anos para que um dirigente pudesse ser eleito. Os europeus ainda propunham uma lei que limitava os mandatos a apenas oito anos.

Para Blatter seria desastroso se qualquer uma das propostas fosse aprovada. O dirigente de 78 anos estaria fora do “limite” e teria de deixar sua cadeira em Zurique para um sucessor. O limite no número de mandatos também não agradava

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Afinal, são poucos no Comitê Executivo da Fifa que têm qualquer intenção de aceitar princípios de alternância de poder. Blatter, uma vez mais, cobrou a aliança dos pequenos países em torno de seus votos para derrubar o projeto europeu.

Assim, antes da votação, uma sequência de dirigentes pedia a palavra para apoiar Blatter. Todos vindos de federações com pesos insignificantes no futebol.

O primeiro foi o presidente da Federação de Futebol de Cuba, Luis Hernandez. Vindo de um país cujos líderes se perpetuam no poder, o cartola pediu ao Congresso que não aderissem à onda democrática. “Cuba considera o limite como discriminatório”, declarou. “O que importa é a capacidade de trabalho. Sua capacidade física é importante. Mas sua liderança e moral é o mais relevante”, disse. “Ninguém troca um jogador por idade se ele vai bem. Ninguém troca um treinador e nem o presidente da Fifa quando ela é vencedora”, afirmou.

Quem também saiu em apoio a Blatter foi a delegação do Haiti, país que recebeu dinheiro da Fifa durante anos. “Seria uma discriminação catastrófica”, declarou Yves Bart, presidente da Federação haitiana. Omari Selemani, presidente da Federação do Congo, Sri Lanka e Palestina, também sairam em apoio ao cartola.

Quando seus aliados acabaram de falar, Blatter cortou o papo e pediu que a votação fosse iniciada. No momento de apurar o resultado, nenhuma surpresa: as propostas feitas pelos europeus para reformar a Fifa e permitir uma mudança de geração no comando da entidade foram enterradas. E os dirigentes comemoraram como se tivessem feito um gol.

Enquanto uma vez mais a Fifa mostrava sua cara, as aberrações eram em parte encobertas por salas elegantes do centro de convenções que ocupa 100 mil metros quadrados, ao redor dos quais o trânsito era desviado pela CET para evitar protestos. E pelos dirigentes com seus ternos impecáveis, carros de luxo e uma proteção equivalente a de chefes de estado. Nos corredores, eles repetiam um comportamento de um clã que deve poucas explicações ao mundo. Questionamentos são tratados como traições. Aliados ganham beijos. E a ordem de todos é a de não falar a palavra maldita: corrupção.

Nesta semana, o presidente da Fifa ainda teve de substituir um de seus membros do Comitê Jurídico da Fifa. O motivo: o cartola havia sido preso em seu país de origem, a Nova Caledonia.

Ao final do encontro, sem qualquer pudor, Blatter anunciouque ele conduziria a “nova Fifa” a uma “nova era”, e pediu votos para as eleições, que ocorrem em 2015. Seria o quinto mandato do suiço. Quando foi questionado por um jornalista como ele teria coragem de fazer tal declaração, depois de estar 39 anos na entidade, recusou-se a dar uma resposta.

Hoje, quando a Copa do Mundo começar, o mundo volta a fixar seus olhos no espetáculo do futebol, no campo e nos gols. Nas arquibancadas de mármore do Itaquerão, Blatter e seus aliados, mas também a oposição, voltam a se unir para mostrar a influência de um grupo que não passaria em qualquer exame de credibilidade, mas que controla o esporte mais democrático do mundo.

“Hoje, a maior ameaça para a Fifa são seus próprios dirigentes”, disse Domenico Scala, o chefe do grupo de auditoria independente da Fifa, visivelmente frustrado diante do resultado.

“A Fifa age como uma família mafiosa, com uma tradição de décadas de propinas e corrupção”, completou ontem Lord Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio