Arquivo da tag: CRÉDITO CONSIGNADO

Veja os cuidados para evitar transtornos com empréstimos para aposentados e pensionistas

DIÁRIO DA MANHÂ|ANDRÉIA PEREIRA

O fato da taxa de juros cobrada em empréstimos consignados ser menor para aposentados e pensionistas é um atrativo para os aposentados, que têm o valor da prestação descontado diretamente de suas aposentadorias, mas, o que pode ser uma questão positiva, se não for bem planejada e analisada torna-se um problema.

O gerente de pesquisa e cálculo do Procon-GO Gleidson Tomaz, explica que muitas vezes o Instituto é procurado por aposentados que acabam fazendo empréstimos para outras pessoas, não em benefício próprio, mas para familiares ou amigos e se essas pessoas deixarem de pagar o aposentado fica com a dívida. 

Nesse caso, o Procon  não pode interferir. O que o órgão pode fazer,  é calcular para saber se a taxa cobrada está na média prevista pelo Banco Central.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

No que diz respeito a empréstimos indevidos feitos por criminosos usando o nome dos aposentados, o Gleidson diz que, quando há fraude o órgão encaminha a vítima para a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon). 

Nesse caso, o desconto na aposentadoria é suspenso imediatamente.  Gleydson faz um alerta, “é interessante que o consumidor tenha cuidados referentes aos seus dados. Não passar informações pelo telefone previne cair em armadilhas.”

A grande maioria dos aposentados são idosos, que são vítimas recorrentes de armadilhas e suscetíveis a serem facilmente convencidos quando expostos a argumentos. Algumas instituições financeiras praticam a abordagem ao aposentado, nas adjacências das próprias instituições.

Quando questionado sobre esse fato, Gleydson diz que, “não pode haver propaganda agressiva, não é permitido convencer o consumidor a contratar um empréstimo do qual ele não precisa, esse caso torna-se uma questão de polícia”.

Gleydson faz uma observação importante que equivale para todas as modalidades de empréstimos: “antes da contratação de um empréstimo, a pessoa deve levar as propostas até o Procon, analisar as simulações, desconfiar da taxa, comparar o valor que será adquirido no e o valor final que será pago. “Geralmente, as pessoas só consideram o valor total a ser pago depois que já o contrataram o empréstimo.”

Quanto ao valor máximo da parcela, ele não pode ultrapassar os 30% da renda mensal do consumidor. Quando isso acontece, o Procon entra com ação e faz com que o valor decresça. 

O órgão de defesa do consumidor também aplica multas nas instituições financeiras quando agem em desacordo com as normas e leis. Essa multa, que pode ser de R$ 400 a R$ 6 milhões, vai para o fundo de defesa do consumidor e é revestida em prol de melhorias para o mesmo.