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Número de roubos em São Paulo apresenta crescimento de quase 30%

Agência Brasil

O número de roubos na capital paulista e em todo o estado de São Paulo continua crescendo desde o início deste ano, na comparação com o ano anterior. É o que mostra um balanço divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Em abril, houve crescimento de 29,7% nos roubos cometidos em todo o estado, em comparação a abril de 2013, chegando a 27.711 casos. Na capital paulista, o crescimento foi 33,9% no número de roubos, totalizando 13.909 casos.

Já os homicídios dolosos tiveram alta de 0,3% em abril, em todo o estado, na comparação com o ano anterior, com o registro de 363 casos. Na capital, o índice caiu 1,1%, com o registro de 94 homicídios.

A partir de hoje, a secretaria anunciou que vai começar a divulgar mensalmente o perfil dos homicídios dolosos (mortes intencionais) e da taxa de roubos e furtos de veículos por frotas em todo o estado. Esse perfil apresenta detalhes como o tipo de local em que foram cometidos, além do sexo, idade e cor das vítimas.

Segundo o balanço divulgado hoje, que leva em consideração os primeiros quatro meses deste ano, as mortes intencionais associadas a outros crimes compõem 46,5% do total de casos. Estes homicídios, de acordo com a secretaria, foram cometidos com grave uso de violência, com indício de execução, envolvimento com tráfico ou uso de entorpecentes, crimes de intolerância, sinais de violência sexual, morte de preso ou linchamento.

Do total de casos de homicídios dolosos, 22,2% se referem à morte com grave emprego de violência, mas sem que pudesse ser caracterizada a motivação para o crime. Em seguida, aparecem as mortes com indícios de execução, que correspondem a 17,7% do total de homicídios dolosos.

A maioria das vítimas de homicídios dolosos (34,2% do total de casos) são jovens entre 15 e 29 anos de idade. Os homens são a maior parte das vítimas de mortes intencionais: 84,5% do total de casos. No entanto, as mulheres são a maioria das vítimas de homicídios causados por conflitos entre casais (63,2% dos casos) e também nas mortes com sinais de violência sexual (83,3% dos casos).

As pessoas de cor branca são 46,2% das vítimas de homicídios desde o início do ano, enquanto que as pessoas de cor parda correspondem a 39,4% do total. As de cor preta, a 9,5%.

Quanto ao furto e roubo de veículos, o balanço, que leva em consideração o período entre 2003 e 2013, demonstrou que houve queda de 40,3% na proporção desses crimes em relação ao tamanho da frota no estado, desde 2003. No ano passado, a taxa era de 8,77 roubos e furtos de veículos por cada mil veículos circulando no estado, enquanto essa proporção correspondia a 14,7 delitos/mil veículos em 2003.
 

Grella culpa falhas na legislação por aumento dos roubos em São Paulo, apesar do art. 157 do Código Penal

Agência Brasil

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse nesta sexta-feira que “o aumento de roubos é um fenômeno nacional” relacionado à impunidade gerada pela legislação. Ele defendeu um esforço do País para enfrentar a questão, ao comentar o crescimento, em março passado, de 31,18% nesse tipo de crime – quando há violência ou grave ameaça à vítima – no estado, passando de 20.455 casos no mesmo mês de 2013 para 26.832 registrados agora.

De acordo com o secretário, o combate ao roubo é um problema que depende de atuação em quatro áreas: integração, inteligência, investigação e impunidade. “Nós estamos atuando na inteligência, na integração e na investigação, mas é preciso também que haja um esforço do país no que se refere à questão da impunidade”, afirmou.

Grella coloca em questão a efetividade da legislação penal: “É preciso discutir aspectos da Lei de Execução Penal e do próprio Código Penal. Hoje, há muita gente presa que não deveria estar e muitos que progridem, ganham a liberdade e não deveriam ter esse benefício”, acrescentou o secretário.

Só na capital paulista, o número de casos de roubo teve uma alta de 44,77% em comparação ao ano passado, passando de 9.732 casos para 14.809 em março deste ano. O balanço foi divulgado na tarde de hoje pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

O secretário admitiu que o crescimento dos roubos no estado preocupam. “Nossa principal preocupação é o crime contra o patrimônio. Apesar de termos tido reduções de 33% no caso de roubos a bancos, de 6,5% no caso de furtos e de 1,3% em roubos de cargas, os roubos em geral tiveram aumento”, disse ele.

Também houve aumento de 5,9% no número de latrocínios [roubos seguidos de morte] em todo o estado, que passaram de 34 casos em março de 2013 para 36 este ano. Na capital, no entanto, os latrocínios tiveram queda de 10%, passando de nove para dez casos na mesma comparação.

Segundo Grella, parte do aumento dos casos de roubos se deve ao aumento na criminalidade, mas ele acrescentou que parte desse aumento também se dá porque houve aumento no número de notificações ou denúncias de crimes pela população.

Durante a entrevista, Grella disse que, a partir do próximo mês, a secretaria vai começar a divulgar mais detalhes sobre os roubos e latrocínios no estado. “Não temos medo da transparência. A partir do mês que vem, serão publicados dados mais detalhados sobre roubos e homicídios. Será possível saber, por exemplo, quais são os tipos de roubos mais frequentes e os perfis de homicídios”, falou ele.

Quanto aos homicídios, no entanto, houve queda tanto na capital quanto no estado, onde a redução alcançou 0,75% em março, com 398 casos. Na capital, a redução foi 12%, com 103 casos em março.

“Esses indicadores indicam tendência de queda de homicídios dolosos. Com esses resultados, nossa taxa de homicídios no estado está em 10,32 homicídios por 100 mil habitantes e, na capital, de 10,08 a cada 100 mil habitantes, o que nos posiciona muito próximos da taxa preconizada pela Organização Mundial da Saúde, que é dez mortes por grupo de 100 mil habitantes”, disse o secretário.

Também houve redução nos casos de furtos, que caíram 6,45% no estado, passando de 46.510 em março do ano passado para 43.509 casos este ano. Segundo a secretaria, este foi o menor número de furtos em um mês de março desde 2010, quando ocorreram 42.497 furtos. Já na capital, a queda chegou a 10,3%, com o registro de 15.464 casos em março.

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