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Desemprego nos EUA cai a menor nível desde setembro de 2008

Diminuição do desemprego nos Estados Unidos atingiu o nível mais baixo em seis anos. Na foto fábrica de montagem de televisores em Winnsboro, na Carolina do Sul.

Diminuição do desemprego nos Estados Unidos atingiu o nível mais baixo em seis anos. Na foto fábrica de montagem de televisores em Winnsboro, na Carolina do Sul.

REUTERS/Chris Keane
RFI

O aumento das vagas de empregos nos Estados Unidos saltou em junho e a taxa de desemprego caiu para 6,1%, o menor nível em quase seis anos. Os números divulgados nesta quinta-feira (3) dissipam os temores sobre a retomada da economia americana, após um início de ano difícil.

O Departamento do Trabalho informou que foram criados 288 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado. Os dados para abril e maio foram revisados e indicam um aumento de 29 mil vagas, em relação ao que estava previsto.

Essa foi a primeira vez desde o boom de tecnologia, no final da década de 1990, que a abertura de postos cresceu a um ritmo acima de 200 mil vagas durante cinco meses consecutivos. Nesse contexto, o índice de desemprego recuou 0,2% em relação a maio, ficando em 6,1%. No auge da crise, o pico de desemprego foi de 10%, em outubro de 2009.

Maré positiva

O relatório sobre o trabalho se soma a dados robustos de vendas de automóveis em junho e a números que mostram uma expansão firme das manufaturas, sugerindo que uma queda na produção econômica no primeiro trimestre foi uma anomalia.

O Produto Interno Bruto (PIB) contraiu a uma taxa anual de 2,9% no período de janeiro a março, causando uma forte redução de estimativas do crescimento dos EUA para este ano. O crescimento na segunda metade do ano está estimado em torno de 3,5%.

Conforme os dados divulgados hoje, a taxa de participação na força de trabalho – a parcela de norte-americanos em idade de trabalhar que estão empregados ou buscando um emprego – ficou estável em 62,8%. O índice de norte-americanos com emprego subiu para 59%, nível mais alto desde agosto de 2009.

Euforia nas bolsas

Os dados positivos levaram a bolsa de Nova York a abrir em forte alta nesta quinta. O índice Dow Jones chegou a 17.043 pontos, ultrapassando o limite de 17 mil pontos pela primeira vez na história. 

Movimentações em portos da América Latina crescem 1,7% em 2013

AFP

As movimentações de carga nos portos da América Latina e do Caribe cresceram 1,7% em 2013, percentual que indica uma desaceleração do comércio exterior da região. Um total de 46,6 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) foram movimentados durante o ano passado nos complexos portuários latinos.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O ranking de movimentação de contêineres registra a atividade de 80 terminais da região.

Em 2010 e 2011 a expansão da atividade portuária foi de 14% ao ano. Já em 2012, o crescimento do setor foi de apenas 5,9%. A retração na atividade em relação aos anos anteriores se concentrou sobretudo em portos de cinco países do Caribe.

Na Colômbia, a queda anual foi de 6,9%, enquanto na Jamaica e na Venezuela, a redução foi de 8,2% nas operações, respectivamente. Já no Panamá a baixa foi de 4,1% e a República Dominicana foi o País que mais reduziu a movimentação de cargas através dos portos. Neste caso, a retração foi de 21,7%.

Por outro lado, os terminais de cinco países da América do Sul e de um da América Central mantiveram seu nível de crescimento. Argentina teve alta de 9,8% em comparação a 2012. O Brasil cresceu 6,2%, enquanto Uruguai ampliou a movimentação de cargas em 9,7%. Chile, Equador e Costa Rica ampliaram em 6%, 3,9% e 37,5% as operações portuárias, respectivamente.

O porto com maior crescimento em 2013 na região foi o de Caldera, na Costa Rica, com um avanço de 246%. Em seguida, surge Coronel, no sul do Chile, com alta de 135%, e Itapoá (SC), que cresceu 72,1%.

As maiores quedas foram nos portos de Puerto Plata, com redução de 83,2% e Santo Domingo, na República Dominicana, que registrou redução de 58,5% e de São Francisco do Sul (SC) que reduziu em 37,2% suas operações. (France-Presse)

Homicídios crescem 6,4% no Estado de SP em maio, diz SSP

25/06/2014 

São Paulo, 25 – O número de homicídios no Estado de São Paulo aumentou 6,4% em maio, em comparação com o mesmo mês do ano passado, informou na tarde desta quarta-feira, 25, a Secretaria de Segurança Pública (SSP). O número de casos passou de 329 para 350. Os roubos (exceto de veículos) cresceram 33,6%, de 21.209 para 28.336 casos – maior número desde janeiro de 2012, quando os dados começaram a ser divulgados pela SSP no site.

De acordo com o órgão, os objetos mais roubados são documentos, aparelhos de comunicação como celulares e dinheiro. Pedestres são as maiores vítimas. Já o número de furtos caiu 2,4%, passando de 46.767 para 45.631. A quantidade de casos de roubos de veículos no Estado cresceu 13,9% (de 7.606 para 8.664 casos). O crescimento do número de furtos de veículos em maio, em comparação com o mesmo mês do ano passado, foi ainda maior: 17,7%. O número de casos passou de 9.453 casos para 11.122 no mês passado – maior índice desde o começo de 2012.

Abecs: movimento de cartões cresce 17,7% no 1º trimestre

Estadão Conteúdo

Os cartões de débito e crédito movimentaram R$ 223 bilhões no primeiro trimestre deste ano, montante 17,7% maior que no mesmo intervalo de 2013, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Foram 2,4 bilhões de transações com plásticos nos três primeiros meses do ano, segundo a entidade, 12,5% a mais, na mesma base de comparação.
 
A expansão, conforme a entidade, está relacionada à contínua substituição de meios de pagamento por parte dos consumidores, bem como à expansão do e-commerce e à entrada de novos nichos de comércio e serviço no sistema de cartões. A representatividade dos cartões no consumo das famílias brasileiras chegou a 28,3% ao final de março, aumento de 2,3 pontos porcentuais em relação ao primeiro trimestre de 2013, de 26%.
 
Do montante transacionado no primeiro trimestre, o cartão de débito movimentou R$ 80,5 bilhões, crescimento de 22,3% em um ano. A modalidade tem sido mais utilizada, de acordo com a Abecs pelo brasileiro na hora de pagar suas compras. Foram 1,26 bilhão de transações, aumento de 16,3%, na mesma base de comparação.
 
“O uso de cartão de débito, além de crescer mais que o de cartão de crédito, se caracteriza por ter maior participação em compras de menor valor, substituindo diretamente o uso de dinheiro de papel nas transações do dia a dia”, explica a associação, em nota à imprensa. De janeiro a março, o brasileiro gastou, em média, R$ 63,6 em cada transação com cartão de débito, praticamente metade do tíquete médio do plástico de crédito.
 
Nos três primeiros meses do ano, os cartões de crédito movimentaram R$ 142,4 bilhões, o que representa um crescimento de 15,2% em relação ao primeiro trimestre de 2013. Esse instrumento foi responsável por 1,13 bilhão de transações no período, aumento de 8,7%, e apresentou tíquete médio de R$ 125 2.
 
Os gastos de brasileiros no exterior, segundo a Abecs, feitos com cartão de crédito alcançaram R$ 6,59 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 2,5% ante o mesmo período de 2013. Enquanto isso, o valor gasto por estrangeiros no Brasil, nesses três meses, foi de R$ 3,14 bilhões, expansão de 5,3%.

Receita de serviços cresce 6,8% em março

Estadão Conteúdo

A receita bruta do setor de serviços cresceu 6,8% em março ante igual mês de 2013, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira ao divulgar a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). A receita bruta do setor acumula altas de 8,7% no ano e de 8,7% em 12 meses.
 
O IBGE ainda revisou o dado sobre a receita bruta nominal do setor de serviços de fevereiro de 2014 ante fevereiro de 2013. O crescimento, que havia sido apontado em 10,3%, passou para 10 1%. A PMS foi inaugurada em agosto de 2013, com série histórica desde janeiro de 2012.
 
A pesquisa produz índices nominais de receita bruta, desagregados por atividades e com detalhes para alguns Estados, divididos em quatro tipos principais: o índice do mês frente a igual mês do ano anterior; o índice acumulado no ano; o índice acumulado em 12 meses; e o índice base fixa, comparados à média mensal obtida em 2011.
 
Ainda não há divulgação de dados com ajuste sazonal (mês contra mês imediatamente anterior), pois, segundo o IBGE, a dessazonalização requer a existência de uma série histórica de aproximadamente quatro anos.
 

Cresce participação dos importados na produção industrial do país, aponta CNI

O Coeficiente de Penetração de Importações atingiu 22,5% no primeiro trimestre deste ano. Dados divulgados nesta sexta-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o indicador, que aumentou 0,4 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2013, é o mais alto da série histórica, iniciada em 2007.

A entidade também informou, por meio do estudo Coeficientes de Abertura Comercial, que na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a participação dos importados cresceu 1,4 ponto percentual no início de 2014. No mesmo período, o coeficiente de importações na indústria extrativa caiu de 57,5% para 54,9%.

Entre os 23 setores da indústria de transformação pesquisados, informou a CNI, o coeficiente de penetração de importações caiu apenas nos de farmacoquímicos e farmacêuticos e no de outros equipamentos de transporte (navios, reboques, aviões e outros). Por outro lado, as maiores altas do indicador foram registradas nas indústrias de veículos automotores, produtos diversos, vestuário, têxteis e produtos de metal.

De acordo com a avaliação da CNI, a participação das importações não faz parte de uma estratégia das empresas, mas confirma a falta de competitividade da indústria brasileira. Com baixa produtividade e custos elevados, a indústria nacional está perdendo mercado interno e externo.

No caso do coeficiente de exportação, que mede a importância das vendas externas no valor da produção da indústria, ficou em 19,8% no primeiro trimestre, praticamente igual aos 19,7% do final do ano passado. Na indústria extrativa, o indicador caiu 1,4 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2013. Na indústria de transformação, o coeficiente ficou estável, em 16%.

O objetivo da pesquisa, de acordo com a metodologia divulgada pela CNI, é avaliar a importância que as exportações têm no faturamento total do setor industrial e o grau em que o setor industrial se utiliza de bens importados como insumos em seu processo produtivo.

Fonte: Agência Brasil

 

Brasil precisa de trabalhadores com formação técnica para crescer

AGÊNCIA BRASIL 16/05/2014 

Ao participar da formatura de alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Cabedelo, na Paraíba, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que capacitar e qualificar técnicos é fundamental para que o Brasil cresça.

“Queremos esse país com emprego de qualidade para todos, queremos uma nação que seja integrada por técnicos, cientistas, universitários, mas que seja integrada por técnicos capacitados. Em muitos países um técnico ganha mais que um universitário. Nenhum país se torna desenvolvido sem ter técnico: técnico é essencial”, disse Dilma acrescentando que o Brasil não tinha pessoas com essa qualificação em quantidade suficiente.

A presidenta destacou aos formandos do Pronatec que a educação é o caminho para assegurar a manutenção das melhorias sociais alcançadas pelo Brasil nos últimos anos. “Um país como o nosso que diminuiu a desigualdade entre as pessoas precisa da educação como principal caminho para assegurar a permanência das mudanças”.

A presidenta reafirmou que o governo vai lançar a segunda etapa do Pronatec e falou sobre características fundamentais do programa que são a oferta gratuita de cursos e a diversificação para oferecer cursos de acordo com a necessidade de emprego da região. “Sabemos que as pessoas querem diferentes cursos e que, dependendo do local, a agricultura, o comércio e a indústria demandam profissões variadas”, explicou a presidenta.

O Pronatec foi criado em 2011 pelo governo federal com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. A meta é ofertar 8 milhões de matrículas em cursos técnicos, de formação inicial e continuada até 2014. O programa contabiliza atualmente 6,89 milhões de matrículas.

PIB da zona do euro cresce apenas 0,2% no primeiro trimestre

O crescimento da zona do euro começou fraco em 2014.

O crescimento da zona do euro começou fraco em 2014.

REUTERS/Ralph Orlowski

As taxas de crescimento no primeiro trimestre na zona do euro decepcionam. O PIB do bloco cresceu apenas 0,2% entre janeiro e março, enquanto a expectativa era de um aumento de 0,4%. A economia francesa, a segunda maior do bloco, teve crescimento nulo no período.

 

O ministro da Economia francês, Michel Sapin, não viu problemas nesse desempenho modesto. “Não é nada grave”, afirmou Sapin, estimando que o “pacto de responsabilidade”, medida adotada pelo governo francês para reduzir os encargos para as empresas, ainda não surtiu efeito.

O PIB da Itália (-0,1%), Portugal (-0,7%) e Holanda (-1,4%) foram negativos nos três primeiros meses de 2014. A Finlândia entrou em recessão no primeiro trimestre do ano após registrar um segundo trimestre consecutivo de queda no PIB, com um recuo de 0,4% nos três primeiros meses, mesmo índice do último trimestre de 2013.

A Alemanha, mais uma vez, está na contra-mão dos seus parceiros e foi o único país a registrar um bom desempenho com o crescimento de 0,8% do PIB no período, o melhor desempenho trimestral dos últimos 3 anos.

Economistas preocupados com a fragilidade do bloco

Os dados demonstram claramente que a retomada econômica da zona do euro continua muito frágil. A Eurostat, agência europeia de estatísticas, não revelou os detalhes da composição do PIB, mas expôs os dados decepcionantes sobre o consumo, particularmente na França, e números do comércio exterior, que exerceram grande influência, incluindo os da Alemanha.

O desempenho comercial externo que durante anos estimulou o crescimento alemão, atuou desta vez como um freio nos três primeiros meses do ano. Analistas financeiros não escondem a decepção com as estatísticas divulgadas nesta quinta-feira porque “sugerem que a zona do euro ainda está mundo longe de adquirir o ritmo necessária para uma retomada durável de sua economia”.

Riscos de deflação

A Eurostat publicou também nesta quinta-feira (15) dados sobre a inflação no mês de abril na zona do euro que ficou em 0,7%, ou seja, bem abaixo do objetivo fixado pelo Banco Central Europeu de manter um índice de inflação um pouco maior, mas inferior a 2%. Especialistas afirmam que para manter a rota de crescimento e lutar contra as pressões deflacionistas, uma alta do euro deverá ser evitada.

Na semana passada, o Banco Central Europeu se mostrou muito preocupado com uma valorização da moeda única e sugeriu que poderá intervir nas próximas semanas, se julgar necessário. Em um período de inflação baixa prolongada, a cotação do euro representa uma “séria preocupação” para o BCE, declarou o presidente da instituição, Mario Draghi, durante uma reunião de política monetária na quinta-feira. 

Emprego na indústria cresce 0,2% em março, segundo IBGE

Estadão Conteúdo

O emprego na indústria avançou 0,2% na passagem de fevereiro para março, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira, 13. Na comparação com março de 2013, o emprego industrial apontou queda de 1,9% em março deste ano. No acumulado do primeiro trimestre de 2014, os postos de trabalho na indústria diminuíram 2,0%. Em 12 meses, o emprego industrial acumulou queda de 1,4%. 
 
O número de horas pagas recuou 0,3% na passagem de fevereiro para março, registrando assim a segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, período em que acumulou uma perda de 0,4%. Já em relação a março do ano passado, o número de horas pagas caiu 2,4%, a décima taxa negativa seguida, com resultados negativos em dez dos 14 locais e em 14 dos 18 ramos pesquisados. No ano, o número de horas apresentou redução de 2,3%, e, em 12 meses, foi vista queda de 1,4%. 
 
Folha de pagamento
 
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores recuou 2,1% em março. No mês anterior, a folha tinha avançado 1,5%. Em março houve influência negativa tanto da indústria de transformação, que teve queda de 1,5% no valor da folha de pagamento, quanto do setor extrativo, que também caiu 1,5%.
 
Na comparação com março de 2013, o valor da folha de pagamento real cresceu 0,5% em março deste ano, terceiro resultado positivo seguido nesse tipo de comparação, com avanços em nove dos 14 locais investigados. No ano, a folha de pagamento da indústria sobe 2,1%, e, em 12 meses, a expansão é de 1,4%.

Brasileiro diretor da OMC destaca papel de países em desenvolvimento no comércio

Brasileiro Roberto Azevêdo é o diretor-geral da OMC desde março de 2013.

Brasileiro Roberto Azevêdo é o diretor-geral da OMC desde março de 2013.

OCDE
Lúcia Müzell

O pior da crise econômica já ficou para trás e na medida em que a retomada econômica se consolidar, os países em desenvolvimento terão um papel cada vez mais importante no fluxo comercial mundial. Essa é a avaliação do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, que participou nesta terça-feira (6) em Paris de um debate sobre o futuro do comércio global.

 

O evento aconteceu durante o Fórum da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) sobre as perspectivas econômicas para este ano e o seguinte. Azevêdo destacou que o multilateralismo das decisões na governança global, incluindo os países emergentes, vai se refletir nas transações comerciais.

“Acho que vamos ver muitos países em desenvolvimento, que até agora não participavam completamente dos fluxos comerciais, ter um papel cada vez maior daqui para frente. Vamos ver novos atores incluindo-se nos fluxos comerciais globais, mas também nos fluxos de investimentos”, afirmou.

O diretor-geral observou que o comércio “é uma ferramenta potencial para o desenvolvimento”, ao gerar aumento da produtividade, da criação de empregos e do crescimento econômico. Com a saída da crise, os países vão procurar novas alternativas de negociações comerciais, e o resultado será o aumento de acordos bilaterais ou regionais, inclusive nos países em desenvolvimento, na opinião Azevêdo.

“Acho que os tratados regionais de comércio e os tratados de livre comércio vão proliferar, não somente entre os países desenvolvidos, mas também entre os em desenvolvimento. Eu estive na África na semana passada e só se fala em integração regional, integração continental”, disse. “Essa vai ser uma parte importante das negociações comerciais.”

Protecionismo

Neste contexto, Azevêdo advertiu para os riscos de as barreiras não-tarifárias, muitas vezes protecionistas, frearem o comércio internacional. As mais usadas são as restrições sanitárias para as importações, os subsídios e as medidas antidumping e compensatórias.

“O problema com as barreiras não-tarifárias é que são completamente imprevisíveis. Você não sabe que corpo ou que forma elas terão. Às vezes elas são ilegítimas, às vezes são apenas regulatórias, e às vezes são protecionistas”, explicou, sem citar exemplos. “Elas às vezes são feitas para proteger um setor especifico. É muito difícil de negociar regras quando você não sabe sobre o que você precisa se proteger.”

Crescimento do Brasil

A OCDE apresentava hoje o seu relatório de perspectivas para as principais economias mundiais. O estudo afirma que o crescimento do Brasil deve ser de 1,8% em 2014. O governo brasileiro espera um aumento do PIB de 3%.

Para o ano que vem, a OCDE prevê um crescimento de 2,2% da economia do país. A organização aponta a inflação alta, a queda da demanda interna, o aperto na política monetária e as incertezas sobre as eleições presidenciais como os fatores que devem pesar sobre a atividade econômica brasileira em 2014. O país não faz parte da instituição, que reúne os 34 países mais ricos do mundo.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio