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Prefeitura de São Paulo estuda criar empréstimo de 50 mil bicicletas

Estadão Conteúdo

A cidade de São Paulo pode ganhar um sistema público de compartilhamento de bicicletas, à maneira do que existe em outras metrópoles, entre as quais Barcelona, na Espanha. O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, disse ontem que a Prefeitura planeja enviar à Câmara Municipal um projeto de lei autorizando a concessão desse serviço à iniciativa privada. Segundo o dirigente, ao menos 50 mil magrelas deverão ser oferecidas à população, que só precisaria do Bilhete Único para utilizá-las.

Hoje em dia, a capital paulista conta com redes particulares de aluguel de bicicletas como o Bike Sampa, gerenciada pelo Itaú, Samba e Serttel, com cerca de 1,5 mil equipamentos, e o CicloSampa, da Bradesco Seguros, com 129. No futuro modelo, as diretrizes para a instalação dos equipamentos e a distribuição dos pontos de estacionamento das bicicletas passará a ser premissa do próprio poder público. A intenção é espalhar o serviço por toda a cidade, e não apenas em áreas centrais, como nos dois sistemas em operação.

Outro diferencial é que o serviço deverá ser debitado do próprio Bilhete Único. No Bike Sampa, o cartão de transportes pode até ser usado em parte das estações, mas precisa estar vinculado a um número de cartão de crédito, por meio de um cadastro prévio feito no site da rede. Por meio da concessão, a ideia é que a oferta de magrelas se torne complementar à ampliação da malha cicloviária na capital paulista, prevista para ultrapassar 400 km até o final de 2015.

Tatto acredita que o projeto, ainda em gestação na Secretaria Municipal dos Transportes, seja encaminhado ao Legislativo no segundo semestre deste ano. A iniciativa, segundo ele, é do próprio prefeito Fernando Haddad (PT). Outras pastas, como a de Desenvolvimento Urbano e a do Verde e do Meio Ambiente, ainda precisam avaliar a questão. Depois, o material segue para a Secretaria Municipal de Governo, de onde será despachado para os vereadores.

Precarização de postos de trabalho é um dos motivos de criação de empregos na Espanha

Rafael Duque | Madri – 18/06/2014 | Ópera Mundi|Uol

Mariano Rajoy admitiu a preocupação com o desemprego juvenil, que atinge mais da metade das jovens com até 25 anos no país

Maio de 2014 foi um dos meses mais comemorados pelo governo espanhol. Com cerca de 198 mil novas vagas, o mês registrou a maior criação de empregos na Espanha desde julho de 2005. Entretanto, o problema do desemprego está longe de ser solucionado em um país onde quase 26% das pessoas não encontram um trabalho.

gaelx/Flickr

Crise na Espanha: desemprego juvenil atinge mais da metade das jovens com até 25 anos 

O presidente do governo espanhol Mariano Rajoy afirmou que a criação das 198 mil vagas é um fato “esperançoso”, mas admitiu a preocupação com o desemprego juvenil, que atinge mais da metade das jovens com até 25 anos, e o aumento das vagas a tempo parcial.

De fato, dos 16,6 milhões de trabalhadores espanhóis, apenas 49,7% possuem um contrato de regime geral, ou seja, por tempo indeterminado e trabalhando todos os dias da semana. Este resultado é o pior desde 2007. Em tendência contrária, o número de trabalhadores com contratos temporários aumenta desde outubro de 2013.

“Os poucos jovens que conseguem trabalhar têm empregos de até quatro meses, isso significa que nós não podemos ter um projeto de vida porque não sabemos como estaremos dentro de alguns meses. Esta situação impede as pessoas de serem independentes. O pior é que parece que não vai melhorar, cerca de 90% dos novos contratos são precários”, analise José Arias, secretário de emprego da Juventude Socialista, grupo ligado ao PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol).

Além dos temporários, outras modalidades precárias de contratos também seguem crescendo na Espanha. Os acordos de formação e aprendizagem subiram 37,2% no último ano e os de tempo parcial, no qual o trabalhador tem menor carga horária, também registraram aumento em comparação ao ano passado. Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatísticas), nestes dois tipos de contrato, que estão substituindo os postos fixos, as empresas pagam 33% menos por hora aos empregados pelo mesmo trabalho realizado por uma pessoa com um contrato de regime geral.

Reforma trabalhista

“O que está ocorrendo é o aumento do que chamamos de emprego precário. As empresas contratam, principalmente para postos que exigem baixa qualificação, pessoas jovens e estes empregos têm um salário inferior se compararmos com a pessoa que estava trabalhando antes. Então uma das consequências da reforma trabalhista foi o aumento da precarização”, explica o economista Miguel Angel Bernal.

Bernal se refere à reforma idealizada pelo PP (Partido Popular) para combater o desemprego e lançada em fevereiro de 2012. Entre os diversos pontos polêmicos desse novo conjunto de leis estão as demissões por justa causa caso o trabalhador tire mais de 12 dias seguidos de licença médica, a possibilidade de demissões, aumento de jornadas de trabalho e diminuição salarial caso a empresa tenha três trimestres seguidos de prejuízo ou de diminuição de lucro e a possibilidade de assinar um contrato de formação, que garante menos direitos trabalhistas, com jovens de até 25 anos (antes o limite era 21 anos).

“Fizeram uma reforma trabalhista com a desculpa de criar mais empregos e a principal medida da reforma é baratear a demissão. No lugar de fomentar a contratação, baratearam a demissão. Agora contratamos gente nova para cada posto porque é mais barato despedir depois”, reclama Arias, que ainda afirma que se ao menos as medidas tivessem êxito, haveria um lado positivo nesta história: “se o desemprego tivesse caído para 10%, diríamos que temos um problema nas condições de trabalho, mas as pessoas estão trabalhando. Claramente não é o nosso caso”.

Minijobs e corrupção

Para tentar remediar esta situação, Bernal e outros economistas espanhóis pedem a regulamentação de uma espécie de minijob à espanhola. Minijobs são contratos com regras de horários e salários restritos implementados na Alemanha para facilitar a entrada de jovens alemães no mercado de trabalho. Segundo o economista, “estes tipos de contrato permitiriam que os jovens trabalhassem por alguns dias e investissem em formação nos dias restantes”.

Entretanto esta solução não é uma unanimidade no país. O secretário de emprego da Juventude Socialista critica abertamente o modelo alemão. “É verdade que os minijobs podem ser uma maneira atrativa para eliminar um certo tipo de desemprego, mas, no final das contas, o salário é muito baixo. O que acontece na Alemanha é que as pessoas têm que procurar dois ou três trabalhos e resulta que elas têm um salário muito mais baixo trabalhando o mesmo número de horas”, analisa Arias.

Enquanto os minijobs ainda seguem em discussão, a única medida que parece agradar a todas as partes é o investimento de recursos em cursos de capacitação profissional gratuitos. “Temos um problema porque na Espanha os cursos de formação profissional não são tão divulgados”, admite Bernal, “mas são a principal saída para o desemprego”.

Nos últimos 10 anos, a Espanha investiu 21 bilhões de euros em cursos de capacitação, dinheiro proveniente da Previdência Privada e de fundos europeus. Entretanto, nos últimos anos foram descobertos três grandes casos de corrupção envolvendo recursos destinados a este tipo de serviço.

Tanto o PP quanto o PSOE respondem por desvio de verba pública destinada a aulas de recapacitação profissional e, na última semana, empresários espanhóis também foram acusados de manipular o número de alunos de alguns cursos para receber ilegalmente o dinheiro de suas matrículas.

Sobre as diversas denúncias, José Arias admite a parte de culpa que cabe ao seu partido e defende punição exemplar aos políticos e empresários que forem julgados culpados. Mas, ainda assim, o secretário das Juventudes Socialistas não diminui a importância deste tipo de formação: “sempre falamos que precisamos de alguma vantagem competitiva no mercado global, eu acredito que esta vantagem tem que ser o fator humano e é por isso que temos a obrigação de investir nas pessoas”.

São Paulo terá centro de acolhimento para imigrantes e refugiados

Agência Brasil

O governo de São Paulo e a prefeitura da capital anunciaram na noite desta sexta, a criação de um centro para atendimento a imigrantes e refugiados. A divulgação foi feita na abertura da 1ª Conferência Nacional sobre Migração e Refúgio (Comigrar), que reúne 650 representantes de todo o país e pretende discutir políticas públicas para o acolhimento de quem necessitar.
 
O  Centro de Integração e da Cidadania do Imigrante vai oferecer serviços como documentação, intermediacão de trabalho, formação (profissional e em idiomas) e orientação jurídica, além de atendimento de saúde e apoio psicológico aos recém-chegados.
 
Segundo o secretário municipal de Direitos Humanos, Rogério Sotili, o centro dará abrigo para até 200 pessoas com atendimento em quatro línguas: inglês, francês, espanhol e árabe. O governo federal prestará apoio por meio dos ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Social, além da Polícia Federal.
 
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o Brasil está se adequando para lidar com o aumento do fluxo migratório, ligado aos avanços econômicos e sociais dos últimos anos. “Isso deu nascimento a um problema novo. Nossa estrutura administrativa não estava preparada para isso. Agora, diante dessa realidade, o Brasil cresce, se desenvolve socialmente, nós temos que nos aparelhar para essa nova realidade; e estamos nos aparelhando para isso”, ressaltou.
 
No início do mês, a prefeitura paulistana já havia aberto um abrigo emergencial e provisório para receber os haitianos que começaram a chegar em grande número à cidade. O fluxo começou depois do fechamento da estrutura que recebia essas pessoas, no Acre. O aumento inesperado superlotou o abrigo mantido em São Paulo, pela Igreja Católica, para receber imigrantes.
 
Para evitar esses problemas, o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, anunciou que será elaborado um plano de “saída organizada” para os haitianos que chegarem por terra à Região Norte. De acordo com ele, o governo federal assinará em breve um convênio para criação de um centro de acolhimento em Rio Branco (AC).
 
Abrão destacou que as embaixadas do Brasil no Peru e no Equador foram orientadas a elevar o número de concessão de vistos para haitianos. “É necessário estimular que esse ingresso ocorra pela via regular, pois, ela representa maior segurança no trânsito dos migrantes”, salientou.
 
Para a secretária estadual de Justiça e Defesa da Cidadania, Eloísa Arruda, as medidas são importantes para que os governos atendam as pessoas antes que elas sejam vítimas do crime organizado. “[É preciso] entender que o imigrante é um elo frágil que ingressa no território nacional. Ele se torna vulnerável ao tráfico de pessoas, ao trabalho escravo e ao tráfico de drogas. Nós queremos acolher essas pessoas, não ter de socorrê-las”.
 
Eduardo Cardozo destacou ainda que o Ministério da Justiça está preparando uma mudança na lei que trata da situação dos estrangeiros. A atual foi criada durante a ditadura militar, sendo, em alguns pontos, restritiva aos direitos dessas pessoas. “Não é fácil fazer uma nova lei para estrangeiros. Nós temos uma comissão de especialistas debatendo, e agora nós queremos abrir uma ampla discussão sobre ela para que o Brasil possa estar preparado, ao longo do próximo período, para ter, evidentemente, o tratamento aos imigrantes que reconheça os princípios culturais vigentes desde a Constituição de 1988”.
 

Rússia cria bloco comercial com ex-repúblicas da União Soviética

Por Raushan Nurshayeva e Alexei Anishchuk

ASTANA (Reuters) – O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um tratado com o Cazaquistão e com a Belarus nesta quinta-feira para criar um amplo bloco comercial, na esperança de que isso desafie o poder econômico dos Estados Unidos, da União Europeia e da China.

Putin nega que a concepção da União Econômica Eurasiática com os dois países (ex-membros soviéticos), junto com a anexação da Crimeia pela Rússia, significa que ele quer reconstruir uma União Soviética pós-comunismo, ou o tanto quanto conseguir. 

Mas sua intenção, no entanto, é fazer com que essa aliança demonstre que as sanções ocidentais impostas por conta da crise na Ucrânia não isolem a Rússia. O bloco tem um mercado de 170 milhões de pessoas e um PIB combinado anual de 2,7 trilhões de dólares, além de amplos recursos energéticos. 

“Nossa reunião de hoje tem um significado especial e, sem exagero, definidor de uma época”, disse Putin sobre o tratado, assinado sob altos aplausos de autoridades, na moderna capital do Cazaquistão, Astana. 

“Este documento traz nossos países para um novo estágio de integração, ao passo que preserva inteiramente a soberania dos Estados”, acrescentou. 

O acordo também foi assinado pelo presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev, e pelo presidente bielorusso, Alexander Lukashenko.

Reuters

Será desafio para o Brasil criar novos postos de trabalho, diz organização

Estadão Conteúdo

A taxa de desemprego no Brasil vai inverter a tendência de baixa este ano por causa da desaceleração da economia, alerta a Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Será um desafio para o Brasil criar novos postos de trabalho”, admitiu ao ‘Estado’ o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.
 
Em 2007, o Brasil tinha uma taxa de desemprego de 8,1%. Em 2013, o índice caiu para 5,9%. Mas, agora, a tendência é de que volte a subir, mesmo que ligeiramente. Segundo as projeções da OIT, o Brasil terminaria 2014 com mais 100 mil desempregados e uma taxa de 6%. Para Raymond Torres, economista-chefe da OIT, esse número está associado à turbulência nos mercados financeiros e no freio que a economia sofreu.
 
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que abril havia registrado a menor taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas desde 2002. Mas o País abriu apenas 105.384 vagas formais de trabalho no período, o pior resultado para o mês desde 1999, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho.
 
Torres acredita que, a partir de 2015, a recuperação dos países ricos ajudará o Brasil a voltar a crescer. A partir do ano que vem, a previsão é de que a taxa de desemprego volte a cair. Ela passaria a ser de 5,8% e, em 2019, seria de 5,7%. Em números absolutos, o Brasil somava 7,8 milhões de pessoas sem trabalho em 2007. Em 2013, esse número caiu para 6,3 milhões. Em 2019, serão 6,5 milhões.
 
Informe. Os dados fazem parte de um informe da OIT sobre o mercado de trabalho nos países emergentes. Para a entidade, essas economias terão de gerar 200 milhões de vagas para absorver a população jovem. A OIT elogia o desempenho do Brasil nos últimos dez anos e aponta que o PIB per capita brasileiro aumentou em 2,4% entre 2004 e 2012, e a taxa de pobreza caiu pela metade.
 
Para a OIT, os dados sugerem que o Brasil está no caminho de um crescimento sustentável, baseado no consumo.
 
Mas a entidade deixa claro que o Brasil terá “desafios” para manter seu crescimento. Baixa taxa de investimentos, infraestrutura inadequada e gastos insuficientes com treinamento de trabalhadores e educação estão entre as principais advertências para que o País continue a crescer.
 
Outro alerta é o endividamento das famílias. Segundo a OIT, o “dinamismo da demanda doméstica foi promovido em parte pelo endividamento das famílias, o que coloca um potencial problema”. A OIT sugere que o governo adote medidas para controlar o crescimento excessivo de créditos.
 
Abismo
 
A entidade também sugere aumentar os investimentos em educação, serviços sociais e infraestrutura. “Isso geraria ao mesmo tempo demanda doméstica e aumentaria a produtividade.” A OIT ainda diz que é crucial “reformas para melhorar as condições nas quais o setor manufatureiro opera”. “Isso evitaria um abismo de competitividade.” No restante da América Latina, o desemprego aumentará em números absolutos, passando de 18,5 milhões em 2013 para 19,1 milhões em 2014 e 20 milhões em 2019.
 
Para a OIT, mesmo que a Europa comece a dar sinais de retomar suas taxas de crescimento, ainda vai levar anos para que o desemprego comece a cair. Ao final de 2013, o número de desempregados no mundo ficou em 199,8 milhões. Em 2014, a OIT prevê mais 3,4 milhões de desempregados. Até 2019, essa taxa chegará a 213 milhões.

Outro mundo na ponta dos dedos

A Tribuna|Suzana Fonseca

Em uma manhã abafada de quinta-feira, ele podia estar sentado no sofá assistindo à televisão, reclamando do tempo ou jogando dominó. Mas, aos 75 anos, esse jovem senhor está dando uma entrevista. A quarta em cinco meses.
 
“Idoso é um cara que tem rugas de felicidade. Velho é o cara que tem rugas de amargura. As rugas são as mesmas”, afirma Guilherme Gargantini. O idoso em questão, morador em Santos, é o idealizador do site Divertidosos (www.divertidosos.com.br). Criada em outubro passado, a página já recebeu quase 9 mil visitas.
 
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Morador de Santos é o idealizador do site Divertidosos (www.divertidosos.com.br), criado no ano passado
 
Nada mau para uma pessoa que há dez anos só usava o computador para jogar paciência. “Passo, no mínimo, três horas por dia no computador”. No restante do tempo, ele está ao lado da mulher, Monika Gargantini, bolando ideias para incrementar o site ou passarinhando pela praia – eleita seu escritório –, ou distribuindo folhetos com informações sobre o Divertidosos ou, ainda, conversando com os amigos, ou fazendo novos amigos, ou  simplesmente passeando com a cachorrinha Stephanie ou…A lista não acaba, nem a disposição desse jovem senhor.
 
Nas atividades que desenvolve ao longo do dia, Guilherme vai tendo novas ideias para o site, onde há piadas, dicas de  saúde, histórias de internautas, informações do mundo pet, fotos dos amigos e dicas de viagem e hospedagem. O conteúdo do Divertidosos é desenvolvido para “atualizar, informar e divertir” aqueles que estão na chamada última infância, segundo Guilherme. 
 
IDEIA
 
O grande responsável pela ideia que Guilherme teve de criar o site foi seu pai, Orlando Gargantini. Indiretamente. “Eu morava em São Paulo, e meu pai teve um acidente vascular cerebral. Vim para cá cuidar dele”, lembra Guilherme. 
 
“Ficávamos dentro de casa e ele não me dava sossego um minuto. Cheguei a dar um sino para ele tocar quando quisesse me chamar e tive que arrancar o badalo, porque ele não parava de tocar aquele sino”. Cansado da rotina no apartamento, Guilherme pediu para a mulher levar um computador para lá. Sem saber muito bem como usufruir do equipamento, começou a jogar paciência ao lado do pai, então com 92 anos.
 
“Um dia ele virou para mim e perguntou: ‘O que tanto você mexe nisso? E por que você não me ensina a mexer também?’”, recorda o idealizador do site. “Comecei a ensinar meu pai. Em meia hora, até a tremedeira dele tinha passado”. Depois disso, seu Orlando só queria saber de jogar paciência. Acordava e ia direto para o computador, de onde saía só no final do dia – protestando. “Isso foi durante três anos, até ele morrer”. 
 
O tempo passou, Monika veio morar em Santos e Guilherme começou a observar algumas coisas envolvendo idosos e o mundo virtual. “Eu vi que todo cara de 60 anos para cima tem um preconceito com computador, tem medo de mexer. Fui fazer um curso de informática para idosos e aprendi o básico”, conta o idealizador do Divertidosos. “Aí, comecei a pensar: se consegui fazer meu pai, com 92 anos, começar a usar o computador, se uma criança de 5 anos consegue, pô, por que minha idade não pode usufruir disso?”. E assim nasceu o site.
 
NA PONTA DOS DEDOS
 
“Conheço Grécia, Inglaterra, o mundo todo, by computador”, afirma Guilherme. “Vou confessar uma coisa: acho site chique. Para mim, é chique ter um site. Então, falei para minha mulher: ‘Quero ter um site’”. Diante da vontade e da disposição do marido, Monika comprou a ideia e foi fazer um curso de web design. Depois, imprimiu folhetos com informações sobre o Divertidosos e botou Guilherme para andar e divulgar o trabalho. 
 
Em 31 de dezembro, o idealizador do site foi procurado por uma emissora de TV interessada em gravar uma entrevista. A matéria foi feita no dia 3 de janeiro. Mas só foi ao ar no dia 17. Duas semanas da mais completa ansiedade. “Liguei lá para saber quando iria passar, mas me disseram que era matéria fria. E me explicaram o que é matéria fria (que não precisa ser publicada imediatamente).
 
Então, matéria quente precisa ter sangue?”, brinca Guilherme. Já ansioso, na hora de irmos embora, o idealizador do site não resiste e me pergunta: “Quando vai ser publicada essa matéria?”. Eu também não resisto. “Seu Guilherme, o senhor já sabe… É uma matéria fria…”. E caímos na gargalhada.

Polícia cria app para identificar criminosos e desaparecidos

Foi lançado na terça-feira, 21, o aplicativo criado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Sistema de Informação para Proteção à Pessoa (SIPP), que permite saber se uma pessoa está sendo procurada pela polícia através de fotos. A ferramenta da Polícia Civil da Bahia facilitará a divulgação de desaparecidos e procurados, permitindo a participação de toda a população no combate à criminalidade.

Representantes da Polícia Civil, Ministério Público, Polícia Militar, Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e um grupo de cidadãos testaram o aplicativo durante um mês. O programa é gratuito e compatível com qualquer celular com os sistemas operacionais IOS, Android, Java, Windows e Symbiam.

O SIPP oferece a possibilidade de identificar, por meio de fotografias, foragidos, autores pendentes de identificação e desaparecidos. Também auxilia a polícia a identificar criminosos que aparecem em vídeos, recuperados de câmeras instaladas próximas aos locais de crimes, além de traficantes e homicidas, em que a descrição e área de atuação são os únicos dados conhecidos.

Fonte: Terra

Sketchbook: objeto inseparável de quem trabalha com criação

A Tribuna|Carlota Cafiero

Um suporte para suas ideias, rabiscos, estudos e “viagens”, feito com papéis escolhidos, recortados, costurados e pintados por você. Assim é o sketchbook ou o livro de artista, um objeto inseparável de quem trabalha com criação – seja moda, design, publicidade, artes plásticas, arquitetura ou literatura.
 
O conceito remete a tempos imemoriais na história da arte. “O livro de artista é anterior ao período cristão, mas o mais famoso é do pintor renascentista italiano Leonardo Da Vinci. O francês Henri Matisse também produziu livros de anotações, dentro de uma série limitada, chamada Jazz, com cada volume pintado à mão”, conta o ilustrador e professor do curso de Produção Multimídia na Universidade Santa Cecília (Unisanta) Osvaldo DaCosta, que está ministrando o workshop Livro de Artista, no Sesc Santos – vagas completas –, ao lado da artista plástica Natália Cunha. 
 
O professor ressalta que o scketchbook ou livro de artista sempre foi muito comum no meio artístico, mas ganhou as ruas mais recentemente com os grafiteiros, que fazem seus esboços nos cadernos antes de grafitar os muros.
 
Por não ser um suporte caro ou nobre como uma tela ou um papel importado (daqueles utilizados para aquarela) ou um Moleskine (famosa marca de cadernos de notas produzida por uma empresa italiana), o livro de artista possibilita ao artista anotar qualquer ideia que lhe vem à mente, ajudando-o, até, a quebrar com o bloqueio criativo.
 
Diário gráfico 
 
Afinal, como defende o desenhista carioca Renato Alarcão, que ministra o workshop Diário Gráfico pelo Brasil, cabe tudo dentro desse tipo de suporte: colagens com objetos e fragmentos do cotidiano, achados gráficos e fotografias, além de manchas, desenhos, texturas, stêncils.
 
“O livro de artista é uma espécie de diário gráfico que possibilita experiências pictóricas e registra a trajetória criativa de uma pessoa. Às vezes, você está andando na rua e encontra um papel de bala ou uma folha com uma cor ou textura interessante que dá para jogar dentro do livro e usar em alguma concepção”
 
DaCosta – que trabalhou como ilustrador em A Tribuna – conta que aprendeu a fazer livros de artista em 2005, durante um curso ministrado por Alarcão, como parte da exposição Ilustrando em Revista, organizada pela editora Abril. Desde então, montou, costurou e preencheu cerca de 20 livros e levou essa técnica para as suas aulas.

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A artista plástica Natália Cunha e DaCosta em ação no curso que estão realizando no Sesc Santos
 
“Talvez no segundo semestre, eu ministre outro curso de livro de artista”, espera o professor, que também ensina técnicas de monotipia e colagem no workshop Livro de Artista, mas dá total liberdade para os alunos imprimirem seu próprio estilo nas páginas. “Ninguém precisa dominar técnicas de desenho nos meus cursos, pois desenho, para mim, é expressão, e cada um tem a sua”, considera. 
 
DaCosta também organiza encontros de sketchcrawl – ilustrações ao ar livre, na Cidade. é mestre em Comunicação pela Universidade São Caetano do Sul e membro da SIB – Sociedade dos Ilustradores do Brasil. Em tempo: acabou de ganhar Menção Honrosa no 16° PortoCartoon World Festival, salão de humor em Portugal.

Empresas criam rivais para a lâmpada LED

Nos EUA, duas startups venderão lâmpadas que usam tecnologias emprestadas da indústria pesada e de antigas televisões

NYT

Woburn, Massachusetts – Desde que leis do governo começaram a eliminar gradualmente a lâmpada comum, em 2012, a visita ao corredor de lâmpadas (que antes era bem simples) tornou-se um exercício de navegação por uma gama de escolhas e terminologias, especialmente para novos tipos de fluorescentes compactas e LEDs.

Agora, essas escolhas deverão se tornar ainda mais complicadas. Duas startups estão prontas para começar a vender lâmpadas que usam tecnologias inteiramente diferentes – uma emprestada da indústria pesada e outra das antigas televisões – e atendem aos novos padrões energéticos.

Resta saber se elas conseguirão conquistar clientes que permanecem teimosamente presos a lâmpadas incandescentes. Mas o fato de as duas terem chegado até aqui é uma indicação de como o mercado de iluminação continua incerto, apesar de anos de promoção para as novas opções mais econômicas.

 
 
Lâmpada Finally deve chegar aos EUA em breve. Foto: NYT
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“Tentar substituir a incandescente será bastante difícil”, declarou Mark Rea, diretor do Lighting Research Center no Rensselaer Polytechnic Institute. “As pessoas detestam mudanças de qualquer tipo. Hoje produzimos fontes de luz melhores do que a incandescente em qualquer medida, com os benefícios que você espera da iluminação. Mas as coisas não funcionam assim”.

Velhas lâmpadas ainda são as mais populares

De fato, as lâmpadas incandescentes – sejam estoques restantes em lojas ou modelos de halogênio que obedecem às novas leis, em efeito desde janeiro – vendem muito mais do que os outros tipos em grandes lojas como Home Depot e Lowe’s, segundo executivos da indústria.

No último trimestre de 2013, de acordo com estatísticas da National Electrical Manufacturers Association, as lâmpadas incandescentes formaram 65 por cento das vendas de fabricantes, com o restante consistindo basicamente de fluorescentes compactas.

Mesmo com autoridades, fabricantes e varejistas focando seus esforços em aprimorar e comercializar a tecnologia LED, pesquisadores e empresários vêm buscando outras ideias, convencidos de que nenhuma das opções no mercado oferece qualidade e preço como a luz comum. As lâmpadas de LED, por exemplo, oferecem uma qualidade de luz considerada igual ou melhor do que as lâmpadas tradicionais, mas seu preço – muitas vezes US$10 por lâmpada, após começar pelo dobro desse valor há alguns anos – assusta os consumidores.

“Como espécie, nós evoluímos sob a luz do sol durante o dia e a luz incandescente durante a noite, na forma de fogueiras, velas, lamparinas a óleo e finalmente a lâmpada incandescente”, afirmou Konstantinos Papamichael, co-diretor do California Lighting Technology Center na Universidade da Califórnia, em Davis. “Será difícil as pessoas mudarem animadamente para novas tecnologias sem obter algo similar ao que já possuem”.

Finally pode ser novo rival do LED

Num pequeno laboratório de demonstrações em Boston, um artista que trabalha com vidro, usando óculos escuros, sopra tubos especialmente projetados, um minúsculo componente de uma nova lâmpada que irá se chamar Finally (finalmente, em inglês) quando chegar às lojas. A alguns metros dali, um cientista examina gráficos multicoloridos representando o espectro de cores emitido pela lâmpada. E num canto, dezenas das lâmpadas brilham de ponta cabeça, parte do controle de qualidade interno da empresa.

Tudo faz parte da jornada de John Goscha, que já possui uma startup de sucesso, para desenvolver uma lâmpada melhor. Goscha, de 30 anos, abriu uma empresa de tacos de golfe personalizados quando ainda estava no colegial e fundou a IdeaPaint, que permite que a maioria das superfícies funcione como lousa, enquanto estudava na Babson College.

Mas a IdeaPaint cresceu, e há cerca de três anos ele estava louco para fazer algo novo.

“Tirei uns dois meses e tentei simplesmente abrir minha janela, olhar para fora e dizer ‘Ei, o que está acontecendo no mundo?'” contou ele.

Naquela época, um amigo mencionou o processo de eliminação das lâmpadas incandescentes, do qual ele não tinha conhecimento. Infeliz como consumidor com as fluorescentes compactas e LEDs, ele decidiu buscar a criação de uma alternativa.

“Eu pensei, ‘Não quero essas duas opções, e certamente existem outras pessoas que também não querem'”, explicou ele.

Procurando pela solução, ele começou a frequentar conferências e encontros e pediu conselhos a Victor Roberts, ex-engenheiro da General Electric que acabou se juntando à equipe. Num longo voo até Hong Kong, os dois conversaram sobre indução, uma tecnologia que possui uma série de aplicações, incluindo motores elétricos em eletrodomésticos e guindastes de construção civil, por ser de longa duração. Mas ela ainda não havia sido amplamente adaptada para uso doméstico em iluminação, pois era difícil e caro fazer os ajustes necessários para se obter luz forte e onidirecional dentro de uma lâmpada comum.

Mas com o advento de transistores menores e outros avanços, a empresa, que contratou engenheiros de fabricantes estabelecidos como Osram, Sylvania e Philips, encolheu o aparato a uma antena de 7,6 centímetros envolta em fios de cobre. Isso cria um campo magnético dentro da lâmpada que estimula o mercúrio a produzir luz ultravioleta, que por sua vez cria luz visível quando interage com um revestimento especial de fósforo no vidro.

O resultado, a ser fabricado na Índia, já possui quase todas as aprovações regulatórias. A lâmpada pode ser descartada em aterros sanitários (apesar de seu conteúdo de mercúrio) porque a quantidade do metal é minúscula e em estado sólido, e não líquido. Ela também recebeu aprovação da Federal Communications Commission porque a antena é tecnicamente um receptor de rádio, mesmo que fraco.

Goscha pretende vender a lâmpada por US$8, tornando-a competitiva frente a alguns dos LEDs mais baratos do mercado.

No entanto, mesmo tendo mostrado promessa suficiente para atrair cerca de US$19 milhões de investidores, incluindo alguns dos professores de Goscha na Babson e interesse de grandes varejistas, seu sucesso ainda não está garantido.

Vu1 tenta voltar ao mercado

Veja por exemplo a Vu1, lâmpada que deveria ter chegado ao mercado há mais de três anos. Ela ficou disponível por algum tempo no site da Lowe’s, mas teve problemas de produção e foi retirada. Com novas operações de fabricação na China em vez da República Tcheca, afirmou William B. Smith, o presidente da empresa, apenas agora eles estão prontos para começar a distribuir.

“Tudo isso é um ódio auto-infligido”, disse Smith, brincando sobre os percalços da empresa – que incluíram a perda do apoio de Wall Street após o descumprimento de muitos prazos. “Quando você move uma tecnologia de um país a outro, as coisas nunca saem conforme o planejado”.

Smith disse estar basicamente financiando a empresa sozinho, enquanto luta para melhorar de situação.

A Vu1, que será disponibilizada primeiro para uso em luminárias embutidas, usa uma tecnologia como dos tubos de raios catódicos em televisores, “uma tecnologia revolucionária na década de 1940”, explicou Smith, onde elétrons atingem um coquetel de fósforo sobre o vidro e o fazem brilhar.

Mas a longa jornada até as lojas mostra como pode ser difícil criar uma nova lâmpada, e como a promessa das novas tecnologias pode ser enganosa.

Pesquisadores, vendo um mercado amplamente aberto, estão trabalhando em ainda mais tecnologias, incluindo plasma e as chamadas LEDs orgânicas, que espalham luz por uma superfície flexível.

“Daqui a vinte anos, vamos entrar numa sala e lâmpadas OLED estarão cobrindo todo o teto, escurecendo automaticamente e conseguindo descobrir o seu estado de espírito, e será incrível”, disse Smith. “Obrigado, capitão Kirk. Mas ainda não chegamos lá”.

Microsoft e ONU criam sistema capaz de prever a degradação do meio ambiente

DIÁRIO DA MANHÃ|GUSTAVO PAIVA

A Microsoft e a PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) desenvolveram um sistema de simulaçao virtual capaz de prever a degradação do meio ambiente.

A técnologia de código aberto, denominada Madingley, tentará responder a perguntas como os efeitos da ação humana sobre a natureza, durante quanto tempo teremos recursos necessários para sobrivever, o que aconteceria a um determinado ecossisteam se uma espécie for extinta, entre outras.

Achim Steiner Foto:Reprodução

Achim Steiner Foto:Reprodução

Segundo o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, a “Madingley é uma nova tecnologia que oferece à comunidade científica e aos líderes mundiais uma ferramenta vital para prever como formas de desenvolvimento não sustentável podem afetar o mundo natural”

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