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Áudio de reunião expõe crise no MP após operação

Em reunião do Conselho Superior, cúpula do Ministério Público cobrou explicações. Procurador-geral de Justiça, Paulo Prado reagiu enfurecidamente 

Diário de Cuiabá|Taisa Pimpão

Uma discussão áspera travada na última reunião do Conselho Superior do Ministério Público do Estado revela que a lista com o nome de 47 membros do MP descoberta na casa do ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB), durante a operação Ararath, deixou cicatrizes e ainda não foi completamente aceita dentro do órgão fiscalizador. 

O Diário teve acesso aos áudios do encontro, que ocorreu a portas fechadas na última segunda-feira (2). Na ocasião, o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, foi cobrado incisivamente sobre o caso que, à imprensa, foi explicado como uma lista de promotores e procuradores que teriam cartas de crédito a receber do governo. 

Diante dos questionamentos, Prado se enfureceu e, bastante exasperado, sustentou que ninguém mais do que ele deseja que os impasses sejam resolvidos. 

“Essa canalhada não vai sujar o nome desta instituição, esses patifes, vagabundos, desqualificados. Tenho 25 anos de Ministério Público. Faço tudo por isso aqui. Nem que eu tenha que trocar tiro com vagabundos. Nem que eu tenha que sair na bala, mas eu vou mostrar que aqui não tem vagabundo, não”, exaltou-se, pedindo desculpas em seguida ao assumir que sofre uma pressão interna “muito grande” sobre o assunto. 

Na discussão, o procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe cobrou coragem a Paulo Prado para identificar o possível envolvimento de membros do MP no esquema investigado na Ararath, que ele chama de “máfia silenciosa”. 

“Será mesmo que parou por aqui? As ilações que foram feitas não têm mais parada. Então, dêem seletiva, separem o joio do trigo com coragem. Não adianta fazermos discursos diplomáticos”, declarou em referência à postura do procurador-geral ao responder as denúncias que pesaram contra o órgão. 

Em resposta, Prado garantiu que nenhum membro do Ministério Público está envolvido no caso e que provará isso à sociedade. “Desculpe, mas quem foi três vezes buscar depoimento de um criminoso sem a existência de inquérito foi um membro do MP. Está escrito [na denúncia do MPF]. Temos que apurar. Uma irresponsável ação não pode cair sobre nós”, devolveu Scaloppe. 

Outro procurador, cuja voz não foi identificada pela reportagem, rechaçou o posicionamento de Prado, afirmando que o MPE vive um “jogo de faz de conta”.

“Vivemos como Alice no País das Maravilhas. Todo mundo é bonzinho no MP. Todo mundo é maravilhoso e não temos problemas. Então, quando temos algum problema jurídico, ele é imediatamente desqualificado e politizado e ai de quem vier aqui mudar as coisas”, alfinetou. 

As referências foram às denúncias de que o promotor de Justiça Marcos Regenold, atualmente afastado de suas funções, agia como “intermediador” entre a Polícia Federal e Eder Moraes, que está preso em Brasília. 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Eder recorria a Regenold pessoalmente, por telefone e mensagens, pedindo orientações de como agir diante das investigações da PF. O promotor é acusado de auxiliar o ex-secretário na tentativa de atrapalhar a operação. Uma sindicância já foi instaurada no MPE para apurar a conduta dele. 

Quanto à lista com nomes de 47 membros do MPE, explicações foram cobradas porque as investigações do MPF demonstraram que apenas Marcos Regenold teve deságio de 10% sobre os valores de suas cartas de crédito, enquanto todos os demais tinham deságio de 25%. 

Estas cartas de crédito, conforme a explicação do MPE – que chegou a ser confirmada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo -, se tratavam de pagamentos de direitos trabalhistas, como férias acumuladas. Elas teriam sido negociadas com a Rede Cemat. 

Europa tenta deixar para trás o fantasma da crise

Continente dá sinais de recuperação, mas ainda tem longo caminho a percorrer

Jamil Chade, enviado especial de O Estado de S.Paulo

LISBOA – Na sede da Cáritas, uma entidade dedicada a socorrer famílias em necessidade, em Lisboa, funcionários contam que se cansaram de dar dinheiro a pessoas desesperadas por causa da crise. Agora, além da ajuda, a organização oferece cursos às famílias. Não se trata de um treinamento para encontrar um emprego, mas simplesmente ensinar a fazer compras no supermercado dentro de um orçamento limitado.

Alguns princípios básicos: não ir às compras com fome e não pegar o que está nas prateleiras na altura dos olhos, mas sim o que está nos pés, normalmente mais barato. Além disso, a entidade ensina a fazer uma lista de necessidades – e não dos desejos – antes de sair de casa.

Cinco anos após o início da crise na Europa, as aulas da Cáritas são um retrato atual do Velho Continente, acostumado a mais de meio século de expansão econômica e bem-estar social. O curso é reflexo de uma sociedade que, há até pouco tempo, não tinha problemas de dinheiro e, quando tinha, recorria ao crédito.

A crise revelou ao mundo – e aos próprios europeus – uma nova imagem da Europa. O euro, o maior projeto monetário no mundo nos últimos 50 anos e um pilar de uma estratégia de paz num continente marcado pelas guerras, por pouco não desapareceu. Governos que durante anos deram lições ao mundo de como administrar suas economias não conseguiam dar uma resposta à própria crise.

Desgastada e cansada, a Europa viu sua influência internacional ser fortemente afetada e teve de abrir mão até mesmo de seu peso no FMI. Sua população emigrou e mesmo tradicionais marcas passaram a ser compradas pelo capital estrangeiro. Pelo menos dez governos foram derrubados pela crise, milhões ficaram sem emprego e a população foi às ruas de várias capitais. Ao salvar bancos em todo o continente, governos viram suas dívidas explodir e, para arrumar as contas, tiveram de fazer reformas dolorosas. A pobreza reapareceu e a União Europeia praticamente teve de ressurgir como instituição.

Cinco anos depois e com a constatação de que o continente vive uma década perdida, a Europa dá sinais reais de que está passando por uma recuperação e, em várias capitais que foram socorridas, a percepção é de que se está ganhando uma segunda chance.

Foram 18 meses de recessão na zona do euro, a mais grave de sua história. Agora, todos os indicadores de produção, de encomendas e de exportações voltaram a dar sinais de otimismo. O FMI refez para cima suas estimativas e prevê crescimento de 1,2% em 2014 e 1,5% em 2015.

Dados divulgados no início de maio também apontam a recuperação na periferia do continente, a mais afetada pela crise da dívida. O setor industrial cresceu em abril em praticamente todas a zona do euro. Até os dados sobre as pequenas empresas deram os primeiros sinais positivos desde novembro de 2007. “A recuperação está sendo mais ampla e, portanto, mais sustentável”, apontou Chris Williamson, economista-chefe da agência Markit. “A demanda crescente em cada economia alimenta as demais e o crescimento nos outros países.”

Parte da explicação para a recuperação tem sido o bom desempenho das exportações, principalmente para a Ásia, que, de certa forma, substituíram o mercado interno. “A recuperação está tomando corpo”, comemorou o vice-presidente da Comissão Europeia, Slim Kallas. Mas ela é ainda lenta e muito desigual. A Alemanha crescerá 1,8%, ante apenas 0,6% no caso da Itália.

Reformas. As reformas também começaram a dar sinais de que estão colocando os países a caminho de contas mais saudáveis. Em 2010, o buraco era de 6% do PIB. Em 2012, o déficit da zona do euro caiu para 3,7%. Em 2013, chegou a 3%, o teto estipulado pela UE.

Mas, assim como nas taxas de crescimento, a disparidade no bloco no que se refere à dívida é profunda. Luxemburgo teve superávit em 2013 e a Alemanha fechou o ano com as contas em equilíbrio. Mas a Eslovênia ainda tem um buraco de 14%, a Grécia, de 12,7%, a Irlanda, de 7,2%, e a Espanha, de 7,1%.

Ainda assim, a tendência de queda voltou a dar confiança aos mercados. A Irlanda foi a primeira a anunciar que estava renunciando ao resgate concedido pela União Europeia e FMI. Em 2010, o país recebeu 85 bilhões para não falir e, em troca, fez uma profunda reforma no Estado e em seus gastos.

Em 2014, a Grécia, que chegou a ter sua permanência no euro questionada, voltou a captar e emitir títulos da dívida. Isso depois do maior calote da história, quando foi socorrida por um pacote de 240 bilhões em 2010 e de ver o PIB encolher 25% em cinco anos.

Neste mês, Portugal seguirá os caminhos da Irlanda e também anunciará a saída do programa de resgate internacional. O resgate para Lisboa foi concedido em 2011 e, da mesma forma como na Irlanda e na Grécia, exigiu do país esforços sociais que levaram a economia a uma recessão de três anos.

Agora, as reformas também começam a dar resultados. Portugal teve o primeiro superávit comercial em 70 anos e as contas do governo entraram numa trajetória que pode apontar equilíbrio. Após o déficit público atingir 10,2% do PIB em 2009, ele hoje está em 4,9%. Para chegar a isso, Portugal criou impostos e elevou tarifas que permitiram arrecadar 30 bilhões extras desde 2011. Para 2014, a projeção é de crescimento de 0,8% do PIB.

Aos olhos do mercado e da Comissão Europeia, Portugal se transformou no exemplo de “bom aluno” ao implementar uma política de austeridade sem precedentes. Mas, para economistas consultados pelo Estado, nem a estratégia foi a mais adequada nem os ajustes foram suficientes para evitar que o mesmo cenário volte a ocorrer.

“Os desafios ainda existem”, diz Armando Guedes, ex-diplomata e professor da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto de Estudos Superiores Militares. “De fato, parte da reforma foi realizada com sucesso e suficiente para convencer os mercados. Mas não foi suficiente para impedir que a crise volte a ocorrer.” Em sua avaliação, tanto Portugal quanto outros países apenas trocaram o déficit nas contas por uma dívida externa que pode levar “até duas gerações para ser paga”. “Tenho dúvidas sobre a ética de passar isso às futuras gerações”, diz Guedes.

A dívida pública portuguesa também não melhorou. No fim de 2013, equivalia a 129% do PIB, bem acima dos 94% de 2010. Só outros dois países têm buracos ainda maiores. Na Grécia, é de 175% do PIB. Na Itália, 132%. No total, 16 países acumularam dívidas acima do teto autorizado pela UE, de 60% do PIB. A média regional hoje é de 92%, acima dos 90% de 2012.

Social. Se a dívida será um problema dos europeus durante anos ainda, a crise social deixada pela austeridade também promete atormentar a UE. Uma das vítimas da crise foram os direitos sociais conquistados há décadas, cortados por governos que precisam se ajustar.

Para a ala mais crítica dos pacotes de resgate, o remédio adotado pela UE apenas aprofundou a crise, gerou um déficit social profundo, um desemprego recorde, a fuga de milhões de pessoas ao exterior e o empobrecimento da sociedade.

O desemprego, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), poderá voltar às taxas de 2007 apenas em 2020. Em 2014, ficará em 11,9% e cairá para 11,4% em 2015, distante ainda dos 8% do início da crise. No total, a Europa destruiu 10 milhões de empregos entre 2008 e 2013, somando 26,7 milhões de pessoas sem trabalho.

“Somente poderemos declarar a crise como acabada quando os níveis de desemprego retornarem aos patamares de 2007”, alertou Guy Ryder, diretor-geral da OIT. “E isso pode levar ainda algum tempo para ocorrer.” A crise também mostrou que o euro abafava profundas diferenças sociais e econômicas. Se na Alemanha o desemprego ficou em 5%, ele chegou a 17% em Portugal, 25% na Espanha e 26% na Grécia.

Para aqueles que mantiveram seus empregos, a nova realidade foi uma renda menor. Governos cortaram salários e empresas negociaram com sindicatos reduções nos pagamentos, em troca de manter um certo número de empregados.

Cinco anos depois da eclosão da pior crise desde a ascensão do nazismo, o continente descobriu que terá de reaprender a viver dentro de suas capacidades. Segundo os especialistas, porém, o problema é que isso significa também reconhecer que a sociedade europeia é mais pobre do que pensava, mais endividada do que imaginava e menos influente no mundo do que se apresentava. Mas a esperança é de que, pelo menos desta vez, essas economias vivam de forma sustentável.

Na prateleira de congelados de um supermercado de Lisboa, a aposentada Maria da Luz Magalhães Ferreira sabe o que isso significa na prática. “O que vivíamos era uma fantasia. Mas o que me deixa frustrada é que quem vai pagar pelos erros somos nós da classe média”, lamenta. “Somos mais pobres hoje. Só espero que meus filhos voltem a ver dias melhores no futuro.” Os políticos europeus garantem que sim.

Após perda de título, Tata cai e presidente do Barça fala em mudanças

Lancepress

Após a perda do Campeonato Espanhol, o técnico Gerardo Martino caiu do Barcelona. Cerca de uma hora depois do empate com o Atlético de Madrid, que garantiu o título ao Colchonero, o Twitter oficial do clube catalão anunciou a decisão, que foi em comum acordo.

Isso até já era esperado mesmo antes do jogo. E depois dele, o presidente do Barcelona, Josep María Bartomeu, falou que vai praticamente haver uma reformulação no time, que conquistou apenas a Supercopa da Espanha nesta temporada.

“Alguns jogadores sabem que não vão permanecer. Não é o encerramento de um ciclo, mas vamos ter mudanças profundas. A partir de segunda-feira vamos começar a executar os projetos, em que estará (o diretor) Andoni Zubizarreta – disse Bartomeu:

” Há muito tempo que estamos trabalhando em um projeto, e temos muitas coisas avançadas. Não é o dia ainda para falar do futuro”, disse.

Anúncio da demissão do treinador argentino aconteceu uma hora depois da partida decisiva contra o At

Anúncio da demissão do treinador argentino aconteceu uma hora depois da partida decisiva contra o Atlético de Madrid

Com a queda de Tata Martino, a tendência é que Luis Enrique seja anunciado em breve. O técnico do Celta já vinha sendo especulado no Barcelona nos últimos dias, e já anunciou que vai sair do time de Vigo, pois pretende voltar a viver na Catalunha.

Exército ameaça intervir se violência continuar na Tailândia

Vários manifestantes antigovernamentais, foram até a base militar orientados por seu líder, Suthep Thaugsuban, exigindo a renuncia do primeiro-ministro.

Vários manifestantes antigovernamentais, foram até a base militar orientados por seu líder, Suthep Thaugsuban, exigindo a renuncia do primeiro-ministro|REUTERS/Chaiwat Subprasom|RFI

O exército tailandês ameaçou hoje (15) intervir na crise da Tailândia, depois da explosão de granadas no centro de Bangcoc que deixou três manifestantes mortos. Também hoje, a comissão eleitoral do país pediu o adiamento das eleições previstas para 20 de julho.

“Se a violência continuar na Tailândia, os militares deverão intervir para restaurar a paz e a ordem”, indicou nesta quinta-feira o poderoso chefe do Exército, Prayuth Chan-O-Cha. Ele fez a declaração em um dos raros comunicados divulgados pelos militares em seis meses de crise.

Segundo o texto, “as tropas poderão ter que recorrer à força para resolver a situação”.

Adiamento das eleições

A advertência do exército foi feita poucas horas depois que a comissão eleitoral tailandesa pediu o adiamento das eleições legislativas, marcadas para o dia 20 de julho. Para a comissão, o clima de tensão social pode prejudicar a votação.

Esta manhã, três manifestantes antigoverno morreram e 24 ficaram feridos na explosão de duas granadas em um acampamento dos opositores no centro da capital Bangcoc. Desde o início da crise, há seis meses, 28 pessoas morreram nos confrontos.

Protestos

O movimento dos Camisas Vermelhas, que apoia a primeira-ministra destituída Yingluck Shinawatra, ameaça o país com uma guerra civil se os outros integrantes do governo também forem destituídos. A oposição, que mantém o acampamento diante da sede do governo exige a nomeação de um primeiro-ministro neutro e não é a favor da realização das eleições.

Depois da destituição de Yingluck em 7 de maio por abuso de poder, Suthep Thaugsuban, próximo da premiê destituída, foi nomeado primeiro-ministro interino da Tailândia até as eleições legislativas.

Europa continua articulações políticas sobre crise na Ucrânia

Tanque nas ruas de Slaviansk, oeste da Ucrânia com uma bandeira pró-russa. 12 de maio de 2014.

Tanque nas ruas de Slaviansk, oeste da Ucrânia com uma bandeira pró-russa. 12 de maio de 2014|REUTERS/Yannis Behrakis|RFI

A ofensiva diplomática europeia para tentar uma solução pacífica para a crise ucraniana é intensa após o referendo de domingo (11) sobre a independência das regiões de Lugansk e Donetsk. Nesta terça-feira (13), o chefe da diplomacia alemã foi o segundo representante do bloco europeu a visitar Kiev em menos de 24 horas para apoiar o diálogo nacional.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, se encontrou nesta manhã com o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, e defendeu a importância da eleição presidencial antecipada no país. Para Steinmeier, a votação do próximo dia 25 de maio terá um papel decisivo para superar a divisão ucraniana.

Logo após o encontro com o ministro alemão, o premiê ucraniano viajou a Bruxelas para discutir com a Comissão Europeia medidas de apoio a Kiev e ao diálogo nacional, propostas pelas autoridades ucranianas. Uma mesa redonda com responsáveis políticos e representantes da sociedade civil está prevista para começar na quarta-feira (14). No entanto, o presidente interino, Oleksander Turtchinov, é contrário à participação dos separatistas pró-russos, dificultando o diálogo antes mesmo de sua abertura.

Anexação à Rússia

Depois da vitória no referendo de domingo, os separatistas do leste da Ucrânia anunciaram a soberania sobre os dois territórios e pediram a anexação deles à Rússia, assim como fez a Crimeia.

Os europeus e os Estados Unidos consideram as votações de Donetsk e de Lugansk ilegais e martelam que só vão reconhecer o resultado da eleição presidencial do próximo dia 25. Moscou pediu respeito ao desejo da população do leste ucraniano, mas ainda não respondeu ao pedido de anexação feito pelas duas regiões separatistas e nem reconheceu formalmente o resultado dos referendos.

Tentando pôr panos quentes, Vladimir Putin disse ontem apoiar a mediação da Organização pela Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) durante conversa pelo telefone com o presidente da instituição, o suíço Didier Burkhalter. A OSCE tenta organizar uma reunião entre as autoridades interinas de Kiev e os separatistas pró-russos ainda esta semana.

Sistema Cantareira atinge 9,1% da capacidade

10/05/2014

São Paulo, 10 – O nível do sistema Cantareira atingiu neste sábado 9,1% de sua capacidade, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Esta é a 20ª queda consecutiva no volume de água armazenado no reservatório que abastece a Grande São Paulo. De ontem para hoje o índice recuou 0,1 ponto porcentual.

Para efeito de comparação da situação crítica pelo qual passa o Cantareira, principal sistema de abastecimento da Grande São Paulo, há exatamente um ano, o volume de água armazenado nos mananciais correspondia a 61,6% de sua capacidade total, quase sete vezes maior do que o atual.

Os sistemas Alto Tietê e Guarapiranga, utilizados desde o início do ano no remanejamento de áreas antes abastecidas pelo Cantareira, também apresentaram queda neste sábado. O Alto Tietê caiu de 34,2% para 34%, enquanto o Guarapiranga, de 75,8% para 75,5% da capacidade de armazenamento.

De acordo com a Sabesp e o governo de São Paulo, acionista majoritário da companhia, a captação do chamado “volume morto” do sistema Cantareira deve começar já na próxima semana. A previsão é de as obras para exploração da água do fundo dos reservatórios Jaguari e Jacareí estejam prontas na quinta-feira, dia 15 de maio. O investimento feito pela concessionária foi de aproximadamente R$ 80 milhões.

 

Rússia testa novos mísseis em manobras militares

O presidente russo Vladimir Putin

Foto: O presidente russo Vladimir Putin

REUTERS/Ilya Naymushin
RFI

A Rússia testou nesta quinta-feira (8) diversos mísseis balísticos durante exercícios militares que foram supervisionados pelo presidente Vladimir Putin. Segundo ele, as manobras estavam previstas desde novembro e não têm relação com a crise na Ucrânia.

 

As forças militares russas testaram o míssil balístico intercontinental Topol. Os tiros foram efetuados na base de Plesetsk, no norte do país. Outros mísseis de curto alcance também foram testados em submarinos posicionados no mar do Norte e no Pacífico, de acordo com as agências russas.

Os exercícios também incluem bombardeios estratégicos com os mísseis Tupolev Tu-95 e a entrada no canal da Mancha da frota posicionada no Norte e do porta-aviões “Amiral Kouznetsov.”

As manobras foram supervisionadas por Putin e quatro presidentes de países aliados da Rússia, que pertenciam à ex-União Soviética : Armênia, Belarus, Tajiquistão e Quirguistão.

De acordo com o presidente russo, o objetivo é assegurar os aliados da preparação e da coesão das forças estratégicas ofensivas e defensivas do país. “Nossas forças armadas são uma garantia da soberania e da integridade territorial de nosso país. Elas têm um papel essencial na manutenção da segurança mundial e regional”, acrescentou.

Putin também disse à TV russa que os exercícios estavam previstos desde novembro e que “não tinham relação com a crise na Ucrânia.”

Putin participará das comemorações no Desembarque da Normandia

O presidente russo Vladimir Putin estará presente no dia 6 de junho nas comemorações do 70° aniversário do Desembarque dos Aliados no Normandia. O anúncio foi feito hoje pelo embaixador da Rússia na França, Alexandre Orlov.

Interrogado pela hipótese de reuniões paralelas com dirigentes ocidentais, o embaixador disse que “alguns encontros estavam previstos”.

Separatistas mantém referendo

As autoridades russas indicaram nesta quinta-feira que estavam ‘’analisando’’ a decisão dos separatistas na Ucrânia de manter o referendo sobre a independência de Donestk, no dia 11 de maio. O presidente Vladimir Putin sugeriu o cancelamento da consulta popular nesta quarta-feira.

Europeus tentam evitar guerra civil na Ucrânia

O ministro interino de Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Deshchitsia,(esquerda) foi recebido em Viena pelo ministro das Relações Exteriores da Áustria, Sebastian Kurz.

O ministro interino de Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Deshchitsia,(esquerda) foi recebido em Viena pelo ministro das Relações Exteriores da Áustria, Sebastian Kurz.

REUTERS/Leonhard Foeger
RFI

Os combates continuam intensos no leste da Ucrânia e o risco de uma guerra civil no país parece cada vez mais próximo, preocupando os europeus. Balanço divulgado nesta terça-feira (6) indica que mais de 30 pessoas morreram no país ontem. A crise ucraniana foi discutida nesta manhã em Viena em reunião do comitê ministerial do Conselho da Europa.

 

Em Viena, 30 chanceleres, incluindo os ministros de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov e da Ucrânia, Andrii Dechtchitsa, participaram da reunião do Conselho da Europa. No início do encontro, o britânico William Hague acusou a Rússia de tentar desestabilizar a organização da eleição presidencial ucraniana prevista para o próximo dia 25. A maioria dos países presentes enviou uma mensagem clara de apoio a realização da votação.

O presidente francês, François Hollande, declarou, paralelamente em Paris, temer o caos e o risco de guerra civil na Ucrânia se a eleição não acontecer. Moscou não reconhece o governo provisório de Kiev e considera a eleição absurda no contexto atual de confrontos.

Confrontos no leste do país

Um balanço divulgado hoje pelo ministro do Interior ucraniano aponta a morte de 30 separatistas e 4 soldados nos enfrentamentos com o Exército, nesta segunda-feira, na cidade de Slaviansk.

A situação também é tensa em Donetsk e Kramatorsk. Nesta manhã, as autoridades ucranianas fecharam temporariamente o aeroporto internacional de Donetsk, sem dar explicações.

O presidente da Duma, a assembleia russa, comparou a ofensiva ucraniana para controlar as cidades rebeladas a um “genocídio”. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu diálogo entre nacionalistas e separatistas.

Queda do turismo na Rússia

O conflito já começa a afetar o setor do turismo na Rússia. A associação que reúne as agências de turismo russas informou hoje que as reservas de viagens para o país diminuíram 30%, desde o inicio do conflito com os ocidentais.

A tensão entre nacionalistas e separatistas na Ucrânia aumenta com a aproximação de duas datas: na quinta-feira, 8 de maio, é celebrada a vitória dos aliados sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial, e os separatistas prometem ações. No dia 11, os separatistas programaram referendos de autodeterminação na região de Donetsk. 

Jornal afirma que novo ‘Fantástico’ bate recorde negativo de audiência

De acordo com a coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, o novo Fantástico está em crise e teve recorde negativo de audiência, com média de 14 pontos em seu segundo dia de exibição com o novo projeto. A estreia marcou 16 pontos. 

O programa chegou a perder por 20 minutos para o Domingo Espetacular, da Record, por 16 a 12,1. Enquanto a Record marcava, por volta das 22h10, 16 pontos, a Globo fez 12,6 pontos, e o SBT, 12,5. A emissora já estuda mudanças.

Fonte: Terra 

“Drama de Odessa integra plano russo para destruir o país”, diz premiê

Um mulher deposita flores em memória das vítimas do incêndio que deixou 42 mortos em Odessa.

Um mulher deposita flores em memória das vítimas do incêndio que deixou 42 mortos em Odessa.

REUTERS/Gleb Garanich
RFI

Mais uma noite de grande tensão na Ucrânia. Após a libertação dos 12 observadores europeus, soltos ontem (3) em Slaviansk, as forças de Kiev intensificaram a ofensiva contra outras cidades controladas pelos rebeldes e os pró-russos pensam em vingança dois dias depois da onda de violência que deixou mais de 40 mortos em Odessa. O primeiro-ministro ucraniano Arseni Iatseniuk visita neste domingo (4) a cidade portuária do sul do país e acusou a Rússia pelo drama. Um luto oficial de dois dias foi decretado na Ucrânia.

 

Odessa, cidade portuária do sul do país, continua em estado de choque após o incêndio que matou cerca de 40 pessoas, a maioria de pró-russos, na noite de sexta-feira (2). O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, visita hoje na cidade e prometeu uma investigação completa e independente sobre a onda de violência. Em um primeiro discurso, o premiê disse que “o drama de Odessa integra o plano russo para destruir a Ucrânia”.

Dois dias de luto nacional pelos 42 mortos de Odessa foram decretados pelo presidente interino Olexandre Tourtchinov. Ontem, uma multidão formada principalmente por militantes pró-russos se reuniu na frente do prédio incendiado para rezar, cantar e depositar flores em memória das vítimas.

Kiev acusa Moscou

A ultima sexta-feira foi o dia mais violento na Ucrânia desde 21 de fevereiro quando dezenas de manifestantes pró-europeus foram mortos a tiros na praça da independência de Kiev. Essa violenta repressão provocou a queda do presidente Viktor Yanukovitch.

As autoridades ucranianas acusam a Rússia de estar por trás dos confrontos, de “incentivar uma verdadeira guerra para eliminar a Ucrânia e a independência do país”, segundo o premiê Iatseniuk. Moscou rejeita as acusações e considera “absurda” a manutenção da eleição presidencial no próximo dia 25 de maio que deve escolher o sucessor de Yanukovitch.

Ofensiva ucraniana

Em Kostiantynivka, a 50 km de Donetsk, vários pontos de controle e barricadas separatistas foram destruídos pelo exército ucraniano nas últimas horas, mas a prefeitura da cidade continua nas mãos dos pró-russos. Em Lugansk, as perdas foram das forças ucranianas. Dois soldados ficaram feridos num ataque rebelde. Em Kharkiv, a Justiça proibiu duas manifestações previstas para este domingo, uma pró-russa e a outra pela unidade da Ucrânia, temendo novos confrontos violentos como os ocorridos em Odessa.

Já no reduto rebelde de Slaviansk, a situação parece tranqüila neste domingo, no dia seguinte da libertação dos observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que eram mantidos como reféns há oito dias. Os sete estrangeiros do grupo chegaram a Berlim na noite de ontem, para grande alívio dos ocidentais. Mas os confrontos da última noite entre forças ucranianas e rebeldes separatistas mostram que a trégua esperada com a libertação dos observadores estrangeiros não aconteceu.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio