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Obama critica republicanos da Câmara dos Deputados por ameaça de processo

Por Roberta Rampton

MINNEAPOLIS, Estados Unidos (Reuters) – O presidente norte-americano, Barack Obama, ficou enfurecido nesta sexta-feira com os republicanos que ameaçaram processá-lo por emitir ordens executivas para implementar políticas que dificilmente seria aprovadas na Câmara dos Deputados, dominada pelos seus adversários.

 “Eles não fazem outra coisa além de me bloquear e ofender”, disse Obama em um discurso sobre economia no fim de uma visita de dois dias a Minnesota.

Obama reagiu a uma ameaça do presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, que na quinta-feira disse estar considerando uma ação legal para acusar o presidente de extrapolar seus limites constitucionais ao adotar uma série de ordens executivas e outras medidas.

Obama está empenhado na campanha dos candidatos democratas ao Congresso neste ano, já que os republicanos têm uma chance de assumir o controle do Senado e aprofundar sua maioria na Câmara. Tal desfecho sepultaria as chances de Obama obter a aprovação de leis importantes, como a reforma imigratória.

Neste ano, Obama usou as ordens executivas em temas como energia e educação para contornar a oposição republicana. Seu governo também propôs regulamentos para limitar as emissões de carbono de usinas de energia e estuda maneiras de suavizar a repressão à imigração.

“Adotamos essas ações, e agora os republicanos estão bravos comigo por adotá-las. Não estão fazendo nada, e depois ficam bravos comigo por fazer algo. Não sei bem qual das coisas que fiz os ofende mais, mas decidiram me processar por fazer meu trabalho”, afirmou Obama no seu discurso.

As ações de Obama revoltaram seus adversários, e Boehner alegou que o presidente abusou da sua autoridade executiva ao implementar políticas sem apoio do Congresso.

O porta-voz de Boehner, Michael Steel, rejeitou as críticas do presidente, dizendo: “O povo norte-americano, seus representantes legais e a Suprema Corte expressaram sérias preocupações com a incapacidade do presidente seguir a constituição”.

Obama afirmou à plateia à qual falava que a inação republicana “deixa vocês loucos… e eu também”.

“Às vezes eu tenho que ser, vocês sabem, político sobre como eu digo as coisas, mas estou achando que ultimamente eu só quero dizer o que está na minha mente”, disse ele.

(Reportagem adicional de Annika McGinnis e Susan Heavey)

 

ONU critica prisão de jornalistas da Al Jazeera e penas de morte no Egito

Jornalistas recebem veredicto no Cairo

Jornalistas recebem veredicto no Cairo (reuters tickers)

23. Junho 2014

GENEBRA, Suíça (Reuters) – O Egito deveria libertar os três jornalistas da Al Jazeera condenados nesta segunda-feira a sete anos de prisão e acabar com a prática “obscena” de realizar julgamentos coletivos de opositores do governo que terminam em penas de morte, disse a alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay.

“A reputação do Egito e, especialmente, a reputação do seu judiciário como instituição independente, estão em jogo”, afirmou ela em um comunicado. “Há um risco de que a deturpação da justiça se torne norma no país”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está profundamente preocupado com a condenação dos jornalistas e as penas de morte confirmadas no sábado de 183 muçulmanos apoiadores e membros da Irmandade Muçulmana no Egito, disse o porta-voz dele em Nova York.

“Procedimentos que claramente não parecem atender aos critérios básicos de um julgamento justo, particularmente aqueles que resultaram na imposição da pena de morte, provavelmente irão minar as perspectivas de estabilidade no longo prazo”, afirmou Stephane Dujarric a repórteres.

“O secretário-geral ressalta que a participação em manifestações pacíficas ou críticas ao governo não devem ser razão para detenção ou processo.”

Os jornalistas foram sentenciados por ajudar uma “organização terrorista” a espalhar mentiras, um veredicto que chocou o tribunal e levou a Grã-Bretanha a convocar o embaixador do Egito em protesto contra o julgamento.

“Reprimir reportagens só irá atrapalhar os esforços egípcios para atravessar este período de tumulto social e político”, declarou Pillay. Cabe apelo às sentenças, mas as acusações foram “amplas e vagas demais e, portanto, reforçam a crença de que o alvo verdadeiro é a liberdade de expressão”, disse ela.

Os veredictos dos profissionais da Al Jazeera e as penas de morte são as mais recentes de uma série de processos “repletos de irregularidades processuais e em violação da lei internacional de direitos humanos”, declarou Pillay.

“Creio que estes julgamentos coletivos e penas de morte são obscenos, uma farsa completa da justiça.”

Ela exortou o governo a analisar as leis nas quais os julgamentos se basearam, especialmente a Lei Antiterrorismo e a assim chamada Lei de Manifestações, usadas para deter e condenar dezenas de manifestantes desde novembro de 2013.

(Reportagem de Tom Miles, em Genebra; e Michelle Nichols, em Nova York)

Reuters

Boris Casoy: ‘No inferno, Mussolini e Hitler estão aplaudindo Lei da Palmada’

Jornalista criticou aprovação da lei que definiu como fascista e como intromissão do Estado na vida das famílias

O DIA

São Paulo – O jornalista e apresentador do Jornal da Noite , da Band, Boris Casoy, deu opinião polêmica sobre a Lei da Palmada , aprovada na noite desta quarta-feira no Senado. “Ninguém equilibrado defende agressão às crianças. No inferno, Mussolini e Hitler estão aplaudindo essa tal lei fascista da palmada. É uma intromissão grave na família na qual o Estado não pode e nem deve se meter, nem deve meter bedelho nenhum”.

Cercado de grande polêmica, o plenário do Senado aprovou na noite de quarta-feira o projeto de lei que pune famílias que usem violência física na educação dos filhos. Conhecida como Lei da Palmada, o projeto foi aprovado horas antes na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa, após intervenção do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) para que o projeto fosse aprovado a tempo de chegar à apreciação do plenário no mesmo dia.

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e prevê que as crianças sejam educados e cuidadas sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. O texto define castigo como a “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou ao adolescente”. Já o tratamento cruel ou degradante é definido como “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”.

Apesar de os senadores favoráveis à matéria garantirem que não se trata de legislação criminal, o texto prevê punições aos pais que insistirem em castigar fisicamente os filhos, como advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, entre outras sanções. Os conselhos tutelares serão responsáveis por receber denúncias e aplicar as sanções.

O projeto recebeu no Senado o nome de Lei Menino Bernardo, em homenagem ao garoto morto pelo pai e pela madrasta recentemente no Rio Grande do Sul. No fim, a matéria foi aprovada sem alterações em relação ao texto enviado pela Câmara dos Deputados.

O texto segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff

Xuxa foi hostilizada em sessão da Câmara que discutiu projeto

Em outra polêmica envolvendo a Lei da Palmada, a apresentadora Xuxa Meneghel foi hostilizada no último dia 21 durante sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para votar a Lei da Palmada, que proíbe castigos físicos a crianças e adolescentes. O deputado Pastor Eurico (PSB-PE) criticou Xuxa dizendo que “a conhecida rainha dos baixinhos, em 1982, provocou a maior violência contra as crianças em um filme pornô”. A declaração é uma referência ao filme “Amor Estranho Amor”, em que Xuxa aparece seminua ao lado de uma criança.

Xuxa reagiu com um coração às acusações do Pastor Eurico

Foto:  Divulgação

Xuxa reagiu sinalizando um coração feito com as mãos na direção do parlamentar. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) falou em seguida e declarou que a posição do Pastor Eurico não é a mesma da bancada evangélica. Após a sessão, o PSB, por meio de nota, informou que o Pastor Eurico foi destituído da vaga na CCJ. “A decisão foi tomada em função da postura adotada pelo parlamentar durante a reunião ordinária desta quarta-feira (21), na qual o mesmo se pronunciou de forma intolerante, desrespeitosa e desnecessariamente agressiva em relação a Sra. Xuxa Meneghel.”

O deputado, contudo, disse que não se arrependeu do que fez. “Trazer essa senhora para cá para vir dar lição de moral em mim? Por isso questionei que violência não é só bater e espancar. Existe a violência da mídia. Aquela que está na televisão, nos filmes. E por falar em filmes, aí sim, a questionei, que na época, em 1982, por ser considerada a ‘rainha dos baixinhos’ e trabalhar com crianças de forma inocente, mas paralelamente a isso, de outro lado, ela estava participando de filmes pornôs com cenas de sexo explícito com uma criança de 12 anos. Isso feriu a família brasileira. Não podia deixar isso passar impune”, diz o socialista.

Em sua página no Facebook, a apresentadora se manifestou sobre o ocorrido no Congresso. “Gente, tava lendo o desabafo e a opinião de vcs sobre o acontecido no Congresso, por favor, não culpem os evangélicos, minha mãe é evangélica e me ensinou que nem Jesus Cristo agradou todo mundo, pq eu iria? Sei que minha mãe ficou muito triste com esse senhor. Mas ele já teve o seu momento de fama, não vamos dar mais força a ele. Mais uma vez obrigada pelas lindas palavras de carinho e respeito com meu trabalho, vou precisar de vcs, e muito, e sei que vou poder contar sempre, vejo isso lendo cada palavra de amor de vcs por mim, bgd bgd bgd bgd : )”, disse Xuxa na rede social.

 

Twitter do PSDB é invadido e hacker critica obra do metrô

O perfil oficial do PSDB no Twitter foi invadido por hacker no início da tarde desta segunda-feira. Logo em seguida foram postadas mensagens relacionadas aos supostos desvios envolvendo o metrô de São Paulo e o caso Alstom. Os tweets foram apagados após ser detectada a invasão. 

As fotos do perfil do usuário e da abertura da página também foram trocadas. A do perfil mostra um tucano, símbolo do partido, segurando várias notas de dinheiro. Já a outra imagem é uma caricatura de José Serra e Geraldo Alckmin dentro de um metrô cheio de sacos de dinheiro rompendo um cofre. Onde antes havia o nome do partido também foi alterado para “Partido Corrupto”. 

Às 13h, o grupo de hackers AnonymousBR assumiu a autoria. Em sua conta no Twitter postou o seguinte comentário: “E você já conferiu o twitter do PSDB.

Fonte: Terra 

Condenada a 20 anos por criticar Khomeini no Facebook

Diário de Notícias|Luís Manuel CabralHoje

Uma cidadã britânica enfrenta uma pena de 20 anos numa prisão iraniana após ter criticado o antigo Supremo Líder deste país islâmico, o Ayatollah Khomeini, na Internet.

Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, Roya Saberi Negad Nobakht, de Stockport, Manchester, tinha ido ao Irão visitar amigos quando decidiu publicar alguns comentários no Facebook que foram considerados ofensivos pelo regime iraniano.

A mulher, de 47 anos, que tem cidadania britânica e iraniana mas vive em Inglaterra há seis anos, foi presa em Shiraz, em outubro, por alegadamente ter feito comentários ofensivos sobre o antigo Supremo Líder iraniano, Ayatollah Khomeini. Após a sua detenção, Roya Nobakht foi acusada de colocar a segurança do país em risco ao tentar manipular a opinião pública com comentários ofensivos para o regime.

Roya Nobakht tinha viajado para o Irão em outubro, para passar três semanas de férias com amigos, e o seu marido ficou em pânico quando a mulher falhou o voo de regresso a Manchester. Daryoush Taghipoor viajou imediatamente para o Irão e passou mais de oito semanas à procura de Roya em hospitais, morgues e esquadras de polícia até descobrir que ela tinha sido detida.

Alertado para a situação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico confirmou ao jornal que está a tratar do caso. “Estamos cientes que uma cidadã britânica foi detida no Irão e estamos a tentar perceber os contornos do caso em conjunto com as autoridades iranianas”.

Lula critica derrotismo relacionado à Copa

O ex-presidente Lula desabafou ontem à noite, ao participar de um evento promovido pela Apex (Agência de Promoção de Exportações), em São Paulo. O foco do seu discurso foi a Copa do Mundo.

“A cada dia que passa as pessoas vão sendo desmentidas. Primeiro, não íamos ter estádios, mas os estádios estão prontos. Segundo, as obras de mobilidade não estariam prontas, mas a maioria delas vai ficar pronta. Uma ponte ou um viaduto talvez não seja entregue”, disse ele.

Segundo o ex-presidente, quando o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo, sete anos atrás, isso foi “motivo de orgulho”. Agora, “parece que tudo ficou ruim”. O presidente também comentou a fala do secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, que alertou os turistas sobre o fato de o Brasil “não ser uma Alemanha”. “Vai demorar alguns séculos para a gente virar uma Alemanha”.

Lula propôs que os brasileiros recebam bem os estrangeiros e apresentem o Brasil como “mistura de raças” e uma nação feliz. Ele também ficou muito incomodado com a decisão do jogador Ronaldo, que era seu amigo pessoal e se envolveu diretamente no projeto da Arena Corinthians.

Nesta semana, depois de se dizer “envergonhado” com os atrasos na Copa, Ronaldo declarou voto em Aécio Neves.

Fonte: Brasil247

Pastor ofende Xuxa em CCJ por protagonizar filme pornô

DIÁRIO DA MANHÃ|FABIANA GUIMARÃES

A cantora e apresentadora, Xuxa Meneghel, foi ofendida hoje (21) de manhã pelo deputado Pastor Eurico (PSB-PE). Tudo ocorreu durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) que discutia o projeto de lei chamado Lei da Palmada. Durante a discussão do texto final desta lei, o pastor afirmou “eu nem falo sobre a violência que passa na TV todos os dias. A conhecida rainha dos baixinhos protagonizou em 1982 a maior violência contra as crianças quando fez um filme pornô.” se referindo ao filme Amor estranho amor, onde Xuxa contracena com uma criança de 12 anos. O filme foi considerado erótico. 

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A apresentadora não pôde responder a agressão, porque apenas os integrantes da comissão tem direito de se pronunciar durante as reuniões, mas fez um gesto com as mãos em formato de coração para o deputado que a ofendeu. Os outros integrantes, deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) e a deputada Sandra Rosado (PSB-RN) defenderam Xuxa “gostaria de deixar claro que essa é a opinião do Pastor Eurico. Não é posição da bancada evangélica.” disse Garotinho. “Cada um tem seu papel relevante na sociedade, seja como parlamentar, seja como artista.” disse Sandra Rosado.

Houve bate boca entre os parlamentares durante toda a reunião então o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foi chamado para intermediar a discussão. O projeto da Lei da Palmada prevê punições aos pais que batem nos filhos, que ficariam sujeitos a penas socioeducativas e até afastamento dos filhos. Aprovado pela Comissão Especial da Câmara, a lei tenta entrar em vigor desde 2011. 

Foto: Divulgação - Pastor Eurico

Foto: Divulgação – Pastor Eurico

 

Lula: SP demorou para ‘ressuscitar morto’ em crise na água

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira, em um encontro com blogueiros em São Paulo, a postura do governo paulista liderado por Geraldo Alckmin na questão dos recursos hídricos. Em tom irônico, o petista disse que era preciso ter cuidado melhor do Sistema Cantareira, que atualmente alcança 26,7% de sua capacidade total após o início da captação de água do volume morto.

“Inauguraram uma coisa chamada volume morto. Se eles conseguem ressuscitar o morto por que não fizeram antes? Tenho clareza que não está chovendo, mas também tenho clareza que fui visitar Cantareira há 40 anos. De lá pra cá a cidade cresceu uma barbaridade. Será que ninguém pensou em fazer mais um poço? Ou será que pensam que nordestino que vem pra cá não bebe água? Poderiam ter cuidado melhor. Cadê o planejamento estratégico? Cadê o choque de gestão? E vocês tomem cuidado porque vai aparecer muita coisa de choque de gestão”, disse Lula.

O Volume Morto é um reservatório de 400 milhões de metros cúbicos de água situado abaixo das comportas do Cantareira, que atende mais de 50% da população de São Paulo. Essa água possui uma grande variedade de sedimentos e jamais foi usada.

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo Alexandre Padilha também compareceu ao evento na capital paulista e voltou a criticar a falta de transparência nas decisões em relação à falta de água em São Paulo.

“Se eu fosse governador, teria feito todas as obras que o atual governador Alckmin, que já era governador em 2004, assumiu a responsabilidade de fazer e nenhuma saiu do papel. A Sabesp e o governador assumiram responsabilidade de executar um conjunto de obras e nenhuma delas saiu do papel. Agora teve que fazer uma obra de urgência para pegar um volume morto”, disse.

“Faltou transparência e sinceridade, verdade na condução na gestão da seca. Isso não pode se repetir no uso do volume morto porque, se não, isso poderá significar condenar o sistema. A transparência tem que existir. Qual o plano de contingência? E chega de solução padrão Sabesp”, disse Padilha.

Fonte: Terra

Comissão critica ação da polícia no Caso Malhães

Maior queixa é não considerar passado de torturador do militar assassinado

JULIANA DAL PIVA

Rio – Relatório divulgado ontem pela Comissão de Direitos Humanos do Senado critica a Polícia Civil do Rio de Janeiro por limitar à possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte) a investigação sobre a morte do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, que foi agente da ditadura, atuou na tortura e morte de presos políticos e confessou ter dado sumiço ao corpo do ex-deputado Rubens Paiva. A principal crítica é ao fato de não ser levada em conta a vida pregressa do militar, que foi morto no dia 24 durante a invasão de seu sítio, em Nova Iguaçu, por três homens.

O documento é assinado pela presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Ana Rita (PT-ES), que em 6 de maio, com os senadores Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e João Capiberibe (PSB-AP), conversou no Rio com o caseiro Rogério Pires, que, segundo a polícia, confessou participação no crime. Aos políticos, Pires, que foi mantido refém com a mulher do coronel, Cristina Manhães, negou ter confessado. “A prisão de Rogério se deve à dedução da polícia quanto a sua participação no crime, por elementos que os delegados dizem possuir, mas que não foram apresentados durante a diligência”, diz o relatório.

No texto, a senadora pede proteção policial para o caseiro e para a Cristina Malhães. Além disso, sugere que sejam designados dois membros do Ministério Público Estadual para acompanhar a investigação do caso.

Senadora cobra explicações sobre a motivação para o assassinato

A senadora Ana Júlia reclama que as investigações não responderam a diversas perguntas, como qual foi a motivação do crime — ela não descarta uma queima de arquivo. Além disso, ela critica a demora da polícia a ir ao local. Avisados na noite de 24 de abril, os policiais só chegaram ao sítio às 8h30 do dia seguinte. 

Em entrevista ao DIA em março, Paulo Malhães admitiu que, em 1973, desenterrou o corpo do ex-deputado Rubens Paiva no Recreio dos Bandeirantes e deu sumiço a ele. Cinco dias depois, à Comissão Nacional da Verdade, detalhou métodos de ocultação de cadáveres na Casa da Morte de Petrópolis. Na semana passada, a viúva do coronel, Cristina Malhães, contou que o marido disse a ela que o corpo de Paiva foi jogado num rio.

Financial Times faz crítica dura contra presidente Dilma

Estadão Conteúdo

Poor Dilma

O jornal Financial Times pede um “choque de credibilidade” no Brasil. Em editorial publicado nesta segunda-feira, a publicação afirma que se o governo de Dilma Rousseff não mudar de rumo, as eleições presidenciais poderão resultar em uma mudança. Ao comentar rumores que circulam no mercado, o editorial elogia a possibilidade de um Banco Central independente em eventual segundo mandato de Dilma e a chance de indicação de Alexandre Tombini para o lugar de Guido Mantega.

O editorial tem um tom duro contra a presidente brasileira. “Pobre Dilma Rousseff”, inicia o texto. Para o Financial Times, a presidente do Brasil projetava “uma aura tediosa da eficiência de Angela Merkel”, mas resulta em um trabalho mais parecido com o dos comediantes Irmãos Marx. “Os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o País, enquanto o trabalho para os Jogos Olímpicos de 2016 é classificado como ‘o pior’ que o Comitê Internacional já viu. A economia também está em queda. O Brasil, uma vez que o queridinho do mercado, vê investidores caindo fora”, diz o texto.

“O País precisa de um choque de credibilidade. Se Dilma não entregá-lo, as eleições presidenciais de outubro o farão”, diz o texto que cita que o Brasil enfrenta três desafios imediatos: o caso Pasadena da Petrobras, o fornecimento de energia elétrica após a recente seca e a chance de protestos e insucesso da Copa do Mundo.

Apesar do forte tom duro, o jornal dá um voto de confiança à presidente. “Dilma Rousseff é conhecida por falar em vez de ouvir, mas há sinais de que ela mesmo está reconhecendo as críticas”, diz o texto. “Fala-se que ela poderia dar independência formal ao BC em um segundo mandato (originalmente, uma ideia de oposição). Ela também pode recrutar o presidente do BC, Alexandre Tombini, para substituir Guido Mantega, o desafortunado ministro da Fazenda. Ambos movimentos seriam bem-vindos”, diz o texto.

“Saber se a senhora Rousseff que parece Merkel, mas resulta nos Irmãos Marx é realmente a pessoa certa para colocar o Brasil de volta aos trilhos é outra questão. Afinal de contas, sua primeira administração foi uma decepção. Mas, pelo menos, há sinais de que os mercados do País estão trabalhando como deveriam através da transmissão de uma preocupação generalizada e crescente. Estes estão agora começando a empurrar o debate político em uma direção favorável aos investidores. Isso só pode ser uma coisa boa”, diz o texto.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio