Arquivo da tag: CRÍTICAS

Caçadora norte-americana é alvo de críticas nas redes sociais

DIÁRIO DA MANHÃ|TALITHA NERY
 
Kendall posta foto ao lado dos animais abatidos ou sedados

A caçadora norte-americana Kendall Jones, 19 anos, está sendo alvo de uma petição com mais de 40 mil assinaturas. O documento exige que as imagens publicadas no facebook da jovem sejam censuradas. Ela posta fotos com animais que abateu na África durante suas caçadas e está sendo muito criticada por internautas de todo mundo.

As fotos postadas pela caçadora mostram animais abatidos ou sedados. Kendall ainda faz um breve relato com os detalhes da caçada. Segundo a petição contra a jovem, a vida dos animais da África devem ser preservadas e afirmam que “Parece que o Facebook não está preocupado com o que Kendall Jones está promovendo em sua página”.

Kendall diante das inúmeras críticas que têm recebido em suas postagens, rebateu dizendo que a maioria dos animais foram apenas sedados para fins educacionais e científicos. Ainda assim, os internautas consideram a atitude da jovem desprezável. Ela pratica a caça desde muito jovem e possui várias fotos ao lado dos animais.

Com informações Extra

Kendall ao lado de um rinoceronte. Foto: Reprodução/Facebook

Kendall ao lado de um rinoceronte. Foto: Reprodução/Facebook

A caçadora posta no facebook fotos com os animais abatidos ou sedados. Foto: Reprodução/Facebook

A caçadora posta no facebook fotos com os animais abatidos ou sedados. Foto: Reprodução/Facebook

Kendall pratica a caça desde muito nova. Foto: Reprodução/Facebook

Kendall pratica a caça desde muito nova. Foto: Reprodução/Facebook

 

Facebook é criticado por estudo secreto sobre emoções

O Facebook está sendo criticado após revelações de que teria feito um experimento secreto para testar as emoções de quase 700 mil usuários.

Durante uma semana em 2012, a maior rede social do mundo manipulou o feed de notícias de um grupo de usuários para avaliar se o conteúdo das mensagens recebidas afetaria seu humor e o teor de suas próprias atualizações.

O estudo, feito em parceira com as universidade americanas de Cornell e da Califórnia, concluiu que os usuários que receberam menos posts negativos em seu feed tinham menos chances de escrever um post negativo e vice-versa.

Na divulgação da pesquisa, durante a 17ª edição dos Anais da Academia Nacional de Ciência, nos Estados Unidos, o co-autor Amdam Kramer, do Facebook, disse que a rede “considerava importante avaliar uma antiga premissa de que ver posts positivos dos amigos levam as pessoas se sentirem negativas ou excluídas”.

“Ao mesmo tempo, também estávamos preocupados com a hipótese de que a exposição à negatividade dos amigos pode levar as pessoas a evitar entrar no Facebook”, justificou.

O estudo gerou críticas de usuários e intelectuais do setor de tecnologia sobre a ética e o impacto que este tipo de pesquisa pode causar.

Em sua conta no Twitter, a pesquisadora de política e ética de dados Kate Crawford afirmou:

“Vamos chamar o experimento do Facebook do que ele é: o sintoma de uma falha muito maior em pensar sobre ética, poder e consentimento sobre plataformas (digitais)”.

Também pelo Twitter, Lauren Weinstein, que investiga tecnologia de sistemas , disse que o experimento secreto do Facebook “tentou fazer os usuários se sentirem tristes”.

“O que pode dar errado, indagou?”

Investigação

Por sua vez, Jim Sherida, parlamentar do Partido Trabalhista da Grã-Bretanha, pediu uma investigação sobre o assunto.

Em entrevista ao jornal The Guardian, ele defendeu uma legislação para proteger as pessoas contra este tipo de prática.

“Eles estão manipulndo material da vida pessoal dos usuários e eu estou preocupado com a habilidade do Facebook e de outros de controlarem os pensamentos das pessoas em política e em outras áreas”, criticou Sherida, que é membro do comitê seleto de mídia da Câmara dos Comuns.

No entanto, para Katherine Sledge Moore, professora de psicologia de Elmhurst College, em Illinois, a realização deste tipo de estudo “não é uma surpresa”.

“Considerando o que o Facebook faz com o feed de notícias dos usuários o tempo todo, e o que tivemos de concordar ao nos tornarmos usuárioso, esse estudo não é de se espantar”.

Durante a apresentação do experimento, Adam Kramer admitiu que o Facebook não expressou claramente suas intenções ao fazer a pesquisa.

“Eu posso compreender por que alumas pessoas estã preocupadas e eu e os outros co-autores lamentamos a forma como o experimento foi descrito e quaquer ansiedade causada”.

Fonte: BBC BRASIL

Balotelli desabafa após críticas: ‘Não escolhi ser italiano’

Lancepress

O atacante Mario Balotelli usou suas redes sociais para desabafar sobre a eliminação precoce da Itália. Por meio de seu Instagram, ele postou um vídeo de um torcedor da Azzurra dizendo que ele não era italiano. Em um longo texto, ele lamentou a derrota de sua seleção, disse que não havia escolhido ser italiano e que as críticas vinham pelo fato de ele ser negro.

” Eu sou Mario Balotelli, tenho 23 anos e eu não escolhi ser italiano. Eu quis muito porque nasci e cresci na Itália. Eu quis muito dessa Copa do Mundo e estou triste, furioso e desapontado comigo mesmo. Sim, talvez poderia ter marcado contra a Costa Rica, mas e daí? Talvez era isso que vocês queriam. Não me culpem por tudo desta vez porque Mario Balotelli deu tudo por esta seleção e não fez nada de errado pessoalmente falando. Então vão buscar outras desculpas porque Mario Balotelli tem a consciência no lugar e está pronto para seguir em frente de cabeça erguida”, comentou Balotelli, que disse que as críticas tinham um cunho racial:

Mario Balotelli foi alvo de ataques racistas após a eliminação da Itália

Mario Balotelli foi alvo de ataques racistas após a eliminação da Itália, na Copa do Mundo

” Talvez, como vocês dizem, não sou italiano. Os africanos nunca colocariam todo esse peso em um de seus irmãos. Nunca. Neste sentido, nós, negros, estamos anos-luz à frente. Vergonha não é perder um gol ou correr menos ou mais. É tudo isso que vocês disseram”.

Wellington assina manifesto de críticas a Joaquim Barbosa

clique para ampliar

 
Senador Wellington Dias: manifesto pede revisão de prisões dos condenados no mensalão

O senador Wellington Dias (PT-PI) é um dos parlamentares petistas que assinaram um manifesto contra as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, no processo do mensalão. O documento, endereçado a todos os ministros do Supremo, pede que o STF reveja e corrija decisões de Joaquim Barbosa sobre o cumprimento das penas dos condenados no julgamento do mensalão do PT – entre eles o ex-ministro José Dirceu e os deputados João Paulo Cunha e José Genoíno.

Alegando ataques de setores do PT, o ministro Joaquim Barbosa anunciou na última terça-feira sua saída da relatoria dos processos de execução das penas dos 24 condenados no mensalão. O novo relator é o ministro Luís Roberto Barroso. Ele já havia anunciado a antecipação de sua aposentadoria do STF. O manifesto é assinado ainda por jornalistas e intelectuais ligados ao PT, e diz que “o Brasil assiste perplexo à escalada de arbitrariedades cometidas por Joaquim Barbosa”. 
 
Após a condenação dos réus, Joaquim Barbosa delegou às Varas de Execuções Penais as decisões sobre o cumprimento das penas dos condenados, no entanto, revogou sete decisões que concederam trabalho externo aos condenados e negou ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o trabalho fora da cadeia. “O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ (Superior Tribunal de Justiça) quanto ao cumprimento do regime semiaberto. Com isso ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro, pois, aceito o precedente, cria-se jurisprudência não somente em desfavor dos presos e sentenciados, mas contrária ao espírito democrático que rege as leis de execução penal”, diz o manifesto.
 
O documento apela ao plenário do STF que impeça o que classifica de continuidade da agressão ao Estado de Direito Democrático “Concitamos, portanto, os Senhores Ministros integrantes dessa Corte Constitucional de Justiça a que revejam e corrijam tal violação de direitos praticada pelo Exmo. Sr. Presidente do STF, acatando o agravo impetrado pelos advogados dos réus”, ressalta o manifesto publicado na internet.
 
Segundo o senador petista, o manifesto é para alertar que a Constituição vem sendo des-considerada pelo órgão máximo da Justiça brasileira. “Na verdade é uma mobilização para chamar a atenção da sociedade de que o órgão guardião da Constituição não pode des-considerá-la nunca, sobretudo como vem ocorrendo nos últimos anos”, afirmou Wellington Dias, que cumpriu agenda ontem na região sul do Piauí.
 

 

Gerson critica posicionamento de Oscar e esquema da Seleção

O empate diante do México acendeu o sinal de alerta na torcida brasileira. O técnico Luiz Felipe Scolari, que perdeu um pouco do bom humor e partiu para o ataque contra os críticos na entrevista coletiva após a partida, sofreu alguns questionamentos após a partida.  O tricampeão Gerson não vem gostando da forma como a Seleção Brasileira vem atuando e questiona a formação tática adota por Felipão. 

“Falta a ele a tradução do jogo. O Parreira grita com ele para ajudar no posicionamento. As substituições são sempre as mesmas. Oscar é armador e não pode jogar pela ponta. O time está embolado, perdido. Pode até ser campeão, mas está jogando feio, com bola na área, sem tática de jogo, jogando no abafa nos últimos minutos”, criticou o ex-jogador, campeão do mundo em 1970. 

Para Pelé, o empate com o México não pode ser levado como ponto de discórdia do trabalho de Luiz Felipe Scolari. O tricampeão considera que o goleiro Ochoa foi o grande vilão da atuação brasileira em Fortaleza. 

“Não tem equipe fácil neste Mundial e temos que respeitar o adversário. Por ter feito um bom primeiro jogo, os torcedores acharam que ganharíamos fácil, mas não é assim. Se o Brasil tivesse feito os gols que o goleiro salvou, a história seria diferente”, defendeu o ex-camisa 10. 

Sem Hulk, que foi poupado com dores musculares, Felipão optou por Ramires. Só que o meia foi substituído no intervalo e deu lugar a Bernard. Gerson considera que o problema da Seleção brasileira na Copa está no meio-campo. 

“Felipão escalou mal, não pela presença do Ramires, mas pelo posicionamento do Oscar. Ele tem que ser o armador e o Ramires é para fazer o vai e vem. Botar os caras abertos para marcar os laterais. Quem arruma o meio-campo? Paulinho? Ele não sabe. Ficou se aventurando com o David Luiz no segundo tempo. Está sem organização”, avaliou o ex-camisa 8 da Seleção, que cobra variações no esquema tático.

“Felipão precisa ter um plano B e C. O meio-campo não funciona. Ele tem que pensar em um armador, fixar o cara, para ver se dá certo. O melhor seria atuar com Neymar na esquerda, Oscar centralizado ou até mesmo o Hernanes. O time é um bolo, com cada um tentando fazer a sua parte, sem um esquema montado. Não há variações do esquema”, destacou o ex-jogador, conhecido como “Canhotinha de Ouro”, que hoje é comentarista da Rádio Transamérica e da TV Bandeirantes.

Fonte: Fazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda

Ronaldo responde a manifestantes: minha vergonha é política

O ex-jogador Ronaldo respondeu as críticas que sofreu na tarde desta quinta-feira, em frente à sede da 9ine, agência que ele é dono, na zona Oeste de São Paulo. Cerca de 30 pessoas do movimento Juntos! manifestaram contra suas recentes declarações sobre hospitais e protestos durante a Copa do Mundo. Durante a ação, manifestantes gritavam: “ô Ronaldo, preste atenção, povo não quer estádio, quer saúde e educação”.

Através do Facebook, o ex-jogador respondeu na mesma moeda: “ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção!”.

Ronaldo disse que levou a situação na esportiva e tentou explicar o porque de ter falado para “baixar o cacete” durante os protestos. “Quando falei em ‘baixar o cacete’, deixei bem claro que me referia aos vândalos, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público”.

O ex-jogador também deixou clara sua insatisfação com a política do País. “A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público”, e ainda completou: “ô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!”.

Confira na íntegra a resposta de Ronaldo:

Ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção! Ôo galera, qual a intenção? Ninguém aqui é contra a sua manifestação!

Levei na esportiva a baderna que alguns manifestantes do coletivo “Juntos!” fizeram hoje na porta da 9ine WPP. Porque não é possível que alguém esteja realmente levando isso a sério, é? Acho lamentável o tempo e a energia desperdiçados. Não é aqui, onde há vários funcionários trabalhando, nem de mim, que vocês devem cobrar nada. Eu não sou político, sou cidadão comum! Minha honestidade não é vulnerável, nem está à venda. E estou tão insatisfeito quanto vocês!

Quando falei em “baixar o cacete”, deixei bem claro que me referia aos VÂNDALOS, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público. Alguém em sã consciência apoia esse tipo de comportamento?

Estamos às vésperas de sediar o maior evento midiático do planeta, com 32 bilhões de espectadores em audiência acumulada no total de jogos. A Copa do Mundo, para mim e para tantos, sempre foi um sonho. Infelizmente, não pude desfrutar do prazer de jogá-la em casa, mas nunca imaginei que trabalhar voluntariamente para recebê-la aqui pudesse me render tantos desafetos.

1° – Ninguém merece ser insultado por qualquer opinião – seja ela boa ou ruim – a respeito da Copa. Visões distintas não justificam agressões. Quem quer curtir tem o direito de curtir sem culpa, sem pressão, sem imposição.

2° – “Não faz sentido achar que festa de aniversário é hora adequada para mamãe e papai discutirem a relação. Poderemos debater nossos problemas com a profundidade e a urgência que eles merecem quando as visitas forem embora. A Copa não é do governo, a Copa é nossa.” (Nizan Guanaes)

A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Mas o que entra em campo no dia 12 de junho é o nosso futebol. É o futebol do mundo. É a miscigenação. É a riqueza cultural. É o esporte pela paz, pela ciência, pela sustentabilidade e pelo respeito à diversidade étnica. É a nossa seleção – a mais vezes campeã – rumo ao Hexa!

Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Toda a infra-estrutura de que o Brasil carece interfere diretamente na minha qualidade de vida. Não sou alheio ou indiferente aos nossos problemas sociais. Para pobres e ricos, a honestidade custa caro por aqui. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público. Sem saúde, educação, transporte e segurança de qualidade, sou obrigado a recorrer aos serviços particulares – ou seja, pago duas vezes. E nunca esqueci as minhas origens, sei também o que é ter o serviço público como única opção.

Mas represento o futebol, quero que a Copa seja linda e ponto final. Não há politicagem na minha posição. Tanto não há que deixo clara a minha desaprovação ao governo. Repudio a corrupção; sou prejudicado por tudo que prejudica cada brasileiro; e também desejo uma melhor e mais transparente gestão para o Brasil. Só não permito que a minha visão política me deixe cego para os inquestionáveis legados da maior competição internacional de esporte único sediada no nosso país.

A frustração com o governo deve se refletir nas urnas, e no engajamento político de cada cidadão para que as campanhas não se aproveitem tanto do analfabetismo funcional gerado pela cultura de massa. Mas as eleições são em outubro. A Copa do Mundo é agora!

Devemos permitir que a política do nosso país, que já nos priva de tantas coisas, também nos prive agora de viver essa alegria?

Ôô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!

Fonte: Terra

10 mentiras sobre o SUS que não tiveram coragem ou isenção de interesses para contar pra você

DIÁRIO DA MANHÃ|MARELO CAIXETA

1) Não falta dinheiro no SUS. Dou um exemplo simples : trabalho em um hospital filantrópico onde há 4 médicos que ganham uma média de 1.500 reais por mês. No SUS poderiam ganhar até 7 mil reais, mas não trocam um pelo outro. No SUS não são respeitados enquanto profissionais, no SUS não têm meios de fazerem uma medicina limpa e de qualidade. 

2) Eles não vão para o SUS porque neste há uma filosofia básica : o médico não pode “dominar”. O “socialismo” (“todos iguais”) impede que um “seja mais que o outro”. O “socialismo” (“ninguém pode ser mais que o outro”) tem interesse em destruir todo tipo de iniciativa individual, todo tipo de “iniciativa privada”. 

3) O SUS tem interesse em destruir o médico, entre outras coisas porque é dos poucos profissionais que têm oportunidades fora do governo. Para o governo é muito importante que toda a classe média se transforme em funcionários públicos, pois é assim que ela “compra a classe média” e a transforma em curral-eleitoral. 

4) Por causa do ítem 3, há mais um motivo para destruir a Medicina fora do governo: fazer com que o médico não tenha outra saída a não ser ir trabalhar para o governo. Ultimamente, por exemplo, criou leis que obrigam os estudantes de Medicina e médicos recém-formados a trabalharem para o governo. 

5) Medicina é uma atividade humana científica muito complexa. É impossível fazê-la sem um médico. Por causa do que já foi exposto acima, é isto que o SUS tenta fazer. Por exemplo, contrata profissionais de saúde não médicos para fazer o serviço do médico, sejam brasileiros, sejam cubanos (formados em cursos técnicos de Medicina). Para isso utiliza-se inclusive de trabalho semiescravo, profissionais de saúde cubanos cujo salário de 9 mil fica com Cuba e só 1 mil com eles. Um dos efeitos colaterais do comunismo são os baixos salários: com a abolição da iniciativa privada não há interesse em melhorar a produtividade. Há estagnação. Para resolver a estagnação, uma das soluções é a escravidão (quando Stálin, por exemplo, destruiu o sistema agrícola da URSS, teve de escravizar a população e obrigá-la a trabalhar nos campos sob a mira dos fuzis). 

6) O SUS não é um sistema de saúde, é um sistema político. Seu objetivo não é o atendimento médico das pessoas, é o assistencialismo que visa o “domínio socialista” (estatizante) sobre uma população e a destruição da iniciativa privada (“capitalismo”) no âmbito médico-hospitalar.

7) Dizendo-se “socialista”, diz que sua estratégia de base é a “Medicina simples”, “Medicina de família”, “Medicina de bairros”, etc. Mas esta estratégia é completamente ineficiente, não há hospitais, laboratórios, médicos especialistas. A medicina é uma atividade muito complexa do ponto de vista científico, e não dá para fazê-la de pés descalços. De um lado, o governo federal tenta acabar com os hospitais , ou precarizá-los (vide ótima reportagem emhttp://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/05/fantastico-percorre-hospitais-do-brasil-e-encontra-uti-sem-medicos.html). Com esta política atual perde-se uma média de 15 leitos do SUS por dia. No entanto, por outro lado, governos estaduais e municipais cada vez tem a noção mais clara de que precisam investir em Medicina hospitalar. Nenhum governo coloca isto às claras, pois isto seria dar o braço à torcer para o “capitalismo”, para a “iniciativa privada”, pois só estes dão conta da complexidade hospitalar da Medicina. Governos estaduais e municipais, no Brasil todo, estão “complementando” as tabelas hospitalares do SUS, mas nenhum político, nenhum governo, tem a coragem de dizer que “o paradigma de médicos pés descalços” não deu certo como estratégia de saúde pública, e que agora estão investindo mesmo é em medicina hospitalar , especializada, tecnológica. 

8 ) O SUS mal acostuma a população a achar que o atendimento médico-hospitalar é algo que tem de ser gratuito. Isto tem o efeito de abaixar preços de consultas e de hospitalizações, tornando cada vez mais raro o médico que atende bem no consultório e na enfermaria. Todos os médicos estão fugindo do trabalho clínico, ora querem virar funcionário público, ora querem fazer exames, cirurgias, procedimentos, ou, os que sobram para a “boa medicina clínica” (ambulatorial ou hospitalar) tendem a arrancar o couro dos pacientes (cobram alto por um trabalho de qualidade, que não existe em outro lugar, seja no governo seja nos convênios). 

9 ) O SUS gratuito “contamina” também a iniciativa privada, abaixando preços de consultas e diárias nos planos de saúde. No âmbito dos planos de saúde os médicos trabalham mal, geralmente só ficam neles os médicos de má qualidade. Esta má qualidade faz com que serviços de consultórios “não prestem”, serviços hospitalares em enfermariaapartamentos não prestem, aí recorre-se cada vez mais às UTIs, que viraram a “tentativa de panaceia universal”. Mas tal precarização já atinge também as UTIs, há unidades destas que funcionam até sem médicos (vide reportagem acima). Então, para “resolver o problema da saúde”, criarão a Super-UTI, ou então (vide reportagem da última revista Época), as famílias terão de vender tudo para pagar atendimentos de qualidade, mas caríssimos (inflação do mercado por causa de sua destruição, causada pelo governo). 

10 ) A deterioração que o governo SUS promovem na Medicina é tanta que o Brasil é o único país no mundo onde a Medicina de Urgência e UTI é feita pelos profissionais mais inadequados (nos países desenvolvidos, são os mais capacitados), ou seja, os que ganham pior, os recém-formados, os já velhos, cansados, desatualizados, cubanos, doentes, sem-formação, sem especialização. Isto faz com que a qualidade de atendimento médico de urgência e UTIs sejam ainda piores do que a média da Medicina geral, redundando em numerosas mortes. 

As mazelas do SUS, em suma, nada mais refletem do que a excessiva ingerência governamental em uma área da sociedade civil; como em todas as áreas, Economia inclusive, o resultado é este aí: falência e caos. 

(Marcelo Caixeta, médico)

Nota: O Blog Interativo não concorda, necessariamente, com estas opiniões, e com outras esposadas e assinadas por seus autores, e publicadas em vários órgão de imprensa

Twitter do PSDB é invadido e hacker critica obra do metrô

O perfil oficial do PSDB no Twitter foi invadido por hacker no início da tarde desta segunda-feira. Logo em seguida foram postadas mensagens relacionadas aos supostos desvios envolvendo o metrô de São Paulo e o caso Alstom. Os tweets foram apagados após ser detectada a invasão. 

As fotos do perfil do usuário e da abertura da página também foram trocadas. A do perfil mostra um tucano, símbolo do partido, segurando várias notas de dinheiro. Já a outra imagem é uma caricatura de José Serra e Geraldo Alckmin dentro de um metrô cheio de sacos de dinheiro rompendo um cofre. Onde antes havia o nome do partido também foi alterado para “Partido Corrupto”. 

Às 13h, o grupo de hackers AnonymousBR assumiu a autoria. Em sua conta no Twitter postou o seguinte comentário: “E você já conferiu o twitter do PSDB.

Fonte: Terra 

Especialistas criticam OSCE

Uma patrulha de policiais em 24 de abril de 2014, em Bujanovac, Sérvia.

Uma patrulha de policiais em 24 de abril de 2014, em Bujanovac, Sérvia. (Keystone)

Por Urs Geiser, swissinfo.ch 
02. Junho 2014 – 11:00

Os Bálcãs ocidentais tornam-se o maior campo de operações da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa – OSCE. Nota-se, porém, muita discordância sobre a eficácia dessa entidade internacional, presidida neste ano pela Suíça e muito envolvida atualmente com a Ucrânia.

Para se ter uma ideia das divergências basta reunir, por exemplo, um grupo de jornalistas ou analistas políticos em Belgrado e Priština e tocar no assunto OCSE. É mais que provável que a maioria expresse dúvidas sobre a utilidade e a eficiência das missões destinadas a estabilizar o Kosovo, região balcânica sacudida por fortes tensões étnicas.
 
Mas apresente essas críticas aos representantes dos 57 países membros do organismo ou de organizações não governamentais que se encontram no terreno e, sem surpresa, o tom muda completamente.
 
Uma recente missão de informação, organizada pelo Ministério suíço das Relações Exteriores, esclareceu alguns pontos e deixou mais questões pendentes, dando margem até a piadas.
 
E, de fato, não durou muito tempo para que – seja nos bastidores, seja nos bares – a OSCE fosse rebatizada com humor ‘Organização para Servir Café na Europa’. E esta não passa de uma das várias denominações jocosas.
Besa shahini, tarimbada jornalista do grupo de reflexão ‘Iniciativa para a Estabilidade Europeia’, é mais categórica.
 
“Não entendo por que a OSCE precisa de 600 pessoas no Kosovo. Não concordo que fosse necessário para as eleições (de 2013) no Norte, pois outra organização poderia muito bem ter-se ocupado da tarefa. Poderíamos ter utilizado a missão de controle para o processo eleitoral.” A jornalista lançou esse ataque durante uma mesa-redonda informal reunindo jovens especialistas.
 
Sahini realça que, tirando as eleições, o desempenho da OSCE limitou-se ao papel de um grupo de reflexão no Kosovo, a observar a aplicação de várias leis relacionadas com a minoria no Kosovo e a cooperar no processo político.
 
O mesmo tom crítico se nota em Leon Malazogu, cofundador de ‘Democracia para o Desenvolvimento’ – outro grupo de reflexão -, sediado no Kosovo.
 
Em debate de crescente intensidade no encontro, ele descreve a OSCE como organismo de “pouca serventia” e “90% inútil.”
 
“Excetuando as eleições no Norte do Kosovo e alguns relatórios interessantes sobre a observância da lei, a OSCE pode dificilmente justificar sua maciça presença.” (A missão no Kosovo é a mais importante da OSCE.) 
 
Malazogu refere-se a eleições de 2013, quando a organização foi acusada de tomar partido de políticos, em vez de apoiar ONGs que descobriram suspeitas de irregularidades.

: A Suíça e os Balcãs Ocidentais

 
02 Junho, 2014

O Ministro das Relações Exteriores suíço Didier Burkhalter, também Presidente em exercício da OSCE, a Organização para Segurança e Cooperação na Europa, fala sobre compromissos suíços para os Balcãs Ocidentais e como os projetos da OSCE poderiam ajudar a conter a emigração. (RSI, swissinfo.ch)

Visibilidade

O ceticismo persiste também entre jornalistas e correspondentes de países ocidentais.
 
Jeta Xharra, diretora da ‘Balkan Investigative Reporting Network’ (rede de jornalismo investigativo dos Bálcãs) não mede palavras ao qualificar a missão da OSCE de “inoperante.”
 
O respeitado jornalista duvida se presidência exercida pela Suíça, neste ano, fará muita diferença quanto à possibilidade de melhorar a situação.
 
Por seu lado, Walter Müller, correspondente da SRF (rádio pública suíça) na Europa do sudeste, não vai tão longe na sua crítica, embora questione a eficácia e a visibilidade dos esforços da OSCE na região.
 
“A presença de representantes da OSCE, especialmente no Vale Preševo, Sul da Sérvia, serviu muito para prevenir a violência. Mesmo assim me pergunto para que serve tanto pessoal,” alfineta Müller.    
    
No total, a OSCE empregou, em 2013, quase 2.900 pessoas nas suas 26 missões no terreno e na sua sede, em Viena. E dispõe de um orçamento de €144.8 milhões (CHF176.6 milhões).

No terreno

O mandato da maior organização de segurança do mundo – criada como um foro de diálogo entre o Leste e o Oeste, durante a Guerra Fria – é promover os direitos humanos e providenciar competência no desenvolvimento de sociedades democráticas, incluindo a aplicação da lei e a boa governança.
 
E a prioridade é a proteção das minorias no Kosovo e na Sérvia.
Entre os projetos respaldados pela força-tarefa suíça na OSCE figura um curso de quatro meses na escola secundária da cidade de Bujanovac. O objetivo é estimular os estudantes de língua albanesa a aprenderem o sérvio, visto que os conhecimentos insuficientes de linguagem reforçam a segregação numa das regiões mais pobres da Sérvia.
 
O desenvolvimento de um serviço de polícia de uma comunidade multiétnica, na mesma região, é outro elogiado programa da OSCE.
Patrulhas mistas de sérvios, albaneses e roms (ciganos doa Bálcãs) contribuíram para reforçar a confiança nas autoridades, de acordo com oficiais da polícia local e de funcionários da OSCE.
 
Sonja Licht, importante ativista política e destacada resistente ao ex-presidente Slobodan Milošević, enaltece a cooperação entre ONGs e a OSCE.
 
“Em conflitos de menor importância a OSCE desempenha papel de destaque. A entidade convenceu o governo sérvio a empenhar-se na qualificação da polícia, na segurança das pessoas e nas questões de gênero.”
 
Ela lembra ainda um projeto em benefício dos jovens roms, apoiado pela organização.
 
“É um projeto que trouxe esperança aos jovens. Mas infelizmente o programa não atraiu muita atenção do público,” lamenta Sonja Licht.

Boa reputação

O chefe da missão da OSCE em Belgrado, o suíço Peter Burkhard, reage rapidamente a uma alegada falta de visibilidade de sua organização.
“Nos Bálcãs não se precisa explicar o que é a  OSCE,” esclarece. A entidade goza de excelente reputação.”
 
E afirma que, pela sua simples presença, a OSCE facilitou a solução do conflito no Sul da Sérvia e nas regiões de Sanžak.  
 
Peter Burkhard e dez de seus funcionários superaram claramente o número de um pequeno grupo de jornalistas durante uma reunião no escritório de Belgrado sobre as atividades de sua missão, abordando a reestruturação do sistema judiciário, capacitação no campo da mídia, controle do processo democrático e luta contra a corrupção.
 
“A OSCE ajudou a Sérvia a romper o isolamento,” comenta Paula Thiede, vice-chefe da missão.
 
Gordana Jankovic, chefe da missão, aborda o que parece um dilema inerente: “Como se ilustra a criação de uma boa lei?” E prossegue: “Somos ativos nos bastidores.”  
 
O Ministro suíço das Relações Exteriores, Didier Burkhalter – atual presidente da OSCE – explica os interesses da Suíça em promover projetos de integração no Kosovo e na Sérvia.

OSCE e Suíça

A Suíça exerce, em rodízio, neste ano a presidência da OSCE (Conferência para a Segurança e Cooperação na Europa) e apoia o mesmo papel a ser desempenhado pela Sérvia, em 2015. É segunda vez que a Suíça dirige essa organização. A primeira foi em 1996.
 
Uma das prioridades da atual presidência pela Suíça – exercida pelo ministro das Relações Exteriores, Didier Burkhalter – é a reconciliação e a cooperação na região dos Bálcãs Ocidentais.
 
A OSCE mantém atualmente 16 campos de operações. A missão no Kosovo é a maior, com 600 pessoas e um orçamento de mais de €20 milhões, em 2013.
 
A missão da OSCE na Sérvia, chefiada pelo suíço Peter Burkhard, é integrada por 166 pessoas e contou com um orçamento regular de €7 milhões no mesmo período, segundo informes publicados pela organização.

Confuso?

Ficar nos bastidores é um papel pouco adequado para o porta-voz da missão da OSCE no Kosovo, Nikola Gaon. Personagem eloquente, nada lhe escapa, pelo menos todas as críticas a seus superiores.
 
Seja na visita aos escritórios da rede de jornalistas de investigação em Priština, seja num encontro de analistas políticos, o porta-voz da OSCE sabe quando e como corrigir um equívoco.
 
Às vezes seu trabalho é facilitado. Por exemplo, quando Naim Rashiti, analista do Grupo de Pesquisa Política dos Bálcãs comenta: “Estou feliz porque a OSCE desempenha um papel no diálogo, pois as Nações Unidas perderam essa batalha para sempre.”
 
Rashiti considera que o monitoramento será uma função importante para a OSCE, levando Nikola Gaon a responder que são também importantes o “desenvolvimento institucional” e o papel não executivo da organização.
 
“A OSCE é uma vítima empacada em consequência de desentendimento entre os estados membros. Rússia e Sérvia, por exemplo, insistiram em manter a missão nas dimensões atuais, com um mandato modesto,” observa Naim Rashiti.
 
Os incrédulos quanto à utilidade da OSCE nos Bálcãs podem se consolar com um outro apelido que a entidade recebeu no Kosovo: ‘Organization for Spreading Confusion in Europa’ (organização para espalhar a confusão na Europa).

Adaptação: J.Gabriel Barbosa

CNBB critica decisões de presidente do STF no processo do mensalão

Agência Brasil

A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou nota para criticar as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Na nota, a entidade repudia o conteúdo das decisões tomadas pelo presidente, que é responsável pelas execuções das penas dos condenados.

“A CBJP tem a firme convicção de que as instituições não podem ser dependentes de virtudes ou temperamentos individuais. Não é lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos levem a insuflar na sociedade o espírito de vingança e de ‘justiçamento’. Os fatos aqui examinados revelam a urgência de um diálogo transparente sobre a necessária reforma do Judiciário e o saneamento de todo o sistema prisional brasileiro”, diz a entidade.

Entre as decisões de Barbosa está a suspensão do trabalho externo de oito condenados, por entender que eles devem cumprir um sexto da pena de regime semiberto para ter direito ao benefício. Tiveram o trabalho revogado os ex-deputados Valdemar Costa Neto, Bispo Rodrigues, Pedro Corrêa, Romeu Queiroz, o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas, o ex-advogado de Marcos Valério, Rogério Tolentino. Barbosa negou ainda autorização de trabalho para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que nem chegou a deixar o presídio para trabalhar.

De acordo com a Lei de Execução Penal, a concessão do trabalho externo deve seguir requisitos objetivos e subjetivos. A parte objetiva da lei diz que o condenado deve cumprir um sexto da pena para ter direito ao benefício. “A prestação de trabalho externo, a ser autorizada pela direção do estabelecimento, dependerá de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento mínimo de 1/6 [um sexto] da pena”, informa o Artigo 37. Porém, a defesa dos condenados no processo do mensalão alega que o Artigo 35 do Código Penal não exige que o condenado a regime inicial semiaberto cumpra um sexto da pena para ter direito ao trabalho externo.

Desde 1999, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os juízes das varas de Execução Penal passaram a autorizar o trabalho externo ainda que os presos não cumpram o tempo mínimo de um sexto da pena para ter direito ao benefício. De acordo com a decisão, presentes os requisitos subjetivos, como disciplina e responsabilidade, o pedido de trabalho externo não pode ser rejeitado.

No entanto, Joaquim Barbosa afirma que o entendimento do STJ não vale para condenações em regime inicial semiaberto. Para justificar a aplicação integral do Artigo 37, Barbosa cita decisões semelhantes aprovadas em 1995 e em 2006, no plenário da Corte.

A controvérsia será resolvida somente quando o plenário da Corte julgar o recurso impetrado pela defesa dos condenados. A data do julgamento depende da liberação do voto de Barbosa.
 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio