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PROFESSORA DA QUEBRADA FAZ VAQUINHA PRA APRESENTAR TESE DE FUNK NOS EUA

Para exibir seu trabalho sobre o funk e a juventude brasileira, em viagem internacional, a professora da periferia de São Paulo, Jaqueline Conceição criou a “Vaquinha Online”.

Com ajuda dos amigos a pedagoga Jaqueline Conceição que  mora no Campo Limpo na periferia de São Paulo,  criou uma “Vaquinha online”, com intuito de levantar fundos para arcar suas despesas em uma viagem internacional e exibir seu artigo aceito em um congresso que acontece em setembro deste ano.

A funkeira Valesca Popozuda, também irá contribuir pagando metade das despesas da professora que a citou em seu trabalho acadêmico. O artigo aceito para participar do congresso faz parte da dissertação de mestrado defendida por Jaqueline.

Jaqueline é professora de literatura em uma escola na comunidade de Paraisópolis, a pedagoga tem mestrado em educação pela PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), ela foi convidada pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, para apresentar seu trabalho sobre o funk e a juventude brasileira, “Só Mina Cruel – Algumas Reflexões Sobre Gênero e Cultura Afirmativa no Universo Juvenil do Funk”.

Internautas de todo o Brasil podem contribuir com uma doação para ajudar nas despesas da viagem.

Para ajudar clique “Vaquinha online”.

Exposição artevida reúne artistas de 25 países

Grande mostra trará cerca de 300 obras a quatro espaços no Rio a partir de 27 de junho

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Obra de Anna Bella Geiger, “História do Brasil – Little boys and girls”, em exposição na Casa França-Brasil  (Crédito: Divulgação)

Nest, do austríaco Birgit Jürgenssen, em exposição na Casa França-Brasil
RenaisSense, do alemão Ulay Solingen, estará na Casa França-Brasil
"Habito - Habitantes", obra de Martha Araú;jo que compõem a seção Parque da mostra

 

As 300 obras de artistas nacionais e de outros 25 países que compõem a exposição artevida, que será aberta nesta sexta-feira, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Jardim Botânico, na Casa França-Brasil e na Biblioteca Parque Estadual, no Centro, foram selecionadas pelos curadores Rodrigo Moura e Adriano Pedrosa especialmente para a cidade. Obras de Lygia Clark, Cildo Meireles, Anna Bella Geiger, da cubana Ana Mendieta e da alemã Annegret Soltau compõem a exposição.

“As interpretações da história da arte do hemisfério norte vêm se apropriando da identidade do que é produzido no Brasil, na América Latina e em outras periferias de maneira geral. Na artevida propomos o inverso disso. A exposição examina as relações entre vida e arte do final dos anos 1950 ao início dos anos 1980. A referência é a arte brasileira, e principalmente, a arte a produzida no Rio durante esse período”, explica Moura.

Este viés curatorial dá forma à mostra que, além destes espaços, também estará no Museu de Arte Moderna (MAM). A inauguração no museu, no entanto, acontecerá somente no dia 19 de julho, e complementa a narrativa não linear construída a partir das performances, fotografias e vídeos que representam os temas Corpo, Política, Arquivo e Parque.

A série arquetípica Bichos, escultura em alumínio articulada produzida pela artista Lygia Clark nos anos 1960, é uma das obras que compõem a seção Corpo, na Casa França-Brasil. No espaço, obras de outros 60 artistas, como a Tecelares, de Lygia Pape; e fotografias de Yoko Ono e Ana Mendieta exploram a utilização do autorretrato e expõem a dinâmica da transformação do corpo.

A Biblioteca Parque Estadual (BPE) recebe 400 itens do arquivo de 70 mil documentos do artista e poeta Paulo Bruscky, selecionados com a cocuradoria de Cristiana Tejo. O acervo conta com livros de artista, arte postal, convites de exposições, cartas, carimbos, adesivos, revistas, recortes de jornal, dentre outros objetos. Também faz parte desta seção o Arquivo Graciela Carnevale, membro do Grupo de Arte de Vanguardia de Rosário, na Argentina.

Além do arquivo de Paulo Bruscky, aberto ao público na BPE a partir das 13h, e da seção temática Corpo, que a Casa França-Brasil exibe a partir das 11h, o Parque Lage recebe, a partir das 15h, a individual de Martha Araújo e uma instalação de Tsuruko Yamazaki. Nos jardins da Escola de Artes Visuais do Parque Lage estará a instalação do japonês Tsuruko Yamazaki. Já o palacete abriga a individual de Martha Araújo na seção parque da mostra.

Seção Política terá obra de Hélio Oiticica

A exposição que propõe a inserção da produção das artes plásticas de vanguardas e neovanguardas dos anos 1960 e 1970 brasileiras como ponto de convergência com obras de artistas internacionais se completa no MAM, em 19 julho, com a abertura da seção Política. Uma das obras em destaque é Parangolés, de Hélio Oiticica e também esculturas de Carlos Vergara.

Na ocasião também será lançado um guia ilustrado de 140 páginas, com uma obra e minibiografia de todos os artistas participantes. 

Colaboração de Mariana Moreira

Lana Del Rey lança novo clipe; assista a Shades of Cool

De A Tribuna On-line

N/A

Faixa integra novo álbum da cantora 
A cantora norte-americana Lana Del Rey liberou o clipe do segundo single de seu mais novo álbum, intitulado Ultraviolence. O vídeo, como é usual da artista, é marcado pelo visual retrô com efeitos de imagem que lembram os filmes das décadas de 1970 e 1980.
 
O novo disco, que inclui também as faixas West Coast Brooklyn Baby, contou com a produção de Dan Auerbach, do Black Keys. O trabalho sucede o álbum de estreia Born To Die, lançado em 2012.
 
Confira o clipe abaixo:
 

Filme Os Mercenários 3 ganha primeiro trailer completo; assista

De A Tribuna On-line

N/A

Sylvester Stallone e mais astros retornam à franquia
O longa Os Mercenários 3 teve seu primeiro trailer completo divulgado, e mostra tiros, explosões, helicópteros e humor. Além dos astros Sylvester Stallone, Dolph Lundgren, Wesley Snipes e Arnold Schwarzenegger, o ator Mel Gibson faz sua estreia na franquia, interpretando um dos fundadores do grupo dos Mercenários.
 
Na trama, um grupo de personagens mais jovens vai tentar ajudar os veteranos a enfrentar o fundador, interpretado por Gibson, que quer se vingar. A direção do filme ficou por conta de Patrick Hughes, de Busca Sangrenta. O filme estreia nos cinemas brasileiros em 21 de agosto de 2014.
 
Assista ao trailer abaixo:
 

Maroon 5 divulga canção de novo álbum; ouça Maps

De A Tribuna On-line

N/A

Novo disco do grupo chega às lojas em setembro
A banda norte-americana Maroon 5 estreou sua nova música de trabalho na estação iHeartRadio, e já está disponível na web. A canção, intituladaMaps, é uma das principais faixas do quinto álbum de estúdio da banda, V, que terá lançamento oficial em 2 de setembro. 
 
A música, escrita por Adam Levine, Benny Blanco, Max Martin, Shellback e Ryan Tedder (OneRepublic), já está disponível para compra nas lojas digitais.
 
Ouça a canção abaixo:

Ouça “Maps”:

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Cineteatro Glória de Cachoeira será reinaugurado no próximo dia 18

Secretaria da Cultura da Bahia|09/06/14 

IPHAN entrega, totalmente restaurado, importante equipamento cultural para o Recôncavo Baiano

A comunidade do município de Cachoeira receberá o Cineteatro Glória totalmente restaurado. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Prefeitura de Cachoeira assinaram na última sexta-feira (06) o termo de cessão de uso gratuito e a sua reinauguração será no próximo dia 18. O imóvel bem como os bens móveis e equipamentos foram tombados pelo IPHAN, em 30 de novembro de 1937.

O investimento da Superintendência do IPHAN/BA na total restauração do cineteatro permitirá o seu funcionamento e abertura à comunidade da cidade e região. O prédio vai contar com salas de projeção, foyer, hall, sanitários, depósitos, subestação de energia, galerias, mobiliário em geral e camarins. O IPHAN adquiriu um aparato moderno para a exibição de filmes; equipamentos de iluminação cênica, cenotécnia, sonorização e projeção.

“O Cineteatro Glória está pronto para atender a eventos culturais, principalmente nas áreas de cinema, teatro, dança e música”, ressalta o superintendente do Instituto, Carlos Amorim. A cessão de uso do imóvel vigorará pelo prazo de dez anos, mas qualquer mudança no cineteatro dependerá da aprovação do IPHAN.

Carlos Amorim destaca que o Instituto e a Prefeitura vão examinar a implantação das atividades culturais, de forma a melhor racionalizar o uso dos espaços, visando promover a auto-sustentabilidade do monumento. Na assinatura do termo, o prefeito de Cachoeira, Carlos Pereira Menezes, agradeceu a ajuda do IPHAN, com investimentos continuados na restauração e conservação dos monumentos históricos tombados no município.

Desativado por mais de 20 anos

 

O Cine-Teatro Cachoeirano, anteriormente chamado como Cineteatro Glória, que integra o conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo IPHAN, está desativado há mais de 20 anos. O prédio foi comprado em 2009 pelo IPHAN em estado precário de conservação.

O prédio foi construído em 1922 na Praça Teixeira de Freitas, por Cândido Massena Vaccarezza, intendente de Cachoeira na época. O Cineteatro Glória foi inspirado no clássico filme italiano “Cinema Paradiso” e um dos primeiros cinemas do País e do interior da Bahia.

Foto: Divulgação – IPHAN – BA

Fonte: Ascom – IPHAN – BA

Jazz virtuoso do artista Bobby Mcferrin abre amanhã a SÉRIE TCA 2014

Secretaria da Cultura da Bahia

Após shows no Rio, em São Paulo e em BH, o artista encerra mais uma passagem pelo Brasil com show no Teatro Castro Alves

SÉRIE TCA – Ano XIX estreia sua temporada 2014 com show inédito do cantor e compositor americano Bobby McFerrin amanhã (04 de junho), às21h, na Sala Principal do TCA. Intérprete de estilo musical único, o cantor nova-iorquino de 64 anos redefiniu o papel da voz humana com o sucesso “Don´t Worry, Be Happy“, primeira canção interpretada à capella a atingir o topo das paradas da Billboard, em 1988. Por esta música, inclusive, ele recebeu três dos seus dez prêmios Grammy.

Após apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonete, amanhã no TCA, ele apresenta ao público baiano um show inédito baseado nas canções do seu novo álbum, batizado de Spirityouall, uma homenagem ao seu pai, o barítono Robert McFerrin(1921-2006). Bobby se apresenta ao lado de um virtuoso quinteto de músicos e conta ainda com uma convidada especial, a filha Madson McFerrin, nos vocais. Essa é a 2ª vez que o artista se apresenta em solo baiano, depois da sua estreia em 2008, também pela SÉRIE TCA.

Os ingressos para esta apresentação custam R$ 140/R$ 70 (filas A a P)R$ 110/R$ 55 (Q a Z) e R$ 80/R$ 40 (Z1 a Z11). As entradas para o evento já podem ser adquiridas na bilheteria do TCA ou nos postos localizados nos SAC´s Barra e Bela Vista. A SÉRIE TCA é uma realização da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), Fundação Cultural do Estado (FUNCEB) e TCA.

SERVIÇO:

BOBBY MCFERRIN – ABERTURA DA SÉRIE TCA 2014

Local: Sala Principal do TCA

Data: 04 de junho (quarta-feira)

Horário: 21h

Ingressos: R$ 140/R$ 70 (filas A a P); R$ 110/R$ 55 (Q a Z) e R$ 80/R$ 40 (Z1 a Z11).

Vendas: bilheteria do TCA ou nos postos localizados nos SAC´s Barra e Bela Vista.

O universo onírico de Salvador Dalí

Mostra que reúne telas, vídeos e documentos do pintor espanhol fica em cartaz até setembro no CCBB

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Salvador Dalí, em 1956  (Crédito: AP / Fundação Gala-Salvador Dalí)

O quadro "Composición Surrealista con figuras invisibles", de 1936 é um dos destaques da obra
A tela "Figuras tumbadas en la arena", de 1926, revela traços cubistas e a aproximação de Dalí com o pintor Pablo Picasso.

 

Na entrada da exposição Salvador Dalí, que começa a partir desta sexta-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), logo ali na rotunda, o primeiro contato que o visitante terá com o mundo criado pelo pintor espanhol será com uma peculiar reprodução da obra Il Volto di Mae West (1934).

A ideia é que o sofá em formato de boca carnuda rubra e os olhos enquadrados em perspectiva – inspirados no rosto da atriz americana Mae West – seja um espaço de interação e ponto de partida e imersão do público no universo onírico de Dalí. A mostra fica em cartaz até o dia 22 de setembro, e exibirá 150 obras selecionadas, dentre telas, gravuras, fotografias e vídeos dos acervos da Fundação Gala-Salvador Dalí (Figueras), do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madri) e do Museu Salvador Dalí (Flórida).

E é após um longo período de cinco anos de negociação com estas instituições e com o Instituto Tomie Ohtake, conta Marcelo Mendonça, Gerente-geral do CCBB, que a exposição chega ao Rio e a São Paulo (entre outubro e dezembro), orçada em R$ 9 milhões (via Lei Rouanet). De acordo com Mendonça, a realização da Copa do Mundo acelerou os trâmites da principal exposição do espaço neste ano e que ocupará toda a área do primeiro andar.

“O Dalí é pop, tem um apelo enorme com o público. Costumo dizer que o Rio e o CCBB ganharam um presentão. Espero que a gente receba mais de dois milhões de visitantes”, afirma o gerente, com a expectativa de ultrapassar o recorde de público que conferiu a última grande mostra internacional do pintor no Centro Pompidou, na França, em 2012, vista por 719 mil pessoas.   

Mostra exibe filme codirigido com Luís Buñel

A exposição tem a curadoria de Montse Agner, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Salvador Dalí, e percorre os excêntricos trabalhos de um vaidoso Dalí produzidos entre os anos 1920 e 1980. Assim, a evolução das nuances de cores e da precisão do traço marcado em imagens-ícones do pintor podem ser percebidas em obras como El sentimiento de la velocidad (1931), e La máxima velocidad de la Madona (1954).  

Apesar da grande acervo, o famoso quadro dos relógios derretidos, A persistência da memória (1936), não faz parte da conjunto. Mesmo assim, a mostra traz interessantes telas do período de formação do pintor, quando Dalí se aproximou do estilo de Pablo Picasso e experimentou o traçado cubista nas obras O autorretrato cubista (1923) e Figuras tumbadas en la arena (1926).

Os espaços desconcertantes imaginados pelo pintor que era personagem de si mesmo também ganharam movimento nos filmes O cão andaluz (1929) e A idade do ouro (1930), codirigidos pelo fantasioso Dalí e pelo espanol Luís Buñel.

Além dos vídeos, o acervo também traz livros, documentos e ilustrações da biblioteca particular do pintor, como os desenhos feitas para as histórias clássicas da literatura Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.

“Planejávamos trazer uma exposição só do Dalí desde a exposição sobre Surrealismo que fizemos em 2001. E este  acervo  não é apenas um recorte apenas da produção de um pintor, mas sim de um dos períodos mais efervescentes da história da arte no século XX”, afirmou Mendonça.

Colaboração de Mariana Moreira

Farra artística que mudou o Rio

Documentário revive momentos da criação do Circo Voador

Secretaria da Cultura do Rio de  Janeiro

Imagens inéditas do arquivo pessoal de Roberto Berliner viram filme.  (Crédito: TV Zero)

Centenas de jovens artistas movimentaram a produção cultural da época.
Da lona na praia do Arpoador à ocupação da Lapa.

 

A história de uma “geração voadora” chega às telas de cinema a partir do dia 29/05. O filme A Farra do Circo, de Roberto Berliner e Pedro Bronz, registra a formação do Circo Voador, “a usina de sonhos”, e revela o material inédito filmado por Berliner entre os anos de 1982 e 1986.


Artistas no início de suas carreiras, Asdrubal Trouxe o Trombone, Barão Vermelho, Blitz, Chacal, e os consagrados Caetano Veloso, Gilberto Gil e Serguei são alguns dos nomes que passaram pelo palco do Circo. Da lona na praia do Arpoador à ocupação da Lapa, o documentário mostra, com fotos de arquivos pessoais e gravações em VHS, os cerca de 200 jovens artistas que movimentaram a produção cultural carioca.


Berliner revela que, enquanto gravava, já pensava em fazer o filme, mas outros projetos passaram na frente. Três décadas depois, o longa estreia com produção da TV Zero, produtora de Berliner, co-produção do Canal Brasil e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.


Confira a entrevista com os diretores de A Farra no Circo, premiado no Festival do Rio 2013:


Como foi mexer no passado?


Berliner: Pura emoção. Guardei com muito carinho aquele material no arquivo da TV Zero e poucas vezes voltei nele. Na hora de rever na ilha de edição e até agora, depois de ter visto o filme não sei quantas vezes, ainda me emociono.


Bronz: Foi muito divertido, via e revia as cenas e ria todas as vezes. Enquanto montava, tinha certeza de que o resultado seria positivo e pra cima. Quando se tem muito material, é sempre um problema, mas dessa vez, foi um problema bom. Optamos por planos mais longos, deixamos os shows rolarem… Não queríamos 50 apresentações fragmentadas; optamos por shows de determinados artistas, como Barão Vermelho e Caetano, que sintetizassem a performance deles.


O filme tem gravações que vão desde a primeira lona no Arpoador, em 1982, até a viagem para o México, na Copa de 1986. Encontrou dificuldade para decidir o que entraria, o que ficaria de fora e como seria a construção narrativa?


Berliner: Apesar de ter muitas horas gravadas, não foi tão difícil não. Deixamos sequências inteiras correndo; os planos longos são justamente para dar ideia de como era naquela época. A urgência, a falta de atribuição de valor e o jeito mambembe – tudo isso está lá. Aliás, não tem depoimento de ninguém justamente para ser um filme como se tivéssemos feito em 80.


Bronz: Até chegamos a fazer entrevistas, mas, se elas fossem inseridas, o filme seria outro. A ideia foi deixar que as pessoas pensem por si só, que aquilo tudo exista dentro da cabeça de cada um. Os depoimentos anulariam a questão sensorial. Sem contar que vivemos a era da informação. Se alguém quer saber mais sobre o Circo Voador, pega o celular no bolso e faz isso. Cabe ao cinema documental entender e perceber que já não precisa dar conta de tudo e que pode ir por caminhos da experiência sensorial.


Bronz, além de co-diretor, você editou o longa-metragem, trabalhou com um material que habita o imaginário da cidade. Como foi a experiência?


Bronz: Quando o Roberto me convidou para fazer o filme, me deparei com uma história que não conhecia. Cinema tem muito disso e acho interessante explorar algo que não vivi. Foi um grande processo de descoberta, mergulhei e vivi intensamente esse passado.


Com o filme pronto e nas salas de cinema, conseguem definir a importância do Circo Voador na cultura carioca?


Bronz: Eu faço parte de outro recorte do Circo Voador. Comecei a frequentar em 1989 – ia sexta-feira nos shows e depois ia de novo no sábado. Não saía de lá. A geração do filme é um marco, algo inegável. Ela conseguiu, através da arte, juntar as zonas sul, oeste e norte em um lugar, e isso mudou o Rio. Não foi algo só cultural, mas também social. A geração de artistas do Circo criou a noite carioca, foi a mola propulsora.


Berliner: Com certeza, o Circo Voador foi fundamental para construir um jeito de fazer cultura no Rio. Ele foi pioneiro em várias coisas; não só com o jeito coletivo de fazer arte, mas porque juntou, pela primeira vez, no mesmo espaço, gente de todas as áreas. Dança, música, teatro, vídeo, artes plásticas… Isso acabou por influenciar os trabalhos de cada um. Cada um se sentia um pouco o dono de tudo. O Asdrubal (Trouxe o Trombone), por exemplo, começou a usar vídeos nas apresentações.  Era uma coisa meio multimídia, mas não tínhamos ideia do que estávamos fazendo. Estávamos ali porque era legal, sem pretensão nenhuma de ser vanguarda.


Berliner, passadas três décadas, como enxerga nos dias de hoje o movimento cultural da década de 1980?


Berliner: Não tem mais aquele Circo, mas a abertura para outros bairros do Rio continua acontecendo. Acho que a cultura do Rio está em um momento legal, mas sinto falta de um espírito aventureiro. Hoje, as pessoas fazem coisas aprisionadas em atingir resultados. Perfeito Fortuna fala disso no filme; a arte não pode estar atrelada a esse mercado.  

Colaboração de Yzadora Monteiro

 

Lugar de grandes esculturas

Praça Paris é ocupada por obras de dezessete escultores de todo o país

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Visitantes aproveitam o passeio e tiram fotos das obras expostas.  (Crédito: Juan Russo)

O cenário da Praça Paris, na Glória, mudou. Esculturas gigantes, assinadas por artistas de diversas regiões do país, ocupam o jardim. projetado em 1920, na belle époque do Rio de Janeiro, pelo francêsAlfred Agache. A Mostra Rio de Esculturas Monumentais, em sua primeira edição, integra arte e natureza em obras de até 7,5 metros e ficará em cartaz até o dia 20 de julho.

A ideia surgiu através do produtor de artes Paulo Branquinho. Filho de mãe artista, ele tem contato com arte desde que nasceu e já promoveu exposições em grandes espaços culturais, como Museu de Arte Moderna e Paço Imperial. Quando mudou o seu escritório para a Lapa, passou a frequentar a Praça Paris e deu no que deu. “Lá é lindo, mas muito carioca não conhece e tem preconceito. A mostra levou à praça um público diferente, mudou a rotina e transformou em outro lugar.”

Entre os dezessete artistas que ocupam o espaço, Manfredo de Souzanetto, conhecido por suas pinturas, pela primeira vez apresenta uma escultura de grande porte, em aço e cobre. A artista plásticaClaudia Dowek assina obra crítica às reservas de água potável e alterações climáticas intitulada Amanacy – a mãe da chuva, em Tupi Guarani.  O contemporâneo mineiro Jorge dos Anjos expões duas esculturas geométricas em ferro com mais de três metros de altura e duas toneladas, cada.

“O resultado é sempre surpreendente. Apesar do tamanho, está tudo em sintonia com o ambiente. Esculturas vazadas revelam a paisagem do bairro, por exemplo. É um trabalho de resgates – na praça e na arte”, comenta Branquinho.

A artista carioca Mercedes Lachmann usou um barco afundado há oito anos na Baía de Guanabara para construir sua obra. Segundo Lachmann, a ideia é a relembrar a forte presença que o mar teve na Glória.  O bairro tinha o mar como paisagem, passou por três grandes aterros: para a construção da Avenida Beira Mar, seguido da construção da Praça Paris e da criação do Aterro do Flamengo. “Esses aterros mudaram significativamente a vida do bairro e distanciaram seus moradores da orla”, comenta Mercedes.

Participam também da mostra Ângelo Milani e Camille Kachani, de São Paulo; José Petrônio e Maria Amélia Vieira, de Alagoas; Carlos Muniz, de Minas Gerais; Zé Tarcísio, do Ceará; João Batista Medeiros, do Rio Grande do Norte; e Claudio Aun, Eduardo Maris, Gabriel Fonseca, Marcelo Caldas, Pedro Paulo Domingues e Otávio Avancini, do Rio de Janeiro.

Com a estreia no último sábado, 24/05, Branquinho recebeu mensagens de artistas de todo o mundo. A quantidade de projetos artísticos possibilitou o produtor cultural a confirmar a segunda edição da Mostra, marcada para 2015, ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemora 450 anos. A edição promete expandir território e levar suas esculturar monumentais a outras praças e parques da cidade, como o de Madureira e o Pomar da Barra. 

Colaboração de Yzadora Monteiro

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio