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Catulli Carmina no Domingo no Municipal

Cantata de Carl Off será executada pelo Coro e conjunto de percussão da Orquestra Sinfônica do TM, dois solistas e quatro pianos

O compositor Carl Orff em seu escritório.  (Crédito: Arquivo)

Segunda obra da trilogia Trionfi, de Carl Orff – da qual também fazem parte Carmina Burana (1937) e Trionfo di Afrodite (1952) –, Catulli Carmina é bastante complexa. Composta entre 1940 e 1943 com base em poemas líricos do latino Catulo (Cayo Valerio Catulo – Verona, 87 a.C. – Roma, 57 a.C.), esta cantata foi criada para dois solistas, coro misto, quatro pianos e conjunto de percussão. A Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, apresenta esta peça raramente executada com o Coro do TM e Conjunto de Percussão da Orquestra Sinfônica do TM no dia 25, às 11h, no projetoDomingo no Municipal, com ingressos a R$ 1,00. A récita única terá como solistas a soprano Celinelena Ietto e o tenor Jacques Rocha e contará com dos pianistas Priscila Bomfim, Eliara Puggina, Silas Barbosa e Catherine Henriques, além das participações da soprano Eliane Lavigne, do barítono Francisco Neves e do tenor Ricardo Tuttmann, todos sob a regência do Maestro Jésus Figueiredo. 

Estudiosos do assunto acreditam que o motivo de Catulli Carmina ser menos conhecida do que a cantata antecessora na trilogia é o contexto histórico do período em que estreou em Munique, em 1943, e dos anos seguintes. A queda da Alemanha nazista e a depressão na Europa provocada pela devastação da Segunda Guerra Mundial teriam reduzido as oportunidades de apresentações desta peça de Orff. Dividida em três partes, a obra conta a história da paixão não correspondida que Catulo nutre por Lésbia, porque lhe é infiel. 

“Temos a satisfação de apresentar esta obra tão singular de Carl Orff para o querido público do Domingo no Municipal, com o nosso Coro e percussionistas da nossa Orquestra Sinfônica, porque são raras as chances de assistir a execuções dessa cantata”, comenta Carla Camurati, Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro. 

Sobre o Coro 

O Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi criado com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal em 02 de maio de 1931, pelo Decreto nº 3.506 de Adolfo Bergamini, Interventor Federal da cidade do Rio de Janeiro. Antes da formação de um coro e de uma orquestra permanentes, havia um sistema de contratação de cantores e de músicos avulsos que vigorara nas duas décadas precedentes, desde a inauguração do Theatro Municipal em 1909. Por isso, a Temporada de Ópera de 1931 foi apresentada ainda com a participação da Sociedade Coral Argentina. E somente em 1933, o Coro do Theatro Municipal se apresentou organizado e completo pela primeira vez, sob a regência de Santiago Guerra, seu Maestro Titular até 1975. Desde sua criação, o Coro se apresenta tanto nas óperas das temporadas líricas – até hoje já cantou em mais de 135 óperas diferentes – como em concertos corais e sinfônicos-corais, seja com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, seja com outras orquestras para as quais é constantemente convidado. Possui um vasto repertório que vai desde Monteverdi até compositores atuais, brasileiros e estrangeiros. Atualmente, Jésus Figueiredo é o Maestro Titular. 

Sobre o regente 

Natural do Rio de Janeiro, Jésus Figueiredo é formado em Regência, em Órgão de Tubos e é Mestre em Acústica Musical pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 1999 é Maestro do Theatro Municipal, onde trabalha diretamente com o Coro e também com a Orquestra Sinfônica na preparação de óperas e concertos. Em 2012 trabalhou como Maestro Titular do Coro Ópera Brasil, e em 2013 assumiu a Direção Musical da Associação de Canto Coral. Vem se dedicando também à regência de balés. Com o Ballet do Theatro Municipal, a Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e a Cia. Brasileira de Ballet regeu títulos como Les Sylphides, O Quebra-Nozes, Coppélia e Don Quixote, além de ter preparado a Orquestra Sinfônica que acompanhou em 2011 e 2012 as temporadas brasileiras respectivamente do Balé Kirov de São Petersburgo (Rússia), em O Lago dos Cisnes, e do Ballet do Alla Scala de Milão (Itália), em Giselle. Jésus Figueiredo já esteve à frente de orquestras como a Sinfônica de Minas Gerais, a Filarmônica do Ceará, a Acadêmica do Teatro Colón de Buenos Aires, a da Ópera de San Juan (Argentina) e a da Sinfônica Brasileira O&R, entre outras. 

Fonte: Ascom Theatro Municipal

Extremismo religioso abre projeções de filmes em competição em Cannes

Cena do filme "Timbuktu" do cineasta mauritano Abderrahmane Sissako, primeiro filme projetado em Cannes neste ano de 2014.

Cena do filme “Timbuktu” do cineasta mauritano Abderrahmane Sissako, primeiro filme projetado em Cannes neste ano de 2014.

festival-cannes.com
Leticia Constant

Os dois filmes que concorrem à Palma de Ouro e marcam nesta quinta-feira (15) o início das projeções do Festival do Cinema de Cannes, caminham em direções diametralmente opostas. O primeiro longa aborda o extremismo religioso na África e o segundo enfoca a vida de um famoso pintor inglês.

 

“Timbuktu”. Este é o nome do primeiro longa em competição a ser projetado em Cannes.Quarto filme do diretor mauritano Abderrahmane Sissako, “Timbutku” mostra o terror exercido pelos extremistas religiosos sobre as populações do norte da África, através da história do casal Kidane e Fatima, de sua filha Toya e de Issan, um pequeno pastor de ovelhas.

Abderrahmane Sissako conta que decidiu escrever e filmar “Timbuktu” ao tomar conhecimento de um drama ocorrido no Mali. Um casal não unido oficialmente foi lapidado até a morte em um vilarejo no norte do país.”Quando sai um telefone, toda a imprensa fala. Mas ninguém falou nessa tragédia. Estamos ficando indiferentes ao terror, temos que ficar atentos”, ele diz.

A filmagem foi feita na cidade de Oualata, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco.

Vejam abaixo o vídeo de “Timbuktu”:

A pintura e a Sétima Arte

Mudando totalmente de registro, a segunda projeção do dia, Mr. Turner, do diretor britânico Mike Leigh, explora um período de 25 anos da vida do extraordinário pintor romântico inglês Joseph Mallord William Turner.

Leigh mostra o lado excêntrico, revolucionário e visionário do artista solitário, que vivia com seu pai e uma governanta dedicada, e viajava com frequência em busca de novas paisagens para desenhar e pintar. Este é o primeiro filme biográfico de Mike Leigh, que já ganhou duas Palmas de Ouro, com um Turner magistralmente interpretrado pelo ator Timothy Spall.

Vejam abaixo o vídeo de Mr. Turner:

A mostra “Un Certain Regard”, que se dedica a descobrir novos talentos, começa com um primeiro filme, Party Girl, escrito e dirigido por três cineastas franceses, Marie Amachoukeli, Claire Burger et Samuel Theis.

O interessante deste longa é que a personagem principal, Angélique, mulher de 60 anos que dirige uma boate, é festeira e ama os homens, é interpretada pela verdadeira Angélique.

Pessoas e poemas

Projeto audiovisual para internet reúne textos de escritores recitados toda semana

O ator e roteirista da Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, recita trecho de seu livro para o projeto.  (Crédito: Toda Poesia)

Em um fundo preto, uma pessoa recita um poema. Toda segunda, quarta e sexta-feira é lançado um novo vídeo, sempre no mesmo formato. Trata-se do projeto Toda Poesia, criado pelos jovens cariocas Guilherme Pina, Clarissa Braga e Diego Gonzalez, que surgiu para reforçar a importância da poesia na construção sentimental e afetiva das pessoas.

O Toda Poesia traz um universo variado de poemas e declamadores. Tímidos que resolveram se colocar diante da câmera; estreantes e veteranos na arte de recitar; poemas conhecidos e textos de iniciantes. Com mais de mil curtidas na página do Facebook, o projeto tem a estética inspirada na série Hysterical Literature, do norte-americano Calyton Cubbitt, feita para internet em 2012.  Em preto e branco, sempre o que se destaca é o rosto, a palavra e a sensação.


Para o diretor Guilherme Pina, o foco não está na interpretação perfeita. “O importante mesmo  é perceber o participante expondo algo que lhe é muito caro. O que cria uma atmosfera de intimidade com o conteúdo. Dentre milhares de possibilidades de leitura, o participante escolheu um único texto para ler. Essa escolha diz muito sobre a pessoa, mesmo que, às vezes, ela mesmo não perceba.” Pina leu trecho de O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, um dos seus livros preferidos desde os 12 anos.


Outro membro da equipe que também participou é a produtora Clarissa Braga, com Bluebird, de Charles Bukowski. “É como se estivéssemos coletando histórias. É sempre muito bonito o momento em que o Guilherme senta e pergunta o porquê de ter escolhido ou escrito aquele texto. É um projeto de literatura, mas sobretudo sobre o olhar das pessoas.”


Entre os quase setenta vídeos gravados, um dos destaques é o da cantora e compositora Alice Caymmi foi ao ar 30/04, dia em que seu avô Dorival Caymmi completaria 100 anos. Alice interpretou Do Desejo, da escritora brasileira Hilda Hilst.


Allen Ginsberg e Bertold Brecht dividem espaço com Luís de Camões e Zeca Baleiro. No entanto, há quem decida falar com suas próprias palavras. Gregório Duvivier, ator e roteirista do canal Porta dos Fundos, havia optado inicialmente por um poema de Vinicius de Mores, mas acabou lendo O Meio de Todas as Coisas, de sua autoria, publicado no seu primeiro livro A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora.

O banco do projeto Toda Poesia é aberto à quem quiser se sentar. Nele, já entraram amigos e desconhecidos da equipe. 

Para acessar todos os vídeos, acesse o canal no Youtube.

Fonte: Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro|Yzadora Monteiro

 

O olhar visionário de Peter Ludwig no CCBB

Exposição traz uma das mais importantes coleções particulares de arte do mundo ao Rio

Secretartia da Cultura do Rio de Janeiro

Grande punho de ferro, de Anselm Kiefer

Não há consenso sobre o tamanho do acervo reunido por Peter Ludwig(1925-1996), colecionador alemão: estima-se que são 20 mil peças, mas há quem diga que chegam a 50 mil. Ludwig começou a se dedicar à sua coleção de arte nos anos 1950 e passou por épocas em que adquiria ao menos uma obra por dia, formando um dos mais importantes acervos particulares do mundo. Parte de sua coleção chega ao Rio de Janeiro nesta quarta, dia 7, na exposição Visões de Ludwig, que integra a programação de 25 anos do Centro Cultural Banco do Brasil.

Considerado um dos maiores mecenas de seu país, Ludwig reuniu de peças pré-colombianas a arte contemporânea, passando pelo expressionismo. Sua coleção está distribuída em 12 Museus Ludwig e em instituições do mundo inteiro.

O colecionador se destaca por ter reconhecido pioneiramente a pop art norteamericana, adquirindo obras de ícones da pop art como Andy Warhol (Retrato de Peter Ludwig, 1980), Roy Lichtenstein (Ruinas, 1965), Tom Wesselmann (Desenho em aço com frutas, flores e Monica, 1986), Claes Oldenburg (Banana-splits e sorvetes em degustação, 1964), Jeff Koons (Querubins, 1991), etc., que integram a exposição.

A mostra reúne 64 obras. Além dos expoentes da pop art, podem ser conferidos trabalhos hiperrealistas de Robert Bechtle, Ralph Goings e Gerhard Richter, o neoexpressionismo de Georg Baselitz, Markus Lüpertz e Anselm Kiefer, nomes contemporâneos como o russo Vladimir Yankilevsky e o grego Pavlos, e a tela Cabeças Grandes, uma das centenas de Picassos que Ludwig adquiriu.

“Ao centrar na Coleção Ludwig, a exposição joga luz na figura do colecionador como um agente que intervém na produção cultural, ressaltando assim a sua importância. Pioneiro e com um olhar sempre atento à produção contemporânea, Peter Ludwig foi o primeiro colecionador alemão a visualizar o potencial da pop art e ficou famoso por comprar trabalhos de Roy Lichtenstein e Jasper Johns, que atualmente alcançam valores expressivos por conta da sua relevância artística”, explica Joseph Kiblitsky, que divide a curadoria com Evgenia Petrova. Ambos são representantes do Museu Ludwig no Museu Estatal Russo de São Petersburgo, fonte da exposição brasileira.

A também curadora Ania Rodríguez destaca que a exposição permite um passeio pela “maioria dos movimentos estéticos que marcaram o século 20”. “Por meio dos trabalhos expostos, os visitantes poderão mapear as coordenadas geográficas das viagens que o colecionador fazia por várias partes do mundo em busca de obras de arte, bem como refletir sobre os contextos estéticos que em muitas ocasiões marcaram suas épocas dentro da história da arte”, acrescenta.

A exposição abre as comemorações dos 25 anos do CCBB: “Para comemorar esse aniversário, preparamos uma programação especial, com grandes exposições, entre elas esse importante recorte da mundialmente conhecida Coleção Ludwig. A mostra reúne obras preciosas de diversas escolas e estilos, proporcionando uma experiência sensorial única. Não é sempre que podemos direcionar nosso olhar para uma obra de Picasso e logo ao lado deparar-se com um Basquiat e em seguida apreciar o neoexpressionismo alemão de Kiefer e mestres da Pop Art como Warhol e Lichtenstein”, diz Sueli Voltarelli, gerente de comunicação do CCBB.

Confira detalhes e a lista completa das obras expostas em Programação Cultural.

Colaboração de Renata Saavedra

Teatro para Pina Bausch

Companhia homenageia bailarina contemporânea e celebra o seu legado nas artes

No elenco, Ana Amélia Vieira, Evandro Manchini, Flávio Pardal, Leandro Fernandes, Ricardo Grings e Symone Strobel.  (Crédito: Divulgação)

A sensorialidade da bailarina e coreógrafa alemã Pina Bausch é encenada no palco do Espaço Sesc, em Copacabana. A peça é uma homenagem a grande personalidade da dança que desconstruiu padrões no século XX e aos 40 anos da sua antológica companhia. O espetáculo Philippine, Uma Peça Para Pina Bausch, do grupo Hospedaria Companhia de Teatro, estreou na sexta-feira, 02/05, e segue temporada durante o mês de maio.

Luzes, vídeos, música e um minucioso trabalho corporal dão forma a narrativa a partir da ausência de Pina, que morreu cinco dias após ser diagnosticada com câncer, em 2009.  O diretor João Marcelo Pallottino define a falta da coreográfa como ponto de partida do espetáculo. “Pensamos em partir das perguntas que ela fazia para seus dançarinos, mas depois percebemos que seria interessante começarmos com a morte. Não queríamos algo biográfico e nem remontagem. Nos perguntamos como seria um espetáculo pós morte, um mergulho na vida de quem não está lá.”

Pina dirigiu o Wuppertal Tanztheater na Alemanha de 1973 até a sua morte, em 2009. Lá, desenvolveu um trabalho que desconstruiu gestos cotidianos e naturais para transformá-los em coreografias. A prática de observação acontecia em viagens que eram verdadeiras imersões culturais. Em 2001, a experiência da visita ao Brasil resultou no espetáculo Água. Japão, Portugal e tantos outros também estiveram sobre a ótica curiosa de Pina.

Os conceitos da alemã são encontrados em cenas como a de um personagem que dança de forma desesperada e de um desabafo interditado com uma faixa “desculpe o transtorno.” O diretor explica as escolhas. “Trabalhamos com objetos e tudo é sugestivo. Não podemos ficar com apego no teatro dramático enquanto vivemos em um mundo visual. A peça está no campo sensorial. É uma celebração ao trabalho de Pina.”

Do encontro entre Pallottino e Symone Strobel, a Hospedaria surgiu para investigar e refletir sobre a criação teatral. Suas montagens anteriores, como Silêncio e A Religiosa, já buscam um caminho e uma estética própria.

Para o público, fica reservado um mundo de sensações, é o que explica Pallottino. “O filtro não é o entendimento racional. Esperamos que cada vez mais seja possível absorver essa ideia de linguagem sem pudor. Porporcionamos uma montanha-russa e empurramos a plateia a fechar a ideia da peça.”

Colaboração de Yzadora Monteiro

Emissário Submarino recebe peça Esta Partida Não Será Televisionada (Com Vídeo)

De A Tribuna On-line

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Montagem aborda bastidores do futebol no País
A peça Esta Partida Não Será Televisionada será encenada nesta quinta-feira, às 15h, no Emissário Submarino, no José Menino, em Santos. A montagem da Companhia do Elefante explora os bastidores do esporte mais popular do país, revelando injustiças sociais e expondo personagens essenciais do jogo mercadológico. 
 
De maneira dinâmica, o espetáculo trata de temas recorrentes como a utilização de dinheiro público para interesses privados, despejos e remoções, ilegalidades e manipulação dos veículos de comunicação. A peça mistura elementos do teatro popular.
 
Com direção de Marcus Di Bello, o elenco conta com Alessandra Santana, Alex Sandro Lopes, Felippe Alves, Flávia Simões, Jamili Limma, Kaylane Souza e Lucas Degásperi.
 
A entrada é franca. Mais informações pela página http://www.facebook.com/CompanhiaDoElefante.
 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio