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Decisão deve sair hoje

Policiais militares e bombeiros decidem hoje ser irão paralisar atividades durante a Copa; ontem, eles se reuniram com o governador

Diário de Cuiabá|Gustavo Nascimento

Polícia Militar e Corpo de Bombeiros participarão de “Dia D” para decidir se param ou não durante a Copa do Mundo. Ontem (9), servidores passaram o dia reunidos com o governador Silval Barbosa e com equipe técnica para discutir propostas da greve. 

A reunião começou por volta das 10h e terminou somente às 18h30. Membros das associações dos oficiais, cabos, soldados, subtenentes, sargentos e homens do Corpo de Bombeiros, cobraram melhorias da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Administração (SAD), Casa Civil, comandantes gerais e do governador Silval Barbosa. 

Os servidores pedem a equiparação salarial com a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT). A primeira proposta dos trabalhadores era para que esta equiparação fosse realizada até 2015. Após negativa do governo, os trabalhadores apresentaram uma nova proposta parcelando a equiparação até 2017. 

Conforme o presidente da Associação dos Oficiais (Assof), o major Wanderson Nunes de Siqueira, o governo apresentou uma contraproposta para os trabalhadores, que ainda não está de acordo com o pedido. Ainda assim, os sindicalistas levarão o novo documento para a assembleia geral da categoria, que será realizada na tarde desta terça-feira (10). 

Segundo Wanderson, a reunião será o “Dia D” para os profissionais definirem o futuro da categoria. A falta de avanço nas negociações torna real a possibilidade de greve geral, mesmo com a Copa do Mundo. Dos 1,7 mil homens que a Sesp vai disponibilizar para o Mundial, 1,2 mil são PMs. Os policiais são os responsáveis pelo policiamento ostensivo e distúrbios civis, como no caso de manifestações. 

Conforme os policiais, a categoria tem sido submetida a uma jornada de trabalho duas vezes maior a de outras corporações pertencentes a Sesp. Os Servidores reclamam do não pagamento do adicional noturno e de insalubridade. Eles também calculam uma defasagem salarial que chega até 60% do que os profissionais recebem hoje. 

Em maio, a categoria fez um dos maiores protestos de sua história. Quase mil militares interromperam o trânsito e invadiram a Assembleia Legislativa (AL) do Estado para cobrar que os deputados tomassem partido no embate. 

A assessoria da Governo, afirmou que a legislação eleitoral impede a alteração dos valores dos vencimentos não apenas de PMs, mas de todos os servidores públicos em ano de eleição. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) seria um dos outros fatores que atrapalhariam as negociações. A assessoria disse que enviou uma nova proposta, porém não divulgou os valores.