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Febre do chikungunya já registra 20 casos no Brasil

 
Febre chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e tem sintomas semelhantes.

Febre chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e tem sintomas semelhantes.

Reuters/Ricardo Rojas
Patricia Moribe

Depois de fazer vítimas nos últimos anos pela África e pela Ásia, o vírus da febre do chikungunya chega ao Brasil, onde já foram registrados 20 casos. “A febre do chikungunya está batendo na porta do Brasil e quer virar residente”, alerta o dr. Adriano Mondini, professor de Saúde Pública, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara (UNESP), São Paulo.

Por enquanto, os casos oficiais mostram que os doentes trouxeram o vírus do exterior. Alguns casos foram de soldados que serviram nas forças de paz da ONU no Haiti, no Caribe. Um outro paciente revelou a doença após uma viagem em junho para a República Dominicana, também na região caribenha.

Mas, assim como a dengue, o chikungunya pode ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que são comuns no Brasil. “Basta uma pessoa infectada entrar em contato com um desses vetores e a doença pode se espalhar”, alerta Mondini.

Sintomas e tratamento

As dores articulares provocadas pelo chikungunya são mais severas, mas a doença é menos mortal que a dengue. Não há tratamentos específicos ou vacinas contra a febre. O tratamento é paliativo, com muito repouso e uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas.

Apesar das semelhanças, a dengue e o chikungunya pertencem a grupos virais diferentes. Enquanto a dengue tem quatro subtipos, o vírus do chikungunya é único. Um dos riscos para a propagação da doença, segundo o especialista, é que um paciente pode fazer um exame de sorologia que se mostra negativo para a dengue, mas que não é necessariamente o caso para outras doenças. As suspeitas de febre do chikungunya devem passar por exames diferenciados, explica.

Dengue passa do nível aceitável em São Paulo

Estadão Conteúdo

Pela primeira vez em pelo menos dez anos, o índice de incidência de dengue na cidade de São Paulo deixou de ser considerado baixo conforme balanço divulgado na quinta-feira,  pela Secretaria Municipal da Saúde. Com 11.392 casos confirmados em menos de seis meses, a cidade tem taxa de 101,2 registros por 100 mil habitantes.
 
De acordo com a classificação do Ministério da Saúde, o índice deixa de ser baixo e passa para médio quando ultrapassa os 100 casos por 100 mil habitantes. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, que forneceu os dados da doença referentes aos últimos dez anos, isso nunca havia acontecido no período monitorado.
 
Mesmo em 2010, quando a cidade registrou o pior surto da doença no intervalo de dez anos, o índice de incidência do ano inteiro ficou em 53 casos por 100 mil habitantes – metade do registrado em apenas seis meses de 2014. Apesar da marca, o número de casos registrados no ano vem caindo, segundo os dados da Prefeitura. No balanço anterior, divulgado no dia 12, eram 10.124 casos, mas poucos deles foram registrados nos últimos sete dias. A maioria dos registros novos é de pacientes que foram infectados em meses anteriores, mas só confirmados agora.
 
De acordo com a Prefeitura, mais da metade de todos os casos registrados no ano ocorreu no período entre 23 de março e 19 de abril, quando foi registrado o pico da doença. Em todo o ano passado, foram 2.617 casos e duas mortes. Neste ano, já foram confirmados oito óbitos. Entre as vítimas estão uma criança, dois homens e cinco mulheres. Apesar de a Prefeitura não ter confirmado novas mortes nos informes das duas últimas semanas, outros dez óbitos estão sob investigação pela Prefeitura.
 
Emergência
 
Assim como na semana passada, 11 dos 96 distritos da cidade seguem com transmissão de dengue em nível de emergência. A maioria deles está na zona oeste, região mais afetada. Jaguaré continua liderando o ranking do número de casos, com 1.430 registros e taxa de incidência de 2.867,9, considerada alta de acordo com a classificação do Ministério da Saúde. Também estão em nível de emergência os distritos de Rio Pequeno, Lapa, Raposo Tavares (zona oeste), Vila Jacuí, Itaquera, Cidade Líder (zona leste), Tremembé, Pirituba (zona norte), Campo Limpo e Capão Redondo (zona sul). Outros 34 distritos estão em nível de alerta segundo a Prefeitura. Apenas dois distritos, Marsilac e Socorro não tiveram nenhum registro da doença no ano, de acordo com o balanço oficial.
 
Pico e prevenção
 
A Prefeitura afirma que, “apesar do crescimento de casos confirmados nas últimas semanas, o número de notificações começou a desacelerar, e é provável que o pior período da dengue neste ano já esteja superado”. A administração municipal ressaltou ainda que a população deve continuar “mobilizada no combate ao mosquito transmissor e atenta aos sintomas”.
 
De acordo com a administração municipal, até o próximo domingo, 22, todas as regiões da cidade receberão ações de prevenção e combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Na zona oeste, região com o maior número de casos, as ações contemplarão a área de cinco subprefeituras.
 
No total, os agentes da Prefeitura farão vistoria em quase 3,6 mil imóveis para investigar se há criadouros. Nas zonas norte e sul, além das visitas dos agentes, serão realizadas dezenas de nebulizações com o objetivo de matar o mosquito já na idade adulta.

Em São Paulo, 25 distritos têm dengue acima do limite

Estadão Conteúdo

Mais de um quarto dos distritos da cidade de São Paulo já têm índice de incidência de dengue acima do normal, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria Municipal da Saúde.
 
De janeiro até o dia 11 de junho, a capital paulista registrou 10.124 casos da doença, 19% a mais do que no balanço da semana passada, quando o município tinha 8.508 notificações confirmadas. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento de registros foi de cerca de 314%.
 
Dos 96 distritos da cidade, 25 já ultrapassaram o índice de 100 casos por 100 mil habitantes, considerado médio pelo Ministério da Saúde. No balanço anterior, 20 bairros estavam nessa condição. Entraram para a lista Alto de Pinheiros, Vila Sônia (zona oeste), Capão Redondo (zona sul), Limão e Mandaqui (zona norte).
 
Em todo o ano passado, apenas um distrito teve incidência de dengue acima da média: Rio Pequeno, na zona oeste. Já em 2010, quando foi registrada a pior epidemia de dengue até 2014, 15 distritos tiveram índice acima de 100 casos por 100 mil habitantes. 
 
Apesar do aumento do número de casos, a cidade apresenta tendência de queda na transmissão da doença. Segundo a Prefeitura, a maioria dos casos adicionados ao balanço na última semana não é recente, mas, sim, de meses anteriores que só foi confirmada agora.
 
Além disso, diz a administração municipal, o número de notificações (registros ainda não confirmados) começou a desacelerar e, segundo nota da Prefeitura, “é provável que o pior período da doença neste ano já tenha passado”, já que 57% de todos os casos foram registrados no período entre 23 de março e 19 de abril. 
 
Apesar da tendência de queda, a Prefeitura informou que 11 distritos ainda têm transmissão da dengue em nível de emergência entre eles os bairros da zona oeste com os maiores índices de incidência por 100 mil habitantes: Jaguaré (2.490), Lapa (663) e Rio Pequeno (521).
 
Também está nesse grupo o distrito de Itaquera, na zona leste, onde está o estádio que receberá seis partidas da Copa do Mundo. Uma das preocupações das autoridades é que turistas sejam vítimas da dengue, já que, nos países do hemisfério Norte, não há ocorrência da doença, o que torna seus habitantes “virgens” para os quatro tipos de vírus da dengue.
 
Mortes
 
A Secretaria da Saúde não confirmou nenhuma nova morte por dengue na capital. Até o último balanço, oito óbitos haviam sido registrados. Em todo o ano passado, foram dois. O distrito que registrou o maior número de mortes foi o Tremembé, na zona norte onde a taxa de incidência da doença é de 263,6 casos por 100 mil habitantes.
 
Apesar de a Prefeitura não ter confirmado novas mortes no informe divulgado nesta quinta, dez óbitos estão sob investigação, conforme o jornal O Estado de S.Paulo revelou na edição de quinta.
 
A informação foi dada por técnicos da Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa) durante audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo.
 
Prevenção
 
A Secretaria Municipal da Saúde informou que segue realizando ações de prevenção da dengue, mesmo com a diminuição de notificações. Segundo a pasta, até o próximo dia 17, as medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti estarão concentradas nas zonas oeste, sul e leste, na região de 16 subprefeituras.
 
Na Lapa e em Pinheiros, por exemplo, a previsão é que mais de 2 4 mil imóveis sejam vistoriados. A região passará por quatro nebulizações, que têm o objetivo de matar os mosquitos adultos. Também serão feitas ações de bloqueios de criadouros dos mosquitos.

Casos de dengue na cidade de São Paulo chegam a 10.124

Estadão Conteúdo

O número de casos de dengue confirmados na cidade de São Paulo em 2014 chegou a 10.124, sendo que 57% dos casos se concentram nas quatro semanas, entre os dias 23 de março e 19 de abril, período que, por enquanto, corresponde ao pico da doença neste ano. Os dados estão em um levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Até o momento, a taxa de incidência da cidade é 90 casos (para cada 100 mil habitantes), considerada baixa de acordo com o Ministério da Saúde. Durante todo o ano passado foram 2.617 casos e índice 23,3.

Segundo o balanço, dos 96 distritos administrativos da cidade, 94 estão em transmissão da dengue, com exceção apenas de Marsilac e Socorro. Em 51 distritos o nível de transmissão está no início. Em 32 distritos o nível de transmissão é de alerta e 11 estão em nível de emergência. Desses 11 distritos com nível de emergência de transmissão, quatro estão na zona oeste: Jaguaré, com 1.242 casos registrados e taxa de incidência de 2.490,8 (alta); Rio Pequeno, com 618 casos e incidência de 521,7 (alta); Lapa, com 436 casos e incidência de 663,2 (alta) e Raposo Tavares, com 255 casos e incidência de 254,6 (média).

O balanço mostra ainda que outros três bairros estão na zona leste: Vila Jacuí, com 300 casos e incidência de 210,7 (média); Itaquera, com 322 casos e incidência de 157,2 (média) e Cidade Líder, com 234 casos e incidência de 184,8 (média). Dois na zona norte: Tremembé, com 520 casos e incidência de 263,6 (média) e Pirituba, com 282 registros e incidência de 167,9 (média) e dois na zona sul: Campo Limpo, com 353 casos e incidência de 167,0 (média) e Capão Redondo, com 297 casos e incidência de 110,5 (média).

Entre os 32 distritos onde o nível de transmissão é de alerta estão Carrão, com incidência de 253,4 (média); Butantã, com incidência de 252,8 (média); Tucuruvi, com incidência de 200,1 (média); Jaguara, com incidência de 188,8 (média) e Santo Amaro, com incidência de 184,5 (média).

Na semana passada a Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais três mortes na cidade por dengue, totalizando oito óbitos este ano. As três mortes confirmadas são de um homem (38 anos), que morreu em 26 de fevereiro, morador de Perus; uma mulher (46 anos), que morreu em 13 de abril, moradora do Tremembé; e uma mulher (65 anos), que morreu em 25 de abril, moradora da Lapa. Os outros cinco óbitos por dengue confirmados nos balanços anteriores, de uma criança, um homem e três mulheres, aconteceram no mês de abril e foram casos registrados no Jaguaré, Tremembé e Capela do Socorro.

Dados do último boletim do Ministério da Saúde mostram queda nos casos de dengue no país nos três primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2014, foram 215.169 notificações, o que representa queda de 76,7% quando comparado ao primeiro trimestre do ano passado (921.716). O número de casos graves também caiu 80% na mesma base de comparação. Foram 937 casos no primeiro trimestre de 2014 contra 4.722 em 2013. Os óbitos provocados pela doença diminuíram 87% em relação a 2013. Este ano foram confirmados 47 óbitos e no mesmo período do ano passado, foram 368. Os estados do Amapá, de Roraima, Sergipe, do Maranhão, Piauí, da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas e do Rio Grande do Sul apresentaram os menores índices de notificação pela doença no período. Em Santa Catarina não há transmissão autóctone de dengue (que é a originária no estado).

Jaú registra nona morte por dengue

10/06/2014

São Paulo. A Santa Casa de Jaú, divulgou nesta terça-feira, 10, mais uma morte pela doença ocorrida no município, aumentando para nove as vítimas fatais desde o início do ano. Desta vez, segundo a Santa Casa, a vítima é uma mulher de 82 anos, A. C. C., que estava internada no hospital desde 28 de maio com sintomas de dengue hemorrágica e faleceu no último sábado, 7.

Com pouco mais de 140 mil habitantes, Jaú é o município campeão em mortes por dengue em São Paulo, ao lado da capital paulista com nove mortes. Jaú, que contabilizava 3.766 casos até 15 de maio, conta agora 4.727 doentes pela dengue. Em 27 de maio já eram 4.042 casos positivos e em 6 de junho, 4.727, um aumento de 17% em dez dias. Segundo a Santa Casa, só no serviço de pronto-socorro do hospital, foram atendidas 196 pessoas com suspeita da doença nas duas últimas semanas.

Mesmo com estes números, o secretário de Saúde de Jaú, Gílson Scatimburgo, diz que a realidade é outra. Segundo ele, os números são de notificações represadas pela própria Santa Casa. “São fichas de pessoas atendidas entre fevereiro e maio, quando a epidemia estava no pico e que não foram enviadas para a vigilância. A Santa Casa não notificou esses casos na época. E está fazendo isso agora”, afirmou. De acordo com o secretário, há ainda centenas de casos para serem notificados. “Acredito que existam ainda 900 fichas que precisam ser enviadas para a vigilância”, afirmou. Autoridades médicas e sanitárias ouvidas pela reportagem estimaram em mais de 10 mil o número de pessoas contaminadas pela doença em Jaú.

O secretário também afirmou que esta última morte, não pode ser contabilizada para Jaú. “A vítima era de Bariri, cidade vizinha, a 30 kms, que também tem casos da doença. A mulher apresentou uma piora no estado de saúde e foi transferida para a Santa Casa de Jaú, mas ela não contraiu a doença aqui”, esclareceu. Segundo o secretário, a epidemia da doença diminuiu de intensidade nas últimas semanas, por causa do frio e da campanha de combate aos criadouros feita pela Prefeitura. “A doença diminuiu seu ritmo e hoje a nossa média é de dois a três casos por dia”, disse. Segundo ele, os técnicos constataram que o mosquito transmissor aumentou a resistência à doença, por isso, a contaminação pela dengue ainda continua.

Outras mortes

Na última quinta-feira, 5, um mecânico de 48 anos morreu vítima da dengue em Araçatuba, cidade que contabiliza mais de 1,5 mil casos da doença e uma vítima fatal. Morador em Gabriel Monteiro, cidade próxima, o mecânico foi transferido para o Hospital da Unimed de Araçatuba com sintomas da dengue hemorrágica. Foi o primeiro caso de morte por dengue na história da cidade. Outra cidade próxima é Birigui, onde 1,3 mil pessoas contraíram a doença. Outras duas mortes ocorreram em Votuporanga, cuja epidemia contaminou mais 2,3 mil pessoas.

Dengue mata 5 pessoas na Bahia em 2014 e atinge 73 mil em 12 meses

Tribuna da Bahia|Kelly Cerqueira

Desde o início do ano o número de pessoas afetadas é de 10.841, segundo dados notificados pela Secretaria Estadual de Saúde. Na última semana, uma criança de seis anos moradora de Itabuna morreu no Hospital de Ilhéus após apresentar sintomas da doença, mas o diagnóstico ainda não foi confirmado pelos exames.

Os números foram apresentados na manhã de ontem (3), na reunião do Comitê Estadual de Mobilização Social de Prevenção e Controle da Dengue na Bahia, realizada no auditório da Fundação Luis Eduardo Magalhães, Centro Administrativo da Bahia.

No entanto, a estatística apresentada pode não representar o número real de casos no estado. “Estamos trabalhando com a hipótese de haver subnotificação por conta da mudança do sistema de registro de ocorrências. Mesmo com a capacitação do pessoal que opera o sistema, existe esta possibilidade”, explicou a coordenadora do comitê, Elisabeth França.

Além do diagnóstico da doença no estado, o comitê discutiu estratégias de atuação específicas de combate ao mosquito no período da Copa do Mundo. “Não queremos que os visitantes deixem legado negativo no nosso estado. Todo o lixo produzido no período tem que ser descartado corretamente para que a gente não sofra as consequências no próximo verão”, ressaltou. Ainda segundo ela, o primeiro semestre é o período de maior incidência dos casos de dengue, doença que há vinte anos atormenta a população baiana.

“A dengue já está muito banalizada, são registrados casos no estado quase que diariamente, mas as pessoas devem estar atentas à prevenção, aos sintomas e, principalmente ao tratamento. Não se pode cuidar da doença como se cuida de uma gripe”, ressaltou a coordenadora do comitê.

Ela também alerta para o crescimento do número de casos da forma mais grave da doença, lembrando que as pessoas que já tiveram dengue estão mais propensas a apresentar sintomas mais agressivos, como os efeitos dos distúrbios nas células sanguíneas.

Além de representantes da saúde, o comitê é composto por representantes de 33 entidades públicas, privadas e representantes da sociedade civil, como os Correios, Embasa, Sesc e Secretaria de Educação. “O comitê existe justamente para que outros setores se envolvam no combate ao mosquito e participem de campanha de prevenção junto aos seus públicos”, enfatiza a diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Maria Aparecida Araujo Figueiredo.

Além do controle da dengue, Maria Aparecida aponta outras preocupações para o período do Mundial, momento em que a cidade receberá visitantes de várias regiões do mundo. “A Influenza é um exemplo de doenças que merecem uma atenção maior no período. Infelizmente a campanha não alcançou a meta de 80% de vacinação do público alvo, chegando apenas a 74%”, lamentou.

Por conta do baixo índice, a vacinação continua nos principais postos da cidade, disponíveis para idosos, gestantes, crianças de até cinco anos, profissionais de saúde e mulheres que tenham dado a luz recentemente.

Doença altamente contagiosa, o sarampo também é um vírus que vai mobilizar a equipe de saúde do estado no período do Mundial. Embora não haja registro de casos desde 2006 na Bahia, o alto índice de transmissibilidade da doença, feita por vias respiratórias e os recentes surtos registrados nos estados de São Paulo, Pernambuco e Ceará são suficientes para deixar os especialistas em epidemiologia em alerta.

“A vacina está disponível para crianças de seis meses a quatro anos, mas todos devem reforçar a dose, até quem já foi imunizado em algum momento da vida”, reforça Aparecida.

 

SP TEM 6 DISTRITOS EM NÍVEL DE EMERGÊNCIA

 

O número de casos de dengue registrados na cidade de São Paulo neste ano passou para 6.896, segundo balanço da Secretaria Municipal da Saúde divulgado nesta quinta-feira, 29. Seis distritos da cidade têm transmissão da doença em nível de emergência. Há uma semana, a capital tinha 6.005 registros da doença, alta de 14,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número de casos quase quadruplicou. De janeiro a maio de 2013, foram registrados 1.794. De acordo com a Prefeitura, a diferença não corresponde apenas a casos novos da doença, mas, sim, de pacientes que tiveram dengue em meses anteriores, mas cujo diagnóstico só foi confirmado agora, após a realização de exames. Apesar do aumento de casos, a tendência é de queda na contaminação.

 

O pico da transmissão aconteceu em abril, quando a cidade tinha cerca de 1 mil novos casos por semana. Nos balanços seguintes, o número de registros semanais vêm caindo. O caso mais crítico continua sendo o do Jaguaré, na zona oeste, que tem índice de 1.943 casos por 100 mil habitantes. Ao lado de Rio Pequeno, Lapa Raposo Tavares, Vila Jacuí e Tremembé, ele é um dos seis distritos que estão em nível de emergência.

O novo balanço mostra que outros quatro distritos passaram a ter índice de incidência acima do normal na cidade: Campo Limpo (zona sul), Cidade Líder (zona leste), Jaraguá (zona norte) e Raposo Tavares (zona oeste). Eles ultrapassaram a marca de 100 casos por 100 mil habitantes, taxa de incidência média, segundo o Ministério da Saúde. Outros 11 distritos já haviam ultrapassado esse índice nas semanas anteriores.

Desde o dia 1º de janeiro, a cidade já registrou cinco mortes por complicações da doença. Em todo o ano passado, foram dois óbitos na capital paulista. A Prefeitura afirma que vem realizando ações de combate a dengue em toda a cidade, como bloqueio de criadouros do mosquito Aedes aegypti, nebulização contra insetos adultos e vistoria de imóveis.

Dengue ameaça craques como Cristiano Ronaldo durante a Copa, sugere imprensa

O jogador da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo.

O jogador da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo|REUTERS/Sergio Perez

Quando escolheu Campinas para ser a sede de suas equipes durante a Copa do Mundo, as federações de futebol de Portugal e da Nigéria não poderiam imaginar que a cidade paulista seria alvo de uma intensa campanha de combate à dengue. A prefeitura campineira prometeu intensificar as operações contra o mosquito transmissor antes da chegada das delegações aos centros de treinamento. 

Campinas se tornou um dos principais focos de preocupação entre todas as cidades que vão acolher as 32 seleções da Copa devido ao número recorde de pessoas atingidas pelo mosquito transmissor da doença. Foram 32.384 casos registrados entre 1° de janeiro e 15 de maio.

Reportagens divulgadas na imprensa francesa relatam que a epidemia é recorde porque já ultrapassa os 11.500 casos registrados em 2007.

Em entrevista à agência de notícias AFP, a coordenadora do programa de luta contra a dengue em Campinas, Andrea Von Zuben, enumera três fatores que contribuíram para a propagação do mosquito e da doença: o calor intenso dos primeiros meses do ano, a circulação predominante de um tipo de vírus mais raro, e a falta de higiene e locais com água parada que favorecem a proliferação do aedes aegypti.

No entanto, a boa notícia para as delegações de Portugal e da Nigéria é que o Mundial acontece num período onde as temperaturas serão mais baixas, desfavoráveis à disseminação da doença.

“A Federação portuguesa de futebol está em contato permanente com as autoridades locais e nos foi garantido que a situação está sob controle e não há motivos para alarme” , declarou um dos responsáveis da Federação lusa à agência AFP.

Promessa de desinfecção

No início de maio, durante visita do treinador de Portugal Paulo Bento ao centro de treinamento, a prefeitura de Campinas já havia confirmado três operações de desinfecção antes da chegada da delegação portuguesa, prevista para o dia 11 de junho no bairro de jardim Eulina, onde está situado o estádio Moisés Lucarelli.

Em meados de maio, um estudo da revista britânica The Lancet dedicada a doenças infecciosas identificou três cidades-sedes do Mundial com risco potencial durante a competição: Natal, Fortaleza e Recife. O Brasil é o país mais atingido pela dengue desde o início deste século com mais de 7 milhões de casos entre 2000 e 2013, segundo dados oficiais do país.

Outras doenças

Diante do risco da propagação de outras doenças em função do contatos dos moradores com turistas estrangeiros, particularmente do África e da Europa, onde há casos de rubéola e poliomielite, Campinas lançou um vasto programa de vacinação.

A campanha tem como alvo prioritário funcionários de hotéis, motoristas de taxis e empregados de estabelecimentos turísticos como restaurantes.

Ecologistas questionam uso de mosquito transgênico contra a dengue

 
Comissão libera uso de mosquito transgênico para combate a dengue.

Comissão libera uso de mosquito transgênico para combate a dengue.

James Gathany/ Creative Commons
Lúcia Müzell

A aprovação comercial do projeto de uso de mosquitos transgênicos para combater a dengue no Brasil ainda não foi concluída, mas provocou uma polêmica internacional. Pela primeira vez no mundo, insetos geneticamente modificados serão soltos na natureza para exterminar o transmissor da doença, uma técnica que suscita preocupação de ambientalistas.

Em laboratório, os mosquitos Aedes aegypti machos são alterados para que seus descendentes não sobrevivam. Ao procriarem com uma fêmea normal, as larvas não chegam à idade adulta.

No início de abril, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) autorizou a liberação comercial do mosquito transgênico, desenvolvido pela empresa britânica Oxytec. Este foi um passo importante para a aprovação final, dada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que pediu testes adicionais para verificar o impacto do experimento na natureza e na população.

Margareth Capurro, professora da USP responsável pela coordenação técnica do projeto, observa que o Aedes aegypti não é uma espécie brasileira e argumenta que nenhum outro animal depende do mosquito transmissor da dengue para sobreviver. No passado, o mosquito já tinha sido eliminado por 20 anos no país, ressalta.

“A gente não pode dizer que ele ocupa um nicho ecológico essencial. Ele é um mosquito extremamente urbano, que não existe em floresta, mata ou bosque”, assegura. “Lagartixas, sapos ou pássaros comem mosquitos, mas nenhuma outra espécie está associada ao Aedes aegypti ao ponto de ser eliminada se esse mosquito for erradicado.”

Testes

Os testes realizados por três anos em bairros de Juazeiro e Jacobina, na Bahia, mostraram que a introdução dos insetos transgênicos não acarretou modificações da população do mosquito presente na natureza. A nova fase do projeto vai definir a eficácia da técnica em grande escala para a redução da dengue. Na fase de testes, a diminuição do mosquito transmissor da doença foi de em torno de 80%.

Para Gabriel Fernandes, assessor técnico da associação de agricultura familiar e agroecologia AS-PTA, a redução do número de mosquitos foi constatada, mas não a queda nos casos da doença. “Os dados apresentados não são conclusivos. Eles tratam apenas da redução do número de mosquitos, e em nenhum momento eles falam sobre a redução da doença”, ressalta.

“Não somos contra o projeto. O que nós criticamos é que toda a propaganda que a empresa faz no local e na imprensa é que a tecnologia vai combater a dengue”, diz. Fernandes considera que não houve testes suficientes nas pessoas e nos animais que forem picados pelos mosquitos transgênicos descendentes de um inseto geneticamente modificado.

Futuro dos outros mosquistos

Outra pergunta que precisará ser respondida é se outro mosquito vai ocupar o lugar do Aedes aegypti. “Algumas pessoas acham que a espécie-irmã, o Aedes albopictus, vai virar o novo vilão. Vamos tentar saber o que vai acontecer com a população do Aedes albopictus mediante o desaparecimento do Aedes aegypti”, explica a cientista da USP. A espécie-irmã, conhecida como tigre asiático, é um “mau transmissor” da dengue, conforme a pesquisadora.

A associação AS-PTA afirma que a cidade de Jacobina, que recebe testes com os mosquitos transgênicos desde 2011, emitiu em fevereiro um decreto de situação de emergência pela ocorrência de dengue. Na opinião de Gabriel Fernandes, o experimento com o Aedes aegypti é “um abre-alas” para liberar outros insetos geneticamente modificados.

“Até agora, a gente só tinha plantas transgênicas: soja milho, algodão. No meu entendimento, o interesse comercial principal virá depois, com as próximas liberações comerciais que eles vão pedir, de outros insetos modificados, para uso na agricultura”, afirma.

A Anvisa ainda não divulgou quando deve avaliar o projeto dos mosquitos transgênicos. 

Baixada Santista confirma 298 casos de dengue

Da Redação de A Tribuna  

N/A

Em Santos, foram confirmados 128 casos da doença

A Baixada Santista já concentra 298 casos de dengue desde o início do ano. Os casos foram confirmados em seis municípios. Santos lidera o ranking, com 42,9% dos casos. Na Cidade, até o momento, foram confirmados 128 registros, seguido por Bertioga, com 90.

Em Santos, segundo apurou a Reportagem, há pacientes que fizeram exames e aguardam resultado da sorologia. Já em Bertioga, 166 notificações também esperam o laudo do exame de sangue.

Em São Vicente, a Secretaria de Saúde registrou 15 casos da doença – três em janeiro, quatro em fevereiro, quatro em março e quatro em abril. Mongaguá reúne dez confirmações, 20 exames negativos e 32 aguardando resultado.

Em Guarujá há 52 confirmados em 2014 (até março). De julho de 2013 a março de 2014, foram 81 casos positivos, dos quais 29 são de 2013, no período de julho a dezembro. Não foram registrados mortes ou casos de dengue grave. Os dados de abril ainda não estão fechados: aguardam confirmação do Instituto Adolf Lutz um total de 70 notificações, tendo como prazo de sete a 15 dias.

Cubatão confirmou três casos – 25 foram descartados e 163 ainda esperam resultado de exame.

Apesar do aumento de casos na região nas últimas semanas, o número é distante de 2013, quando a dengue se tornou uma epidemia e cerca de 33 mil registros foram confirmados.  

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio