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Com gols de meia ex-Flamengo, Vitória apronta e bate o Fluminense no Maraca

Tricolor decepciona e perde a liderança do Brasileiro

O DIA

Rio – O Vitória não sentiu o peso de jogar num Maracanã com excelente público (50.687 presentes). A experiência de ter no time jogadores que passaram por clubes cariocas e estão acostumados ao estádio ajudou. Neste sábado, o Rubro-Negro aprontou e venceu o Fluminense por 2 a 1. Foi a primeira derrota do Tricolor no Brasileiro e a primeira de Cristóvão Borges à frente do Flu, que estreou o novo segundo uniforme.

Ex-Flamengo, Marquinhos brilhou e comandou o triunfo do Vitória sobre o Fluminense

Foto:  Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Com o resultado, o Fluminense, com seis pontos, perdeu a liderança para o Cruzeiro. O Vitória venceu a primeira partida no Brasileiro, pulou para quatro pontos e a nona colocação do torneio. Na próxima rodada, o Tricolor tem o clássico Fla-Flu, domingo, dia 11, às 16h, no Maracanã. O Rubro-Negro baiano também terá um clássico pela frente e encara o Bahia, às 18h30, na Arena Fonte Nova.

>>> FOTOGALERIA: Vitória surpreende e bate o Fluminense no Maracanã

Rodrigo Defendi, Juan, Hugo, Marquinhos, Souza, Caio, o técnico Ney Franco… a lista de velhos conhecidos do futebol carioca pesou a favor do Vitória. Os gols foram marcados por Marquinhos, ex-Flamengo. Assim como em 2013, quando venceu por 3 a 2, o Rubro-Negro apronta no Maracanã.

O JOGO

O Vitória deu trabalho no início do duelo e por pouco não abriu o placar. Souza obrigou Diego Cavalieri a salvar o Fluminense. Depois, o goleiro viu Caio chutar com perigo, à direita. A resposta do Flu foi com Sobis. Ele arrematou e a bola ainda beliscou a trave. O Tricolor, então, passou a ter mais posse de bola e dominou a partida. Sobis novamente incomodou. Pela esquerda, ele chutou e assistiu a Wilson fazer grande defesa, mandando a escanteio.

Apesar de ser superior, o Flu não conseguiu abrir o placar. O Vitória não encaixava o contra-ataque. O primeiro tempo terminou sem gols. O Rubro-Negro aprontou logo no começo da etapa final. Marquinhos aproveitou rebote e chutou de fora da área. A bola desviou em Fred e enganou Cavalieri: 1 a 0.

O Rubro-Negro quase ampliou. Caio desceu pela direita e chutou. Cavalieri salvou. No rebote, o goleiro abafou chute de Juan e novamente impediu o gol. Em mais um rebote, Souza chutou para fora. O Flu tentou reagir. Wagner levou perigo em finalização. O Flu passou a pressionar, mas faltava caprichar no arremate.

O Vitória aproveitou o contra-ataque. Juan tocou para Marquinhos. O meia-atacante se enrolou, mas conseguiu chutar no canto de Cavalieri: 2 a 0. O Flu conseguiu descontar. Jean cobrou falta. Wilson deu rebote e Wagner, em impedimento, marcou. Porém, o Tricolor não teve forças e tempo para buscar o empate.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 1×2 Vitória

Estádio : Maracanã 
Árbitro : Marcos Gomes da Penha 
Público : 50.687 presentes 
Gols : Marquinhos (Vitória, aos 8′ e 37′ do 2ºT) e Wagner (42′ do 2ºT) 
Cartão amarelo : Souza (Vitória) e Fred (Fluminense) 
Cartão vermelho : –

Fluminense : Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Elivélton e Carlinhos; Diguinho, Jean, Wagner e Conca; Rafael Sobis (Walter, aos 26′ do 2ºT) e Fred; Técnico: Cristóvão Borges.

Vitória : Wilson; Ayrton, Dão, Rodrigo Defendi e Juan; Luiz Gustavo, José Welison, Hugo e Marquinhos; Caio e Souza (Vinícius, aos 23′ do 2ºT); Técnico Ney Franco.

Levir Culpi rebate Diego Tardelli e diz: ‘Ele não chutou a gol’

Este foi o segudo jogo de Levir Culpi no comando do Galo

 
Estadão Conteúdo
N/A

A reclamação de Diego Tardelli por ter sido substituído durante o empate do Atlético Mineiro por 1 a 1 com o Atlético Nacional, na noite de quinta-feira, no Independência, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, não passou em branco. Após a eliminação do time no torneio continental, o técnico Levir Culpi justificou a sua mexida com o que considerou uma atuação apagada e pouco decisiva do atacante.

“Ele está certo, quem tem de responder e substituir é o treinador, ele tem de jogar. Já falei para eles, sabem exatamente isso, jogador para mim é número, se não tiver número, sai. Nenhum chute, assistência e para atacante é muito pouco. E eles sabem disso. O Tardelli talvez seja o melhor nas estatísticas, mas não comigo. Comigo não deu um chute a gol”, disse.

Um dos destaques do Atlético-MG na conquista do título da Libertadores no ano passado, Tardelli não vem conseguindo repetir o mesmo desempenho em 2014, afinal marcou apenas dois gols em 18 partidas nesta temporada. E Levir avisou que o atacante precisa recuperar as suas boas atuações para seguir sendo escalado. “Se não chuta, não dá assistência, por que ficar no campo? Quanto tempo pode ficar sem jogar sem a sua plenitude?”, questionou o treinador.

Eliminado da Libertadores, o Atlético-MG agora volta as suas atenções para o Campeonato Brasileiro. Ainda em busca da sua primeira vitória na competição, o time vai enfrentar o Goiás, em casa, no próximo domingo, em partida válida pela terceira rodada.

Após derrota na Libertadores, Autuori não é mais técnico do Atlético-MG

Lancepress

O técnico Paulo Autuori foi demitido nesta quinta-feira do comando do Atlético Mineiro, apenas um dia após o time sofrer a sua primeira derrota na Copa Libertadores, no jogo de ida das oitavas de final, em Medellín, vencida pelo Atlético Nacional por 1 a 0.

A queda de Autuori foi confirmada pela assessoria de imprensa do clube. Ainda na Colômbia, o treinador acabou sendo comunicado da sua demissão por Eduardo Maluf, diretor de futebol do Atlético-MG. Ainda não há uma definição sobre o substituto do treinador para a sequência da temporada.

A derrota para o Atlético Nacional e a postura do time, que atuou retrancada na Colômbia, causaram revoltas dos torcedores, que inclusive picharam a sede social do clube mineiro na última madrugada, com a inscrição: “Queremos raça!”. E o comportamento também parece ter irritado a diretoria, que acabou responsabilizando Autuori pela má atuação.

Assim, o treinador acabou sendo demitido nesta quinta-feira pela diretoria, encerrando um período de menos de cinco meses no comando do time. Autuori chegou ao clube para substituir Cuca, que optou por deixar o Atlético-MG após a disputa do Mundial de Clubes, para trabalhar no futebol chinês.

Sob o comando de Autuori, o Atlético-MG disputou 23 partidas, com 11 vitórias, nove empates e três derrotas. O retrospecto, porém, não foi suficiente para levar o time ao título do Campeonato Mineiro, vencido pelo Cruzeiro, e nem aplacar a desconfiança dos torcedores.

O baixo rendimento ofensivo do Atlético-MG também pesou para a queda de Autuori. Nas últimas cinco partidas, o time marcou apenas um gol. Assim, mesmo que tenha sido vazado somente uma vez nesses compromissos, esse rendimento foi suficiente pata a diretoria optar pela demissão do treinador.

O nome do novo técnico ainda não foi definido pela diretoria do Atlético-MG, mas o presidente Alexandre Kalil terá que agir rápido, pois na próxima quinta-feira o time receberá o Atlético Nacional, no Independência, no jogo de volta das oitavas de final da Libertadores. Antes disso, no próximo domingo, o Atlético-MG vai encarar o Grêmio, em Porto Alegre, em duelo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

Ministra do STF acata pedido da oposição por CPI exclusiva da Petrobras

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber concedeu na noite de quarta-feira liminar determinando a instauração no Senado de uma CPI para apurar exclusivamente denúncias de irregularidades na Petrobras conforme requerimento apresentado por senadores de oposição.

A base do governo da presidente Dilma Rousseff tentou evitar uma CPI que investigasse apenas a Petrobras propondo a ampliação do escopo da comissão para analisar também denúncias de irregularidades em Estados governados pela oposição, o que resultou numa disputa no STF.

A CPI da Petrobras ganhou força após a revelação de novas informações sobre a aquisição pela estatal da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, por 1,2 bilhão de dólares, em 2006, quando Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Uma nota oficial divulgada por Dilma em março, afirmando que a compra foi aprovada com base em um documento “técnico e juridicamente falho”, deu novos contornos políticos ao caso, e a oposição conseguiu o apoio suficiente para a investigação.

Além de denúncias sobre Pasadena, a CPI pedida pela oposição também quer investigar denúncias de que houve pagamento de propina a funcionários da Petrobras num contrato com uma empresa holandesa e um esquema de lavagem de dinheiro que resultou na prisão de um ex-diretor da estatal.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Edição de Alexandre Caverni)

Fonte: Terra

Grêmio perde para o San Lorenzo e vive situação difícil na Libertadores

Lancepress

N/A

Argentinos largaram na frente na disputa pelas oitavas

O Papa Francisco abençoou o San Lorenzo. A equipe de Buenos Aires derrotou o Grêmio, por 1 a 0, no Estádio Nuevo Gasómetro. Além de fazer a alegria do pontífice – torcedor azul-grená -, os argentinos largaram à frente na disputa pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Na volta, os gaúchos precisarão de esforço redobrado na Arena para saírem com a vaga.

A equipe argentina ensaiou pressão típica das equipes mandantes nos minutos iniciais, mas apesar do domínio e de acuar o Tricolor no campo de defesa, não criou chances concretas de gol. Com o passar do relógio, o Imortal equilibrou as ações em campo. O meia-atacante Dudu era a principal válvula de escape do time. Por outro lado, Léo Gago, improvisado na lateral-esquerda com a lesão de Wendell, mostrava sinais de nervosismo.

No fim, os 45 minutos iniciais foram de muita marcação e aplicação tática do Grêmio, que não deu espaço às infiltrações da equipe portenha. Nem mesmo o talento dos meias Piatti e Villalba conseguiu romper a linha defensiva do adversário. O empate sem gols ao apito do árbitro Enrique Osses era justificável.

Os gaúchos voltaram para o segundo tempo com um pouco mais de ousadia. Em belo lançamento de Zé Roberto, o volante Ramiro quase abriu o placar, mas parou no goleiro Torrico. Mas logo em seguida, veio o banho de água fria. Após troca rápida de passes, o atacante Correa recebeu de costas para a área, girou com uma facilidade assustadora – parecia estar jogando contra um time dente de leite – e chutou firme para abrir o placar. Foi o suficiente para incendiar de vez o Nuevo Gasómetro.

Não restou opção ao Grêmio que não partir para cima. Enderson Moreira promoveu a entrada da joia Luan no lugar do volante Ramiro. O Imortal passou a ditar o ritmo do jogo, mas a exemplo do adversário durante o primeiro tempo, não conseguiu construir uma jogada que representasse perigo de gol ao camisa 1 Torrico. A chance de ouro veio aos 33 minutos. Após recuo do lateral Buffarini, o árbitro assinalou tiro livre indireto a favor do Tricolor. Dudu ajeitou com carinho e rolou, mas Barcos, na pequena área, isolou.

Sacado após expulsão, Ganso lamenta gols perdidos por Alexandre Pato

 

Ter sido sacrificado para Muricy Ramalho consertar a defesa, após a expulsão de Rodrigo Caio, não foi a maior lamentação de Paulo Henrique Ganso na derrota desta quarta-feira para o modesto CRB de Alagoas

Sacado após expulsão, Ganso lamenta gols perdidos por Alexandre Pato

Paulo Henrique Ganso tenta fugir da marcação na derrota do São Paulo para o CRB na Copa do Brasil

Ter sido sacrificado para Muricy Ramalho consertar a defesa, após a expulsão de Rodrigo Caio, não foi a maior lamentação de Paulo Henrique Ganso na derrota desta quarta-feira para o CRB, por 2 a 1. O que o meia não gostou foi da falta de pontaria do São Paulo.

“Jogar com um a menos é complicado, em um campo grande como esse, com um calor absurdo. Mas precisamos melhorar nossas finalizações. As chances que tivemos de matar o jogo, de fazer dois ou três gols, não fizemos. E tomamos dois”, avaliou, na saída do gramado do Rei Pelé.

As chances a que o camisa 10 se refere foram desperdiçadas por Alexandre Pato, principal esperança são-paulina de gol nesta quarta-feira. A primeira, aos dois minutos, quando o goleiro Júlio César deixou a meta vazia para se antecipar a Boschilia e ofereceu rebote. A outra, seis minutos depois, em cabeceio para fora, também quando o placar ainda não havia sido aberto.

O único gol do São Paulo na partida foi marcado por Ademilson, que substituía o poupado Luis Fabiano. Aos 24 minutos, ele aproveitou sobra de arremate de Boschilia e emendou uma bicicleta no ângulo esquerdo de Júlio César. Não seria suficiente, porém. Tozin, de pênalti, e Diego Rosa garantiriam a virada para o CRB, com um gol em cada tempo.

“Tivemos chance para fazer. Se tivéssemos feito, teríamos aberto 3 a 0, e a gente estaria tranquilo na partida. Mas faz parte. No futebol, quando não se faz, acaba tomando lá atrás”, analisou Ganso, substituído por Paulo Miranda aos 15 minutos da etapa final, dois minutos depois de o zagueiro Rodrigo Caio ter sido expulso. Substituição pela qual o meia diz não ter ficado incomodado.

“Eu não pergunto por que estou jogando. O Muricy é o treinador e sabe decidir a hora certa de mudar. Ele tinha que colocar um zagueiro, porque a gente estava sofrendo lá atrás”, minimizou o jogador, evitando maior polêmica.

Para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil, o São Paulo precisará vencer o jogo de volta, em 7 de maio, por 1 a 0 ou por dois gols de diferença. Se devolver a derrota de 2 a 1 desta quarta-feira, a vaga será decidida nos pênaltis. Ainda não há local confirmado para a partida, uma vez que o Morumbi estará cedido para a realização de um show musical na semana da partida.

Victor salva, mas Atlético-MG perde no fim na Colômbia

O herói do título da Copa Libertadores de 2013 voltou a aparecer, mas em nada adiantou

Victor salva, mas Atlético-MG perde no fim na Colômbia

Ronaldinho é ensanduichado por Mejía e Bernal, do Atlético Nacional

O herói do título da Copa Libertadores de 2013 voltou a aparecer. Graças a Victor, o Atlético voltava da Colômbia com um empate por 0 a 0 com o xará Atlético Nacional, pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores, até aos 46 minutos do segundo tempo. Neste instante, porém, Cárdenas acertou o canto direito do goleiro de longa distância e garantiu a vitória por 1 a 0 aos mandantes.

Victor fez pelo menos cinco grandes defesas para impedir que o time de Medelín balançasse a rede no Estádio Atanasio Girardot até então. O Atlético-MG chegou ao gol adversário em lances pontuais, a partir de momentos de brilhantismo do discreto Ronaldinho Gaúcho, aplaudido a todo momento pelos fãs locais ou com Diego Tardelli. Foram 25 finalizações do Nacional contra duas mineiras.

Na outra quinta-feira, 1° de maio, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, o Atlético se classificará às quartas de final com uma vitória por dois gols de diferença. Vitória por um gol sendo vazado dá a vaga aos colombianos, e 1 a 0 para o time mineiro leva o duelo para os pênaltis.

Quem passar enfrenta na próxima fase o vencedor de The Strongest e Defensor Sporting. Na ida, em casa, na Bolívia, o Strongest venceu por 2 a 0. O duelo de volta, no Uruguai, será disputado na próxima terça.

No domingo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético visita o Grêmio.

O jogo

O primeiro tempo em Medelín foi todo dos colombianos, mas por muito pouco o time brasileiro não saiu para o intervalo em vantagem. O time da casa levou perigo em jogadas pelas pontas e forçou três belas defesas de Victor, duas consecutivas, em cruzamento de Mejía seguido de cabeçada de Cardenas e depois em chute de Bocanegra após saída errada de Emerson Conceição.

Aos 41, Diego Tardelli chutou cruzado da direita, e Leonardo Silva quase alcançou a bola de carrinho do outro lado da área.

A partida recomeçou com os brasileiros ainda mais acuados. Victor voou para afastar chutes de longe de Cárdenas e Díaz, este, no ângulo.

No fim, mais uma vez o Atlético esteve perto de balançar a rede. Marion chutou forte do meio da área, e Armani espalmou.

No fim, Cárdenas tirou o zero do marcador em momento de rara felicidade. 

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO NACIONAL-COL 1 X 0 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Atanásio Girardot, em Medellín (COL)

Data: 23 de abril de 2014, quarta-feira

Horário: 22h (de Brasília)

Árbitro: Martin Vazquez (URU)

Assistentes: Miguel Nievas e Carlos Changala (ambos do Uruguai)

Cartões amarelos: (Atlético Nacional) Murrillo (Atlético-MG) Leonardo Silva

Gol: Atlético Nacional: Cárdenas, aos 46 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO NACIONAL-COL: Armani; Nájera, Murrillo, Henríquez e Bocanegra; Bernal (Arias), Mejía, Cárdenas e Díaz; Duque (Trellez) e Valência

Técnico: Juan Carlos Osório

ATLÉTICO-MG: Victor; Otamendi, Leonardo Silva, Réver e Emerson Conceição; Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho (Guilherme) e Tardelli; Fernandinho (Marion) e Jô

Técnico: Paulo Autuori

Texto de Carlos Drummond trata da derrota da nossa seleção na Copa de 1982

João Pimentel: Ganhar, perder, viver

O DIA

Rio – Este é o nome de um texto, dentre tantos outros, delicioso do poeta maior Carlos Drummond de Andrade. Talvez muita gente não saiba, mas ele dedicou parte de sua preciosa produção ao tema futebol. Em uma pesquisa para um musical, me deparei com esta pérola no livro ‘Quando é Dia de Futebol’.

Carlos Drummond de Andrade

Foto:  Divulgação

Sou torcedor do Flamengo de roer as unhas, de jogar rádios de pilha ilusórios nos bandeirinhas, de proferir palavrões que dicionários respeitados ignoram. Certo dia, tive o prazer de entrevistar, no Maracanã, o melhor jogador do mundo do Flamengo, Zico. Ele chegou, cumprimentou a todos e, quando chegou a minha vez disse: “Eu te conheço, não?” Claro que não! Sabe-se lá como eu consegui brincar com ele. Respondi que sempre estive ao lado dele, desde molecote, “mais ou menos ali”, sorri, apontando para a arquibancada — sim, ainda existia arquibancada — do velho estádio.

Mas a paixão clubística não me impede de tentar compreender o que representa o futebol em minha vida. Sou peladeiro, e peladeiro que se preza tem apelidos. Já fui Beijoca, para quem não se lembra, o centroavante baiano robusto e encrenqueiro que chegou a vestir o manto, por sinal, bem apertado nele. Mas também já fui Umbabarauma, o ponta de lança africano, o homem-gol criado por Jorge Ben Jor. Tudo por conta de gols incríveis… que perdi. Mas na hora de dormir eu refaço a história e os transformo em golaços de sonhos.

Para mim, o futebol representa parte fundamental da existência do ser humano, que é o vínculo com a infância. Talvez por isso os homens tenham tanta dificuldade de amadurecer. As mulheres, sábia e rapidamente, deixam suas bonecas de lado para cuidar de coisas mais importantes. Mas mesmo elas já descobriram há tempos o futebol. Melhor, descobriram o futebol lúdico, desamarrado de esquemas, com cheiro de campo de terra batida.

Sou apaixonado, repito, pelo futebol. Lembro que, em uma entrevista, Ronaldo Fenômeno disse que não gostava muito de assistir a jogos, que amava mesmo era correr atrás da bola. Compreendo, o futebol virou coisa séria demais, como se o destino do mundo pudesse ser decidido em uma partida, como se a vitória ou a derrota determinassem o sentido da vida. Fico com Ronaldo, artilheiro nato, brilhante como eu em meus sonhos. Ainda prefiro correr atrás da redonda, mesmo recebendo críticas e radinhos na cabeça, do que ver a infância transformada em coisa de adulto. Aliás, o Emerson Sheik, ao chegar ao Botafogo, pronunciou um chavão moderno: “Jogo de Libertadores separa os homens dos meninos.” Coitado, cresceu.

Para mim, o futebol representa parte fundamental da existência do ser humano, que é o vínculo com a infância

‘Perder, Ganhar, Viver’ trata da derrota da nossa seleção na Copa de 1982. O gênio Drummond não fala do jogo em si, do campeonato, apenas do sentimento de frustração que se abateu sobre nós. “Vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados. Vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida. Vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria.” O poeta, delicado, conclui que a derrota é instrumento de renovação da vida, que ela, apesar de jamais desejada, implica a remoção dos detritos, em um começar de novo.

O futebol é, sim, uma metáfora da vida. Mas é apenas um jogo. Menos lúdico, cercado de interesses, mas ainda um jogo. Tento seguir esta lógica dentro da minha irracionalidade de torcedor. Não tenho saco para os furiosos nem para os que só vêm méritos em suas vitórias. Gosto da brincadeira.

Acabou o moribundo Estadual, já começou o Brasileirão de presságios não muito bons para o meu time, e lá vem a Copa do Mundo. Já me antecipando para a vitória inapelável ou para a derrota amarga, faço minhas as palavras do poeta: “Amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está indo para a segunda metade”…

Palmeiras reinicia busca por título no centenário do clube

Lancepress
A caminhada do Palmeiras na Série A recomeça neste domingo, às 18h30. Em busca do primeiro título em seu centenário, o Verdão encara a equipe do Criciúma, que tenta apagar todas as frustrações que teve até agora no primeiro semestre de 2014.

Os dois times não chegaram à final de seus campeonatos estaduais. O Palmeiras foi eliminado pelo futuro campeão Ituano, no Pacaembu. Já o Tigre, além de não disputar o título catarinense, sucumbiu na primeira fase da Copa do Brasil.

O Verdão tem um aproveitamento de 77% em 2014, o terceiro maior de todos os 20 clubes que disputam Primeira Divisão. Fica atrás apenas de Santos, com 78% e Internacional, com 85%. A equipe de Santa Catarina, porém, tem um dos menores aproveitamentos, com apenas 51%.
Receoso, o técnico do Palmeiras, Gilson Kleina, alerta para as diferenças entre as Séries A e B:

– Na Série A a qualidade impera. O erro tem que ser menor. Qualquer jogador pode fazer a diferença. Na Série A, o jogo fora exige mais, a pontuação que você tem que fazer para atingir os objetivos é maior.

E Kleina tem razão, pois o Palmeiras não enfrentará a vida fácil que teve na Série B, em 2013. Apesar de manter a base do elenco para este ano, Kleina adverte que o Verdão ainda precisa de algumas peças:

– Tenho muito orgulho de trabalhar com esse atletas. Mas é claro que nós temos algumas carências. A gente conversa com a diretoria. As carências, vocês sabem que estamos monitorando um lateral-direito e mais um atacante. A gente sabe o que é Palmeiras e o que é Série A.
Pelo lado do Criciúma, nomes conhecidos e criticados no cenário do futebol brasileiro. Além de Paulo Baier, o Tigre conta com a “eterna promessa” Lulinha, ex-Corinthians, além do lateral-esquerdo Cortez, ex-São Paulo e Botafogo. João Vitor, conhecido por episódio de embriaguez nos tempos de Palmeiras, também compõe o time. O técnico do time também é conhecido do palmeirense: Caio Júnior.

Com um time mais forte, a única dúvida do lado alviverde é o atacante Leandro, que passou a semana treinando com a Seleção Brasileira sub-21. Kleina comentou a situação do jovem jogador:

– Relacionamos, mas vamos ver como está. É um jogador de suma importância, mas não trabalhou com o elenco. Se eu puder contar com ele, é de grande importância ser utilizado se for possível.

Com a possível ausência de Leandro, Alan Kardec atuará isolado no ataque do Palmeiras. Nas atividades da semana, Marquinhos Gabriel, Bruno César e Valdívia atuaram no meio campo, armando o jogo para o Verdão.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio