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As medidas secretas de Aécio

Correio do Brasil | Leandro Mazzini – de Brasília

21/8/2014 

Aécio Neves (PSDB)

Caso vença a eleição, Aécio Neves (PSDB) vai preparar na transição inevitável pacote de medidas drásticas para recolocar o País no rumo, o Plano Trimestral. A despeito de o Brasil atravessar sem sobressaltos a crise internacional, a economia estagnada e medidas paliativas  de  incentivo  à  indústria  não  têm dado  resultados,  segundo  a  oposição.  OPlano Trimestral, com austeridade total e corte de cargos, é herança do avô Tancredo Neves, guardado a sete chaves desde a sua morte. Por isso o tucano soltou na entrevista ao Jornal Nacional que ‘não vou temer tomar as medidas que forem necessárias’.

Desemprego nos EUA cai a menor nível desde setembro de 2008

Diminuição do desemprego nos Estados Unidos atingiu o nível mais baixo em seis anos. Na foto fábrica de montagem de televisores em Winnsboro, na Carolina do Sul.

Diminuição do desemprego nos Estados Unidos atingiu o nível mais baixo em seis anos. Na foto fábrica de montagem de televisores em Winnsboro, na Carolina do Sul.

REUTERS/Chris Keane
RFI

O aumento das vagas de empregos nos Estados Unidos saltou em junho e a taxa de desemprego caiu para 6,1%, o menor nível em quase seis anos. Os números divulgados nesta quinta-feira (3) dissipam os temores sobre a retomada da economia americana, após um início de ano difícil.

O Departamento do Trabalho informou que foram criados 288 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado. Os dados para abril e maio foram revisados e indicam um aumento de 29 mil vagas, em relação ao que estava previsto.

Essa foi a primeira vez desde o boom de tecnologia, no final da década de 1990, que a abertura de postos cresceu a um ritmo acima de 200 mil vagas durante cinco meses consecutivos. Nesse contexto, o índice de desemprego recuou 0,2% em relação a maio, ficando em 6,1%. No auge da crise, o pico de desemprego foi de 10%, em outubro de 2009.

Maré positiva

O relatório sobre o trabalho se soma a dados robustos de vendas de automóveis em junho e a números que mostram uma expansão firme das manufaturas, sugerindo que uma queda na produção econômica no primeiro trimestre foi uma anomalia.

O Produto Interno Bruto (PIB) contraiu a uma taxa anual de 2,9% no período de janeiro a março, causando uma forte redução de estimativas do crescimento dos EUA para este ano. O crescimento na segunda metade do ano está estimado em torno de 3,5%.

Conforme os dados divulgados hoje, a taxa de participação na força de trabalho – a parcela de norte-americanos em idade de trabalhar que estão empregados ou buscando um emprego – ficou estável em 62,8%. O índice de norte-americanos com emprego subiu para 59%, nível mais alto desde agosto de 2009.

Euforia nas bolsas

Os dados positivos levaram a bolsa de Nova York a abrir em forte alta nesta quinta. O índice Dow Jones chegou a 17.043 pontos, ultrapassando o limite de 17 mil pontos pela primeira vez na história. 

Fim dos jogos da Copa em Manaus desaquece hotelaria e gastronomia

Temporários contratados por restaurantes e hotéis de Manaus são dispensados após período da Copa

Jornal do Commércio

MANAUS – Os cinco primeiros meses do ano não foram positivos para quem procurou empregono Amazonas. Quem esperava que a chegada da Copa do Mundo à cidade representasse a abertura de novos postos de trabalho e contratações efetivadas apenas observou de longe a tímida comemoração de alguns setores, como o de serviços e comércio. E a partida dos turistas, com o fim dos jogos na capital, passa a preocupar empresários que temem uma queda no faturamento pós-Copa, o que pode gerar demissões.

Em alta nos indicadores do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os setores de serviços e comércio abriram vagas respectivamente e a Copa do Mundo com a grande chegada de turistas a Manaus pode receber alguns créditos pelo saldo. O imediatismo causado pelo campeonato e o ‘encantamento’ inesperado dos visitantes pela cidade, que gerou um movimento forte no comércio, também foi responsável por contratações, mas na maioria das vezes, apenas temporárias.

As contratações para o segmento de bares e restaurantes não foram muito aquecidas com a Copa. O setor investiu muito na qualificação dos colaboradores para só então contratar mais; porém, segundo a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – seccional Amazonas (Abrasel-AM), Janete Fernandes, visando suprir um déficit detectado no setor. “As qualificações iniciaram há três anos e os contratados são fixos. Como contratamos apenas o suficiente, provavelmente não demitiremos, mas alguns restaurantes sofreram com o baixo movimento do mês de junho e causam preocupação”, ressalta Janete.

Incerteza pós-Copa

Mesmo com os setores de serviço e comércio ‘em alta’, não há muito o que comemorar, já que as contratações foram mais focadas nos temporários, pelo imediatismo que a Copa pedia, conta o empresário e proprietário do Tambaqui de Banda, Mário Valle. “Houve preparo e treinamento visando um funcionário mais preparado, mas creio que só os estabelecimentos próximos aos pontos de maior concentração de turistas e visitantes efetivem os contratos, e ainda assim, se o movimento for mantido. Não sabemos como vai ser depois”, conta Valle.

O baixo número oficial de contratados contrasta com o contingente de pessoas trabalhando no atendimento ao turista, facilmente percebido em alguns pontos de Manaus. Bares e pequenos estabelecimentos ainda preferem recorrer aos informais para suprir a demanda que veio com o campeonato. “Não há como mensurar o número de informais que aparecem para dar uma força no atendimento, por isso, continuo acreditando em poucas efetivações de vagas de trabalho,” disse Valle.

Hotéis

O setor hoteleiro, grande prestador de serviços, também segue os rumos tomados pelos bares e restaurantes. Não houve contratações massivas e o fim da Copa em Manaus causa preocupação. O setor já apresentava na última quarta-feira (25) queda na ocupação o que pode ser refletido em demissões, explica o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas (Abih-AM), Roberto Bulbol. “Os números de contratações são estáveis, não contratamos muito e pelo formato do negócio, não precisamos de temporários. Nossa preocupação é em manter o número de hóspedes no pós- Copa para evitar demissões”, resume Bulbol.

Números do Caged

De acordo com dados do Caged divulgados na última terça (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referentes ao período de janeiro a maio de 2014, o número de demitidos foi superior ao de novos contratados. O saldo negativo para o Amazonas foi de 2.064 vagas, que representam a quantidade de vagas abertas menos o número de demissões.

 

Desemprego cai para 10,9% em seis regiões

Estadão Conteúdo

A taxa de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) recuou de 11,1% em abril para 10 9% em maio.

De acordo com o levantamento, o nível de ocupação nas regiões se manteve relativamente estável (-0,1%), com eliminação de 19 mil postos de trabalho. O total de desempregados nas seis regiões foi estimado em 2,267 milhões de pessoas em maio.

A pesquisa aponta que o nível de ocupação aumentou no Recife (1,4%) e Belo Horizonte (0,9%), mas recuou em Porto Alegre (-1,8%) e Fortaleza (-0,5%). As variações em Salvador (-0,3%) e São Paulo (-0,2%) são consideradas como estabilidade.

Entre os setores avaliados, o nível de ocupação nas seis regiões aumentou em Serviços (0,7%, criação de 74 mil postos de trabalho) e na Construção (2,5%, aumento de 37 mil postos). Foram registradas retrações em Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (eliminação de 89 mil postos de trabalho ou recuo de 2,5%) e na Indústria de Transformação (-1 7%, eliminação de 48 mil postos de trabalho).

O rendimento médio real dos ocupados nas seis regiões subiu 0,5% em abril ante março, para R$ 1.735. Já o rendimento médio real dos assalariados recuou 0,4%, para R$ 1.742. No conjunto das seis regiões, a massa de rendimentos dos ocupados subiu 0,5% e a dos assalariados recuou 0,8%.

Desemprego recua para 4,9% em abril, a menor taxa para o mês em 13 anos

Rendimento médio real dos trabalhadores registrou queda de 0,6% em abril ante março

Estado de Minas

22/05/2014 

 (Soraia Piva)  


A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 4,9% no mês de abril. A taxa foi a mais baixa para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002. Em março deste ano, a taxa estava em 5%. Em abril de 2013, a taxa de desocupação foi de 5,8%.

Na Grande BH, o índice de desemprego foi de 3,6%, o mesmo registrado em março deste ano. Ainda na passagem de março para abril, São Paulo registrou o maior recuo, de 5,7% para 5,2%. Nas demais regiões, houve alta apenas no Recife, de 5,5% para 6,3%.

Frente a abril de 2013, a taxa caiu em Belo Horizonte (de 4,2% para 3,6%), no Rio de Janeiro (de 4,8% para 3,5%), São Paulo (6,7% para 5,2%), Porto Alegre (de 4% para 3,2%) e Recife (de 6,4% para 6,3%). Em contrapartida, o desemprego aumentou em Salvador, de 7,7% para 9,1%, a maior taxa entre as regiões pesquisadas.

No país, a população ocupada ficou em 22,941 milhões de pessoas em abril, ligeiro aumento de 0,1% em relação a março, graças à criação de 17 mil postos de trabalho. Em relação a abril do ano passado, a variação também foi de apenas 0,1%, com a criação de 34 mil vagas.

Já a população desocupada somou 1,2 milhão de pessoas sem variação frente a março. No entanto, em relação a abril de 2013, esse contingente ficou 17,% menor.

Rendimento

O rendimento médio real dos trabalhadores em abril foi de R$ 2.028, contra R$ 2.040,27 em março, queda de 0,6%. Já em relação a abril de 2013, houve alta de 2,6%.

Na Grande BH, os vencimentos cresceram 0,9%, na média, ante março, e 0,4% em relação a abril do ano passado. Eles passaram da média de R$ 1.931,85 em abril de 2013 para R$ 1.921,79 em março e R$ 1.939,60 no mês passado. (Com Agência Estado)

Desemprego cai nos EUA a 6,3%, menor nível em quase 6 anos

AFP – Agence France-Presse

02/05/2014 

A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu de forma espetacular em abril e alcançou seu nível mais baixo desde setembro de 2008, segundo dados oficiais publicados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego se situou em 6,3% em abril, contra 6,7% em março, enquanto a economia criou mais empregos que o previsto, alcançando 288.000 novos postos de trabalho.

Os analistas estimavam uma taxa de desemprego em leve queda, a 6,6%, e a criação de 210.000 empregos diretos.

A quantidade de desempregados se estabeleceu em 9,8 milhões, após uma queda de 733.000.

A geração de postos de trabalho ocorreu em vários setores, segundo o departamento de Trabalho.

Por outro lado, o Departamento revisou em alta as criações de empregos em março, alcançando 203.000, contra as 192.000 estimadas anteriormente.

A taxa de participação da população economicamente ativa (que reúne as pessoas com emprego e aquelas que o buscam) retrocedeu, no entanto, 0,4%, ou seja, 806.000 pessoas, permanecendo em 62,8%.

A economia americana criou em média mensal 190.000 postos de trabalho em números anuais.

A quantidade média de horas trabalhadas por semana permaneceu sem mudanças em 34,5, enquanto o salário médio de 24,41 dólares por hora também não variou.

Desemprego volta a se aproximar de recorde na Espanha

Desempregados esperam abertura de uma agência de emprego em Madri, 29 de abril de 2014.

Desempregados esperam abertura de uma agência de emprego em Madri, 29 de abril de 2014.

REUTERS/Andrea Comas
RFI

A taxa de desemprego na Espanha voltou a subir no primeiro trimestre de 2014, atingindo 25,93%, um número próximo do recorde histórico. As estatísticas são o reflexo da diminuição da população ativa, que deixa cada vez mais o país em busca de oportunidades no exterior.

 

No fim de março, a Espanha tinha 5.933.300 desempregados, 2.300 a menos que no fim de dezembro, o que poderia ser um sinal de mudança de tendência, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE). O órgão informou que essa foi a primeira vez desde 2005 que o primeiro trimestre registrou uma redução do número de pessoas em busca de trabalho.

Mas em um país que registra queda do número de habitantes há dois anos, com a saída dos residentes estrangeiros, a diminuição da população economicamente ativa (187.000 pessoas a menos) provocou o aumento mecânico da taxa de desemprego, que passou de 25,73% no fim de 2013 a 25,93% no final de março.

A situação continua dramática para os jovens com menos de 25 anos, faixa com taxa de desemprego que vai a 55,5%. O INE observa, entretanto, que essa foi a primeira vez desde 2005 que o primeiro semestre do ano, tradicionalmente ruim para a abertura de vagas, registra uma queda no número de desempregados.

Discurso otimista

O governo conservador de Madri, que adotou um discurso otimista para estimular o fim da recessão, comemorou os números divulgados hoje. Para o ministro do Orçamento, Cristobal Montoro, os dados “trazem esperanças”.

“Sim, nós saímos da crise. Não podemos deixar de dizê-lo”, afirmou. “Nós vemos que o número de desempregados reduziu em relação há um ano [com 344.900 a menos]”, declarou.

Fim da procura

A pesquisadora da Fundação de Estudos de Economia Aplicada da Espanha Sara de la Rica destaca, entretanto, que “o número de desempregados baixou não porque eles encontraram um trabalho, mas porque pararam de procurar”. Ela destaca que a taxa de atividade, de 59%, está muito baixa, assim como a taxa de emprego, de 44%.

Segundo o INE, quase a mesma quantidade de desempregados deixou essa categoria para trabalhar (798.100) ou porque parou de procurar uma atividade remunerada (781.300). 

Decisão sobre venda de parte da Alstom para GE ou Siemens pode sair hoje

General Eletrics e Siemens estão na disputa pela compra de parte da companhia francesa Alstom.

 
General Eletrics e Siemens estão na disputa pela compra de parte da companhia francesa Alstom.

REUTERS/Stephane Mahe
RFI

A França vive um momento de suspense sobre o futuro da gigante do setor de energia e de transporte, a companhia francesa Alstom, um dos maiores símbolos da indústria do país. A americana General Electric (GE) fez uma oferta para as atividades de energia do grupo que representam 73% da Alstom, mas o governo francês privilegia um negócio com a alemã Siemens. O presidente François Hollande  encontra hoje (28) os dirigentes das duas concorrentes à compra da companhia francesa.

 

François Hollande se reuniu nesta manhã com o presidente da GE, Jeffrey Immelt. Em comunicado, o americano classificou o encontro como “aberto, caloroso e construtivo”. “Foi importante para nós conhecer o ponto de vista do presidente e discutir sobre nossos projetos, nossa história de sucesso como investidores na França e nosso engajamento a longo termo no país”, disse.

De acordo com uma fonte do palácio do Eliseu, Hollande lembrou a Immelt os três pontos que preocupam as autoridades francesas: o emprego, a localização das atividades (energia e transportes, essencialmente) e a independência energética da França.

GE x Siemens

A GE era a principal candidata à compra da francesa Alstom até ontem. As negociações estavam avançadas e a transação estimada em € 10 bilhões. A situação preocupou o governo francês, que não gostaria de perder o controle da empresa.

A Siemens entrou no negócio ontem pela manhã, dizendo-se disposta a discutir sobre a compra da companhia francesa. O negócio incluiria “a metade do setor de transporte” e garantiria a manutençã dos empregos da Alstom por pelo menos três anos. O anúncio resultou no cancelamento do encontro previsto para ontem do ministro francês da Economia, Arnaud Montebourg, com o presidente da companhia americana GE Jeffrey Immelt.

Montebourg, o presidente francês François Hollande, o primeiro-ministro Manuel Valls, além da ministra da Energia, Segolène Royal, se reuniram ontem para discutir os interesses estratégicos da França sobre a venda da companhia francesa.

O Estado não é mais acionário da Alstom desde 2006, mas o governo, que luta contra o desemprego e a retomada econômica da indústria, quer encontrar uma melhor alternativa além da venda de 70% das ações da Alstom para a GE.

Decisão

O presidente francês também se encontra nesta noite com o presidente da Siemens, Joe Kaeser, e com o principal acionista da Alstom, Martin Bouygues. No início desta tarde, a Siemens anunciou que decidirá “logo que possível”, após a reunião de seus dirigentes com o chefe de Estado francês, se fará oficialmente uma proposta à Alstom. De acordo com informações extraoficiais, obtidas pela Agência France Press (AFP), o grupo alemão pretende oferecer a compra das atividades energéticas da Alstom e lhe ceder uma parte de suas atividades ferroviárias.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio