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Desmatamento da Amazônia é 2% maior que índice do ano passado, diz Imazon

No ano passado, Imazon apontou um desmatamento total de 2.007 km². Em 2014, área de desmate é de 2.044 km²

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Movimento sem terra ocupa fazenda no Pará

AMAZÔNIA – Acaba de fechar o ano-calendário do desmatamento na Amazônia, que vai de agosto de 2013 a julho de 2014. O resultado é ruim. As análises do Imazon, baseadas no seu Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), apontam que o repique dos 12 meses anteriores – um aumento de 28% da área desmatada medido pelo PRODES – provavelmente não cedeu este ano. Em especial, nos meses da estação seca deste ano os alertas dispararam.

O sistema do Imazon, o SAD, usa um satélite de menor resolução do que o Landsat, usado pelo INPE para produzir os números do PRODES, cujo resultado é considerado a estimativa anual mais precisa sobre a perda de florestas na Amazônia. As imagens usadas pelo Imazon vem do sensor MODIS e não detectam áreas desmatadas com menos de 12,5 hectares, desmatamentos miúdos, mas que somam uma área grande. Assim, os números dos alertas do Imazon costumam captar apenas uma fração do desmatamento total.

No ano passado, o Imazon apontou para um desmatamento total de 2.007 km², enquanto os números preliminares do PRODES totalizaram uma área de 5.843 km². Este ano, a área de desmate detectada pelo Imazon é de 2.044 km², um valor 2% maior. A correspondência entre o SAD, do Imazon, e o PRODES, do INPE, não é de um para um. Isso quer dizer que um aumento de 1% na área desmatada detectada pelo SAD não significa que o número do PRODES também virá 1% maior. Mas de acordo com Carlos Souza, pesquisador do Imazon que coordena o boletim SAD, as análises do instituto indicam que a área total desmatada que o PRODES apresentará este ano deverá ser da ordem de grandeza de 7.000 km², semelhante a área que o Imazon previu também no ano passado.

Embora o total medido pelo PRODES em 2013 tenha sido de 5.843 km² (abaixo dos 7.000 km² previstos pelo Imazon), Souza lembra que este total é baseado em dados preliminares, em geral subestimados. O número consolidado do PRODES para o ano passado ainda não saiu, e costuma ser maior do que o preliminar. Portanto, poderá ficar mais próximo da estimativa do Imazon.

Comparação mês a mês dos períodos agosto/13-julho/14 sobre agosto/12-julho/13. Fonte: Imazon/SAD

Se a análise se confirmar, este é um resultado muito negativo. Depois de 4 anos de queda, em 2013 o desmatamento na Amazônia subiu quase um terço (28%). Ao que parece, nada mudou em 2014. Pior, comparado com o mesmo período do ano passado (veja figura abaixo), os números do Imazon apontam uma disparada do desmate nos últimos três meses, maio, junho e julho, comparados com os mesmos meses do ano passado. Trata-se da temporada de seca, época em que o problema costuma se agravar. Mas a comparação é relevante, pois é feita sobre o mesmo período anterior.

“Os números do Imazon não podem ser desqualificados por se tratarem de alertas baseados em imagens menos precisas”, diz Souza. “São bons indicadores de tendência e devem ser levados a sério para tentar reagir rápido ao aumento e freá-lo”.

Queda da área degradada

Dentro do quadro, a boa nova é a queda da área degradada de floresta. O número principal do Imazon, de 2.044 km², se refere ao corte raso, mas os números da degradação caíram 54%, de 1.555 para 711 km2.

Degradação Florestal de agosto de 2012 a julho de 2014 na Amazônia Legal. Fonte: Imazon/SAD

Estados

O campeão de alertas de desmatamento nos últimos 12 meses foi o estado do Pará, com 42% do total, seguido de Mato Grosso (20%) e Amazonas (15%).

Os estados que tiveram o maior aumento relativo ao período de 12 meses anterior foram Acre, com um aumento de 781%, e Roraima, com aumento de 241%. Houve queda relativa no Mato Grosso, de 34%, e Tocantins, de 6%.

Os municípios campeões de julho

Os últimos números do Imazon são do boletim do SAD de julho de 2014, publicado hoje. Julho é o mês que fecha os 12 meses iniciados em agosto do calendário de medição do desmatamento. Segundo Souza, além de um aumento dos alertas, que indicam uma área desmatada 134% maior do que julho de 2013, chama a atenção o crescimento dos números, no Acre, de dois municípios, Cruzeiro do Sul e Taraocá. No estado do Amazonas, o pesquisador destacou o aumento do desmatamento em Lábrea e Boca do Acre.

Projetos ambientais na Amazônia são usadas pela Fifa para neutralizar carbono da Copa

Projetos evitam desmatamento da Floresta Amazônica e fornecem energia limpa a uma cidade inteira

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Projeto Purus é executado no Acre. Foto: Reprodução/Fifa

MANAUS – Acre, Tocantins e Amazonas são os estados da Amazônia que abrigam três projetos ambientais que vão receber apoio da Federação Internacional de Futebol (Fifa, na sigla em inglês). Os projetos integram o portfólio de iniciativas de baixo carbono no Brasil, que foram selecionados pela entidade para neutralizar a emissão de carbono durante a operacionalização da Copa do Mundo de Futebol.

A execução da Copa que terá o carbono neutralizado inclui viagens e acomodações de todos os funcionários, oficiais, equipes, voluntários e convidados, assim como emissões resultantes dos locais de eventos, estádios, escritórios e reprodução televisiva.

Compradores de ingressos de todo o mundo foram convidados a compensar gratuitamente as emissões resultantes de sua viagem ao torneio, independentemente do lugar de onde estejam partindo, e a entrar em um sorteio para ganhar dois ingressos para a final da Copa, incluindo viagem e acomodação. Mais de 17 mil portadores de ingressos cadastraram-se em pouco mais de cinco dias, registrando 40.880 viagens de ida e volta para a Copa do Mundo de Futebol. Como resultado, a Fifa deve compensar 80 mil toneladas adicionais de CO2 (dióxido de carbono) e convidar o vencedor do concurso e um companheiro de sua escolha para a final da Copa, em 13 de julho.

Os projetos de baixo carbono foram selecionados juntamente com o programa de gestão de carbono sem fins lucrativos BP Target Neutral. Todos os projetos passaram por um rigoroso processo de licitação e cumprem os padrões definidos pela International Carbon Reduction and Offsetting Alliance (Icroa), e a seleção final foi realizada por um painel independente de ONGs ambientais. Além de impactos ambientais positivos, os projetos também oferecem benefícios sociais e econômicos para muitas comunidades brasileiras locais, como é o caso da iniciativa executada no Acre, o projeto Purus, cujo trabalho é para evitar desmatamento de 35 mil hectares de floresta nativa.

Trabalhando com comunidades que vivem às margens do rio Purus, o projeto concede os mesmas direitos legais sobre a terra que ocupam, em troca da cooperação para evitar desmatamentos futuros. O projeto também oferece cursos de agricultura sustentável para apoiar geração de renda e aumentar o nível de conscientização sobre o desmatamento. Dois por cento das receitas ligadas a carbono provenientes do projeto serão doados para o Instituto Chico Mendes, para promover a conscientização sobre a preservação da Amazônia.

Outra iniciativa que foi escolhida é o projeto Cerâmica, composto por quatro projetos individuais no Rio de Janeiro, Tocantins, Alagoas e Pernambuco. O objetivo principal desses projetos é reduzir a pressão sobre
as florestas nativas, substituindo a madeira nativa, utilizada como fonte de energia nos fornos das fábricas de cerâmica, por uma mistura de resíduos de madeira proveniente de plantações renováveis estabelecidas para tais fins. O projeto contribui, ainda, com diversas causas sociais locais, incluindo programas de saúde para crianças com câncer, um centro de reabilitação para usuários de drogas e um time de futebol feminino, que representou o estado de Tocantins em um campeonato nacional.

No interior do Amazonas, a cidade de Itacoatiara fornece energia limpa aos aproximadamente 80 mil habitantes. Graças ao projeto, a população local tem acesso a uma energia de baixo custo e com fornecimento mais estável (menos falhas e perdas de transporte). A usina produz até 56 mil MWh de eletricidade por ano, evitando o consumo de 5 milhıes de litros de diesel. As 100 mil toneladas de resíduos de madeira e serragem necessárias para a produção de eletricidade são obtidas de uma serraria que opera em conformidade com as diretrizes FSC.

Desmatamento lidera entre crimes ambientais no Amazonas

Além do desmatamento, a poluição de efluentes e resíduos d’água também estão na lista dos crimes ambientais

Desmatamento lidera crime ambiental

MANAUS – Desmatamento, destinação inadequada de resíduos, queima de resíduos, caça ilegal, extração ilegal de madeira, invasão e desmate em áreas de preservação permanente e poluição sonora e poluição dos mananciais: este são, de acordo com especialistas ouvidos pelo Jornal do Commercio alguns dos crimes ambientais mais comuns no Amazonas.

“A delituosidade ambiental não é um fenômeno típico de nossa Era. O homem, no decorrer de sua história, sempre teve grandes embates com a natureza”. A frase do juiz titular da Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias, Adalberto Carim Antonio, explica a realidade ambiental do Amazonas. Agraciado com uma riqueza natural única no mundo, o Amazonas vive o eterno dilema de equilibrar a sobrevivência humana (em um meio onde os recursos naturais são, muitas vezes, a única forma de subexistência) com a preservação ambiental.

De acordo com o direitor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Antonio Stroski, a infração mais grave e mais comum continua sendo o desmatamento florestal no Sul do Amazonas. “Nós temos entre os crimes mais comuns, o corte ilegal nas áreas de invasão em áreas de preservação permanente, a poluição de efluentes e resíduos d’água. Mas o de maior monta e significado são as grandes áreas de desmatamento ilegal que acontecem em área de vegetação de floresta”, explica

Já em Manaus, onde a competência é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o diretor-presidente explica que o que predomina são as questões ligadas à destinação de resíduos em locais inadequados. “Isso tem sido um perfil padrão das áreas urbanas. Outro problema em que a Semmas tem atuado bastante é contra a queima dos resíduos, que de acordo com o código ambiental de Manaus também é crime ambiental”, enumera Stroski.

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Antônio Stroski cita também a extração ilegal de madeiras como um dos crimes mais comuns no Estado. Engana-se, porém, quem pensa que esse tipo de delito acontece somente em regiões de floresta. “Tem outros crimes como a extração ilegal de madeira é um problema recorrente. A gente tem feito ações, juntamente com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar e temos feito muitos flagrantes. Isso é um crime comum aqui na Região Metropolitana. Muitas vezes, os extratores possuem depósitos dessa madeira ilegal dentro da área urbana de Manaus”.

A esses delitos, Adalberto Carim acrescenta inquinamento acústico ou a poluição como alguns dos crimes ambientais mais recorrentes não só no Estado do Amazonas, mas em toda a sociedade. “Vivemos em uma sociedade barulhenta onde as pessoas provocam muito ruído através de traquitanas eletrônicas ao mesmo tempo que perdem precocemente a audição em função da mesma situação”.

O magistrado também lista a depredação de áreas de preservação permanente sem atentar a legislação ambiental; a caça e consumo de espécies silvestres; a poluição atmosférica e a poluição hídrica como as infrações mais recorrentes no Estado. “Essa última mais do que prática marginal é fruto puro e simplesmente da falta de educação”, disse, referindo-se à poluição das águas.

Legislação x Tradição

Já os crimes relativos à fauna também são muito comuns no Amazonas e estão intimamente ligados às tradições da região, explica Stroski. Neste caso, além da fiscalização e punição, o Ipaam trabalha na educação ambiental das comunidades que, em muitos dos casos, não têm o conhecimento da Legislação. “Muitas vezes, os pequenos infratores cometem crimes ambientais e não têm noção de que está cometendo um crime. Uma coisa que nos preocupa são os crimes relativos à fauna.

Consumir carne de caça que não foi adquirida em criadouro licenciado é crime ambiental. Apanhar um papagaio e levar para casa como animal doméstico, aos olhos da Lei, também é crime ambiental. Por isso nós temos uma gerência de educação ambiental. Na questão da fauna, principalmente, nós temos trabalhado em um programa de educação contínuo, porque a questão do consumo da carne de caça é uma questão cultural, enraizada em todos os municípios do Estado”, explicou.

Já o titular da Vara de Meio Ambiente garante que “animais silvestres só podem ser abatidos pela Lei para saciar a fome do agente e de sua família”.

Fiscalização e Punição

Para tentar mitigar todos esses problemas, o Ipaam atua fortemente nas fiscalizações, reforçadas por parceiros como a Semmas, Batalhão Ambiental da PM e com o Ibama. “Fazemos também monitoramento via satélite, por meio do qual nós conseguimos saber se determinado imóvel fez desmatamento em determinada época”.

Para Antônio Stroski, produtores, extratores e a população em geral devem procurar sempre procurar informar-se sobre a Legislação ambiental, não só para evitar complicações criminais, mais também como forma de valorizar o produto.

Brasil é citado em relatório por redução do desmatamento

Correio do Brasil|BBC

Brasil é exemplo de sucesso na redução do desmatamento, diz relatório

Um relatório divulgado nesta quinta-feira na reunião da ONU sobre mudanças climáticas que ocorre em Bonn, na Alemanha, destaca o Brasilcomo o país que mais reduziu o desmatamento e as emissões de gases que causam aquecimento global. O documento, produzido pela organização Union of Concerned Scientists (União de Cientistas Preocupados, em tradução livre), com sede nos Estados Unidos, explora como, na primeira década deste século, o Brasil conseguiu se distanciar da liderança mundial em desmatamento e do terceiro lugar em emissões de gases e se transformou em exemplo de sucesso.

“As mudanças na Amazônia brasileira na década passada e sua contribuição para retardar o aquecimento global não têm precedentes”, diz o relatório, intitulado “Histórias de Sucesso no Âmbito do Desmatamento”, que analisa a trajetória de 17 países em desenvolvimento com florestas tropicais.

“A velocidade da mudança em apenas uma década, na verdade, de 2004 a 2009, é impressionante”.

Queda

Os autores destacam a queda de 70% nas taxas de desmatamento no Brasil na comparação entre os dados de 2013 e a média entre 1996 e 2005 e observam que aproximadamente 80% da floresta original ainda existe.

Ressaltam ainda que, a partir de meados dos anos 2000, as emissões resultantes de desmatamento no Brasil caíram em mais de dois terços, neutralizando aumentos em outros setores e resultando em uma tendência geral de queda.

O relatório observa que, após atingir seu ponto alto entre 2004 e 2005, impulsionado pela expansão da produção de soja e carne, o desmatamento na Amazônia começou a cair, mesmo diante do aumento dos preços internacionais das commodities, prova de que “um setor agrícola forte e moderno pode crescer ao mesmo tempo que a paisagem se torna mais florestada”.

Nem mesmo os resultados mais recentes, divulgados pelo governo brasileiro no ano passado, alteram a avaliação dos cientistas em relação ao desempenho do Brasil. Os dados mostraram aumento de 28% na taxa de desmatamento da Amazônia no período entre agosto de 2012 e julho de 2013 na comparação com o ano anterior.

– Situação semelhante já ocorreu em 2008, quando a taxa de desmatamento aumentou por um ano e depois retomou sua trajetória de queda – disse à agência britânica de notícias BBC o principal autor do estudo, Doug Boucher.

Boucher afirma que a mudança foi alta porque o desmatamento já havia sido reduzido para um nível muito baixo.

“Mesmo com esse aumento, o valor de 2013 foi 9% inferior se comparado ao de 2011″.

Ações

O sucesso do Brasil é creditado a uma série de ações que começaram a ser implementadas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), como a criação de novas áreas protegidas na Amazônia, incluindo reservas indígenas e unidades de uso sustentável, e foram ampliadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), com o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.

O relatório destaca a importância das moratórias voluntárias adotadas pela indústria da soja, que a partir de 2006 se comprometeu a não comprar grãos produzidos em terras desmatadas da Amazônia, e pelo setor de carne bovina, que seguiu o exemplo de 2009 em diante.

Segundo o documento, também foi crucial a atuação do Ministério Público, com ações judiciais que reforçaram a aplicação das leis e a ajuda de sistemas avançados de mapeamento e monitoramento.

O texto observa que o estabelecimento de acordos com matadouros e exportadores, por exemplo, exigindo que conhecessem as fronteiras das fazendas de onde compram seus produtos, permitiu identificar produtores que desmatam e excluí-los da cadeia de suprimentos.

O documento ressalta ainda as iniciativas de Estados e municípios que promoveram mudanças para reduzir o desmatamento e pressionaram o governo federal por ações mais rígidas.

Outro destaque citado é o acordo de Redd+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) entre Brasil e Noruega, que prevê incentivos para países em desenvolvimento reduzirem emissões, por meio de financiamento de países ricos.

Países

O relatório dividiu os países analisados em três grupos: o primeiro, onde está o Brasil, é o dos que tiveram sucesso na implementação de programas para reduzir desmatamento e emissões ou para promover reflorestamento. Também integram este grupo Índia, Quênia, Madagascar e Guiana.

Há ainda aqueles países em que os programas não tiveram o resultado esperado, mas mesmo assim foram benéficos. Entre eles estão México, Vietnã e Costa Rica.

O terceiro grupo, formado por El Salvador e países da África Central, aborda casos em que o sucesso foi devido principalmente a mudanças socioeconômicas.

“Na década de 90 do século 20, o desmatamento (global) consumiu 16 milhões de hectares por ano e foi responsável por cerca de 17% do total da poluição que causa o aquecimento global”, diz o documento.

“Atualmente, o cenário global parece consideravelmente mais favorável. O desmatamento diminuiu 19%, passando para 13 milhões de hectares por ano na primeira década do século 21, graças ao sucesso de variadíssimos esforços de proteção das florestas, que também estimularam as economias e meios de vida locais”.

No caso do Brasil, os pesquisadores admitem que há desafios para manter o sucesso alcançado até agora.

Além do aumento do desmatamento verificado em 2013 na comparação com o ano anterior, os cientistas citam emendas ao Código Florestal como motivo de preocupação sobre o futuro do sucesso do Brasil.

No entanto, afirmam que os resultados obtidos até agora já são motivo de “orgulho”.

– Não podemos ignorar o fato de que o sucesso do Brasil até agora tem sido muito grande – disse Boucher à BBC.

Segundo os autores do relatório, “a redução do desmatamento da Amazônia já trouxe uma grande contribuição no combate à mudança climática, mais do que qualquer outro país na Terra”.