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Caçadora norte-americana é alvo de críticas nas redes sociais

DIÁRIO DA MANHÃ|TALITHA NERY
 
Kendall posta foto ao lado dos animais abatidos ou sedados

A caçadora norte-americana Kendall Jones, 19 anos, está sendo alvo de uma petição com mais de 40 mil assinaturas. O documento exige que as imagens publicadas no facebook da jovem sejam censuradas. Ela posta fotos com animais que abateu na África durante suas caçadas e está sendo muito criticada por internautas de todo mundo.

As fotos postadas pela caçadora mostram animais abatidos ou sedados. Kendall ainda faz um breve relato com os detalhes da caçada. Segundo a petição contra a jovem, a vida dos animais da África devem ser preservadas e afirmam que “Parece que o Facebook não está preocupado com o que Kendall Jones está promovendo em sua página”.

Kendall diante das inúmeras críticas que têm recebido em suas postagens, rebateu dizendo que a maioria dos animais foram apenas sedados para fins educacionais e científicos. Ainda assim, os internautas consideram a atitude da jovem desprezável. Ela pratica a caça desde muito jovem e possui várias fotos ao lado dos animais.

Com informações Extra

Kendall ao lado de um rinoceronte. Foto: Reprodução/Facebook

Kendall ao lado de um rinoceronte. Foto: Reprodução/Facebook

A caçadora posta no facebook fotos com os animais abatidos ou sedados. Foto: Reprodução/Facebook

A caçadora posta no facebook fotos com os animais abatidos ou sedados. Foto: Reprodução/Facebook

Kendall pratica a caça desde muito nova. Foto: Reprodução/Facebook

Kendall pratica a caça desde muito nova. Foto: Reprodução/Facebook

 

Brasil é citado em relatório por redução do desmatamento

Correio do Brasil|BBC

Brasil é exemplo de sucesso na redução do desmatamento, diz relatório

Um relatório divulgado nesta quinta-feira na reunião da ONU sobre mudanças climáticas que ocorre em Bonn, na Alemanha, destaca o Brasilcomo o país que mais reduziu o desmatamento e as emissões de gases que causam aquecimento global. O documento, produzido pela organização Union of Concerned Scientists (União de Cientistas Preocupados, em tradução livre), com sede nos Estados Unidos, explora como, na primeira década deste século, o Brasil conseguiu se distanciar da liderança mundial em desmatamento e do terceiro lugar em emissões de gases e se transformou em exemplo de sucesso.

“As mudanças na Amazônia brasileira na década passada e sua contribuição para retardar o aquecimento global não têm precedentes”, diz o relatório, intitulado “Histórias de Sucesso no Âmbito do Desmatamento”, que analisa a trajetória de 17 países em desenvolvimento com florestas tropicais.

“A velocidade da mudança em apenas uma década, na verdade, de 2004 a 2009, é impressionante”.

Queda

Os autores destacam a queda de 70% nas taxas de desmatamento no Brasil na comparação entre os dados de 2013 e a média entre 1996 e 2005 e observam que aproximadamente 80% da floresta original ainda existe.

Ressaltam ainda que, a partir de meados dos anos 2000, as emissões resultantes de desmatamento no Brasil caíram em mais de dois terços, neutralizando aumentos em outros setores e resultando em uma tendência geral de queda.

O relatório observa que, após atingir seu ponto alto entre 2004 e 2005, impulsionado pela expansão da produção de soja e carne, o desmatamento na Amazônia começou a cair, mesmo diante do aumento dos preços internacionais das commodities, prova de que “um setor agrícola forte e moderno pode crescer ao mesmo tempo que a paisagem se torna mais florestada”.

Nem mesmo os resultados mais recentes, divulgados pelo governo brasileiro no ano passado, alteram a avaliação dos cientistas em relação ao desempenho do Brasil. Os dados mostraram aumento de 28% na taxa de desmatamento da Amazônia no período entre agosto de 2012 e julho de 2013 na comparação com o ano anterior.

– Situação semelhante já ocorreu em 2008, quando a taxa de desmatamento aumentou por um ano e depois retomou sua trajetória de queda – disse à agência britânica de notícias BBC o principal autor do estudo, Doug Boucher.

Boucher afirma que a mudança foi alta porque o desmatamento já havia sido reduzido para um nível muito baixo.

“Mesmo com esse aumento, o valor de 2013 foi 9% inferior se comparado ao de 2011″.

Ações

O sucesso do Brasil é creditado a uma série de ações que começaram a ser implementadas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), como a criação de novas áreas protegidas na Amazônia, incluindo reservas indígenas e unidades de uso sustentável, e foram ampliadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), com o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.

O relatório destaca a importância das moratórias voluntárias adotadas pela indústria da soja, que a partir de 2006 se comprometeu a não comprar grãos produzidos em terras desmatadas da Amazônia, e pelo setor de carne bovina, que seguiu o exemplo de 2009 em diante.

Segundo o documento, também foi crucial a atuação do Ministério Público, com ações judiciais que reforçaram a aplicação das leis e a ajuda de sistemas avançados de mapeamento e monitoramento.

O texto observa que o estabelecimento de acordos com matadouros e exportadores, por exemplo, exigindo que conhecessem as fronteiras das fazendas de onde compram seus produtos, permitiu identificar produtores que desmatam e excluí-los da cadeia de suprimentos.

O documento ressalta ainda as iniciativas de Estados e municípios que promoveram mudanças para reduzir o desmatamento e pressionaram o governo federal por ações mais rígidas.

Outro destaque citado é o acordo de Redd+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) entre Brasil e Noruega, que prevê incentivos para países em desenvolvimento reduzirem emissões, por meio de financiamento de países ricos.

Países

O relatório dividiu os países analisados em três grupos: o primeiro, onde está o Brasil, é o dos que tiveram sucesso na implementação de programas para reduzir desmatamento e emissões ou para promover reflorestamento. Também integram este grupo Índia, Quênia, Madagascar e Guiana.

Há ainda aqueles países em que os programas não tiveram o resultado esperado, mas mesmo assim foram benéficos. Entre eles estão México, Vietnã e Costa Rica.

O terceiro grupo, formado por El Salvador e países da África Central, aborda casos em que o sucesso foi devido principalmente a mudanças socioeconômicas.

“Na década de 90 do século 20, o desmatamento (global) consumiu 16 milhões de hectares por ano e foi responsável por cerca de 17% do total da poluição que causa o aquecimento global”, diz o documento.

“Atualmente, o cenário global parece consideravelmente mais favorável. O desmatamento diminuiu 19%, passando para 13 milhões de hectares por ano na primeira década do século 21, graças ao sucesso de variadíssimos esforços de proteção das florestas, que também estimularam as economias e meios de vida locais”.

No caso do Brasil, os pesquisadores admitem que há desafios para manter o sucesso alcançado até agora.

Além do aumento do desmatamento verificado em 2013 na comparação com o ano anterior, os cientistas citam emendas ao Código Florestal como motivo de preocupação sobre o futuro do sucesso do Brasil.

No entanto, afirmam que os resultados obtidos até agora já são motivo de “orgulho”.

– Não podemos ignorar o fato de que o sucesso do Brasil até agora tem sido muito grande – disse Boucher à BBC.

Segundo os autores do relatório, “a redução do desmatamento da Amazônia já trouxe uma grande contribuição no combate à mudança climática, mais do que qualquer outro país na Terra”.

Emerson Sheik diz ter sido chamado de gay pelo zagueiro Lúcio

Lancepress

O atacante Emerson não fez nenhum dos gols da vitória do Botafogo sobre o Palmeiras, por 2 a 0, nesta quarta-feira. No entanto, ele foi um dos nomes da partida por se envolver numa polêmica com o zagueiro Lúcio. Sheik disse ter sido chamado de gay pelo defensor, o que foi negado pelo alviverde. Esta, porém, não foi a primeira vez que Emerson foi alvo de muito ‘bafafá’.
 
Na partida contra o Grêmio, no último dia 21, o atacante do Botafogo deixou o campo e discutiu com o segurança do Grêmio Fernandão. Após o profissional do Tricolor Gaúcho levantar o dedo em direção ao seu rosto, Sheik tentou dar uma camisada em Fernandão. Por causa do episódio, o jogador foi denunciado pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Ele pode pegar até 12 partidas de suspensão como pena.
 
Ironia direcionada ao Flu
Pouco depois do ‘rebaixamento’ do Fluminense no ano passado, Sheik foi só ironias na internet contra o Tricolor Carioca. O atacante escreveu “Hoje é domingo. E amanhã? O mundo realmente dá voltas. Chupa”, em referência ao Flu. Em 2011, o jogador deixou o mesmo Fluminense por supostamente ter cantado um funk que fazia alusão ao Flamengo no ônibus da delegação Tricolor.
 
Provocações a São Paulo e Palmeiras
Ainda nos tempos de Corinthians, Sheik protagonizou polêmicas em episódios envolvendo São Paulo e Palmeiras. Quando o Alviverde foi novamente rebaixado, o atacante postou na internet ‘Que dó da formiquinha’. Ele também disse que ‘Não sabia que em São Paulo também tinha chororô’, após reclamações do Tricolor Paulista sobre arbitragem.
 
Corinthians – selinho, mordida e helicóptero após atraso
Em sua passagem pelo Corinthians, Emerson se envolveu em diversas polêmicas. Numa delas, o atacante chegou de helicóptero num treino em que chegou atrasado. Em outro caso marcante, mordeu a mão do zagueiro argentino Caruzzo, do Boca Juniors, na final da Libertadores. Corajoso, o atacante postou uma foto na internet na qual dava um ‘selinho’ num amigo. A atitude gerou muita discussão. Enquanto muitos torcedores apoiaram a atitude de Emerson contra o preconceito, outros repudiaram o ato.
 
Críticas ao lateral Léo
Após a conquista do Mundial de Clubes pelo Corinthians, Sheik gritou ‘Chupa, Léo’. O lateral santista tinha criticado a postura da torcida alvinegra no Aeroporto de Garulhos. Emerson ainda usou o Twitter para xingar o jogador da Vila Belmiro.
 
Denunciado na Justiça
O hoje atacante do Botafogo já foi denunciado por contrabando e lavagem de dinheiro. De acordo com informações do Ministério Público Federal  ele teria comprado veículos importados ilegalmente dos Estados Unidos. Sheik, porém, foi inocentado das acusações.
 

Corpo de Rubens Paiva foi jogado em rio, diz viúva

Antes de morrer, coronel Malhães confessou à esposa ter mentido à Comissão da Verdade

O DIA|JULIANA DAL PIVA
Antes de morrer, coronel Malhães confessou à esposa ter mentido em depoimento à Comissão Nacional da Verdade

Foto:  Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Rio – Pouco antes de morrer, o coronel reformado do Exército Paulo Malhães confiou à mulher, Cristina, uma última revelação histórica. Ele admitiu à companheira dos últimos 25 anos que mentiu no depoimento prestado à Comissão Nacional da Verdade. Na ocasião, em março, ele negou que tivesse trabalhado na missão que ocultou definitivamente o cadáver do deputado federal cassado Rubens Paiva. Cinco dias antes, oDIA publicou uma entrevista em que o coronel assumiu ter recebido e concluído a missão dada a ele por oficiais do gabinete do então ministro do Exército Orlando Geisel, em 1973. Malhães disse a Cristina que os restos mortais de Paiva foram atirados em um rio.

À noite, depois do depoimento de quase três horas, os dois mal entraram na casa do sítio em Marapicu, Nova Iguaçu, e ela diz que não segurou a curiosidade sobre o assunto: “Aquilo que você disse sobre desenterrar o corpo do Rubens Paiva, era mentira ou verdade?”  E Malhães respondeu: “Era mentira. Eu fiz.”

Nas conversas íntimas do casal, Malhães não nomeava os guerrilheiros que torturou e matou. Em março, no entanto, ela conta que sentia no marido uma necessidade de desabafar sobre o caso. “A história do Rubens Paiva era a única que eu sabia. Ele falava recentemente e era um desabafar constante. Quando ele contou no depoimento aquela versão, eu estranhei. Só se fosse uma parte que eu não sabia porque ele já tinha me falado sobre isso antes. Ele não podia negar para mim. E o destino final do corpo foi um rio”, contou.

A viúva também disse que não entendia a atitude do marido em assumir a responsabilidade sozinho e não revelar os nomes de todos os oficiais e militares envolvidos na missão. Ao questioná-lo, ouviu do coronel que ele era honesto. “Eu perguntei a ele porque não dava os nomes de todos que tinham participado. Ele dizia que na época que trabalharam no Exército, eles (os colegas) eram leões e, quando acabou, se tornaram ratinhos. Acho que ele mudou a versão no depoimento por causa desses leões”, explicou ela.

Cristina diz que o marido não acreditava em represálias e que também achava possível que, no futuro, ele voltasse a esclarecer o caso. “Ele queria um tempo para a cabeça, mas acho que ele ia dizer a verdade em outro momento”, afirmou a viúva.

 

‘Foi um sufoco para achar’

No dia 19 de março, o coronel Malhães recebeu O DIA em sua casa, mesmo local onde foi assassinado há 12 dias, e contou que havia coordenado junto com também coronel reformado José Brandt Teixeira uma missão para desenterrar o corpo de Rubens Paiva em uma praia do Recreio dos Bandeirantes.

“Recebi a missão para resolver o problema, que não seria enterrar de novo. Procuramos até que se achou (o corpo), levou algum tempo. Foi um sufoco para achar (o corpo). Aí seguiu o destino normal”, disse, Malhães.

Rubens Paiva era deputado pelo Rio. Ele foi preso em 1971, torturado e morto. Seu corpo nunca foi achado

Foto:  Reprodução

Para localizar o corpo de Paiva, duas equipes trabalharam durante cerca de 15 dias na praia. Também participaram da ação os sargentos Jairo de Canaan Cony e Iracy Pedro Interaminense Corrêa. Apenas Cony está falecido.

Malhães admitiu na ocasião que sabia de quem era o corpo procurado. “Eu podia negar, dizer que não sabia, mas eu sabia quem era sim. Não sabia por que tinha morrido, nem quem matou. Mas sabia que ele era um deputado federal, que era correio de alguém”, contou.

Revelação da viúva constará no relatório final da CNV

Para a advogada Rosa Cardoso, membro da Comissão Nacional da Verdade, o esclarecimento prestado por Cristina Malhães é importante para o avanço no caso e também para o relatório final da CNV.

“É muito importante porque defaz a névoa que o coronel quis lançar à comissão, quando resolveu voltar atrás dizendo que não tinha cumprido a missão. Essa revelação ajudará o relatório final”, afirmou Rosa, que tomou o depoimento de Malhães.

Ex-coronel Paulo Malhães, que em março confessou ter sumido com o corpo do Rubens Paiva na época da ditadura, foi morto em casa

Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia

A advogada também considera que a afirmação de Cristina autêntica. “A declaração de Cristina, aparentemente, não pode ter nenhuma segunda intenção em relação ao fato. É uma declaração que transpira autencidade. Ela é uma pessoa que não tem interesse em distorcer fatos. Ela não teria porque inventar ou acusar ele de algo que não tenha acontecido”, avalia.

No dia 25 de abril, três criminosos invadiram a casa de Malhães. No fim da noite, Cristina encontrou o corpo do marido de bruços e com a cabeça em um travesseiro. Na semana passada, o caseiro do sítio admitiu envolvimento no assalto. O caso segue em investigação.

Calvário de Rubens Paiva

Prisão

Em 20 de março de 1971, Rubens Paiva foi preso e levado de sua casa por agentes armados da Aeronaútica (CISA) até o quartel da 3ª Zona Aérea

Morte

No mesmo dia em que foi preso, Paiva foi levado para o DOI-Codi, na rua Barão de Mesquita, onde foi torturado até a morte

Alto da Boa Vista 

Segundo Malhães, os militares do DOI-Codi enterram Paiva no Alto da Boa Vista, próximo a estrada. No mesmo local, também forjaram a versão de que Paiva foi resgatado por guerrilheiros quando era conduzido dentro de um fusca. Em janeiro, o general Raymundo Campos confessou a farsa à Comissão Estadual da Verdade

Praia do Recreio

Malhães disse ainda que no mesmo ano o corpo foi retirado do Alto da Boa Vista e enterrado em uma praia do Recreio. Em 1973, os restos mortais foram desenterrados e jogados em um rio não identificado

 

 

 

 

Baterista do Scorpions está detido por críticas ao Islã

DIÁRIO DA MANHÃ|LUDMILLA MOREIRA

O americano James Kottak, baterista do grupo de rock alemão Scorpions, está detido há um mês em Dubai, nos Emirados Árabes, por “insulto ao Islã”. Segundo a imprensa local, ele foi condenado após ter ofendido passageiros paquistaneses no aeroporto. Kottak será liberado em breve, quando cumprir a totalidade da pena.

Foto:Reprodução

Foto:Reprodução

Os insultos aconteceram no último dia 3, no aeroporto de Dubai e o baterista estava aparentemente embriagado, quando se negou a subir em um avião ao lado de passageiros paquistaneses e afegãos. Ele ainda tapou o nariz, como que para evitar o odor, afirmou o jornal “Gulf News”. Em seguida, Kottak começou a insultar os passageiros, se referindo a eles como “muçulmanos não educados”.

Em seu julgamento, o baterista confirmou que estava embriagado, mas negou que tenha insultado passageiros.

Ato político-cultural em São Paulo lembra morte de Cláudia Ferreira

Agência Brasil

Organizações de mulheres negras de São Paulo fazem na tarde desya sexta-feira um ato político-cultural em homenagem a Cláudia da Silva Ferreira, que foi atingida por uma bala durante uma operação da Polícia Militar no Morro do Congonha em Madureira, no Rio de Janeiro, no dia 16 de março. Ao ser socorrida pela PM, ela teve o corpo arrastado por mais de 300 metros, preso ao porta-malas de uma viatura. O evento foi chamado de A Paixão de Cláudia em referência à sexta-feira da Semana Santa.

“É uma metáfora às mulheres que tanto sofreram em nome de outras pessoas, filhos, maridos, sobrinhos, várias gerações sustentadas por elas”, explicou uma das organizadoras do evento, Nina Vieira, integrante dos coletivos Manifesto Crespo e Roda da Mãe Preta. O ato teve início em frente à Igreja da Consolação, no centro capital, e seguiu em cortejo ao som de atabaques, por volta das 15h30, até a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. “Os tambores são uma forma de nos conectar com os nossos ancestrais, especialmente, as lutadoras”.

Após uma hora de caminhada, os participantes chegaram à estátua da Mãe Preta, em frente à igreja, e fizeram uma oferenda de rosas vermelhas. “O ato tem como propósito falar não só sobre o que aconteceu com a Cláudia, mas também com toda a população negra que enfrenta diariamente a negligência dos governos”, disse Nina. Ela destacou que a proposta é fazer um ato político, mas de forma pacífica. “Por isso também que optamos por fazer em um feriado. Não é nossa ideia atrapalhar o trânsito do centro”, destacou.

O viúvo de Cláudia, Alexandre Fernandes Silva, 42 anos, que também esteve presente ao ato, lembrou que a presença do Estado, normalmente, ocorre por meio da violência nas favelas. “Tem comunidades que a UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] trata o morador da mesma forma que antes, nada mudou”, avaliou. Cláudia era auxiliar de serviços gerais, mãe de quatro filhos e educava mais quatro sobrinhos. Alexandre, hoje, é responsável pela educação de oito crianças e adolescentes.

O ato teve continuidade com apresentações culturais no Largo do Paissandú. Foram convidados grupos de danças tradicionais, como o Jongo; sarau de mulheres negras; rap; djs; e dança. A educadora Adriana Gonçalves, 30 anos, decidiu participar do protesto porque avalia que casos como o de Cláudia são emblemáticos em relação ao tratamento dado à população negra. “Temos a memória muito curta. Não podemos deixar que isso não passe de uma comoção momentânea”, avaliou. De acordo com a programação, as atividades culturais seguem até as 20h

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