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Dilma responde Aécio e nega criação de “Futebrás”

Pelo Twitter, presidente garantiu que governo não deseja comandar mudança no futebol brasileiro

Dilma responde Aécio e nega criação de Futebrás <br /><b>Crédito: </b> Roberto Stuckert / Presidência / CP
Dilma responde Aécio e nega criação de Futebrás
Crédito: Roberto Stuckert / Presidência / CP

Criticada nessa sexta-feira pelo candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, por defender uma renovação no futebol brasileiro e sugerir uma maior participação do Estado na gerência do esporte, a presidente Dilma Rousseff usou o Twitter neste sábado para negar a suposta criação do que Neves chamou de “Futebras”. 

“Os que queriam transformar a Petrobrás em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol”, escreveu Dilma. De acordo com a candidata à reeleição, o governo nunca quis criar a “Futebrás”. “(O governo) Quer, sim, acabar com a Futebrax e deixar de ser um mero exportador de talentos”, acrescentou. 

Dilma explicou ainda que o Estado não deseja comandar o futebol porque o esporte “não pode e nem deve ser estatal”. Queremos ajudar a modernizá-lo. Contem conosco para isso”, avisou. “O futebol, que é atividade privada, precisa ter as melhores práticas da gestão privada, nas áreas comercial, financeira e futebolística”, completou. 

Dilma destacou ainda que o Brasil é uma das maiores economias do mundo. “Podemos ser uma das maiores bilheterias do futebol. Devemos ampliar oportunidades para nossos craques jogarem no Brasil, dando a eles as mesmas condições do mercado internacional”, escreveu. 

“As oportunidades devem ir das divisões de base ao nível profissional. Só assim garantiremos que jogadores de excelência fiquem no Brasil. Temos um imenso talento e amor pelo futebol. Temos agora os melhores estádios. Com renovação, teremos sempre o melhor futebol do mundo”, concluiu Dilma Rousseff. 

Fonte: Correio do Povo

Dilma: “povo deu lição de moral no ‘não vai ter Copa’”

O sucesso da Copa do Mundo no Brasil tem dado uma “goleada nos pessimistas”, que acreditavam que o evento “seria um caos”. A declaração foi feita pela presidente Dilma Rousseff, na tarde desta segunda-feira 30, durante visita inaugural ao Hospital Estadual dos Lagos, localizado no município de Saquarema, no Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

Em seu discurso, Dilma disse que “estamos de fato fazendo a Copa das Copas” e que “os estádios estão aí para todo mundo ver”, ao contrário do que previram alguns veículos de comunicação. “Nesse processo tem um grande vencedor, o povo brasileiro, que deu uma lição de moral nessa questão do ‘não vai ter Copa'”, ressaltou a presidente, sobre o movimento que mostrou um forte mau humor em relação à competição.

“Demos uma goleada nos pessimistas, naqueles que anunciavam que seria um caos”, celebrou a petista, que pediu, por fim, “que no campo tenhamos o que nós merecemos, uma vitória justa”. Pesquisa realizada pelo portal Uol, do grupo Folha, aponta que 35% dos jornalistas estrangeiros dizem que essa é a melhor Copa já vista (leia aqui). Dilma é uma torcedora fervorosa da Seleção Brasileira. A cada jogo, tem publicado no Twitter mensagens parabenizando os jogadores e o técnico, Luiz Felipe Scolari.

Dilma participou do evento no Rio com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que na semana passada abriu o palanque para o também candidato a presidente Aécio Neves, do PSDB, e com o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O novo hospital será referência regional em trauma ortopédico e maternidade de alto risco e beneficiará a população por meio da Central Estadual de Regulação. Foram investidos R$ 46 milhões na unidade de atendimento 100% SUS.

Fonte: Brasil247

Dilma, sobre a Copa: ‘Demos uma goleada nos pessimistas’

Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, destacou nesta segunda-feira,  o sucesso da Copa do Mundo realizada no Brasil e voltou a criticar os chamados pessimistas que previam problemas no País antes do evento. Durante inauguração de um hospital em Saquarema (RJ), Dilma afirmou que “de fato estamos fazendo a Copa das Copas” e ainda que “estamos dando uma goleada nos pessimistas”.

Segundo ela, “durante um tempo grande no Brasil falaram que a Copa seria um caos, que não iria ter Copa. Disseram que estádios não iriam ficar prontos, nem os aeroportos, que iriam ter doenças infecciosas e faltaria luz”, disse.

A presidente avaliou que o transporte dos torcedores aos estádios ocorre “sem grandes dificuldades” e que o povo brasileiro “deu lição de moral ao ‘não vai ter copa'”, numa referência ao slogan adotado por manifestantes e críticos do evento. “A imprensa estrangeira diz que de fato a nossa é a Copa das copas. Não só em número de gols, mas na imensa capacidade desse povo ser hospitaleiro e gentil”.

Dilma citou o funcionamento, sem maiores problemas, de aeroportos para dizer que “demos goleada nos pessimistas, uma goleada nos que anunciavam o caos” e ainda pediu a torcida de “todos os 201 milhões” de brasileiros para “que no campo tenhamos o que merecemos: uma vitória justa.”

Afagos

Durante o evento, Dilma aproveitou para elogiar um dos vários candidatos ao governo fluminense que será seu aliado na campanha o atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Ela citou que o governador e seu antecessor, Sérgio Cabral (PMDB), mantiveram uma parceria republicana que realizou “as melhores obras possíveis” à população do Rio de Janeiro. E afirmou ainda que Pezão foi o responsável pelas obras de infraestrutura e programas sociais e o chamou de uma “pessoa fantástica”.
 

Dilma inaugura hospital e conjunto residencial

A agenda da presidenta Dilma Rousseff tem previstas para hoje (30) duas inaugurações no Rio de Janeiro. Na parte da tarde, ela deverá participar, às 15h30, no município de Saquarema, na Região dos Lagos, da solenidade que marcará o início das atividades do Hospital Estadual dos Lagos.

O hospital beneficiará moradores de Saquarema e das cidades vizinhas, onde vivem cerca de 2,3 milhões de pessoas. O foco será o atendimento ao trauma ortopédico-cirúrgico, à maternidade de alto risco e à ginecologia cirúrgica. Haverá oferta de serviços especializados de imagens, como tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, ecocardiograma e raios X, feitos por agendamento, por meio das secretarias municipais de Saúde.

Serão 56 leitos de internação, dez leitos de UTI adulto, dez de UTI neonatal e cinco de unidade semi-intensiva. Foram contratados 450 profissionais de saúde e das áreas de apoio. O investimento alcançou R$ 46 milhões.

Em seguida, Dilma deverá viajar à capital do estado para inaugurar os residenciais Zé Keti e Ismael Silva, construídos por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, no terreno do antigo Presídio da Frei Caneca, na região central. São 998 unidades habitacionais, destinadas a famílias com renda até R$ 1.600,00.

São 24 blocos de cinco andares, com apartamentos de 43 metros quadrados, divididos em dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes. Um dos blocos foi destinado a índios que ocuparam, no início do ano passado, o prédio do antigo Museu do Índio, e que foram retirados pela Polícia Militar. Também tiveram prioridade moradores de favelas em áreas de risco de deslizamento. O investimento total chegou a R$ 62,8 milhões.

Na terça-feira (1º), Dilma deve permanecer no Rio para a inauguração do Arco Metropolitano, rodovia interligando seis municípios da região, e a cerimônia que marcará a extração dos primeiros 500 mil barris de petróleo do pré-sal, na sede da Petrobras.

Fonte: Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

Dilma entregará taça no Maracanã; Aécio desiste do Mineirão

Correio do Brasil, de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff não se intimidou com as vaias no estádio paulista do Itaquerão e aceitou, com um sorriso no rosto, a missão de entregar a taça ao campeão do mundo no Maracanã. Seja qual for a seleção que ficará com o troféu, no dia 13 de julho. Caberá a ela a tarefa de entregar a taça da Fifa ao capitão da equipe campeã do mundo, segundo o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, autor do convite à mandatária brasileira nesta sexta-feira.

A Fifa chegou a anunciar que a taça seria entregue pelo ex-capitão da seleção espanhola Puyol. Em seguida, rumores deram conta de que a entrega seria feita pela modelo brasileira Gisele Bundchen. Em entrevista coletiva, nesta manhã, no entanto, Valcke esclareceu que ambos levarão a taça até o estádio, mas será Dilma quem irá passá-la às mãos dos vencedores. Isso mantém a tradição já cumprida em outros países que sediaram o evento, com o primeiro mandatário entregando o troféu.

Na abertura da Copa, em São Paulo, no estádio do Itaquerão, a presidente foi ofendida por um coro que se iniciou no setor VIP da arena. A previsão é a de que Dilma não vá aos estádios assistir nenhuma outra partida do Mundial, mas já é certo que ela será uma das estrelas da partida final. Ao lado dela já tem presença confirmada 22 chefes de Estado.

Copa das copas

A presidenta Dilma Rousseff disse, na véspera, em São Paulo, que a Copa do Mundo ora jogada no Brasil deve ser motivo de orgulho, devido à forma como está sendo organizada. Em uma referência ao “padrão Fifa”, foco de protestos que criticavam que a educação e a saúde também deveriam ter esse padrão, e não somente os estádios, a presidenta disse que o Mundial está sendo feito no “padrão Brasil”.

– A Copa tem que ser um orgulho para nós, porque o Brasil e o povo brasileiro estão demonstrando que somos capazes, fora do campo e dentro do campo, de fazer uma Copa como se deve fazer, no padrão Brasil – afirmou, durante cerimônia de anúncio de investimentos de mobilidade urbana para a Baixada Santista.

Segundo a presidenta, o brasileiro tem a característica de abraçar as pessoas, e por isso está recebendo todos os turistas de braços abertos. Ela disse que o evento esportivo tem se transformado em uma Copa da Celac, que é a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, já que várias seleções do continente têm se classificado para a próxima fase.

– Isso sem desfazer dos demais países, porque nós somos os que recebem, e os que recebem têm de receber todos com esse calor que o povo brasileiro é capaz, com essa gentileza, com essa capacidade de procurar a pessoa para ajudar em qualquer circunstância – pontuou.

No Minerão

Já o principal adversário político da presidenta Dilma, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato tucano ao Palácio do Planalto, desistiu de comparecer ao jogo entre Brasil x Chile, no Minerão, principal estádio da capital mineira, onde a torcida, durante uma de suas visitas ao estádio para assistir a uma partida de futebol, o comparou ao ex-atacante argentino Diego Maradona, em uma referência ao consumo de cocaína. Aécio havia demonstrado desejo de assistir ao jogo, mas voltou atrás nesta manhã.

Ao se referir sobre o risco de vaias, após episódio de xingamento da presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa no Itaquerão, Aécio preferiu não se lembrar do episódio em que foi comparado ao antigo craque portenho:

– Até agora sempre fui muito aplaudido.

Aécio justificou sua ausência por ter sido convidado à convenção do PSDB em Goiás.

Sob pressão, Dilma troca ministros de Transportes e Portos

A Presidência da República confirmou nesta quarta-feira a saída de César Borges do comando do Ministério dos Transportes. A mudança ocorre por pressão do Partido da República, que prometeu tirar apoio da candidatura à reeleição de Dilma, mas a presidente garante que não faz política por conveniência, e sim por convicção.

Dilma decidiu tirar Borges do cargo para não perder o apoio do PR na formação da aliança para a disputa a um novo mandato. Para o partido, Borges não atende aos interesses da legenda. O anúncio formal da saída troca no comando do Ministério dos Transportes deve sair ainda na tarde desta quarta-feira.

“A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje mudanças no seu ministério. O Ministério dos Transportes passa a ser ocupado pelo ex-ministro Paulo Sérgio Passos. O ministro César Borges passa a ocupar a Secretaria Nacional dos Portos”, limitou-se a informar uma nota da Presidência.

Mais cedo, Dilma se reuniu com César Borges, com o ministro da Secretaria Especial de Portos, Antônio Henrique da Silveira e também com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Paulo Sérgio Passos, até então cotado, e agora confirmado, para voltar ao cargo de ministro dos Transportes – ele é antecessor de Borges.

César Borges é ministro dos Transportes desde abril do ano passado. Ele já foi governador da Bahia entre 1998 a 2002. Foi durante sua gestão que a Ford decidiu implantar uma fábrica em Camaçari. Borges foi senador até 2010, quando não conseguiu se reeleger. 

Com perfil técnico, Passos tem o apoio de Dilma desde a primeira atuação à frente do ministério dos Transportes. Antes de assumir a pasta pela primeira vez, era o número dois dos Transportes e, na prática, quem tinha conhecimento do setor. 

Fonte: Terra 

Cúpula do PT se reúne em meio a ruídos na chapa de Dilma

Nem o aniversário da mãe afastou a presidente Dilma Rousseff das discussões partidárias neste ano de eleição. Ela recebe na noite desta terça-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, além do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o presidente do PT, Rui Falcão.

O encontro da cúpula petista ocorre em meio ao estremecimento da base de sustentação da chapa de apoio a Dilma, que já perdeu o PTB como aliado e corre o risco de perder o PR.

É praxe da presidente manter contato frequente por telefone com Lula, fiador da sua campanha, além de encontros com intervalos de pelo menos 15 dias. Eles haviam se encontrado pela última vez no último sábado, durante convenção petista que confirmou a chapa de reeleição com Dilma Rousseff candidata à Presidência e Michel Temer, a vice.

Hoje é aniversário da mãe da presidente, dona Dilma Jane, que faz 90 anos. No entanto, a agenda pessoal não afastou o encontro de trabalho que prossegue nesta noite.

Fonte: Terra

Dilma tem maior probabilidade de ser eleita, diz Delfim Netto

Estadão Conteúdo

N/A

A reforma política é necessária, defende o economista

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou que a presidente Dilma Rousseff tem maior probabilidade de ser eleita em outubro, devido sobretudo ao que considera um reconhecimento por avanços de desenvolvimento nos últimos 11 anos.

“São 36 milhões de pessoas que saíram da miséria e 42 milhões que ingressaram na classe média. É um feito grande, pois foi puxado pelo crescimento com inclusão social, o que inclusive levou o Brasil à situação de pleno emprego.”

Para Delfim, o discurso da presidente na convenção nacional do PT, sábado, foi muito importante. “Foi um fato novo ela ter se referido ao fim do excesso da burocracia, que é um dos maiores fatores que limitam bem o crescimento do País”, disse. “E isso tem a ver com o inchaço da máquina administrativa. Ela deixou claro para o PT que corporativismo tem limites.”

Em sua avaliação, o “tricô” de ineficiências que envolvem o Estado também está relacionado à realidade da política partidária, que faz com que as relações entre o Poder Executivo e a base aliada tenham gerado 39 ministérios e secretarias.

“É claro que o número poderia ser bem menor que esse. O Ministério da Agricultura deveria estar concentrado em um só ministério forte e realizador, mas está dividido em quatro. Não faz sentido isso”, afirmou.

Segundo Delfim, a reforma política é necessária, mas pode ser mais simples do que se imagina. “Basta acabar com a reeleição e dar um mandato único de cinco ou seis anos para quem está no Executivo, do presidente ao prefeito”, disse.

“Isso eliminaria um monte de relações de apadrinhamento e troca de favores exageradas com possibilidade do segundo mandato”.

A hora e a vez dos corações valentes

Sem politizar a discussão dos modelos em disputa no país, a dinâmica do ajuste deslizará inevitavelmente para a chave do arrocho, ganhe quem ganhar em outubro.

Carta Maior|Saul Leblon 

Arquivo

O discurso da Presidenta Dilma na convenção do PT,  que ratificou sua candidatura  à reeleição, neste sábado,  merece mais do que a atenção dispensada  normalmente  à retórica  eleitoral.

Há ali, talvez, o sinal de uma importante transformação.

O economicismo perde espaço  como ferramenta central da luta pelo desenvolvimento na concepção  petista e no projeto de reeleição.

Essa primazia passa a ser agora da questão política.

A  pavimentação do  ‘novo ciclo histórico’ que se almeja construir, conforme as palavras da candidata, recai sobre uma democracia tonificada por reformas e pela ampliação de canais com a sociedade. 

“A transformação social produzida por nossos governos criou as bases para a promoção de uma grande transformação democrática e política no Brasil. Nossa missão, agora, é dar vida a esta transformação democrática e política, sem interromper, jamais, a marcha da grande transformação social em curso. Não vejo outro caminho para concretizar a reforma política do que a participação popular, mobilizando todos os setores da sociedade por meio de um Plebiscito (…) São tão amplos os desafios, as propostas e as tarefas que temos, que é mais apropriado chamar o que nos propomos construir de “novo ciclo histórico” – e não apenas de “novo ciclo de desenvolvimento”, disse a Presidenta.

No centro das propostas para um quarto mandato do PT no país, portanto, está a reforma política, mas também a ampliação da democracia participativa, através dos conselhos populares,  e a democratização da comunicação, como lembrou outro orador do encontro,  o presidente do PT, Rui Falcão.

A nova ênfase  não ofusca a atenção aos desafios e metas para expandir os avanços econômicos e sociais acumulados nos últimos 12 anos.

‘Nosso Plano de Transformação Nacional será a ampliação do grande conjunto de mudanças que estamos realizando junto com o povo brasileiro’, disse Dilma.

E o  ex-presidente Lula lembrou que a vitória em outubro passa por uma ampla mobilização para comparar resultados, ‘entre o que eles fizeram e o que nós realizamos’.

O que emerge agora, porém,  é a aparente certeza de que nenhum outro compromisso relevante  com a população  será viável sem dispor do lastro institucional que assegure a celeridade e a sustentação do processo.

A babel partidária no Congresso, a supremacia do dinheiro privado nas campanhas , a desgastante formação das maiorias tornam impossível erguer as linhas de passagem para um novo ciclo de crescimento com a coerência e a rapidez requeridas pelos gargalos da economia e as urgências da sociedade.

Essa é a hora de um coração valente –como lembra o jingle da campanha pela reeleição.

Trata-se de um salto lentamente amadurecido no círculo dirigente do partido. Mas que ganhou impulso e a urgência de uma ruptura,  a partir de dois acontecimentos: o processo da AP 470 e os protestos de rua por melhor qualidade de vida, iniciados em junho de 2013.

A narrativa martelada pelo dispositivo midiático conservador sobre esses episódios cuidou de selar o divisor de águas.

Não por acaso, na abertura do 14º Encontro dos Blogueiros e Ativistas Digitais, em 16 de maio, o ex-presidente Lula resumiria essa mudança  em uma declaração peremptória: ‘ Sem reforma política não faremos nada neste país. E ela terá que ser construída pela rua, por uma Constituinte exclusiva. O Congresso que está aí pode mudar uma vírgula aqui, outra ali. Mas não a fará’, disse ele.

Não era força de expressão.

Trata-se de dar consequência institucional  ao vapor acumulado na caldeira das realizações e das conquistas, mas também das demandas, gargalos e impasses da última década.

Reconhecido pelo FMI como a nação que mais reduziu o desemprego em pleno colapso mundial –11 milhões desde 2008, enquanto o mundo fechava mais de 60 milhões de vagas–  o Brasil avulta agora como a ovelha negra aos olhos do padrão ortodoxo.

O pleno emprego verificado em sua economia impede que os ganhos de produtividade se façam pelo método tradicional de compressão dos holerites.

A ‘purga’ de desemprego e arrocho é a alternativa da ‘ciência’ conservadora para devolver ‘eficiência’ à indústria e moderação aos preços.

A receita é vendida diuturnamente como parte de um calendário inevitável após as eleições, ganhe quem ganhar, embora o ‘consenso’ não conte com a anuência da candidata que lidera a disputa:

‘Eu não fui eleita para trair a confiança do meu povo, nem para arrochar salário de trabalhador! Eu não fui eleita para vender patrimônio público, mendigar dinheiro ao FMI, e colocar, de novo, o país de joelhos, como fizeram! Eu fui eleita, sim, para governar de pé e com a cabeça erguida!’, disse a Presidenta Dilma na convenção de sábado.

Excluir o arrocho das prioridades de governo para  relançar o crescimento encerra desafios respeitáveis.

Há problemas reais a enfrentar.

Ao resistir à ‘destruição criativa’ promovida urbi et orbi pela maior crise do capitalismo desde 1929, o Brasil tornou-se de fato um paradoxo.

De um lado, carrega um trunfo social vibrante.

Enquanto a renda do trabalho e a dos mais pobres esfarela em boa parte do mundo, vive-se o inverso aqui.

Entre 1960 e 2000, a fatia do trabalho na renda nacional havia recuado de 56,6% para algo abaixo de 50%.

Entre 2004 e 2010 essa participação cresceu 14,4%.

Em grande parte, segundo o Ipea, por conta do ganho real de poder de compra do salário mínimo, que cresceu 70% de 2003, como lembrou Dilma na convenção.

Sob governos do PT , os  10% mais pobres da população tiveram um crescimento de renda acumulado de 91,2%.

A parcela endinheirada ficou com um ganho da ordem de 17%.

Nas economias ricas, como demonstrou Thomas Piketty,  o ciclo recente agravou um padrão feito de desigualdade ascendente.

Em alguns casos, a mais-valia absoluta está de volta, através de políticas de corte salarial puro e simples, ou do seu congelamento, associado à ampliação da jornada de trabalho.

Grécia, Portugal e Espanha são os laboratórios desse revival da aurora capitalista.

No total, 24% dos europeus não tem renda para sustentar suas necessidades básicas, entre as quais, alimentar-se.

Nos EUA, 47,5 milhões vivem com menos de 2 dólares por dia. O salário mínimo  é inferior ao vigente na era Reagan.

Não é difícil imaginar o impacto dessa espiral regressiva na fragilização dos sindicatos e na predação de direitos.

Os custos salariais recuam celeremente em boa parte do mundo. O conjunto reposiciona os fluxos de comércio, as cadeias de produção e a renda no planeta.

A deterioração das relações de trabalho  no ambiente global fura o bloqueio das políticas progressistas brasileiras através do  canal do comércio exterior.

Uma parte da distribuição de renda promovida desde 2003 vaza para os mercados ricos, gerando encomendas e lucros por lá, através das importações baratas que sufocam a manufatura brasileira.

25% do consumo atual de manufaturados no Brasil tem origem em mercadorias importadas.

O déficit comercial específico nessa área em 2013 foi de US$ 105 bi.

A solução conservadora para esses desequilíbrios é martelada sem trégua pelo seu aparato emissor.

O Brasil precisaria, segundo essa visão das coisas,  de um choque de juros e de um aumento do desemprego; um tarifaço para ajustar os ‘preços represados’ –sem correção dos salários, naturalmente ; bem como uma abertura comercial ampla, com cortes de tarifas, câmbio livre e mobilidade irrestrita para os fluxos de capitais.

O conjunto, assegura-se, permitiria desmantelar a couraça de ‘atraso e populismo’ que impede o  país de  voltar a crescer com eficiência e competitividade.

Trata-se, em síntese, de trazer para o país a crise e os  desdobramentos  que o PT evita desde 2008. De forma algo tardia e em dose única.

Esse é o programa de Aécio e assemelhados para  colocar o Brasil em linha com o cânone  global. 

As intervenções da Presidenta Dilma  –reforçadas na convenção do PT–  rechaçam a panaceia conservadora.

Seu entendimento é o de que é possível interromper a sangria com medidas destinadas a elevar a produtividade, em duas frentes:  a média prazo,   com educação, reforma tributária e incentivos ao investimento;  a curto prazo, retomando a redução dos  juros e a desvalorização do câmbio, tão logo se consolide o recuo da inflação.

A aposta exige  forte coordenação do Estado sobre os mercados para funcionar. 
E só funcionará  associada a uma ampla pactuação de metas para o ‘novo ciclo histórico’ preconizado pela Presidenta Dilma, com o  engajamento  de partidos, sindicatos e movimentos sociais nesse mutirão democrático.

Exatamente porque é  –e será, cada vez mais necessário politizar a discussão dos dois modelos em disputa no país, a reforma política e a regulação da mídia assumiram a centralidade das preocupações de Dilma, Lula e do PT.

Ampliar essa conscientização é o desafio da campanha progressista até as urnas de outubro.

Sem o engajamento de milhões de corações valentes, a dinâmica do ajuste  brasileiro deslizará inevitavelmente para  a chave do arrocho.

Ganhe quem ganhar no voto.

Dilma: a Copa está dando goleada nos pessimistas

A presidente Dilma Rousseff comemorou neste sábado o andamento da Copa do Mundo, organizada pelo Brasil neste ano. Em discurso durante convenção que a confirmou como candidata do PT à reeleição, a presidente adotou um tom assertivo aos defensores do movimento “Não vai ter Copa”.

“A Copa está dando uma goleada descomunal nos pessimistas. Naqueles que diziam que ela não ocorreria, naqueles que falaram que no Brasil, não teria Copa”, disse a presidente. “A nossa força está no fato de que sonhamos e queremos mais.”

A associação ao Mundial foi feita pelos oradores petistas presentes no evento. O presidente da legenda, Rui Falcão, foi mais específico no episódio no qual Dilma foi hostilizada pela torcida presente na Arena Corinthians durante a abertura da Copa.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que os xingamentos o motivaram a trabalhar mais pela reeleição de Dilma. “Vamos enfrentar nossos adversários”, prometeu. Sem mencionar “a elite”, Lula afirmou que as ofensas partiram de pessoas com educação formal. “Ali a impressão que agente tinha era de que todos tinham passado pela escola”, disse, acrescentando que “pobre sabe que quando a gente vem na casa da gente, a gente tem de tratar com respeito.”

Sobre os estádios, Lula brincou que a eliminação precoce da Inglaterra no mundial se deveu à qualidade das arenas. “A Inglaterra não estava acostumada a jogar em estádios tão bons”, disse à militância petista. 

Fonte: Terra

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