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ONU diminui rações alimentares para refugiados na África por falta de fundos

AFP – Agence France-Presse

01/07/2014

A ONU anunciou nesta terça-feira a diminuição das rações alimentares fornecidas na África, chegando a menos 60% no Chade, para cerca de 800.000 refugiados devido à falta de fundos.

Perante esta situação, que só agrava os níveis de desnutrição em algumas comunidades, particularmente entre as crianças, os diretores do Programa Alimentar Mundial (PAM), Ertharin Cousin, e do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, lançaram em Genebra um pedido de fundos durante uma reunião fechada com representantes de governos.

O PMA solicitou 186 milhões de dólares para restabelecer suas rações completas e evitar qualquer nova redução das rações até o final do ano. Por sua vez, o ACNUR informou necessitar 39 milhões dólares para ajudar os refugiados mais vulneráveis e os mais desnutridas na África.

“Muitos refugiados na África dependem do PMA para continuar vivos e agora estão sofrendo por causa da falta de financiamento”, declarou Cousin, citado em um comunicado.

No total, em todo o continente africano, 2,4 milhões de refugiados em 22 países contam com a assistência do PAM. Atualmente, cerca de 800.000 deles tiveram suas rações reduzidas. A situação é particularmente crítica no Chade, onde cerca de 300.000 refugiados, principalmente da região de Darfur, no Sudão, e da República Centro-Africana tiveram suas rações reduzidas em até 60%.

Na RCA e no Sudão do Sul, as rações chegaram a ser reduzidas em pelo menos metade, de acordo com a ONU. Além disso, 338.000 refugiados na Libéria, Burkina Faso, Moçambique, Gana, Mauritânia e Uganda tiveram suas rações reduzidas em 43% em alguns casos.

“É inaceitável no mundo de hoje que os refugiados sofram de fome crônica ou que seus filhos deixem a escola para ajudar as famílias a sobreviver”, declarou Guterres.

Uma ração completa do PAM é de 2.100 calorias por pessoa por dia.

Manifestações diminuíram na Copa do Mundo

As reivindicações que foram levadas às ruas das cidades brasileiras em junho do ano passado não foram esquecidas. Embora tenham perdido força, os protestos continuaram nos meses seguintes, como as ocupações de Câmaras de Vereadores e as greves de professores no Rio de Janeiro e dos rodoviários em São Paulo.

Na Copa do Mundo, entretanto, os atos chamados pelos movimentos sociais, sobretudo pelos Comitês Populares da Copa, não têm surtido o mesmo efeito. Poucas centenas de pessoas têm participado dos protestos, que ocorrem simultaneamente aos jogos.

Para Lucas Oliveira, integrante do Movimento do Passe Livre (MPL), que coordenou em junho do ano passado as manifestações em defesa da redução da tarifa do transporte público em São Paulo, a pauta da redução dos R$ 0,20 na tarifa faz falta.

“Ano passado, a gente tinha uma demanda muito objetiva colocada. Esse ano não existia uma demanda específica.” Ele também cita o cansaço como um dos fatores para o esvaziamento dos atos. “A gente fazia um ato a cada dois dias e dormia em média quatro, cinco horas por noite.” A mobilização, contudo, não parou. Oliveira defende que atos menores, mas constantes, além de ações nas comunidades, continuam sendo feitos. “Estamos acumulando.”

Já o cientista político Leonardo Barreto aponta a violência como motivo para a mudança no perfil das manifestações. Ele lembra que muitos dos atos terminaram em cenas de violência e depredação protagonizadas pelos black blocs, ativistas que defendem a ação direta como forma de chamar atenção e desafiar o Estado. Em fevereiro deste ano, o cinegrafista Santiago Andrade morreu depois de ser atingido por um rojão disparado por um desses ativistas, em meio a um protesto.

“Os protestos perderam muito apoio depois que isso aconteceu. As pessoas ficaram com medo de serem expostas”, diz Barreto, explicando que os atos deixaram de contar com o “protestante de ocasião”, pessoas que não são vinculadas a grupos políticos. “Nas marchas de junho, você escutava os amigos dizendo que levariam os filhos para ver. Hoje, você vê pais pedindo para os filhos saírem dos atos.”

Já Sandra Quintela, integrante do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs) e da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), aponta a violência policial como um dos motivos para a mudança. Para ela, há uma militarização muito forte das forças de segurança. “Esse é o grande legado da Copa: a militarização recente, seja a nível local, com as guardas municipais, estadual, com as policiais Militar e Civil, e nacional, com as Forças Armadas.”

Desde junho passou a ser comum ver balas de borracha e spray de pimenta sendo usadas nas manifestações, que deixaram muitas pessoas feridas, inclusive jornalistas. Ainda em 2013, levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) apontou que 75% das agressões aos profissionais em manifestações foram cometidas por policiais. A Anistia Internacional também fez campanha para denunciar a violência policial e as detenções arbitrárias, bem como para defender o direito à manifestação.

A opinião é compartilhada pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. “Nós achamos que esse momento está se destacando, infelizmente, como um momento repressivo, o que já era esperado. Foram gastos R$ 2 bilhões só em aparato de segurança para essa Copa, exatamente para impedir que mobilizações tivessem um efeito maior e pudessem crescer nesse processo.”

Ele pondera, contudo, que o atual momento não encerra o ciclo de mobilizações iniciado em junho. “Nós achamos que esse processo, inclusive com as vitórias obtidas, traz um acúmulo importante que, nos próximos meses e nos próximos anos, devem também se reverter no fortalecimento das lutas sociais.”

Para Sandra Quintela, ainda é cedo para afirmar o que vai acontecer depois da Copa. Além dos impactos do endividamento das cidades-sede, o que vai ser criado pelos novos movimentos e também a posição dos já consolidados podem produzir mudanças, ou não, na vida política do país nos próximos anos.

Fonte: Terra 

Produção industrial chinesa desacelera e investimento cresce em ritmo lento

AFP – Agence France-Presse

13/05/2014 

A produção industrial chinesa freou em abril e desde janeiro os investimentos cresceram no ritmo mais lento em 12 anos, segundo números oficiais divulgados nesta terça-feira que revelam uma queda da atividade na segunda economia mundial.

A produção industrial cresceu 8,7% em ritmo anual, menos que no mês anterior (8,8%), anunciou o Gabinete Nacional de Estatísticas (BNS). Em janeiro e fevereiro, o crescimento havia sido de 8,6%, o índice mais baixo em cinco anos.

Os investimentos em capital fixo aumentaram 17,3% em janeiro-abril, em relação ao mesmo período de 2013. Também se trata de uma desaceleração, já que ocorreu uma progressão no primeiro trimestre (janeiro-março) de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A alta registrada em janeiro-abril é a mais fraca dos últimos 12 anos.

A moderação dos investimentos pode ser explicada pelo esfriamento do mercado imobiliário, e por uma ampla campanha contra a corrupção, segundo os analistas do Bank of America Merrill Lynch.

Por sua vez, as vendas ao varejo progrediram 11,9% interanual em abril, revelando neste caso também um sensível freio no consumo particular, em relação ao crescimento registrado em março (12,2%), segundo o BNS.

Estas estatísticas decepcionantes podem alimentar as inquietações sobre a saúde da economia chinesa, cuja atividade sofre um claro freio.

O crescimento econômico do país caiu a 7,4% no primeiro trimestre de 2014 – um mínimo em 18 meses -, contra 7,7% no trimestre anterior. Pequim fixou em março um objetivo de crescimento anual de “cerca de 7,5%”.

As autoridades chinesas descartaram um plano maciço de reativação, embora tenham aplicado desde abril uma série de medidas para encorajar a atividade, como estímulos fiscais, facilidades para investir em infraestruturas e redução do índice de reservas obrigatórias para os bancos rurais.

Apesar disso, “a pressão continua crescendo para incitar (o governo) a adotar novas medidas de flexibilização monetária”, ressalta Zhang Zhiwei, analista do banco Nomura.

Níveis crescentes de CO2 afetam valor nutricional dos cereais

AFP – Agence France-Presse

07/05/2014 

Níveis crescentes de dióxido de carbono (CO2) vão afetar o valor nutricional de cereais importantes para a alimentação, com o arroz e o trigo, alertaram cientistas nesta quarta-feira.

Os agricultores deveriam se concentrar na preocupante vulnerabilidade destes gêneros às emissões crescentes de carbono, acrescentaram.

Em artigo publicado na revista Nature, cientistas afirmaram ter testado 41 cepas de seis cultivos plantados em campos abertos de sete locais em Austrália, Japão e Estados Unidos, onde as plantas foram expostas a níveis altos de CO2 liberados por gasodutos horizontais.

O ar normal tem concentrações de CO2 de cerca de 400 partes por milhão (ppm), que atualmente está subindo em torno de dois a três ppm ao ano.

Em seu ambiente “enriquecido com carbono”, as plantas experimentais cresceram em condições de 546-586 ppm de CO2, uma cifra que em cenários pessimistas pode ser alcançada em meados do século.

Isto se traduz em um aquecimento de mais de 3 graus Celsius com base em níveis pré-industriais, enquanto os países-membros das Nações Unidas se comprometeram a limitar a elevação das temperaturas a 2 graus Celsius.

Os níveis de zinco, ferro e concentrações de proteínas nos cultivos de trigo nos campos diminuíram 9,3%, 5,1% e 6,3% em comparação com o trigo cultivado em condições normais, afirmaram os cientistas.

No arroz, os níveis de zinco, ferro e proteína despencou 3,3%, 5,2% e 7,8%, embora essas cifras variem muito de acordo com as diferentes cepas testadas.

Outras quedas foram observadas no zinco e no ferro em campos de cultivo de ervilha e soja, mas houve poucas mudanças em seus níveis proteicos.

Em contraste, o impacto do CO2 “enriquecido” no milho e no sorgo foi relativamente menor.

Níveis crescentes de CO2 afetam valor nutricional dos cereais

“Este estudo é o primeiro a solucionar a questão de se as concentrações crescentes de CO2, que têm aumentado firmemente desde a Revolução Industrial, ameaçam a nutrição humana”, disse Samuel Myers, cientista de saúde ambiental da Escola de Saúde Pública de Harvard.

“A humanidade está fazendo uma experiência global ao alterar as condições ambientais no único planeta habitável que conhecemos. À medida que esta experiência se desenvolver, sem dúvida haverá muitas surpresas”, continuou.

O estudo alertou os agricultores a adaptar os cereais essenciais para torná-los menos sensíveis ao aumento do CO2.

Sem ajuda, os países mais pobres poderão ficar expostos a uma nutrição decadente, acrescentou. Cerca de dois bilhões de pessoas sofrem de deficiências de zinco e ferro, que podem afetar o sistema imunológico e provocar anemia, respectivamente.

Número de fumantes brasileiros cai 28% em 8 anos, revela pesquisa

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

O Brasil reduziu em 28% o número de fumantes nos últimos oito anos, segundo estudo Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Ministério da Saúde. Em 2006, 15,7% da população era fumante, em 2013, o percentual caiu para 11,3%.

Em 2013, a queda foi de 0,8 pontos percentuais. A parcela da população que fumava em 2012 era de 12,1% passando para 11,3% em 2013. Os homens ainda fumam mais que as mulheres. Enquanto 14,4% deles são fumantes, o percentual entre elas alcança 8,6%.

O número de pessoas que fumam mais de 20 cigarros por dia também diminuiu, mas em menor ritmo. Entre os fumantes, 4,6% consumiam 20 ou mais cigarros por dia, em 2013, o índice passou para 3,4%.

Já a quantidade de fumantes passivos se manteve estável em 10,2% de 2012 para 2013, com aumento entre homens e diminuição entre mulheres.

Porto Alegre é a capital com maior número de fumantes, 16,5% dos gaúchos são fumantes, seguida de São Paulo 14,9%. Já Palmas é a cidade com menor índice de fumantes, na capital do Tocantins, o porcentual é de apenas 5,7%.

Foto:Renato Araújo/ABR

Foto:Renato Araújo/ABR

 

Oferta de cana-de-açúcar reduzirá na próxima safra, estima Unica

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Cana-de-açúcar

União da Indústria da Cana-de-Açúcar estima queda na safra 2014/2015Elza Fiúza/Agência Brasil

A projeção para a safra 2014/2015 de cana-de-açúcar divulgada hoje (22) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) aponta para queda de 16,94 milhões de toneladas na moagem, em relação à safra anterior. A entidade estima que, no total, a oferta será 580 milhões de toneladas.

A redução ocorre em função da queda na produtividade agrícola nos canaviais brasileiros, ocasionada pelo longo período de estiagem no final do ano passado e início deste ano. Apesar disso, a Única constatou crescimento de 5% na área disponível para a colheita. A expansão reflete a menor renovação do canavial e do significativo volume de cana não processada durante a safra anterior, a chamada cana bisada.

O rendimento da área a ser colhida na safra 2014/2015 poderá sofrer queda de 8% na comparação com a safra anterior, que somou 79,8 toneladas por hectare. O volume de cana-de-açúcar processada na safra 2014/2015 deverá ser 2,84% menor que o da safra anterior.

Do total de cana-de-açúcar a ser processada, a projeção é que 56,44% sejam destinadas à produção de etanol, um aumento de 1,66 ponto percentual em relação à safra anterior. Já a produção de açúcar deve ficar 5,23% menor.

Quantidade de lixo jogado em rodovias cai 25% em um ano, diz Artesp

De A Tribuna On-line

A quantidade de lixo jogado e deixado pelos motoristas nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) no ano de 2013 foi 25% menor do que os resíduos encontrados em 2012.  Entre o material descartado está lixo orgânico, latas de alumínio, papel, vidro, móveis e plástico.

Balanço da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) mostra que no ano passado foram encontradas 503 toneladas de lixo nas pistas e acostamento sob concessão da Ecovias. Já um ano antes, em 2012, 676 toneladas.

Em todo o Estado, nos 6,3 mil quilômetros de rodovias sob concessão da Artesp, a redução foi de 16% em 2013 na comparação com o ano anterior.

Levantamento junto às concessionárias que administram a malha concedida mostra que foram recolhidas no ano passado 27.963 toneladas de lixo, média de 76,6 toneladas por dia. Em 2012 foram coletadas pelas concessionárias 33.316 toneladas de resíduos, resultando em uma média de 91,2 toneladas por dia.

Multa

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê multa para quem arremessa lixo pela janela do veículo.

De acordo com o artigo 172, atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias é considerada uma infração média, sujeita a multa e perda de quatro pontos na Carteira de Habilitação. Dependendo do volume de dejetos abandonados, o motorista pode responder a processo por crime ambiental.

Maior incidência

Apesar de boa parte do lixo ser arremessada pelos usuários de dentro dos carros, os pontos onde são mais comum o descarte de lixo nas rodovias são próximos às áreas urbanas, onde vizinhos da rodovia descartam os resíduos domésticos, entulho e outros materiais, segundo as concessionárias.

Nas estradas que atravessam o Interior do Estado, outro foco importante de produção de resíduos, informam as concessionárias, são as usinas de açúcar e etanol.  As praças de pedágio e pontos de paradas de veículos de cargas também são pontos comuns de descarte.

Vantagem de Geraldo Alckmin na TV diminui

Estadão Conteúdo

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Alckmin terá 2 minutos de vantagem sobre Padilha

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), chega às vésperas de sua campanha à reeleição com uma vantagem menor em relação a seus adversários no horário eleitoral gratuito. Na comparação com 2010, o tucano deverá ter palanque eletrônico com maior número de aliados, mas provavelmente terá 2 minutos a mais do que o candidato do PT, Alexandre Padilha. Na última eleição, Alckmin tinha 2m40s de vantagem na propaganda sobre Aloizio Mercadante, o então adversário petista.

A projeção do tempo de TV de Alckmin na campanha à reeleição leva em conta os prováveis partidos de sua coligação. Até agora, o tucano está fechado com sete siglas (PPS, DEM, PSC, PRB, Solidariedade, PTB e PROS), uma a mais do que tinha a chapa da primeira disputa, que contava com PMDB, DEM, PSC, PPS, PHS e PMN. Considera-se no cálculo ainda o PP, partido cobiçado no mercado de coligações por ser uma das legendas a agregar mais tempo de TV (1min16s).

Se esse cenário confirmar-se, o governador terá 2 minutos de vantagem em relação a Alexandre Padilha. O tucano possuía 2m40s a mais do que Aloizio Mercadante em 2010.

A situação pode se complicar para Alckmin se o PP decidir apoiar o candidato petista. O partido faz parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff e apoiou o prefeito Fernando Haddad (PT) em 2012. Nesse caso, Padilha ficaria com meio minuto a mais do que Alckmin no horário eleitoral gratuito. 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio