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Dívida dos clubes paulistas cresce 126% em cinco anos

Redação Folha Vitória

Juntos, os quatro arrecadaram em 2013 R$ 1,046 bilhão, contra R$ 551,2 milhões em 2009. Mas a dívida, que cinco anos atrás era de R$ 465 milhões, saltou para R$ 1,052 bilhão.

“O sinal continua vermelho para os clubes. Estamos falando dos quatro maiores clubes de São Paulo, que têm mais endividamento do que receita”, diz o consultor de gestão esportiva da BDO, Pedro Daniel, que coordenou o estudo. “Isso é preocupante, ainda mais porque não se trata de uma empresa que se endividou para investimento, para construir um fábrica por exemplo.”

A origem das dívidas dos clubes não mudou. A maior parte do rombo vem dos compromissos tributários não honrados, mas dívidas trabalhistas, com fornecedores e com bancos também pesam no bolo. O endividamento, aliás, poderia ser maior em comparação com a receita se não fosse a utilização de um velho recurso para tentar “equilibrar as contas”: a venda de atletas.

Em 2013, o São Paulo faturou R$ 147 milhões com negociações; o Corinthians, R$ 69 milhões; e o Santos, que entre outros jogadores mandou Neymar para o Barcelona, R$ 62,4 milhões. “Para manter uma queda pequena de receita (em relação a outros exercícios), os clubes tiveram de vender atletas”, observa Pedro Daniel.

No ano passado, esse item foi mais importante para gerar recursos para os clubes do que no anterior. Isso porque 2012 foi o ano da renovação dos contratos com a televisão – outra fonte significativa de renda -, o que representou, de maneira geral, ganho importante para os clubes.

Receitas com patrocínio e bilheteria têm peso na “cesta”. No entanto, a negociação de jogadores ainda é a fonte mais robusta. “Isso é ruim, porque a finalidade de um clube não é vender atletas”, considera o consultor.

TROCA NO RANKING – Mas foi justamente esse recurso que levou o São Paulo a ter no ano passado receita maior do que o Corinthians pela primeira vez desde 2008. Basicamente isso ocorreu por causa da venda de Lucas para o Paris Saint-Germain, da França, que representou R$ 108 milhões dos R$ 147 milhões obtidos com transações de atletas.

O maior valor aferido pelo Corinthians com um jogador foram os R$ 29,8 milhões da ida de Paulinho para o Tottenham. “Isso (o recurso do São Paulo) é fantasioso. Estamos falando de R$ 147 milhões de receita com transferência. O Corinthians na soma teve 69 milhões.”

As finanças do Palmeiras também mostram um detalhe interessante: em 2013, teve queda de R$ 63,4 milhões em relação ao exercício anterior. No entanto, em 2012 foram contabilizados como receita R$ 57,9 milhões com prédios construídos pela WTorre no terreno onde está sendo erguida a Allianz Parque. “Esse valor foi considerado receita, mas o dinheiro não entrou no caixa do clube”, alerta Pedro Daniel.

Mais da metade das famílias paulistanas estão endividadas, aponta pesquisa

Aumento do endividamento verificado em abril está relacionado à %u201Cpersistente inflação%u201D, principalmente dos alimentos, que tem pressionado os orçamentos familiares

Agência Brasil

05/05/2014 

O percentual de famílias endividadas subiu 2,7 pontos e chegou a 51,1% em abril, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (5/5) pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP). Em números absolutos, 1,83 milhão de famílias possuem dívidas a pagar. Apesar do crescimento em comparação a março, o percentual é menor do que os 57,1% registrados em abril de 2013.

O endividamento aumentou mais entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos. Nessa parcela da população, o aumento entre março e abril foi 8 pontos percentuais, ficando em 37,3%. Entre as famílias que ganham abaixo de dez salários o crescimento dos endividados foi 0,9 ponto percentual e ficou em 55,9%. No grupo de famílias endividadas em abril, 29% têm contas vencidas e 9,8% dizem que não têm condições de quitar os débitos em 30 dias.

De acordo com a Fecomercio, o aumento do endividamento verificado em abril está relacionado à “persistente inflação”, principalmente dos alimentos, que tem pressionado os orçamentos familiares. “Diante desse cenário, para manter o padrão de consumo, as famílias estariam sendo forçadas a contrair novas dívidas”, destaca a entidade.