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Febre do chikungunya já registra 20 casos no Brasil

 
Febre chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e tem sintomas semelhantes.

Febre chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e tem sintomas semelhantes.

Reuters/Ricardo Rojas
Patricia Moribe

Depois de fazer vítimas nos últimos anos pela África e pela Ásia, o vírus da febre do chikungunya chega ao Brasil, onde já foram registrados 20 casos. “A febre do chikungunya está batendo na porta do Brasil e quer virar residente”, alerta o dr. Adriano Mondini, professor de Saúde Pública, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara (UNESP), São Paulo.

Por enquanto, os casos oficiais mostram que os doentes trouxeram o vírus do exterior. Alguns casos foram de soldados que serviram nas forças de paz da ONU no Haiti, no Caribe. Um outro paciente revelou a doença após uma viagem em junho para a República Dominicana, também na região caribenha.

Mas, assim como a dengue, o chikungunya pode ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que são comuns no Brasil. “Basta uma pessoa infectada entrar em contato com um desses vetores e a doença pode se espalhar”, alerta Mondini.

Sintomas e tratamento

As dores articulares provocadas pelo chikungunya são mais severas, mas a doença é menos mortal que a dengue. Não há tratamentos específicos ou vacinas contra a febre. O tratamento é paliativo, com muito repouso e uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas.

Apesar das semelhanças, a dengue e o chikungunya pertencem a grupos virais diferentes. Enquanto a dengue tem quatro subtipos, o vírus do chikungunya é único. Um dos riscos para a propagação da doença, segundo o especialista, é que um paciente pode fazer um exame de sorologia que se mostra negativo para a dengue, mas que não é necessariamente o caso para outras doenças. As suspeitas de febre do chikungunya devem passar por exames diferenciados, explica.

Estudo confirma predisposição genética à esquizofrenia

Estudo sobre nova técnica para tratar da esquizofrenia foi publicado no site da revista 'Nature'.

Estudo sobre nova técnica para tratar da esquizofrenia foi publicado no site da revista ‘Nature’.

Um estudo publicado nesta terça-feira (22) na revista britânica Natureidentificou mais de cem variações genéticas associadas com o risco de desenvolver esquizofrenia. A pesquisa aponta novas pistas para a compreensão das causas desta doença complexa e formas de tratá-la com mais eficiência.

 

O estudo, realizado por um consórcio internacional de geneticistas, é o maior realizado até hoje na área da psiquiatria. Contou com a participação de 150 mil indivíduos, incluindo 37 mil pacientes.

A partir de 80 mil amostras, os cientistas identificaram 128 variedades genéticas independentes, em 108 regiões precisas do genoma humano, sendo 83 delas inéditas e suscetíveis de contribuir a uma predisposição para a doença. A maioria destas variações tem relação com genes envolvidos na transmissão de informação entre os neurônios e as funções essenciais da memória e da aprendizagem.

A esquizofrenia, que geralmente aparece na adolescência ou em jovens adultos, afeta mais de 24 milhões de pessoas no mundo. A doença se manifesta por meio de crises agudas de psicose, podendo incluir alucinações e delírios, bem como sintomas crônicos que resultam em problemas emocionais e intelectuais.

Atualmente, existem tratamentos disponíveis, mas a sua eficácia deve ser melhorada, enfatizam os pesquisadores. Os medicamentos tratam os sintomas da psicose, mas têm pouco efeito sobre a diminuição da capacidade cognitiva dos pacientes.

Outras associações observadas entre genes relacionados com a imunidade e o risco de esquizofrenia reforçam a hipótese de uma ligação entre a doença e uma disfunção do sistema imune.

“Estes novos resultados poderiam encorajar o desenvolvimento de novos tratamentos para a esquizofrenia”, acredita Michael O’Donovan, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, responsável pela pesquisa.

“O estudo confirma que a genética é um fator importante na doença”, dizem os especialistas associados ao projeto.

Vírus ebola avança na Guiné e preocupa autoridades

Enfermeiros socorrem doentes com Ebola em março passado na Guiné.

Enfermeiros socorrem doentes com Ebola em março passado na Guiné.

AFP PHOTO|MEDECINS SANS FRONTIERES

O avanço da epidemia de ebola no oeste da África preocupa as autoridades do continente e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de casos explodiu no começo deste mês, segundo informações divulgadas na noite de quarta-feira (18).

Nos últimos 15 dias, o número de casos registrados da doença cresceu 60% no continente africano. Os três países mais afetados pelo surto são Guiné, Serra Leoa e Libéria. A OMS já confirmou a morte de 337 pessoas. No final de semana passada, sete pessoas morreram na Monróvia, capital da Libéria.

Um fato alarmante do surto de ebola este ano é que a taxa de mortalidade dos casos registrados é de 50%, um índice considerado elevado. Até hoje, não existe nenhum tratamento para a doença. Também não existe nenhuma vacina contra o vírus, que provoca febre hemorrágia e intensa desidratação. A doença se transmite por meio do contato com animais selvagens e também com pessoas contaminadas.

Arábia Saudita confirma novos casos da síndrome respiratória Mers

Imagem do coronavírus causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) .

Imagem do coronavírus causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) .

REUTERS/National Institute for Allergy and Infectious Disease
RFI

As autoridades sauditas confirmaram 25 novos casos da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) entre ontem e este sábado (3). Até momento, 111 pessoas já morream com a doença no país.

 

Neste sábado, o governo da Arábia Saudita confirmou a aparição de 18 novos casos da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) e duas mortes provocadas pela doença. Ontem, 7 casos foram confirmados. Ao todo, já são cerca de 400 pessoas infectadas pelo vírus no país.

A velocidade de propagação da doença preocupa as autoridades sauditas, pois, em julho, milhões de peregrinos muçulmanos de todo o mundo são esperados nas cidades de Meca e de Medina para o “hadj”, a peregrinação sagrada anual.

Ontem, os Estados Unidos confirmaram o primeiro caso do coronavírus Mers no seu território. O paciente contraiu a doença durante uma viagem recente à Arábia Saudita. No Egito, uma pessoa foi identificada com a doença também após ter visitado a Arábia Saudita.

Um terço dos casos leva à morte do paciente

Em um terço dos casos, o coronavírus Mers leva à morte. Similar ao vírus que provoca a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), o Mers foi detectado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012.

Segundo as autoridades sauditas, o vírus provém de camelos e o contágio entre humanos é baixo, mas ele representa um risco por causa da sua “virulência” e da falta de tratamento específico.